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Jogadores que Admiro #122 – João Pereira

João Pereira, ou então João Pedro da Silva Pereira foi, enquanto adepto sportinguista, dos jogadores que mais admirei e que mais gostei de ver com a verde e branca.

Apesar de ter feito toda a sua formação e jogado na equipa principal do clube rival, quando chegou ao Sporting CP cativou-me logo. Em janeiro de 2010, chegou a Alvalade, vindo do SC Braga, para assumir a lateral direita; era um miúdo, com o cabelo levantado, aparelho nos dentes e um ar de rebelde, algo conflituoso, que não virava a cara à luta e que jogava sempre com a faca na boca. Ora, para mim, um menino com, na altura, oito anos de idade, que começava a assistir e a ter vontade de perceber e acompanhar futebol, ver tanta rebeldia e matreirice fascinava-me.

Os anos iam passando e ver João Pereira a defender (e bem) as nossas cores tornava-se um hábito. Lembro-me bem da época 2011/12, em especial da nossa campanha na Liga Europa, em que fomos à meia-final; João Pereira na direita e Insua na esquerda faziam uma das melhores duplas de laterais que me recordo de ver no Sporting, curiosamente numa altura em que o plantel, no geral, era mediano. Nessa mesma época, capitaneou o Sporting Clube de Portugal por diversas ocasiões.

Mal sabia eu que, no final dessa época, João Pereira ia rumar a Espanha, para representar o Valência e que a época que se avizinhava ia ser uma das piores da história do clube. Naquela altura, para mim, que tinha crescido a ver o João sempre de verde e branco e que me tinha apaixonado pela forma que ele vivia o jogo e que defendia o clube, vê-lo sair foi um motivo para me desfazer em lágrimas. Com, mais ou menos, dez anos de idade, preferia que me tivessem partido os meus brinquedos todos à minha frente, que ver o “meu” João Pereira a sair do “meu” clube.

Com tão tenra idade, não tinha a noção que havia clubes com outros objetivos que o Sporting e que poderiam oferecer melhores condições financeiras ao jogador; naquela altura, para mim, o Sporting CP era a melhor equipa do mundo e tinha os melhores jogadores do mundo, por isso não haveria razão para o João Pereira querer sair.

Com o coração de um jovem adepto despedaçado pela saída do João Pereira, cresci, continuei a acompanhar loucamente o Sporting CP e percebi que afinal existem mais ligas, mais clubes, que, se calhar, o Sporting não é o melhor do mundo e que, se calhar, os nossos jogadores não eram os melhores do mundo. Podiam não ser os melhores, mas eram os meus preferidos.

Os anos foram passando, a vida continuou, até que, no verão de 2015, voltam a surgir rumores que o João estava perto do “nosso” Sporting. Voltei a sentir-me na pequena criança que o idolatrava e vibrava tanto com ele. Os rumores acabaram por se tornar reais e o João era “nosso” de novo. Durante grande parte da época foi dono da lateral direita e embalava-nos para uma época que parecia histórica, no entanto, depois acabou por dar o lugar Schelotto e a época acabou por não correr da melhor forma. Ficou o amargo que merecíamos ou devíamos ter conseguido mais nessa época, porque o plantel merecia ser campeão.

Na nova época, em 2016/17, voltou a fazer uns jogos pelo Sporting, mas não foram suficientes para convencer a equipa técnica e voltou a abandonar o clube, desta feita a janeiro de 2017. Nova tristeza por vê-lo sair, não tão traumatizante e profunda como a primeira, mas que me marcou à mesma; nunca queremos ver quem nos representa e defende tão bem longe de nós, esses queremos sempre por perto, mesmo que não joguem.

Achava que o João não voltaria, mas em janeiro, novos rumores sobre o teu regresso meteram-me, de novo, radiante com a tua chegada. Ele tinha de vir este ano, estávamos bem encaminhados para ser campeões e se havia alguém que merecia festejar este título connosco, era o João. Sempre regressou. Não era titular, mas isso também não me preocupava; sabia que os valores que ele nos tinha mostrado nas passagens anteriores pelo Sporting CP ainda estavam bem presentes nele e estavam a ser transmitidos às gerações mais novas.

No final desta temporada, ainda fez uns belos jogos e mostrou que, afinal ainda estava aí para as curvas. Foi campeão, foi campeão pelo seu Sporting Clube de Portugal. Não podia ficar mais feliz por ele.

Foi gratificante. Comecei a admirar o jogador em tempos que já não voltam, numa altura em que a infância se mistura com o futebol e torna-o em algo romântico, fantástico e inesquecível. Depois, segui sempre a sua carreira de perto, vi que ele sofria connosco e, agora, vejo que ele festeja o nosso título de campeão nacional, com as lágrimas a teimarem em aparecer. Com as botas já penduradas, que continues a defender tão bem o Sporting CP como sempre o fizeste, que nunca percas essa matreirice, essa garra e esse teu sportinguismo, porque o Sporting Clube de Portugal precisa de ti. Obrigado, João Pereira.

ATP 250 Genebra | Afinal, o campeão não é assim tão “Ruud”!

