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O que se passa na lateral esquerda do Benfica?

Bernardo Santos · 2 min

David Jurásek Angel Di María Luisão Juan Bernat no Benfica
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Benfica

Com a saída de Alejandro Grimaldo, a posição de lateral-esquerdo da equipa do SL Benfica nunca mais foi a mesma. 

Inicialmente, a grande aposta da direção liderada por Rui Costa foi David Jurásek, que chegou SK Slavia Praha, tido como uma grande aposta não só para o presente, mas também para o futuro. 

Pois bem, quem conhecia minimamente o lateral checo, tinha a plena noção das suas capacidades, mas também das suas lacunas, o que para uma equipa que tinha acabado de perder uma referência como Grimaldo, tinha de ser tido bastante em conta. E Jurásek chegou a Lisboa com muito boas referências, fruto dos 45 jogos que disputou na época passada, onde apontou dois golos e 13 assistências. Estes números são muito sólidos para um lateral que, para uma equipa que sonhava em dar o passo em frente nas competições europeias e manter, ao mesmo tempo, a hegemonia no futebol português, significavam muito. 

Mas desde cedo se percebeu que Jurásek tinha algumas lacunas, nomeadamente defensivas, onde revela ainda algum mau posicionamento e más decisões, que valeram aos encarnados alguns golos sofridos pelo lado do checo. No entanto, ao nível ofensivo, nota-se uma capacidade bastante grande em atacar a profundidade, nos cruzamentos e nas bolas paradas, sendo que o jovem checo é muito forte neste capítulo.

Apesar de tudo isto, era necessário dar uma resposta imediata, de alguém que tivesse uma maior experiência em jogos a doer. O SL Benfica apostou em Juan Bernat, velho conhecido dos adeptos do futebol pelas suas passagens pelo Valência CF, FC Bayern e PSG, este último clube que cedeu o internacional espanhol aos encarnados até final da época. 

Se chegou para substituir Grimaldo, as parecenças futebolísticas e físicas não poderiam ser maiores. Baixo centro de gravidade, sólido defensivamente, acutilante ofensivamente e forte nas bolas paradas, para mim, Bernat ainda é inferior a Grimaldo se compararmos diretamente os dois jogadores, no entanto, acredito que se o lateral espanhol tivesse tempo e plena confiança no seu trabalho, a aposta poderia ser muito bem sucedida.

Mas de facto não é isto que verificamos. Jogo após jogo vemos ambos os laterais “esquecidos” no banco de suplentes, e tem o “pronto-socorro” Aursnes a atuar na lateral esquerda encarnada, para tentar dar algo mais ofensivamente no jogo interior. 

Na minha opinião, estas opções são estranhas por parte de Schmidt, e até Aursnes parece desaprender de jogar na sua posição de origem, onde já não atua há muito tempo. 

Diria até que o SL Benfica pode ter aqui um sério problema em mãos, não só para o que falta desta temporada, mas essencialmente para a próxima, porque Bernat não deverá ficar, e Jurásek custou 14 milhões de euros, um investimento muito avultado que ainda não justificou nem sequer a sua metade.

Será que teremos mais um reforço desta posição na próxima janela de transferências?

Eu acredito seriamente que sim e, na minha opinião, deveria ser o tema mais urgente para resolver no plantel encarnado, numa posição que nunca mais foi a mesma desde a saída de Grimaldo.

Bernardo Santos

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