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SL Benfica | As surpresas e desilusões da época

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A época do SL Benfica está praticamente a terminar e é tempo de retirar algumas ilações daquilo que foi a temporada 2020/21. Ainda falta aos encarnados jogar a última partida da Primeira Liga e a final da Taça de Portugal frente ao Sporting Clube de Braga, mas mesmo que conquistem a prova rainha do futebol português, esta não salvará aquela que foi uma época para esquecer para as águias.

Assim, colocaremos a temporada em retrospetiva e perceberemos as maiores desilusões e surpresas do ano que marcou o regresso de Jorge Jesus ao comando técnico do Glorioso.

Alberth Elis | O substituto de Marega pode morar em casa do vizinho

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Após o anúncio oficial da saída de Moussa Marega para o Al-Hilal Saudi FC, surgiu de imediato um nome para o seu substituto no FC Porto – nada mais nada menos que Alberth Elis, avançado do Boavista FC.

É um dos destaques da época na equipa axadrezada, tendo até marcado no empate por 2-2 no Estádio do Dragão, num jogo a contar para a principal prova portuguesa. É rápido, tem a mesma capacidade de explosão que Marega tinha no processo ofensivo e fisicamente é muito forte, para além de ter mais técnica que o maliano. Poderá ser um upgrade no ataque do FC Porto?

Chegou a Portugal proveniente do Houston Dynamo, equipa que figura na Major League Soccer (EUA). Veio com o rótulo de reforço de peso, tendo em conta o papel impactante que tinha na equipa – em seis jogos seguia com quatro golos e nas outras três épocas rondava uma dezena de golos a cada 30 jogos.

Os adeptos do Boavista FC esperavam muito deste jogador e Elis acabou por corresponder às expetativas numa equipa que, por sua vez, desiludiu. Em 30 encontros com a camisola axadrezada, Elis conseguiu marcar por oito vezes e assistiu para golo em seis ocasiões. Feitas as contas esteve em 36% do total de golos desta época pelo Boavista FC, um número muito positivo para o hondurenho.

Inclusive, no último jogo que fez gosto ao pé bateu um recorde dos Panteras Negras que datava de 2014 – desde essa data, nunca nenhum avançado do Boavista FC tinha feito tantos golos numa época como Alberth Elis. Para além de poder jogar no meio, sendo um avançado com bastante mobilidade, tal como Marega, também pode ser opção nos corredores, principalmente do lado direito.

É um jogador capaz de descer no terreno e pegar no jogo a partir de trás, construí-lo e aparecer em zonas de finalização. Esse é ponto a favor de Elis, que apesar de ter uns números muito semelhantes aos de Marega, é capaz de dar mais à equipa, principalmente na criação de oportunidades. Enquanto que o maliano consegue, em média, criar três grandes oportunidades de golo por jogo, o hondurenho é capaz de fazer o dobro (seis grandes oportunidades). Para além de que Elis é muito mais eficaz no drible do que Marega, sendo este também um dos seus pontos fortes, podendo desequilibrar o jogo a qualquer momento.

elis
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FC Porto terá agora de estudar todas as opções que tem em cima da mesa para encontrar o homem certo para substituir Marega no onze do FC Porto, sendo que Elis seria, financeiramente, uma das mais proveitosas uma vez que o Boavista FC não deverá exigir uma quantia elevada.

Caso a equipa axadrezada desça para a Segunda Liga, estando neste momento em posições próximas à zona de despromoção, o preço naturalmente deflacionará e tal fator poderá agradar aos dragões. Ainda é cedo para se apontar Elis como a escolha definitiva para o lugar de Marega, pois o mercado de transferência ainda não está aberto, mas é certo que o reforço para esta posição fará correr muita tinta em Portugal.

LOSC Lille empata e deixa decisão para a última jornada | Liga Francesa

Perspetivava-se mais um longo e aborrecido campeonato francês, onde o Paris Saint-Germain FC seria campeão mais tarde ou mais cedo, independentemente de como o resto das equipas se apresentassem no campeonato. A realidade, essa foi bem diferente, principalmente no que aos parisienses diz respeito.

Não começaram, de todo, bem a temporada e nas primeiras cinco jornadas somaram apenas nove pontos, algo pouco comum para os reis de França. Por essa altura já se começava a destacar aquela que seria a surpresa da temporada 2020/21, a equipa do LOSC Lille. Cinco jogos, 11 pontos, seis golos marcados e dois sofridos que valiam, na altura, o segundo lugar.

À frente estava, então, um super Stade Rennes FC, que com toda a sua qualidade individual e coletiva começava a evidenciar sinais de que poderia ser outro surpreendente candidato ao título. As cinco jornadas seguintes vieram, no entanto, restabelecer alguma normalidade ao campeonato francês, com o topo da tabela a receber o até então campeão, Paris Saint-Germain FC, que atingia assim os 24 pontos, mais cinco do que a turma de Renato Sanches, José Fonte e companhia.

Mas quando tudo parecia encaminhar-se para mais um ano sem grandes surpresas, o vice-campeão europeu voltou a vacilar e em cinco jogos somou apenas cinco pontos, permitindo assim à equipa do LOSC Lille subir ao primeiro lugar, onde ficaria durante poucas semanas. “À coca” estava o Olympique Lyonnais, que de mansinho foi fazendo o seu trabalho e conseguiu, à jornada 17, chegar ao topo, onde já várias equipas tinham estado. O campeonato estava mais equilibrado do que nunca e este ano tinha tudo para ser diferente no país detentor do campeonato do mundo de seleções.

