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Brentford FC 2-0 Swansea City AFC: “Bees” voam para a Primeira!

A CRÓNICA: “GANSOS” FORA DE ÁGUA SEM FORÇAS PARA BRENTFORD FC

O jogo que vale tudo e mais alguma coisa para os clubes que o disputam. Final do Playoff de acesso à Primeira Liga Inglesa em Wembley, com público, que opõe o Brentford FC ao Swansea City AFC. É sempre das partidas mais aliciantes de acompanhar durante a temporada desportiva, o que acaba por ser um reflexo do quão competitiva é a Segunda Liga Inglesa.

De forma a não repetir erros do passado, os “Bees” de Thomas Frank entraram com a corda toda. Pressão alta, futebol rápido e pouco previsível. Tanto, que os “Swans” estavam completamente às “aranhas”. Em 20 minutos, o Brentford meteu pé e meio na principal liga do mundo: aos oito, passe fantástico de Canos para Mbeumo, que sofreu falta do jovem guarda-redes Woodman. Penalty muitíssimo bem convertido por Toney. Aos 17 minutos foi a vez de Marcondes finalizar uma excelente jogada de contra-ataque, paradigmática da qualidade futebolística dos “Bees” que já não deixam ninguém indiferente. Entrada fantástica em jogo e 2-0, que podiam até ser três, caso o grande remate de Toney de longe não tivesse embatido na trave.

O intervalo chegou com esse resultado, mas não sem antes Ayew cabecear à trave do Brentford FC, na sequência de um lance de bola parada. Estava complicado para galeses conseguirem subir à Primeira Liga Inglesa.


A segunda parte começou – e permaneceu – com um toada totalmente diferente do que vimos nos primeiros 45 minutos. Era impossível jogar mais tempo sempre naquele ritmo, frenético, então o Swansea City AFC conseguiu chegar-se mais perto da baliza adversária, ainda que com bastantes limitações. Alguma esperança foi permanecendo, mas acabou por esmorecer com a expulsão de Jay Fulton, aos 65 minutos, depois uma entrada em Jensen que eu já não via há muito tempo. Em defesa do jogador, justissimamente expulso, não considero que a gravidade da mesma tenha sido propositadamente, parece-me até que ele escorrega e que isso dá a entender, pelas imagens, que é pior do que na verdade foi. No entanto, pôs-se a jeito e de nada lhe valeram as desculpas.

Até ao fim, o jogo foi morno e totalmente controlado pelo Brentford, que assegura assim uma “pequena” fortuna e a subida de divisão. É com toda a justiça que o futebol doce como mel dos “Bees” chega à Primeira Divisão Inglesa!

 

A FIGURA


Primeira-Parte do Brentford FC – Uma primeira parte ao nível de “Premier”. Uma dinâmica constante com bola, um ataque posicional de luxo e, sobretudo, uma pressão alta que sufocou completamente o adversário. Nesta fase percebeu-se logo quem iria vencer este encontro. Se continuarem com esta matriz, vão ser uma das equipas a seguir na Primeira Liga Inglesa de 2021/22.

 

O FORA DE JOGO


Agressividade do Swansea City AFC – Podia ter sido a exibição da equipa no seu todo, mas destaco aqui pela negativa, a agressividade excessiva que os “Swans” colocavam na partida. Na falta de qualidade, era “barba e cabelo”. Notou-se sobretudo uma grande incapacidade para produzir perigo com a bola nos pés, estando muito dependentes dos lances de bola parada.

 

ANÁLISE TÁTICA – BRENTFORD FC

Pela segunda vez seguida perto de chegar à Primeira Liga Inglesa, Thomas Frank manteve-se fiel à sua ideia de jogo, com uma defesa a três e dois alas muito – que fazem todo o corredor – muito ofensivos. Sempre com irreverencia, bastante bola no pé e olhos postos na baliza adversária. O núcleo de dinamarqueses é importantíssimo, mas a figura de destaque acaba por ser Toney, um goleador de excelência.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Raya (7)

Jansson (7)

Pinnock (7)

Dalsgaard (8)

Canos (7)

Janelt (7)

Jensen (8)

Rasmussen (7)

Marcondes (7)

Mbeumo (8)

Toney (8)

SUBS UTILIZADOS

Ghoddos (6)

Forss (6)

Reid (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SWANSEA CITY AFC

Inicialmente parecia que a equipa orientada por Steve Cooper iria alinhar num 4-4-2, mas ao longo do jogo fomos percebendo que a formação era mesmo um 3-4-2-1, à semelhança do que estava a dispor nas quatro linhas o Brentford FC.

