Início Site Página 10221

Pichichis & Taconazos #7: Se acabó! – Balanço da LaLiga (Parte I)

0

O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou.

Terminou a LaLiga! 380 jogos no total, muitas emoções guardadas para o final e o Atlético coroado campeão. Vamos a um balanço da temporada, olhando para cada uma das vinte equipas, com os destaques positivos e negativos de cada uma delas. Dividimos esta análise em quatro partes, hoje abordamos os primeiros cinco classificados.

Club Atlético Madrid

Campeão,  mas com sofrimento a mais. A qualidade do plantel aliada aos arranques desastrosos dos principais adversários diretos permitiram à equipa de Simeone ter uma vantagem considerável, entretanto quase desperdiçada. O Atlético beneficiou, claramente, dos falhanços de Real e Barça, conforme ficou mais uma vez provado nesta reta final, com os dois gigantes a não conseguirem aproveitar os deslizes colchoneros. Mas atenção, não campeões sem mérito e por isso parabéns, Atleti!

Marcos Llorente: médio completo, 12 golos no campeonato, um craque. Sou obrigado a reconhecer o mérito de Simeone na transformação do camisola 14.

João Félix: todos esperamos sempre mais dos maiores craques e o internacional português é um deles. Não podemos considerar que a época tenha sido negativa, afinal foi campeão espanhol aos 21 anos e fez sete golos na LaLiga. Mas em alguns momentos da época andou demasiado escondido para a qualidade que tem. Não duvido que o futuro será risonho.

João Mário: que futuro? | Sporting CP

João Mário representou o Sporting Clube de Portugal, por empréstimo do Internazionale Milano, na última temporada. O médio internacional português foi preponderante na temporada leonina, tendo somado 34 jogos, dois golos e duas assistências. O número 17 realizou uma das melhores épocas da sua carreira.

O médio conquistou de leão ao peito, o campeonato e a Taça da Liga, na última época. Ao longo da sua carreira, antes da transferência para Itália, venceu ainda uma Taça de Portugal e uma Supertaça. João Mário vestiu de verde e branco durante 14 anos, sendo um dos talentos formados na Academia de Alcochete. Ao serviço da equipa principal leonina somou 127 jogos e 16 golos.

No modelo 3-4-3 de Ruben Amorim, João Mário foi importante, fazendo dupla no meio-campo com João Palhinha. O número 17 destaca-se pela sua inteligência na forma como vê o jogo, a sua qualidade de passe, tecnicamente muito evoluído, com boa meia distância e, sobretudo, foi uma enorme referência para o restante plantel leonino.

João Mário foi um verdadeiro pêndulo no meio campo do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois de uma temporada extraordinária, João Mário acabou por não ser convocado para a seleção das “quinas”, para disputar o Euro 2020, uma opção incompreensível de Fernando Santos. O campeão europeu, já vestiu a camisola da seleção em 46 ocasiões, nas quais apontou dois golos.

João Mário entra na próxima temporada, no último ano de contrato com o Internazionale Milano, tendo um valor de mercado de 12 milhões. Por isso, o emblema italiano, poderá facilitar a saída do médio português. O Sporting Clube de Portugal deverá tentar adquirir o passe do número 17, a título definitivo, sendo que, a vontade do jogador será preponderante neste processo, dada a sua massa salarial.

João Mário ajudou o Sporting Clube de Portugal, a conquistar a Glória, com Esforço, Dedicação e Devoção. O clube leonino deve encarar a sua transferência como prioritária e trabalhar para que o médio formado na Academia de Alcochete continue a jogar de leão ao peito.

NFC Norte: Comprar, manter ou vender stock? | NFL

0

Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.

Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas para saberem em quem devem investir o vosso tempo.

Irei: “comprar” se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se está numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter” se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender” se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.

Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos, e jogadores espetaculares em todas as equipas.