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O torneio ficou marcado pelo regresso menos feliz de Roger Federer. O tenista suiço estava a jogar no seu país natal, mas acabou por ser eliminado no primeiro jogo, por Pablo Andujar. Apesar de ser um torneio da categoria de ATP 250, foi muito competitivo e com belíssimos jogos. Os dois grandes finalistas foram Casper Ruud e Dennis Shapovalov.

Foto de capa: ATP Tour

SC Braga 2-0 SL Benfica: Os Guerreiros levam a Taça para o Minho

A CRÓNICA: CARVALHAL MOSTROU QUE CONHECIA O CAMINHO PARA A GLÓRIA

Fora da zona à qual estamos tão habituados a ver a Final da Taça de Portugal, SC Braga e SL Benfica deslocaram-se até ao centro do país para disputar a Prova Rainha no Estádio Cidade de Coimbra. Aquela que era a primeira Final entre bracarenses e águias já se revestia de um carácter histórico e também decisivo, ou não estaríamos nós a falar do possível primeiro troféu para uma destas duas equipas.

O encontro começou, como já era esperado, muito renhido e jogado a meio campo. Porém, os Guerreiros do Minho não se intimidaram perante uma muralha negra dos jogadores do Benfica. A “brecha” foi encontrada por Ricardo Esgaio e quem furou a muralha foi o Abel Ruiz. Encontrou-se a falha e o mal já estava feito pela armada comandada por Jorge Jesus: Helton Leite acabou expulso por derrubar ainda fora da área o avançado espanhol. Voltava-se a repetir a história no mesmo estádio como o ano transato. A diferença é que se desenrolava um enredo contra o Benfica e não a favor da formação encarnada.

Minuto 40, podia ter sido muito bem a parte da história que os adeptos bracarenses quisessem que acontecesse. Contudo, foi São Otamendi (nem nunca os benfiquistas pensariam tal coisa) a salvar um golo cantado a Ricardo Horta, depois uma abertura perfeita de Al Musrati. Depois, houve duas ocasiões para o Benfica marcar, mas uma foi não tão ao lado e outra foi Matheus a salvar, já nos descontos da primeira parte.

Não há melhor forma de terminar uma primeira parte do que a marcar e foi o aconteceu ao SC Braga. Novo erro defensivo, agora de Vertonghen a meias com Vlachodimos, e Lucas Piazón para fazer uma chapelada com uma aba bem perfeita. É caso para dizer que destes chapéus «[não] há muitos»! Era os bracarenses que estavam na frente da grande Final.

A segunda parte teve de tudo, principalmente para o lado dos bracarenses. Foram diversas as oportunidades desperdiçadas pelos homens de Carlos Carvalhal que viram Vlachodimos negar o golo ou então a pontaria não ser a mais indicada. O resultado ia sendo o mesmo e apesar de um jogo interessante imposto por um Benfica reduzido a dez era sempre os Guerreiros do Minho a estarem mais próximos de marcar.

De estar perto, o Braga acabou mesmo por marcar. Depois de uma grande recuperação de Ricardo Esgaio, Abel Ruiz recebeu a bola em zona frontal e encontrou Ricardo Horta que resolveu a questão “à bomba”! Um golo que fechou as contas desta Taça de Portugal e ofereceu de mão beijada o terceiro troféu da história para os bracarenses. Uma vitória justa de uma equipa que conhecia bem as fraquezas da outra, sendo que o trabalho durante o jogo foi fácil de realizar.

A partida não terminou sem antes existir uma cena totalmente lamentável perto do banco do SC Braga. Adel Taarabt e também Abel Ruiz acabaram expulsos numa altura em que devia ser a festa a reinar e não a confusão. Imagens lamentáveis.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Wenderson Galeno – Pelo trabalho ofensivo e também pela ajuda defensiva que ofereceu ao lado de Sequeira merece que o ponhamos como melhor em campo. É verdade que Ricardo Esgaio está envolvido nos lances capitais desta Taça de Portugal e que Abel Ruiz foi um desequilibrador nato. Contudo, pelo trabalho a dobrar que o brasileiro teve merece este prémio.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Helton Leite – Tantas vezes foi criticado o Vlachodimos pelas suas saídas tardias à bola e parece que o erro voltou-se a repetir e não foi com o mesmo personagem. Uma desastrosa saída por parte do guarda-redes brasileiro que não ajudou de todo a sua equipa. Apenas tornou aquilo que era um jogo complicado num extremamente difícil de ser vencido com dez elementos.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal a apostar as fichas todas para esta Final da Taça de Portugal e talvez a única surpresa no onze foi mesmo a entrada de Lucas Piazón.

O SC Braga que a nível defensivo tinha vários sistemas táticos, tornando-se assim muito camaliónico. Houve situações em que podia jogar em 5-4-1 com Abel Ruiz mais avançado, também em 5-3-2 com a ajuda de Ricardo Horta. A atenção dada à defesa era feita por Galeno. De ressalvar ainda o encaixe perfeito por parte dos bracarenses no momento defensivo que não permitiam os encarnados sair a jogar de modo fácil.

