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Dérbi eterno | 114 anos de SL Benfica x Sporting CP

Vítor Miguel Gonçalves · 4 min

Prova SL Benfica
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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A 1 de dezembro de 1640 restaurámos a nossa independência e acabámos com 60 anos de Dinastia Filipina. 267 anos depois, em 1907, jogou-se o primeiro “Dérbi Eterno” em Portugal.

Para o jogo da próxima sexta-feira, a equipa da casa é favorita, como podemos ver consultando o site da Betano, mas os visitantes encontram-se num grande momento de forma, com 11 vitórias consecutivas.

No Campo da Feiteira, o primeiro “estádio” do SL Benfica, e que se situava na Estrada de Benfica, muito perto dos terrenos onde hoje em dia está edificado o Mercado de Benfica e o Estádio Francisco Lázaro, do Clube Futebol Benfica, jogaram pela primeira vez as águias contra o rival do Sporting CP.

Nesse encontro, a vitória sorriu aos leões que venceram o dérbi por 2-1. Curiosamente, o golo da vitória verde e branca foi marcado na própria baliza pelo fundador do clube encarnado, Cosme Damião.

dérbi SL Benfica x Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Desde aí, e em 114 anos de rivalidade, muitas são as histórias para contar de um jogo sempre de resultado imprevisível e, neste texto, vamos focar-nos no mais importante: Golos.

JOGADORES DECISIVOS

Cinco jogadores conseguiram marcaram um poker num dérbi entre os dois clubes.

Do lado do Sporting, João Lourenço, Fernando Peyroteo e Manuel Fernandes conseguiram o feito de marcar quatro golos aos rivais num só jogo.

O “Leão de Sarilhos” foi o último a realizar o feito, batendo Silvino por quatro vezes no célebre 7-1, realizado também em dezembro, mas no ano de 1986.

Já no Benfica, os dois jogadores que alcançaram o poker em dérbis foram Eusébio e Joaquim Teixeira.

No que diz respeito a hat-trick num dérbi, o número de jogadores dobra, passando de cinco para dez.

Com a camisola encarnada ao peito marcaram por três vezes Alfredo Valadas, Arsénio Duarte, Artur Jorge, Francisco Calado, João Vieira Pinto, Mário Rui e, como único estrangeiro da lista, Óscar Cardozo.

Já com a verde e branca vestida marcaram o inevitável Fernando Peyroteo, José Travassos e Rui Jordão.

JOGOS INESQUECÍVEIS

A maior vitória do SL Benfica num dérbi frente ao rival Sporting aconteceu em Abril de 1948. No Estádio do Campo Grande, local onde os encarnados disputavam os jogos, a equipa então orientada por János Biri venceu por 7-2 o rival.

Para além de dois hat-trick apontados por Arsénio e Mário Rui, e que falei anteriormente, marcou ainda Rogério Pipi, para o Benfica e dois dos “Violinos”: Albano e – adivinhem lá – Peyroteo.

Este também foi um dos dérbis com mais golos entre os clubes, mas prefiro dar destaque a outro dérbi, mais daqui a pouco.

Para o Sporting, fica marcado o “tal dia” 14 de dezembro de 1986. Os leões alcançaram então a vitória mais desnivelada num dérbi entre os dois clubes de Lisboa, batendo os rivais por 7-1.

Na equipa da casa, que chegou ao intervalo a ganhar 1-0, marcaram Mário Jorge (por duas vezes), Ralph Meade e os Manuel Fernandes que, como mencionei anteriormente, marcou por quatro vezes. O solitário golo do Benfica, e o único da sua carreira pelo clube da Luz, foi do brasileiro Wando.

Por fim, fica então o dérbi com mais golos apontados. Não aconteceu apenas por uma vez, mas os nove golos do mítico 3-6 de maio de 1994 ecoam na história não só pelos golos, mas também pela exibição de sonho de um jogador: João Vieira Pinto.

O dérbi até começou por sorrir aos leões, com um golo de Jorge Cadete aos oito minutos, mas ao intervalo o Benfica já vencia por 3-2, com um hat-trick de JVP. No final, o Benfica acabou por dar um passo de gigante para a conquista do campeonato 93/94. Seguir-se-ia então uma seca de títulos até 2005.

Para além de Cadete, marcaram para o Sporting duas figuras do clube de Alvalade: Luís Figo e Krassimir Balakov. Do lado benfiquista, para além dos três de João Pinto, bisou Isaías e marcou por uma vez o central Hélder.

Vítor Miguel Gonçalves

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