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Apesar das constantes limitações, as Modalidades fizeram de tudo para não parar. Com menos competições, principalmente a nível nacional, podia pensar, caro leitor, que o artigo não ia ficar completo. No entanto, os nossos distintos atletas e equipas que acompanhamos não pararam de surpreender, mesmo em contexto de pandemia.
Alguns momentos causam sentimentos de tristeza, mas a maior parte deles exaltam o melhor que o Desporto nos pode dar. Quando o mundo está numa fase menos boa, podemos confiar nos bons profissionais que nos enchem o ecrã e os pavilhões quase todos os fins de semana.
Fecha-se a cortina de 2020, com a esperança que 2021 seja ainda melhor.
Foto de Capa: Fórmula E
ANDEBOL

França 25 – Portugal 28 – Bastou entrar nas primeiras semanas deste ano civil para encontrar o momento que marcou o ano no Andebol em Portugal. Mas para melhor entender esta história, é preciso regressar a abril de 2019, quando Portugal venceu a França em Guimarães na Qualificação para o Euro 2020. Este já foi, na altura, um resultado histórico, que colocou Portugal na rota do seu primeiro Campeonato Europeu em mais que uma década (podes sempre recordar esse jogo aqui e aqui).
🇵🇹 SEM PALAVRAS 💥🇵🇹 https://t.co/fuIPlKAGL9
— Federação de Andebol (@AndebolPortugal) January 10, 2020
Coincidência, ou não, exatamente nove meses depois França e Portugal voltaram-se a encontrar, desta vez na primeira jornada do seu grupo no Euro 2020. Com a seleção de Portugal de volta a um Europeu 14 anos depois e a seleção francesa já experiente nestes palcos (três vezes campeã europeia) poucos imaginavam que se repetisse o sucedido. No entanto, com o desenrolar do jogo, percebeu-se que a história seria outra.
Apoiada na excelente exibição de André Gomes, Rui Silva e Alfredo Quintana, a equipa comandada por Paulo Jorge Pereira foi tornando o sonho realidade e conseguiu, pela segunda vez consecutiva, levar de vencida a poderosa França, dando início aquele que seria uma prestação histórica num Europeu, conquistando o direito de estar presente na qualificação para os Jogos Olímpicos (agora de) 2021, onde vai, mais uma vez, defrontar a França.
Excecionalmente, o ano de 2020 foi um dos melhores do passado recente para o Andebol em Portugal. Além da prestação no Euro 2020, ainda assegurou a presença no Mundial 2021 que se vai realizar daqui algumas semanas. Podia ter sido ainda melhor, se a pandemia não tivesse levado ao adiamento dos Jogos Olímpicos, onde Portugal vai ter uma hipótese de participar no próximo ano. Esperamos, então, que se cumpra o ditado “não há duas sem três” e que, mais uma vez, Portugal leve vencida a seleção francesa.
Leonardo Costa Bordonhos e Pedro Palma
ATLETISMO
08.02.2020 – O Recorde caiu! – Sentimo-nos um pouco mal em deixar de fora os feitos de Cheptegei em 2020 (bateu os recordes dos 5.000 e 10.000), mas a verdade é que a longa distância tem neste momento um asterisco, seja pelos polémicos ténis, seja pelas ajudas tecnológicas utilizadas este ano. Assim sendo, o momento do ano, para nós, foi quando Mondo Duplantis bateu, pela primeira vez, o recorde mundial, com os 6.17 metros na Polónia.
Muitos dirão que a queda do recorde de Bubka ao ar livre até pode valer mais, mas a verdade é que ver as letras “WR” é sempre especial e hoje um recorde indoor nos saltos conta como recorde absoluto. Foi aí que a antecipação foi maior e foi aí que, pela primeira vez, soubemos que Duplantis tinha mesmo lá chegado. Nesse dia o recorde de Lavillenie caiu (tinha saltado 6.16 metros, há 6 anos, em Donetsk) e abriu caminho ao que se passou em Glasgow e já pouco surpreendeu o que viria a acontecer ao ar livre, em Roma, meses depois.
