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Os 10 jovens prontos a explodir no circuito ATP

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No desporto em geral, e no ténis em particular, temos assistido, nos tempos mais recentes, a uma tendência que era norma nos inícios da década de oitenta, isto é, verdadeiros fenómenos de precocidade, que desde cedo apresentam resultados bem acima do que se lhes seria pedido em tão tenra idade.

Tendo por base o estado atual do ténis e alguns desses fenómenos, neste artigo  elaboramos um Top 10 dos que em nossa opinião poderão dar bastante à modalidade nos próximos anos, fazendo, assim, com que a nova geração ombreie cada vez mais de perto com a “velha guarda”. Convém esclarecer que, nesta tabela, apenas incluímos tenistas até aos 23 anos, refira-se ainda que a ordem dos mesmos não reflete qualquer tipo de hierarquização.

Foto de capa: ATP Tour

CF Estrela Amadora 0-0 SCU Torreense: Nulo em jogo com pouca história

A CRÓNICA: FICOU A IDEIA DE QUE ERA PROÍBIDO REMATAR 

Jogo grande em perspetiva, nesta penúltima jornada da fase de acesso à Segunda Liga (zona sul), entre o primeiro e o segundo classificado do grupo, o CF Estrela da Amadora e o SC União Torreense. O futebol de ataque, positivo e vistoso, habitualmente praticado por ambas as equipas, fazia adeptos de todo o país esfregar as mãos, num jogo que seria decisivo e poderia até mesmo ditar já quem subiria à Segunda Liga.

O árbitro principal Bruno Vieira apitou para o começo do jogo e assistimos a bastante equilíbrio, se calhar até em demasia. As duas equipas dividiam a posse de bola e nenhuma criava verdadeiro perigo. Nota para o infortúnio de dois jogadores, Silas, para os visitantes (perto dos 10 minutos), e Hélder Laton, para os da casa (a rondar a meia hora), que tiveram de abandonar o terreno de jogo de maca; desejos de rápidas melhoras para ambos.

A palavra “equilíbrio” era a que melhor definia a primeira parte, no entanto, a curtos espaços, era o Torreense que por mais ocasiões aparecia perto das imediações da área adversária, com destaque para Filipe Andrade.

Pausa para descanso e esperava-se que os jogadores viessem com as baterias recarregadas, para não voltarmos a ver a repetição da primeira parte, que foi, no mínimo, pobre. Durante o intervalo, a luz faltou no Estádio e a segunda parte atrasou cerca de 15 minutos.

No começo da segunda parte, assistimos ao primeiro remate do jogo, Ulisses Oliveira perdeu as vergonhas e chutou do meio da rua para boa defesa de Filipe Leão. O Torreense entrou melhor e a procurar o golo. No entanto, perto dos 15 minutos da segunda parte, grande contrariedade para a turma de Filipe Moreira, que via Zezinho ser expulso, após ter visto o segundo amarelo.

Depois da expulsão, em vantagem, o Estrela procurou subir as suas linhas e ter mais bola no meio-campo adversário, apesar disso, não criava grandes situações de perigo. O tempo foi passando, o perigo não foi criado e o resultado mantinha-se. Só para lá dos 90 é que houve novo remate, no entanto, sem grande perigo para a baliza do guardião do Torreense.

Apesar da falta de oportunidades durante todo o jogo, na segunda parte sempre houve mais emoção, mais intensidade e mais lances que poderiam resultar em perigo. No entanto, não há como negar, o jogo, que se esperava ser uma das grandes partidas desta fase, acabou por deixar um pouco a desejar, face às quase raras ocasiões criadas.

Fica agora tudo por decidir na última e derradeira jornada, sendo que o Estrela, o Torreense e o Vitória ainda têm hipóteses de chegar ao primeiro lugar do grupo e, consequentemente, subir à Segunda Liga.

Foto de Capa: SCU Torreense

A FIGURA
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Sérgio Conceição – Foi sempre dos mais inconformados com o resultado. Esteve seguro a defender e ia bastantes vezes ao ataque, sendo protagonista de vários cruzamentos, alguns deles bastante perigosos. Continua a ser uma das boas e mais constantes figuras deste Estrela.

O FORA DE JOGO

Primeira parte – Primeira parte bastante fraca, que não condiz, em nada, com o valor e a qualidade destas duas equipas. 45 minutos, zero remates, pouco futebol e dois jogadores lesionados com aparente gravidade; penso que isto diz tudo daquilo que foram uns 45 minutos duros de assistir.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA AMADORA

O Estrela montou-se no seu habitual 3-4-3, com Sérgio Conceição e Diogo Clemente encarregues com os respetivos flancos e com Diogo Leitão e Xavier Fernandes no apoio ao ponta-de-lança, Paollo Madeira.

Depois da expulsão do homem do Torreense, o Estrela, naturalmente, subiu mais as suas linhas e foi mais pressionante, sufocando e remetendo, assim, o adversário para a sua área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe Leão (6)

Zé Pedro (6)

Yuran Fernandes (7)

Hélder Laton (-)

Xavier Fernandes (6)

Diogo Leitão (6)

Paollo Madeira (6)

Diogo Clemente (6)

Chapi Romano (6)

Sérgio Conceição (7)

Andrré Duarte (6)

SUBS UTILIZADOS

Filipe Gaspar (6)

Luís Mota (6)

Leandro Tipote (6)

Chidera Nwoga (6)

Telmo Watche (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SCU TORREENSE

Logo de início, os visitantes mostraram ser uma equipa agressiva (no bom sentido) e tentaram explorar a velocidade dos seus dois avançados, que são bastante rápidos.