Nas semanas seguintes tudo seria uma questão de oportunidade: as equipas foram, entre si, rodando a liderança e a diferença pontual que as separava era mínima, o que evidencia muito do equilíbrio que foi a imagem de marca desta edição da Liga.

Na ressaca de um título, um leão com dores de crescimento | Sporting CP

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O Sporting CP deslocou-se ao Estádio da Luz para o derby eterno contra o SL Benfica. Os leões, com o título já conquistado, procuravam manter-se invencíveis, enquanto que as águias procuravam ferir o leão e ainda tentar lutar pelo (difícil) segundo lugar. Na verdade – e pela forma como se desenrolou o jogo – ambas as equipas sabiam que não lutavam por nada para lá do orgulho e da honra e daí resultar num jogo mais anárquico, com maior pendor ofensivo, com mais espaços, num jogo aberto e cheio de golos.

Ambas as equipas apresentaram-se – sem surpresa – em 3-4-3 contando apenas com algumas mudanças nos seus onze habituais. No lado do SL Benfica, Jorge Jesus optou por colocar Pizzi no lugar de Rafa Silva (já lá vamos) enquanto que Rúben Amorim – já tinha deixado no ar na antevisão ao jogo – apresentou quatro mudanças: João Pereira no lugar de Pedro Porro (por lesão); Matheus Reis no lugar de Feddal (por castigo); Matheus Nunes e Daniel Bragança (por opção) no lugar de João Mário e João Palhinha.

O próprio treinador leonino afirmou de que as mudanças que promoveu resultam do processo de crescimento da equipa, em forma de preparação já para a próxima época, dificultando até a vida aos seus jogadores. E a verdade é que o Sporting CP perdeu (um)a batalha, mas não perdeu a guerra. As dores de crescimento leoninas fazem parte do processo, mas hoje acabam por ter um impacto importante no desfecho do resultado.

Lembram-se de ter dito que já iriamos falar de Pizzi? Certo. O médio português – sobretudo na primeira parte – foi o melhor jogador em campo no lado do SL Benfica, mas vamos por partes. Já é comum as equipas encaixarem muito nas referências individuais fruto de alinharem no mesmo sistema de 3-4-3. Aconteceu exatamente isso numa outra fase da época e esse mesmo encaixe acabou por resultar em jogos mais fechados e com maior tendência a duelos e a um jogo mais físico.

Provavelmente pela altura da época resultou num jogo diferente, mas o posicionamento de Pizzi foi também chave no encontro – sobretudo na primeira parte. Enquanto que os três homens da frente do ataque leonino condicionavam os três centrais do SL Benfica, os alas pressionavam os alas adversários do seu lado, com os dois médios do Sporting CP também com constantes vigilâncias individuais a Taarabt e a Weigl, criou-se espaço para Pizzi operar e explorar com facilidade o espaço enorme nas costas dos médios leoninos. Este posicionamento permitia criar situações de quatro para quatro na última linha defensiva do Sporting CP e também permitir combinações rápidas com Everton promovendo o um para um do brasileiro.

O Sporting CP sentiu assim muita falta da sua maior referência defensiva que é João Palhinha. Num meio-campo a dois elementos, é preciso homens que consigam cobrir uma maior área do terreno e o português é o homem ideal para isso. Enquanto que Palhinha é importante no equilíbrio, na transição defensiva e na recuperação de bolas – quer coletiva, quer individual – permitindo também a João Mário estar mais solto e ter um papel semelhante ao de Pizzi neste jogo, com a dupla de Matheus Nunes e de Daniel Bragança isso acabou por não acontecer.

Pizzi, médio do SL Benfica, realizou uma primeira parte de luxo no derby do passado sábado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Foram sobretudo dois jogadores mais preocupados com o processo ofensivo, muitas vezes jogando até de forma paralela, não conseguindo criar esse equilíbrio que permitia ao Sporting CP sofrer poucos golos em 32 jogos, mas sofrer três em apenas 30 minutos onde foi visível nos primeiros golos a facilidade com que o SL Benfica entrava no bloco adversário pela falta de intensidade, agressividade e pressão ao portador da bola.

Por outro lado, as mexidas na linha defensiva de cinco homens com a entrada de Matheus Reis e de João Pereira, salientaram também a importância nesta equipa de Pedro Porro e Feddal, pela forma como estão entrosados dentro das dinâmicas individuais e coletivas e como já estão coordenados. Matheus Reis sentiu sempre muitas dificuldades – no controlo da profundidade, no posicionamento, nas decisões – revelando não estar à altura para jogar neste nível como central pela esquerda e o SL Benfica também soube explorar essas debilidades. O SL Benfica foi melhor, não há dúvidas disso, mas foi sobretudo eficaz na primeira parte, aproveitando esses erros individuais e coletivos que o Sporting CP raramente demonstrou ao longo da época dando a sensação de que o resultado era justo sim, mas algo desnivelado.

A segunda parte foi quando o Sporting CP entrou em campo, deixando as experiências de lado e a colocar em campo as suas melhores peças com a entrada de João Mário, João Palhinha – e mais tarde de Jovane Cabral – para a equipa se ajustar e melhorar a todos os níveis, passando a controlar o meio-campo empurrando o SL Benfica para trás, sendo a equipa mais esclarecida em campo e com as melhores situações de golo, estando ainda perto de conquistar o empate quando Pote remata ao poste.

Matheus Reis comprometeu no eixo defensivo e foi aposta furada de Rúben Amorim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na ressaca da conquista que o Sporting CP tanto precisava, Rúben Amorim foi coerente e de facto começou a preparar a próxima época. O caminho é este, mas ficou bem explicito a importância de alguns elementos no plantel e também as debilidades do mesmo. Com o aumentar da exigência competitiva – tanto pelo nível de Champions League, tanto pela maior quantidade de jogos – irá obrigar a que o Sporting CP se reforce com outras peças de forma a equilibrar o plantel e garantir a estabilidade competitiva de que irá precisar.

Chelsea FC 0-4 FC Barcelona: Catalãs conquistam a Liga dos Campeões Feminina com goleada

A CRÓNICA: FORMAÇÃO ESPANHOLA DEU UM AUTÊNTICO FESTIVAL DE FUTEBOL OFENSIVO

O Chelsea FC e o FC Barcelona viajaram até ao estádio Gamla Ullevi, em Gotemburgo, na Suécia, para disputarem a final da Liga dos Campeões Feminina e sucederem ao Olympique Lyonnais como vencedor da prova.

O começo do encontro foi de sonho para o Barcelona que, aos 35 segundos de jogo, se colocou em vantagem no marcador, num lance infeliz de Melanie Leupolz, que colocou a bola na própria baliza. O Chelsea respondeu de imediato, mas Harber falhou uma oportunidade clamorosa. Quem não falhou foi Alexia Putellas, que ao minuto 14, aumentou a vantagem para a equipa catalã, depois da conversão de uma grande penalidade.

A formação espanhola ia imprimindo no jogo todo o seu estilo e qualidade, perante um Chelsea muito apático, e aos 20 minutos chegaria mesmo ao 3-0, desta feita, depois de um grande lance coletivo que culminou com o tento de Aitana Bonmatí. A dar um autêntico recital de futebol, o Barcelona chegaria mesmo ao quarto golo, desta vez por Caroline Hansen, à passagem do minuto 36.

No segundo tempo, o Chelsea entrou melhor, conseguindo ter mais bola – ainda que de forma algo consentida pelo Barcelona – e mostrando mais capacidade de chegar com perigo perto da baliza adversária. Ainda assim, não conseguiram concretizar as oportunidades criadas, fazendo com que a formação espanhola se mantivesse confortável na partida.

Com este triunfo categórico, o Barcelona festejou pela primeira vez na sua história a conquista do troféu de campeão europeu em futebol feminino, sucedendo assim ao Olympique Lyonnais, que venceu a prova na temporada transata. A formação catalã redimiu-se assim da derrota sofrida na final da edição de 2018/19, perdida justamente para a formação francesa.

 

A FIGURA

Capacidade ofensiva do FC Barcelona – A formação espanhola foi absolutamente avassaladora a nível ofensivo, “destruindo” a formação inglesa na primeira parte do encontro, o que culminou numa vitória irrepreensível.

O FORA DE JOGO

Organização defensiva do Chelsea FC – A formação londrina foi cilindrada pelo conjunto espanhol, mostrando-se incapaz de conter a avalanche ofensiva impingida pelas catalãs. Apesar da qualidade de jogo mostrada pelo adversário, as blues fizeram um jogo desastroso a nível defensivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

A formação orientada por Emma Hayes apresentou-se estruturada num sistema tático base de 4-3-3. A equipa londrina mostrou muitas dificuldades no encontro, em praticamente todas as fases do seu jogo, fazendo uma primeira parte desastrosa em que se viu a perder por quatro golos sem resposta. As dificuldades na fase de construção e a débil organização defensiva mostrada pelas inglesas foi fatal, e só na segunda parte conseguiram dividir o jogo com a equipa catalã, ainda que tarde e com pouco proveito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Berger (5)

Carter (7)

Bright (5)

Eriksson (6)

Charles (6)

Leupolz (5)

Ingle (6)

Ji So-yun (6)

Kirby (7)

Harder (5)

Kerr (7)

SUBS UTILIZADAS

Reiten (7)

England (6)

Cuthbert (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Lluís Cortés colocou as suas pupilas em campo organizadas num dispositivo tático base em 4-3-3. Muito bem organizada e com as suas dinâmicas bem definidas, controlaram por completo toda a partida, registando uma entrada perfeita no encontro, resolvendo a partida ainda no primeiro tempo. Mostraram um futebol excecional a todos os níveis, que não deu qualquer hipótese à formação adversária. A avalanche ofensiva que as catalãs mostraram no jogo, não deu margem para dúvidas de quem foi a melhor equipa nesta final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paños (7)

Torrejón (6)

Guijarro (7)

León (7)

Ouahabi (6)

Bonmatí (8)

Hamraoui (7)

Putellas (8)

Hansen (7)

Hermoso (7)

Martens (7)

SUBS UTILIZADAS

Caldentey (6)

Losada (6)

Oshoala (6)

Serrano (-)

Crnogorcevic (-)

Dragão abre as portas aos finalistas da Liga dos Campeões

Dia 29 de maio jogar-se-á a final da Liga dos Campeões, um duelo britânico entre Manchester City e Chelsea FC que terá lugar em Portugal, no Estádio do Dragão.

A final estava prevista ter como palco Istambul, Turquia, contudo, o país devido aos seus 20 mil casos diários de Covid-19, permanece na lista vermelha do Reino Unido e a UEFA teve de solucionar o problema, contando com a ajuda da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

“As autoridades portuguesas e a FPF intervieram e trabalharam de forma harmoniosa com a UEFA para oferecer um local adequado para a final e, como Portugal é um destino na lista verde da Inglaterra, os adeptos e jogadores presentes na final não terão de ficar em quarentena quando regressarem a casa”, lê-se em comunicado da UEFA.

Foi confirmada a presença de público na final, tendo cada clube a seu dispor seis mil bilhetes para venda, o que dá uma lotação máxima permitida de 12 mil adeptos. Devido a este fator a cidade do Porto terá de mostrar uma organização eximia, dando o exemplo a nível nacional e internacional.