Nos momentos mais atacantes, a equipa de Carlos Carvalhal tinha uma variação entre um 4-4-2 e um 4-3-3, onde Lucas Piazón acabava por subir para ajudar os dois jogadores da frente: Ricardo Horta e Abel Ruiz. As entradas na segunda parte de João Novais e de André Horta não alteraram grande coisa daquilo que era o sistema tático dos bracarenses.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Sequeira (5)

Tormena (5)

Raul Silva (5)

Ricardo Esgaio (6)

Al Musrati (7)

Castro (5)

Galeno (8)

Lucas Piazon (7)

Ricardo Horta (5)

Abel Ruiz (7)

SUBS UTILIZADOS

João Novais (5)

André Horta (5)

Andraz Sporar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Apesar da saída forçada de Lucas Veríssimo, Jorge Jesus quis manter o sistema tático que vem implementando esta temporada e manteve a defesa com três centrais. A surpresa para esta final era provavelmente a entrada do jovem brasileiro Morato para o lugar do central compatriota, que está lesionado. Por isso, seria fácil de adivinhar que encontrássemos um 3-5-2 ou um 5-2-3 por parte dos encarnados.

Ao minuto 17, contrariedade enorme para Jorge Jesus que teve de retirar Pizzi para introduzir na partida Odysseas Vlachodimos. A expulsão de Helton Leite levou a que existisse esta troca e era agora Adel Taarabt a assumir o centro do meio-campo como jogador mais avançado. Haris Seferovic tinha de recuar na sua posição e descair um pouco mais para o lado direito do ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (2)

Alex Grimaldo (5)

Jan Vertonghen (4)

Nicolas Otamendi (6)

Morato (4)

Diogo Gonçalves (5)

Julian Weigl (6)

Adel Taarabt (5)

Pizzi (-)

Everton (4)

Haris Seferovic (4)

SUBS UTILIZADOS

Odysseas Vlachodimos (6)

Rafa Silva (5)

Nuno Tavares (4)

Darwin Nuñéz (5)

Chiquinho (-)

Angers SCO 1-2 LOSC Lille : “Dogues” sagram-se campeões de França

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A CRÓNICA: CONTO DE FADAS DO LOSC LILLE TRANSFROMADO EM REALIDADE

Dez anos depois de ganhar a Liga Francesa, o LOSC Lille tem hoje nas suas mãos a possibilidade de quebrar a vigente hegemonia do PSG. Com Renato Sanches e Tiago Djaló no onze inicial, a formação de Galtier prepara-se para os 90 minutos mais importantes da última década. Conseguirá dar a machadada final e consagrar-se campeão de França?

Com uma entrada eletrizante, o Lille aplica as primeiras pinceladas para um quadro final glorioso. Aos nove minutos, o marcador é desbloqueado por Jonathan David, depois de um passe açucarado de Renato Sanches. Está feito o 1-0 e tudo estava encaminhado para uma noite histórica.

Os momentos seguintes caracterizam-se pela crescente posse de bola do Angers SCO, permitida e controlada pelos “Dogues” que se organizam e jogam confortavelmente em transições rápidas. À entrada do intervalo, David  reaparece numa grande jogada e conquista uma grande penalidade. Yilmaz marca o 2-0 e o sonho está mais vivo que nunca!

Na segunda parte, o Lille desce as linhas e aconchega-se na sua calorosa vantagem, ao passo que o Angers cresce no jogo e dá indícios de luta com algumas oportunidades perigosas. A verdade é que, enquanto a equipa da casa está cada vez mais próxima do golo, o Lille também está cada vez mais próximo de ser campeão francês.

O relógio não para, a ansiedade é muito visível e o coração dos homens do Lille palpita intensamente a cada minuto perto do fim. Cada vez mais, o sonho converte-se em realidade. Nos últimos minutos, o banco do Lille estava todo de pé e todos ansiavam pelo apito final. Entretanto, o Angers SCO ainda conseguiu faturar e impedir a derrota a zeros (1-2) aos 91 minutos.

O jogo termina e o “underdog” Lille vive um autêntico conto de fadas – um final feliz mais que merecido. Parabéns ao novo campeão de França!

 

A FIGURA

Jonathan David – Num jogo decisivo, o internacional canadiense veste a capa de super-herói ao estar ligado nos dois golos do LOSC Lille. Não só inaugura o marcador depois de uma jogada extraordinária de Renato Sanches, como também ganha um importantíssimo penalti que alarga a vantagem para 2-0. Para mim, é claramente a figura de jogo.

 

O FORA DE JOGO

Bloco ofensivo do Angers SCO – No decorrer do jogo, a equipa de Stephane Moulin desfrutou de mais posse de bola, dominando na maior parte do tempo. Ainda conseguiu marcar um golo nos momentos finais, mas na minha opinião podia ter feito mais, tendo em conta as oportunidades que teve e a quantidade de tempo que a equipa esteve por cima do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – ANGERS SCO

Na última jornada da Liga Francesa, a formação do Angers SCO organiza-se em 4-2-3-1 no sentido de estragar a festa ao Lille. Defensivamente, fecha o núcleo central e convida o Lille a jogar pela largura, não obstante os dois primeiros golos derivarem do terreno interior. Embora tenha começado a perder, foi a equipa que mais posse de bola obteve durante a maior parte do jogo. Aliás, no segundo tempo, o jogo foi praticamente de sentido único com uma superioridade ofensiva do Angers.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paul Bernardoni (5)

