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Men´s EuroVolley: Portugal deixa excelente imagem frente aos tubarões europeus

Redação BnR · 7 min

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Portugal, 31ª seleção do mundo, regressou aos Europeus de Voleibol, depois da última presença remontar a 2011 e tem como grande objetivo passar a fase de grupos.

Itália, França e Bulgária são as equipas mais fortes do grupo de Portugal. Roménia e Grécia são as restantes equipas do Grupo A sendo também as mais ao nível da seleção portuguesa, pelo que é contra estas duas equipas que Portugal precisa de ganhar para passar esta fase grupos, como foi assumido pelo selecionador português, Hugo Silva.

O primeiro jogo foi contra a Itália, terceira no ranking mundial, ainda que no último europeu tenha sido eliminada nos quartos-de-final. Os transalpinos já foram campeões europeus por seis vezes, sendo a segunda seleção com mais títulos europeus e também a segunda com mais pódios, 13 em 30 possíveis. No duelo entre as duas seleções, a Itália leva clara vantagem, com a última vitória portuguesa a ter ocorrido nos anos 50 do século passado.

Foto De Capa: CEV EUROVOLLEY

PORTUGAL 0 – 3 ITÁLIA: Apesar da derrota, boas indicações da seleção nacional

O jogo começou equilibrado, com Portugal a estar na frente por várias vezes até ao 5-5. Aí, a Itália começou a mostrar os seus melhores argumentos e nem uma pausa pedida por Hugo Silva aos 5-7 foi capaz de fazer parar esta diferença, com os italianos a continuarem na frente, com os números a rondaram uma diferença de quatro até aos 10-14. Depois, os italianos conseguiram dar o ‘golpe’ final, aumentando para 10-17, o que forçou o selecionador português a parar novamente o jogo. Depois da pausa, Portugal teve um parcial de 5-2, fazendo um total de 15-20. Mas depois a seleção italiana fez um parcial de 1-5, o que deixou a Itália a um ponto de fechar o primeiro set. Portugal ainda reagiu e fez quatro pontos seguidos, obrigando a Itália a parar o jogo. Bruno Cunha ainda deu mais um ponto para a seleção nacional, mas no lance seguinte os italianos fecharam o primeiro set, por 21-25.

Portugal começou o segundo set de forma negativa, com a Itália a fazer um parcial inicial de 0-3, que motivou a paragem por parte de Hugo Silva. Marco Ferreira ainda fez o 1-3, mas depois os transalpinos aumentaram para 1-6 e 3-11 e ficou logo aí decidido que os italianos iram fazer o 0-2 em sets, tendo terminado o mesmo com 10-25.

No terceiro set, Portugal começou muito melhor e esteve na liderança por 7-4, mas os italianos conseguiram passar para a frente aos 7-8, com Portugal a nunca mais conseguir passar para a frente do marcador, ainda que o mesmo tenha estado sempre equilibrado, incluindo empate aos 20-20, no que foi, claramente o melhor set de Portugal no jogo. Depois, a Itália fez dois pontos seguidos e Hugo Silva parou o jogo para tentar que Portugal ainda conseguisse vencer o set e evitar o fecho do jogo. Portugal ainda reduziu para 22-23, mas depois Itália fechou o jogo com dois pontos seguidos.

Portugal perdeu assim por 0-3, mas mostrou ter argumentos para lutar pela passagem à próxima fase, principalmente pelo que fez no terceiro set. No entanto, se repetir a exibição do set intermédio teremos vários dissabores durante este europeu.

Portugal deixou uma boa imagem na partida frente à Itália e a passagem à próxima fase está perfeitamente ao alcance dos jogadores portugueses.
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol

PORTUGAL 1 – 3 BULGÁRIA: Seleção portuguesa volta a deixar excelente imagem

Portugal entrava para este segundo jogo da fase de grupos após uma boa imagem deixada na primeira partida frente à Itália. Desta vez, a seleção portuguesa tinha pela frente a Bulgária. Um conjunto histórico do voleibol e que partia para este encontro como grande favorita, mesmo tendo em conta que no último embate entre as duas seleções Portugal até tinha saído vitorioso.

No primeiro set, Portugal entrou mal e rapidamente se viu em desvantagem por 3-0. Contudo, excelente reação da seleção nacional que somou cinco pontos consecutivos e obrigou o selecionador búlgaro a pedir um desconto de tempo. Mesmo depois dessa ação de Silvano Prandi, Portugal continuava a responder bastante bem e a Bulgária só viria a empatar a partida lá bem para o final do set (21-21). Muito a custo de Sokolov, uma das principais figuras búlgaras, é que a seleção búlgara haveria de conseguir vencer o primeiro parcial por 25-23.

Logo no início do segundo set, e acusando um pouco a perda do primeiro parcial, Portugal foi-se um pouco abaixo e rapidamente se viu a perder por 5-2. Nessa altura, Hugo Silva foi obrigado a pedir um desconto de tempo. Quando nada o fazia prever, sobretudo porque a Bulgária estava a liderar o set tranquilamente, eis que surgiu uma resposta de autênticos campeões por parte dos jogadores portugueses. Numa situação pouco usual no voleibol, Portugal chegou a estar a perder por 18-11 e encetou uma recuperação memorável. Uma melhoria significativa nos capítulos da receção e também do serviço estiveram na origem da conquista deste segundo parcial por 30-28.

