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GD Estoril-Praia… e agora?

Cabeçalho Futebol NacionalLonge, bem longe, dos tempos de Marco Silva, dos tempos em que ia à Europa e dos tempos em que tinha jogadores como Jefferson, Licá, Evandro ou Sebá, a equipa do GD Estoril-Praia encontra-se num péssimo momento de forma.

(Doze jogos oficiais, dez derrotas, duas vitórias, vinte e seis golos sofridos, oito golos marcados, duas eliminações – Taça de Portugal e Taça da Liga -, último lugar da tabela e um treinador despedido.)

Um ponto de situação completamente dececionante. Atualmente sem treinador (após o despedimento de Pedro Emanuel), a equipa da linha procura um novo rumo para esta época, sabendo que está já eliminada de duas competições nacionais e que se encontra no último lugar da tabela classificativa em igualdade pontual com a equipa do Moreirense FC.

É então importante percebermos o porquê do mau momento da equipa do Estoril. Analisemos, assim, o plantel dos azuis e amarelos. Como é de conhecimento geral, e muito devido à parceria com a Traffic, o número de jogadores brasileiros do plantel estorilista é bastante elevado (treze…sim, treze!). Neste caso, tal como é normal do jogador brasileiro, o nível tático deixa muito a desejar e é exatamente aí que quero tocar. No meu ponto de vista, a equipa do Estoril Praia deixa muito a desejar no que diz respeito à tática do jogo e a tudo o que ela diz respeito. Aplica, de facto, um jogo pobre, fraco e muito pouco elaborado. Um tipo de jogo muito previsível e fácil de combater.

Associado a este fraco jogo tático, encontramos ainda níveis baixíssimos de entrega e de dedicação ao jogo. Provavelmente por causa dos péssimos resultados, a equipa do Estoril-Praia demonstra pouca vontade em “jogar à bola” e em praticar bom futebol. Acima de tudo, não se vê raça no tipo de jogo praticado pelos jogadores da equipa cascalense.

Fonte: XXX
Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Por fim, e possivelmente o mais importante, um dos fatores também justificativos destes maus resultados consiste no fraco investimento deste verão e, por conseguinte, na falta de qualidade do plantel. Com muito poucos jogadores de créditos formados – dou apenas destaque ao ponta de lança Kléber, que peca muito no ponto de vista disciplinar, e ao veterano guarda redes Moreira -, a equipa do Estoril-Praia apresenta um dos plantéis mais fracos da primeira liga.

Com ainda vinte e duas jornadas pela frente e muita bola para correr, o momento poderia ser bem pior. Contudo, já hipotecados alguns objetivos (ir à Europa ou até mesmo fazer uma “gracinha” na Taça de Portugal, por exemplo), será a equipa do Estoril-Praia capaz de dar um novo rumo ao seu barco e de o levar a bom porto?

Foto de Capa: Fonte: Facebook oficial de Estoril Praia – Futebol SAD

Champion of Champions: Shaun Murphy vence torneio onde esteve presente a elite do Snooker

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Cabeçalho modalidadesO torneio Champion of Champions reuniu, durante esta semana, a elite do Snooker mundial na Ricoh Arena, em Coventry (Inglaterra). Apesar de ser uma prova não pontuável para o ranking, a mesma contou com a participação da nata do Snooker. Do top-10 do ranking mundial, apenas Mark Allen não esteve presente, sendo todos os 16 jogadores presentes membros do top-30 mundial.

Na primeira ronda do torneio, Shaun Murphy, Mark Selby, Ronnie O’Sullivan e John Higgins cumpriram com o esperado, ao vencerem os seus jogos frente a Mark King, Liang Wenbo, Neil Robertson e Antony McGill, respectivamente.

Mais surpreendentes foram as derrotas de Ding Junhui frente a Anthony Hamilton, Barry Hawkins frente a Ryan Day, Marco Fu frente a Michael White e Judd Trump frente a Luca Brecel, belga de 22 anos. O jovem belga voltou a brilhar na segunda ronda, ao eliminar o líder do ranking mundial, Mark Selby, e carimbar o apuramento para as meias-finais. Anthony Hamilton venceu por 6-4 Ryan Day, naquele que era considerado o jogo mais fraco desta fase do torneio.

