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Académica OAF 1-1 FC Famalicão: Num duelo tão quente, não houve quem tivesse frio

Pedro Machado · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO frio que se faz sentir um pouco por todo o país não entrou no Estádio Cidade de Coimbra, confortavelmente aquecido por um bom espétaculo entre dois candidatos à subida, por uma boa moldura humana (4402 espectadores) … e por desacatos entre esta.

Mas já lá vamos. Comecemos pelo principal. Que é o jogo. A jogar em casa, a Académica entrou com vontade de assumir o jogo, porém, teve pela frente um adversário à altura e que soube responder ao ar autoritário dos anfitriões com uma frente de ataque móvel e dinâmica (Feliz, Rui Costa e João Mendes, sobretudo), agitada pela energia que os laterais (Joel e Jorge Miguel) ofereciam sempre que se integravam no ataque.

Este atrevimento famalicense esteve na génese da primeira ocasião  de golo do jogo – Jorge Miguel sobre a esquerda, tira cruzamento para a pequena àrea da Académica, onde aparece José Pedro a cabecear perto da baliza dos estudantes.

O jogo continuou numa toada de parada e resposta e o golo podia cair para qualquer lado. Caiu na baliza famalicense. Djousse combinou com Marinho, este tirou cruzamento perfeito para a entrada da pequena àrea onde apareceu Femi Balogun a encostar, de cabeça à passagem da meia hora de jogo.

O Famalicão pareceu acusar o golo sofrido e a Académica passou a dominar o jogo no quarto de hora final do primeiro tempo, e podia mesmo aumentar a vantagem, mas Marinho, primeiro atirou ao poste e Harramiz (entrado para o lugar do entretanto lesionado Femi Balogun), depois, isolado, não conseguiu contornar o guarda-redes famalicense.

Bancadas estiveram bem preenchidas no Cidade de Coimbra
Bancadas estiveram bem preenchidas no Cidade de Coimbra

Dito, treinador dos famalicenses não se fez de rogado e ao intervalo fez duas alterações. João Mendes e Hocko deram lugar a Dani e Jaime Poulson. Esta dupla aposta teve retorno quase imediato. O Famalicão surgiu mais afoito e chegou mesmo à igualdade, através de uma grande penalidade sofrida por Rui Costa e convertida por Willian aos 59 minutos.

Este golo teve o condão de acalmar um pouco o jogo. O Famalicão deixou de ser tão atrevido, e passou a atacar apenas pela certa. A Briosa tentava reagir mas batia na boa organização defensiva do adversário, reforçada com a saída de Rui Costa, referência ofensiva.

A Académica demorou a conseguir criar perigo, mas conseguiu fazê-lo a partir dos 10 minutos finais. Marinho e Harramiz, na cara do golo, não conseguiram desfeitar Gabriel. O Famalicão foi ganhando solidez defensiva, conseguiu resistir às investidas da Briosa e até esteve perto de conseguir sair de Coimbra com os três pontos num lance de contra-ataque em que Ricardo negou o bis de Willian.

A derrota seria um desiderato injusto para uma Académica que deu prova de que está vivíssima na luta pela subida. O “Homem do Leme” mudou, mas a equipa mantém ambição, ainda que não seja a única “a olhar o céu” que é a Primeira Liga, e uma boa dinâmica exibicional, para agrado de todos os academistas, incluindo aqueles que já não estão entre os vivos (Até sempre, Zé Pedro!).

P.S.: A vontade de ganhar pode cegar e gerar situações lamentáveis. As quezílias no relvado, entre jogadores, durante o jogo alastraram-se às bancadas, havendo lugar a uma tentativa de invasão de campo, bravamente travada pelos jogadores da Académica, em auxílio da segurança da estádio e, mais tarde, com adeptos de ambas as equipas a trocar insultos … e objectos (o arremesso de uma cadeira chegou mesmo a provocar ferimentos ligeiros numa adepta famalicense).

A FIGURA:

Fonte: Académica OAF
Fonte: Académica OAF

Ricardo Dias (Académica OAF) – não marcou nem assistiu, mas contribuiu para que a Académica tivesse oportunidades para o fazer, tanto através da forma criteriosa com saiu a jogar, como a  zona mais recuada do meio-campo dos estudantes, ao estagnar a ofensiva famalicense

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Académica OAF
Fonte: Académica OAF

Guima (Académica OAF) – Num jogo bem disputado, seria sempre difícil escolher alguém para este “prémio”, mas o médio da Académica acaba por ser o contemplado pelos passes falhados que travaram o ímpeto da equipa quando ela mais precisava e pela forma como permitiu, por vezes, foi culpado pela subida do Famalicão ao meio-campo da Briosa.

CONFERÊNCIA BnR

Pedro Roxo, presidente da Académica OAF:

«É de lamentar tudo aquilo que se passou hoje. Foi mais um dia em que a Académica não mostrou que é melhor que os outros. É muito melhor que os outros. A Académica vai subir de divisão, escrevam isso!»

Pedro Machado

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