Publicidade

Espanha recupera o trono mundial

Diogo Nunes · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesO sempre apetecido duelo ibérico, que já não acontecia numa final há vários anos, não defraudou as expetativas. No entanto, por mais uma vez, a Espanha acabou por ser mais feliz que Portugal e reconquistar o título, perdido em 2015, nas grandes penalidades.

Portugal entrou no jogo determinado a marcar cedo, obrigando Xavi Malian a estar bastante atento. Após este ímpeto inicial, a Espanha também colocou alguns problemas à defensiva portuguesa, mas Girão respondeu bem.

Passados uns primeiros minutos de jogo mais mexidos, a Espanha começou a ter mais tempo de posse de bola. Porém, não conseguia passar pela defensiva lusa, o que a fazia optar por diversas vezes pela seticada de meia distância. Pelo meio, Portugal esteve perto de abrir o marcador, mas uma situação de contra-ataque iniciado em Reinaldo Ventura terminou com o “Rei” a enviar o esférico ao poste.

Com as alterações protagonizadas por ambos os técnicos, o jogo voltou a ganhar ânimo e, num curto espaço de tempo, Portugal e Espanha ficaram perto do primeiro golo. Girão e Malian responderam bem e mantiveram o marcador a zeros.

Já dentro dos últimos dez minutos do primeiro tempo, Portugal começou a dar bastante espaço ao último portador da bola espanhol e Raul Marin, sobretudo ele, teve várias oportunidades de criar perigo para a baliza portuguesa, mas Girão, novamente em grande, ia defendendo tudo.

A menos de seis minutos do intervalo, bola enrolada por Raul Marin e Girão, num lance de grande infelicidade, acabou por introduzir o esférico na sua baliza. A sorte espanhola continuava e, através de um lançamento de Lamas, Jordi Adroher apontou o 2-0.

Terminado o primeiro tempo, Portugal ia perdendo de forma injusta por 2-0. Os pormenores e a sorte, que outrora pendiam sempre a favor de Espanha em jogos contra a seleção nacional, pareciam estar de volta.

Logo ao início da segunda parte, uma seticada de meia distância de Hélder Nunes acabou no fundo da baliza espanhola. Aos três minutos, lance de contra-ataque de Portugal e Adroher fez falta sobre Gonçalo Alves para cartão azul. Hélder Nunes foi o escolhido para marcar, mas não conseguiu.

Em situação de superioridade numérica, Portugal carregou bastante e Gonçalo Alves conseguiu marcar o golo do 2-2. Melhor entrada na segunda metade era impossível e a partida estava completamente reaberta.

Restabelecido o empate, a Espanha procurava reconquistar o controlo do jogo, impondo o ritmo mais baixo, com o objetivo de surpreender a defensiva portuguesa.

Por volta dos dez minutos da segunda parte, um lance individual de Lamas terminou com uma falta para cartão azul de Reinaldo Ventura. Raul Marin, um especialista em bolas paradas, não conseguiu marcar e, na recarga, Girão fez uma enorme parada.

Ângelo Girão e Pedro Henriques estiveram em bom plano, mas não conseguiram evitar a vitória espanhola Fonte: O Mundo dos Guarda-Redes
Ângelo Girão e Pedro Henriques estiveram em bom plano, mas não conseguiram evitar a vitória espanhola
Fonte: O Mundo dos Guarda-Redes

Em superioridade numérica, a Espanha não conseguiu criar nenhuma verdadeira chance de golo e o resultado continuou empatado.

À entrada para os últimos dez minutos de jogo, novo lance individual de Lamas e a Espanha chegou ao 3-2.

Mais uma vez em desvantagem, Portugal tentou reagir ao golo e, em pouco tempo, criou várias oportunidades que quase resultaram em novo empate.

A ganhar e com pouco mais de cinco minutos para se jogar, era a Espanha a estar mais perto de um novo golo, mas Girão ia mantendo Portugal em jogo.

Os minutos iam passando e o golo não chegada e tudo parecia encaminho para mais um título espanhol. Tudo isto ainda ganhou mais realce, em virtude de um azul visto por Girão a segundos do fim. No respetivo livre-direto, Marin não conseguiu bater Pedro Henriques e no seguimento do lance, o jogador espanhol fez falta para cartão azul sobre Diogo Rafael. Com apenas quatro segundos para se jogar, Hélder Nunes não conseguiu marcar o livre-direto à primeira, mas na segunda recarga e mesmo em cima do fim, o número oito português marcou o golo do 3-3 e levou o jogo para o prolongamento.

A entrar com um jogador a mais no prolongamento, a Espanha ainda conseguiu criar um ou outro lance de perigo, mas não conseguiu aproveitar a vantagem numérica.

Espanha era a seleção que mais procurava o golo, mas Pedro Henriques entrou bem e não permitia o quarto a nuestros hermanos.

Na segunda parte do prolongamento, tanto Portugal como Espanha tiveram algumas oportunidades para marcar, mas o jogo seguiu para penaltis.

Albert Casanovas concretizou o penalti que deu o título à Espanha Fonte: Marzia Cattini Fotografia
Albert Casanovas concretizou o penalti que deu o título à Espanha
Fonte: Marzia Cattini Fotografia

Nas grandes penalidades, João Rodrigues marcou para Portugal e, apesar de Pedro Henriques ter conseguido parar os primeiros três penaltis espanhóis, não conseguiu travar os últimos dois convertidos por Lamas e Casanovas.

Numa final bastante equilibrada e onde ninguém merecia perder, a sorte na lotaria das grandes penalidades voltou a sorrir à Espanha que, desta forma, conquista o seu 17º mundial da história.

[ot-video type=”youtube” url=”https://www.youtube.com/watch?v=bjbvj354owg&feature=youtu.be”]

Fonte: World Roller Games Barcelona 2019

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.