Ronnie O’Sullivan destruiu John Higgins com uns esmagadores 6-0, enquanto Shaun Murphy cumpriu frente a Michael White, vencendo por 6-4. Nas meias-finais, Ronnie garantiu a sua presença na final sem grandes dificuldades, vencendo Anthony Hamilton por 6-2, enquanto aquele que viria a ser o seu adversário na final, Shaun Murphy, venceu Luca Brecel por 6-4. Uma final com Ronnie O’Sullivan, sétimo do ranking mundial, e Shaun Murphy, quinto do ranking, dois jogadores bastantes experientes nestas andanças, traz sempre muitas expectativas e incertezas sobre o vencedor.

A final do torneio foi disputada entre Shaun Murphy e Ronnie O’Sullivan Fonte: Champion of Champions
A final do torneio foi disputada entre Shaun Murphy e Ronnie O’Sullivan
Fonte: Champion of Champions

Numa final nem sempre bem disputada, com muitos erros de ambas as partes, acabou por ser Shaun Murphy a levar a melhor, vencendo por 10-8.

Ronnie O’Sullivan entrou a todo o gás na partida, colocando-se a vencer por 2-0 sem grandes dificuldades. No entanto, Shaun Murphy demonstrou não estar na Ricoh Arena para ver o Rocket jogar e virou o jogo para um 3-2 a seu favor.

O Rocket voltou a vencer dois frames consecutivos e a recolocar-se em vantagem por 4-3, tendo logo de seguida Shaun Murphy empatado a quatro.

No nono frame, surgiu um dos momentos chave do encontro. Com a partida empatada a 4, sabendo que este nono frame fechava a primeira sessão da final, Shaun Murphy marcou várias bolas seguidas ficando apenas a faltar-lhe embolsar a bola preta para vencer o frame e ir para o descanso na frente (Ronnie estava a ganhar por 54-50 e depois de marcar a preta, Murphy venceria por 54-57). Para espanto de todos os presentes na Ricoh Arena, Shaun Murphy falhou a bola preta, oferecendo o frame a Ronnie. No entanto, quando tudo apontava para que fosse o Rocket a levar este nono frame, Ronnie também falhou uma bola fácil e acabou por ser Shaun Murphy a vencer.

O Fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. Semana quase perfeita, contando-se por vitórias quase todos os encontros disputados, com os resultados negativos a serem de certa forma esperados, falando pelo menos no caso do Basquetebol em Cadeira de Rodas. Destacar, de entre os inúmeros e importantes triunfos, a vitória que permite ao Andebol manter a esperança do apuramento na EHF Velux Champions League!

Futebol feminino | Mais um triunfo categórico, agora no reduto do UR Cadima, por 0-6. Primeiro lugar cimentado, em vésperas da recepção ao GD Estoril Praia.

Futsal feminino | Triunfo das Leoas sobre o UA Povoense por 3-0 no início da segunda volta da Zona Sul. Jéssica Cordeiro, Débora Queiroz e Cristiana Costa foram as autoras dos golos que permitiram à turma orientada por Carlos Reis cimentar o segundo lugar da tabela classificativa. Na próxima jornada, a turma de Alvalade desloca-se ao reduto da AR Venda da Luísa.

As leoas do futsal continuam na perseguição do primeiro lugar Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
As leoas do futsal continuam na perseguição do primeiro lugar
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Futsal masculino | Mais dois triunfos fora de portas que consolidam a liderança incontestável da Liga SportZone: 1-3 frente ao Belenenses e 1-8 perante o Unidos Pinheirense. Sábado, pelas 16h00, os comandados de Nuno Dias recebem o Fabril no Pavilhão João Rocha, jogo que antecede a participação dos bicampeões nacionais na Elite Round da UEFA Futsal Cup.

Goalball | Depois de uma primeira etapa da Super European Goalball League 100% vitoriosa, os Leões iniciaram o Campeonato com triunfos claros. A equipa A venceu o CAC por 10-0 e a equipa B teve duplo confronto (12-2 ao CD Fiães e 10-0 ao CCD).

Ténis de Mesa feminino | Derrota por 2-3 frente ao União Sebastianense. Na próxima jornada, as jovens Leoas defrontam o Ala Nun’Álvares.

