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Sporting CP 74-72 FC Porto: Downs vestiu a capa de herói e leões estão em vantagem

A CRÓNICA: EMOÇÕES, DUAS PARTES DISTINTAS E DOWNS A DECIDIR

O Sporting CP venceu o primeiro jogo da final diante o FC Porto e pode dormir descansado até domingo. Foi numa partida repleta de emoções, constantes cambalhotas no marcador e com os norte americanos a assumir as rédeas, que os leões levaram a melhor diante o FC Porto, com Micah Downs (27 pontos) a ser fulcral na linha de lance livre.

Os primeiros dois quartos traduziram-se num ritmo baixo em termos de lançamentos concretizados, espetacularidade e jogo jogado, porém, coincidiram concomitantemente com um nível competitivo muito elevado por parte de ambos os lados. Dito isto, intensidade não faltou, e a disputa por todas as bolas encarnou bem o espírito dos play-offs.

Ora, após uma primeira parte, que até começou melhor para os dragões – parcial inicial de 4-7 -, os leões não tardaram a rugir, e a partir da primeira liderança no marcador, o Sporting CP não deixou o FC Porto se aproximar, culminando com um 35-26 ao intervalo. Um resultado que, saliente-se, era conducente com a má prestação ofensiva do FC Porto e com o oportunismo leonino, que sem grande espetáculo se viu com uma vantagem interessante para os 20 minutos que restavam.

Apesar disso, uma entrada (e que entrada!) na segunda parte ‘à campeão’, valeu uma cambalhota fantástica na partida para o FC Porto. Foi à boleia dos norte americanos – Gordon, Nevels, Riley e Anderson – que os dragões conseguiram conduzir para a remontada na partida, com uma vantagem esclarecedora de 10 pontos a um certo período do terceiro quarto (40-50).

Foi, assim, com maior variabilidade de recursos e com a paciência que caracteriza a equipa do FC Porto, que os dragões avolumaram o resultado, em contraste com um Sporting CP, que se apresentou apressado e com muitos erros desnecessários. 46-50 no final do terceiro quarto.

À entrada para o último e decisivo quarto, os “pupilos” de Moncho López voltaram a começar melhor, e a vantagem foi novamente alargada, contudo, os leões responderam e a criatividade de Downs e Smith foi chave para o «aperto final».

Posto isto, os últimos minutos foram impróprios para cardíacos, e na última posse de bola do jogo (72-72), Micah Downs assumiu o último lançamento e sofreu uma falta da linha dos três pontos. O extremo do Sporting concretizou dois lances livres e falhou um (propositadamente), garantindo, deste modo, o primeiro triunfo da final.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola Na Rede

Micah Downs – Não começou de início, mas foi absolutamente decisivo quando mais interessava. Com o ascendente portista na partida, Downs foi dos poucos a «navegar contra a maré», e terminou com uns impressionantes 27 pontos, tendo dois deles sido chave para a vitória leonina.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Primeira parte do FC Porto – Com três aspetos chave se pode explanar a primeira parte do FC Porto: Lentos, previsíveis e pouco criativos. A excelente segunda parte acabou, ainda mais, por sublinhar a decepção dos primeiros 20 minutos da partida, que sentenciaram os dragões para o resto da mesma.

 

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

A equipa comandada por Luís Magalhães privilegiou, como esperado, as transições, o jogo ritmado e veloz que potencia os jogadores exteriores. Sem muitos mecanismos complexos, a equipa leonina explorou muito os trabalhos básicos de 2×2 e 1×1, que abriram espaço para a criatividade dos jogadores que melhor finalizassem nestas ações. Entre os principais visados nestas ações tiveram Elissor, Travante, Ventura, Downs e Shakir.