Num 3-5-2, era Ricardinho que ocupava a posição mais ofensiva do miolo e que tinha a função de ligar o meio-campo à frente de ataque. Para além desta ligação, Ricardinho, devido à sua mobilidade, também descaía para os corredores, procurando, assim, surpreender e criar superioridade.

Depois da expulsão, a equipa de Torres Vedras jogou numa espécie de 5-2-2, com Daniel Martins a ocupar a posição de lateral esquerdo e Ricardinho a fazer dupla com Tocantins no ataque, se bem que, muitas das vezes, baixava para terceiro médio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (6)

Mamadou Traoré (6)

Benny (6)

Zezinho (4)

Ragner Paula (6)

Filipe Andrade (7)

Ricardinho (7)

David Rosa (6)

Welinton Matos (6)

Silas (-)

Ulisses Oliveira (6)

SUBS UTILIZADOS

Gustavo Tocantis (6)

Daniel Martins (6)

Ailson Tavares (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela Amadora

BnR: Nos últimos 15 minutos do jogo mudou o seu esquema tático. Passou de um 3-4-3 para uma espécie de 4-3-3, com os laterais bem subidos, pode-nos dizer o que pretendeu com esta mudança?

Rui Santos: Sim, era mais um 4-2-4. Foi um risco que decidi correr, devido ao facto de acreditar que o Torreense já não ia conseguir causar-nos muito transtorno do ponto de vista defensivo e, naturalmente, o que nós queríamos era desmobilizar a linha defensiva do Torreense, jogando pelos corredores, criando superioridade numérica pelos corredores, com Tipote, Chidera e o ala do lado contrário a chegarem a zonas de finalização, e com os médios a chegarem perto. As nossas intenções foram boas, penso que, enquanto treinador, fiz o que tinha a fazer e, infelizmente, não conseguimos marcar, mas pronto, estamos na luta, somos o primeiro classificado, dependemos só de nós. Vamos a Leiria, sabemos que têm uma belíssima equipa, tivemos dificuldades quando jogámos com eles aqui, mas tudo pode acontecer e nós vamos trabalhar a semana inteira com a convicção que vamos ganhar a Leiria.

SCU Torreense

BnR: Após a expulsão, qual foi a mensagem que tentou transmitir aos seus jogadores?

Filipe Moreira: A partir de um determinado momento, há um maior controlo da bola por parte do Estrela e os nossos jogadores estão mais longe do meu raio de ação. Ora, a tendência geral da parte dos nossos jogadores é que defendam mais perto da sua baliza, o que é perfeitamente normal. Surgem mais bolas pelos flancos, há mais possibilidades de cruzamento e por muito que tentemos puxá-los para cá, torna-se complicado. Algumas vezes tivemos critério na saída, outras nem tanto. Ainda tivemos um lance de bola parada em que conseguimos incomodar, mas nesse capítulo o Estrela até teve mais que nós. Portanto, não há mais nada que possa pedir aos meus jogadores, porque estava a ser muito complicado a partir de um determinado momento.

BnR: Durante a primeira parte, vimo-lo bastante interventivo, a corrigir o posicionamento dos homens da frente quando não tinham bola e quando pressionavam o adversário. O que é que estavam a fazer menos bem e o que é que queria que eles fizessem?

Filipe Moreira: Nós, por vezes, de forma prática, temos uma equipa que sabe ter a bola, mas o momento da decisão, no momento vertical, na saída, dá um alimento muito superior à equipa, em certos momentos não foram tão rentáveis como eu idealizava e com isso causámos menos problemas ao Estrela e, nesse aspeto, melhorámos muito em relação ao que tinha acontecido com o Setúbal, porque entrámos muito mal, com o Leiria, porque entrámos muito mal, passámos a entrar mais no jogo, não demos avanço, mas mesmo assim ainda faltou qualquer coisa para podermos chegar à vantagem e o jogo ter sido diferente, mas o futebol é assim mesmo. Não vale a pena fazermos mais cenários, é analisar as coisas friamente. Estamos dentro até ao último momento, que é quando o árbitro entender acabar o campeonato e as contas fazemos depois.

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica B 2-1 FC Porto B: Época acaba com reviravolta encarnada

A CRÓNICA: DRAGÕES NÃO AGUENTARAM A VANTAGEM, MAS CONSEGUEM A MANUTENÇÃO

O Benfica Futebol Campus recebeu o clássico da 34.ª jornada da Segunda Liga entre SL Benfica B e FC Porto B. Num encontro chave para as contas da manutenção, os dragões precisavam da vitória para assegurar de imediato a continuação na competição, enquanto  os encarnados pretendiam subir na classificação.

Com a pressão do seu lado, os comandados de António Folha entraram melhor e dominaram durante grande parte do primeiro tempo, com a magia de Francisco Conceição a fazer a diferença e a colocar em sentido a defensiva das águias.

Primeiro foi Evanilson que desperdiçou um cabeceamento à passagem do quinto minuto, e de seguida foi Francisco que, no um para um com o guarda-redes belga, Mile Svilar, permitiu a defesa com o pé.

O SL Benfica B ia tentando equilibrar a partida, mas ia tendo dificuldade em controlar a posse de bola e optava por atacar utilizando bolas longas e tentando explorar a velocidade do seu tridente ofensivo.

Aos 38 minutos, Francisco Conceição pegou no esférico e atraiu toda a atenção do setor mais recuado dos encarnados, que deixaram João Mário livre de marcação. Quando o esférico lhe chegou aos pés, já dentro da área, o médio finalizou e inaugurou o marcador.

O segundo tempo iniciou com o golo do empate por intermédio de Tiago Gouveia. Umaro Embaló aproveitou o espaço que a defesa portista lhe ofereceu para colocar o esférico ao segundo poste, onde apareceu Tiago Gouveia, livre de marcação. O atleta das águias cabeceou picado e conseguiu bater Diogo Costa, que nada pôde fazer.