Pedro Pires
BASQUETEBOL NACIONAL
🔙 Faz hoje 1⃣ semana que o #BasquetebolSCP conquistou a Taça de Portugal, 40 anos depois! 🏀#ThrowbackThursday pic.twitter.com/HMEqO6QhXz
— Sporting CP – Modalidades (@SCPModalidades) October 15, 2020
Sporting CP vencedor da Taça de Portugal – Num ano com tão poucas equipas vencedoras, é de louvar o percurso dos leoninos na Taça de Portugal. No único troféu disputado até à final em 2020 no basquetebol nacional, os verde e brancos venceram o FC Porto por 87-78.
Em 40 anos, esta foi a primeira Taça de Portugal em basquetebol conquistada pelo Sporting CP. Depois de um interregno da modalidade no clube, o plantel construído já dá bastantes alegrias aos adeptos que, de certeza, estão famintos de se deslocarem ao Pavilhão João Rocha.
Andreia Araújo, Clara Maria Oliveira, Diogo Silva, Filipe Torres, Martim Rodrigues de Almeida e Vicente Tigre Avelar
CICLISMO

Contrarrelógio de Tadej Pogacar no Tour – Um contrarrelógio estonteante de Tadej Pogacar, foi o que assistimos no último dia de decisões do Tour. A melhor época de sempre do esloveno, a culminar com a vitória na geral da Volta a França. O seu compatriota e rival, Primoz Roglic, partia para a 20.ª tirada como líder, com 57 segundos de vantagem sobre Pogacar. Para muitos, a vitória estava entregue a Roglic, visto que é um dos melhores contrarrelogistas do mundo. No entanto, um soberbo Pogacar estragou os planos à Jumbo-Visma, subida acima na La Planche des Belles Filles. Pogacar terminou o contrarrelógio de 36,2 quilómetros, em 55m55s, menos 1m21s do que o segundo classificado Tom Dumoulin! Roglic terminou na quinta posição, a 1m56s do primeiro, e no final do dia os papéis inverteram-se, passava a estar a 59 segundos do primeiro lugar.
André Filipe Antunes, José Baptista e Ricardo Rebelo
CRÍQUETE
Happy that we gave people something to cheer for: @mipaltan‘ five-time IPL winning captain @ImRo45 👏🙌🏆#Dream11IPL #Final #MIvDC pic.twitter.com/l8aUTvtLaa
— IndianPremierLeague (@IPL) November 10, 2020
Realização da Indian Premier League – A pandemia marcou o ano para todos os desportos e não faltaram provas canceladas e/ou adiadas. O cricket não foi excepção, 2020 não foi uma época fácil e o anúncio de abril do adiamento sem data marcada da IPL deixava antever uma possível catástrofe.
Mas, a organização encontrou soluções e o evento realizou-se mesmo numa fase mais tardia do ano, com uma bolha extremamente bem organizada nos EAU e sendo, no global, um grande sucesso.
Faltaram os adeptos nas bancadas, mas a possibilidade de desfrutar do desporto já foi uma grande satisfação e que ajudou os amantes da modalidade a elevar a moral durante este período de ansiedade.
José Baptista
DESPORTOS DE INVERNO
Thanks for the journey 💙
Time to say goodbye. pic.twitter.com/TOU7uQpW84— Martin Fourcade (@martinfkde) March 13, 2020
Retirada de Martin Fourcade – Acabou a carreira do maior da história do Biatlo e um dos maiores de sempre da história dos Desportos de Inverno.
O francês marcou uma geração em todos os aspectos. Como desportista, o seu domínio foi avassalador com títulos olímpicos, mundiais, Taças do Mundo e incontáveis recordes e, mesmo na sua última época, levou o Globo de Cristal em duas disciplinas.
Mas, também fora dos skis Martin Fourcade deixou saudades. A sua atitude de nunca desistir, de ruminar nas derrotas, focando-se mais no que precisa de melhorar do que no já fez de bom e ainda o desprendimento de quem nada deve ou teme são um exemplo para todos.