Defensivamente, a turma de Lisboa apresentou-se sem surpresas e variou o seu jogo numa defesa a campo todo – com 2×1 no portador da bola – e numa defesa a meio campo que ressalvava um 1vs1.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Ventura (7)

Travante Williams (5)

Elissor (5)

Fields (7)

João Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Micah Downs (9)

Shakir Smith (7)

Pedro Catarino (8)

Diogo Araújo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO

A equipa orientada por Moncho López manteve-se fiel aos princípios e à sua ideossincrasia base. O técnico espanhol optou por alinhar com dois bases de referência, dois extremos e um poste de raíz. Com um jogo posicional demorado, racional e muito talhado para conseguir sempre o melhor lançamento possível, o FC Porto pretendeu cansar ao máximo os jogadores do Sporting CP, que eram obrigados a lateralizar de forma constante. Era com as «bolas à mão», por intermédio de Eric Anderson Jr, e posterior bloqueio direto (lateral ou central), que os azuis e brancos tentavam desbloquear o jogo.

Defensivamente, a equipa portista procurava pressionar sempre o portador da bola e afunilar ao máximo a criatividade dos exteriores leoninos. Depois do jogo todo a defender 1vs1 a meio campo, a equipa portista alternou perto do final do jogo para uma zona 3-2.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jalen Riley (7)

Bradley Tinsley (6)

Larry Gordon (7)

Garrett Nevels (8)

Eric Anderson Jr (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amarante (5)

Pedro Pinto (-)

Miguel Queiroz (6)

João Soares (6)

Voytso (5)

João Torrie (-)

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Joana Mendes

Martínez e Taremi: A dupla do futuro? | FC Porto

Estamos perante um novo ciclo no FC Porto – Marega já não conta e, solução esteve sempre à nossa frente. Se durante a maior parte da época contamos com a dupla Marega/Taremi, agora vemos o crescendo de um jogador que para muitos não teria o estofo necessário para assumir a titularidade no clube, como todos já nos apercebemos, estou a falar do espanhol, Toni Martínez.

O mesmo que jogador que chegou a ser quarta opção para a posição, é um exemplo de perseverança e dedicação. Agarrou as oportunidades que lhe foram oferecidas e mostrou ser capaz de causar danos nas balizas adversárias. Está, neste momento, a mostrar que merece ser titular nesta nova fase, sem o jogador fetiche de Sérgio Conceição. De relembrar que o jogador em 19 jogos na Primeira Liga, já tem 7 golos com apenas 662 minutos de jogo, algo que pode parecer curto, mas relembrado que era um suplente com poucos minutos de jogo, melhora as estatísticas aos olhos do mais críticos.

Toni e Taremi
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

De Taremi será desnecessário justificar a sua utilização. É o melhor marcador do plantel, a isso junta, ainda, a qualidade com a bola nos pés e a possibilidade de abrir espaços entre os defesas. Daí os dois jogadores serem um encaixe perfeito neste FC Porto, não nos podemos esquecer que, durante grande parte da época 2020/2021, a finalização era uma das maiores lacunas da equipa com oportunidades perdidas que poderiam representar três pontos. Estes garantem golos, engane-se quem pensa que estou iludido por esta dupla e que acredito que vão resolver todos os jogos, contudo, podem criar mais na frente e oferecer mais oportunidades para levar a equipa mais longe nas competições.

Chega olharmos para os três últimos jogos do FC Porto – juntos na frente já renderam seis golos e quatro assistências, estatísticas muito positivas que podem ser olhadas como o futuro do ataque portista. Sem a pressão de lutar pelo título, e com os objetivos atingidos, foi o momento de colocar os jogadores em campo para ganhar confiança e criar rotinas para dar frutos no ataque pelo título do ano 2021/2022.

Resta agora saber como será a abordagem ao próximo defeso e se o treinador continua. No entanto, parece obvio que entrará um ponta-de-lança, isto pode fazer com que, desta dupla alguém seja remetido ao banco de suplente, o candidato será claramente o espanhol, Taremi já tem o estatuto de peça fundamental pelo que oferece à equipa.

SL Benfica | Retrospetiva da época em 6 partes

A época do SL Benfica correu mal praticamente desde o primeiro jogo. Se na pré-época a contratação de Jorge Jesus e as suas famosas declarações geraram êxtase e euforia junto dos adeptos encarnados, os 100 milhões de euros gastos em jogadores de renome internacional eram a “cereja no topo do bolo”. Mas tudo isso era apenas um sonho, depois veio o pesadelo.

