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5 estatísticas elucidativas por detrás das derrotas do FC Porto

José Mário Fernandes · 4 min

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Sete jornadas de campeonato, quatro jogos europeus e um de taça. No total, foram já doze as vezes que a equipa, às ordens de Sérgio Conceição, subiu ao relvado, em termos oficiais, na época 2019/20. Dessa dúzia de encontros, o FC Porto acabou por sair derrotado umas “alarmantes” três vezes, algo que acabou por desiludir a generalidade da massa adepta portista.

Por detrás dessas derrotas, alguns números acabam por saltar à vista e, de certa forma, ajudam a explicar algumas das razões que originaram tais desaires. Aqui estão alguns deles.


Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O “excesso” de remates do FC Porto – Por vezes, alguns resultados menos positivos das equipas podem encontrar justificação na falta de oportunidades criadas, isto é, na ausência de remates. Bom, esta possível justificação cai, rapidamente, por terra, quando analisamos os registos do FC Porto: nos três jogos em que os “azuis e brancos” foram batidos, até ao momento, a equipa conseguiu obter um número de remates superior ao seu adversário.

13 tentativas de finalização em Barcelos (contra 12 do adversário), 20 perante o Feyenoord (contra 11 dos holandeses) e um total de 25 remates frente ao Krasnodar, no Estádio do Dragão (contra apenas 9 dos russos). São números que demonstram uma clara propensão, por parte dos portistas, para desperdiçar oportunidades, fator que já se mostrou determinante nestas três partidas em específico.

Definitivamente, a finalização clama por melhorias e, caso essas não se verifiquem, outros resultados negativos poderão vir a caminho, sobretudo em jogos frente a adversários pragmáticos.

Fonte: Liga Portugal

O ” excesso” de remates do adversário – Se, como já foi referido no tópico anterior, o FC Porto dispõe de números elevados no que toca a remates, cenário semelhante pode ser traçado aos adversários que conseguiram vencer a equipa da Invicta.

Com uma média um pouco abaixo dos 8 remates concedidos, os “dragões” apresentam números que estão longe de ideais, mas que, da mesma forma, se encontram distantes de um cenário desastroso. Contudo, se o foco da análise for única e exclusivamente os três jogos anteriormente enunciados, esses números acabam por ser inflacionados, visto que, nessas três ocasiões, “Marche” acabou por ter mais trabalho do que o normal.

Nove remates consentidos no jogo da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, 11 em Roterdão e 12 em Barcelos.

Conclusão: quanto mais vezes o oponente chegar a zonas subidas do terreno, maiores serão as chances deste marcar. Chega a ser elementar…

Fonte: FC Porto

Saber ter posse de bola – Por norma, uma equipa dita “grande” terá, muitas das vezes, uma vantagem significativa no quesito “posse de bola”. Todavia, uma outra característica, tão ou mais importante, que a posse de bola é, em si, a noção do que fazer com ela. E, nesse aspeto, o FC Porto tem pecado algumas vezes.

Na derrota por duas bolas a uma frente ao Gil Vicente FC, a equipa atingiu uns incríveis 64% de posse de bola, registo que é, inclusive, o segundo melhor dos “azuis e brancos” no campeonato (apenas superado pelos números obtidos frente ao Vitória SC).

Contudo, o tribunal do Dragão facilmente se lembrará da paupérrima exibição coletiva, protagonizada pelo FC Porto em Barcelos, confirmando, sem margem para dúvidas, que “posse de bola” não vence jogos; pelo contrário, muitas vezes, a falta de ideias pode, inclusive, perdê-los.

Fonte: FC Porto

O subaproveitamento dos pontapés de canto – Algo que está diretamente associado a um número elevado de incursões ofensivas, são os pontapés de canto. Em jogos difíceis, apertados, poderá estar na bola parada o “clique” para desbloquear a partida e, nesse sentido, o FC Porto tem mostrado pouco aproveitamento neste tipo específico de bolas paradas, nomeadamente nas três derrotas que acumula até o dia de hoje.

Nesses três jogos menos conseguidos, a solução poderia ter estado nos cantos e, tal afirmação ganha ainda mais sentido, se atentarmos às estatísticas. Dez cantos no jogo da Champions League, seis na partida de Barcelos e cinco nos Países Baixos: números que, em qualquer uma das três situações, são superiores àqueles alcançados pelos adversários dos “dragões”.

Portanto, é legítimo afirmar que, num hipotético grau de maior aproveitamento do FC Porto, algumas das derrotas poderiam ter sido evitadas.

Fonte: FC Porto

Falta de agressividade e, quem sabe, de algo mais… – Neste último ponto, olhemos apenas para o jogo da Liga Europa realizado na célebre “Banheira de Roterdão”. A derrota por duas bolas a zero em muito pode ser atribuída à falta de eficácia, contudo seria injusto atirar todas as “culpas” para a falta de pontaria dos atacantes do FC Porto.

Dois dados, no mínimo curiosos sobre este jogo, estão relacionados com a falta de agressividade demonstrada por grande parte da equipa dentro de campo: o facto de nenhum jogador “azul e branco” ter saído amarelado da Holanda e o redondo zero obtido pela turma de Sérgio Conceição, relativamente a interseções.

Numa equipa que, historicamente, está associada à garra, à famosa mística do dragão, serão estes dois números sequer admissíveis?

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por Joana Mendes

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos