
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
O Sporting CP deslocou-se à gélida Varsóvia, na Polónia, com os olhos postos na Liga Europa e perdeu com uma equipa que não ganhava na competição desde 1995 e que na actual edição já levava 24 (!!) golos sofridos, a um golo de bater o recorde negativo da Liga dos Campeões, e diz desta forma adeus às competições europeias na época 2016/2017.
Os leões entraram em campo com Paulo Oliveira a defesa direito, Bruno César como uma espécie de ala direito e Markovic e Gelson deambulando nas costas de Bas Dost.
As condições do terreno não eram as melhores, nem poderiam ser, dado o clima que se faz sentir neste momento na Polónia… Temperaturas constantemente negativas, neve e muito gelo.
Relvado, portanto, pesado e extremamente escorregadio. A certa altura da partida, denotei um relativo receio dos jogadores do Sporting em “meterem o pé” ou arriscarem em duelos físicos. O dérbi esteve de facto bastante presente, eventualmente, no sub-consciente da equipa verde e branca.
O jogo em si não tem muita história para contar… O Sporting acabou por dar cerca de 60 minutos de avanço aos polacos e, quando tentou de facto mudar o rumo dos acontecimentos, sucederam-se as oportunidades falhadas.

Fonte: Sporting CP
O Legia de Varsóvia chegou ao golo da vantagem através do brasileiro Guilherme ao fim de meia hora de jogo, e dispôs também de algumas ocasiões para aumentar a vantagem.
Do lado do Sporting, André teve, já na ponta final do encontro, o golo nos pés duas vezes, mas não encontrou o caminho da baliza dos polacos, e de facto a maioria das oportunidades que foram surgindo foi sendo sempre bastante inconsequente.
O árbitro acabou por ter alguma influência no resultado, ao não assinalar uma claríssima mão dentro da área do Legia e consequente grande penalidade a favor dos leões, embora isso não deva servir de desculpa para o resultado obtido, pois, sem dúvida, os grandes culpados foram os jogadores e também a equipa técnica.
O Sporting despede-se assim da Europa nesta época, podendo então dedicar-se exclusivamente às provas internas, algo de que Jorge Jesus tanto gosta.
A FIGURA:

Adrien Silva – Podemos dizer que este foi um caso de escolher “o menor entre vários males”. Parece que o capitão dos leões se esqueceu de como jogar mal. Sempre muito activo, levou a equipa mais uma vez às costas, mas nem a sua perseverança e a sua garra conseguiram com que o Sporting seguisse para a Liga Europa. Um verdadeiro merecedor da braçadeira que enverga.
O FORA-DE-JOGO:

Jorge Jesus – Inventou. Colocou em campo uma equipa, no mínimo, estranha e deu 60 minutos de avanço ao adversário. Quando colocou a equipa atrás do resultado, os jogadores já não souberam responder à altura. A sua reacção no final do jogo indicou também que talvez para ele não seja assim tão mau estar livre das competições europeias e poder focar-se, só e apenas, nas competições internas. Terá cerca de três dias intensos a preparar a equipa para o “dérbi dos dérbis”!
Foto de Capa: Bola na Rede