No artigo de hoje falaremos da NFC Norte – uma divisão com algumas incógnitas e na qual ocorreram muitas mudanças, havendo várias novelas com desfechos ainda por desvendar.

Foto de capa: Green Bay Packers

FC Arouca 3-0 Rio Ave FC: Com ou sem Pité(us), viu-se um Arouca esfomeado

A CRÓNICA: RIO AVE CONTINUA SECO COM UMA ÉPOCA AINDA POR SALVAR

A primeira mão do playoff de acesso à primeira liga jogou-se, esta quarta-feira, no Estádio Municipal de Arouca. O Arouca garantiu, na última jornada do segundo escalão do futebol português o terceiro lugar e marcou presença neste playoff que já contava com o Rio Ave, já que foi antepenúltimo da primeira divisão portuguesa.

A primeira meia hora de jogo refletiu duas equipas muito cautelosas e com muitas preocupações quanto ao posicionamento dos centrocampistas para evitar erros. Os dois conjuntos encaixaram-se e anularam-se nestes primeiros trinta minutos, evitando lances de perigo. Bukia já se vinha a destacar como uma das figuras com maior fulgor ofensivo do lado do conjunto da casa e foi mesmo dele que partiu o passe de calcanhar que desmarcou Thales na profundidade e, isolado, com condições para passar para Pité rematar para o primeiro golo da partida e que ia alimentando o sonho da subida arouquense.

A primeira parte terminou com uma imagem de um Rio Ave descaracterizado no momento de construção, algo que culminou em muitos passes falhados. Do outro lado esteve um Arouca ciente de que nada tinha a perder à entrada para este falhado e que demonstrou ter vontade de se afirmar enquanto equipa merecedora de participar ao mais alto nível do futebol profissional em Portugal.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Arouca a saber que já tinha atingido um bom resultado e com uma entrada mais cautelosa para ir com uma vantagem a Vila do Conde, foi mesmo a equipa que conseguiu marcar o segundo na partida. Na cobrança de um livre no lado direito ofensivo x viu a boa desmarcação de Thales que depois conseguiu um cruzamento preciso e tenso que encontrou Velazquez que, à ponta de lança, desviou o esférico para o fundo da baliza de Kieszek. O pesadelo do Rio Ave continuou a tomar novos valores com o terceiro tento do Arouca por intermédio de André Silva.

Houve excesso de passividade na defensiva vila-condense que não reagiu ao trajeto da bola após cruzamento de Bukia e André Silva apareceu ao primeiro poste para rematar certeiramente para dilatar ainda mais a vantagem do conjunto proveniente da segunda liga. Foi apenas no último minuto do tempo regulamentar que o Rio Ave conseguiu levar verdadeiro perigo à baliza de Vitor Braga, mas nem Junior Brandão nem Guga, completamente isolados, conseguiram dar o melhor desfecho às jogadas da equipa.

A FIGURA
Fonte: FC Arouca

Bukia – O congolês mostrou estar com muita vontade de voltar aos palcos do principal escalão do futebol português. Excelentes rasgos individuais pela direita e que deram imenso trabalho a Pedro Amaral no momento defensivo. Foi claramente a estrela da equipa e culminou isso com uma bela assistência para o terceiro golo do Arouca.

 

O FORA DE JOGO

Meshino –A equipa do Rio Ave esteve, no geral, fraca, mas Meshino foi o elemento que pareceu mais desenquadrado. Não houve lances que conseguisse ganhar no um para um e mesmo em transição falhava muitas vezes no timing do passe, já que, por vezes se agarrou em demasia à bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

Armando Evangelista repetiu com o Arouca o 4-4-2 que tinha vindo a utilizar nas últimas jornadas da segunda liga e que lhe conferiu um recorde atual de nove vitórias consecutivas para a competição em questão. Os homens mais avançados foram Bukia (ex-Boavista) e André Silva, mas tiveram pouca bola já que se jogou dentro de uma cabine telefónica nos instantes iniciais.

Pité foi claramente o elemento encarregue de ter mais rasgos de criatividade para conseguir colocar a bola ou entre-linhas, num momento em que a equipa estivesse mais recuada, ou fazer um passe a rasgar a defesa contrária para a velocidade de Bukia. Os laterais pareceram ter ordens de, pelo menos até a poeira assentar, não avançarem em demasia no terreno e ficarem atentos às tarefas defensivas e, nesse papel, tanto Thales como Quaresma foram exemplares a impedir avanços de Carlos Mané pela direita e de Meshino pela esquerda. Evangelista fez sair o autor do único golo da primeira parte e lançou para o seu lugar Ofori logo no reatar da partida e, embora a equipa já estivesse a jogar bem, conseguiu jogar ainda melhor.

Havia mais espaço e Ofori, com capacidade de condução e com rapidez de execução deu muito trabalho à defesa do Rio Ave. No fundo, foi uma simplicidade tática que provou que se pode sobrepor quando cada jogador desempenha bem as suas funções.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Braga (6)

Thales (9)

Othavio (6)

Velazquez (7)

Quaresma (6)

Leandro Silva (6)

Pedro Moreira (6)

Pité (7)

Arsénio (7)

Bukia (8)

André Silva (7)

SUBS UTILIZADOS

Ofori (7)

Heliardo (-)

Adilio (-)

Joel (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Se por um lado o Arouca se focou na cobertura de espaços nas alas, o Rio Ave pareceu concentrar-se num setor mais central do campo. Miguel Cardoso não inventou na defesa e manteve uma linha de quatro com o trinco Pelé a ser o homem do meio-campo mais recuado e com Filipe Augusto e Guga em constante movimento na procura de obter linhas de passe favoráveis à construção que já é costume neste conjunto vila-condense.

Os laterais tiveram importâncias diferentes nos momentos iniciais, com Ivo Pinto a incorporar-se muitas mais vezes no ataque e com Pedro Amaral a conter-se mais para impedir uma transição rápida arouquense por aquele lado no qual joga Bukia. De forma algo surpreendente, o Rio Ave apresentou uma nova forma de construir com o médio mais recuado a vir para o lado dos centrais e a formar uma linha de três que permitiu aos laterais avançarem mais no terreno.

Em termos ofensivos, assistiu-se muita falta de capacidade na ala direita composta por Meshino e Pedro Amaral que acabaram aliás por ser s primeiros jogadores a serem substituídos do lado rioavista. Meshino continuou a dar a entender que não está entrosado nas dinâmicas da equipa e acusou até alguma desatenção e Pedro Amaral pareceu algo recatado na forma como subia no terreno e com falta de confiança em lances de um para um com Bukia pela frente. Defensivamente a linha de quatro, face ao que vinha a acontecer ao longo de toda a temporada estiveram coordenados, mas algo passivos no momento de atacar e pressionar a bola.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (4)

Aderlan Santos (5)

Filipe Augusto (5)

Borevkovic (5)

Gelson Dala (4)

Guga (5)

Meshino (3)

Pele (6)

Carlos Mané (5)

Ivo Pinto (4)

Pedro Amaral (4)

SUBS UTILIZADOS

Junior Brandão

Sávio

Gabrielzinho

Nélson Monte

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

FC Arouca

Bola na Rede: O Arouca começou o jogo com bastantes tentativas de passes em desmarcação e com o jogo algo focado no centro do terreno. Mas os golos surgiram curiosamente todos pelas alas. Tendo isto em conta qual era o plano ofensivo da equipa para este jogo?

Armando Evangelista: Quem segue o Arouca há dez meses sabe que simplesmente viemos fazer o que já vínhamos a fazer há muito tempo. É claro que fizemos o nosso trabalho de casa de forma a perceber que espaços poderíamos atacar. Mas não mudamos de ideias por ser o Rio Ave. Jogámos assim contra o Mafra e contra o Chaves, simplesmente fomos nós.

