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O possível 11 do SC Braga para a época 2020/2021

Francisco Grácio Martins · 6 min

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O Sporting de Braga aparece renovado para atacar a temporada 2020/21. Com um plantel recheado de qualidade, são muitas as soluções ao dispor de Carlos Carvalhal para, numa época em que o clube celebrará 100 anos de existência, atacar as várias frentes em que estará envolvido. À imagem dos anos anteriores, o Braga conseguiu reunir um lote de jogadores que forçará a rotatividade entre si, fomentada pela competitividade interna e, simultaneamente, permitirá ao novo técnico dos minhotos dar o mote para diferentes dinâmicas dentro do modelo de jogo da equipa.

Para já, o Braga tem sido o reflexo do seu treinador. É uma equipa que não abdica de ter a bola, seja em que circunstância for, e que pressiona o seu adversário numa zona bem subida do terreno. No ataque, procura muito os apoios frontais, de modo a encontrar os médios de frente para o jogo, sendo que estes, por sua vez, com uma visão periférica, procuram os desequilíbrios nas costas da defesa contrária. Esta dinâmica ficou mais visível no jogo frente ao Benfica, sendo que, contra o Valladolid, tiveram dificuldade em fazê-lo, procurando mais vezes combinações nos corredores exteriores, o que também mostra uma necessária variabilidade. No momento defensivo, ainda é precisa maior regularidade na agressividade na reação à perda, o que devido à carga acumulada nos treinos de pré-época é natural que ainda não se verifique. Em organização, agrupam-se em 4-4-2, desmontando o versátil 3-4-3 em que atacam.

Dentro disto, vamos analisar que nomes podem dar cara a este Braga já no dia 19 de setembro no Estádio do Dragão.

Guarda-redes


Matheus – o brasileiro de 28 anos é o mais experiente de todas as opções para o posto e será a que dá mais garantias, embora o seu jogo de pés, aspeto bastante valorizado por Carvalhal, não seja brilhante. Terá que evoluir nesse ponto.

Lateral-direito


Ricardo Esgaio – vai ser dono e senhor daquele corredor. Com máxima liberdade para atacar, será fundamental para que, com o extremo a atuar por dentro, possa dar largura e profundidade pela direita. A defender, sempre certinho, a atacar, muito criterioso, optando por soluções eficazes, como cruzamentos atrasados rasteiros.

Defesa-central pela direita


Bruno Viana – é uma variação relativamente à temporada transata, em que atuava como central do meio. O jogador do Braga com mais minutos em 2019/20 terá como missão salvaguardar a segurança do corredor direito, compensando as subidas de Esgaio. Deverá melhorar no sentido de causar maiores desequilíbrios através do passe.

Defesa-central pelo meio


David Carmo – o jovem central canhoto tem evoluído muito, após ter sido aposta no ano passado. As fichas deverão continuar a ser lançadas a favor do campeão europeu de sub-19, prescindindo da experiência de jogadores, como Rolando, e esperando uma valorização do atleta que tem demonstrado estar à altura.

Defesa-central pela esquerda


Raul Silva – esteve muito tempo indisponível na temporada anterior, tendo realizado apenas 15 jogos pela equipa principal, chegando até a competir na equipa de sub-23. Durante esta pré-época tem-se mostrado a bom nível. Além do forte jogo aéreo, é, porventura, o central com mais saída de bola, concretizando bons passes entre linhas. Oferece ainda à equipa a sua capacidade de subir no terreno e criar superioridade no flanco, formando um triângulo com o lateral e o extremo daquele lado, algo que Bruno Viana não faz pela direita. A defender, é ele que fecha o corredor esquerdo.

Lateral-esquerdo


Murilo – não contou na segunda metade da temporada anterior, tendo sido emprestado ao Sporting Gijón. Parece ter regressado para ficar e tem-lhe sido dada a responsabilidade de fazer todo o flanco esquerdo. A defender, ajusta-se na segunda linha de quatro da estrutura do Braga, à frente de Raul Silva, permitindo à equipa defender em 4-4-2. Terá a forte concorrência de Sequeira, mas, ainda assim, Carlos Carvalhal, à imagem do que era Nuno Santos no Rio Ave, parece preferir um jogador com características de extremo: velocidade e drible. Nesse capítulo, o brasileiro leva vantagem. Atenção ainda ao surgimento de Francisco Moura. O jovem de 21 anos tem dado boa conta de si nesta pré-época, inclusivamente, com golos. Após um ano de empréstimo à Académica, Moura regressa como um jogador enérgico e com uma excelente capacidade de definição no último terço difícil de encontrar num lateral da sua idade.

Médio-centro


Al Musrati – acompanhou o técnico dos arsenalistas desde Vila do Conde até à Cidade dos Arcebispos. Um médio forte e que confere bastante verticalidade ao jogo da sua equipa, através da sua capacidade de passe. Com o líbio a jogar a 6, o jogador da posição 8 poderá ter mais projeção ofensiva e chegada à área, salvaguardado pelas coberturas do ex-Rio Ave. Terá a forte concorrência de Castro que tem integrado aquela que parece ser a versão quase final do Braga durante os jogos amigáveis. O português fica a perder pela quantidade de passes laterais e para trás que faz, mas ao nível dos duelos não deixa nada a desejar a Al Musrati. Até poderão coexistir dentro das quatro linhas frente a adversários de maior valor.

Médio-centro


Fransérgio – Será o box-to-box da equipa. Tem chegada, tem remate e tem golo. Consegue movimentar-se e efetuar permutas com os extremos para confundir os adversários. Além disso, é um dos líderes desta equipa.

Extremo-direito


André Horta – uma escolha difícil. Ninguém deixa Nico Gaitán no banco de ânimo leve. Ainda que o estatuto do argentino possa relegar o português para fora das opções a qualquer momento da época, o treinador do Braga tem-lhe dado bastante protagonismo. Parte da direita, mas é um vagabundo na frente de ataque dos minhotos. Aparece constantemente em zonas centrais e até chega a permutar com o 8, assumindo ele o momento da ligação de jogo. De relembrar que há ainda Iuri Medeiros, que pode fazer este lugar.

Extremo-esquerdo


Ricardo Horta – dada a qualidade que apresentou e os 24 golos que marcou na época transata, tem-se falado da sua saída. Caso fique, vai ser seguramente figura importante. É outro que vai ajudar a povoar a zona central do ataque, entre as linhas do adversário. Em organização defensiva, junta-se ao ponta de lança numa primeira linha de pressão.

Ponta de lança


Paulinho – outro caso em que será difícil ao Braga ignorar os assédios do mercado pelo melhor marcador da equipa, em 2019/20, com 25 golos. Caso o consiga manter, será indiscutivelmente titular. Finaliza de qualquer forma e não se fica pelo forte ataque à profundidade. É também fundamental no jogo de apoios.

Artigo revisto por Joana Mendes

Francisco Grácio Martins

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