
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Com sorte, até ao fim da época, teremos o prazer de assistir a 3 ou 4 jogos como o CC-Lousã.
Independentemente de tudo o que esta época ainda tenha para nos contar mora em Carnide uma das melhores equipas do País na sua divisão e a jogar um voleibol com uma qualidade que só é superada pela garra e atitude que demonstra.
Jogamos contra, não haja a mínima duvida, uma equipa belíssima e cheia de talento. Este LVC é extremamente organizado e tem na central nº8 uma jogadora de eleição.
O último set é uma descarga de adrenalina sem preço num hino ao voleibol. Teve tudo! Mas o destaque vai para a emoção que trouxe… e, no que a nós diz respeito, aquela última sequência feita daquela maneira com a saída da Bia do banco nem nos melhores dramas do cinema seria tão bem escrita. Foi uma prova de grupo, foi épico e foi imensamente merecido personificado na pessoa ideal!
Houve notável noção da maratona que seria o jogo por parte do LVC, que o abordou muito bem, soube mudar cedo e acima de tudo teve a calma para resistir ao impacto dos 2 primeiros sets. Os 2 seguintes foi libertar um pendor incrível de disponibilidade física e qualidade, não fosse este um jogo imprevisível e que muda a qualquer momento e, contra outra equipa qualquer essa recuperação tinha-lhes dado a vitória. Mas não ali, não contra o CC, não contra este grupo! Encaramos a negra com a seriedade possível e fomos buscar ao talento individual e a profundidade do plantel o que nos faltou. Depois é a alma de toda uma equipa a correr a mil a hora, é o saber que isto no fundo é mais emoção que outra coisa qualquer e que se acreditarmos o suficiente, tivermos coragem e estivermos juntos ninguém nos roubará o sonho!
Nestes jogos, o voleibol é outra coisa qualquer, com vida e vontade própria.
A Lousã que não tente perceber o que aconteceu. Fez tudo o que qualquer equipa podia para ganhar o jogo.
No fim falamos um bocadinho com Beatriz Ferreira, Distribuidora da equipa:
– O que achou do jogo?
BF- Foi um jogo desgastante física e psicologicamente. Estavam em campo duas equipas muito competitivas e tínhamos noção que a equipa que conseguisse manter um ritmo alto e constante seria a que mais probabilidade tinha de vencer.
– Esperava um jogo tão equilibrado?
BF- Sim. Para além de termos boas referências da equipa da Lousã, a tabela classificativa falava por si. A Lousã ocupava o 3o lugar, logo a seguir a nós, tudo indicava que ia ser um jogo equilibrado e difícil.
– O que é que um jogador pensa quando entra no 5º set a 6-12?
BF- Ao entrar “na negra”, com um resultado desses, um jogador pensa fundamentalmente que não há grande margem para errar… E que se lhe é dada a oportunidade de entrar e contribuir para o jogo tem de se dosear o risco e a ponderação e… Além disso, entrar muito concentrado e focado…

– A Bia tem sido menos utilizada mas acaba por decidir um jogo desta importância, como se sentiu? Acredita que essa maior profundidade de soluções é uma vantagem?
-BF- A questão da utilização é sempre um assunto delicado… Não ser a primeira opção não é fácil de gerir, mas temos vindo a batalhar na ideia de que o interesse coletivo se sobrepõe ao individual e é nessa perspetiva que me foco. Naturalmente, senti-me radiante, mas não acho, de todo, que esta vitória tenha sido minha, foi NOSSA. Ter “um banco” que a qualquer momento apresenta alternativas é sempre uma vantagem. A verdade é que não estamos bem todos os dias, a todas as horas e o mesmo acontece em campo. Ter um plano B é sempre uma mais-valia e, inconscientemente, penso que tranquiliza a equipa.
– Depois de terminada a 1ª volta como vê as reais possibilidades do CC?
-BF- Este tipo de previsões é sempre relativa tendo em conta que o grupo é bastante equilibrado, mas realisticamente, há uma possibilidade forte de acabarmos no primeiro lugar da classificação desta fase e é com essa ambição que trabalhamos todos os dias.
– O que espera do jogo com o Alverca sábado?
-BF- Vai ser mais um jogo difícil, com um Alverca motivado, que soma uma vitória na jornada passada e que certamente vem com “sede de desforra”. Nós já mostrámos que somos superiores, mas não há espaço para deslizes.
– Jogando em casa consegue apontar favoritismos?
-BF- Jogar em casa parece-me um cenário naturalmente mais favorável para nós… Mas apesar de fatores ambientais terem importância, não é decisivo para nomear um favorito.














