Início Site Página 11941

AA Águas Santas 23-31 Sporting CP: Leões voltam a rugir na Maia

0

Cabeçalho modalidades

A Associação Atlética de Águas Santas e o Sporting Clube de Portugal defrontaram-se esta quarta-feira, dia 22 de novembro, para um encontro alusivo à décima primeira jornada do campeonato nacional de andebol.  O Sporting partiu para a partida na quarta posição da tabela classificativa (com menos um jogo do que os rivais diretos), contando com 27 pontos. Já o Águas Santas ocupava o décimo lugar, com dezoito pontos, os mesmos que o Arsenal da Devesa e que a outra formação maiata da prova, o Maia/ISMAI.

Tendo por base os últimos cinco jogos das duas equipas, percebemos que se tratam de equipas do mesmo campeonato mas com objetivos claramente distintos: o Sporting soma cinco vitórias em cinco partidas, enquanto a formação maiata conta com três derrotas e duas vitórias. Das três derrotas, duas delas foram contra a equipa do FC Porto e do ABC de Braga.

Do lado dos Leões, a equipa orientada por Hugo Canela pretendia vingar a derrota do passado sábado contra o Motor Zaporozhye, que valeu o afastamento dos Leões da Liga dos Campeões. Foi, portanto, um Leão que ainda lambia as feridas aquele que se bateu na Maia frente ao Águas Santas. O Sporting iniciou a partida com Cudic na baliza, Carlos Carneiro a central, Frankis Carol Marzo a lateral direito, Edmilson Araújo a lateral esquerdo, Pedro Portela a ponta-direita, Felipe Borges a ponta-esquerda e, finalmente, a posição de pivô ficou preenchida por Tiago Rocha. A equipa maiata contou com António Campos na baliza, Elias António a lateral esquerdo, Pedro Cruz a central, Gonçalo Vieira a lateral direito, André Rei a ponta-direita, Rui Ferreira a ponta-esquerda e, como homem mais ofensivo, Luís Frade ocupou o lugar de pivô.

Facilmente se percebeu que o treinador da formação do Águas Santas, Rolando Freitas, pretendeu “baralhar” a defesa leonina, contando com oscilações posicionais dos seus jogadores nos momentos ofensivos da equipa. O objetivo passou por confundir e baralhar as marcações dos Leões, facilitando as penetrações na grande-área leonina por parte dos jogadores da casa. Mas essa fluidez tática e posicional só foi possível porque a equipa do Águas Santas é um conjunto bastante amadurecido, quer nos processos ofensivos quer defensivos, com bons jogadores que permitem jogadas demonstrativas de um elevado sentido de equipa e de grupo.

Contudo, apesar das investidas do Águas Santas, foi o Sporting que acabou por entrar melhor na partida. Defensivamente optou pelo seu habitual 6×0, oscilando com 5×1, colocando Felipe Borges na cobertura ao jogador maiato com posse de bola nos momentos de organização ofensiva da equipa da casa. De resto, mais uma vez, o brasileiro do Sporting esteve muito bem em vários momentos do jogo. Foi sempre muito agressivo a defender e muito eficaz. O jogo foi propício ao aparecimento das qualidades técnicas dos guarda-redes: Cudic do lado dos Leões e António Campos do lado dos maiatos, conseguiram retirar alguns aplausos das bancadas do Pavilhão do Águas Santas. Ao minuto dezasseis, assistiu-se a uma grande defesa de Cudic e a uma resposta, minutos depois (minuto dezanove), de António Campos face a remate de Carlos Carneiro.

Ao minuto treze do primeiro tempo, entra o espanhol Carlos Ruesga na equipa dos Leões, ocupando a posição de Lateral Esquerdo e, de seguida, ocupando a posição de lateral direito, mantendo-se Carlos Carneiro na posição de central. Corriam já os momentos finais da primeira parte e podia ver-se o espanhol na sua posição “de origem”, isto é, atuando como Central. O Sporting esteve sempre por cima do jogo. O placard ia denunciando isso mesmo: ao minuto quinze da primeira parte, o resultado era de 4 – 8 favorável aos Leões. Ao minuto vinte, era já de 4 – 10, ampliando para o dobro, no espaço de cinco minutos, o resultado a favor do Sporting.

