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FC Paços de Ferreira 1-0 FC Porto: Invencibilidade portista levada pelo dilúvio pacense

António Pedro Dias · 3 min

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Um desvio de Miguel Vieira à boca da baliza valeu ao Paços de Ferreira o regresso às vitórias, depois de cinco derrotas consecutivas. O Porto continua líder, mas perdeu na Capital do Móvel o primeiro jogo deste campeonato. O jogo foi disputado em péssimas condições climatéricas, com a chuva e, principalmente, o vento a prejudicarem a qualidade da partida.

A primeira-parte começou bastante equilibrada, com nenhuma das equipas a ganhar grande ascendente. Os portistas com dificuldades em entrar na área pacense iam recorrendo às bolas paradas para tentarem criar perigo, enquanto que os da casa iam ameaçando com alguns contra-ataques. Apesar do equilíbrio a meio-campo e os duelos físicos a serem a nota dominante até então, o Paços acabou por chegar ao golo.

Após um canto, insistência do lado esquerdo do lateral Filipe Ferreira e o defesa-central Miguel Vieira, que tinha subido à área portista para o canto, a desviar do alcance de Iker Casillas. Estavam decorridos 34 minutos de jogo. Na jogada imediatamente a seguir, Aboubakar teve nos pés o empate, mas Mário Felgueiras, como tantas vezes acabaria por acontecer durante a noite, impediu o golo com uma excelente defesa. O camaronês voltaria a tentar minutos depois numa jogada individual, mas atirou ao lado, chegando os dragões ao intervalo em desvantagem.

No segundo tempo, o Porto começou a acelerar o seu jogo, principalmente após a entrada de Otávio para o lugar do reforço Waris e ia chegando com mais perigo à área contrária. Porém, as intenções de Brahimi, Aboubakar e companhia esbarravam sempre no muro amarelo.

Os portistas nunca tiraram o pé do acelerador e acabaram por ter uma soberana ocasião para repor o empate: Rui Correia fez falta sobre Felipe na área, mas Brahimi, chamado à conversão da grande penalidade, permitiu a defesa do guarda-redes Mário Felgueiras. Os minutos seguintes foram de desconcentração portista, com os azuis-e-brancos a voltarem à carga apenas após a entrada de Hernâni para o lugar de Corona para os últimos quinze minutos (Gonçalo Paciência entretanto também já havia rendido André André).

Até ao final, Hernâni tentou agitar, mas Gonçalo Paciência mostrou-se algo desinspirado, tal como Felipe, que falhou uma bela ocasião, rematando de primeira ao lado. Pelo meio, um contra-ataque conduzido por Quiñones podia ter resultado em golo, mas o remate de Luiz Phellype foi bloqueado e Xavier atirou a rasar o poste. O jogo terminava já bem para lá dos 90, com o regresso às vitórias dos castores e o primeiro desaire em competições nacionais dos dragões esta temporada.

A noite de dilúvio na Mata Real não permitiu um jogo bonito, mas os pacenses certamente ficarão contentes com o resultado. Já a turma de Sérgio Conceição escorregou num jogo em que não se esperava que tal acontecesse, mas esta não foi claramente a melhor versão do Porto nesta época.

Foto de Capa: FC Paços Ferreira

A FIGURA:

Fonte: FC Paços Ferreira

Rui Correia – Mário Felgueiras defendeu tudo o que chegou à baliza, mas tantas foram as bolas que nunca lá chegaram e a isso muito se deveu ao trabalho de Rui Correia. O defesa-central pacense esteve praticamente intransponível nas dobras, bloqueando vários remates dos avançados portistas. Acabou por cometer a grande penalidade, mas a sua exibição não ficou manchada por isso, até porque acabou por não resultar em golo.

O FORA DE JOGO:

Fonte: FC Porto

Jesús Corona – O extremo portista continua a desiludir. Na ausência de Marega, Sérgio Conceição deu ao mexicano a titularidade e este esteve longe de corresponder. Alheado do jogo, a criar pouco, fosse com o lateral do seu lado, fosse individualmente. Acabou substituído perto do fim e o FC Porto até melhorou…

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

António Pedro Dias

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