Maio ainda vem longe

- Advertisement -

sl benfica cabeçalho 1

Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto, elegeu a última semana como adequada para deixar de falar de árbitros e de arbitragens – uma opção que, além de sábia, se veio a revelar muitíssimo conveniente –; agora, já só importa o futebol jogado, os golos marcados e sofridos, e qualquer “grande” que se preze, por muito que se sinta prejudicado, tem a obrigação de resolver por meios próprios, dentro das quatro linhas, os desafios que lhe são colocados. Até mesmo quando os ditos desafios surgem na forma de três golos sofridos, todos obtidos, sem excepção, no completo incumprimento das regras.

Não me querendo arvorar em crítico de arte, parece-me que estamos perante o melhor desenho da (ainda) curta carreira de Nuno; uma obra plástica de interpretação intrincada, complexa na forma e no conteúdo, com elevado espírito de contradição, mas com muito pouco de santo. Ainda assim, mais realista – já não diria honesta (não nos precipitemos no elogio) – do que as anteriores. Pois, a bem da verdade, as coisas são mesmo assim!

Respeitando, portanto, esta linha de pensamento, importa afirmar, sem mais preâmbulos, directa e claramente, para que todos os interessados o interiorizem: O Benfica empatou com o Boavista por demérito próprio e, obviamente, algum mérito do adversário. Qualquer outra explicação para o banho de Sol (e de bola) com que a nossa equipa se deleitou, sem matutar muito nos problemas da existência, durante aquela primeira meia hora, resultaria, muito em breve, noutras desilusões e, exemplos desses, existem bem próximos, e à vista de todos nós. O resultado foi, de facto, surpreendente e frustrante. Porém, não coloca minimamente em causa o que foi conseguido na primeira metade desta época; nem sequer o talento e a competência deste grupo.

E o que foi conseguido, até esta fase, pelo Benfica? A Supertaça Cândido de Oliveira; a liderança no campeonato (com quatro pontos de vantagem sobre o FC Porto e seis sobre o Sp. Braga); os apuramentos para os quartos-de-final da Taça de Portugal e para a final-four da Taça da Liga; e para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões: um percurso extremamente positivo e eficiente, que deve ser valorizado, não só à lente dos bons resultados, mas também tendo em conta as insondáveis limitações físicas que vêm martirizando, sem tréguas, grande parte deste plantel; e consequentemente, as opções do seu treinador.

João Amaral Santos
João Amaral Santoshttp://www.bolanarede.pt
O João já nasceu apaixonado por desporto. Depois, veio a escrita – onde encontra o seu lugar feliz. Embora apaixonado por futebol, a natureza tosca dos seus pés cedo o convenceu a jogar ao teclado. Ex-jogador de andebol, é jornalista desde 2002 (de jornal e rádio) e adora (tentar) contar uma boa história envolvendo os verdadeiros protagonistas. Adora viajar, literatura e cinema. E anseia pelo regresso da Académica à 1.ª divisão..                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Brian Riemer: «Portugal teve um grande selecionador que foi Roberto Martínez e agora tem outro grande treinador

Brian Riemer fez a análise ao encontro entre Portugal e a Dinamarca, encontro da terceira jornada da Liga das Nações.

Imprensa catalã reage ao triunfo de Portugal: «Portugal e Cancelo sabem golear sem Cristiano Ronaldo»

A vitória de Portugal contra a Dinamarca por quatro bolas a duas está a ser alvo de análise por parte da imprensa internacional.

Portugal: eis a hora para o regresso a solo luso da seleção nacional

A seleção de Portugal regressa a solo nacional durante a próxima sexta-feira, deixando assim Copenhaga, capital da Dinamarca.

Jorge Jesus 1-0 Cristiano Ronaldo: Tendência para manter? Ou princípio do fim da polémica?

Portugal foi ao terreno da Dinamarca vencer por quatro bolas a duas, num encontro a contar para a Liga das Nações.

PUB

Mais Artigos Populares

Nuno Mendes: «Estou a gostar muito de trabalhar com Jorge Jesus»

Nuno Mendes fez a análise ao encontro entre Portugal e a Dinamarca, encontro da terceira jornada da Liga das Nações.

Rafael Leão e a utilização do número 7: «O Cris é um ídolo de infância, o 7 é um número especial, foi a data...

Rafal Leão fez a análise ao encontro entre Portugal e a Dinamarca, encontro da terceira jornada da Liga das Nações.

Eis as contas para Portugal garantir o apuramento na Liga das Nações já no próximo jogo

Portugal tem o caminho aberto para fechar o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações. Conhece as contas nacionais.