Diogo Rodrigues e José Baptista
DESPORTOS MOTORIZADOS

24h Le Mans: Um dia para recordar – Um dia são 24 horas, 1140 minutos ou 86400s. Nas 24h de Le Mans, em termos de tempo, as coisas não mudaram. O que mudou foram as circunstâncias em torno da histórica corrida de resistência. Uma pandemia que afetou todos os parâmetros da sociedade e que assim sendo levou a que a mítica prova se corresse em setembro. Sem público, a festa da resistência foi feita em casa, por todos nós. E que festa foi para os portugueses!
Mega day. But now I need some rest!@24hoursoflemans pic.twitter.com/pEXibOFrOo
— Filipe Albuquerque (@AlbuquerqueFil) September 20, 2020
Sendo que em 2020 a vitória na categoria LMP1 não estava em causa, com os Toyota a serem os únicos capazes de vencer, na categoria LMP2 a história era diferente. A meio da temporada de resistência o desporto motorizado parou. E depois de reunidas todas as condições para se voltar aos circuitos, Filipe Albuquerque só sabia vencer. No circuito de Circuit de la Sarthe, o Oreca 07 – Gibson #22 da United Autosports, que Albuquerque partilhava com Phil Hanson e Paul Di Resta, colocou-se na pole position da categoria.
Apesar da liderança no início da corrida, na terceira hora de corrida o #37 da Jackie Chan DC Racing, pilotado por Ho Ping Tung, Gabriel Aubry e Will Stevens, chegou à frente. À sétima hora, o #37 teve problemas e depois acabou desclassificado. A decisão dos comissários, emitida pela meia-noite, declarou que um membro da equipa se encontrou com Gabriel Aubry e forneceu um componente que o piloto montou no carro, o que constitui uma violação do regulamento.
A seguir a liderança ficou para o #26 da G-Drive, de Roman Rusinov, Jean-Eric Vergne e Mikkel Jensen, mas rapidamente o #32 da United Autosports, com Will Owen, Alex Brundle e Job Van Uitert, chegou-se à frente. Mais atrás, na luta pelas posições do pódio, estavam o #22 e o #38 da Jota Sport, de António Félix da Costa, Anthony Davidson e Roberto Gonzalez.
O #22 acabou por herdar a liderança, seguido do #38 no segundo lugar. Mas, a corrida não estava decidida, um Safety-Car nos minutos finais veio baralhar as coisas. Uma paragem de Phil Hanson no #22 da United AutoSports já nos últimos dez minutos de corrida levou a um autêntico thriller na decisão da LMP2, com Anthony Davidson no Oreca 07 – Gibson #38 da JOTA a reduzir para nove segundos, antes de também ele parar para um Splash & Dash final, que na prática, decidiu a corrida, pois com a ida às boxes o #38 da JOTA o resultado da corrida ficou decidido na categoria LMP2. Foram 32.831s de diferença, numa corrida que durou 24h e que no final, para Filipe Albuquerque «foram 24h bem suadas, mas trouxemos o caneco para casa, primeiro e segundo portugueses (…) Foi de loucos, uma corrida dura, mas conseguimo ganhar nós. A equipa está toda de parabéns. Um sonho concretizado, ganhar Le Mans por Portugal foi ótimo».
Um pódio histórico com dois portugueses, Filipe Albuquerque e António Félix da Costa. A vitória do primeiro encheu os corações de todos os aficionados do desporto automóvel.
Angelina Barreiro, Carolina Neto, David Pacheco, Helena Escaleira e Luís Manuel Barros
eSPORTS

bet7 sAw (CS:GO) – 2020 foi um ano atípico para todos, mas houve uma equipa no panorama nacional do Gaming que manteve a forma ao longo dos meses. Bet7 sAw, uma equipa de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), que ‘chegou, viu e venceu’.
A equipa composta por Tiago ‘JUST’ Moura, Christopher ‘MUTIRIS’ Fernandes, Omar ‘ARKI’ Chakkor, Ricardo ‘RMN’ Oliveira e Renato ‘STADODO’ Gonçalves, foi fundada em janeiro deste ano, mas já é uma das maiores organizações portuguesas de sempre na categoria.
