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Mentiria se dissesse que não sinto em mim uma enorme tristeza pela maneira como perdemos um campeonato que dominámos e no qual fomos a melhor equipa.

Mentiria também se não admitisse que me apetece falar em todos os lances polémicos – sim, a mão no Talisca fez-me pensar no que seria se tivesse sido assinalada grande penalidade – deste campeonato. Muito provavelmente, e contando com todos os benefícios de ambos os clubes, o Sporting seria campeão.

Mas ser do Sporting é ser diferente, é ser aquele tipo de crianças que gostam de colocar a dificuldade em modo Ultra Hard para serem melhores do que os outros. Na maioria das vezes a coisa corre mal; mas, quando corre bem, tem um sabor tão melhor do que qualquer campeonato ganho na sombra da corrupção.

Em momento algum do dia de ontem esperei outra coisa que não a conquista do campeonato por parte do clube rival, mas ainda assim vi o jogo feliz. Feliz porque não é qualquer equipa que vai vencer por 4-0 ao terreno do SC Braga. Mais ainda, não é qualquer equipa que cria hipóteses para uma vitória ainda mais expressiva e que apresenta um fio de jogo e uma qualidade como a que estes jogadores apresentaram.

Uma classe tremenda! Fonte: Sporting CP
Uma classe tremenda!
Fonte: Sporting CP

Cresci a ver Balakov a jogar. Vi Figo, vi Cherbakov e Jardel. Vi João Pinto, Pedro Barbosa, Duscher e Schmeichel. Esta época, adiciono um jogador a esta lista, aquela lista que hei-de dizer ao meu filho na primeira vez que o levar a Alvalade. Falo de João Mário.

João Mário é daqueles que não enganam, e é um jogador verdadeiramente predestinado. Será um infortúnio não ser considerado o melhor jogador da Liga, por mais que reconheça a importância de Jonas no título conquistado pelos rivais.

A qualidade do médio leonino e a sua entrega às ideias de Jorge Jesus – já irei falar de ti, mister – catapultaram o Sporting para uma dimensão e uma qualidade que já não via desde meados da década de noventa.

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