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10 Promessas adiadas do futebol mundial que jogaram em Portugal

Tiago Serrano · 7 min

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Ao longo da história do futebol mundial, sempre houve aqueles jogadores que, quando são lançados no futebol profissional, prometem ser futuras estrelas, mas, por algum motivo, acabam por não confirmar o seu potencial e ficam pelo caminho.

E por aqui por Portugal também já passaram várias dessas promessas adiadas, tendo deixado a sua marca no nosso futebol. Iremos recordar aqui alguns desses craques.

10.

Fonte: Os Belenenses Futebol, SAD

Nathan Souza (CF Belenenses 2018) – Este jovem médio ofensivo começou a ganhar visibilidade quando brilhou no Mundial de sub-17 em 2013, onde marcou cinco golos em seis jogos. A seu tempo, foi começando a aparecer na equipa principal do Atlético Paranaense e, em 2015, o Chelsea pagaria três milhões de euros pelo seu passe. Ligado aos blues, Nathan seria emprestado ao Vitesse e ao Amiens, sendo emprestado ao emblema da Cruz de Cristo em Janeiro deste ano. Ao serviço do clube de Belém, Nathan realizou 13 jogos e marcou dois golos, um ao Benfica e outro ao FC Porto. Apesar do interesse de Silas em segurá-lo, o brasileiro acabaria por rumar ao Atlético Mineiro.

9.

Fonte: Pafos FC

Lulinha (GD Estoril-Praia 2009/2010 e SC Olhanense 2010/2011) – Este médio ofensivo tornou-se um autêntico prodígio nas camadas jovens do Corinthians, onde seria o melhor marcador. Presença assídua nas selecções jovens do Escrete, Lulinha acabaria por ser lançado na equipa principal numa altura em que o Timão vivia uma das maiores crises da sua história, tendo inclusive descido de divisão. Sem se conseguir afirmar, começou a ser emprestado, primeiro ao Estoril (31 jogos e três golos) e na época seguinte chegaria à Primeira Liga pelo Olhanense (20 jogos e dois golos). De resto, Lulinha continuou a passar por vários clubes no Brasil, tendo também jogado na Coreia do Sul e nos Emirados Árabes Unidos. Atualmente, representa os cipriotas do Pafos FC.

8.

Fonte: UEFA

Jeffrén Suarez (Sporting CP 2011-2013) – Este extremo de raízes venezuelanas é oriundo da prolífica cantera de La Masia, pertencendo à mesma geração de jogadores como Sérgio Busquets e Pedro Rodríguez. Lançado na equipa principal blaugrana em 2009, conquistaria dois campeonatos e uma Champions, mas a forte concorrência e algumas lesões fizeram com que este optasse por outras paragens em busca de mais minutos. Acabaria por rumar à equipa leonina quando esta atravessava a maior crise da sua história, e onde os problemas com lesões persistiram. 39 jogos e cinco golos depois, Jeffrén rumaria ao Real Valladolid. Seguiu-se uma passagem pelo Eupen da Bélgica e hoje representa os suíços do Grasshoppers.

7.

Fonte: Sporting CP

Vitali Kutusov (Sporting CP 2002/2003) – No Championship Manager 01/02, este bielorusso formava um trio atacante temível com os “lendários” Maxim Tsigalko e Sergey Nikiforenko. Na vida real, não passou de um fiasco. Foi lançado muito jovem na equipa principal do BATE Borisov e em 2001 transferiu-se para o AC Milan. A sua pouca utilização valeu-lhe um empréstimo ao Sporting CP de Laszlo Boloni, onde marcaria oito golos em 31 jogos, destacando-se pela particularidade de ter “apadrinhado” a estreia de Cristiano Ronaldo a marcar como profissional (vitória por 3-0 em Moreira de Cónegos com dois golos de CR7 e um de Kutusov). De resto, prosseguiu a sua carreira em Itália, pendurando as botas em 2012 ao serviço do Bari. Nunca chegou aos 10 golos por temporada, registos nada dignos para um “ponta-de-lança”.

6.

Fonte: SL Benfica

Filip Djuricic (SL Benfica 2013/2014 e 2015/2016) – Este médio ofensivo sérvio sobressaiu-se entre 2011 e 2013 ao serviço do Heerenveen, chegando a ser presença assídua na selecção do seu país. As suas prestações fizeram com que o Benfica pagasse 6,5 milhões de euros pelo seu passe, chegando a Lisboa no verão de 2013, com a difícil tarefa de fazer esquecer Pablo Aimar. No Benfica, o criativo viria a mostrar que a sua habilidade com a bola nos pés era inversamente proporcional à sua vontade para desempenhar a profissão de futebolista. Após 22 jogos e dois golos em 13/14, seguiu-se uma época em que foi emprestado ao Mainz e ao Southampton sem se afirmar. Mesmo assim, Rui Vitória dar-lhe-ia uma nova oportunidade nos encarnados, porém, um desentendimento com Rui Costa valeu-lhe novamente as portas de saída. Em Janeiro de 2016 seria emprestado ao Anderlecht e no verão seguinte à Sampdoria, que acabaria por adquiri-lo a título definitivo em Janeiro de 2017. Entretanto, na segunda metade da época passada seria emprestado ao Benevento e neste verão foi cedido ao Sassuolo.

5.

