Sem erros de arbitragem, o líder seria outro

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Sendo o autor destas linhas um assumido Sportinguista, optou-se, para prevenir eventuais acusações de “cegueira” (que irão sempre acontecer, bem entendido) por, na dúvida, dar razão à perspectiva benfiquista. Desse modo, apenas se incluíram lances óbvios e foram deixados de fora jogadas mais duvidosas, tais como:

– o golo anulado a Slimani no Boavista-Sporting, por se considerar que há efectivamente falta do argelino. Este lance, contudo, tem a particularidade de ter sido julgado por Soares Dias, que aqui sancionou um leve contacto mas que, no Sporting-Benfica, deixou passar um puxão mais nítido de Lindelof ao mesmo Slimani, como veremos aqui;

– um suposto penálti na área axadrezada no Boavista-Sporting (que Bruno de Carvalho incluiu no seu protesto recente), por não ser claro nem sequer com repetições;

– um suposto penálti no Sporting-Moreirense (antes do golo irregular dos leões, num jogo em que este artigo contabiliza como o Sporting tendo sido beneficiado), por não ser nítido se há ou não empurrão a Gelson;

– o penálti que dá o segundo golo do Benfica-Estoril, por não ser claro se há ou não mão do atleta estorilista;

– um lance no Benfica-Tondela, com o resultado em 1-0, em que o árbitro marca falta do jogador visitante mas foi Lindelof quem o empurrou. Não se inclui este lance porque se julga aceitável considerar que o contacto do sueco não é suficiente para ser assinalada grande penalidade – o que não seria de certeza era falta do atleta do Tondela, que o árbitro assinalou.

Lances como foras-de-jogo mal tirados em jogadas flagrantes (como, por exemplo, a João Pereira no Boavista-Sporting ou a Teo Gutiérrez no Sporting-Moreirense) também não foram contabilizados, por a margem de erro sobre se realmente seria golo ou não ser maior. No entanto, considera-se pertinente mencioná-los aqui – por serem jogadas de golo iminente – embora não os incluindo na contabilização.

 

Este texto sustenta também que a denúncia, por parte de Bruno de Carvalho, de que o Benfica oferece 1120 jantares por ano a árbitros desempenhou um papel importante no presente campeonato. Há, por assim dizer, um “antes”, um “durante” e um “depois” da denúncia dos vouchers, sendo que foi apenas no “durante” – isto é, ao longo do período em que o efeito das palavras do presidente do Sporting foi notório – que os benefícios de que o Benfica usufruiu devido a arbitragens (premeditadamente ou não) conheceram um abrandamento. Tentaremos sustentar o que aqui é dito com a seguinte tabela, feita tendo em conta os lances que atrás se mostraram:

TABELA FINAL

 

Nesta época houve, como vimos, quatro momentos-chave: a denúncia dos vouchers (com o consequente período de amenização nas arbitragens), a pressão de Luís Filipe Vieira aos árbitros após o Benfica-Rio Ave da 14ª jornada, a entrevista de Vítor Pereira a desvalorizar o assunto dos vouchers e, por fim, o arquivamento do caso, na consequência do qual os erros a beneficiar directa ou indirectamente o Benfica dispararam. Esses quatro momentos originaram três períodos muito diferentes na temporada 2015/16: antes, durante e depois da denúncia dos jantares. Vejamos como se repartem os erros nos jogos de Benfica e Sporting em cada um desses três períodos:

SLB TABELA

 

 

 

SCP TABELA

 

Conclusão: o Benfica foi beneficiado num total de 11 vezes e prejudicado num total de 5; o Sporting foi beneficiado num total de 8 vezes e prejudicado num total de 15.

Vejamos agora as tabelas relativas apenas aos erros de arbitragem, a favor e contra os dois clubes, que tiveram influência no resultado:

João V. Sousa
João V. Sousahttp://www.bolanarede.pt
O João Sousa anseia pelo dia em que os sportinguistas materializem o orgulho que têm no ecletismo do clube numa afluência massiva às modalidades. Porque, segundo ele, elas são uma parte importantíssima da identidade do clube. Deseja ardentemente a construção de um pavilhão e defende a aposta nos futebolistas da casa, enquadrados por 2 ou 3 jogadores de nível internacional que permitam lutar por títulos. Bate-se por um Sporting sério, organizado e vencedor.                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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