Liga dos Campeões
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Garantias já dadas pelo presidente da Câmara Rui Moreira, que se confessa entusiasmado com a chegada da prova, “o acompanhamento dos adeptos vai ser em bolha, devendo para efeito ser preparadas duas fanzones, com as condições necessárias para que os apoiantes possam alimentar-se e entreter-se enquanto aguardam pelo jogo”.

Também Pinto da Costa, presidente do FC Porto, falou recentemente sobre a realização da final da Liga dos Campeões, realçando o prestígio e boa imagem da cidade, do clube, da FPF e do país.

“É importante para o FC Porto, para o futebol português, para a cidade, e para o próprio país. Demonstra que em Portugal se consegue realizar grandes eventos mesmo em pandemia, e depois da vergonha que se assistiu em Lisboa há dois dias, é necessário desmanchar essa má imagem que Portugal deu, que as autoridades em Lisboa deram, pois permitiram que houvesse aquela cena degradante em termos de defesa da saúde pública”, disse o líder máximo do emblema azul e branco.

Tudo isto é possível porque a Federação Portuguesa de Futebol, nomeadamente o seu presidente, tem um grande prestígio na UEFA e, portanto, quando avalizam a realização desta prova aqui é porque conhecem bem o FC Porto. Estou certo de que tudo decorrerá da melhor maneira”, acrescentou Pinto da Costa.

De realçar que Manchester City e Chelsea FC disputarão o título da Liga dos Campeões na casa do único clube que os conseguiu travar na competição. Recorde-se que o único empate dos orientados de Pep Guardiola foi frente ao FC Porto e a única derrota dos londrinos também foi frente aos azuis e brancos.

Mais uma página bonita no incrível livro de histórias do FC Porto na prova milionária.

 

Belenenses SAD 0-2 CD Santa Clara: Vitória insular mantém sonho europeu

A CRÓNICA: EFICÁCIA AÇORIANA NUM JOGO QUE VALIA MAIS DO QUE TRÊS PONTOS

Duas boas surpresas deste campeonato defrontaram-se, no Estádio Nacional, na penúltima jornada do campeonato. Frente a frente, Belenenses SAD e CD Santa Clara lutavam por um lugar de acesso ao futebol europeu na próxima época. Com ambas as formações empatadas a nível pontual (com 40 pontos), uma derrota, a faltar uma jogada para o término do campeonato, seria uma machadada nas aspirações europeias; por outro lado, uma vitória significaria a continuação da perseguição por um lugar europeu.

Posto isto, apesar de ambas as equipas precisarem dos três pontos, os visitantes começaram melhor, com duas oportunidades em cinco minutos. A superioridade insular traduziu-se cedo num golo, apontado por Carlos Jr, de grande penalidade. Perto dos dez minutos, os açorianos faziam por merecer a vantagem conseguida bastante cedo.

A equipa de Ponta Delgada, numa bela jogada, conseguiram novamente meter a bola no fundo da baliza, no entanto, o árbitro auxiliar detetou um fora de jogo e, consequentemente, o golo foi anulado. Grande entrada dos açorianos, que chegavam com relativa facilidade a zonas de perigo.

Uma asneira de Marco Pereira, perto do primeiro quarto de hora, pareceu acordar a equipa da casa, que estava mais adiantada e objetiva. O B SAD apertava e ia colecionando alguns pontapés de canto e livres no meio-campo adversário. A meio da primeira parte, Marco Pereira fez duas defesas extraordinárias, uma após um lançamento e outra após um canto. Duas defesas de grande classe que mantinham a vantagem vermelha e branca.

O tempo passou, o ritmo de jogo baixou e a caneta descansou. O B SAD ia tendo mais bola, no entanto não criava perigo, e o Santa Clara ia defendendo tranquilamente. Só de bola parada é que os da casa iam criando perigo, mas nada que incomodasse verdadeiramente Marco.

A segunda parte começou como a primeira, com uma boa oportunidade para os açorianos. Contudo, os azuis acordaram mais cedo e, após esse primeiro lance, mostraram-se mais pressionantes e que também queriam ganhar o jogo. No entanto, engane-se quem pensava que o Santa Clara se iria esconder. Os açorianos também procuraram (e conseguiram) ter bola no meio-campo adversário, muito por causa das boas dinâmicas do meio-campo micaelense, que esteve em bom plano durante toda a partida.

O Santa Clara entrava noutro bom momento da partida e, aos 60 minutos, dobrou a vantagem. Disparate de Tomás Ribeiro, grande trabalho individual de Crysan, e Carlos Jr., no centro da área atirou para o 2-0. Bem jogado pelos açorianos, que aproveitaram novamente o momento em que estavam por cima para transformar isso em golos.

O B SAD teve de fazer pela vida e arregaçar mangas, por isso, logo a seguir, Miguel Cardoso esteve perto do golo, após cruzamento de Calila. Os azuis de Belém chegaram a marcar, por Gonçalo Silva, no entanto, o VAR voltou a anular o golo, desta feita aos da casa.

Perto dos 75 minutos de jogo, o Santa Clara estava mais perto de marcar o 3-0 do que de sofrer o 2-1. Apesar do pressing final natural da equipa da casa, o resultado não se alterou.

Com esta vitória, os açorianos conseguem continuar a sonhar com o futebol europeu na próxima época. Por outro lado, o Belenenses SAD vê as suas aspirações europeias cair por terra.