Pierrick Capelle (6)

Romain Thomas (7)

Mateo Pavlovic (6)

Vincent Manceau (6)

Thomas Mangani (7)

Antonin Bobichon (6)

Mathias Pereira (6)

Angelo Fulgini (7)

Jimmy Cabot (6)

Lois Diony (6)

SUBS UTILIZADOS

Souleyman Doumbia (7)

Sada Thioub (7)

Mohamed-Ali Cho (6)

Stéphane Bahoken (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – LOSC LILLE

A equipa mais portuguesa de França entrou em campo com o seu habitual 4-4-2. Durante o jogo, verificou-se um sistema tático muito bem elaborado com uma disciplina e organização patentes em todos os momentos de jogo (defensivos e ofensivos). Após inaugurar o marcador com David, desceu as linhas e facultou uma posse de bola controlada e gradual do Angers SCO – algo que se verificou na maior parte do jogo. É importante salientar o papel vital de Renato Sanches a liderar o meio campo do Lille e as suas transições ofensivas com uma condução de bola sublime.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mike Maignan (7)

Reinildo Mandava (7)

Sven Botman (6)

Tiago Djaló (6)

Zeki Celik (7)

Yusuf Yazici (6)

Boubakary Soumaré (6)

Benjamin Andre (7)

Renato Sanches (7)

Burak Yilmaz (8)

Jonathan David (8)

SUBS UTILIZADOS

Luiz Araújo (6)

Xeka (6)

Jonathan Bamba (6)

Jonathan Ikoné (-)

Stade Brestois 29 0-2 Paris Saint-Germain FC: Vitória desinspirada chegou… para o segundo lugar

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A CRÓNICA: VITÓRIA AMARGA PARA O PARIS SAINT-GERMAIN FC

Paris Saint-Germain FC e Stade Brestois 29 entraram em campo com muito para ganhar, mas o jogo esteve longe de refletir a emoção de uma última jornada. No final, o PSG fez o suficiente (e nada mais) para vencer, mas teve de se contentar com o segundo lugar, perante a vitória do Lille OSC em Angers. Pelo contrário, o Brest beneficiou da derrota do FC Nantes para escapar ao play-off de descida.

A precisar da vitória para ter hipótese de subir ao primeiro lugar, foi o Paris Saint-Germain a tomar conta da iniciativa de jogo. Do outro lado, estava um Stade Brestois 29 (mais conhecido por Brest) ainda envolvido na luta pela manutenção. Como seria de esperar, os da casa procuraram arrefecer a escalada ofensiva do PSG e aproveitar uma ou outra transição rápida. O resultado foi uma primeira parte morna, a fazer lembrar um daqueles jogos “para cumprir calendário”.

O primeiro motivo de destaque veio ao minuto 19’, quando Neymar falhou uma grande penalidade. O astro brasileiro tentou colocar a bola no canto inferior direito, mas atirou alguns centímetros para lá da baliza à guarda de Larsonneur. Mesmo a manter o domínio da posse de bola, um apático PSG teve sempre dificuldades em criar perigo e ia permitindo algumas investidas do adversário.

Os parisienses acabaram por chegar ao 1-0, que vigorava ao intervalo, na sequência de um canto. A bola batida por Di Maria desviou em Romain Faivre, ganhou uma trajetória traiçoeira e acabou no fundo das redes. Autogolo do médio francês à passagem do minuto 37.

A segunda parte foi um espelho da primeira. O PSG dominava o jogo, mas raramente conseguiu dar trabalho ao guardião da casa. Apesar da aparente falta de motivação, a qualidade dos parisienses acabou por sobressair com naturalidade. O 2-0 chegou pelos pés de Mbappé aos 71 minutos. Pelo meio, o Brest ainda chegou a ameaçar a baliza de Keylor Navas, mas nem Charbonnier nem Mounier tiveram engenho para finalizar.

No final, e apesar da derrota, foram os jogadores da casa a festejar a manutenção. Do outro lado, o PSG despede-se de uma época amarga com dois títulos no bolso (Supertaça e Taça), mas com os objetivos principais por cumprir.

 

A FIGURA

Angel Di Maria – Num jogo pouco dado a figuras de destaque, a escolha recai sobre Di Maria. Mesmo sem registar uma grande exibição, o argentino somou alguns pormenores que atestam a sua qualidade. Ganhou a grande penalidade falhada por Neymar e marcou o canto que deu origem ao primeiro golo.

 

O FORA DE JOGO

Apatia parisiense – A exibição em modo “q.b.” do Paris Saint-Germain, mostrou uma equipa que parecia conformada com o segundo lugar, desde o início do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

Sem grande surpresa Mauricio Pochetinno apresentou um 4x2x3x1 de pendor muito ofensivo. No meio-campo, Danilo Pereira foi o homem mais recuado, com Herrera e Rafinha a servir de elementos mais polivalentes. O lateral direto Dagba apareceu sempre muito projetado na frente, o que lhe permitiu criar alguns desiquilibrios no último terço. Ainda assim, essa propensão atacante deixou algum espaço no corredor que foi sendo explorado pelos homens do Brest. Na frente, Mbappé jogou como elemento mais adiantado, com Neymar e Di Maria com maior liberdade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Keylor Navas (6)

