A pré-época é um período especial. Espaço temporal de esperanças múltiplas e viveiro de sonhos de criança (todos se lembram de onde estavam quando Pablo Aimar aterrou em Tires para assinar pelo SL Benfica), as contratações de cada Verão dão azo ao esmiuçar obsessivo das bancadas: desenham-se onzes inovadores, pergunta-se como irá a nova peça encaixar no sistema e espera-se ansiosamente pelo rendimento merecedor de Bola de Ouro.

Algumas chegadas confirmam-se como reforços de peso, enquanto outras, pouco expectáveis ou não, ficam-se pela mediania. Outras existem que, de tão grande o engano na avaliação das suas qualidades ou tão más são as circunstâncias à chegada, não chegam sequer a envergar camisola em jogos oficiais – estes são os fantasmas dos corredores, os quais toda a gente sabe o nome, mas nunca os viu sem ser em amigáveis jogados num estádio periférico no meio dos Alpes. Cinco desses casos no Benfica vêm adiante, com o contexto mediático de cada contratação explicado de forma perceptível e que nos ajude a perceber quais as razões para tanto… Desperdício.