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Fonte: SL Benfica

Democratização e alteração dos estatutos – Os estatutos actualmente em vigor, existentes desde a última revisão em 2010, são bastante contestados por uma boa parte da massa adepta do Benfica. De maneira que este também foi um ponto no qual todos os candidatos se focaram bastante, situação que na minha opinião, deveria obrigar a actual Direcção a repensar os estatutos em caso de reeleição.

Está proposta a alteração das condições de elegibilidade para os Órgãos Sociais, onde para os cargos de Presidente da Direcção, Presidente da Mesa da Assembleia Geral e Presidente do Conselho Fiscal, pretende-se alterar a idade mínima de 43 para 35 anos de idade e o tempo de associado de 25 para 15 anos de sócio. Para os restantes candidatos aos Órgãos Sociais, pretende-se reduzir o tempo de sócio para 10 anos. Medidas com as quais estou de acordo, mas que não abrangem a igualdade de direitos eleitorais entre sócios efectivos e sócios correspondentes.

O sistema de voto electrónico também já foi alvo de críticas por parte de Rui Gomes da Silva. Por isto, este propõe que o voto electrónico seja acompanhado por voto físico em urna, privilegiando sempre o voto físico caso seja necessária uma recontagem dos votos.

A lista também defende a implementação de um sistema eleitoral a duas voltas, onde no caso de não haver um candidato com mais de 50% dos votos na primeira volta, se realize uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados.

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Rui Gomes da Silva pretende ainda implementar uma limitação de mandatos a dois consecutivos de quatro anos, sem possibilidade de uma nova candidatura no futuro, de modo a promover a renovação de liderança no clube e prevenir situações de comodismo e de abuso de poder, como eu creio que se verifica actualmente.

Em relação ao ajustamento de votos consoante a antiguidade, propõe-se um voto por casa ano de sócio. Em relação aos estatutos, esta é a única medida com a qual não estou de acordo. Nos estatutos actualmente em vigor, adeptos do Benfica com pelo menos 25 anos de associado têm 50 votos, o que gera muita contestação por parte de alguns adeptos, visto que faz com que haja uma grande disparidade de poder entre sócios mais antigos e sócios mais recentes.

Ora, eu considero que esta medida proposta, para além de fazer com que haja sócios com mais de 50 votos, também mantém essa disparidade de poderes, o que gera desmotivação aos sócios mais novos, ainda para mais, quando muitos benfiquistas só se tornam sócios já na idade adulta, quando têm a sua independência financeira.

Fora dos estatutos propriamente ditos, Rui Gomes da Silva ainda pretende que os sócios tenham mais poder nas decisões do clube, propondo a realização de Assembleias Gerais Extraordinárias para matérias como a alteração do símbolo do Benfica e a venda do naming do estádio.

Pretende ainda reformular a comunicação do clube e da SAD, contratando profissionais que para além de competentes, também sejam benfiquistas, visto que quem sente o clube como um adepto, consegue transmitir devidamente os sentimentos e emoções aos adeptos.

Por último, menciono a posposta de revisão do modelo de gestão do Museu Cosme Damião e da criação de um comité de história do clube, que servirá essencialmente para recolher informação de modo a aumentar o conhecimento da história do clube e revisão de dados históricos do Benfica.