Dagba (6)

Marquinhos (6)

Kimpembe (5)

Abdou Diallo (5)

Danilo Pereira (6)

Herrera (5)

Rafinha (4)

Di Maria (7)

Neymar (5)

Mbappe (6)

SUBS UTILIZADOS

Icardi (4)

Gueye (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – STADE BRESTOIS 29

O Brest montou um 4x2x3x1 muito fechado. A estratégia dos homens de treinador passava por conter as investidas dos homens do PSG e aproveitar o espaço deixado pelos parisienses para tentar surpreender com transições rápidas. Ainda assim, a equipa não mostrou argumentos suficientes para segurar a qualidade superior do PSG.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Larsonneur (7)

Faussurier (6)

Chardonnet (6)

Jean Duverne (5)

Romain Perraud (6)

Hugo Magnetti (5)

Belkebla (4)

Romain Faivre (4)

Franck Honorat (3)

Charbonnier (6)

Steve Mounie (4)

SUBS UTILIZADOS

Jean Lucas (3)

Cardona (3)

Baal (-)

Bologna FC 1-4 Juventus FC: “Vecchia Signora” garante Liga dos Campeões com goleada

A CRÓNICA: JOGO DECIDIDO NA PRIMEIRA PARTE

A Juventus FC venceu o Bologna FC na partida correspondente à 38ª jornada, a última da temporada. A “Vecchia Signora” conseguiu alcançar a quarta posição da tabela classificativa, que garante um lugar de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, beneficiando do empate do SSC Napoli frente ao Hellas Verona FC.

A Juventus FC começou muito bem a partida, e logo ao minuto 6’, Chiesa inaugurou o marcador numa recarga a remate de Rabiot que embateu na trave da baliza adversária. A “Vecchia Signora” demonstrou superioridade em relação ao adversário durante toda a primeira parte, apesar do Bologna FC tentar responder com algumas jogadas de relativo perigo.

Ao minuto 29’, Morata ampliou a vantagem da formação de Turim, após um excelente trabalho de Dybala. O avançado espanhol apenas teve de encostar perante uma baliza deserta. A equipa visitante chegou ao terceiro golo com relativa facilidade, e em cima do intervalo, Kulusevski isolou Rabiot, que finalizou um belo desenho ofensivo da Juventus FC.

No regresso dos balneários, a Juventus FC apontou o quarto golo da partida, por intermédio de Morata. Momentos antes, Palacio ainda introduziu a bola na baliza adversário, mas o golo acabaria por ser anulado. Mesmo a sofrer uma derrota pesada, a formação da casa procurava reduzir a desvantagem, construindo alguns lances de perigo.

Quando faltavam cinco minutos para o final da partida, Orsolini apontou o “golo de honra”, com assistência de Palacio. Pouco depois, Dybala atirou ao poste da baliza adversária, mas a formação de Turim acabou mesmo por vencer por quatro bolas a uma.

A FIGURA


Álvaro Morata- O avançado espanhol respondeu de forma positiva à aposta de Pirlo, e apontou dois dos golos da goleada aplicada pela Juventus FC. Foi essencial na construção desta vitória, quer colocando a bola no fundo das redes adversária, como também a trabalhar em prol da equipa. Uma exibição de excelência num dos jogos mais decisivos da temporada, que garantiu a presença na próxima edição da Liga dos Campeões.

O FORA DE JOGO


Łukasz Skorupski- O guardião polaco realizou um jogo infeliz, sofrendo quatro golos, tendo alguma culpa no resultado avolumado. Apesar de todo o setor defensivo do Bologna FC demonstrar muitas dificuldades em travar o ataque feroz da “Vecchia Signora”, Skorupski podia ter feito muito melhor na abordagem a três dos quatro golos sofridos.

 

ANÁLISE TÁTICA- BOLOGNA FC

A formação comandada por Siniša Mihajlović alinhou num desenho tático de 4-3-3, mas com diversas mutações que ocorreram durante o encontro. Em situação de controlo de posse de bola, a construção de jogo era realizada a três elementos na zona defensiva. Tomiyasu, a atuar a partir do corredor direito, juntava-se aos defesas centrais Medel e Soumaoro, permitindo ao lateral esquerdo, De Silvestri apoiar o setor ofensivo.

No tridente de meio-campo, Schouten era o jogador mais recuado, apoiado por Svanberg e Vignato, que se posicionavam com mais liberdade. Vignato demonstrou-se bastante móvel, aparecendo muitas vezes sobre a ala direita, apesar de partir do corredor central. Na frente de ataque, Olsen ocupou o corredor direito, enquanto Palacio e Barrow realizavam trocas constantes estre o corredor central e ala esquerda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Łukasz Skorupski (4)

Takehiro Tomiyasu (6)

 Gary Medel (5)

Adama Soumaoro (5)

 Lorenzo De Silvestri (5)

Jerdy Schouten (6)

Mattias Svanberg (6)

 Andreas Skov Olsen (5)

Emanuel Vignato (6)

Musa Barrow (5)

Rodrigo Palacio (7)

SUBS UTILIZADOS

Riccardo Orsolini (7)

Nicola Sansone (6)

Valentin Antov (6)

Paolo Faragò (5)

Andri Baldursson (-)

ANÁLISE TÁTICA- JUVENTUS FC

A equipa orientada por Andrea Pirlo apresentou-se num esquema tático de 4-4-2 clássico, com destaque para ausência de Cristiano Ronaldo do “onze” inicial. A “Vecchia Signora procurou sobretudo criar perigo através de transições rápidas, explorando a velocidade e técnica de Kulusevski e Chiesa. A linha defensiva foi formada por de Ligt, que foi posteriormente substituído por Bonucci, e Chiellini no centro da defesa, com apoio nas laterais de Alex Sandro e Cuadrado, que garantiu mais vigor ofensivo. Com a saída de Chiellini, Alex Sandro ocupou a posição de defesa central.