Os leões conseguiram mais uma importante vitória no norte do país Fonte: Sporting Clube de Portugal - Andebol
Os leões conseguiram mais uma importante vitória no norte do país
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Andebol

Ao minuto vinte, entrou Mário Oliveira na equipa do Águas Santas, para a posição de Ponta- Esquerda. Foi também no minuto vinte que Cudic voltou a brilhar com uma uma excelente defesa, face a um remate portentoso do angolano Elias António. No minuto 22, entra Michal Kopko rendendo Tiago Rocha. Kopko entrou e amedrontou a defesa maiata, um guerreiro, um autêntico destruidor de muralhas defensivas.

Na segunda parte, os Leões continuam por cima da partida. Entrou para a formação leonina Pedro Valdés, para a posição de Lateral Esquerdo. O cubano foi protagonista de vários remates à baliza do Águas Santas, alguns deles culminando em golos indefensáveis para António Campos. Valdés entrou e deu show de andebol na Maia, afirmando a supremacia dos Leões nesta partida. Os comandados de Hugo Canela exploraram, neste segundo tempo, o contra-ataque, apanhando várias vezes a equipa maiata desconcentrada e em contra-pé. Na verdade, o Águas Santas não mostrou na segunda parte aquilo que foi na primeira: tornou-se uma equipa desconcentrada, desorientada e sem rumo à vista durante toda a segunda parte. E o marcador era como o algodão, não enganava ninguém: ao minuto onze da segunda parte, os leões venciam por 13 – 22 e aos quinze minutos do segundo tempo registava-se já 14 – 25.

Os guarda-redes continuaram a mostrar-se em bom plano nesta segunda parte. No minuto treze, acontece mais um momento de elevado recorte técnico dos guarda-redes da partida – primeiro António Campos, com uma excelente defesa face ao remate do ponta-direita leonino Pedro Portela e, na resposta, uma defesa não menos espetacular de Cudic, após um contra-ataque do Águas Santas. A partida já começava a valer a pena, não fosse pela exibição dos guarda-redes.

Os últimos quinze minutos da partida contaram com a presença de Janko Bozovic a lateral direito. O lado direito dos Leões conheceu também uma nova face nestes momentos finais da partida: entrou para o lugar de Portela, o jovem Franscisco Tavares. Entrou também nos momentos finais o guarda-redes Manuel Gaspar e, do lado do Águas Santas, a baliza era agora ocupada por Pedro Pacheco. Pacheco protagonizou mesmo uma excelente defesa ao minuto 22 após remate de Franscisco Tavares, levando aos aplausos dos adeptos afetos à equipa da casa. Manuel Gaspar ia correspondendo à chamada do outro lado na baliza dos Leões.

Em suma, a partida acabou com o resultado final de 23- 31, a favor dos Leões de Hugo Canela. Resultado justo e merecido para aquilo que ambas as equipas fizeram na partida.

Somos vice-campeões europeus de Padel!

0

Cabeçalho modalidadesO XI Campeonato Europeu de Padel disputou-se em solo português, no novo complexo de campos de Padel do Clube de Ténis Estoril. A Federeção Portuguesa de Padel voltou a candidatar-se a receber esta importante competição, que já em 2009 havia tido como palco o Estoril, tendo a seleção masculina alcançado o terceiro lugar do pódio.

A Federação Internacional de Padel premiou Portugal com mais um torneio conceituado, reconhecendo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no Padel português e o valor dos atletas portugueses.

A seleção portuguesa partiu para o evento com objectivos ambiciosos: a seleção feminina era detentora do título em disputa e ambicionava renová-lo, enquanto a seleção masculina tinha já mostrado qualidade suficiente para ambicionar o título europeu, assumindo, no entanto, o favoritismo da seleção espanhola.

A XI edição do torneio contou com a participação de 15 seleções masculinas e 12 femininas, na competição por Nações, sendo que decorreu, em simultâneo, a prova por duplas.

A seleção portuguesa de Padel trouxe para casa resultados satisfatórios Fonte: Vasco Pascoal
A seleção portuguesa de Padel trouxe para casa resultados satisfatórios
Fonte: Vasco Pascoal

Na prova por duplas, Ana Catarina Nogueira/Filipa Mendonça, que vestiam as cores de Portugal, derrotaram, numa meia final 100% portuguesa, Kátia Rodrigues/Sofia Araújo, garantindo, assim, um lugar na final, frente às espanholas Martita Ortega/Ariana Sánchez. Na final, que se antevia difícil, a dupla portuguesa cedeu, por 1-6/2-6, perante a dupla espanhola.

Na disputa inter-equipas, Ana Catarina Nogueira/Filipa Mendonça e Sofia Araújo/Kátia Rodrigues seguiam para a final com a dura missão de derrotar a dupla espanhola que tinha vencido, na vertente de duplas, as portuguesas. As atletas espanholas voltaram a levar a melhor, derrotando a seleção portuguesa por 2-0.

Assim, Ana Catarina Nogueira/Filipa Mendonça conseguiram a condição dupla de vice-campeãs europeias, num resultado que, a meu ver, apesar de saber a pouco, é satisfatório para alcançarmos a competitividade que ambicionamos e o reconhecimento internacional que merecemos.

A união foi notória e os merecidos festejos foram uma constante entre a seleção portuguesa Fonte: Vasco Pascoal
A união foi notória e os merecidos festejos foram uma constante entre a seleção portuguesa
Fonte: Vasco Pascoal

Na vertente masculina, no torneio entre equipas, o favoritismo de Paquito Navarro e Juan Martín Díaz passou da teoria à prática e, em campo, não deram hipóteses, vencendo Vasco Pascoal/João Bastos por 6-1/6-4. Álvaro Cepero e Aday Santana, dupla que venceu também a final de duplas, confirmaram o triunfo espanhol, depois de derrotarem Diogo Rocha/Miguel Oliveira por 6-2/6-4.

Assim, a seleção masculina terminou o Campeonato Europeu de Padel com o melhor resultado da história, sagrando-se, à semelhança da feminina, vice-campeã da Europa.

Estes resultados são, sem dúvida, benéficos para a construção da imagem que tem vindo a ser ambicionada pelo Padel português.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Padel

Um dominador e uma veterana a caminho de PeyonChang

Cabeçalho modalidadesA passagem da Taça do Mundo de Patinagem de Velocidade de Stavanger, na Noruega, tinha como principal atração a única aparição da corrida dos 10.000 metros nesta temporada antes dos Jogos Olímpicos de 2018 em PeyongChang.

À partida para a última manga, Erik-Jan Kooiman tinha o melhor tempo, mas tanto Ted-Jan Bloeman como Sven Kramer estiveram num nível acima e tomaram para si os dois primeiros lugares da classificação. O canadiano entrou mais forte e rapidamente foi ganhando alguma vantagem sobre o holandês, mantendo-se cerca de dois segundos adiantado durante grande parte do percurso. A oito voltas do fim, Kramer aumentou o seu ritmo e recuperou um dos segundos que tinha de atraso e, à falta de 5 voltas, passou mesmo para a frente e começou a construir a sua própria vantagem, batendo o recorde da pista e alcançando o ouro deixando Bloeman a 1,67 segundos e Kooiman a 6,16 segundos.

Ainda assim, o bom teste não será suficiente para tranquilizar o campeão do mundo da distância em 2016 e 2017, que vê Bloeman afirmar-se como o seu maior rival e tem um histórico complicado nas Olimpíadas. Em Sochi 2014, era o favorito, mas deixou-se surpreender pelo compatriota Jorrit Bergsma, e teve de se contentar com a prata. Aí, os dois primeiros estiveram tão acima da concorrência que o terceiro, Bob de Jong, mais um holandês, ficou a mais de 18 segundos da prata. Bem pior tinha sido a experiência em Vancouver 2010, quando um erro nas indicações do seu treinador o fez correr duas voltas seguidas na pista interior e ser desclassificado, de nada lhe valendo ir com um tempo de Recorde Olímpico.

Sven Kramer é, no entanto, o destacado favorito para vencer nos 5000 e 10000 metros nas Olimpíadas em fevereiro e tem tudo para juntar aos seus três ouros olímpicos anteriores e este início de temporada tem mostrado Bloeman como o único que lhe consegue fazer frente.