Pré-eliminatória da Liga dos Campeões, Supertaça, Liga Europa, Taça da Liga e Primeira Liga Portuguesa foram as competições que, consecutivamente, iam caindo como peças de dominó, uma a uma. Jorge Jesus prometeu “arrasar”, mas quem saiu arrasado foi o clube. Pelo meio, uma crise de Covid-19 afetou mais de 25 jogadores e membros da equipa técnica e staff e colocou Jorge Jesus “sob brasas”, principalmente entre janeiro e março.

Desde a catastrófica derrota em Salónica frente ao PAOK, até às pobres prestações nas competições internas, o Bola na Rede decidiu fazer uma retrospetiva da época encarnada em seis partes.

Tribuna VIP: Como seria viver num mundo encantado?

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Imaginem este cenário. E não se esqueçam da palavra-chave: imaginem.

Recuamos até ao início de maio. Estamos em fase decisiva do campeonato. O Sporting é líder, mas ainda não ganhou o campeonato. A luta nos restantes lugares é intensa. FC Porto e Benfica perseguem os leões. O SC Braga surge um pouco atrás, logo seguido do Paços de Ferreira.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Surge uma notícia de última hora. Rúben Amorim é o novo selecionador português! A pensar já na próxima época, e em questão de dias, Frederico Varandas contrata, nada mais nada menos do que Sérgio Conceição, o treinador do maior rival nessa época. Mas ninguém cria qualquer polémica. Porque, claro, Sérgio Conceição nunca iria perder de propósito. Nos poucos jogos que faltariam, tentaria vencê-los e, quem sabe, roubar o título ao favorito Sporting.

Enquanto isto acontece, Luís Filipe Vieira também não está satisfeito com os resultados de Jorge Jesus e decide anunciar a saída do técnico no final do ano. O sucessor será Pepa, treinador do Paços de Ferreira, que nessa mesma altura está a apenas três pontos de diferença do Benfica. Mas ninguém cria polémicas. Porque, claro, Pepa nunca iria perder de propósito. Nos poucos jogos que faltariam, tentaria vencê-los e, quem sabe, ultrapassar o superior Benfica.

E além de tudo isto, a fazer uma época acima das expetativas, António Salvador também decide anunciar a rescisão de contrato de Carlos Carvalhal no final da época, embora não anuncie quem será o substituto. Mas ninguém cria polémicas. Porque, claro, Carvalhal nunca iria perder de propósito. Nos poucos jogos que faltariam, tentaria vencê-los e, quem sabe, ultrapassar os três grandes ou, pelo menos, manter a vantagem para o Paços de Ferreira.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bom, vocês percebem. Que salganhada que para aqui vai. Os debates televisivos que não iriam existir. A desconfiança dos adeptos. Os dirigentes, esses todos poderosos, a fazerem os seus famosos juízos de valor.

Agora, vamos fazer um pequeno jogo. Vamos pegar nessa história escrita em cima, (completamente inventada, atenção!) e substituir nomes:

Sporting CP e Rúben Amorim = FC Bayern Munique e Hansi Flick

FC Porto e Sérgio Conceição = RB Leipzig e Julian Nagelsmann

SL Benfica e  Jorge Jesus = BVB Dortmund e Edin Terzic

FC Paços de Ferreira e Pepa = Borussia Monchengladbach e Marco Rose

SC Braga e Carlos Carvalhal = Eintracht Frankfurt e Adi Hutter

E já está. Como por magia. Não é que a história (completamente inventada, atenção!) afinal se tornou realidade. Que bom seria podermos vivê-la aqui, não é?

Artigo de opinião de Ricardo Rampazzo,
narrador ELEVEN

Artigo revisto por Joana Mendes


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Bater recordes vs. preparar a próxima época | Sporting CP

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Ser campeão nacional com um registo de 33 partidas de invencibilidade não é para todas as equipas. Mesmo que não tenham conseguido terminar a prova sem derrotas, Rúben Amorim e os seus rapazes conseguiram um feito histórico. Apesar de FC Porto e Benfica já terem sido campeões invictos, a Liga Portuguesa tinha apenas 30 jornadas, tanto em 1972/1973, como em 2010/2011.