Rio Ave FC

Bola na Rede: Péle posicionou-se algumas vezes ao lado dos centrais formando uma linha de três. O que é que este posicionamento confere à equipa no momento ofensivo e em especial numa equipa que joga sem um nove fixo?

Miguel Cardoso: Tem a ver com a intenção de criar vantagem numérica e de aliviar a pressão dos dois avançados da frente com a subida dos laterais. Foi uma tentativa de dar também mais liberdade aos médios para se entregarem mais ao momento ofensivo.

Foto de Capa: Liga Portugal

Villarreal CF 1-1 Manchester United FC (11-10 a.p.): “Submarino amarelo” afunda “Red Devils” em noite histórica

A CRÓNICA: “UNDERDOG” VILLARREAL CF CONQUISTA A PRIMEIRA LIGA EUROPA

Em terreno polaco, o Villarreal CF e o Manchester United FC mediram forças num dos jogos mais aguardados da temporada – a final da Liga Europa. Nos últimos 20 anos, as equipas espanholas possuem uma taxa de vitória de 100% frente a clubes de outro país em finais europeias (15 em 15). Conseguirão os Red Devils afundar o “submarino amarelo” e pôr fim a esta tendência insólita?

Com uma entrada para “knockout”, o United aplicou uma pressão intensa no meio campo espanhol, o que dificultou o arranque do Villarreal CF. Em consequência, a turma de Emery construiu uma autêntica muralha intransponível que anulou quaisquer oportunidades de golo.

À passagem do minuto 29, Gerard Moreno (para variar) abre o marcador após um cruzamento de bola parada, contrariando o claro domínio do United até ao momento. Quem não marca, sofre… O conjunto de Bruno Fernandes acentuou a sua estratégia com uma pressão sufocante, porém sem qualquer efeito. Faltou-lhes critério na hora de definir.

No segundo tempo, Edison Cavani ativou o seu sentido de goleador nato e empata a partida (1-1), aos 55 minutos. À hora certa no momento certo. Os Red Devils acordaram e estavam dispostos a evocar o inferno na Polónia. O pé estava no acelerador e o caminho era a baliza de Rulli. A triste verdade é que observámos várias jogadas, lances, remates, mas mais nenhum golo. Os 90 minutos chegam ao fim e a decisão é levada para prolongamento.

A partida retoma e o Villarreal entra em campo mais  “vitaminado” com uma mentalidade totalmente distinta. Sobe as linhas e procura o golo através dos flancos. Esteve ainda em análise um possível penálti a favor do Villarreal que deu esperança, mas não se concretizou. O vencedor da Liga Europa será decidido através de grandes penalidades. Quem será o campeão?

Depois de 21 grandes penalidades, emoções ao rubro e umas quantas paragens cardíacas, o Villarreal CF desafiou as “odds” e conquistou o seu primeiro grande troféu contra todas as expetativas. A grande maioria dos seus penáltis foram convertidos com muita segurança, o que valeu mais uma Liga Europa a Unai Emery (já tinha ganho 3 pelo Sevilha FC). Parabéns ao novo campeão da Liga Europa, será um dia inesquecível para o Villarreal. Adeus Conference League, olá Liga dos Campeões!

 

A FIGURA

Bloco defensivo do Villarreal CF – É a típica história. Atacantes ganham jogos, defesas ganham troféus. Do ponto de vista defensivo, estiveram impecáveis. Chegaram à sua primeira final europeia e anularam a maior parte das oportunidades do Manchester United FC, um dos melhores clubes ingleses da atualidade. Para mim, o bloco defensivo do Villarreal CF é o principal responsável por esta grande conquista e por isso, é sem dúvida a figura de jogo.

