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Jogadores que fazem falta ao FC Porto

Filipa Mesquita · 3 min

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Com a paragem do campeonato para os jogos das seleções, o treinador Sérgio Conceição, apesar de não ter à disposição todo o plantel, tem conseguido, com a integração de jogadores das camadas jovens, manter o ritmo de treino, tendo em vista os jogos que se seguem das várias competições.
A temporada ainda está no começo, mas tem deixado muito a desejar em alguns aspectos, como os resultados e algumas posições que, aparentemente, estão em défice.
Recuar no passado, traz a cada adepto a vontade de reaver jogadores que em tempos eram fulcrais para a equipa. Seja em que setor for, em tempos de crise, as saudades ganham outra dimensão. Podiam ser enumerados vários jogadores, mas ficam estes cinco que trazem boas memórias e uma vontade imensurável de regresso.

Fonte: Facebook ” Danilo Luíz”

Danilo Luíz – O lateral direito intransponível. O brasileiro Danilo chegou ao FC Porto na temporada de 2011/2012, com apenas 20 anos. Tinha chegado do Brasil e havia muitas rotinas por assimilar, mas desde cedo o jogador mostrou que o lugar de lateral direito era dele. Durante quatro épocas foi dono e senhor da posição, realizou mais de 100 jogos e chegou, inclusive, a marcar 13 golos. Pode-se dizer que a primeira temporada foi de adaptação e as restantes foram um verdadeiro sucesso.
Numa altura em que Sérgio Conceição não tem muitas opções para este lugar, Danilo era um daqueles regressos que faria rejubilar os olhos.
Rapidez, inteligência e eficácia são tudo características do lateral e são tudo pontos que fariam toda a diferença no plantel atual.

Fonte: FC Porto

Nicolás Otamendi – O homem omnipresente. Numa temporada em que a defesa e o ataque têm sido alvo de críticas, Otamendi era o homem que podia fazer a diferença, não menosprezando os atuais jogadores do plantel dos dragões. O argentino Otamendi chegou ao FC Porto na temporada de 2010/2011 e desde logo agarrou um lugar no centro da defesa. Conhecido por ser bom nos desarmes, na marcação e antecipação, Otamendi foi um dos melhores jogadores que passaram pelos dragões naquela posição.
Desde que chegou foi o eleito para o lugar e não desfraldou as expectativas. Para além de ser irrepreensível no setor defensivo, o central também mostrou ter a pontaria afinada, com dez golos apontados em 3 épocas e meia.

Fonte: FC Porto

Rúben Neves – O homem golo. Formado no FC Porto, Rúben Neves foi uma das saídas mais surpreendentes do plantel azul e branco. O médio, ligado ao clube desde 2005, estreou-se em 2015 na equipa principal e foi imediatamente acarinhado por todos os adeptos pela tenra idade e pelo amor incondicional ao clube. Ainda assim, dois anos depois… foi vendido ao Wolverhampton, da segunda divisão inglesa, por apenas 15 milhões de euros. Um valor considerado desproporcional para o valor do médio, tendo em conta a idade também. Mas foi depois da saída do FC Porto que Rúben Neves mostrou ao mundo o que muitos já desconfiavam: o talento.

Bom na organização de jogo, com passes teleguiados, o médio tem ainda uma capacidade nata para marcar golos de longa distância. Já o tinha feito em Portugal, mas em Inglaterra tem os holofotes ligados constantemente. Hoje, e apesar da situação ser diferente e de continuar a existir Danilo no plantel, Rúben Neves teria, de certeza, lugar na equipa.


Fonte: FC Porto

Óliver Torres – O mágico 10. O médio Óliver Torres saiu do FC Porto esta temporada, depois de quatro épocas ligado ao clube. Até hoje ainda não ficaram bem claros os motivos, mas, ainda assim o espanhol era uma pessoa fulcral no meio-campo. Trazia ao jogo criatividade e conseguia facilmente descobrir espaços e jogadores. Alguns momentos inconstantes provocados pela falta de ritmo podem ter sido o fator principal para a saída. Ainda assim, Oliver era dos poucos jogadores capazes de agitar o jogo e mudar um resultado.

Fonte: UEFA

Radamel Falcão – El tigre. Falcão é um dos jogadores que traz mais saudades aos adeptos portistas. Esteve no FC Porto numa das temporadas de maior glória, 2010/2011, e foi um dos maiores responsáveis pelas principais conquistas. Com golos atrás de golos, o avançado marcava de todas as formas e feitios. Independentemente do adversário, o colombiano olhava olhos nos olhos e não havia defesa que o conseguisse parar. Em duas temporadas de azul e branco marcou mais de 70 golos. Era um verdadeiro goleador e ainda hoje é recordado por todos. Numa fase em que os golos demoram a entrar, o nome de Falcão é um dos mais ouvidos.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

Filipa Mesquita

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