O treinador do Sporting CP referiu, na antevisão ao jogo em que o Sporting CP perdeu no Estádio da Luz, que era mais importante preparar a temporada que se avizinha, lançando jogadores com menos tempo de jogo, do que acabar o campeonato sem derrotas. Partilho desta visão, visto que, sendo que o título já não nos foge, é importante dar oportunidades a outros atletas, e até fazer estreias na equipa principal.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Rúben Amorim tem um discurso diferente, um discurso motivador. É um treinador que demonstra que não existem lugares cativos, que qualquer jogador consegue subir à equipa A e que está sempre atento aos escalões de formação. André Paulo e Tomás Silva são exemplos disto que acabei de referir, visto que se estrearam na Liga Portuguesa, na última jornada do campeonato.

Também a homenagem a João Pereira, aquando da sua saída da partida, e a espécie de corredor da morte aos estreantes, já no final e ainda no relvado, revelam o bom ambiente que o balneário leonino vive. É certo que tudo fica mais fácil quando se ganha, mas eu penso que uma das grandes armas deste Sporting CP para a conquista do título foi mesmo o facto de termos uma equipa unida e coesa, e não apenas um grupo de jogadores.

A próxima temporada vai ser cheia de dificuldades. O Sporting CP vai jogar a prova milionária europeia, assim como todas as outras nacionais, incluindo o primeiro jogo da época – a Supertaça. O facto de Rúben Amorim querer já testar novas dinâmicas e outros jogadores revela noção e responsabilidade, visto que, na próxima temporada, não existirá tanto tempo para preparar cada jogo.

Artigo revisto por Joana Mendes

GD Estoril Praia 1-0 CD Mafra: A festa faz-se sempre melhor depois de vencer

A CRÓNICA: VITÓRIA EM JOGO CALMO NA FESTA CANARINHA

Uma tarde/noite agradável no Estádio António Coimbra da Mota preparava-se para receber o último jogo da época, entre os campeões da Segunda Liga, o GD Estoril Praia e o CD Mafra, que já tinha a manutenção assegurada. Os dois emblemas já tinham as contas praticamente feitas, por isso, perspetivava-se um bom jogo de futebol entre equipas que já não tinham nada a perder.

Após a guarda de honra feita pelo Mafra aos campeões da Segunda Liga, o jogo começou com um ligeiro e natural domínio dos estorilistas. No entanto, a primeira boa oportunidade acabou por ser dos visitantes, com Camará a receber bem na pequena área e a rematar para uma boa intervenção com os pés de Nuno Macedo. Primeira abordagem perigosa dos mafrenses. Primeiros 15 minutos em que, apesar da maior posse da equipa da casa, eram os visitantes quem estavam mais atrevidos e quem tinham as melhores oportunidades, com Rodrigo Martins em destaque.

Apesar de, perto dos 20 minutos, o Estoril ter subido ligeiramente as linhas e ter jogado mais no meio-campo adversário, a tomada do jogo manteve-se, com os canarinhos a terem mais bola, mas com os visitantes a serem mais perigosos.

Aos 40 minutos, e numa altura em que era o Mafra que até estava, por momentos, com mais posse e a jogar mais no meio-campo canarinho, o Estoril marca, numa bela jogada, pelos pés de André Franco. Primeira grande oportunidade para a equipa da casa a resultar no golo que permitiu aos campeões ganharem vantagem.

O jogo ia, assim, para o intervalo, com a vantagem dos canarinhos, num golo marcado perto da pausa, após muito equilíbrio durante quase toda a primeira parte.

A segunda parte começou com uma ocasião flagrante desperdiçada por Clóvis. Mais uma bela combinação canarinha permitiu que Clóvis aparecesse em posição privilegiada e atirasse a rasar o poste esquerdo.

Após esta excelente oportunidade, o jogo prosseguia de forma tranquila, sem grandes oportunidades e num baixo ritmo, com períodos de superioridade alternada, ora estava o Estoril ligeiramente por cima, ora era o Mafra ligeiramente superior.

À entrada dos 80 minutos, a equipa de Mafra tentava não viajar em vão e evitar a derrota, por isso ia subindo no terreno e tendo mais ações perto da área adversária. A oportunidade mais perigosa destes últimos minutos esteve nos pés de Rodrigo Martins, um dos melhores em campo, quando, a atuar na esquerda, puxou para dentro e rematou para intervenção a dois tempos de Macedo.

