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É costume os adeptos das equipas mais beneficiadas pelas arbitragens dizerem frases como “todos os clubes grandes são beneficiados”, numa tentativa de relativizar tudo e de passar uma esponja por aquilo que se vai passando nos relvados. Numa altura em que se cumpre um ano desde o último penálti e expulsão assinalados contra o Benfica (Marco Ferreira, autor de tal imprudência, seria despromovido no fim da época e viu-se obrigado a deixar a arbitragem), e em que o líder e o vice-líder do campeonato estão separados por uma distância ínfima, torna-se relevante saber se o tratamento dado a Sporting e Benfica pelas arbitragens foi realmente idêntico ou se, por outro lado, alguma destas equipas tem razões de queixa (não se incluiu o Porto sobretudo por razões logísticas, uma vez que os dragões estão longe de estar arredados da luta pelo título).

Analisando os casos controversos mais evidentes, conclui-se neste texto aquilo que só será surpresa para o adepto benfiquista mais tendencioso: o clube da Luz tem sido, de facto, mais ajudado pelas arbitragens, e os lances que beneficiaram a equipa de Rui Vitória foram em maior número do que aqueles que a prejudicaram. Com o Sporting acontece o fenómeno oposto: apesar de os leões também terem sido favorecidos em alguns lances – neste texto conclui-se que ambas as equipas têm mais pontos do que deveriam, embora uma em bastante maior grau do que outra… – a quantidade de vezes que foram prejudicados é superior. Acresce o facto de, com os erros, o Sporting só não estar mais longe do Benfica – provavelmente até arredado do título em definitivo… – porque conseguiu ganhar jogos em que foi bastante fustigado por más arbitragens (casos dos jogos com o Nacional, Braga e Académica, todos em casa).

Apesar de apetecer dizer a frase “só no golo do Tondela contra o Sporting, na 1ª jornada, há mais ilegalidades (3: falta mal assinalada, golo em fora-de-jogo e marcado com a mão) do que aquelas que prejudicaram o Benfica até à 8ª jornada”, é evidente que a análise através das imagens será bem mais útil e categórica. Tendo isso em conta, resolveu apresentar-se as imagens de todos os lances – para ambos os lados e em igualdade de circunstâncias, para que se acabe com a conversa do “os árbitros erram para todos os lados” e com comentários vazios e a atirar areia para os olhos como “ai o penálti do Tonel”. Iremos analisar, em primeiro lugar, os lances que beneficiaram e prejudicaram o Benfica, fazendo de seguida o mesmo para o Sporting.

Importante: as jornadas escritas a maiúsculas e sublinhado (ex: “1ª JORNADA“) correspondem aos jogos em que o referido clube foi beneficiado/prejudicado com influência no resultado; da mesma forma, as jornadas escritas a letra minúscula e sem sublinhado (ex: “1ª jornada“) dizem respeito às partidas em que houve erros, a favor ou contra, mas sem influência no resultado.

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Vejamos, pois:

BENFICA

Lances que beneficiaram o Benfica:

– 1ª JORNADA

– penálti não assinalado de Luisão no Benfica-Estoril (resultado em 0-0) – 1º penálti por assinalar:

luisao estoril

– 6ª JORNADA:

– penálti não assinalado de Mitroglou no Benfica-Paços de Ferreira (resultado em 0-0) – 2º penálti por assinalar:

penalti mitro

 

– 8ª jornada:

– expulsão perdoada a Samaris (resultado em 0-3 para o Sporting):

8 benfica samaris agressao

– expulsão perdoada a Fejsa (resultado em 0-3 para o Sporting):

8 benfica fejsa agressao

– 11ª jornada:

– penálti não assinalado de Lisandro (resultado em 2-0 para o Benfica, com quase meia hora para jogar) – 3º penálti por assinalar:

11 lisandro braga melhor

 

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O João Sousa anseia pelo dia em que os sportinguistas materializem o orgulho que têm no ecletismo do clube numa afluência massiva às modalidades. Porque, segundo ele, elas são uma parte importantíssima da identidade do clube. Deseja ardentemente a construção de um pavilhão e defende a aposta nos futebolistas da casa, enquadrados por 2 ou 3 jogadores de nível internacional que permitam lutar por títulos. Bate-se por um Sporting sério, organizado e vencedor.                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.