A FIGURA


Carlos Jr.- Grande exibição do avançado dos açorianos. Marcou dois golos, um de penálti e outro após um cruzamento. Pressionou muito, foi oportunista, jogou bem de frente e de costas para a baliza, especialmente quando a equipa necessitava dele para segurar o jogo lá na frente e esperar pelos seus colegas de equipa. Já leva 13 golos nesta temporada.

O FORA DE JOGO


Os primeiros 15 minutos do B SAD- A equipa da casa facilitou bastante no primeiro quarto de hora. Permitiu duas boas oportunidades de golo ao adversário, não conseguia sair a jogar e ainda concedeu uma grande penalidade. Depois da má entrada, subiram os índices de objetividade e atenção e, aí sim, entraram verdadeiramente no jogo.

 ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Após sofrer o primeiro golo, os azuis precisavam de marcar e alinhavam num 3-4-3. Face à alta pressão insular, o B SAD demonstrava dificuldades em sair a jogar apoiado, tendo assim que optar várias vezes pelo passe longo. Em desvantagem, a equipa da casa procurava equilibrar o marcador, sobretudo, por bola parada.

Já na segunda parte, com a entrada do ala Calila, a equipa conseguiu criar mais perigo pela direita, explorando melhor a profundidade no corredor. No entanto, apesar dos vários cruzamentos realizados, a equipa do Santa Clara não tremia, por isso, foram raras as ocasiões de perigo em jogo corrido, criadas pelo Belenenses SAD.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (5)

Rúben Lima (6)

Gonçalo Silva (6)

Phete (5)

Tomás Ribeiro (5)

Tiago Esgaio (6)

Yaya Sithole (5)

Afonso Sousa (6)

Chico Teixeira (6)

Miguel Cardoso (7)

Cassierra (7)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Ramires (6)

Afonso Taira (6)

Calila (7)

Nilton (-)

Edgar Pacheco (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A equipa insular alternava entre o seu típico 4-3-3 clássico e o 3-4-3, com Mikel Villanueva a fazer a posição de defesa esquerdo, quando a equipa jogava com quatro defesas, e de defesa central pelo lado esquerdo quando jogavam três atrás, libertando assim Rafael Ramos pelo flanco direito.

Os açorianos pressionavam alto e, desta forma, conseguiam ganhar algumas bolas em zonas adiantadas no terreno. Depois do primeiro golo, procuraram descer ligeiramente as linhas e explorar a profundidade.

Na segunda parte voltaram a apresentar um futebol atraente de se ver, sobretudo por causa do bom funcionamento e das dinâmicas de vários elementos da linha do meio-campo, como Allano e Morita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (7)

Rafael Ramos (7)

Fábio Cardoso (6)

João Afonso (6)

Mikel Villanueva (6)

Anderson Carvalho (6)

Morita (7)

Carlos Jr (8)

Lincoln (6)

Allano (7)

Cryzan (7)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (6)

Ukra (6)

Néné (-)

Costinha (-)

Sagna (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

Bola na Rede: Boa tarde mister. Hoje, nos momentos em que a sua equipa tinha quatro elementos na linha defensiva, Villanueva apresentou-se como defesa esquerdo, uma posição que, apesar de não lhe ser estranha, tem vindo a ser ocupada por Mansur. Posto isto, pergunto-lhe que características acrescenta Villanueva à equipa, a jogar naquela posição?

Daniel Ramos: Sim…O Mikel tem um passado em que a maioria da sua carreira nível de clube e de seleção é como central, mas na Segunda Liga espanhola, antes de vir para o Santa Clara, ele fez mais de meio campeonato como lateral esquerdo e eu procurei também contratar um esquerdino, foi um dos aspectos importantes, contratar um central que pudesse construir a três pela esquerda e ele dava-me esse requisito. Podia também jogar com ele a lateral esquerdo. Não tem sido muito utilizado lá, mas eu sabia que ele estava habilitado para o fazer, já o fez, sente-se à vontade, não é uma posição nova para ele e tínhamos boas garantias. É uma opção muito válida e dá para fazermos essa ginástica tática, que nos permite mexer no jogo e dar-nos ainda mais consistência, com a entrada do João Afonso, que fez um jogo soberbo hoje. Ficámos com uma equipa mais alta, mais forte do ponto de vista defensivo em termos de duelos e capacidade de controlar a profundidade, porque são jogadores experientes que podem controlar, quer o espaço entreçinhas, quer a profundidade, que o Belenenses tem uma equipa muito perigosa nesse ponto e a equipa teve muito bem a controlar a profundidade, eles estiveram muito coordenados. Fizeram um jogo fantástico.

SL Benfica x Sporting CP – A numerologia 666!

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Este dérbi era o jogo 33 do campeonato e definia o 3.º lugar = 333. Se nos recordarmos que JJ disse que iria colocar o SL Benfica a jogar o dobro, percebemos que o 666 era o número por detrás deste evento.

Perante um Benfica na máxima força, o Sporting CP iniciou com algumas alterações. Umas forçadas (Feddal castigado, Porro lesionado) e outras por opção.

Rúben Amorim a pensar (e bem) na próxima época (alterações no plantel), quis ver melhor alguns atletas como Matheus Reis (no lugar de Feddal) e no meio campo Daniel Bragança e Matheus Nunes, em vez de Palhinha e João Mário.

E do minuto 12 ao minuto 37, foram 25 minutos onde só deu SL Benfica. Seferovic, Pizzi e Lucas Veríssimo foram os marcadores do 3-0 que se refletia no marcador.

Mas antes de terminar a primeira parte, o “suspeito” do costume, Pote, numa excelente jogada à entrada da área, reduziu para 3-1.