Apesar da veterania, Claudia Pechstein continua a conseguir bater-se com as melhores Fonte: International Skating Union
Apesar da veterania, Claudia Pechstein continua a conseguir bater-se com as melhores
Fonte: International Skating Union

 

Ora, se no lado masculino eram os 10000 metros a chamar para si toda a atenção, nas senhoras foi a vitória de Claudia Pechstein nos 5000 metros que captou o interesse de todos. Pode parecer pouco surpreendente que uma das mais bem-sucedidas patinadoras da história vença uma prova da Taça do Mundo, mas o caso muda de figura quando se trata de uma veterana com 45 anos e cuja última vitória em Taças do Mudo fora há quatro anos.

Pechstein, atualmente com nove medalhas olímpicas, cinco delas de ouro, alcançou pela primeira vez sucesso olímpico em Lillehammer 1994, há mais de 20 anos atrás. Em 2009, viu-se envolvida num escândalo com doping sanguíneo que a viu falhar Vancouver 2010 e continuar a fase descendente da carreira fruto da avançada idade. No entanto, a alemã insistiu em continuar a competir e voltaria aos grandes resultados em fevereiro deste ano, ao ser vice-campeã mundial dos 5000 metros. Agora, continua a mostrar uma grande garra e vontade de vencer que, surpreendentemente, a colocam como uma sólida candidata a uma medalha na Coreia do Sul.

Estamos ainda no início da época e os patinadores estão longe do pico de forma que querem atingir em PeyongChang, mas começam a afirmar-se os que aí quererão subir ao lugar mais alto do podium. Até lá, resta-nos estar atentos aos indicadores e, nesse campo, o domínio de Sven Kramer e o renascimento de Claudia Pechstein claramente não podem passar despercebidos.

Foto de Capa:International
Skating Union

Juventus FC 0-0 FC Barcelona: Um jogo muito técnico mas com pouco entusiasmo

Cabeçalho Futebol InternacionalA quinta jornada da fase de grupos da liga dos campeões juntou Barcelona e Juventus em casa da Juve para a disputa do primeiro lugar. Com mais 3 pontos que a Juventus o Barcelona só precisava de um empate para assegurar o apuramento para a próxima fase do torneio e conseguiu. Um jogo que contou com Lionel Messi no banco que entraria na segunda parte por Deulofeu. Toda a partida foi muito equilibrada, sendo que existiram poucas, mas boas oportunidades para ambas as equipas.

Numa disputa para ver qual a equipa que mais se sobrepunha, o jogo ficou meio estagnado com as equipas a anularem-se por completo. O mesmo número de cruzamentos, o mesmo número de dribles, o guarda-redes do Barcelona obrigado mais vezes a intervir, mas o Barcelona com mais desarmes e com mais 13% de posse de bola que a Juventus. No entanto, a Juventus incidiu sempre com uma pressão muito alta no meio campo do Barça e mostrou que estava ali efetivamente para ganhar.

A tecnicidade das equipas, a maneira como os jogadores liam a jogada e conseguiam antever lances, provam que o jogo foi muito estudado e muito trabalhado fora de campo. Os defesas do Barcelona foram muito eficientes, especialmente Nelson Semedo, que conseguiu criar alguns lances mais sugestivos. Um meio-campo competente, sem comprometer e a fazer uma boa gestão da “redondinha”, e um ataque adormecido definiram a equipa do Barcelona.

Por outro lado, a Juventus com uma defesa completamente inviolável, contava com um meio campo mais desorganizado em que os atributos individuais dos jogadores e um estilo de futebol mais direto e longo primorava, o ataque em todo o caso era mais ameaçador, sendo que, muito devido a Dybala o jogo ficava mais animado e imprevisível.

Fonte: Juventus FC
Fonte: Juventus FC

Resultado justo, foram duas equipas de valor e qualidade similares e que foram capazes de se defrontar de igual para igual. Com este resultado, beneficiou o Sporting CP, uma vez que já só se encontra a um ponto da Juventus e sonha assim ainda com a qualificação para a próxima fase.

Keaton Parks: New kid on the block

0

sl benfica cabeçalho 1

A juventude é uma coisa linda. Juro que não estou a ser irónico ou sarcástico e que tudo aquilo que vou dizer tem alta quantidade de honestidade. A juventude é das melhores coisas deste mundo. A vida passa-nos ao lado, mas pela positiva.  Sentimo-nos capazes de tudo, de ir contra o mundo e as hipóteses de sermos bem-sucedidos a médio prazo são elevadas.  Agora, para efeitos desta crónica, será esse o caso de Ketaon Parks?