Não houve tempo para mais e o Estoril acabou por fazer a festa num jogo onde, apesar de  nunca se ter visto uma grande intensidade por nenhuma equipa, venceu a formação mais eficaz.

 

A FIGURA

Fair-play entre ambas as equipas – Os gestos bonitos começaram ainda antes do apito inicial. O Mafra fez uma guarda de honra que, apesar de não ser obrigatória, fica sempre bem. Depois, durante o jogo, ambas as equipas se souberam respeitar e nunca entraram em qualquer tipo de conflito desnecessário, muito por causa do facto deste jogo já de pouco valer. No fim, os jogadores, equipa técnica e dirigentes cumprimentaram-se, neste jogo que foi um belo exemplo de como estar no mundo do futebol.

O FORA DE JOGO

Baixo ritmo durante o jogo – Algo que, não sendo o mais bonito de assistir, é perfeitamente admissível. O jogo já de pouco significava para ambas equipas, por já terem os seus objetivos cumpridos, por isso, as duas imprimiam um baixo ritmo de jogo. Isto era sobretudo visível quando alguma das equipas subia ligeiramente a intensidade e criava perigo quase de forma instantânea.

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL PRAIA

O Estoril iniciou a partida no seu típico 4-3-3, com Gamboa a jogar como médio mais recuado, ocupando o espaço entre os centrais e os médios. Independentemente do espaço concedido pelo Mafra, o Estoril procurava sempre sair a jogar e praticar um futebol apoiado.

Sempre que os laterais subiam, conseguiam criar desequilíbrios na frente e, consequentemente, criavam bastante perigo, aliás, o primeiro golo nasce numa subida de Soria.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Macedo (7)

Carles Soria (7)

Bernardo Vital (6)

Hugo Gomes (6)

Pedro Empis (6)

Chiquinho (7)

Lazare Amani (7)

João Gamboa (6)

Bruno Lourenço (6)

André Franco (7)

André Clóvis (6)

SUBS UTILIZADOS

Joãozinho (7)

Crespo (7)

Aziz (6)

Vidigal (6)

Murilo (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

A formação de Mafra procurava fechar sobretudo os espaços interiores quando não tinha a bola e tentava tirar partido de transições rápidas quando a recuperava, montada no seu 4-4-2.

Destaque para o flanco direito dos visitantes (Tomás Domingos e Rodrigo Martins) que causou grandes dificuldades ao adversário. Apesar de pressionarem em terrenos bastante adiantados a saída de bola dos estorilistas, à medida que o tempo foi passando, a equipa de Mafra foi conseguindo recuperar cada vez menos a posse de bola em zonas propicias ao perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Xavier Ferreira (6)

Tomás Domingos (6)

Gui Ferreira (6)

Carlos Daniel (6)

Rúben Ramos (6)

Andrézinho (6)

Rodrigo Martins (7)

João Graça (6)

Abel Camará (6)

SUBS UTILIZADOS

Lee (6)

Rodrigo Gui (6)

Filipe Neves (6)

Irhene (6)

Wenderson (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Estoril Praia

BnR: Boa noite, mister. Pedia-lhe um breve comentário sobre aquilo que foi o jogo de hoje.

Bruno Pinheiro: O jogo de hoje foi bastante complicado, por várias razões. Porque foi contra um adversário com muita qualidade com bola. Porque estava um vento considerável que não favorecia nenhuma das equipas. Complicado porque lutámos para não nos desfocarmos, mas a realidade é que, com a subida assegurada, com o facto de já sermos campeões, apesar dos jogadores nunca se quererem desligar, não tínhamos a mesma fome de vitória. Portanto, por todas estas razões, um jogo difícil, para além de ser um jogo de Segunda Liga, frente a um adversário muito equilibrado. Foi difícil, mas acabámos por ganhar. Queríamos acabar bem, vínhamos de uma derrota e era o último jogo da época, em casa, com o trofeu, e acho que foi o fator extra que ajudou que os jogadores conseguissem algo mais perante este jogo e estas dificuldades.

CD Mafra

BnR: Boa noite, mister. Durante grande parte do primeiro tempo conseguiu criar bastante perigo pelo flanco direito, com destaque para Tomás Domingos e Rodrigo Martins, que realizaram várias transições rápidas. Depois, perto do minuto 30, troca Rodrigo Martins para o lado esquerdo e o Andrézinho para a direita. O que procurou com esta mudança?