Ao intervalo, Rúben Amorim repôs o meio campo, com que enfrentou a maior parte dos jogos na Liga, fazendo entrar Palhinha e João Mário.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas foi, após uma falta sobre Grimaldo, o SL Benfica, num penalti convertido por Seferovic, a dilatar a vantagem. 4-1 era o resultado e os benfiquistas comemoravam, pelas redes sociais, a quase certa conquista do 3.º lugar, após uma vitória sobre Campeão Nacional.

Mas ia começar o “espetáculo” Sporting CP: Minuto 62 e a triangulação Pote, Paulinho, Nuno Santos a funcionar. Ao minuto 78, foi a vez de Pote marcar de penálti e estava feito o 4-3.

E Pedro Gonçalves teve o empate nos pés, quando, já com Helton Leite batido, mandou a bola ao poste.

O Benfica acabou por ganhar o jogo e viu assim garantido o 3.º lugar, após o FC Porto vencer por 3-0 o Rio Ave FC, em Vila do Conde.

Foi uma segunda volta triunfante do SL Benfica que conseguiu só ficar atrás do Sporting CP e do FC Porto. Acabou por ser um feito incrível, visto que esta foi uma das equipas mais baratas do SL Benfica de todos os tempos.

Mas nem só de futebol se vive e, depois de se tornar Campeão Europeu em Futsal, o Sporting CP, ainda sofrendo de uma timbrada “herança pesada”, eliminou o SL Benfica nas meias-finais da “Liga dos Campeões” em hóquei em patins e hoje venceu o FC Porto na final por 4-3.

Mais um título de Campeão Europeu num ecletismo que terá de ser sempre o ADN do Sporting Clube de Portugal.

 

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Académica OAF 1-0 SL Benfica B: Ainda há esperança para os estudantes

A CRÓNICA: O SONHO CONTINUA

Sem margem de erro para ainda poder sonhar com a subida, a Académica OAF recebia o Benfica B no Estádio Cidade de Coimbra. As sensações de ambos os conjuntos não poderiam ser mais distintas. Se os estudantes subiam ao relvado pressionados pela exigência das suas aspirações, os encarnados transpiravam a tranquilidade de quem já cumpriu os seus objetivos e, por isso, jogavam de forma descomprometida.

O início da partida mostrou duas equipas mais preocupadas em desenvolver o processo ofensivo do que com cautelas defensivas. Deste modo, de parte a parte, assistiram-se a jogadas de qualidade, com a bola a circular criteriosamente por vários jogadores, embora, por vezes, se tenham verificado algumas precipitações.

Apesar do bom futebol praticado, escassearam oportunidades flagrantes. As melhores situações aconteceram nos últimos cinco minutos do primeiro tempo. Neste período, uma Briosa a todo o gás conseguiu criar os melhores lances de perigo. Primeiro, Bouldini, desmarcado por Traquina, rematou de primeira ligeiramente ao lado. Depois, foi o próprio Traquina a ter nos pés a chance de colocar a Académica na frente, mas não foi capaz de dar o melhor seguimento ao passe de Mimito.

No início da segunda parte, foi a vez de Mayambela agitar as águas para os estudantes. Alguma falta de discernimento impediu o extremo da Académica de, isolado, fazer abanar as redes. O Benfica B não perdeu tempo para responder e Filipe Cruz, na jogada seguinte, rematou cruzado ao poste.

Aos 62 minutos, Bruno Teles, através da conversão de uma grande penalidade, encarregou-se de fazer o 1-0. Na origem do lance esteve uma falta caricata de Kalaica sobre Bouldini. Este golo vinha materializar o maior domínio que a Académica apresentou neste período.

A vitória caiu para a equipa que, mesmo não tendo uma supremacia evidente, mais ocasiões criou para chegar ao golo. Com este triunfo, a Académica, com menos um jogo que a restante concorrência, cola-se ao Feirense e não larga a luta pelos lugares cimeiros.

 

A FIGURA


Bruno Teles – o lateral-esquerdo da turma de Rui Borges apontou, de grande penalidade, o tento vitorioso e contribuiu para a dinâmica ofensiva da equipa, auxiliando a construção academista. Defensivamente, não comprometeu e mostrou sempre solidez no posicionamento e no um para um com os extremos adversários.

 O FORA DE JOGO

Ineficácia da Académica – a Briosa podia ter vencido com tranquilidade, mas acabou por sofrer para vencer por culpa própria. As diversas ocasiões flagrantes desperdiçadas pelos academistas – em particular a de Traquina e a de Mayambela – poderiam ter atribuído ao marcador uma dilatação que seria condizente com o domínio dos visitados. Com tanto e tão claro desperdício, a Académica venceu, mas acabou com “o coração na boca”.

  

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A turma academista apresentou-se, no seu momento defensivo, com um bloco médio e com um 4-2-3-1 que se moldava num 4-4-2 com a subida na pressão de Guima, que deixava de ser o homem por trás do avançado para se tornar seu companheiro na primeira fase de pressão.

Assim, enquanto Bouldini mantinha uma posição mais fixa no acompanhamento da movimentação da bola entre o guarda-redes e os centrais adversários, Guima assumia maior mobilidade, ora fechando a linha de passe para Diogo Mendes – médio mais recuado do SL Benfica B -, ora caindo sobre o central com bola, sobretudo quando este tinha que tocar o esférico com o pé não dominante (no caso de Morato, o direito; no caso de Kalaica, o pé canhoto).

Os homens de Rui Borges procuravam simultaneamente não deixar qualquer espaço nas costas da linha mais recuada do seu bloco, tentando evitar as investidas em profundidade de Samuel Pedro e/ou Tiago Gouveia, sendo ainda competência dos centrais da Briosa acompanharem os movimentos de apoio frontal de Henrique Araújo.