Choramos contigo, Buffon

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Cabeçalho Liga Italiana

É muito doloroso ver um pai chorar. Como se não bastasse a sua dor, ainda temos que suportar o nosso desamparo. O desamparo de quem vê desabar uma força protetora e que se julgava imperturbável. Se ele chora, nós choramos. Por instinto. Um instinto que nos diz que se ele está assim, é porque algo verdadeiramente triste aconteceu.

Por esta ordem de ideias, ver Buffon chorar, terá feito chorar, também, a Itália futebolística. Afinal, era ele que o ‘Calcio’ tinha como força protetora nos momentos difíceis.

Porém, o momento em que Buffon chorou foi mais do que difícil. Foi insuportável. Foi o momento que confirmou que o último dos 175 jogos disputados com a camisola da sua pátria ficara marcado por um falhanço histórico. Um falhanço que o mundo do futebol ainda não soube interiorzar e que ainda estranha dizer, ouvir, escrever e ler– a Itália não vai estar num Mundial.

Ver Buffon chorar não terá feito apenas chorar a Itália futebolística, e a tristeza ter-se-à estendido ao mundo do futebol contemporâneo. Afinal, temos Buffon como uma força protetora que nos mostra o lado sensato da paixão pelo nosso desporto, teimando em sorrir quando as coisas não correm bem.

Quando ele se descontrolou, e se inundou de lágrimas, foi porque algo verdadeiramente triste aconteceu. E nós, por instinto, chorámos com ele.

Foto de capa: Spostskeeda

Campeonato Nacional Absoluto 2017: João Sousa e Francisca Jorge no Topo do Ténis Português

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Cabeçalho modalidadesFoi nos courts de terra batida da Beloura Tennis Academy, em Sintra, que entre os dias 5 e 12 de novembro se disputou o Campeonato Nacional Absoluto 2017 de ténis. Se na competição feminina as notas de destaque foram para a ausência da melhor tenista portuguesa da atualidade, Michelle Larcher de Brito, e da atual número um do ranking nacional, Rita Vilaça, no torneio masculino a principal novidade foi a presença de João Sousa. Do lado das ausências contaram-se nomes sonantes no panorama tenístico nacional, como Gastão Elias, Pedro Sousa e João Domingues.

Na vertente feminina, sem Michelle Brito em competição, a luta parecia destinada a ser a três, entre Inês Murta, Maria João Koehler e Francisca Jorge. De entre elas a primeira a cair foi, precisamente, a primeira cabeça de série! Nos quartos de final, e frente a Maria Inês Fonte, Inês Murta acabaria por ser copiosamente derrotada (ainda que num encontro com algum equilíbrio na disputa dos pontos) por 6-1 e 6-2. Dois meses depois de se ter sagrado campeã nacional de sub-16, Maria Inês Fonte deixou bem claro que há futuro no ténis feminino em Portugal.

Na final encontraram-se a experiência de Maria João Koehler (hexacampeã nacional) e a irreverência de Francisca Jorge que, depois de se sagrar campeã nacional de sub-18, jogaria pela primeira vez a final de um Campeonato Nacional Absoluto. Dentro de campo Francisca Jorge, número quatro nacional, foi quase sempre mais forte, mais consistente no fundo do court e com maior variação do seu jogo, e acabaria por vencer Maria João Koehler por 7-6(2) e 6-2. Aos 17 anos de idade a tenista de Guimarães conquistou o Campeonato Nacional Absoluto pela primeira vez, e logo em dose dupla, depois de já ter também vencido na variante de pares (juntamente com Maria Inês Fonte).

Aos 17 anos Francisca Jorge estreou-se a vencer no Campeonato Nacional Absoluto  Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
Aos 17 anos Francisca Jorge estreou-se a vencer no Campeonato Nacional Absoluto
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

Na vertente masculina João Sousa era o cabeça de cartaz e, em condições normais, a concorrência parecia não ter argumentos para fazer tremer o vimaranense. A verdade é que o “Conquistador” foi mostrando solidez ao longo da semana e, como tal, acabou por não se estranhar que este chegasse à final após deixar pelo caminho, na meia-final, Fred Gil por 6-1 e 6-4. Como opositor João Sousa teve o jovem Daniel Rodrigues que, com apenas 17 anos de idade, levou de vencida Bernardo Saraiva e José Ricardo Nunes antes de marcar encontro com o melhor tenista português de todos os tempos na final.

Naquele que era, provavelmente, o encontro mais aguardado da semana, João Sousa não vacilou e, fazendo uso do seu serviço como arma (sobretudo pela consistência do mesmo), colocou sempre grandes dificuldades ao jovem tenista madeirense. Se nos momentos iniciais o encontro ainda conheceu algum equilíbrio, a partir do final do primeiro set a motivação de João Sousa foi crescendo e, por outro lado, Daniel Rodrigues começou a acusar o cansaço. Resultado final: 6-3 e 6-1 para o “Conquistador” que, assim, conquistou o Campeonato Nacional Absoluto pela primeira vez na sua carreira.

João Sousa conquistou, pela primeira vez na carreira, o Campeonato Nacional Absoluto  Fonte: Federação Portuguesa de Ténis
João Sousa conquistou, pela primeira vez na carreira, o Campeonato Nacional Absoluto
Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

Campeões nacionais absolutos de 2017:
– Singulares Femininos: Francisca Jorge;
– Pares Femininos: Francisca Jorge e Maria Inês Fonte;
– Singulares Masculinos: João Sousa;
– Pares Masculinos: Nuno Deus e Bernardo Saraiva;
– Pares Mistos: Cláudia Gaspar e José Ricardo Nunes.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

Decidir o que queremos ser: Até que ponto importa a capacidade de decisão de um jogador?

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É sabido, por qualquer fã de futebol, que uma partida é dividida e marcada por diferentes momentos no jogo. Desde a fase de transição rápida, em posse, passando pelos processos defensivos – obviamente, sempre em função do contexto do resultado – é crucial que qualquer equipa tenha esse “desdobramento” tático para encarar as diversas fases que um jogo atravessa.

Mas para executar qualquer um desses processos, é tão ou mais importante saber interpretar e perceber o que o jogo está a pedir. Quando se fala em saber “ler o jogo”, não se refere exatamente à avaliação qualitativa de A, B ou C, mas sim a capacidade em perceber o que equipa precisa para determinado momento. Por isso, e englobando todos os estes parâmetros, é que considerei sempre os primeiros minutos da segunda parte a altura ideal para avaliar – de um modo muito genérico, obviamente – a capacidade de um treinador. Porque é quando este, após a primeira parte, tem um intervalo de tempo para corrigir e (re)colocar os novos processos na equipa e nos seus jogadores.

Numa análise distinta, mas paralela, e dentro de toda a anatomia de capacidade de interpretação e (posterior) dedicação, olho atentamente para Gelson Martins. Um jogador de “alta rotação”, como gosta de dizer o seu treinador, com uma capacidade de drible e velocidade acima do normal, mas que continua a hesitar no momento de decisão. Trata-se de uma lacuna que se deteta desde a sua estreia na equipa leonina, ficando sempre na mente de cada adepto sportinguista, suponho, quando é que o internacional português vai dar o “salto”.

Gelson Martins e Alex Sandro travaram duelos interessantes nesta Champions Fonte: Sporting Clube de Portugal
Gelson Martins e Alex Sandro travaram duelos interessantes nesta Champions
Fonte: Sporting Clube de Portugal

É que a um jogador tecnicamente limitado, não se pode pedir muito mais do que total entrega e concentração no jogo e nas suas tarefas dentro do campo. Mas quando se denota tanta qualidade individual, acaba por se criar um sentimento de constante frustração, porque ao invés de somente apreciarmos o jogador que existe, imaginamos sempre os patamares que X ou Y poderia ter alcançado (Nani é um bom exemplo disso).

Voltando a Gelson: a capacidade de decisão de um jogador pode ser trabalhada constantemente pelo seu treinador, mas será eternamente uma questão circunstancial. Porque em última instância, será sempre a mente do jogador, no derradeiro milésimo de segundo, a tomar a decisão em causa. Se algum dia o internacional português conseguir passar essa barreira, passará simplesmente de um bom jogador, para um enormíssimo jogador. (In)felizmente, trata-se de uma decisão… que só caberá a ele perceber.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Chegou a hora de Krovinovic

sl benfica cabeçalho 1Krovinovic começa agora a dar os primeiros passes bem assentes na equipa do Benfica, passes esses, menos acelerados do que deveriam, na minha opinião, pois há muito que já merecia uma oportunidade. Bem sabemos que não fez pré-época devido a lesão e uma boa recuperação demora o seu tempo, mas desde que foi dado como apto, só agora é percetível a aposta mais frequente no croata.