Keaton tem um defeito, ou não, consoante a evolução da modalidade e dele próprio: o facto de ser norte-americano. O Futebol, aquele que se joga, de facto, com uma bola e que é mais velho do que aquela espécie de<em> wrestling</em> com postes e uma “bola”, não é dos desportos mais famosos nos Estados Unidos. Está em crescimento e a eventual ida de Ronaldo para a MLS, na próxima temporada, vai aumentar a popularidade do desporto. Mas quando pensamos em futebol os EUA, não são o primeiro país a vir-nos à cabeça.

Contudo, Keaton ainda tem o tal factor da juventude, devido aos 20 anos, a seu favor. É preciso recordar que o Benfica não tem um grande historial com norte-americanos – basta lembrar Freddy Adu, mas casos não são casos.

Será Keaton Parks top ou flop? Fonte: SL Benfica
Será Keaton Parks top ou flop?
Fonte: SL Benfica

Keaton estreou-se pela equipa principal do Benfica no jogo da Taça de Portugal, em casa, frente ao Vitória de Setúbal. Entrou para o lugar do meio adormecido Pizzi. Antes de ter chegado aos relvados da Luz, Keaton passou pelo Liverpool Warriors, nos EUA, veio para os juniores do Varzim, e, no começo desta temporada, deu o salto para o Benfica B e, depois, a já mencionada estreia frente aos sadinos.

É preciso dizer que se viu pouco deste jovem americano. Não teve assim tanto tempo em campo: esteve 21 minutos em campo, mas, do que deu para apreciar, está lá qualquer coisa. É dele o passe que desmarca Cervi que à segunda tentativa vai encontrar Krovinovic para o 2-0 do Benfica. Esteve bem nesse momento, mas e mais? Houve mais? Não. Atenção: num jogo daqueles, partido e com um Setúbal aguerrido, ia ser sempre complicado entrar e espalhar magia no imediato e, com apenas 21 minutos dentro das quatro linhas, para um miúdo de 20 anos em estreia, as coisas nem sempre saem bem, seja por nervosismo ou receio.

O facto é que estes jogos da taça servem precisamente para aquilo que Rui Vitória disse no final da partida: “para alguns agarrarem as oportunidades”. Keaton deu boas indicações, dentro das poucas, no tempo que esteve em campo. Logo, na lógica de Vitória, aproveitou a oportunidade.

Agora, importa saber se é oito ou oitenta. Se é um que se viu uma vez, parecia poder dar jogador, mas depois acaba aos 28 a jogar num Feirense desta vida. Ou se, pelo contrário, é uma espécie de Diogo Gonçalves 2.0 e dá logo o salto para o 11. O raciocínio normal seria ele ir entrando aos poucos a ver se rendia, mas neste Benfica nada é como esperado.

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Sporting CP 3-1 Olympiacos FC: Esperança verde-e-branca mantém-se intacta

sporting cp cabeçalho 2

 O Sporting CP venceu esta noite o Olympiacos FC por 3-1, na quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, garantindo assim o apuramento para a Liga Europa e mantendo viva a esperança para chegar aos oitavos de final da Liga Milionária, decidida na próxima jornada. Como era de esperar, a equipa leonina entrou em campo com muitas alterações face ao último jogo, de menor exigência, contra o Famalicão, com Jorge Jesus a fazer alinhar o seu melhor onze: os regressos de Mathieu, Bruno Fernandes ou William Carvalho foram óbvios, dada a importância da partida desta noite, que definiria o destino europeu dos “leões”.

E o destino poderia ter ficado traçado bem cedo! Logo ao primeiro minuto, no primeiro lance de perigo do encontro, bola no poste da baliza do Olympiacos: Gelson Martins apareceu solto na direita, cruzou atrasado, e na segunda vaga Rodrigo Battaglia atira ao ferro da baliza de Silvio Proto, que ainda toca na bola com uma fantástica defesa. Na recarga, aconteceu depois o impossível, com Bas Dost, de baliza escancarada, a atirar por cima. Um erro que, a este nível, pode valer imenso.