Treinada por Bruno ‘AIM’ Almeida, os sAw já venceram inúmeros títulos de CS:GO como a Master League Portugal, RTP Arena Cup e a ESEA Open Season 33. Além disto, conquistaram o 2º lugar na ESL Master de Espanha e na DreamHack Open Fall.
Depois de ter sido a primeira equipa a ganhar a Divisão Intermédia da ESEA, os Bet7 sAw alcançaram o tão inédito top-30 mundial de CS:GO (25º).
Renato Gouveia Dias
FÓRMULA 1

O «milagre» de Romain Grosjean – Estranho destacar um acidente como o momento do ano, mas a verdade é que, apenas o destacámos porque, no final, tudo correu bem. E, ao mencionar este acidente, estamos a dar ênfase não só àquilo que mais preocupa a comunidade ligada ao Desporto Motorizado, que é o desenvolvimento da segurança na Modalidade, mas também aos heróis que salvaram o piloto francês das chamas e de uma possível fatalidade – estes heróis são o piloto e o médico do safety-car, e o halo.
O GP do Bahrain de 2020 foi altamente marcado pelo acidente violento de Romain Grosjean, que o deixou no meio de fogo durante 28 segundos. Se este cenário ocorresse há 30 anos, seria o fim. Em 2020, para Romain Grosjean, foram, felizmente, apenas umas queimaduras nas mãos e nos tornozelos, e uma história para contar aos filhos.
É de louvar os esforços que se tem feito para que a segurança na Fórmula 1 e no Desporto Motorizado em geral seja cada vez mais eficaz. São Modalidades que têm o seu risco, mas a verdade é que podemos ter a emoção de uma corrida, sem que nada aconteça aos seus pilotos. E é essa junção que se procura cada vez mais, para se reduzir as fatalidades no Desporto Motorizado. E, aos poucos, tem acontecido, e este exemplo, é um deles.
Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros
FÓRMULA E

Seis corridas em oito dias – Quando o primeiro confinamento para tentar travar a evolução da pandemia apareceu, coincidiu com a realização de várias provas. A Fórmula E já tinha realizado quatro corridas antes de o mundo parar, contudo, tal não chegaria para decidir um campeonato.
A organização da Fórmula E, pensou então na maneira mais rápida e eficaz de decidir um campeonato, sem obrigar ao risco de ter centenas de pessoas essenciais a viajar de um lado para o outro. Foi decidido realizar 6 corridas entre cinco e 13 de agosto no antigo aeroporto de Tempelhof, onde normalmente se realiza o E-Prix de Berlim.
Foram criadas três versões do circuito, para criar imprevisibilidade, e o certo é que conseguimos ver a mais dominante performance de sempre na Fórmula E ( António Félix da Costa a conquistar a pole position na fase de grupos, Super Pole, Volta mais Rápida e vitória com mais de 5 segundos de vantagem, e ainda), e ainda vimos o que muitos estão a considerar um presságio, com a Mercedes a garantir uma dominante dobradinha na última corrida.
A capacidade organizacional e de improviso perante o incerto que a Fórmula E demonstrou, merece todo o nosso respeito.
Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros
FUTEBOL DE PRAIA
BICAMPEÕES!!! É NOSSA!!! #VamosTodos #VamosComTudo
🇵🇹 5-4 🇨🇭 pic.twitter.com/PO3OsGNvOe
— Portugal (@selecaoportugal) September 6, 2020
Bicampeonato Europeu da Seleção Portuguesa – Depois da vitória frente à Suíça na final, Portugal revalidou o título de campeão europeu de futebol de praia. A Seleção Nacional bateu os helvéticos por 5-4, num jogo que nos deu uma exibição de excelência das duas seleções.
Os “magos da areia” adicionaram a conquista de 2020 às já conseguidas em 2002, 2007, 2008, 2010, 2015 e 2019. Os sete vezes campeões da europa colocaram-se assim, mais uma vez, no topo da modalidade, visto que também são os campeões do mundo em título.