Reposta a igualdade, o jogo ficou partido e as duas equipas começaram a procurar mais a baliza adversária, mas o empate só foi desfeito quinze minutos depois por intermédio de Diogo Mendes, que, após canto do lado esquerdo, saltou mais alto e fez o 2-1.

Até ao final, Kalaica recebeu ordem de expulsão depois de ver o segundo cartão amarelo e o FC Porto B começou a aproximar-se cada vez mais da baliza adversária – grande parte das vezes fruto da criatividade de Francisco Conceição, mas o resultado não sofreu alterações.

 

A FIGURA

Francisco esteve em destaque frente ao SL Benfica B
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Francisco Conceição – O jovem do FC Porto B foi o principal desequilibrador do lado azul e branco. Tanto na primeira como na segunda parte, o número 85 portista colecionou jogadas de perigo graças à sua capacidade de drible e imprevisibilidade.

O FORA DE JOGO

Confusão no final do jogo entre SL Benfica B e FC Porto B
Fonte: Leonardo Bordonhos/ Bola na Rede

Confusão no final do encontro – No fim de um jogo de muita intensidade (ainda que nem sempre bem jogado), as cenas após o apito final acabam por manchar tudo o que aconteceu dentro de campo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

Os comandados de Nelson Veríssimo apresentaram-se num tradicional 4-3-3 com Diogo Mendes a assumir o papel de médio mais recuado, libertando David Tavares e Illija Vukotic. Umaro Embaló ia-se mostrando como um dos principais criativos no lado direito do ataque encarnado, mas apenas a espaços.

Defensivamente, as águias mostraram bastante dificuldade em condicionar a ação de Francisco Conceição, que aproveitava o espaço entre a linha defensiva e média do SL Benfica B para desequilibrar com e sem bola.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Mile Svilar (7)

João Ferreira (7)

Tomás Araújo (6)

Kalaica (6)

Godfried Frimpong (6)

David Tavares (7)

Tiago Gouveia (7)

Ikkija Vukotic (6)

Umaro Embaló (6)

Diogo Mendes (7)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Rafael Brito (6)

Samuel Pedro (7)

Filipe Cruz 6)

Daniel dos Anjos (6)

Gonçalo Loureiro (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A precisar de pontos na luta pela manutenção, a formação de António Folha atuou com oito atletas da equipa principal no seu onze inicial, um aditivo importante na luta pela vitória. Talvez pela pressão de vencer, os visitantes entraram melhor e exploraram bem os espaços existentes na defensiva adversária, criando várias ocasiões de perigo.

Com uma pressão alta e um meio-campo a três que conseguiu controlar a bola, os dragões estiveram por cima no primeiro tempo, mas o golo sofrido a abrir a segunda parte acabou por recolocar a pressão na equipa portista, que passou a ter mais dificuldades em criar através do seu ataque organizado e recorria várias vezes a jogadas individuais.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

Diogo Leite (7)

Romário Baró (6)

João Mário (7)

Evanilson (6)

Nanu (6)

João Marcelo (6)

Fábio Vieira (6)

Mor N’diaye (6)

Rodrigo Conceição (6)

Francisco Conceição (8)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Namaso (6)

Rodrigo Valente (6)

Igor Cássio (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica B

BnR: No primeiro tempo, o FC Porto acabou por entrar melhor e teve várias oportunidades para marcar, antes de ter inaugurado o marcador. O que correu mal para ter essa entrada menos positiva?

Nelson Veríssimo: Julgo que a primeira parte foi muito equilibrada naquilo que foi o domínio do jogo e na criação de oportunidades de golo. O Porto chega à vantagem numa situação que já tínhamos identificada e que não conseguimos contrariar, que foi o posicionamento entre linhas do Francisco Conceição. Uma das correções que fizemos foi tentar contrariar esse posicionamento e depois julgo que fizemos uma grande segunda parte.

FC Porto B

BnR: Durante o jogo o FC Porto acabou por atacar mais pelo corredor direito, com o Francisco Conceição a desequilibrar. Essa aposta foi propositada porque sentiam que existia aí uma fragilidade na defesa do Benfica?

António Folha: Não vemos o jogo pelas individualidades, mas sim pelo coletivo. Obviamente sabemos do talento do Francisco e sabíamos que ao deixá-lo em situações confortáveis ele podia desequilibrar, como o fez e faz muitas vezes. Por isso, não vemos o jogo pela individualidade, vemos sempre pelo nosso coletivo, portanto não foi por aí.

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Vizela 5-2 UD Vilafranquense: Já não é um sonho, o Vizela está mesmo na Primeira Liga

A CRÓNICA: FESTA PARA UNS, DESALENTO PARA OUTROS

36 anos depois, o FC Vizela está de volta à Primeira Liga. Num jogo de grande intensidade, perante um UD Vilafranquense ainda a lutar pela manutenção, os minhotos sentiram muitas dificuldades para vencer. No final, garantiram o que se tinha como muito improvável no início da época… A segunda subida consecutiva. Apesar do resultado volumoso contruído nos últimos minutos, os ribatejanos venderam cara a derrota, mas não evitaram a descida à Liga 3.

Que início de jogo em Vizela! Pouco mais de um minuto tinha passado quando a equipa da casa abriu o marcador. Diogo Ribeiro apareceu na cara de Maringá e bateu o guarda redes brasileiro. A depender apenas de si para assegurar a manutenção, o Vilafranquense procurou responder de imediato. Aos 10 minutos, o guardião da casa viu a bola bater na trave depois de um livre de Izata.

Também o Vizela não se deixou adormecer e ameaçou o segundo por duas vezes. Quem pareceu adormecer foi o lateral Koffi Kouau, que, aos 14 minutos, mesmo sem grande pressão, ajeitou com a mão dentro da área. Na conversão do castigo máximo, Evandro Brandão não perdoou e fez o empate.

Depois de um início auspicioso, o jogo já vinha a perder gás quando o segundo do FC Vizela apareceu. De pé quente na reta final do campeonato, Rapahel Guzzo voltou a aparecer e marcou o seu quinto golo na Segunda Liga. Com a vantagem recuperada, os da casa começaram a tomar conta jogo e estiveram perto de ampliar por três ocasiões antes do intervalo. A registar também uma transição rápida dos ribatejanos, que ainda causou calafrios.

Ora, se o Vizela não podia ter pedido melhor início de primeira parte… Na segunda parte a lógica inverteu-se. De novo de grande penalidade, Evandro Brandão carimbou o “bis” e o empate a dois golos. Sentiu-se a falta do VAR, tal foi o tempo que o árbitro Tiago Martins demorou a conferenciar com o seu assistente, entre o penálti e um eventual fora de jogo.

Com o FC Arouca a vencer em Chaves, a equipa da casa caía para a terceira posição. No entanto, a resposta não tardou e, à passagem do minuto 58, Rapahel Guzzo também assinou o “bis” no encontro e devolveu o Vizela ao caminho da Primeira Liga. O quarto golo apareceu ao minuto 80, após um grande passe de Cassiano a isolar Kiko Bondoso que, com muita frieza, bateu o Maringá. Até ao fim, ainda houve tempo para o quinto, golo de Tavinho já na compensação.

 

A FIGURA

Intensidade de parte a parte – A depender de si para alcançar os respetivos objetivos, as duas equipas entraram no jogo para vencer. Num jogo muito equilibrado, a intensidade foi fator constante durante os 90 minutos. Fica um belo espetáculo para recordação.

O FORA DE JOGO

Displicência nas defesas – Se há algo de negativo a apontar neste jogo são erros defensivos. Do lado Vizela duas grandes penalidades (a primeira caricata) comprometedoras para o objetivo da subida. Do lado dos ribatejanos fica a imagem de muita fragilidade defensiva, apesar dos muitos elementos a povoar o setor mais recuado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Álvaro Pacheco montou o seu 4-1-4-1 habitual. Destaque para Diogo Ribeiro, que repetiu a titularidade da deslocação da última jornada, a Penafiel. Os laterais estiveram quase sempre muito projetados, trabalhando juntamente com o criativo Samu para desbloquear o esquema adversário. Na frente, Kiko Bondoso foi o homem com mais liberdade para desequilibrar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (6)

Koffi Koau (4)

Matheus (5)

Aidara (6)

Kiki (7)

Ericson (6)

Guzzo (8)

Samu (7)

Francis Cann (6)

Kiko Bondoso (8)

Diogo Ribeiro (7)

SUBS UTILIZADOS

Cassiano (7)

Tavinho (6)

Marcos Paulo (-)

Cardozo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE

Como seria de esperar, o Vilafranquense apresentou-se com um esquema muito fechado. O médio-defensivo Jefferson juntou-se muitas vezes aos três centrais escalados por Carlos Pinto quer nos ataques do Vizela, quer na primeira fase de construção. Vítor Bruno e Marco Grilo apareceram a fazer todo o corredor, mas sempre muito preocupados em proteger as laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maringá (6)

Marco Grilo (6)

Diogo Coelho (4)

Gonçalo Santos (4)

Vítor Bruno (6)

Jefferson (5)

Diogo Izata (6)

Kady (5)

Nuno Rodrigues (3)

André Claro (4)

Evandro Bandrão (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinho (4)

Eric Veiga (4)

Leonardo (3)

Fábio Fortes (-)

Rúben Gonçalves (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC VIZELA

BnR: Álvaro, já falou muito da sua equipa, elogiou os seus jogadores. Desafiava-o, agora, a fazer uma espécie de autorreflexão. Como é que vê a sua evolução ao longo desta época?

Álvaro Pacheco: Cresci muito. Ao longo do ano fomos alterando a nossa forma de jogar muitas vezes. Na defesa, no ataque, nas transições, nos movimentos diagonais. Jogámos com dois pontas de lança, depois com um. A nossa missão enquanto equipa técnica é perceber quando os jogadores estão na zona de conforto e dar-lhes novas dinâmicas. E foi nisto que crescemos muito, a encontrar maneiras novas de ir crescendo e de ir fazendo este trajeto.

UD VILAFRANQUENSE

O treinador do UD Vilafranquense não compareceu na sala de imprensa do Estádio FC Vizela.

Artigo revisto por Joana Mendes

Real Madrid CF 2-1 Villarreal CF: Real acordou a tempo do jogo, mas não da liga

A CRÓNICA: PRESSÃO DOS ÚLTIMOS MINUTOS BASTOU PARA VIRAR RESULTADO 

O Real Madrid estava obrigado a ganhar ao Villarreal para acalentar esperanças na conquista do campeonato. No entanto, a pressão pareceu apoderar-se dos jogadores madrilenos na primeira parte.

Nos primeiros minutos, o jogo esteve muito apagado e apenas animou com o golo do Villarreal. A partir daí, a equipa treinada por Zinedine Zidane conseguiu ficar mais próxima da baliza adversária, mas sem criar situações de perigo.

Na segunda parte, o Real Madrid veio com uma atitude diferente. Os madrilenos construíram mais lances de perigo, em especial na última meia hora, com algumas substituições efetuadas. Apesar dos anfitriões terem um golo anulado pelo VAR, a pontaria à baliza de Rulli é que não era a melhor.