 

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia do Manchester United FC – Durante a maior parte do tempo regulamentar, o Manchester United FC esteve por cima do jogo com inúmeros ataques e situações de perigo. No entanto, apenas marcou um golo e adiou a decisão para as grandes penalidades. Pecaram na eficácia e para mim, foi essa a razão por detrás da derrota. Podiam ter feito mais…

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

Sem grandes novidades no conjunto espanhol, Emery manteve-se fiel ao seu estimado 4-4-2. No primeiro tempo, o Villarreal destacou-se pela sua disciplina e organização defensiva muito competente, face a forte pressão dos Red Devils. Sólida, compacta e muito equilibrada. Jogou com calma e critério, aproveitando as suas oportunidades. Um remate enquadrado à baliza, um golo. A segunda parte voltou a apostar num bloco defensivo forte. Porém, pecou no jogo ofensivo. No prolongamento, entrou em campo com uma postura mais atrevida, procurando o golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gerónimo Rulli (7)

Alfonso Pedraza (6)

Pau Torres (7)

Raúl Albiol (7)

Juan Foyth (6)

Manu Trigeros (6)

Dani Parejo (7)

Étienne Capoue (6)

Yéremi Pino (6)

Carlos Bacca (6)

Gerard Moreno (8)

 SUBS UTILIZADOS

Mário Gaspar (7)

Alberto Moreno (7)

Francis Coquelin (6)

Moi Gómez (6)

Paco Alcácer (7)

Raba (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

No último jogo da temporada do Manchester United FC, Solskjaer conservou a sua estrutura de jogo habitual, o 4-2-3-1. Todavia, arriscou ao abandonar o seu prezado duplo pivot McTominay e Fred (substituído por Pogba). O internacional francês entrou em campo como falso médio esquerdo, no sentido de instalar mais homens do United no meio campo adversário. A estratégia inicial era claríssima: marcar golos o mais cedo possível. No segundo tempo, finalmente, conseguiu balançar as redes de Rulli num jogo praticamente de sentido único.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David De Gea (5)

Luke Shaw (7)

Eric Bailly (6)

Victor Lindelof (7)

Aaron Wan-Bissaka (6)

Paul Pogba (7)

Scott McTominay (8)

Marcus Rashford (7)

Bruno Fernandes (6)

Mason Greenwood (6)

Edison Cavani (7)

 SUBS UTILIZADOS

Fred (7)

Axel Tuanzebe (6)

Daniel James (6)

Alex Telles (-)

Juan Mata (-)

Os 5 jogadores da temporada no FC Porto

0

Agora que a temporada 2020/2021 chegou ao fim para o FC Porto é tempo de fazer uma retrospetiva dos altos e baixos do plantel portista. Neste artigo, abordamos os cinco jogadores se apresentaram a um bom nível com mais regularidade e sem dúvida que neste lote há uma disparidade para o resto do plantel. Não será difícil adivinhar os cinco nomes presentes nesta lista, uma vez que foram pedras basilares nas provas internas e na boa campanha dos dragões na Liga dos Campeões.

Claro que uma equipa não se faz apenas com cinco jogadores, mas é certo que estes deverão ser um exemplo para o resto da equipa. Todos estes cinco, para além da qualidade apresentada, carregam em si um pouco do ADN do FC Porto e tornaram-se bastante acarinhados pelos adeptos, estando há um ano no clube ou praticamente desde a formação. Continuarão estes cinco elementos no plantel da próxima temporada?

Armindo Araújo: O melhor português, outra vez | CPR

0

O Campeonato Português de Ralis é a competição predominante de ralis em Portugal, organizada pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting). O Automóvel Club de Portugal (ACO) direcionou sempre muita da sua atenção a esta competição, tanto que, no ano de 1967, a ACP introduziu na estrada, a primeira edição do Rally TAP que rapidamente tomou visibilidade internacional fazendo, posteriormente, parte do primeiro Campeonato do Mundo de Ralis.

O Rally TAP, que mais tarde viria a ser o Rally de Portugal, foi considerado cinco vezes enquanto o “Melhor Rally do Mundo” e, no ano de 2000, foi distinguido com o prémio de “Rali com Melhor Evolução do Ano”.

Aquando da saída da prova do calendário do WRC, decisão tomada pela FIA, a ACP não descansou enquanto não elevava o Rally de Portugal ao seu expoente máximo, o que aconteceu em 2007. Depois de muitos anos no sul do país, o Vodafone Rally de Portugal ocupou as estradas no Norte e tornou-se um sucesso, com níveis de competitividade muito elevados.

Para relembrar, o calendário para o Campeonato de Portugal de 2021 conta com oito jornadas, disputadas nos meses de abril a outubro, não incluindo a Ilha de São Miguel, saindo do continente apenas para dar um salto à Ilha da Madeira.

A competição arrancou com o Rali Terras D’Aboboreira (Amarante), de 30 de abril a 2 de maio e seguiu, com mais uma edição do WRC Vodafone Rally de Portugal, que terminou no passado fim de semana.

Foto de capa: Rafael Ferreira / Bola na Rede

Um obrigado aos verdadeiros artistas | Sporting CP

0

Eu sou dos que, sempre que tenho algo a apontar, não me inibo de criticar. No entanto, quando acho que devo elogiar também não deixo de o fazer.

É verdade que, apesar de termos tido uma época quase perfeita devemos perceber o que esteve menos bem para conseguirmos melhorar, até porque os nossos adversários também o vão fazer, mas este é um momento tão raro e tão bom que devemos aproveitar para lembrar quem nos deu esta felicidade tão difícil de alcançar, principalmente pelo Sporting CP na modalidade em questão.

Assim, quero aproveitar este espaço para elogiar, em forma de agradecimento, todos os jogadores que eu considerei importantes para conquista de um tão ambicionado título.

Eu sei que tivemos outros, em outras modalidades que mereciam, tanto ou mais, este tipo de reconhecimento, e todos são especiais, mas este é ainda mais especial por não acontecer com a frequência que desejamos.

Quero agradecer a:

Sebastián Coates – Por ter encarnado na perfeição a mística do clube. Foi um verdadeiro líder tanto na comunicação com a equipa como no exemplo dado dentro de campo. Perfeito a defender, e letal quando era obrigado a ir ajudar os avançados a resolver jogos. Obrigado, Capitán.

Coates foi o verdadeiro patrão da defesa do Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus Nunes – Por golos tão importantes. Não foi dos que jogou mais minutos, mas foi dos que participou em mais jogos. Era no fundo a arma secreta do mister. E que arma. Rápido e trata a bola como ninguém. Pode vir a ser um craque. Obrigado.

João Palhinha – Por ser o pulmão desta equipa campeã. Quando parecia já não haver forças para reagir, lá aparecia o João num carrinho a destruir uma jogada do adversário. Merece estar no Europeu. Obrigado.

António Adán – Por defesas impossíveis. Ele fez questão de destruir o moral de qualquer avançado. Quando eles pensavam que a bola ia parar ao fundo das redes, lá aparecia a luva de Adán. Parecia o Benji da série de animação japonesa. Obrigado, muralha.

Pedro Gonçalves – Por tantos golos e tanto talento. Foi o nosso goleador de serviço apesar de ser médio. Aliás, foi o goleador do campeonato, à frente de todos os avançados que concorriam com ele. Em pés de veludo, sem ninguém dar por ele, quando era preciso estava no sítio certo. Obrigado, Pote.

Pedro Porro – Por teres calado todos os que viram em ti apenas um tipo de calções rasgados. Será que ainda alguém se lembra que foste tu que apareceste na apresentação nesses preparos? Mas lembram-se com certeza de todas as subidas à área adversária, para rematar ou cruzar com uma qualidade imensa. Uma das motas da equipa. Obrigado.

WWE | O regresso do melhor do Wrestling: os fãs!