O número vinte do Benfica tem sido quase sempre utilizado como segundo avançado, como aliás aconteceu no último jogo, lado a lado com Jonas, mas com uma mobilidade muito diferente da dos jogos anteriores, em que esteve muito mais solto, ocupando zonas mais baixas no terreno e conseguindo movimentar-se de forma a fugir às marcações, porque um jogador como ele odeia marcações, gosta é de liberdade para expressar o seu futebol, contudo, sabe que junto à Jonas essa liberdade não existe.

O croata gosta de ter a bola nos pés, é muito talentoso, rápido e com uma qualidade de passe e visão de jogo indiscutíveis. Por vezes faz me lembrar o Lukas Modric, do Tottenham, que mesmo a jogar no futebol inglês, onde as marcações eram muito fortes, ele conseguia sempre criar o seu próprio espaço e fazer toda a sua magia. As semelhanças físicas e técnicas entre ambos não são assim tão distantes e quem sabe se no futuro Krovinovic não será o seu substituto na seleção.

Krovinovic promete um futuro na Luz Fonte: SL Benfica
Krovinovic promete um futuro na Luz
Fonte: SL Benfica

Mas vamos ao que interessa, no Benfica, neste momento, sopram bons ventos a seu favor,  devido à necessidade da equipa ter que mostrar resultados rapidamente, de compensar a baixa de rendimento do Pizzi, de mostrar bom futebol e de apresentar mudanças de esquema tático para correr atrás do prejuízo, acredito que Krovinovic veio para ficar e brevemente alcançará a titularidade permanente.

Como segundo avançado, a dez ou a oito, não tenho dúvidas que será um jogador com futuro na Luz, o Benfica está a precisar de jogadores como Krovinovic, com um futebol mais tático e objetivista, no sentido em que o que interessa é fazer pontos e para isso todo o talento individual e coletivo contam.

Obrigado por seres do Benfica, vence por nós!

Foto de Capa: SL Benfica

Girabola: D’agosto voltou a ser primeiro e Petro vence Taça

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Cabeçalho Futebol InternacionalApós a realização da final da Taça, a época futebolística de 2017 em Angola chegou ao fim. Com o término das competições oficiais, é tempo de fazer um balanço geral às principais ocorrências que marcaram o futebol angolano durante estes dez meses. À primeira vista, pode-se concluir que foi uma época bastante emotiva para todos os adeptos, mas nas duas principais provas (Campeonato e Taça), a disputa pelos troféus ficou restringida aos dois maiores rivais da capital angolana: 1.º de Agosto e Petro de Luanda.

Começando pelo Girabola, a equipa d’Os Militares foi mais forte que a restante concorrência e conseguiu alcançar o bicampeonato, feito que já ocorria desde 1999. O clube treinado por Dragan Jovic (que entretanto anunciou que vai abandonar o comando técnico, devido a problemas de saúde) conquistou o campeonato na penúltima jornada, o que demonstra de facto que foi uma luta intensa até à reta final da prova com o Petro de Luanda, equipa que até chegou a estar no topo da tabela nas últimas jornadas, mas a derrota fora por 2-0 frente ao Desportivo da Huíla na 26.ª jornada, acabaria por ditar a perda da liderança na altura e provou ser um resultado que prejudicou as aspirações do clube petrolífero em ganhar o campeonato angolano e terminar com o jejum de 8 anos sem conquistar o Girabola.

Ao contrário do D’Agosto e Petro, que fizeram prevalecer ao longo do campeonato o estatuto de “Favorito” a conquistar o título, os outros dois habituais candidatos desiludiram esta edição: Kabuscorp e Rec. Libolo não conseguiram acompanhar o ritmo dos outros dois candidatos, e terminaram no 4.º e 5.º lugares respetivamente, atrás da “Equipa-Revelação” da edição de 2017: o Sagrada Esperança – comandados pelo turco Ekrem Asma, a equipa do Dundo surpreendeu tudo e todos ao terminar no top-3 da classificação final. Quanto à despromoção, o Santa Rita de Cássia e ASA não conseguiram os pontos suficientes para se manterem no Girabola e despediram-se assim da principal divisão angolana.