Clara Maria Oliveira
FUTSAL

Apuramento para o Mundial – Foi logo nos primeiros meses do ano que conseguimos um grande objetivo para este ano, que era a qualificação para o campeonato do mundo 2020, entretanto adiado para 2021. Num grupo forte, com destaque para a Itália, e a jogar perante os nossos adeptos, nem o empate contra a Finlândia impediu o concretizar desse desejo, selado após uma vitória categórica perante a Itália, deixando a formação “azurra” fora desta grande competição.
Eduardo Nunes e João Pedro Barbosa
HÓQUEI EM PATINS
JÁ ESTÁ! SL Benfica 5-1 Stuart Massamá! Mais um título para esta enorme equipa, mais um título para o #HóqueiBenfica! pic.twitter.com/WFqY6ReXgL
— SL Benfica (@SLBenfica) June 4, 2017
Fim da invencibilidade nacional da equipa feminina do Benfica – O fim prematuro da época 2019/2020 e suspensão das competições europeias já em 2020/21 marca de facto este ano que agora finda. No entanto, há outros acontecimentos fora pandemia que devem ser realçados. Sete anos depois (!), os encarnados voltaram a perder nas competições internas. O desaire por 4-2 foi imposto pelo Sporting.
A equipa leonina criada na época passada parece estar preparada para discutir o monopólio do Benfica heptacampeão, no hóquei feminino. Para além do aumento da visibilidade da modalidade, com os dois clubes da Segunda Circular, a competitividade das competições nacionais irá aumentar e, consequentemente, mais perto uma equipa portuguesa estará perto de ganhar a Liga Europeia feminina (em 13 edições, apenas por uma vez uma equipa portuguesa se intrometeu no domínio espanhol, o Benfica em 2014/15).
Clara Maria Oliveira, João Pedro Barbosa e Pedro Filipe Silva
MOTOGP

Grande Prémio de Portugal – Portugal recebeu, este ano, o mundial de motociclismo na última prova da temporada. E, acredito, que tenha sido o momento mais alto do motociclismo português dos últimos anos.
O grande prémio de Portugal foi nosso. De todos os portugueses, dos que acreditaram desde sempre em Miguel Oliveira e também daqueles que só agora despertaram para o motociclismo e para o trabalho feito pelo falcão de Almada.
Oliveira chegou motivado ao circuito de Portimão e dominou durante todo o fim de semana. Não só alcançou a segunda vitória da temporada, como fez a sua primeira pole position na categoria rainha do mundial de motociclismo. O piloto português chegou e venceu – numa autêntica masterclass, um domínio incrível ao longo da corrida e nem Jack Miller teve armas para alcançar o falcão de Almada que voou até à bandeirada de xadrez e venceu em casa.
E já diria o outro… em casa mandamos nós, não é?
Carolina Neto e David Pacheco
NATAÇÃO
BREAKING – “I am returning to swimming.”
Shayna Jack’s ban was just slashed in half.
Details 📝: https://t.co/KzKE2siJUW pic.twitter.com/es3amp8YRq
— FOXSportsAUS (@FOXSportsAUS) November 16, 2020
Decisões do CAS – Foi um ano extremamente duro para a natação, com todas as competições internacionais de relevo a serem suspensas ou adiadas. Talvez por isso, boa parte das atenções se viraram para as decisões do Tribunal Arbitral do Desporto (CAS).
Em fevereiro, o chinês Sun Yang, triplo campeão olímpico, viu confirmada a suspensão num dos casos mais surreais de que há memória, sendo condenado a oito anos sem competir e, de facto, terminando a sua carreira.
Por outro lado, a australiana Shayna Jack viu no final do ano confirmada a sua defesa de que não havia sido sua intenção tomar uma substância ilícita, reduzindo a sua sentença para dois anos, o que será suficiente para a afastar de Tóquio, mas lhe permite um regresso rápido à competição, salvando as suas perspetivas futuras de carreira
José Baptista
NBA
Remembering Kobe 💜💛 8.23.78 pic.twitter.com/l5dh9G6Vwl
— NBA (@NBA) August 23, 2020
Até sempre, Kobe – O ano ainda estava a principiar e uma das notícias mais pungentes de 2020 atingiu o mundo do desporto. No dia 26 de janeiro de 2020, Kobe Bryant viria a desaparecer fisicamente do nosso planeta.