Só aos 87 minutos, Benzema, oportuno no centro da grande área conseguiu empatar a partida. Rodrygo fez a assistência. Já nos descontos, o internacional francês esteve do outro lado, ao fazer o passe para Modric fuzilar a baliza do Villarreal.

A vitória acabou por não chegar para ganhar o campeonato (o Atlético também venceu), mas o Real cumpriu. Contudo, a equipa de Modric só fez por merecer o resultado no segundo tempo.

 

A FIGURA

Karim Benzema – Na maior parte do jogo, pode ter estado bastante apagado. No entanto, o francês conseguiu nos minutos finais da partida ser decisivo nos dois golos do conjunto blanco. Fez o que se pede a um avançado e mostrou o que pode fazer no Euro 2020, no seu regresso à Seleção Francesa

O FORA DE JOGO

Primeira parte do Real Madrid – Bastante apagada no primeiro tempo, a equipa madrilena não parecia que ainda tinha hipóteses para alcançar o título. Sem oportunidades de perigo, os blancos saíram para o intervalo a perder. Zidane deve ter dado um puxão de orelhas aos jogadores ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

O Real Madrid CF de Zidane manteve o esquema habitual, 4-3-3. Com o trio ofensivo composto por Vinícius Júnior, Fede Valverde e Benzema, o treinador francês procurou ter mobilidade e versatilidade no ataque. Rodrygo foi chamado para a última meia hora, para o lugar do seu compatriota, e conseguiu ressuscitar o dinamismo na criação de oportunidades. Na defesa, Varane voltou para o onze ao lado de Éder Militão.

Com a equipa a precisar desesperadamente de marcar, Zidane arriscou e apostou numa defesa a três, com Nacho Fernández a juntar-se à dupla de centrais titulares. Nos corredores, os laterais passaram a funcionar como alas, com Marcelo a entrar já perto dos últimos 20 minutos da partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Odriozola (6)

Varane (6)

Éder Militão (6)

Miguel Gutiérrez (6)

Casemiro (6)

Luka Modric (7)

Fede Valverde (7)

Marco Asensio (6)

Vinícius Júnior (6)

Karim Benzema (8)

SUBS UTILIZADOS

Rodrygo (7)

Isco (6)

Mariano Díaz (6)

Nacho Fernández (6)

Marcelo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLARREAL CF

Unai Emery apostou num 4-4-2, com Bacca e Moreno na frente de ataque. Trigueros e especialmente Pino tentaram dar largura ao ataque dos forasteiros. Capoue era o elemento mais recuado do meio campo, dando espaço para Dani Parejo ajudar no movimento ofensivo, quando a equipa tinha a posse de bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rulli (6)

Mario Gaspar (6)

Albiol (6)

Pau Torres (6)

Alfonso Pedraza (6)

Capoue (6)

Parejo (7)

Manu Trigueros (7)

Bacca (6)

Yéremy Pino (8)

Gerard Moreno (6)

SUBS UTILIZADOS

Ruben Peña (6)

 Coquelin (6)

 Dani Raba (-)

 Paco Alcácer (-)

Moi Gómez (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Real Valladolid CF 1-2 Club Atlético de Madrid: Consagração Colchonera

A CRÓNICA: FOI SÓ UM SUSTO, O TÍTULO ACABOU MESMO NAS MÃOS DO ATLETI

22 de maio foi o dia escolhido pela La Liga para a consagração do novo campeão, onde a única certeza era a de que o troféu não fugia da Capital. Com a liderança presa por apenas dois pontos, o Club Atlético de Madrid entrou de olhos postos no troféu, mas, do outro lado, o Real Valladolid CF precisava de vencer e esperar outros resultados para se manter no principal escalão do futebol espanhol.

Na sequência do apito inicial, o encontro começou morno. Os colchoneros tentaram invadir a área contrária, mas sem perturbar Joel Masip. Com alguma falta de agressividade, foi depois de um canto a favorecer o Atleti que o Real Valladolid chegou à vantagem. Numa jogada com “nota artística”, com poucos toques, a bola chegou bem redonda aos pés de Óscar Plano, que rematou para colocar o conjunto pucela em vantagem.

Os alarmes soaram no solo da Comunidade de Castela e Leão. A partir da abertura do marcador, a equipa da casa subiu o nível e poderia ter dilatado a vantagem, contrastando com alguma displicência dos comandados por Diego Simeone no momento do contra-ataque. Apesar disso, o placard continuou no 1-0 até ao final da primeira parte.

O Club Atlético de Madrid entrou com tudo na segunda metade. Com muitas bolas a chegar à área da equipa da cidade de Valladolid, a defesa ia fazendo o que podia, mas a vantagem durou poucos minutos. Ao passar do minuto 57, o argentino Ángel Correa convidou os jogadores adversários para um Tango e, de fora de área, rematou sem hipóteses de defesa.

Depois de se repor o empate, as alterações colocaram água na fervura do jogo. Na fase em que menos se esperava mais um golo, um erro de Sergi Guardiola deitou tudo a perder para o Real Valladolid CF. Quem aproveitou foi Luis Suárez, que percorreu quase meio campo e colocou a bola no fundo das redes de Joel Masip.

Até ao final, não existiram mudanças no marcador, com o 1-2 a chegar para o objetivo principal. No momento do apito final do árbitro, o grito de um troféu desejado há sete anos soltou-se e o Club Atlético de Madrid garantiu o 11.º título da história.

 

A FIGURA

Luís Suárez – O uruguaio voltou a ser decisivo numa partida do Club Atlético de Madrid. Tal como frente ao Osasuna, el pistolero carimbou o triunfo da equipa e colecionou o quinto título da La Liga, o primeiro pelos Colchoneros.