Bruno Fernandes tentou corrigir a falha aos quinze minutos, mas teve o mesmo destino. Bas Dost assistiu na perfeição o português, mas este, na cara de Proto, tentou colocar demasiado o remate cruzado, e a bola acabou por sair por cima. Eram já duas grandes ocasiões para o Sporting, mas ambas mal aproveitadas. Ainda assim prevalecia o domínio completo dos “leões”, com o Olympiacos a criar perigo pela primeira vez ao minuto vinte, por Pardo, e num remate que não assustou Rui Patrício.

A partir daqui, a partida complicou: o Sporting desmotivou depois dos lances desperdiçados e o jogo ficou partido, aborrecido, intercalado entre perdas de bola da equipa portuguesa e contra-ataques infrutíferos dos gregos. O Estádio José de Alvalade só despertou aos quarenta minutos e por bons motivos, em dose dupla: de um momento para o outro, em três minutos, a equipa leonina marcava duas vezes e quase carimbava a manutenção europeia. Primeiro foi Bas Dost, à “matador”, a encostar para o fundo da baliza do Olympiacos, após assistência de Gelson Martins; e praticamente na jogada seguinte marcava Bruno César, num lance de insistência do ataque verde-e-branco, a atirar fulminante para as redes defendidas por Proto.

Apesar de uma primeira parte irregular, o Sporting ia para o intervalo a vencer com justiça por 2-0, depositando agora as suas esperanças num golo catalão que surgisse em Turim, no jogo entre a Juventus e o Barcelona, para ainda ter hipótese de passar aos oitavos de final da Liga dos Campeões.

O momento dos festejos do primeiro golo leonino Fonte: Bola Na Rede
O momento dos festejos do primeiro golo leonino
Fonte: Bola Na Rede

Para tentar alterar o rumo dos acontecimentos, Takis Lemonis fez entrar, no início da segunda parte, Sebá no lugar de Carcela-González, ambos jogadores com passagens pelo campeonato português. Apesar da mudança tática no lado visitante, o Sporting foi quem entrou melhor em campo, tentando dilatar a sua vantagem no marcador, através de ataques rápidos pelo lado direito conduzidos pelo irrequieto Gelson Martins, mas o terceiro tento não chegou a surgir. André Pinto, ao minuto 57 e após livre indireto marcado por Bruno César, esteve muito perto de poder celebrar o primeiro golo oficial pelos “leões”, contudo o seu cabeceamento não levou o destino desejado pelos adeptos. Olympiakos teve a sua primeira oportunidade num livre ao minuto 65, por intermédio de Engels, mas sem grande dificuldade para Rui Patrício. A equipa da casa logo a seguir fez o terceiro golo: na sequência de um canto batido por Bruno Fernandes, Bas Dost bisou no encontro e praticamente sentenciou a partida.

O Sporting parecia não querer abrandar o ritmo de jogo, e voltou a ameaçar as redes de Proto, desta vez por Mathieu, num livre direto ao minuto setenta, que fez a bola beijar a malha superior da baliza do conjunto grego. O desperdício verde-e-branco ia imperando no campo, visto que a equipa comandada por Jorge Jesus não sabia aproveitar da melhor forma as oportunidades que conseguia criar: ao minuto 74, Bruno Fernandes falhou uma bela ocasião para fazer o 4-0, após um bom trabalho individual dentro da área grega.

O Olympiacos ainda conseguiu reduzir a diferença no marcador à entrada dos últimos minutos do jogo, com o golo a ser apontado por Vadis Odjidja, assistido pelo português Diogo Figueiras, embora não tenha sido mais do que um “golo de honra”, uma vez que o Sporting não tremeu como no jogo na Grécia.

O árbitro apitou pouco depois para o final do encontro, e o Sporting garantiu a manutenção nas provas europeias. A equipa treinada por Jorge Jesus ainda mantém as esperanças intactas em qualificar-se para os oitavos da Liga dos Campeões, já que a Juventus e o Barcelona empataram a zero no Allianz Stadium. Desta forma, os “leões” estão em terceiro lugar, com sete pontos, com os italianos em segundo, com oito pontos.

UEFA Futsal Cup, Dia 1: Sporting e Zagreb com vitórias sofridas

0

Cabeçalho modalidadesO Sporting CP começou da melhor maneira a Ronda de Elite da Uefa Futsal Cup, ao vencer a equipa belga do FP Halle-Gooik por 3-2.