Petro de Luanda e 1.º de Agosto estiveram na disputa até final pelo Girabola e Taça Fonte: Facebook do Girabola Zap
Petro de Luanda e 1.º de Agosto estiveram na disputa até final pelo Girabola e Taça
Fonte: Facebook do Girabola Zap

Quanto à Taça de Angola, o troféu voltou a ser discutido por 1.º de Agosto e Petro de Luanda, embora com um desfecho totalmente diferente. Num jogo realizado no passado dia 11 de Novembro (dia da Independência Angolana), o Petro foi mais forte e conquistou a 11ª Taça de Angola, impedindo assim o seu rival de celebrar a dobradinha.

Em conclusão, a época de 2017 foi bastante entretida e interessante de ser acompanhada, sendo que houve de tudo um pouco: golaços, fintas, tristezas e, sobretudo, muita festa, que carateriza muito bem como é vivido o Desporto Rei pelos adeptos angolanos. Agora é tempo de recarregar energias para a próxima época, que certamente será igual ou melhor que esta, o que se espera que se confirme.

Até fevereiro de 2018 então!

 

Foto de Capa: Wikipedia

Os candidatos continuam a dominar Nacional de Voleibol

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Cabeçalho modalidadesNum fim-de-semana onde Fonte Bastardo e Castelo da Maia não jogaram por já terem disputado o seu jogo a 8 de Outubro (em deslocação aos Açores, a equipa da Maia saiu derrotada por 0-3) e o Sporting Clube das Caldas cumpriu a sua jornada de descanso pelo facto do campeonato possuir um número impar de equipas, os principais candidatos voltaram a cumprir sem grandes dificuldades.

O líder Benfica recebeu no Pavilhão da Luz o Esmoriz, vencendo o jogo por 3-0, com parciais de 25-19, 25-16 e 25-13. Os encarnados nunca pareceram em dificuldade, vencendo todos os sets com relativa facilidade.
Em Matosinhos, a equipa do Sporting CP também venceu sem sobressaltos a equipa do Leixões com uma vitória por 0-3, com parciais de 19-25, 20-25 e 17-25. Com este resultado, a equipa de Hugo Silva mantém a segunda posição a 4 pontos do Benfica, que tem mais um jogo disputado.

A jogar em casa, o Sporting de Espinho bateu o Voleibol Clube Viana por 3-0, com parciais de 25-19, 25-18 e 25-18. Com este resultado, a equipa de Rui Pedro mantém a terceira posição, a dois pontos do segundo classificado, Sporting, e a seis do primeiro, Sport Lisboa e Benfica.

A jogar em casa, o Sporting de Espinho venceu o Voleibol Clube Viana por 3-0 Fonte: Sporting Clube de Espinho – Voleibol
A jogar em casa, o Sporting de Espinho venceu o Voleibol Clube Viana por 3-0
Fonte: Sporting Clube de Espinho – Voleibol

Também em Espinho, disputou-se o jogo entre as duas Académicas do campeonato. A vitória sorriu à Académica de Espinho, que levou de vencida a Académica de São Mamede por 3-2.

Por último, na cidade berço registou-se o resultado mais surpreendente da jornada, na recepção do Vitória de Guimarães ao Clube K. O clube açoriano, que até ao momento tinha vencido apenas um set e que estava em último lugar da classificação, deslocou-se a Guimarães e conseguiu obter uma impressionante vitória por 1-3. Esta vitória coloca o Clube K em igualdade pontual com a Académica São Mamede, com três pontos, e aproxima-o do Voleibol Clube Viana (quatro pontos) e do próprio Vitória de Guimarães (seis pontos).

No próximo fim-de-semana o Sporting CP cumpre a sua jornada de descanso, enquanto o líder Benfica recebe o Leixões. O Sporting Clube das Caldas recebe a Académica de Espinho e o Esmoriz desloca-se a Guimarães. Nos Açores, como tem vindo a ser habitual, realiza-se uma jornada dupla onde as equipas do Voleibol Clube Viana e da Académica de São Mamede aproveitam a deslocação para realizar os seus jogos com ambas as equipas do arquipélago que disputam este campeonato, o Clube K e a Fonte Bastardo. Destaque para o jogo grande da jornada, que coloca frente a frente o Castelo da Maia e o Sporting de Espinho, terceiro e quarto classificados do campeonato.

