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Seis melhores avançados leoninos nos últimos 15 anos
Desde que me lembro de ver o Sporting CP jogar, passaram por Alvalade atletas com qualidade e faro de golo. Porém, como um avançado não vive só das bolas que entram na baliza, os critérios para esta lista são o escrutínio dos pontos fortes e fracos do atleta, analisando a influência que cada um teve quando vestiu a verde e branca, bem como o contexto em que estava inserido.
Perdoem-me a minha tenra idade, mas achei mais pertinente e justo analisar apenas atletas que acompanhei durante a minha vida. Então, decidi incluir na lista os seis melhores dos últimos 15 anos, incluindo apenas atletas que já não se encontram no clube, pois a história dos atuais ainda está por escrever.
6. Ricky Van Wolfswinkel, do “pior Sporting de sempre”
Começo esta lista com um jogador pelo qual nunca morri de amores. Porém, há que reconhecer o impacto que o ponta de lança holandês teve nas duas épocas em que representou o Sporting CP: com a verde e branca vestida, fez 45 golos, e contra factos não há argumentos.
Disse anteriormente que não só os tentos marcados definem a qualidade de um avançado, pelo que a sua fraca agressividade nos duelos aéreos, bem como o débil posicionamento e oportunismo ofensivos eram características menos positivas dos jogadores. Já o seu ponto positivo era a facilidade com que armava o remate quando conduzia a bola e a eficácia que tinha quando era chamado a bater grandes penalidades.
Ricky Van Wolfswinkel não esteve propriamente mal no Sporting CP. Porém, a sensação que tenho é que nunca chegou a satisfazer as expetativas que tanto o clube como os adeptos tinham nele.
5. Freddy Montero, “El Avioncito”
O “Avioncito” tão acarinhado pelos sportinguistas teve duas passagens pelo Sporting CP: uma com início em 2013 e a segunda em 2018.
Fredy Montero era um médio com a bola no pé e um ponta de lança a rematar. Revelava-se um jogador bastante esclarecido nas suas decisões, revelando qualidades técnicas acima da média, aliadas à frieza que demonstrava ter a finalizar. Embora existissem rumores de que gostava mais de atuar a ponta de lança, sempre o vi mais como um falso 9 ou até o avançado mais recuado numa dupla ofensiva. Como pontos fracos, tinha a pouca velocidade e intensidade em certos momentos do jogo.
Penso que a segunda passagem de Montero pelo Sporting CP não foi tão feliz pois a forma como a equipa jogava não beneficiava as suas características. O jogo ofensivo dos leões passava por servir Bas Dost, sobretudo com cruzamentos altos, táticas esta que raramente se alterava quando o colombiano estava em campo. Apontou 46 golos com a camisola do Sporting CP em 131 partidas disputadas, pelo que tenho a sensação de que, se o conjunto leonino o tivesse percebido melhor, este poderia ter faturado por mais ocasiões.
4. Teo Gutiérrez, dotado de uma “técnica impressionante”
Pode parecer estranha a inclusão de Teófilo Gutiérrez nesta lista, mas sou um grande admirador do avançado. Não propriamente pela sua atitude algo descomprometida (claramente o seu ponto fraco), pois parecia daqueles jogadores que só está bem onde não está, mas sim pela qualidade que demonstrava em campo.
Fez dupla com Islam Slimani no ataque, naquela que foi provavelmente a equipa do Sporting CP mais forte deste período de 15 anos: a inglória época de 2015/2016. A formação leonina não se sagrou campeã nacional, mas presenteou os seus sócios e adeptos com exibições de grande classe. Teo possuía dotes técnicos impressionantes, sendo que aquele de que mais me recordo era quando sentava o adversário com um pé e finalizava com o outro.
Atuou pelo Sporting CP durante apenas uma temporada, e, apesar de ter passado alguns jogos lesionado e ainda partilhar o protagonismo com Slimani, o internacional pela Colômbia faturou 15 golos.
3. Bas Dost, o finalizador nato

De todos os jogadores da lista, Bas Dost era, sem dúvida, o melhor finalizador. Tratava-se de um jogador exímio dentro da grande área, um autêntico finalizador nato, pois faturava de cabeça, pé esquerdo ou direito. Os 93 golos que marcou em 127 jogos são reveladores da regularidade com que o holandês abanava as redes da baliza dos adversários. Para além disso, era efetivo no jogo de costas para a baliza, também a primeiro toque.
Com tudo, também tinha os seus pontos menos fortes. Dost era um jogador que não tinha a iniciativa de rematar quando tinha a bola (talvez a característica que mais me punha os cabelos em pé) e mostrava-se algo lento e ineficaz na primeira linha de pressão. Precisa que a equipa o tivesse como referência ofensiva e que o servisse com cruzamentos altos ou passes rasteiros para dentro da área. Caso contrário, não era tão produtivo. Basta ver que perdeu o lugar para Luiz Phellype na temporada 2018/2019 atualmente emprestado ao CD Santa Clara.
2. Islam Slimani, a personificação da garra do leão
Quem não se lembra do Super Sli? O argelino conquistou o coração da grande maioria dos sportinguistas, muito porque personificava nele a garra do leão que desejamos em todos os jogadores do Sporting CP.
Quando chegou, em 2013, Slimani era um jogador muito fraco tecnicamente. Porém, a sua evolução com bola, no espaço de três temporadas, foi provavelmente a maior que vi num jogador leonino: e é muito por isso que merece o segundo lugar.
Um jogador que não dava uma bola por perdida, muito possante fisicamente e fortíssimo no jogo aéreo determinava-se eficaz no jogo leonino. Para além disso, a sua evolução tática permitiu-o ser um jogador mais móvel e importantíssimo na primeira linha de pressão da equipa. Quando dizem que os avançados são os primeiros defesas de uma formação, Slimani é o jogador que me vem à memória: a maneira como pressionava os defesas adversários e ainda era capaz de recuperar bolas no meio-campo foi ímpar em todos os pontas de lança que já vi com a verde e branca. Como pontos menos fortes, e apesar da evolução técnica que teve, nunca foi um “às” nas decisões com bola.
Ao serviço do Sporting CP, fez 59 golos em 111 jogos, e com certeza de que muitos desejavam o seu regresso a Alvalade.
1. Liedson, “O Levezinho”
“Liedson Resolve” era uma frase entoada e escrita por muitos sportinguistas. O legado do “Levezinho” é inegável, assim como todas as qualidades que demonstrou ter ao serviço do Sporting CP.
O luso-brasileiro revelava-se dotado tecnicamente, principalmente ao nível do drible e remate, e com uma capacidade física incrível: tanto que eram muito os lances em que ganhava bolas aéreas a jogadores com quase 20 centímetros a mais. Finalizava muito bem com os dois pés e de cabeça, sendo que se verificou, muito provavelmente, o jogador mais completo desta lista.
Os 172 golos que apontou ao longo de oito temporadas de leão ao peito revelam a importância que tem na história do Sporting CP. Jamais será esquecido, até porque é o único atleta da história recente do clube a estar presente no TOP 10 de melhores marcadores de sempre dos leões. Um verdadeiro craque!











