Rafa Silva | No meio está a virtude

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Aquando dos primeiros jogos de Roger Schmidt, percebe-se a intenção de continuar a percepcionar Rafa como homem que partia da linha, seguindo o rigor antecedente de remeter jogadores á sua posição de origem sem grandes variantes.

A pré-época segue com João Mário atrás de Ramos e Rafa a derivar da esquerda – e assim se mantém até ao jogo com o Casa Pia, da 2ª jornada, no qual Schmidt assume definitivamente a troca, com Rafa a iniciar desde o primeiro apito em zona central. Pode-se dizer que o peso da decisão se notou na exibição do internacional português, pelo menos durante os primeiros instantes duma partida muito complicada para o Benfica.

Recompôs-se após o intervalo, é ele que assiste o golo de Ramos e dá alguma chama a uma exibição cinzenta da equipa. A partir daí, Rafa parte definitivamente para o grande inicio de época que está a realizar. Com o Dínamo Kiev, um golo e duas grandes exibições no novo papel, terminando a qualificação com o estatuto reforçadíssimo dentro do balneário e junto da massa adepta.

A sua importância no processo cresceu exponencialmente, replicando a responsabilidade que Jesus lhe tivera atribuído há um ano: como jogador alvo na transição rápida, principal transportador da equipa.

Contra o Arouca, terminaria com 14 passes aproximativos recebidos. Contra o Maccabi, 13. Em Turim, no jogo da época até ao momento, 14.

É ele o farol de todo o conjunto no momento de almejar as redes contrárias. Está tão confiante nas suas próprias capacidades e tão entrosado com as ideias do técnico que conseguiu, até ao momento, suplantar os índices de vários capítulos do rendimento fabuloso fabricado em 2018-19.

Remata mais (2,7 remates por jogo, enquanto fez média de 2,3 há quatro anos), assiste mais (2,9 contra 1,9) e é mais eficaz no drible (66% > 61%) – tudo isto proporcionado por uma menor responsabilidade nas tarefas defensivas (0,7 acções desse género contra 2,1 por jogo), que só um reajuste na posição pôde proporcionar.

Schmidt acertou na mouche e está a conseguir espremer o máximo do talento do jogador, restando perceber que registo estatístico assinará Rafa para traduzir tanto futebol produzido. Será mais goleador que nessa temporada (21) ou mais assistente que no ano passado (17)?  Falamos no final da época.

Pedro Cantoneiro
Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

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