Na hora de partir para o ataque, a construção da turma da casa fazia-se pelos centrais e pelo lateral-esquerdo, Bruno Teles, com Diogo Pereira a dar o primeiro apoio frontal, relegando Mimito e Guima para posições mais avançadas. Mayambela caía sobre a esquerda e Trauqina pela direita, com Bouldini mais estanque no ataque à espera de ser lançado em profundidade ou esperando bolas aéreas oriundas dos alas.

Por vezes, Bouldini recuava em movimento vertical para permitir a diagonal de Mayambela ou de Traquina, sendo então os alas a receberem a bola nas costas da defensiva encarnada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (7)

Zé Castro (5)

Bruno Teles (7)

Guima (6)

Diogo Pereira (5)

Mimito (6)

Traquina (6)

Mayambela (5)

Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Silvério (5)

Sanca (-)

Filipe Chaby (-)

Dani Costa (-)

 ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

As jovens águias dispuseram-se no terreno de jogo no seu habitual 4-3-3, que não desmancharam em momento algum, quer no defensivo, quer no ofensivo. No meio-campo a três, Diogo Mendes era o elemento mais recuado, com Martim Neto e David Tavares em posições mais adiantadas, o primeiro descaído para a direita e o segundo para a esquerda.

Nas ofensivas encarnadas, Tavares assumia o transporte do esférico, enquanto Neto procurava mais a construção na antecâmara do último terço ofensivo. Tiago Gouveia, pela esquerda, e Samuel Pedro, pela direita, aproveitavam os movimentos de recuo para apoio frontal de Araújo para investirem verticalmente na procura da profundidade. Quando com bola, quer o extremo-direito, quer o extremo-esquerdo das águias visavam movimentos de fora para dentro em busca do remate.

Quando os alarmes defensivos ressoavam pelo Calhabé, as águias B aprontavam-se a pressionar a Briosa logo no primeiro terço dos academistas, com a linha mais recuada a subir até bem perto da linha divisória do relvado retangular do Cidade de Coimbra. A disposição das peças mantinha-se, com o meio campo a três em que Diogo Mendes ligava a linha de quatro aos dois médios mais adiantados e com o tridente da frente inalterado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (5)

Filipe Cruz (5)

Kalaica (7)

Morato (5)

Frimpong (5)

Diogo Mendes (6)

David Tavares (6)

Martim Neto (5)

Samuel Pedro (5)

Tiago Gouveia (6)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Araújo (5)

Úmaro Embaló (5)

Rafael Brito (5)

Vukotic (-)

Luís Lopes (-)

 

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA/OAF

Bola na Rede:  Apresentou um jogador com características diferentes na posição 10. O que pretendeu com essa alteração?

Rui Borges: O Guima dá-nos coisas que não dá o Chaby. O Chaby é um jogador refinado, vê coisas que os outros não veem, mas dado o que tínhamos visto do Benfica B, o Guima dava-nos o que pretendíamos. O Benfica alterou em relação ao jogo anterior, mas o Rafael Brito é um jogador muito dinâmico a procurar as costas dos dois homens mais avançados e ele podia cobrir essa zona. Também identificámos que o Benfica tinha algumas dificuldades em controlar a profundidade e ele dava-nos isso. Correu quilómetros. Até me disse “descobriste-me”.

SL BENFICA B

Bola na Rede: Na primeira parte, o Benfica até apresentou algum domínio. Na segunda parte, não conseguiu manter essa toada. O que faltou?

Nélson Veríssimo: Obviamente, houve muitos momentos em que tendo bola, e fruto da crença, podíamos ter encontrado outro resultado. Jogarmos mais com o coração penalizou-nos na nossa organização. Também não nos podemos esquecer com quem viemos jogar. Há que dar mérito às dificuldades que a Académica nos criou. Foi mais um jogo naquilo que é o nosso processo de crescimento enquanto equipa.

FC Famalicão 3-0 CD Nacional: Goleada sentencia descida de divisão

A CRÓNICA: FC FAMALICÃO COM TUDO PARA UM CD NACIONAL SEM NADA

De um lado, a ressaca da festa da garantia da manutenção; do outro, o medo da iminência da descida de divisão. Vivia-se a 33ª jornada no Estádio Municipal de Famalicão, onde o FC Famalicão recebeu o CD Nacional para um duelo que se esperava bem vivo.

Até à primeira meia hora, o jogo esteve em plena posse e domínio do FC Famalicão. Poucas eram as investidas do CD Nacional que, nesses 30 minutos, deve ter feito um reconhecimento ideal do seu meio-campo defensivo. O que realmente fez virar o rumo do jogo foi um remate de Gil Dias que, com espaço, obrigou António Filipe a uma enorme defesa. Foi a wake up call que a equipa de Manuel Machado necessitava para acordar no jogo.

Depois desse remate que poderia ter desbloqueado o marcador a favor dos famalicenses, viveu-se um contra-ataque constante entre ambas as equipas durante alguns minutos, onde os insulares tentaram mesmo fazer pela vida. No entanto, ao minuto 39 e depois de já ter demonstrado alguns planos com nota artística no encontro, Ivo Rodrigues, à entrada da área do CD Nacional, concretizou aquilo que Gil Dias não conseguiu poucos minutos antes. Com um belo remate e o esférico bem colocado “na gaveta” do poste da baliza de António Filipe, o jovem de 26 anos inaugurou o marcador para a equipa da casa e deu seguimento ao belo momento da época que está a atravessar.

Sem mais história até ao soar do apito para recolher aos balneários, chegou o intervalo que a equipa da Madeira estava a precisar para refrescar ideias e estratégia para o jogo (esperava-se). Manuel Machado fez Gorré e Éber Bessa entrarem em jogo, mas as alterações pareciam não surtir efeito.

