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Qual o plantel do FC Porto?

Bernardo Lobo Xavier · 3 min

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fc porto cabeçalhoA época de 2016/2017 terminou há mais de dois meses, Sérgio Conceição foi apresentado duas semanas depois e no reino do Dragão ainda não se vislumbrou qualquer reforço. As notícias mais relevantes para os aficionados portistas passam pelas vendas das duas principais joias da formação do clube (André Silva e Rúben Neves) e pelos possíveis regressos de alguns dos emprestados.

Em relação às vendas julgo que podem e devem ser colocadas em patamares distintos de entendimento. Se a venda do ponta-de-lança deve ser considerada mais uma extraordinária alineação por parte da SAD, parece evidente que no caso do médio a sua transferência apenas sucede devido ao facto de o Futebol Clube do Porto se encontrar sob a alçada da UEFA no que ao fair-play financeiro diz respeito.

Quanto à falta de reforços considero-a, para já, uma falsa questão. O plantel do FC Porto que terminou a temporada anterior era bastante capaz e importa, nesta altura, perceber quem fica e quais os emprestados que se fixam no plantel para depois se identificarem as carências da equipa. Julgo que, se nada de extraordinário se passar, a contratação de 2/3 jogadores será suficiente para a construção do tal plantel competitivo que o treinador mencionou na sua apresentação.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Assim, parece-me pertinente percorrer o plantel do FC Porto, por setores, procurando um equilíbrio entre qualidade e quantidade e a identificação clara das necessidades mais prementes que existem no seio da equipa.

No que toca à baliza parece claro que está fechada. Mal ou bem (na minha opinião mal) o Porto segurou Iker Casillas e garante, desta forma, qualidade entre os postes ao longo da época (assim que o guarda-redes espanhol repita o rendimento do ano que passou). No banco continuará a constar o nome de José Sá e como terceiro elemento de setor deverá voltar a aparecer João Costa. Fabiano e Gudiño deverão ser para colocar.

Na defesa teremos forçosamente que a dividir entre laterais e o eixo central. Na lateral esquerda Alex Telles e Rafa Soares estão seguros, surgindo mais dúvidas à direita. Considero fundamental a incorporação de Ricardo Pereira como possível e provável dono e senhor do posto. Maxi deve, no meu entender, deixar o clube já que aufere vencimentos bastante acima daquilo que o clube pode e deve pagar. Há ainda a questão Layún que poderia ser uma solução interessante como suplente. Victor Garcia apenas contará no caso de um número exacerbado e improvável de saídas.

Felipe e Marcano deverão continuar a fazer parelha no eixo central da defesa do Porto e resta perceber quem fará parte da sombra de ambos. Diego Reyes e/ou Martins Indi podem regressar (não sendo eu fã das qualidades de Indi preferia que fosse o mexicano a ficar). O 4º central pode e deve ser Diogo Queirós que tem brilhado no euro sub-19 (alternaria entre as equipas equipa A e B).

No meio-campo será de extrema importância segurar Danilo, que terá a concorrência de Mikel. No vértice mais recuado do meio campo salta, ainda, à vista, o nome de Rui Pires que poderá começar a ter algumas oportunidades na equipa principal e a quem se apregoa um futuro risonho. Para zonas mais adiantadas sobram Óliver, Otávio, André André, João Teixeira, Sérgio Oliveira e Herrera. Sendo eu apologista da venda do mexicano (aproveitando a boa campanha na Taça das Confederações), seria interessante e importante, se possível, a contratação de 8 de classe extra.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

No ataque residem, ainda, muitas dúvidas. Nas alas segurar Brahimi e Corona deverá ser uma prioridade, aos quais se deve juntar Hernâni (regressado de empréstimo). Otávio poderá, igualmente, passar por lá mas parece evidente que pelo menos mais um jogador poderá chegar ao clube. Sobra Galeno que será avaliado por Sérgio Conceição durante a pré-temporada.

Como homens-golo, Soares (efetivo) e Rui Pedro (alternando entre equipa A e B) deverão permanecer. Aboubakar seria um nome interessantíssimo para juntar a estes dois e considero, mesmo, que a SAD deve fazer um esforço suplementar para manter o camaronês no clube. Resta Marega que, no meu entender, está longe de ter os atributos necessários para jogar num clube com os pergaminhos do FC Porto. A contratação de mais jogadores para o setor estará, então, dependente da questão Aboubakar e do sistema tático adotado pelo treinador.

Em suma, as soluções estão todas, ou quase todas, dentro de portas e as contratações dependerão mais dos jogadores que não se conseguir segurar e menos das carências atuais do plantel. Trabalho de sobra para a SAD e treinador.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Bernardo Lobo Xavier

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