Ricardo Sousa: O Rodrigo e o André são jogadores diferentes. O Rodrigo é um jogador que explora muito bem a profundidade e também nos dá a bola no pé, o André é um jogador que nos dá mais fluidez com a bola no pé. Nós gostamos de alterar o nosso estilo de jogo consoante o que vamos apanhando. O defesa esquerdo do Estoril foi amarelado muito cedo, tentámos aproveitar alguma lacuna que essa posição estava a dar com essas alterações, com o intuito de aproveitar o amarelo que o defesa esquerdo tinha. Infelizmente não foi possível, mas foi como disse, o processo e a exibição, do meu ponto de vista, foram muito positivas e dão-nos garantias de, no futuro, com este processo, as coisas correrem cada vez melhor.

Artigo revisto por Joana Mendes

Seleção Nacional | E no fim, sobram 26…

Fernando Santos anunciou esta noite, dia 20 de maio de 2021, a convocatória da Seleção Nacional para o Campeonato da Europa de 2020, realizado um ano mais tarde devido à pandemia de Covid-19.

Após as surpresas anunciadas por Alemanha e França, dois adversários do grupo, havia agora bastante ansiedade para se conhecerem quais seriam os 26 convocados do selecionador da atual campeã europeia.

O selecionador nacional até não costuma dar aso a surpresas, mas com o alargamento para 26 jogadores e a ausência de Pedro Neto por lesão, fez crescer ainda mais a curiosidade em torno do anúncio. Pedro Gonçalves, melhor marcador da Primeira Liga Portuguesa, era o nome mais badalado. Muitos viam como inevitável a sua chamada, e assim foi.

Fora Pedro Gonçalves, ou ‘Pote’, como habitualmente é conhecido, poucas ou nenhumas foram as novidades. O técnico de 66 anos apostou na sua espinha dorsal mais habitual e provou que a regularidade continua a ser um fator decisivo nas suas contas. Passemos à lista.

Os 5 clubes que desapareceram nos últimos anos

Enquanto adeptos de futebol, é bastante provável que passemos mais tempo a sofrer do que a celebrar vitórias. Ainda assim, a maioria de nós passa mais tempo a sonhar com os olhos abertos do que com eles fechados e nem as derrotas nos fazem parar de preparar o cachecol e o coração para cada jogo. É um dado adquirido que o sol, quando nasce, é para todos, mas também o é que, com tantos atores em jogo, seria impossível que todos vencessem sempre e da mesma forma.

Neste artigo, quis falar e homenagear clubes que fizeram história e nos proporcionaram no passado grandes momentos, mas que têm estado fora de órbita nos últimos anos.

SL Benfica | Quem são os intocáveis para a próxima época?

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Fracasso a toda a linha, a temporada do SL Benfica pode acabar em lampejo de sucesso, com a Taça de Portugal, prova válida mas de pouco volume dada as expectativas do universo benfiquista.

A um plantel apetrechado por 98,5 milhões de euros de investimento a todos os setores, melhorando (e muito) um plantel de consumo interno herdado do antecessor, a Jorge Jesus caberá agora nova reestruturação da equipa – ao jackpot prometido que chegaria da Liga dos Campeões e posteriormente encaminhado para cofres gregos concilia-se a falta de garantias quanto ao próximo prémio, situação caricata que expõe a fragilidade das finanças encarnadas e obriga a concentrar atenções na matéria prima a seu dispor, sob contrato.

Repetir as grandes movimentações ao estilo do Verão passado é miragem dependente de uma precoce mas competente performance desportiva, alta rotação exigida logo em agosto sob pena de não comprometer mais um planeamento e evitar outra venda desesperada como foi a de Rúben Dias. É nestas condições, sem regalias, que os benfiquistas se prepararão. Os mesmos luxos serão, assim, irrepetíveis para já.

Sem certezas nem garantias, a duas eliminatórias de distância, há que arrumar a casa e varrer o excesso de salário ou, pelo contrário, de falta de compromisso com o clube. A nível de contratos a prazo só Jardel, situação previsível dada a decadência da forma física do brasileiro que deu tanto ao clube em dez anos, mas que sai com o sentimento de dever cumprido.