O FORA DE JOGO

Sergi Guardiola – Entrou aos 62 minutos e, pouco depois, manchou a pintura ao aliviar mal a bola que viria a dar o triunfo ao adversário. Este erro foi também a machadada final nas expectativas da manutenção do conjunto de Valladolid no principal escalão do futebol espanhol.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL VALLADOLID CF

Para o último jogo da temporada, a formação pucela apresentou-se perfilada em 4-4-2. Na tentativa de quebrar o bloco desorganizado do Atlético de Madrid, jogadores como Toni Villa e Roque Mesa voltaram ao XI inicial. Durante quase toda a partida, Saidy Janko era a flecha apontada às debilidades apresentadas na lateral esquerda do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Joel Masip (5)

Janko (6)

Kiko Olivas (5)

El Yamik (7)

Olaza (5)

Óscar Plano (6)

Fede S. (6)

Roque Mesa (5)

Toni Villa (4)

Marcos André (5)

Weissmann (6)

SUBS UTILIZADOS

Michel Herrero (4)

Jota (4)

Sergi Guardiola (2)

Pablo Hervias (-)

Kike Pérez (-)

 
ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Os Colchoneros entraram no relvado com o clássico 4-4-2. Ángel Correa começou a titular no papel de pêndulo ofensivo para o Atleti, na tentativa de chegar aos pés do goleador Luís Suárez. Contudo, foi percetível a pouca capacidade dos visitantes em explorar os espaços entrelinhas, principalmente na primeira parte, fruto de alguma desinspiração individual.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jan Oblak (6)

Kieran Trippier (5)

José Maria Gimenez (6)

Felipe (6)

Mario Hermoso (5)

Yannick Ferreira-Carrasco (5)

Saúl Ñiguez (5)

Koke (6)

Marcos Llorente (6)

Ángel Correa (7)

Luis Suárez (8)

SUBS UTILIZADOS

Renan Lodi (5)

João Félix (5)

Geoffrey Kondogbia (-)

Héctor Herrera (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Sporting CP 0-3 SL Benfica: O título que faltava às encarnadas

A CRÓNICA: O MAIS IMPORTANTE É VENCER NO FINAL

No Estádio José Alvalade, o último jogo e dérbi da temporada carregava-se de uma importância extrema para as duas formações. O sentimento era de querer vencer. Se, por um lado, para o Sporting CP era obrigatório, por outro, a equipa do SL Benfica tinha duas possibilidades para se sagrar campeã – a vitória ou o empate. Tínhamos perante os nossos olhos uma grande campanha para promover o Futebol Feminino.

O jogo não podia ter começado melhor e foi Nycole quem abriu as hostilidades na partida. Apenas com cinco minutos jogados, a máquina Cloé Lacasse parecia reencarnar o personagem do Exterminador(a). Conseguiu travar um corte de Bruna, passou por Andreia Jacinto e só não terminou o seu trabalho porque quis dar uma prenda à sua colega brasileira. A número 28 encarnada viu que Inês Pereira ia para um lado e mandou a bola para o outro lado, inaugurando o marcador em Alvalade.

As leoas com este resultado não estavam de todo satisfeitas e estavam melhores na partida. A melhor situação foi através de uma bola parada quando Letícia fez uma grande defesa aos 45+6 minutos da primeira parte. A guarda-redes brasileira a permitir que as encarnadas fossem em vantagem por 0-1 para o intervalo.

A segunda parte voltou a ter o mesmo sentido: as leoas a querer dar a volta e as encarnadas mais calculistas e à espera de um erro. Inês Pereira, juntamente com Cloé Lacasse, protagonizou uma defesa incrível. A canadiana rematou de muito longe e a guarda-redes portuguesa fez uma parada de um golo Puskas.

Os minutos finais foram todos das encarnadas com um ataque rápido que matou por completo a partida. Aos 83 minutos, Kika fez o que quis do meio-campo leonino e encontrou Cloé, que, agora sim, foi uma autêntica exterminadora. Sentou Joana Marchão e depois só teve de colocar a bola dentro da baliza. O jogo não iria estar fechado sem Kika meter o nome na lista de marcadoras e, aos 87 minutos, a jovem prodígio portuguesa marcou de penálti.

O 3-0 final parece-me ser algo exagerado, mas encarnadas aproveitaram bem as transições ofensivas para fixar este resultado. O SL Benfica é o novo campeão nacional de Futebol Feminino, naquele que é o primeiro troféu da Primeira Liga Feminina para o clube. As encarnadas também ficam com a presença garantida na UEFA Women’s Champions League do próximo ano.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Cloé Lacasse – Uma assistência e um grande golo para fechar o jogo (só não fechou totalmente porque realmente Kika ainda marcou de penálti o terceiro). Uma partida por parte da canadiana que tem sempre mostrado o seu nível pelos relvados portugueses e está a tornar-se uma autêntica lenda no Futebol Feminino do Benfica. Já não há palavras para descrever esta jogadora. É aproveitar para ver enquanto ainda cá joga.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Ana Capeta – O primeiro cartão amarelo foi completamente desnecessário e após o segundo golo encarnado perdeu a cabeça, acabando por ser expulsa. As emoções tomaram conta da jogadora leonina e não devia ter ido por este tipo de caminhos que não contribuem para um ambiente saudável. Pelas imagens, parece que o banco encarnado teve uma atitude também menos positiva que levou a ter ânimos mais exaltados.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

As leoas apresentaram-se num 4-3-2-1 para este jogo decisivo frente às eternas rivais e a  treinadora Susana Cova fez apenas duas alterações ao onze que tinha perdido em Braga na jornada anterior.