0

Foi anunciado nos últimos dias que o público voltará a estar presente regularmente na WWE. Os primeiros pay-per-views que contarão com o regresso dos fãs serão o Money in the Bank, em julho, e claro, o SummerSlam, principal evento do verão. O Hell in a Cell, que se realizará este ano em junho, não deverá ainda contar com o universo da WWE.

Desde março do ano passado que a WWE tem realizado os seus eventos sem os seus fãs. Inicialmente, a empresa americana optou por mover os seus pay-per-views e os shows semanais RAW, SmackDown e NXT para o Performance Center, na cidade de Orlando, na Flórida. Apenas os lutadores, comentadores e pessoal essencial compunham o público.

Numa fase posterior, alguns lutadores que não estavam a ser utilizados nos shows passaram a fazer o papel de espectadores à volta do ringue, de modo a simular a presença de público. Desde o verão passado que a WWE tem utilizado o ThunderDome, uma “experiência de fãs virtual”, que conta com ecrãs LED que reproduzem imagens ao vivo de fãs de todo o mundo, além da utilização de sons que simulam a presença de público.

Somente na 37.ª edição da WrestleMania é que a WWE abriu uma exceção e cerca de 50 mil fãs no total assistiram às duas noites do evento – à imagem do que já tinha acontecido em outros espetáculos desportivos, como o Super Bowl, precisamente no mesmo estádio.

Naquele fim-de-semana, Bianca Belair derrotou Sasha Banks no evento principal da primeira noite. Na segunda noite, Roman Reigns superou Edge e Daniel Bryan no main event. Porém, o primeiro combate da WWE na presença dos fãs foi entre o campeão da WWE Bobby Lashley e Drew McIntyre – este último recebeu, merecidamente, a primeira ovação da noite.

Será, portanto, interessante ver como novas personagens se adaptarão à reação do público, que é sempre incerta – nomeadamente o campeão universal Roman Reigns, que era um dos lutadores mais odiados há alguns anos. Se antes essa antipatia do público se devia à insatisfação devido ao push excessivo do lutador, neste momento as vaias que receberá serão naturais, já que tem sido, muito provavelmente, a melhor superstar da WWE no último ano. Por outro lado, Edge poderá finalmente lutar na WWE na presença de público, ele que só o fez duas vezes desde o seu regresso: no Royal Rumble de 2020 e na WrestleMania 37, já este ano.

Outros lutadores como Drew McIntyre, Braun Strowman e Bobby Lashley sentirão novamente o calor dos fãs, algo que mereciam sentir aquando das suas conquistas, mas que infelizmente não tiveram oportunidade. No entanto, terão aqui uma segunda oportunidade.

A partir de julho, a WWE irá retomar as tours pelos Estados Unidos e realizar vários live events em 25 cidades do país. No dia 16 de julho, o SmackDown receberá fãs pela primeira vez em 1 ano e 4 meses. Será que podemos assistir ao regresso de grandes estrelas como John Cena, Brock Lesnar ou Goldberg? Irá Edge confrontar Roman Reigns? É esperar para ver, mas sabemos que será muito melhor com a presença de quem ama o Wrestling.

Foto de capa: WWE

David Luiz, o filho pródigo a casa torna? | SL Benfica

0

Nuno Gomes, Rui Costa, Luisão, Jonas. Podia referir muitos outros nomes que representam o que é ser benfiquista de alma e coração mas, hoje, vou focar-me num em específico – David Luiz.

O defesa central chegou ao SL Benfica a meio da época de 2006/07, por empréstimo do EC Vitória. Estreou-se ao serviço da equipa encarnada no jogo da primeira mão dos oitavos de final da UEFA Europa League, frente ao PSG. Apesar de não ter sido dos seus melhores jogos, a realidade é que nos jogos seguintes provou ser uma peça chave para a defesa das águias, tendo mesmo convencido os dirigentes do clube a contratá-lo – assinou por cinco temporadas.