A massa adepta assim o reconhece, entregando-lhe o respeito que não entregou a outros, mais espampanantes mas com metade do brio. Em situação semelhante encontra-se Andreas Samaris, ainda que o seu contrato se prolongue até 2023 – por agora, recupera de lesão impertinente na duração e gravidade.

Um dos nomes na porta da saída por opção poderá ser Jan Vertonghen, o central belga que viu recentemente o seu nome a ser incluído dos 26 “Diabos Vermelhos” belgas que tentarão a sua sorte no Euro 2020 – ele, como capitão, seguirá viagem com o futuro clubístico certamente ainda por definir.

Jan Vertonghen foi uma peça importante na época do SL Benfica
Jan Vertonghen foi uma peça importante na época do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chegado ao SL Benfica em agosto de 2020 depois do término de contrato em Londres, a mudança surpreendente foi justificada, pela imprensa, como conjugação ousada entre tentação quanto a nova experiência cultural, preferência por clube ambicioso e num projeto que o mantivesse à tona da elite europeia – a chamada ao Euro confirmou o SL Benfica como escolha acertada, apesar da fraca época global.

NFL | Trevor Lawrence: O “prospect” perfeito?

Com 1.98m, 100kg, um braço forte e preciso, e a capacidade de liderar os seus colegas de equipa, Trevor Lawrence entrou para o Draft da NFL 2021 como um dos “candidatos” com melhor classificação nos rankings criados pelos analistas norte-americanos.

Proveniente da Universidade de Clemson, o quarterback de 21 anos assumiu-se como um dos melhores jogadores do futebol americano universitário e um dos mais talentosos na sua posição.

Em três anos com os Clemson Tigers, Trevor Lawrence colecionou títulos e destaques estatísticos. Para além do título nacional em 2018, do prémio de rookie (2018) e jogador do ano (2020), lançou para 90 touchdowns e mais de 10.000 jardas, aos quais se podem adicionar 18 em corrida e 943 jardas.

Selecionado com a primeira escolha do Draft, o nome do jovem nascido no Tennessee em outubro de 1999 é de conhecimento geral desde 2015, quando se encontrava no seu segundo ano do secundário. Entre 2014/15 e 2017/18, Lawrence venceu dois campeonatos estatais, contabilizou 161 touchdowns e 13.902 jardas e sofreu apenas três derrotas em 46 partidas, demonstrando todas as qualidades que depois aprimorou sob o comando de Dabo Swinney, treinador de Clemson.

Apesar da atenção dos media, do peso de ser a escolha número um do Draft e da pressão de ser visto como um talento geracional que tem que mudar o destino dos Jaguars, Lawrence quebra com o estereótipo do “competidor invertebrado que apenas pensa na sua modalidade e nada mais existe”.

Como o próprio afirmou em entrevista à revista norte-americana Sports Illustrated: “Não tenho esta sensação de que todos me querem apanhar e tenho que mostrar que os haters estão errados. Não o tenho, não o posso forçar e não o quero. Há mais na vida para além do futebol americano”.

Estas palavras do jovem de 21 anos são uma das razões para acreditar que Jacksonville acertou em cheio com a sua escolha. A posição de quarterback é das mais complexas e importantes de todo o desporto. A pressão e exigência atingem níveis altíssimos e por vezes vemos atletas chegarem à Liga e tentarem forçar algo que não existe em si ou criarem personalidades distintas das suas de forma a passar uma imagem falsa – uma receita para o desastre.

Ao mostrar-se seguro de si mesmo e admitir que quer ser o melhor, mas que a sua vida não depende e não roda em torno disso, o jovem atleta demonstra que está preparado para lidar e aguentar com o escrutínio que sofrerá quando as coisas, inevitavelmente, correrem mal.

A missão de Trevor Lawrence não é fácil – os Jaguars contabilizam 12 vitórias e 36 derrotas nas últimas três épocas – mas o talento está lá e a capacidade de lidar com a pressão também. O quarterback é um líder nato e o seu impacto, caso tudo corra como é esperado, será imediato.

Foto de capa: Clemson Football

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão