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Ataque – A prioridade do Sporting CP para 22/23

Miguel Amaral Rodrigues · 4 min

Sporting
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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85 pontos, duas classificações diferentes. Na época 20/21, o Sporting CP sagrou-se campeão nacional após 19 anos, somando, ao longo das 34 jornadas, 85 pontos. Na mais recente época, 21/22, a formação leonina obteve a mesma pontuação, mas desta vez foi insuficiente para levantar a taça.

O conjunto comandado por Rúben Amorim foi superado por um FC Porto que poucas vezes errou ao longo de toda a edição da Liga Portugal. Sérgio Conceição teve provavelmente o melhor grupo de jogadores à sua disposição desde que chegou ao Olival, o que proporcionou o melhor futebol dos dragões dos últimos anos.

A grande diferença de uma para outra época é o número de jogos disputados. Em 20/21, os leões jogaram quase exclusivamente o campeonato. Nesta última, 21/22, alcançaram os oitavos de final da Liga dos Campeões e chegaram também às meias-finais da Taça de Portugal, duas competições a mais do que aquelas que disputaram na temporada anterior e que os acompanharam até bem tarde.

Foi uma época mais atarefada e de maior exigência. Como não é algo habitual para o clube, numa história recente, podemos ter assistido a um período de adaptação, e antevendo que na próxima edição, já com uma experiência acumulada, seja mais fácil lidar com o ritmo de estar presente em todas as competições.

Mas para que o clube consiga competir e estar presente em todas as frentes é preciso investir. E onde é que os investimentos são mais necessários?

 

Na Baliza

A saída de João Virgínia vai exigir a contratação de um novo guardião. António Adán é o dono da baliza, mas precisa de um número dois e André Paulo não parece o homem indicado, e creio que Amorim vê o mesmo.

Franco Israel é o principal alvo dos de verde e branco para esta posição. O jovem uruguaio de 22 anos de idade pertence aos quadros da Juventus FC. Seja qual for a posição, potencial é, na grande maioria dos casos, a característica à qual têm de corresponder, e este é mais um caso em que isso se verifica.

Na Defesa

O corredor direito está fechado. Pedro Porro é leão, Esgaio é do agrado do treinador e Gonçalo Esteves, com muitas semelhanças a Porro, já mostrou ter grande qualidade apesar da idade.

O tridente defensivo (se assim continuar) vai contar com Sebastián Coates, Gonçalo Inácio, Luís Neto e Jeremiah St. Juste (recém-contratado). José Màrsa continua a ser um nome a ter em conta. E Matheus Reis poderá ainda entrar nestas contas até porque as suas melhores exibições foram a desempenhar a função de central pela esquerda. Mas é ainda uma alternativa no corredor.

O lado esquerdo, aquele que muitas vezes foi salvo pelo brasileiro, vai ter como forte aposta Rúben Vinagre. Esperava-se que fosse o substituto ideal a Nuno Mendes, mas não se conseguiu afirmar durante toda a temporada.

O pesadelo Antony e as lesões complicaram e muito a vida de Vinagre, que vê na época 22/23 a oportunidade de vingar em Alvalade. Nazinho pode vir a ser uma solução para não investir. Com Vinagre e ainda Matheus Reis a poder fazer a posição, não creio que faça sentido avançar-se para uma contratação.

 


Meio-campo

Sporting
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Hidemasa Morita é já há algum tempo falado para reforçar o meio-campo leonino. A verdade é que o negócio ainda não conheceu um desfecho. Ainda não houve saídas, apesar dos alegados interesses em Matheus Nunes. João Palhinha também tem mercado e a explosão de Manuel Ugarte também despertou o interesse de muitos clubes.

Palhinha e Matheus parecerem ser aqueles que mais facilmente podem sair, e caso algum destes rume a um novo destino, o meio-campo vai certamente ser reforçado. No caso utópico de todos permanecerem em Alvalade e se a contratação do japonês se concretizar, ao miolo do Sporting qualidade não faltará.


Ataque

Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Marcus Edwards e Paulinho fazem todos parte dos planos de Rúben Amorim para o ano. Bruno Tabata, por outro lado, não é certo que permaneça no clube. Apesar dos vários elogios do treinador durante toda a temporada, o brasileiro não teve o impacto que se esperava no Sporting.

Pablo Sarabia regressou ao PSG e apesar de se falar de um possível regresso, é algo muito improvável de acontecer, não só pelo elevado salário que aufere, mas também pela excelente época que o espanhol realizou ao serviço dos leões, que o colocou novamente num patamar acima, despertando o interesse de muitos.

Para colmatar esta saída e também a de Islam Slimani e reforçar a frente de ataque, o Sporting pretende apostar em criativos, jogadores móveis e não referências de área. Francisco Trincão, jogador do FC Barcelona, ao qual chegou proveniente do SC Braga, pode estar de regresso a Portugal e desta vez para vestir de verde e branco. E Samuel Lino, avançado do CD Santa Clara, que parece estar certo no Club Atlético de Madrid pode chegar a Alvalade por empréstimo. São estas as peças que têm sido faladas e que parecem ser os alvos prioritários para o ataque.


Investir no poder de fogo

A defesa poucas ou nenhumas mudanças mais verá. Quanto ao meio-campo, tudo dependerá das propostas que a Alvalade cheguem. É no ataque que se verá o maior investimento nesta equipa do Sporting.

Pedro Gonçalves foi o abono de família dos verdes e brancos na temporada 20/21. Já em 21/22 o feito não se repetiu. Não teve uma época tão má como muitos a pintam, mas não foi alucinante com a primeira de leão ao peito. A época que há pouco terminou ficou marcada pela falta de poder de fogo, e é isso que o clube agora procura, a pólvora para as redes adversárias rebentar.

 

Miguel Amaral Rodrigues

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