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Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Álex Grimaldo O lateral espanhol é craque. Ofensivamente é sem dúvida o melhor lateral a actuar em Portugal e possivelmente um dos melhores jogadores de todo o campeonato.

Durante a primeira metade da época vimos um Grimaldo ainda mais forte que o dos anos anteriores. Talvez pela carência criativa da equipa, vimos o espanhol constantemente participar no jogo interior, surgindo ele como o jogador a preencher o terreno entre o meio-campo e o ataque, criando assim tabelas, desequilíbrios e ocasiões de finalização tanto para si como para os seus colegas.

O lateral 10. Um lateral que ataque tanto, claro que terá menos presença defensiva e até menos disponibilidade física para defender. Isso nunca foi problema porque o colectivo serve para isso, serva para criar compensações que permitam explorar o melhor dos jogadores.

Grimaldo tem sido uma vítima do fraco trabalho defensivo do colectivo do SL Benfica. Não só fica mais exposto como cada vez mais se vê obrigado a jogar com maior cautela perdendo assim a sua influência ofensiva. Além disso, criou-se a ideia de que o lateral precisava de um parceiro, alguém posicionado na esquerda a pisar os mesmos terrenos que ele.

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Cervi, aguerrido como é, surgiu como o apoio defensivo do Grimaldo e essa aposta na garra defensiva do extremo trouxeram três perdas à equipa: Franco Cervi perdeu a sua acutilância ofensiva, Grimaldo joga cada vez mais condicionado no espaço e o colectivo perde dois jogadores de ataque e convida o lateral adversário a subir sem preocupações. A cautela defensiva tem exposto ainda mais a nossa lateral às investidas dos adversários.