Fonte: UEFA

Juan Iturbe (FC Porto 2011-2013) – Este argentino de origem paraguaia sobressaiu muito jovem ao serviço do Cerro Porteño, sendo na altura apelidado de “novo Messi”. O FC Porto assegurou a sua contratação em 2011, começando a trabalhar com a equipa principal azul e branca na temporada 11/12. No entanto, apenas 10 jogos realizados em um ano e meio valeram-lhe um empréstimo ao River Plate. Na época seguinte, já com Paulo Fonseca ao leme, o extremo ainda faria a pré-temporada com a equipa azul e branca, mas acabaria novamente emprestado aos italianos do Hellas Verona. Na equipa recém-promovida à Serie A, Iturbe mostrou todas as suas qualidades, fazendo com que o clube accionasse a cláusula de opção de compra fixa em 15 milhões de euros, sendo pouco depois vendido à AS Roma por 22 milhões de euros. Na capital italiana, Iturbe ainda faria uma primeira época interessante, mas posteriormente não conseguiu dar continuidade ao seu crescimento, acabando por ser emprestado ao Bournemouth, ao Torino e ao Club Tijuana. Neste verão, Iturbe rumaria novamente ao México, desta vez a título definitivo ao Pumas UNAM.

4.

Fonte: SL Benfica

Gabriel Barbosa (SL Benfica 2017/2018) – O avançado brasileiro oriundo de uma das melhores canteras do Brasil, chegaria à equipa principal do Santos em 2013 com apenas 17 anos. Após épocas de grande nível e de ter conquistado o ouro olímpico em 2016, “Gabigol” seria vendido ao Inter de Milão. Após 10 jogos e apenas um golo no clube nerazzurri, não foi opção para o novo treinador Luciano Spalletti, acabando por ser emprestado ao Benfica já na reta final do mercado do verão de 2017. Nos encarnados, disputou apenas cinco jogos e marcou um golo ao Olhanense e ainda seria apanhado numa noitada. Já em 2018, regressaria ao Santos, onde continua a mostrar serviço. Aos 21 anos, parece servir apenas para o futebol brasileiro.

3.

Fonte: UEFA

Lazar Markovic (SL Benfica 2013/2014 e Sporting CP 2016) – Este prodígio do futebol sérvio deu-se a conhecer ao mundo ao serviço do Partizan e, em 2013, levou o Benfica a pagar 10 milhões de euros por metade do seu passe. No clube da Luz, saltaria para a ribalta após marcar um golo ao Sporting em que fintou vários jogadores adversários e rematou certeiro à baliza de Rui Patrício. No final da época, contou com 49 jogos e sete golos e seria vendido ao Liverpool por 25 milhões de euros. No entanto, a promessa sérvia revelou sérias dificuldades em adaptar-se ao futebol inglês, muito graças à sua fraca capacidade atlética, acabando por ser sucessivamente emprestado. Após um empréstimo mal sucedido ao Fenerbache, Markovic foi protagonista de uma “bomba” ao mudar-se para o Sporting CP. O extremo viu na possibilidade de regressar a Portugal e trabalhar com o treinador que potenciou as suas qualidades uma boa hipótese de relançar uma carreira, mas não passou de um fiasco. Meio ano depois estava de regresso a Terras de Sua Majestade, onde daria seguimento ao ciclo de empréstimos. Seguiu-se o Hull City (onde seria treinado por Marco Silva) e o Anderlecht. Nesta temporada, aos 24 anos, ainda está ligado aos reds, mas continua com o futuro indefinido.

2.

Fonte: SL Benfica

Keirrison – (SL Benfica 2009 e FC Arouca 2017) – Este avançado destacou-se na segunda metade da última década do serviço do Coritiba e do Palmeiras, onde marcaria golos atrás de golos e começava a ser visto como o futuro camisola 9 da Canarinha. Em 2009, o FC Barcelona pagou 14 milhões de euros pelo seu passe e emprestou-o ao Benfica, de modo a que pudesse jogar regulamente num patamar inferior e adaptar-se ao futebol europeu. Mas, na verdade, Keirisson não conseguiu essa afirmação no Benfica (sete jogos e nenhum golo), sendo posteriormente emprestado à Fiorentina, Santos e Cruzeiro, sem conseguir mostrar os dotes goleadores de outrora. Desvinculado do emblema culé, regressou ao Coritiba e passou ainda pelo Londrina até regressar a Portugal em janeiro de 2017 para ingressar no FC Arouca, onde jogaria apenas dois jogos e receberia guia de marcha no verão. Regressou ao Coritiba, acabando por ser cedido novamente ao Londrina.

1.

Fonte: SL Benfica

Freddy Adu (SL Benfica 2007/2008 e CF Belenenses 2009) – Quando chegou a Lisboa, foi recebido por um adepto com um cartaz que dizia o seguinte: “Não precisamos do Simão. Temos o Adu!”. Nascido no Gana, Freddy Adu ingressou na IMG Soccer Academy, onde sobressaiu de tal forma que aos 14 anos participou no Mundial de sub-20 (o primeiro de três que disputou) e já era visto como o “novo Pelé”, estreando-se na MLS aos 15 anos pelo DC United. Após uma curta experiência no Real Salt Lake, Freddy Adu atravessou o Atlântico para rumar ao SL Benfica, deixando os adeptos encarnados com grandes expectativas. Ainda para mais, tendo Rui Costa como uma referência com quem pudesse crescer e aprender. Na verdade, o médio ofensivo até se exibia em bom plano sempre que era chamado a jogo (cinco golos em 21 jogos, quase todos como suplente utilizado), mas o seu comportamento pouco profissional fez com que o seu espaço fosse diminuindo cada vez mais até acabar dispensado. Seguiram-se empréstimos ao AS Mónaco, Belenenses, Aris de Salónica e Rizespor, sem se afirmar em nenhum. Após terminar contrato, Freddy Adu deu continuidade à sua travessia no deserto, jogando no Brasil, na Sérvia e na Finlândia, representando atualmente os Las Vegas Lights, nas divisões inferiores do futebol norte-americano.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Tiago Serrano

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