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5 “verdades absolutas” sobre o FC Porto

José Mário Fernandes · 4 min

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O conceito de “verdade”, para muitos, é ainda tido como algo objetivo: ou é ou não é. Contudo, pessoalmente, considero que o “verdadeiro” e o “falso” acabam por tender um pouco mais para o plano subjetivo do que para a objetividade. Independentemente disso, numa coisa concordaremos: existem factos que não possuem margem para discussão, as chamadas “verdades absolutas”. E, relativamente a “verdades absolutas”, não existem subjetivos ou objetivos, existe apenas a verdade nua e crua. Será essa espécie de verdades que explorarei neste texto, mais precisamente, cinco exemplos específicos de verdades absolutas que circundam o FC Porto.

5.
Fonte: FC Porto

O FC Porto não passa de um clube regional – Comecemos por falar do FC Porto e do Porto em simultâneo. Muito se tem falado da tarefa de “representar o norte esquecido” que, teoricamente, o FC Porto desempenharia no panorama desportivo nacional. Porém, tal cenário não se verifica. A região norte portuguesa (excluindo a região do Porto), possui uma percentagem pouco significativa de portistas, de adeptos azuis e brancos. Aliás, não só no norte: no centro, no sul, no interior, no litoral, nas ilhas, enfim, na maioria do território português a falange de apoio ao FC Porto é quase que insignificante, quando comparado ao número de adeptos dos rivais da capital. Apesar de todas as conquistas das últimas décadas, o clube acabou por não conseguir atrair o público futebolístico do restante Portugal. Em termos de probabilidades, é muito mais fácil encontrar um portuense não portista, do que um portista não portuense. Se és portista e não vives no Porto, considera-te uma espécie rara.

4.
Fonte: FC Porto

As claques não deveriam receber quaisquer benefícios – Ok, já chegámos à conclusão de que a grande maioria da massa adepta portista localiza-se apenas na região portuense. Agora, dentro dessa mesma massa, deverão haver diferenciações? Obviamente que não! És um sócio que adora ficar sentado o jogo todo a comer pipocas e a ver fotografias no Instagram? Não importa. Deverás ter exatamente os mesmos direitos e privilégios que um adepto dos Super Dragões possui. O facto de existirem no nosso clube apoios específicos dirigidos única e exclusivamente para membros de claques, no que diz respeito à questão dos bilhetes, por exemplo, é completamente inadmissível. E digo mais: arrisco-me a afirmar que a situação interna do FC Porto estaria melhor se não existissem claques. O futebol e o nosso clube em particular não necessita de grupos de adeptos violentos que apenas semeiam a desordem e o vandalismo por onde quer que passem.

3.
Fonte: FC Porto
Pinto da Costa jamais deverá ser questionado – De entre todas estas “verdades absolutas”, esta, a meu ver, acaba por ser a “verdade mais verdadeira”. Jorge Nuno Pinto da Costa: um dos presidentes mais históricos do futebol mundial, o presidente mais titulado, o presidente que catapultou o FC Porto para a ribalta do futebol mundial. Se, com todos estes factos, alguns adeptos portistas continuam a criticar ou a duvidar de algumas decisões do nosso presidente, resta-me apenas dirigir uma palavra a todos eles: I-N-G-R-A-T-O-S. Ingratos. Os portistas, no geral, deveriam agradecer todos os dias por este homem ter surgido nas nossas vidas. Sem Pinto da Costa, o FC Porto não seria o que é hoje. Portanto, apoiem o nosso presidente incondicionalmente. Erros? Qualquer pessoa comete erros. Quando confrontados com esses erros, os adeptos deveriam ignorá-los e evitar apontar o dedo a este homem que tanto fez por nós. Menos ingratidão, por favor!

2.
Fonte: FC Porto
Jogadores estrangeiros diluíram o “ser Porto” – O que é “ser Porto”? “Ser Porto” é nunca desistir, nunca se render ao adversário, nunca virar a cara à luta, é o sentimento de que ser melhor não basta. É algo que não se explica em palavras, sente-se. Todavia, esse sentimento, recentemente, tem sido diluído e, em certo ponto, tememos que desaparecesse por completo. A razão? A excessiva abertura das fronteiras do Dragão a jogadores estrangeiros, a jogadores que não conhecem a história do clube, a jogadores que nunca serão capazes de sentir o que é “ser Porto”. Brasileiros, espanhóis, colombianos, mexicanos nunca sentirão o FC Porto como nós, adeptos, sentimos; nunca serão capazes de amar o símbolo que carregam ao peito. Todos estes  imigrantes vêm apenas no FC Porto uma forma de catapultar as suas carreiras para o próximo nível. Um Porto à Porto é maioritariamente português. Um Porto à Porto não pode ter uma percentagem tão elevada de estrangeiros. Um Porto à Porto não poderá ter como capitão um mexicano. O Porto já não é Porto.

1.
Fonte: FC Porto
Danilo é sobrevalorizado pelos adeptos –  Por último, passamos de estrangeiros para portugueses. Recentemente, numa publicação de uma página afeta ao FC Porto, deparei-me com a ideia de que Danilo era sobrevalorizado pelos adeptos. Rapidamente, concordei a 100% com tal teoria. Não só na nossa equipa, como também no nosso campeonato, existem jogadores com o dobro da qualidade de Danilo e com metade do reconhecimento e da valorização. Talvez pela carência de representantes portugueses na nossa equipa principal, facto é que a massa adepta portista glorifica este médio sem nenhum motivo aparente, na minha opinião. Jogadores do nosso plantel ou de equipas rivais facilmente fariam o mesmo ou até mais do que Danilo faz dentro das quatro linhas. Resumindo, trata-se apenas de um jogador mediano que, por uma razão ou por outra, acabou por cair nas graças do tribunal do Dragão.
Feliz dia das mentiras!

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Mário Fernandes

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