No miolo do terreno, Danilo jogou adaptado a médio, sendo o elemento mais recuado, comparativamente com Rabiot, que atuou com maior liberdade posicional. Chiesa e Kulusevski atuavam a partir dos corredores, enquanto na frente de ataque encontravam-se Morata e Dybala. Morata era o avançado mais posicional, enquanto Dybala garantia apoio. O argentino recuava no terreno de jogo com alguma frequência, com o objetivo de apoiar os médios centro no processo de construção de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Wojciech Szczęsny (7)

Juan Cuadrado (7)

Matthijs de Ligt (6)

Giorgio Chiellini (6)

Alex Sandro (6)

Dejan Kulusevski (7)

Danilo (6)

Adrien Rabiot (6)

Federico Chiesa (7)

Álvaro Morata (8)

Paulo Dybala (7)

SUBS UTILIZADOS

Leonardo Bonucci (6)

Arthur (6)

Weston McKennie (5)

Carlo Pinsoglio (6)

Federico Bernardeschi (6)

João Mário: Um passo atrás para dar dois à frente | FC Porto

João Mário esteve quase três meses sem jogar pela equipa A, mas foi ganhando ritmo na B. O seu regresso às opções de Sérgio Conceição seria no Clássico na Luz, no empate frente ao SL Benfica, uma oportunidade que foi muito bem aproveitada. O extremo entrou para ocupar a lateral direita e acabou por ser crucial, criando o lance que deu origem ao golo do empate. Revelou-se uma aposta certeira e boa opção para a posição, acabando por ser titular, cumprindo os 90’, nos três últimos jogos da Primeira Liga.

Não podia ter corrido melhor: quatro jogos, um golo e três assistências, juntando ao golo que tinha marcado no início da época. Superou os números de Manafá, dono da linha direita, na maior parte dos jogos da temporada.

A verdade é que as adaptações nem sempre são fáceis, especialmente para quem, desde as camadas jovens, foi trabalhado para fazer a diferença no setor ofensivo, mas João Mário parece estar determinado em crescer como lateral e poder afirmar-se no clube do coração.

Este fim de época, tanto para o jogador como para os adeptos, fica a saber a pouco, e estas últimas exibições do jovem português, nas quatro últimas jornadas, levam-nos a questionar se esta solução não poderia ter sido explorada mais cedo. Um jovem com velocidade, técnica e uma boa capacidade de decisão, poderia ter feito a diferença em muitos jogos menos favoráveis, seja a jogar a extremo, defesa-direito ou a preencher a ala toda.

João Mário
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Contudo, vai ser um dos jogadores que devemos estar mais atentos na próxima época, um menino da casa, que adora o clube e dá tudo em campo pela camisola, o tipo de atleta que o mar azul defende e respeita. Se tiver as oportunidades necessárias para desenvolver a sua confiança e consolidar o crescimento, João Mário irá ser um membro importante que oferece muitas soluções ao plantel para 2021/2022.

 

CD Trofense 2-0 Pevidém SC: Sonho dos Cavaleiros de São Jorge complica-se na Trofa

A CRÓNICA: VITÓRIA JUSTA DA EQUIPA MAIS EXPERIENTE (E CONSISTENTE)

À partida para este encontro, a turma de Pevidém sabia que um triunfo garantia o acesso imediato à Segunda Liga Portuguesa. Já do outro lado, o jogo era decisivo para a equipa da Trofa, que procurava evitar, claro está, a festa do adversário no seu estádio.

Na primeira-parte praticamente só deu CD Trofense e foi, sem surpresa, que a formação da casa se adiantou no marcador. À passagem do minuto 17, depois de um livre batido para a grande área, a bola sobrou para Mika que abriu o ativo. O lance foi crucial para garantir maior estabilidade ao conjunto da casa, que foi aproveitando algum nervosismo da formação do Pevidém para conseguir impor o seu jogo. Entre os postes, André Preto foi quem mais brilhou nos primeiros 45 minutos e acabou por ser fundamental para evitar problemas acrescidos para a equipa minhota.

Na segunda-parte, apesar da melhoria substancial do Pevidém SC, o CD Trofense acabou por voltar a marcar. Nova jogada rápida em transição com a assistência do recém-entrado Luís Santos para o remate certeiro de Bruno Almeida.

No final, a equipa de Pevidém foi incapaz de contornar o evidente domínio do adversário, pelo que o resultado é perfeitamente ajustado para o que se sucedeu dentro das quatro linhas.

