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O direito pela luta na direita

Bruno Rocha · 2 min

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Desde há uns anos para cá, André Almeida tem sido dono e senhor da lateral direita encarnada. Quererá isso dizer que será sempre dele enquanto estiver no Sport Lisboa e Benfica?

Há novos talentos a emergir no Caixa Futebol Campus, entre eles Tomás Tavares, que mira o lugar ocupado por André Almeida como um objetivo. O jovem defesa de apenas 18 anos procura seguir as pisadas de outros jogadores que contam com passagens pelo glorioso e que agora brilham em altos palcos pela Europa fora, como Bernardo Silva, João Cancelo ou João Félix.

Ora, se o “faz tudo” (a.k.a. André Almeida), com os seus 29 anos, já demonstrou qualidade suficiente para merecer o lugar no onze, Tomás Tavares ainda tem um longo caminho a percorrer. Não dizendo que não tem a qualidade suficiente ou até a maturidade pedida, o “pequeno” Tavares ainda tem muito para provar.

Está claro que a experiência se ganha com jogos, mas sendo o Benfica um clube de topo e com uma reputação a manter, tem de usar a sua experiência para ganhar jogos. É neste parâmetro que Tavares sai prejudicado. O risco de apostar num jogador novo é ser arriscado (perdoem-me a redundância).

Não sou, nem nuca fui, daqueles que gostam de ficar na sua zona de conforto e nunca experimentar coisas novas, mas o que acontece à velha máxima “em equipa que ganha, não se mexe”? Parece-me que Tomás Tavares, ainda que seja um lateral muito veloz no drible, e que quando sobe no terreno de jogo se torna preponderante no plano ofensivo (uma vez que desequilibra por completo a equipa adversária), tem mesmo de esperar pela sua vez.

Tomás Tavares fez a sua estreia absoluta pelos encarnados frente ao RB Leipzig, no primeiro jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões deste ano
Fonte: SL Benfica

Contudo, esta é uma faca de dois gumes! Ainda que André Almeida seja merecedor da lateral direita encarnada, sou apologista de dar aos mais novos as oportunidades merecidas, e Tomás Tavares tem mostrado que merece, pelo menos, uma oportunidade.

Ainda no início da temporada, Bruno Lage deu a responsabilidade de defender o corredor direito a outro jovem prodígio, também Tavares – de seu nome Nuno. Defesa esquerdo de raiz, Nuno Tavares adaptou-se bem às suas novas funções, ainda que temporariamente, tendo até marcado um golo.

O técnico encarnado tem um grande não-problema em mãos. André Almeida perfila-se como o homem para a posição, mas são vários os defesas direitos que espreitam pela janela de oportunidade. Nuno Tavares e Tomás Tavares já pularam, com sucesso, pela janela. Todavia, Ebuehi e João Ferreira mostram-se também como alternativas. Uns mais viáveis que outros, claro está, mas todos com a qualidade exigida.

Resta ver como Lage vai gerir esta situação e até que ponto se torna benéfico para o Benfica ter tantas opções para a mesma posição do onze inicial. O Sport Lisboa e Benfica e Bruno Lage principalmente, têm uma boa dor de cabeça. Por um lado, o treinador quer um plantel curto, mas ter uma formação de ouro não o permite.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

Bruno Rocha

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