Decorrendo a segunda parte, os insulares começaram a explorar o meio-campo defensivo famalicense, mas o perigo raramente espreitava para Luiz Júnior, à exceção de um lance à entrada dos 70 minutos, no qual o guardião do FC Famalicão limpou de forma exímia. Por outro lado, António Filipe ainda tinha algum trabalho, à medida que os homens da equipa da casa se aproximavam da sua grande área. Prova disso? Iván Jaime. Aos 78 minutos, o jovem jogador do FC Famalicão, no centro da área, rematou sem oposição para o fundo das redes do guardião do CD Nacional e aumentou a vantagem para os comandados de Ivo Vieira.

Em resposta ao segundo golo, apareceu o terceiro. No seguimento de um cruzamento, Fernando Valenzuela aproveitou o passe de Ivo Rodrigues e, à frente de António Filipe, colocou a bola no fundo das redes da baliza do CD Nacional. Com isto, e com a vitória do FC Famalicão praticamente garantida, lia-se que o futuro enunciado da equipa insular na próxima época passaria pela Segunda Liga.

E assim ficou. Sem grandes cerimónias, sem tempo adicional, o FC Famalicão levou de vencida e de goleada por CD Nacional. Pelos lados da equipa de Ivo Vieira, fica ainda a vontade de chegar a um lugar europeu, mas a próxima época da equipa de Manuel Machado será mesmo pela divisão inferior.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

FC Famalicão – Do minuto zero ao minuto 90, o FC Famalicão mostrou total compromisso com o jogo que estava a disputar. Apesar da manutenção já ter sido garantida, o sonho de alcançar a Europa falou mais alto e fez com que o coletivo famalicense se entregasse ao jogo e fizesse uma enorme exibição.

 

O FORA DE JOGO

CD Nacional jogadores
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Critério do CD Nacional – Mesmo tendo sido poucas as jogadas de grande perigo, pecou também por escasso o critério insular no último terço. As substituições para o setor ofensivo efetuadas por Manuel Machado também não surtiram o efeito desejado pelo técnico e nada correu conforme o desejado pelo CD Nacional, tendo, aqui, sentenciado a descida de divisão.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Na escolha do onze inicial, Ivo Vieira arquitetou um 4-4-2. Dentro das poucas alterações efetuadas, Luiz Júnior manteve-se na baliza, com a linha de quatro defesa novamente constituída por Rúben Vinagre e Diogo Figueiras nas laterais e Riccieli e Babic na zona central do setor.

No meio-campo, alinharam Pepê, Gil Dias e Ivo Rodrigues, com Manuel Ugarte a ser o elemento mais recuado do setor com o objetivo de fazer ligação com o setor defensivo aquando da primeira fase da construção de jogo.

O homem da frente escolhido por Ivo Vieira foi Alexandre Guedes, com Kraev a jogar entrelinhas de modo a propiciar a ofensiva famalicense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Júnior (6)

Rúben Vinagre (6)

Riccieli (6)

Babic (6)

Diogo Figueiras (7)

Ivo Rodrigues (7)

Manuel Ugarte (6)

Pêpê (7)

Gil Dias (7)

Kraev (6)

Alexandre Guedes (6)

 SUBS UTILIZADOS

 Heriberto Tavares (6)

Iván Jaime (7)

Fernndo Valenzuela (7)

Gustavo Assunção (6)

Neto (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para este encontro frente ao FC Famalicão, Manuel Machado montou um 3-4-3, com os laterias projetados, moldável num 4-4-2 aquando dos momentos defensivos, com o meio-campo a defender em bloco.

António Filipe foi o guardião neste duelo, com Júlio César, Pedrão e Lucas Kala garantirem as posições na linha defensiva. No setor do meio-campo, Rúben Freitas e Azouni ocuparam as laterias, com Alhassan e Rúben Micael no miolo.

Na frente de ataque, os homens de Manuel Machado que ficaram no apoio ao ponta de lança Pedro Mendes foram Brayan Riascos e João Vigário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Filipe (5)

Rúben Freitas (5)

Júlio César (5)

Pedrão (5)

Lucas Kal (5)

Rúben Micael (5)

Alhassan (5)

Azouni (5)

Brayan Riascos (5)

João Vigário (5)

Pedro Mendes (5)

SUBS UTILIZADOS

Gorré (6)

Éber Bessa (5)

Witi (6)

Rouai (5)

Rochez (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Dado o resultado conseguido e a forma como a sua equipa se apresentou em campo durante os 90 minutos, sente que esta foi uma das melhores exibições do FC Famalicão sob o seu comando?

Ivo Vieira: Já tivemos jogos bons. Hoje fizemos um jogo equilibrado, tomámos boas decisões, fomos organizados defensivamente. Não permitimos grandes oportunidades ao adversário, tivemos algumas e concretizámos três. Perante aquilo que é o campeonato, é de louvar e valorizar o trabalho e o jogo dos atletas, que foram muito competentes.

 

CD Nacional

BnR: Na entrada para a segunda parte, fez entrar Gorré e Éber Bessa. O que pretendeu necessariamente com estas duas alterações? E, dado este resultado, o que sente que faltou no jogo da sua equipa, para além, obviamente, dos golos?

Manuel Machado: Eu penso que aquilo que foi determinante foi não termos conseguido marcar primeiro. Com a vantagem do nosso lado, poderíamos ter tido a possibilidade fazer uma gestão bem diferente. Não fizemos, sofremos. Acaba por ser aquilo que leva a este resultado.