Na baliza manteve-se Inês Pereira. Depois, um quarteto defensivo com a Mariana Rosa à direita e à esquerda o regresso de Joana Marchão, para fechar o eixo defensivo era constituído por Bruna Costa e Nevena Damjanović. As três jogadoras do meio-campo eram Andreia Jacinto, mais recuada, e depois, mais à frente, Tatiana Pinto e Fátima Pinto. As jogadoras responsáveis pelo ataque eram Ana Borges (pela direita) e Raquel Fernandes (pela esquerda), com Ana Capeta a ser a jogadora mais avançada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Inês Pereira (6)

Mariana Rosa (5)

Bruna Costa (4)

Nevena Damjanović (5)

Joana Marchão (7)

Tatiana Pinto (5)

Andreia Jacinto (3)

Fátima Pinto (7)

Ana Borges (5)

Raquel Fernandes (4)

Ana Capeta (2)

SUBS UTILIZADAS

Amanda Perez (4)

Carolina Mendes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As encarnadas vieram a Alvalade apresentarem-se num 4-3-3 como sistema tático. Filipa Patão, em relação ao último jogo – a vitória ao Clube Condeixa ACD – fez cinco alterações.

A baliza pertenceu à guarda-redes brasileira Letícia. O quarteto defensivo era composto por Catarina Amado à direita e do outro lado, como lateral, Lúcia Alves. As duas jogadoras já rotinadas como centrais eram Sílvia Rebelo e Carole Costa, provavelmente a dupla mais utilizada deste Benfica. Na zona central, Pauleta era a opção mais recuada e à sua frente duas jogadoras: Beatriz Cameirão e Andreia Faria. Por fim, mais à frente tínhamos Nycole responsável pela ala direita e Cloé Lacasse com a esquerda na ajuda à jovem Kika Nazareth, que estava responsável pelo meio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Letícia (7)

Catarina Amado (7)

Carole Costa (5)

Sílvia Rebelo (5)

Lúcia Alves (6)

Beatriz Cameirão (6)

Andreia Faria (6)

Pauleta (5)

Kika Nazareth (7)

Cloé Lacasse (9)

Nycole (7)

SUBS UTILIZADAS

Marta Sintra (6)

Ana Vitória (5)

Matilde Fidalgo (5)

Christy Ucheibe (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O golo sofrido aos cinco minutos e as constantes paragens na 1.ª parte prejudicaram o Sporting CP em relação a uma reação ao golo sofrido?

Susana Cova: Penso que não terá sido por aí. O jogo terá sido aborrecido para quem assistiu em casa. Já no outro jogo com o SL Benfica aconteceu o mesmo e os espectadores gostam de ver jogo corrido. Mas quem estava a ter o domínio do jogo era o Sporting na 1.ª parte.

SL Benfica

BnR: Quando o Benfica marca o golo aos cinco minutos sentiu que a vitória e o título já não fugia?

Filipa Patão e André Vale: O golo foi fruto de estarem sempre à espera do erro do adversário. Mas já sabíamos que o golo nos ia trazer um relaxamento que não queríamos e, ao apresentar um bloco mais baixo e a sair na transição, fomos muito competentes nesses momentos do jogo.

 

Rescaldo de opinião de Hugo Rodrigues e João Pedro Barbosa

Artigo revisto por Joana Mendes

SL Benfica | 5 heróis benfiquistas na Taça de Portugal

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O SL Benfica é ainda hoje o clube com mais Taças de Portugal conquistadas, com um total de 26 no seu palmarés. Muitas delas tiveram momentos que tornaram essas conquistas ainda mais marcantes. Aqui, irei recordar um grupo de antigos jogadores das águias que deixaram a sua marca na final da prova rainha do futebol nacional, seja por recordes inalcançáveis ou por momentos com um especial simbolismo.

Antevisão GP Mónaco: Charles Leclerc pinta Mónaco de vermelho

A ANTEVISÃO: SERÁ O RENASCER DA FERRARI?

Bem-vindos a mais um Grande Prémio do Campeonato de Fórmula 1. Após a vitória de Lewis Hamilton no GP de Espanha, deslocámo-nos até ao Mónaco, para um dos mais conhecidos e emblemáticos circuitos do Desporto Motorizado.

Se, há dois anos atrás, foi Lewis Hamilton (Mercedes) quem conseguiu a pole position, desta vez é o homem da casa, Charles Leclerc (Ferrari), quem conseguiu o tempo mais rápido, com uma volta de 1.10.346. Foi também o monegasco quem acionou a bandeira vermelha a 18 segundos do final, mas, felizmente para a Ferrari, o piloto ainda estava no topo da tabela e quebram, assim, o jejum de pole positions da Scuderia Rossa, que já não fazia uma pole desde o GP do México de 2019.

Para além de Charles Leclerc, Max Verstappen irá partir de segundo lugar, e, por fim, Valtteri Bottas termina no último lugar do pódio.

Mas, vamos por partes. Tudo começa com a notícia de que Mick Schumacher (Haas) não participa na sessão de qualificação, devido aos danos do seu monolugar aquando do embate na terceira sessão de treinos livres.

Assim sendo, a Q1 acaba por ser desapontante para Yuki Tsunoda (AlphaTauri) que, mais uma vez, não consegue puxar o AT02 para a frente, partindo de 16.º lugar. Também a Alpine deixa muito a desejar este fim-de-semana, com Fernando Alonso a deixar-se cair para o 17.º posto. No que toca aos últimos lugares, Nicholas Latifi (Williams), Nikita Mazepin (Haas) e, lá está, Mick Schumacher (Haas) assumem estes postos para a corrida de domingo.