Portugal esteve muito bem no segundo set, conseguindo vencer na ‘negra’
Fonte: Federação Portuguesa de Voleibol

Tal como havia acontecido nos dois sets anteriores, os comandados de Hugo Silva voltaram a entrar mal. Naturalmente, e após perder um set, a Bulgária elevou o seu nível de jogo. Todavia, a história parecia repetir-se e, após se encontrar em desvantagem por 15-8, Portugal voltou a aproximar-se e chegou mesmo a estar a apenas um ponto dos búlgaros. Certamente já avisados depois daquilo que se passou no set anterior, a Bulgária voltou a elevar o nível e haveria mesmo por vencer o terceiro parcial por 25-23. No entanto, e correndo o risco de me tornar algo repetitivo, os jogadores portugueses estavam a dar uma resposta bastante satisfatória.

O quarto parcial pareceu indicar uma baixa de rendimento por parte de ambas as seleções. Após três sets muito equilibrados e de alta intensidade, somaram-se alguns erros de ambos os conjuntos. Contrariamente ao que se tinha passado nos três parciais anteriores, Portugal entrou melhor e chegou a liderar por 8-5. Uma nota muito negativa para Silvano Prandi. O selecionador búlgaro, que já tinha visto um cartão amarelo por contestar veementemente as decisões da equipa de arbitragem, viu o cartão vermelho por voltar a incorrer nesse tipo de ações. Como consequência, a sua seleção perdeu um ponto. No voleibol, o cartão vermelho não significa a expulsão de nenhum jogador, mas sim a perda de pontos.

Voltando ao jogo, Portugal continuava a ter um desempenho bastante positivo, obrigando mesmo o selecionador búlgaro a pedir um desconto de tempo visto que a sua seleção já estava em desvantagem por 14-10. Neste set, destaque para o serviço cada vez mais agressivo por parte dos jogadores portugueses. No voleibol moderno, cada vez mais é preciso ser-se agressivo nesta ação do jogo. O exemplo do SL Benfica da última temporada é demonstrativo disso mesmo.

A Bulgária ia-se aproximando, mas Portugal continuava a demonstrar bastante competência em todos os capítulos do jogo. Perante essa tal aproximação (16-15), Hugo Silva pediu um desconto de tempo e apelou à concentração dos seus jogadores visto que nos aproximávamos da fase decisiva do set. Quem ia dando um autêntico espetáculo era Marco Ferreira. Uma exibição espetacular do internacional português, mais uma. Por outro lado, Filip Cveticanin não estava nos seus dias.

No final do set, reação dos búlgaros que conseguiram mesmo passar a frente do resultado e vencer este último parcial por 25-22.

Apesar da derrota, foi uma das melhores prestações da seleção portuguesa dos últimos tempos. Ficam boas sensações para as partidas que ainda estão por disputar neste Campeonato da Europa. No capítulo individual, destaque para a prestação de Alexandre e Marco Ferreira. Do lado búlgaro, Sokolov foi o que mais se destacou.

FRANÇA 3 -0 PORTUGAL: Poderia francês difícil de travar 

Após a boa exibição frente à Bulgária, Portugal tinha agora pela frente a toda poderosa França. A jogar em casa, os franceses partiam como tremendos favoritos para esta partida. Cabia a Portugal deixar a melhor imagem possível e honrar as cores portuguesas.

A jogar em casa, a seleção francesa entrou muito forte e não deu qualquer hipótese a Portugal. O primeiro set foi uma autêntica tareia (25-11) e, mesmo tendo em conta o favoritismo francês, a seleção nacional tinha de fazer muito melhor. No segundo parcial, a história foi ligeiramente diferente. Portugal entrou mais concentrado e chegou mesmo a liderar por 11-9. No entanto, a excelente qualidade no serviço dos jogadores franceses acabou novamente por fazer a diferença e a meio do set o resultado já estava em 15-13. A partir desse momento, a França não mais largou a dianteira e acabaria por vencer o segundo parcial por 25-20. Contudo, nota para o desempenho bastante mais positivo dos jogadores portugueses. No terceiro parcial, Portugal voltou a deixar boas indicações e só o perdeu por 25-23.

Portugal não esteve bem no primeiro set, mas deu boa réplica nos restantes
Fonte: CEV EUROVOLLEY

Apesar de um primeiro set bastante negativo, Portugal respondeu e melhorou a sua prestação nos restantes sets. Podemos dizer que agora sim vai começar o Campeonato da Europa para Portugal. Se apresentar o nível destes primeiros três encontros nos jogos frente à Roménia e à Grécia, Portugal tem tudo para se qualificar para a próxima fase da competição.

Duarte Pereira da Silva e Rodrigo Fernandes, redatores de Voleibol

Revisto por: Jorge Neves

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