A época de 2007/08 tinha tudo para correr bem, mas o defesa brasileiro viveu um dos maiores pesadelos que um jogador de futebol pode viver: lesionou-se e participou em apenas 13 jogos (949 minutos). Na época seguinte, vestiu o manto sagrado 27 vezes e marcou três golos.

O panorama começava a melhorar e em 2009/10, David Luiz teve uma prestação praticamente exímia ao serviço do SL Benfica. Em 51 jogos, o central assumiu o comando da defesa 49 vezes, ajudando a equipa a conquistar o 32º campeonato nacional, com 24 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, sagrando-se, também, o melhor jogador da temporada. A partir desse momento, começou a despertar a atenção de clubes como o Real Madrid CF, Manchester United FC e Manchester City FC, mas a saída só se confirmou em 2011, com destino a Londres. O defesa central assinou pelo Chelsea FC, mas continuou a ser um apaixonado pela equipa encarnada.

David Luiz deu os primeiros passos no futebol europeu ao serviço do SL Benfica
David Luiz deu os primeiros passos no futebol europeu ao serviço do SL Benfica
Fonte: SL Benfica

No 107º aniversário do clube português, David Luiz escreveu uma carta emotiva, onde descreveu o amor que tinha pelo clube: “O Benfica entra no nosso coração e nunca mais sai. Por isso levei, levo e levarei sempre o Benfica no coração. O Benfica é paixão, garra, cumplicidade, amizade, companheirismo, respeito, lealdade, conquista… Enfim, Benfica é parte da minha vida e nenhuma palavra consegue expressar a real grandeza deste clube. (…) Não era, aprendi a ser e sou um eterno benfiquista. Obrigado a todos do fundo do meu coração!”.

Nos anos seguintes, o percurso do jogador alternou entre o Chelsea FC e o PSG. Em agosto de 2019, assinou contrato com o Arsenal FC, realizou 43 jogos e marcou dois golos. Na presente época vestiu a camisola dos Gunners 30 vezes, marcou dois golos e ainda defrontou e eliminou a equipa do coração, nos 16-avos-de-final da UEFA Europa League – “Se eliminar o Benfica dói? Dói sempre”.

Há uns dias atrás, David Luiz anunciou que está de saída do Arsenal FC. O contrato de ligação ao clube termina no próximo mês e não vai ser renovado. Depois de se ter despedido dos colegas de equipa e de ter confessado que não vai terminar já a carreira, o jogador de 34 anos ainda não tem o futuro definido. Neste momento, estão duas hipóteses em cima da mesa: regressar ao Brasil ou ao SL Benfica.

A verdade é que o brasileiro sempre disse que queria voltar a jogar em Portugal e o regresso pode estar prestes a acontecer. Jorge Jesus já conhece as características do jogador, uma vez que foi seu treinador em 2009/10, falta agora saber se consegue ter lugar no plantel da próxima época. A concorrência é forte: Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen e até mesmo Morato, mas a ligação que David Luiz tem com o clube e com a a liga também deve ser tida em conta.

A aposta recorrente de Jorge Jesus num sistema de jogo com três centrais pode ser favorável ou não para a vinda do jogador. O treinador pode sempre optar pela rotatividade dos jogadores, mas esta gestão tem de ser muito bem feita, já para não falar que é sempre complicado prescindir de algum deles. Otamendi tem sido um autêntico patrão da defesa encarnada, Lucas Veríssimo chegou e deu imensa confiança à equipa, Vertonghen é um verdadeiro muro e tem uma leitura de jogo como poucos e Morato, apesar de ter feito poucos jogos ao serviço do clube, tem surpreendido os adeptos, uma vez que tem tido desempenhos fantásticos.

Tendo em conta este cenário é complicado conseguir agarrar o lugar na equipa. David Luiz quer voltar à Luz, os adeptos querem que ele volte, porque é sempre bom ter alguém que ame o clube como ele, falta agora saber se o destino do eterno apaixonado pelo SL Benfica passa ou não por Portugal.