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Findou o mercado de transferências sem que no Dragão se registasse qualquer reforço de última hora para o plantel principal. A estratégia destes últimos meses foi bem clara e passava por operar um emagrecimento brutal no número de jogadores excedentários sem, porém, colocar em causa o objetivo de conquistar o título. Numa primeira análise, esse objetivo parece ainda bem ao alcance com o grupo atual, mas a expetativa era grande e, após as movimentações que se foram vendo, seria mais ao menos expectável que à invicta poderiam chegar, pelo menos, um defesa central, um extremo e um avançado. Mesmo não sendo imprescindíveis, trariam mais opções a um plantel que, na sua generalidade, me parece manifestamente curto.

Fonte: FC Porto
É no centro do setor defensivo que começam as primeiras (ligeiras!) preocupações. Marcano e Felipe são a dupla inquestionável do momento e, como nenhum deles saiu, a ida ao mercado não se tornou indispensável. Já para a substituição de um deles aparece Diego Reyes, um jovem com potencial e que se destacou muito bem nas últimas passagens por Espanha. Não estamos, porém, livres do azar de ver os dois centrais titulares lesionarem-se ao mesmo tempo e, nesse caso, Sérgio Conceição teria de proceder a um conjunto de adaptações que em pouco beneficiaria a equipa. Nas laterais não razões para alarmismos face às permanências de Alex Telles e Ricardo, bem substituíveis por Layún e Maxi, respetivamente.
No meio campo creio que nada há a apontar às opções atuais, mas o mesmo já não se pode dizer do leque disponível para o ataque. Começando pelas alas, Brahimi e Corona, mesmo sendo extremos, variam muito do seu jogo para o centro do terreno e sobra enão Hernâni para verticalizar um pouco mais o jogo dos azuis e brancos. Creio que mais um extremo com velocidade e técnica apurada seria de extrema importância nesta equipa, mas…estão caros. Sobra depois Otávio que, à imagem de Yacine e Jesús, e jogando a extremo, parte sempre para o meio, pelo que neste esquema de Sérgio Conceição o brasileiro afigura-se mais como um número dez ou segundo avançado.
Por fim, no setor atacante, os regressos de Aboubakar e Marega vieram colmatar as saídas de André Silva e Depoitre. A parceria do camaronês com Soares promete fazer faísca, mas é Marega quem tem dado conta do recado neste arranque de época. Marega que, no fundo, nem é um ponta de lança puro, pelo que ao FC Porto faltaria mais uma opção nesse sentido, tendo em conta até a cedência do jovem Rui Pedro ao Boavista.
Para recordar:
Entradas – Vaná (1M), Ricardo (reg), Reyes (reg), Sérgio Oliveira (reg), Marega, (reg), Hernâni (reg) e Aboubakar (reg).
Saídas – André Silva (38M), Diogo Jota (devolvido), Chidozie (emp.), Kayembé, Depoitre (5M), Andrés Fernández (1,8M), Lichnovski (1,8M), Boly (emp), José Ángel (rescindiu), Rúben Neves (18M), Martins Indi (7,7M), Rafa (emp.), Mikel (emp.), Adrián Lopez (emp.), Victor Garcia (emp.), Suk (emp.), Josué (rescindiu), Abdoulaye (rescindiu), João Carlos Teixeira (emp.) e Rui Pedro (emp.)

Fonte: FC Porto
No total, o Dragão conseguiu uma verba a rondar os 70 milhões com estas movimentações, sendo na equipa B que se registaram as maiores novidades, com as contratações de Alan Bidi, Luizão, Anderson Canhoto, Irala, o regresso de Luis Mata e a reintegração de Moreto Cassamá.
Para já, a equipa tem dado boa conta de si, mas o caminho é longo e duro e as alternativas parecem curtas. Confiemos na capacidade e no trabalho de Sérgio Conceição, na esperança de que consiga retirar o melhor proveito dos recursos que tem à disposição.
Foto de Capa: FC Porto