A FIGURA

Fonte: Bola na Rede

Mika – O capitão do CD Trofense foi o espelho da ambição da equipa da casa. Mais do que o golo, Mika foi a voz de comando do CD Trofense e um dos principais responsáveis pela segurança defensiva evidenciada durante todo o jogo. Exibição de mão-cheia do camisola 13 que foi imperial no jogo aéreo e irrepreensível no seu posicionamento defensivo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

João Pedro Coelho – Pode parecer inglório apontar o treinador do Pevidém SC como “Fora de Jogo”, depois de uma temporada fantástica ao serviço do clube minhoto. Mas neste encontro fica a ideia de que poderia ter mexido mais cedo e com outro critério.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

O CD Trofense entrou em campo com duas mudanças face ao último encontro. Rui Duarte abdicou do médio criativo Matheus Índio e do avançado Luís Santos e lançou Yoahn Miranda e Vasco Rocha, colocando a equipa a jogar num 3-4-3, com Bruno Almeida e Yohan no apoio ao ponta de lança Alan Júnior.

Até ao momento do primeiro golo, a equipa do CD Trofense foi sempre mais segura e decidida na procura do primeiro golo. A partir do momento em que o marcador foi inaugurado, a equipa de Rui Duarte passou a oferecer um maior controlo da posse de bola ao adversário, procurando desequilíbrios através de transições rápidas e que apanhavam a linha defensiva do Pevidém SC em contrapé. Numa destas ações resultou também o segundo golo, fruto da entrada muito positiva de Luís Santos no jogo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Serginho (7)

Mika (8)

João Faria (7)

João Paulo (6)

Tito Júnior (6)

Simão Martins (6)

Bruno Almeida (7)

Vasco Rocha (6)

Beni Mukendi (6)

Alan Júnior (6)

SUBS UTILIZADOS

Adilson (6)

Luís Santos (7)

Yair (-)

Matheus (-)

ANÁLISE TÁTICA – PEVIDÉM SC

Para o encontro decisivo diante do CD Trofense, João Pedro Coelho mudou apenas uma peça em relação ao último encontro. O médio Chiquinho, suspenso, saiu da equipa e entrou o avançado Totas, passando a equipa do Pevidém SC a atuar num sistema tático que se sustentou num 3-5-2, com Totas e Costinha na frente, com o acompanhamento de Pedrinho nas costas.

A equipa minhota manteve a sua identidade habitual, circulando bem a bola pelos corredores interiores, mas com dificuldades na tomada de decisão no último terço. Para contrariar o domínio adversário, João Pedro Coelho mudou o sistema tático no segundo tempo, apostando num 4-4-2 mais vincado, com Pedrinho e Costinha nas faixas e Sérgio Duarte já fixado no meio-campo. No entanto, as melhorias não foram substanciais e praticamente todas as ações ofensivas do Pevidém SC foram anuladas pela equipa da casa.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

André Preto (7)

Emanuel (7)

João André (6)

Sérgio Duarte (6)

Filipe Sousa (7)

Tiago Vieira (6)

Tiago Ronaldo (6)

Pedrinho (5)

Totas (5)

Vítor Hugo (5)

Costinha (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Lopes (-)

Moreira (-)

Tiago Francisco (-)

Luís Oliveira (-)

Leandro (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD TROFENSE

BnR: Com esta vitória, o CD Trofense está mais perto da subida. Como analisa o jogo frente ao Pevidém SC?

Rui Duarte: Sabíamos que o jogo ia ser difícil. Preparámos-nos bem e a nossa identidade esta visível naquilo que demonstramos dentro de campo. Na primeira parte podíamos ter marcado mais um golo, mas estamos fortes.

PEVIDÉM SC

BnR: Este jogo era vital para as contas da subida. O que correu mal e que analise faz desta derrota frente a um rival direto?

João Pedro Coelho: Cada jogo tem a sua historia e a sua estratégia. Adotámos esta estratégia, mas não vencemos. Mas vamos com muita ambição para o próximo jogo.

GP Mónaco: Maldição de Leclerc dá liderança inédita a Verstappen

A CORRIDA: JUVENTUDE FAZ APOSTAS CERTAS NA HISTÓRICA ROLETA DO MÓNACO

Depois de muita indefinição acerca do estado da caixa de velocidades de Charles Leclerc após a emocionante “pole” conquistada pelo piloto da casa no principado do Mónaco, a Ferrari “apostou no vermelho” ao manter a caixa inalterada, o que confirmaria a “pole” para Leclerc. No entanto, a aposta da Scuderia foi infeliz e a corrida do jovem monegasco acabou mesmo antes de começar, após a equipa detectar um problema terminal no eixo de transmissão. Ainda sem conseguir terminar um GP do Mónaco na sua carreira de Fórmula 1, e naquela que foi talvez a maior história desta prova, a maldição de Leclerc continua.

Max Verstappen (Red Bull) assumia, então, a frente da grelha na ausência de Leclerc e defendia a liderança na partida, fechando a porta a Valtteri Bottas (Mercedes) no tão decisivo “sprint” para a primeira curva. Boa partida para Fernando Alonso no Alpine, a subir de 17.º para 14.º, e para Lance Stroll (Aston Martin), que começando a corrida nos pneus duros e ganhando uma posição a Daniel Ricciardo (McLaren), apostava num primeiro “stint” longo que o trouxesse para a dianteira na segunda metade da corrida, tipicamente de uma paragem apenas.