Foto de Capa: SL Benfica – Modalidades

O Passado Também Chuta: GD Fabril

o passado tambem chuta

Nos dias de hoje, na luta contra os chamados três grandes do nosso futebol temos, como nomes mais fortes, o Sporting de Braga e o Vitória de Guimarães. Anteriormente, nos anos 80, 90 e 2000, havíamos tido o Boavista, que acabou por vencer vários títulos entre os quais o de campeão nacional por uma ocasião. Olhando para o passado, houve outrora outros clubes que lutaram para fazer frente a este monopólio dos grandes, sendo que alguns deles entretanto foram desaparecendo da alta-roda do futebol nacional.

Entre estes nomes, e olhando principalmente para os anos 60 e 70 do século passado, encontramos a CUF, nos dias de hoje Grupo Desportivo Fabril do Barreiro. O clube do Barreiro surgiu através do desejo do gestor da Companhia União Fabril, império da indústria nacional naquela altura. Alfredo da Silva arquitetou um clube, fundado em 1937 com o objetivo de chegar ao topo do desporto nacional, não apenas no futebol mas em variadas modalidades onde conquistaram títulos, entre as quais o atletismo, o Hóquei em Patins (onde conseguiu sagrar-se campeão nacional) e o ciclismo (onde conquistou a Volta a Portugal).

No que ao futebol diz respeito, o clube estreou-se no principal escalão na temporada de 1941/1942, sendo que foi despromovida nesse mesmo ano. Em 1953/1954 a CUF volta a vencer o segundo escalão e a garantir a subida à primeira divisão, onde conseguiu cimentar-se e de onde apenas voltou a sair na época 1975/1976. Nestes 22 anos primodivisionários, a CUF conseguiu acabar por duas vezes classificado em 4.º lugar e por uma vez logrou alcançar o pódio (3.º classificado em 1964/1965). O seu estádio, primeiramente o Campo Santa Barbara e depois de 65/66 o Estádio Alfredo da Silva, tornou-se tradicionalmente difícil para os grandes, que tinham sempre enormes dificuldades em sair do Barreiro com um resultado positivo.

Fonte: Allaboutportugal.pt
Estádio Alfredo da Silva
Fonte: Allaboutportugal.pt

Este recinto é ainda nos dias de hoje um dos estádios portugueses com maior lotação, tendo capacidade para cerca de 22 mil espetadores. Um dos momentos altos vividos no mesmo, com um grande número de espetadores nas bancadas, foi a receção ao AC Milan na época de 65/66. Na segunda ronda da Taça das Cidades com Feiras (atual Liga Europa), a CUF alcançou uma vitória por duas bolas a zero. No que toca a brilharetes europeus, o clube do Barreiro sagrou-se na época de1974 num dos clubes vencedores da Taça Intertoto. No entanto o ano de 1974 teria um grande impacto na vida futura do clube. Com a revolução do 25 de Abril, os governos que se seguiram procederam à nacionalização da empresa, o que levou ao seu enfraquecimento e desmembramento. A queda económica do grupo conduziu a uma redução de investimento no clube, que na época de 75/76 viria a ser despromovida à Segunda Liga.

Fonte: louro.blogs.sapo.pt
Plantel da CUF nos anos 70
Fonte: louro.blogs.sapo.pt

A partir daqui foi sempre a descer, descendo na época de 1991/1992 aos escalões distritais. O clube que entretanto tinha alterado a sua denominação para Grupo Desportivo Quimigal, no ano de 2000 passou a designar-se por Grupo Desportivo Fabril. Neste novo século o Fabril tem disputado os campeonatos distritais, com algumas subidas ao nacional mas sem capacidade para se manter nesse patamar. Uma vida bem diferente, para este clube que ainda é hoje em dia o 16.º classificado se formos a ter em conta a totalidade dos pontos conquistados em toda a história do primeiro escalão. É portanto um gigante adormecido nos distritais, e um exemplo da importância do investimento empresarial na sobrevivência dos clubes.

Foto de Capa: GD Fabril

artigo revisto por: Ana Ferreira