George Russell (Williams) habitua-nos a levar o seu monolugar para a Q2, pelo que apenas se qualifica no 15.º posto. Porém, há mais desilusões nesta fase da qualificação, sendo que quem acaba por ficar para trás é mais um Alpine, desta vez de Esteban Ocon, que, após o bom desempenho do GP de Espanha, também não passa de um 11.º lugar. Também o MCL35M de Daniel Ricciardo deixa-se apenas no 12.º lugar. Por fim, Lance Stroll (Aston Martin) fica pelo 13.º lugar e, a seguir, o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen.

Na Q3, muitas surpresas aconteceram. A primeira surpresa é a passagem de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) para a última parte da qualificação. Não é todos os dias que vemos um Alfa Romeo com tempos bastante rápidos, daquilo que estamos habituado a ver. Para além do «Jesus Italiano», que acaba por fazer o 10.º tempo mais rápido, Sebastian Vettel (Aston Martin) passa, pela segunda vez este ano, para a Q3, e vai partir de oitavo lugar.

Surpresa também pelo inesperado sétimo lugar de Lewis Hamilton. Aquando da bandeira vermelha acionada por Charles Leclerc, o piloto britânico – tal como os restantes – não conseguiu acabar o seu tempo, partindo de sétimo lugar.

Assim, Carlos Sainz partirá de quarto lugar, com Lando Norris atrás, com vontade de pressionar o piloto espanhol. Sexto lugar para o AlphaTauri de Pierre Gasly, que sairá à frente de Lewis Hamilton (Mercedes), Sebastian Vettel (Aston Martin), Sergio Pérez (Red Bull) e, por fim, Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Em suma, sabemos que, num circuito urbano como o Mónaco, em que as oportunidades de ultrapassar são, em parte, quase nulas, a qualificação acaba por ser determinante. Se não houver grandes incidentes de pista, a Ferrari poderá ter em vista esta vitória, mas não pode baixar a guarda a Max Verstappen, porque ele estará mesmo atrás, a aproveitar cada oportunidade para vencer a corrida que não venceu em Espanha.

Foto de Capa: Scuderia Ferrari

Acabou a época e começa o modo “Football Manager” | Sporting CP

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Concluída uma temporada histórica para o Sporting CP, algo que já mexe com o pensamento dos adeptos leoninos são as possíveis saídas do plantel principal do futebol. Apesar do coletivo fortíssimo, foram vários os destaques a nível individual, pelo que é cada vez mais intenso o interesse dos “tubarões” europeus em alguns elementos da equipa de Rúben Amorim.

Como é habitual, é nestas alturas que se apodera dos adeptos de todos os clubes o modo “Football Manager”, em que começa a ser preparado o plantel da próxima época, antecipando as saídas e até mesmo a entrada de alguns reforços. Todos nós temos esse “bichinho” do treinador de bancada e é precisamente isso que irá acontecer ao longo deste artigo.

No caso do Sporting CP, e no que diz respeito a saídas iminentes, Nuno Mendes é o nome que salta à vista. O jovem lateral leonino deverá sair mesmo de Alvalade, isto sem nunca ter jogado diante dos sportinguistas. Com apenas 18 anos e já convocado para o Europeu, restam poucas dúvidas do potencial brutal que tem – será, certamente, um dos melhores do mundo no futuro.

Nuno Mendes está na iminência de uma saída e o Manchester City coloca-se na dianteira
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Uma transferência com valores compreendidos entre 50 a 60 milhões, podendo ainda envolver Porro, seria provavelmente o melhor negócio da história do Sporting CP: não esqueçamos que estamos a falar de um jogador que ainda tem idade de júnior, é lateral, não é propriamente um extremo, e que joga num campeonato periférico, pelo que é maior a desconfiança dos grandes clubes das principais ligas quando pretendem contratar destaques destes países.

Em ano de Champions League, o Sporting CP terá esta valiosa montra para poder valorizar os seus principais jogadores, nomeadamente Pedro Gonçalves, que apesar de ter sido o melhor marcador da Primeira Liga deverá ficar no clube, além de outros jovens como Gonçalo Inácio, Daniel Bragança, Matheus Nunes ou Tiago Tomás – todos eles preponderantes esta época.

Entre os jovens de maior potencial, Eduardo Quaresma poderá ser a exceção e ser emprestado, de modo a ganhar mais experiência na Primeira Liga – ele que pouco jogou nesta temporada, não por falta de qualidade, mas pela ausência de compromisso, um assunto que já foi abordado aqui há alguns meses. O equatoriano Gonzalo Plata, apesar do belo golo que marcou na última jornada diante do CS Marítimo, também poderá vir a sair de Alvalade, seja por empréstimo ou em definitivo, principalmente pelas dificuldades que apresenta no esquema tático do Sporting CP.

Gonzalo Plata deverá rumar a outro campeonato e parece ser carta riscada por Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Outra das incógnitas passará pela continuidade do meio-campo titular leonino. João Palhinha, também ele convocado para o Europeu, afirmou-se finalmente na equipa do Sporting CP e poderá vir a ser sondado por clubes da Premier League. Por sua vez, João Mário, emprestado pelo Inter de Milão, foi também fundamental na equipa verde e branca, tanto dentro como fora de campo, pelo que o médio português já estará a ser tema de conversa entre os dirigentes leoninos e italianos. Seria, naturalmente, muito positiva a permanência do jogador no plantel.

Por fim, o Sporting CP terá nesta nova época mais uma oportunidade para colocar excedentários, tais como Renan Ribeiro, Ilori, Lumor ou Luiz Phellype. Para além destes, João Pereira irá terminar a carreira e Antunes deverá sair para o mundo árabe. Fica a dúvida se Jovane Cabral, também ele decisivo neste título, contará mesmo para Amorim ou se os responsáveis leoninos estarão à espera de uma boa oportunidade para fazer um encaixe com o extremo.

Só o tempo dissipará estas dúvidas…

Artigo revisto por Joana Mendes