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Fonte: SL Benfica

Futebol de formação – Antes de mais, devo dizer que o projecto da formação do Benfica foi uma bandeira da Direcção liderada por Luís Filipe Vieira, fazendo com que o Benfica entrasse na vanguarda do futebol de formação.

Isto fez com que, para meu agrado, o futebol de formação merecesse um particular destaque particular no programa de todas as listas candidatas à presidência, promovendo assim mais um ponto de debate entre os candidatos, o que é sempre algo de louvar. Neste pilar estratégico, existem oito propostas apresentadas, de modo a dar continuidade ao trabalho realizado por Luís Filipe Vieira.

Umas das medidas propostas pela lista é as equipas técnicas da cada uma das equipas das camadas jovens possua uma antiga glória do Benfica, de modo a incutir a cultura e o amor pelo Benfica aos jovens da formação, algo que poderá ajudá-los a permanecerem no clube numa fase mais adiantada das suas carreiras.

Outra medida proposta é o investimento no scouting, de modo a aprimorar o recrutamento a nível nacional e internacional. O futebol anda em constante mudança e, como tal, é fundamental que um clube como o Benfica tenha a capacidade de se actualizar e reinventar, sendo que estas são duas medidas com as quais concordo.

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Rui Gomes da Silva pretende também passar o futebol de formação para a SAD, visto que o investimento na formação é feito pelo clube, mas o seu produto final torna-se num activo da SAD, sendo mais uma forma de libertar fundos para o clube.

A medida que a meu ver merece mais destaque é a proposta para extinguir a equipa B ou de sub-23, aliando a esta medida uma política de empréstimos a clubes estrangeiros, entrando aqui, o tal protocolo com clubes de vários campeonatos europeus. Esta é uma proposta com a qual estou em total desacordo por várias razões.

A transição para o futebol sénior é uma fase determinante na carreira de um jogador, sendo que um ou dois anos sem competir regularmente pode destruir a carreira do mesmo, fazendo com que este não atinja o seu potencial. Como tal, a existência de dois escalões séniores reduz drasticamente a possibilidade de haver jogadores que não joguem regularmente.

Depois, a existência da equipa de sub-23 é vantajosa em dois aspectos: primeiro, porque cria uma ponte de transição para jogadores que ainda não estejam preparados para competir a um nível profissional; segundo, dá competição a jogadores que, sem a equipa de sub-23, seriam muito pouco utilizados durante a época, tanto nos juniores, como na equipa B.

Já em relação ao protocolo com clubes estrangeiros, creio que é uma proposta interessante no sentido que aufere aos jogadores uma via alternativa para crescerem noutro contexto e noutra realidade. No entanto, a FIFA pretende cortar nas políticas abusivas de empréstimos, fazendo com que esta medida perca efeitos práticos.

Fazendo um balanço, digo que estou de acordo com o protocolo com clubes estrangeiros (principalmente com algum clube do Championship), mas discordo completamente da ideia de extinguir a equipa B ou de sub-23, sendo que, na minha opinião, as três vias são perfeitamente compatíveis.