Ainda hoje parece mentira, mas por mais que o seu corpo nos tenha deixado, a sua grandeza permanece intocável. Seja em Tatum, Devin Booker ou até mesmo em LeBron James, todos têm um pouco de Kobe para nós vermos e a verdade é que o significado de grandeza, como Kobe diria “é inspirares as pessoas próximas de ti”. Foi assim mesmo que ele conseguiu que a sua «mamba mentality» nos inspirasse a seguir firmes, mesmo num ano trágico como o de 2020.
Kobe Bryant deixou-nos mas o seu legado é imortal.
Andreia Araújo, Clara Maria Oliveira, Diogo Silva, Filipe Torres, Martim Rodrigues de Almeida e Vicente Tigre Avelar
NFL

A jogada que acabou por ser a chave para a vitória dos Kansas City Chiefs no Super Bowl frente aos San Francisco 49ers – Com apenas sete minutos e 13 segundos para jogar, e a perder por 20-10 contra uma equipa exímia no controlo do relógio, os Chiefs encontravam-se na sua linha de 30 jardas, e enfrentavam uma situação de terceiro down e quinze jardas para percorrer. Era um momento-chave, e caso não conseguissem manter a posse de bola, os 49ers teriam caminho livre para a vitória. Pedia-se Patrick Mahomes, e o quarterback apareceu.
Mahomes recebeu o snap, desceu até à marca das 20 jardas, e lançou um autêntico míssil que apenas parou na linha de 20 jardas do adversário, não só conseguindo o primeiro down, mas colocando a equipa em excelente posição para chegar ao touchdown.
Foi uma bola que percorreu 44 jardas e marcou o início do fim para São Francisco. Os Chiefs ganharam animo e conseguiram dar a volta ao resultado, vencendo por 31-20.
Leonardo Costa Bordonhos
RUGBY
🕓 FINAL DEL PARTIDO. HISTORIA PURA.
Descontó @allblacks para maquillar el resultado, pero este día ya es inolvidable. ¡GIGANTES @lospumas!
🇦🇷🇳🇿#VamosLosPumas #PersonalTriNations2020 pic.twitter.com/8ZKDGxI0mf
— Los Pumas (@lospumas) November 14, 2020
Nova Zelândia 15 x Argentina 25 – Passados 30 embates entre estas duas nações, os Pumas conseguiram, pela primeira vez na sua história, vencer os All Blacks. Isto depois de muitos contratempos, tais como os 402 dias sem competição internacional e como o facto de muitos dos jogadores argentinos não terem jogado desde março.
Além do resultado, ficará para a história a exibição dominadora dos sul americanos. Durante os 80 minutos, concederam uma única quebra de linha e um só ensaio à Nova Zelândia.
Marco Minelli
SNOOKER

Seis já estão, falta um ou Habemus Hexa – Primeiro Mundial de Snooker sem público. Anormal. Jogadores a desistirem de participarem na prova maior da modalidade por impossibilidade de viajarem ou por medo de consequências e complicações médicas. Anormal. Mundial disputado em julho/agosto. Anormal. Ronnie O´Sullivan sagra-se Campeão do Mundo. Ah, por fim, alguma normalidade.
O Rocket ´steve (Davis) em grande forma no Mundial 2020 e igualou o número de Mundiais de Steve Davis, figura de proa da modalidade nos anos 80, e ficou a um de igualar Stephen Hendry, escocês que dominou em grande estilo os anos 90.
Nas cinco rondas que disputou, Ronnie enfrentou três jogadores que já ocuparam a posição número um do ranking mundial – Ding Junhui, Mark Williams e Mark Selby – sendo que os dois últimos já foram campeões do mundo por três vezes (cada). Na primeira ronda, O´Sullivan não deu hipóteses a Thepchaiya Un-Nooh, batendo o tailandês por 10-1, e, na final, Kyren Wilson viu a sua estreia em finais do Campeonato do Mundo acabar com um 18-8 a favor de O´Sullivan.
