Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

Sporting Clube de PORTUGAL

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

milnovezeroseis

O Campeonato Nacional sofreu, esta semana, um interregno motivado pela disputa de dois jogos da Seleção Nacional. A última partida realizada pelo Sporting Clube de Portugal foi, precisamente, o embate da luz a contar para a Taça de Portugal a 16 de novembro, cujo “enredo” é amplamente conhecido. Todavia, engane-se quem pensa que os leões estiveram à margem dos relvados.

O sorteio do play-off de acesso ao Mundial do Brasil ditou um confronto entre Portugal e Suécia. Em Lisboa numa primeira instância, e depois na gélida Helsínquia, Portugal enfrentou os suecos. O primeiro jogo saldou-se com uma vitória lusa graças ao tento de Ronaldo. Após uma partida relativamente fácil e sem grande história para contar, urgia que o segundo embate viesse adoçar as contas do apuramento. E assim o foi! A magia de Ronaldo conjugada com o bom desempenho geral da equipa foram preponderantes para a vitória portuguesa que teve um cunho marcadamente leonino. Em muitas razões.

A seleção das quinas tem sido presença habitual nas últimas grandes competições, contrariamente ao que era costume há cerca de 20 anos atrás. Desde o inicio do milénio que Portugal não falha um Europeu ou Mundial de Futebol. Curiosamente, a ascensão da formação leonina tem acompanhado esta tendência. Ronaldo, Simão ou Quaresma são exemplos paradigmáticos. Todos eles surgiram no mundo do futebol por alturas do ano 2000 e em comum tem o clube de formação – o Sporting Clube de Portugal, pois claro. De facto, o clube de Alvalade tem apresentado, de mão beijada, a seleção nacional com um leque imenso de jogadores. Sejam avançados, médios, defesas e até guarda-redes, a certeza de que a equipa de todos nós não apresentaria graus de qualidade tão excelsos, não fosse a excelente formação leonina, é inegável.

No decorrer do jogo de terça-feira, no qual, confesso, vibrei à Sporting com os golos de Ronaldo, dei por mim a meditar sobre aquela selecção e aqueles jogadores em particular. Analisei minuciosamente cada um e cheguei à conclusão de que 5 dos 11 jogadores titulares foram formados no meu Sporting. Rui Patrício, Miguel Veloso, João Moutinho (este com algumas ressalvas mas lá passou), Nani e Cristiano Ronaldo. Todos eles jogadores elementares. É inconcebível imaginar a equipa das quinas sem a segurança de Rui Patrício, a mestria de Moutinho ou o talento transcendente de Ronaldo! Na convocatória de Paulo Bento para o último play-off, constavam 8 jogadores formados no Sporting – William Carvalho, Beto e Silvestre Varela juntam-se ao lote já anteriormente referenciado. São números demonstradores do condão da formação leonina e da influência que esta detém na Selecção Nacional.

Com efeito, a formação do Sporting Clube de PORTUGAL constitui um dos maiores orgulhos para a massa adepta, sendo baluarte do empenho, da garra e da luta que diariamente milhares de jovens empregam no sonho de um dia se virem a tornar jogadores como Cristiano Ronaldo, Paulo Futre ou João Moutinho. Oxalá!

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.