No traçado mais estreito e curto do calendário da Fórmula 1, o início de corrida acabou por ser de bastante menor frenesim que as provas anteriores e, ao virar da volta 10, Verstappen seguia relativamente confortável na frente, mais de um segundo à frente de Bottas, com Sainz a fechar o pódio. Lando Norris (McLaren), logo atrás do espanhol e aos comandos da máquina com pintura clássica da Gulf, era nesta altura o mais rápido em pista.

Sem grandes alterações de posições a reportar com um terço da corrida completada, os dois Haas viam as suas primeiras bandeiras azuis e o campeão do mundo, Lewis Hamilton (Mercedes), ia passando despercebido, rodando em sexto lugar atrás de Pierre Gasly (AlphaTauri) e à frente de Sebastian Vettel (Aston Martin). As primeiras paragens acontecem ao fim da volta 29, com Hamilton, Gasly e Sergio Pérez (Red Bull) a parar para pneus novos, e muitos outros pilotos também a descer às boxes na volta seguinte.

Um desses pilotos, Valtteri Bottas, vê a sua corrida arruinada nas boxes, por culpa de um problema com a pistola de remoção de pneus e a jante do pneu dianteiro direito. Abandono para o finlandês e péssimas notícias para a Mercedes, que ao mesmo tempo via Vettel passar para a frente de Hamilton após o alemão estender o seu primeiro “stint” em “ar limpo” e parar mais tarde que o britânico.

O grande vencedor do período de paragem nas boxes acabaria mesmo por ser a Red Bull, que via Pérez subir ao quarto posto à frente do grupo comandado por Vettel. Todos os pilotos pareciam, ao início da segunda metade da corrida, ter colocados os conjuntos de pneus que os levariam até à bandeira de xadrez.

No traçado curto e de muitas voltas do Mónaco, as fraquezas estratégicas ou de performance de uns eram expostas de forma muito evidente pelas forças de outros, com o melhor exemplo disso a ser a ultrapassagem de Norris a Ricciardo na volta 55, que deixava o australiano uma volta atrás do colega de equipa.

Na mesma situação se encontravam Gasly e Yuki Tsunoda (AlphaTauri), com o francês a rodar num muito positivo sexto lugar enquanto o “rookie” japonês, em estreia absoluta no principado, seguia em 14.º, ainda com os pneus em que começara e apenas à frente dos dois Williams e dos dois Haas, os últimos já a caminho da terceira volta de atraso em relação ao líder.

Com pista livre atrás de si, nova paragem para Hamilton à volta 69 para pneus macios, na tentativa de conquistar um ponto extra para a volta mais rápida e trazer alguma motivação extra à sua corrida solitária no sétimo posto. Objectivo conseguido logo na volta seguinte após a paragem, ainda assim insuficiente para negar a liderança inédita do campeonato a Max Verstappen, que foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez agitada pela tenista Serena Williams, o último a subir ao pódio encabeçado pelo Príncipe Alberto e o 64.º piloto a liderar o campeonato de pilotos na história da Fórmula 1.

O resultado deixa então o jovem holandês em primeiro com 105 pontos, seguido por Hamilton com 101 e outro piloto em grande forma neste início de época, Norris, com 56. Nos construtores, a Red Bull assume também a dianteira por troca com a Mercedes, a diferença cifrada agora num ponto apenas. Contas fechadas, com novo líder nas duas frentes, o “circo” da Fórmula 1 seguirá caminho para outro circuito citadino. O Grande Prémio do Azerbaijão, em Baku, está agendado para o dia 6 de Junho.

Foto de Capa: Formula 1

As 5 revelações da Liga Alemã nesta temporada

Os alemães são cidadãos honestos e hospitaleiros que misturam pepsi com fanta, vinho branco com água gaseificada e raramente dispensam a batata e o currywurst (salsicha de porco picante) ao pequeno-almoço.

Caricaturas à parte, os alemães são também 83 milhões de pessoas que param, literalmente, para ver futebol, e os seus responsáveis pelo desporto-rei há pelo menos 20 anos que dificilmente erram nos investimentos que fazem na formação de jovens jogadores. Não me querendo alongar demasiado, refiro brevemente que todos os clubes dos dois principais escalões de futebol são obrigados a investir vários milhões por ano nas suas academias de formação e que a Federação Alemã de Futebol tem todos os dias carrinhas a circular pelo país de forma a garantir sólidos padrões de treino desde as mais tenras idades.

Amo a Alemanha e confesso sem pudor que não abdico do tempo de antena da Bundesliga. Os meus fins de semana têm sido sagradamente ocupados pelas “malandrices descaradas” de Sancho e Haaland, as simbioses entre Kostic e André Silva e a suavidade de Kamada, os remates aveludados de fora da área de Sabitzer, os passes demasiado bons para ser verdade de Kimmich.

Por tudo isto, e ainda que pudessem ser 20 ou 30, decidi partilhar neste artigo cinco nomes de jovens que considero terem sido revelações na liga alemã nesta temporada.