Kyle Naughton, um lateral experiente, assumia esse lugar mais central e Hourihane tomava as rédeas criativas da equipa. No entanto, foi uma ideia que pouco durou, visto que assim que entrou o segundo golo dos adversários, ficou mesmo no 4-4-2.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Woodman (5)

Naughton (5)

Cabango (5)

Guehi (5)

Bidwell (5)

Fulton (4)

Grimes (5)

Roberts (5)

Hourihane (5)

Lowe (5)

Ayew (5)

SUBS UTILIZADOS

Cullen (5)

Dhanda (5)

Manning (-)

SL Benfica | O Franco (que não) Cervi para Jesus

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Namoro duradouro, casamento adiado em janeiro e consumado no verão. Pode ser este um dos resumos da temporada 2020-2021 de Franco Cervi, um dos dispensáveis para Jorge Jesus na preparação da nova época.

Para o técnico, o argentino nunca passou de um recurso para a ala esquerda, quer em 4-4-2 quer em 3-4-3 – como o demonstram as 21 presenças, a maioria na fase complicada do surto de Covid-19 no plantel. A Galiza espera-o, num pedido expresso de Eduardo Coudet, treinador do RC Celta de Vigo e responsável pela afirmação de “Chucky” no CA Rosario Central, em 2015.

Transferência praticamente consumada no mercado de inverno por valores razoáveis (quatro milhões de entrada, mais quatro em variáveis), o episódio viral que condicionou a equipa em meados de janeiro adiou a partida para Espanha, gerando a urgência em fazer ressurgir o pequeno argentino nos terrenos da titularidade.

Das nove que cumpriu em toda a temporada, seis foram nessa fase – entre 20 de janeiro, na meia-final da Taça da Liga contra o Sporting de Braga (fez os 90 minutos) e 8 de fevereiro, quando jogou 62 minutos contra o FC Famalicão, com o CD Nacional (1-1), Belenenses SAD para a Taça de Portugal (3-0 e um golo, o único da época), Sporting CP (0-1) e Vitória SC (0-0) pelo meio, ciclo infernal onde foi importante e acumulou muito tempo de jogo, dadas as circunstâncias.

A partir daí, com a recuperação das opções habituais, o argentino desapareceu novamente – e, com isso, patente ficou o sacrifício que cumpriu pelo clube, adiando, em prol da equipa, a oportunidade de rumar à La Liga ou à MLS, neste caso ao New York City FC, que surgiu como um dos grandes pretendentes à compra do seu passe.

Os norte-americanos chegaram a ter tudo certo com o SL Benfica, mas a vontade expressa de Cervi em rumar aos Balaídos e/ou manter-se na Europa afastou essa hipótese. Jorge Jesus impediu a assinatura e empurrou o negócio para a próxima janela de transferências, já que a equipa precisava de Cervi, sendo fundamental até meados de fevereiro. Mas, a partir daí, e tal como na fase inicial, não foi mais do que nota de rodapé no contexto encarnado.

Franco Cervi tem vindo a perder espaço no SL Benfica
Franco Cervi tem vindo a perder espaço no SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chegado a Lisboa em 2016, a sua carreira na Luz ficou marcada por altos e baixos em termos de consistência individual e destaque no seio da equipa. Se em 2016-17 se assumiu entre os titulares (41 jogos), mesmo tendo Carrillo, Zivkovic ou Rafa como concorrentes diretos, participando na grande época encarnada e na aceitável participação europeia, é em 2017-18 que se inicia a estagnação do seu rendimento – faz ainda 37 jogos, mas Rafa começava a ganhar-lhe terreno, o que ficou consumado em 2018-19.

Nessa grande época do português (44 jogos, 21 golos) Cervi remeteu-se a papel de alternativa direta, representando auxílio importante em jogos de maior exigência física pela sua abnegação dentro de campo. Em 2019, esteve para sair – subiu Jota, chegou Caio Lucas, e o argentino era visto como ‘transferível’ – mas durante a difícil temporada encarnada mostrou-se o elemento mais confiável, acabando entre as escolhas iniciais (35 jogos). Mas os sinais estavam lá e com a chegada de Jorge Jesus, mesmo com a transformação para opção de recurso a Grimaldo, a lateral, viu a sua utilização diminuir acentuadamente, sendo este o fim de linha na sua ligação a Lisboa, muito provavelmente.

À sua espera está Eduardo ‘El Chacho’ Coudet, treinador argentino que o treinou no CA Rosário Central, que aspira à qualificação europeia com o seu RC Celta de Vigo no próximo ano – em 20/21 ficaram a cinco pontos do sétimo classificado, o Villareal, último lugar de Liga Europa – e para isso necessita urgentemente do poder fogo que Chucky pode empregar.

O pequeno argentino estreou-se nos AA dos Los Canallas em 2014, pela mão de Miguel Ángel Russo, atual treinador do CA Boca Juniors –  e, em 2015, quando Coudet chegou, viu nele o talento necessário onde basear o seu sistema de 4-1-4-1 e levar aquele surpreendente Rosario Central ao top três da Liga Argentina e à final da Copa.

O técnico argentino aposta agora na mesma fórmula para levar o RC Celta de Vigo às provas da UEFA: neste momento, é equipa combativa à sua imagem, mas são precisos mais municiadores de confiança para aproveitar a totalidade da capacidade finalizadora de Iago Aspas. Franco Cervi, que consigo alcançou sete golos e 11 assistências, representaria a contratação ideal, em reencontro necessário para ambos.

Porém, todo o processo de mudança demora a ser confirmado. A situação arrasta-se com o SL Benfica a manter o braço-de-ferro, subindo a parada em termos financeiros – manobra que não agradou aos responsáveis espanhóis, sobretudo a Mouriño, presidente do emblema espanhol. Da sua parte, as negociações mantêm-se no mesmo ponto que há cinco meses: quatro mais quatro em milhões de euros, valor que o SL Benfica pretende subir para ajudar à reconstrução do plantel.

Manchester City FC x Chelsea FC | Invicta a postos para coroar rei inglês

Liga dos Campeões, Final: sábado, 20h00, 29 de maio de 2021
ANTEVISÃO: DERRADEIROS 90 MINUTOS TRAZEM-NOS DUELO ENTRE ENGENHOSOS

Aproxima-se aquele que é, sem dúvida, um dos grandes momentos de qualquer época. À comum ansiedade juntaram-se curiosos pormenores que, na verdade, já não nos surpreendem assim tanto, tendo em conta o quão vacinados nos tornámos para os tempos insólitos que vivemos.

Ao contrário do que era esperado, e para sorte dos nossos pecados, o local do derradeiro confronto passou cautelosamente da Turquia para o Porto, de forma a que os adeptos ingleses pudessem viajar e apoiar as suas equipas numa cidade que, bem vistas as coisas, há muito que merecia a honra anteriormente proporcionada à capital.

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No que diz respeito aos finalistas, foram poucos os que arriscaram as suas fichas em qualquer uma das equipas. Além de concorrentes fortes, como os protagonistas da final da época passada, por um lado temos o Manchester City FC que, apesar de soberano a nível doméstico, nunca tinha chegado a uma final europeia; do outro lado, um Chelsea FC cujos tons de azul andaram consideravelmente apagados, até Thomas Tuchel chegar a Londres com a máscara de oxigénio que iria permitir alcançar voos inesperadamente mais altos.

Frente a frente, Pep Guardiola e Thomas Tuchel. O sorridente alemão sonha com juntar um título europeu ao seu palmarés, enquanto o sereno espanhol busca avidamente a conquista da terceira “orelhuda”, primeira fora do FC Barcelona. Admiradores um do outro, os dois treinadores, e respetivos pupilos, fazem-nos acreditar que teremos ao nosso dispor 90 minutos de puro engenho em campo, nos quais dificilmente nos depararemos com qualquer tipo de descuido, mas com a certeza de que a vitória pode muito bem ser ditada precisamente por um solitário pormenor.

Independentemente da carreira de Pep Guardiola, e da visível superioridade e solidez do seu conjunto, quando tudo se resume a apenas uma partida torna-se quase impossível tentar adivinhar o desfecho. Caia para um projeto de cinco anos ou para um projeto mais jovem, a aposta é que, no fim, qualquer uma das duas equipas poderá ter a honra de citar José Saramago: sabemos muito mais do que julgamos, podemos muito mais do que imaginamos.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Esta é a décima participação dos citizens e décima sétima dos blues na competição.
  2. As duas equipas defrontaram-se três vezes esta temporada, com o Chelsea para já à frente com duas vitórias.
  3. Esta é a oitava final entre clubes do mesmo país e a terceira entre clubes ingleses. Todas as oito aconteceram após o ano de 2000.
  4. O City é o nono clube inglês numa final europeia, mais do que qualquer outro país. Itália e Alemanha são os seguintes na lista, com seis clubes cada.
  5. O único jogo que o City não ganhou nesta edição da Champions foi no Estádio do Dragão, no empate a 0 contra o Porto na fase de grupos.
  6. Depois de Ernst Happel, Ottmar Hitzfeld, José Mourinho, Jupp Heynckes e Carlo Ancelotti, Josep Guardiola pode tornar-se no sexto treinador a vencer a competição ao comando de dois clubes diferentes.
  7. Depois de alcançar a final do ano passado com o Paris Saint-Germain FC, Thomas Tuchel é o primeiro treinador a alcançar a final ao serviço de dois clubes diferentes em duas épocas consecutivas.
  8. Christian Pulisic ou Zack Steffen podem tornar-se no primeiro jogador americano a jogar uma final da Champions.
  9. Apenas um jogador de cada equipa já esteve presente numa final: Ilkay Gündoğan, pelo Borussia Dortmund, e Thiago Silva, pelo Paris Saint-Germain FC.
  10. Apesar dos poucos minutos jogados esta época, Olivier Giroud é o melhor marcador entre as duas equipas, com seis golos na competição.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Kevin De Bruyne (Manchester City FC) – A qualidade e importância do belga para o esquadrão de Pep Guardiola é inegável. A inteligência e criatividade com que desbloqueia linhas tem sido um dos pontos-chave para o percurso dos citizens e pode fazer toda a diferença na final que se disputa mais logo. Seja através dos passes com que nos brinda a partir de qualquer distância, um cruzamento milimétrico, ou a técnica fulgurante com que atrai atenções para libertar os colegas, é ponto assente que não existem ângulos impossíveis para a trigonometria magistral que sai dos pés de Kevin De Bruyne.

Edouard Mendy (Chelsea FC) – Desde a chegada de Thomas Tuchel, os blues têm-se destacado pela consistência defensiva, concedendo muito poucos golos. O guarda-redes de 1,97m tem tido um papel preponderante para que, no total dos 42 jogos em que participou, o Chelsea fosse capaz de manter a “folha em branco” em 22 partidas, 15 das quais já sob as ordens do técnico alemão.

 

XI’S PROVÁVEIS

Chelsea FC: Mendy, Thiago Silva, Azpilicueta, Rudiger, James, Kanté, Jorginho, Chilwell, Mount, Christian Pulisic e Timo Werner

Treinador: Thomas Tuchel

“Podemos não ter defrontado exatamente a mesma equipa do City que vamos enfrentar na final, mas, ainda assim, conseguimos vencer duas vezes desde que assumi o comando.”

Manchester City FC: Ederson, Rúben Dias, Stones, Zinchenko, Walker, Fernandinho, Gündogan, Bernardo Silva, Mahrez, Phil Foden e Kevin De Bruyne

Treinador: Josep Guardiola

“Faz sentido o trabalho que o clube desenvolveu nos últimos quatro ou cinco anos. Estes rapazes têm sido consistentes de forma regular e isso é notável.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: MANCHESTER CITY FC 1-2 CHELSEA FC

Carta Aberta a Sebastián Coates | Sporting CP

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Caro Seba,

Permite-me que te trate assim. Sei que não me conheces, mas eu conheço-te muito bem. Enquanto jogador, obviamente. E mesmo enquanto pessoa, sei do teu caráter. Sei porque não rescindiste quando era fácil fazê-lo. Acredito que pensaste em sair, mas não prejudicaste o clube. É claro que também conseguirias arranjar uma boa equipa lá fora, onde ganharias mais e jogarias num campeonato de topo. Mas não o fizeste, assim como outros. Mas hoje é sobre ti, Seba!

Muitos duvidaram das tuas capacidades. Vieste de um clube que lutava para não descer em Inglaterra e tinhas um certo histórico de lesões. É normal. Eu também fiquei desconfiado, mas dou sempre o benefício da dúvida a qualquer jogador. E a realidade é que pegaste de estaca desde o início e jogaste sempre regularmente. Cometeste erros, como todos cometem. Foste criticado, por mim inclusive. Umas vezes justamente, noutras vezes acredito que injustamente.

Mas isso faz parte da vida de jogador e tu saberás isso bem melhor do que eu. Na época passada, tiveste alguns momentos menos bons a nível individual e nesta época foste o melhor jogador do campeonato, bem como o mais decisivo. Penso que ganhaste uma nova vida. E acredito que tu também pensarás assim, afinal, nunca tinhas sido tão preponderante como este ano.

Sebastián Coates apontou sete golos decisivos durante a temporada, no campeonato nacional 2020/2021
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para além do teu rendimento em campo, és o nosso capitão. E não és português, mas sim uruguaio. Não é que haja problema com isso, mas, naturalmente, não nasceste sportinguista. Quando eras pequeno, provavelmente nem imaginavas o que era o Sporting CP, ou pelo menos não tinhas ideia da nossa grandeza. Sabemos que o teu clube do coração é o Nacional de Montevideu, que também é um grande clube. Mas acredito que hoje também sejas um bocadinho do Sporting CP, porque já cá estás há algum tempo – cinco anos não são cinco dias, Seba!

Acredito que o principal objetivo de jovem futebolista sul-americano seja atingir a glória no topo do futebol europeu. Passaste pelo Liverpool FC, um gigante europeu e um dos maiores clubes do mundo. Não obtiveste grande sucesso por lá, mas hoje és uma referência em Alvalade. No Sporting CP, um clube especial. És uma referência tanto para os mais velhos como para os mais novos, Seba!

E os mais velhos viram outros grandes jogadores! No entanto – acredita – já se renderam a ti. Normalmente, os jovens gostam mais dos avançados porque são quem marca os golos. Têm os holofotes todos para si. São os seus primeiros ídolos. Mas hoje, quando têm de escolher um jogador do Sporting, falam em ti. Porque és tu a referência e isso conta muito mais que os golos, Seba!

A par de Gonçalo Inácio, Zouhair Feddal e Luís Neto, edificou a defesa menos batida do campeonato
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Mas tu também marcas. És um goleador, à tua maneira. Esta época foram sete e todos eles foram cruciais. E não falo apenas dos golos propriamente ditos. Goleias os adversários, no sentido literal, mas também no plano defensivo. Os teus cortes imperiais lá atrás são tão valiosos para nós como um golo. E este ano foram só goleadas!

Com isto, quero te dizer que me representas em campo. Sou do Sporting CP desde que me conheço e já gostei de vários jogadores que davam tudo em campo, do início ao fim. Mas como já escrevi antes, hoje é sobre ti. E tu és um deles. Representas a alma do Leão em campo e os sportinguistas valorizam muito isso. Não tenho ídolos, mas há jogadores que merecem o nosso respeito. És liderança, raça e mentalidade de campeão. Finalmente e merecidamente campeão!

Gracías, Seba!

Uma radiografia ao ténis espanhol | Ténis

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Longe vão os tempos em que a nação espanhola comandava os destinos do ténis em ambos os géneros. Pegando nesse ponto de partida, neste artigo iremos refletir  sobre isso mesmo, sendo que Roland Garros está aí, e veremos quais os possíveis nomes que poderão chegar mais longe na catedral do pó de tijolo.

Foto de capa: Madrid Open

Os 5 golos mais marcantes do FC Porto esta época

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O FC Porto, apesar de não ter somado nenhum título esta época, esteve em “todas as frentes” em todas as competições por onde passou. Chefiados por Sérgio Conceição, os dragões deram uma boa imagem a nível interno e a nível externo, protagonizando vários momentos marcantes que certamente vão ficar na memória dos adeptos portistas.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Quando então falamos de memórias e momentos marcantes, recordamo-nos certamente de alguns golos que provocaram dores de cabeça aos vizinhos por conta dos nossos gritos eufóricos de golo. Sendo assim, hoje vamos memorar alguns desses golos.

Tribuna VIP: Final entre compatriotas… e amigos

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Os números não mentem: a final do Dragão junta as duas melhores equipas desta edição da Liga dos Campeões. O ainda invicto Manchester City FC de Pep Guardiola frente ao renovado Chelsea FC de Thomas Tuchel.

O Estádio do Dragão viu cumprida a promessa da UEFA de receber uma final europeia e vai ser o anfitrião do duelo entre duas equipas inglesas e entre dois treinadores que são rivais nas quatro linhas, mas amigos fora de campo.

Guardiola e Tuchel começaram a sua amizade nos tempos da Bundesliga e, hoje em dia, não escondem o carinho que têm um pelo outro. Contudo, no relvado, a luta tem sido intensa e esta final poderá ser um verdadeiro desempate, porque se, por um lado, Guardiola ganhou todos os jogos em terras germânicas, Tuchel respondeu em força e venceu os dois combates que tiveram esta temporada em Inglaterra. Muita curiosidade para perceber o que acontece no Porto e que tipo de jogo vamos assistir.

Um fator que pode influenciar o jogo destes senhores é a presença de adeptos. Apesar das “massas associativas” de Chelsea e City não serem das mais ruidosas da Premier League, sabemos bem o poder que tem o ambiente britânico no decorrer de um jogo e é praticamente impossível que os jogadores não sintam essa energia que vem das bancadas.

Esta final poderá ser só mais uma para o adepto comum, mas para quem gosta de futebol, é um desafio entusiasmante. Guardiola e Tuchel estão sempre a surpreender-nos e acredito que podemos ter uma final com golos, repleta de emoção e quem sabe… para lá dos 90 minutos. Uma coisa é certa: a “orelhuda” vai ficar em boas mãos. Venha de lá essa grande final!

Artigo de opinião de Pedro Afonso,
jornalista ELEVEN


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A inexperiência como fator positivo | Sporting CP

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Rúben Amorim falou sobre a inexperiência do Sporting CP, aquando da conferência de imprensa, após a última jornada do campeonato. O jovem treinador português referiu-se a esta característica do Sporting CP como um fator que se mostrou benéfico durante o percurso que os leões fizeram no campeonato nacional. O que quer ele dizer com isto?

No início da temporada, ninguém pensava que seria possível vencer o tão esperado título, incluindo os próprios jogadores, equipa técnica e direção leonina. Esperava-se uma temporada de crescimento, consolidação de ideias, valorização de ativos e o encaixe financeiro da UEFA Champions League. Rúben Amorim conseguiu levar a equipa do Sporting a estes quatro pontos, acrescentando a conquista do campeonato. Um trabalho inesperado e impressionante.

Nuno Mendes é um exemplo ilustrativo dos benefícios que a inexperiência trouxe ao Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A mentalidade da formação verde e branca foi sempre “jogo a jogo”. Aliás, o técnico dos leões só assumiu a candidatura no jogo em que os três prontos em disputa nos davam o título nacional. Ora, para um plantel tão jovem e algo curto em termos de opções, o pensar apenas no jogo que se seguia, sem fazer prognósticos a longo prazo, tirou uma certa pressão de cima dos atletas. Acabou por correr bem, visto que os jogadores deram tudo e evoluíram, ao invés de relaxarem por (aparentemente) não terem grandes responsabilidades.

Mas a própria inexperiência e “inocência” de grande parte do plantel verificou-se vantajosa para a caminhada do Sporting CP. Por incrível que pareça, o facto de ter sido a primeira vez que alguns atletas estiveram em contexto de lutar pelo título, ou até mesmo a primeira temporada enquanto sénior, permitiu aos leões desfrutarem do seu futebol e criarem um grupo de trabalho fortíssimo em termos de união.

A vitória do Sporting CP no campeonato é a prova de que os chamados outsiders podem fazer grandes feitos. Ninguém dava nada por esta equipa, no início da temporada. Porém, quando o trabalho é bem feito, a equipa está mais perto de ser feliz.

5 momentos chave em que o FC Porto perdeu o campeonato

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Com o fim do campeonato e o título entregue ao Sporting CP, chegou a hora dos balanços para os “especialistas”. Claro que é sempre muito fácil falar no fim, mas houve cinco jornadas em que, na minha opinião, o FC Porto perdeu o título. Contudo, não deixo de reiterar todo o mérito que se tem de atribuir à equipa de Rúben Amorim pela conquista.

Posto isto, venham daí saber quais foram estes cinco momentos:

Julian Weigl | O alemão poderá dançar ao som dos “blues”

Vários são os nomes na porta de saída com alguma mais valia financeira para o SL Benfica, entre eles Rafa, Odysseas Vlachodimos, Alex Grimaldo e Julian Weigl. A falha no acesso à Liga dos Campeões na temporada passada e a não garantia da qualificação para a edição deste ano fez soar os “alertas financeiros” da Luz.

A juntar a esta falta de encaixe financeiro, soma-se o investimento no plantel na época passada – cerca de 98,5 milhões de euros -, pelo que terá de haver saídas para equilibrar as contas. E o alemão é um dos jogadores mais falados nos últimos dias, inclusive pela imprensa britânica.

De acordo com o jornal britânico The Telegraph, existe um possível interesse do Chelsea FC no médio alemão dos encarnados como alternativa a Declan Rice, inglês do West Ham United FC. Os Hammers pedem ao clube liderado por Roman Abramovich cerca de 80 milhões de euros, montante que o russo considera bastante elevado.

Como tal, surgiram várias alternativas “em cima da mesa”, entre elas Julian Weigl e Aurélien Tchouaméni, do AS Mónaco. Ainda, um fator importante para o interesse dos Blues em Weigl é o facto deste já ter trabalhado com o atual treinador do clube inglês, Thomas Tuchel, no Borussia Dortmund.

Segundo o Transfermarkt.pt, Julian Weigl tem um valor de mercado a rondar os 20 milhões de euros, montante pago pelo SL Benfica aos alemães em janeiro de 2020. Na época que terminou há poucos dias, o médio somou mais de 2.900 minutos, marcando apenas um golo – na Liga Europa, frente ao KKS Lech Poznan.

Julian Weigl tem estado em destaque pelo SL Benfica
Julian Weigl foi dos jogadores mais utilizados por Jesus esta temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Com estes rumores, começa a crescer a dúvida no seio dos adeptos benfiquistas sobre quem vai ser o seu sucessor. Será necessário ir ao mercado ou existem opções dentro do plantel? A verdade é que existem escolhas para todos os gostos, em ambos os cenários.

Dentro do plantel das águias, encontramos dois jogadores que podem fazer a posição ‘6’ ocupada esta época por Weigl: Andreas Samaris e Gabriel. A verdade é que se um tem vários problemas físicos e falta de ritmo de jogo (Samaris), o brasileiro não tem a confiança total de Jorge Jesus e como tal também deve estar na porta de saída.

No entanto, a principal alternativa ao médio alemão pode ser Florentino Luís, um jogador da casa que esteve emprestado ao AS Mónaco durante a época passada e que se vai apresentar às ordens de Jorge Jesus no início da pré-época.

O internacional sub-21 fez apenas nove jogos pela formação de Niko Kovac, perdendo espaço para Tchouaméni, o jovem francês de grande valor que está integrado na Equipa do Ano da Liga Francesa e que venceu o prémio de melhor jogador jovem da competição, superando Camavinga (Rennes FC) e Caqueret (Olympique Lyonnais).

Ainda assim, espera-se que Jorge Jesus aposte no médio português, mas já fez saber junto de Luís Filipe Vieira que pretende reforçar o meio-campo encarnado com mais um ‘6’ e um ‘8’.