O erguer do troféu pela sexta vez pelo Rocket foi histórico, pelo feito em si, pela qualidade do jogo do inglês, mas também pela ausência de público e pela anormalidade de todo o Mundial. Ronnie O´Sullivan alcançar mais uma vez o topo da montanha restaurou alguma normalidade.
Nota: recentemente, Neil Robertson e Judd Trump disputaram a final do UK Championship 2020 (uma das três provas da Tripla Coroa do Snooker, com o Mundial e o Masters de Londres) até à negra, naquela que foi uma das melhores finais da história do Snooker e um hino à modalidade. Em termos de espetacularidade, nenhum momento rivaliza com essa final, mas a conquista de um Mundial pela sexta vez – independentemente do jogador – é algo (quase) único.
Márcio Francisco Paiva
TÉNIS
🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆🏆@RafaelNadal | #RolandGarros pic.twitter.com/FhA0sC041a
— ATP Tour (@atptour) October 11, 2020
Rafael Nadal e o seu 20.º título do Grand Slam – Ao longo de toda a sua carreira, Nadal fez da terra batida o seu reduto especial, prova disso mesmo são os seus números estratosféricos neste piso, especialmente no maior palco do mundo neste piso, Roland Garros.
Este ano não era diferente e Nadal partia como principal favorito à conquista do torneio, não só por todo o seu curriculum e estatuto, mas também porque, ao contrário dos outros principais candidatos, Djokovic e Thiem à cabeça, decidiu que, na retoma do circuito mundial, não se iria deslocar aos EUA para disputar o Masters 1000 de Cincinnati e o US Open, evitando jogar o que faltava da temporada de piso rápido e ter de fazer a transição rápida para a terra, como todos os outros.
Isto fez com que a sua preparação fosse exclusivamente para terra batida e, também, que programasse o seu pico de forma para Roland Garros sem que tivesse o desgaste da viagem para os EUA, ainda para mais com todo o protocolo que o combate à pandemia obrigava.
No início do torneio, a grande discussão eram as condições. Existiram dois fatores de peso para a mudança de condições do Roland Garros este ano. A mudança na escolha de bolas, a organização escolheu passar de Babolat para Wilson, e a altura do ano em que se iria disputar o torneio.
Se, pelas diferentes características da bola, já se previa que existisse uma desaceleração do jogo, a muito maior humidade que seria de prever em setembro/outubro face a maio/junho, habitual altura em que se disputa o torneio, iria agravar ainda mais o primeiro fator, uma vez que a humidade faz com que a bola fique mais pesada, viaje menos no ar e se torne ainda mais difícil de acelerar.
Entre todos os comentadores, era unânime de que Nadal seria aquele que teria mais dificuldade a se adaptar a estas novas condições. O próprio Nadal criticou a escolha da bola, dizendo que a bola era “demasiado pesada e que não era ideal para jogar em terra batida”.
A verdade é que, mesmo com todos estes condicionalismos e ainda o facto de ter Dominic Thiem no seu lado do quadro, Rafael Nadal teve uma das caminhadas mais fáceis que alguma vez teve para vencer Roland Garros. O maiorquino foi avançando, tranquilamente, no quadro e chegou à final sem deixar cair qualquer set! Na final tinha o seu maior obstáculo, Novak Djokovic.
Clear your calendar. You won’t want to miss this one! 📺🍿@DjokerNole | @RafaelNadal | #RolandGarros pic.twitter.com/bwXeSXlO7C
— ATP Tour (@atptour) October 9, 2020
O sérvio e a sua equipa técnica partiam com uma grande confiança e, até, alguma arrogância. Ivanisevic, um dos treinadores de Djokovic, disse inclusive, numa declaração antes do jogo, que “Rafael Nadal não terá hipóteses nestas circunstâncias na terra batida”. Com certeza que resfriou os ânimos quando, no primeiro set, o espanhol aplica um, estrondoso, corretivo de 6-0! Apesar de um 6-0 um bocadinho enganador, basta referir que o set durou 46 minutos para ser concluído, Nadal pareceu ter, naquele momento, quebrado por completo o seu adversário.
Djokovic, que viu a sua estratégia ser completamente destruída no primeiro set, nunca mais se encontrou na partida. O segundo parcial foi 6-2 e o terceiro, que foi onde, ainda que de forma muito tímida, o sérvio tentou aparecer no jogo e conseguiu obrigar Nadal a um set mais longo, terminou com um parcial de 7-5.
A vitória contundente sobre Djokovic, bem como todo o percurso tranquilo permitiu ao tenista maiorquino vencer de forma categórica o seu 13.º título de Roland Garros. A acrescentar a tudo o que já foi dito, esta conquista significa, também, que Nadal igualou o recorde de Roger Federer, com 20 títulos do Grand Slam, o que fez deste um dos principais momentos do ano.
Filipe Torres, José Maria Reis e Pedro Marques dos Santos
UFC
SAÚDEM TODOS O REI DOS LEVES! 🏆🏆🏆@TeamKhabib faz parecer fácil e mantém o cinturão da categoria! #UFC254
Assista no @CanalCombate ➡ https://t.co/ft1a87ueBk
[#InAbuDhabi | @VisitAbuDhabi] pic.twitter.com/SjctdQrcjD
— UFC Brasil (@UFCBrasil) October 24, 2020
Retirada de Khabib Nurmagomedov – Considerado por muitos o lutador mais dominante da história na categoria de pesos leves, Khabib Nurmagomedov retirou-se depois de um 2020 complicado a nível pessoal. Após perder o pai, a sua maior referência, o russo prometeu à família que se retirava.
Ainda com a decisão envolta em secretismo, Khabib derrotou Justin Gaethje no UFC 254. Depois da vitória, que elevou o recorde de carreira para 29 vitórias e zero (!) derrotas, a decisão foi conhecida e levou as lágrimas aos fãs que assistiam em todo o mundo.
Clara Maria Oliveira
VOLEIBOL

Campanha europeia do Sporting CP – Para além da caminhada europeia do SL Benfica, também a do Sporting CP tem de ser enaltecida. Os leões alcançaram a Challenge Cup e, ao longo do último ano, fizeram grandes exibições numa das maiores montras a nível europeu. A formação de Luís Magalhães disputou jogos frente a equipas como os alemães do TSV Giesen e os húngaros do Penzugyor, e mostrou que não se tratava de uma equipa qualquer que chegou a este patamar por mera sorte.
Dada a suspensão e posterior término da época, o Sporting CP teve azar por não poder continuar a demonstrar a boa fase da equipa, mas, aquando do retorno, exibiram que não eram, e não são, de maneira alguma uma “one year wonder” como muitos esperariam.
Andreia Araújo
WWE

O regresso de Edge – Depois de se ter retirado em 2011 devido a lesões no pescoço contraídas ao longo da carreira, Edge regressou aos ringues da WWE no Royal Rumble de 2020. O Rated-R Superstar, que mesmo retirado fazia algumas aparições na empresa, protagonizou o momento do ano.
Foi evidente a emoção tanto do lutador na entrada quanto dos fãs presentes, que há muito ansiavam por ver Edge de volta aos ringues – ele que sempre foi dos favoritos do universo da WWE.
Mesmo afastado dos ringues durante 9 anos, foi o antepenúltimo eliminado no Royal Rumble, depois de ter sido eliminado por Roman Reigns, que viria a ser eliminado por Drew McIntyre, o grande vencedor do combate. Começou uma rivalidade com o seu velho ‘’amigo’’ Randy Orton, que culminou num combate Falls Count Anywhere na WrestleMania 36, sem público, vencido por Edge.
No Backlash, em junho, Randy Orton derrotou Edge no ‘’Greatest Wrestling Match Ever’’, que desde então não teve mais nenhum combate devido a uma lesão que contraiu, só devendo voltar em 2021.
Afonso Viana Santos, Filipe Torres, Francisco Daniel Guerra e Martim Rodrigues de Almeida