A equipa leonina dominou por completo a primeira parte, com os belgas do Halle-Gooik a conseguirem fazer apenas um remate à baliza defendida por Marcão nos primeiros 20 minutos de jogo. E foi precisamente o guardião do Sporting que fez o único golo da primeira parte, com um forte remate, quando faltavam pouco menos de sete minutos para o intervalo. No lance seguinte ao golo, a equipa belga criou o seu único lance de perigo, com o remate de Thiago Bissoni a passar a milímetros do poste.

A equipa belga apareceu mais atrevida na segunda parte, e nos quatro primeiros minutos já tinha conseguido dois remates perigosos, ambos bem resolvidos por Marcão. Aos cinco minutos da segunda parte, o Sporting fez o 2-0 após boa abertura de Deo, que descobriu Divanei à entrada da área.

Caio Japa faz o 3-0 num bom remate, a nove minutos do fim, após interceptar um passe de Tiago Carpes. Pouco tempo depois, Gréllo rematou uma bola ao poste, dando sinal que a equipa belga não veio a Lisboa passear.

Marcão foi o primeiro a faturar pelo Sporting CP Fonte: Número f
Marcão foi o primeiro a faturar pelo Sporting CP
Fonte: Número f

Os últimos cinco minutos foram o melhor exemplo disto, com Juan Zamora, treinador da equipa belga, a apostar no guarda redes avançado, e a verdade é que a equipa belga marcou pouco depois por Bissoni. A pressão da equipa forasteira aumentou ainda mais, conseguindo novamente marcar, mas a apenas oito segundos do final, por intermédio do português Leitão, que fez os cerca de 20 adeptos da equipa belga celebrar.

Vitória justa dos leões, que perceberam que não vão ter a vida facilitada para chegar às quatro equipas finais da competição. O próximo adversário dos leões é o Nacional Zagreb, num jogo que pode definir quem passa à próxima fase.

Nuno Dias era um treinador satisfeito no final do jogo, e quer mostrar, no jogo contra o Zagreb,  que é a equipa mais forte do grupo, mas relembrou que só dentro de campo é que se prova a superioridade. Já o treinador dos belgas lamentou que o jogo não tivesse mais dois minutos, mas ficou muito satisfeito com a exibição dos seus jogadores.

Borussia Dortmund: Demasiadas expetativas

0

Cabeçalho Liga Alemã

 

Com os feitos desportivos alcançados nos últimos anos, mais o mediatismo da sua massa adepta, o Borussia Dortmund tornou-se, com mérito, um dos clube mais populares na Europa. Mesmo perdendo, nas últimas épocas, jogadores fulcrais para o rival Bayern Munique, como Lewandowski, Gotze, ou Hummels, o Dortmund conseguiu sempre ter plantéis competitivos, ganhando, ao longo dos anos, a fama de um clube simpático, que lutava em várias frentes com muito menos recursos que outros clubes de elite europeus.

No entanto, todo este reconhecimento trouxe expetativas. E, no caso da equipa alemã, os sucessivos segundos lugares no campeonato, mais as derrotas em fases adiantadas da Liga dos Campeões, parecem ter provocado um grande desgaste, sobretudo nos jogadores.

A constante pressão de adeptos e comunicação social, que atribuíram ao Borussia a responsabilidade de ombrear com o Bayern Munique, e, eventualmente, conquistar os títulos que lhe permitissem afirmar-se de vez como um grande, foi contraproducente, e impediu que a equipa tivesse a tranquilidade necessária nos momentos decisivos.

O exemplo mais recente disso mesmo aconteceu esta época. Com o mau início de campeonato do Bayern, o Dortmund isolou-se no comando da Bundesliga. Quando confrontada com a possibilidade de ter o caminho aberto para o título, a equipa tremeu, os resultados começaram a piorar, e foi notório que não tem, como conjunto, a qualidade precisa para agarrar as oportunidades de se tornar em mais do que a segunda melhor equipa alemã.

Atualmente, o BVB ocupa o 5º lugar do campeonato, a já nove pontos do líder Bayern. Na Liga dos Campeões, ocupa o 3º lugar do seu grupo.

 

A época não tem estado a correr bem ao Dortmund Fonte: Borussia Dortmund
A época não tem estado a correr bem ao Dortmund
Fonte: Borussia Dortmund

A ascensão do RB Leipzig a clube de topo na Alemanha tem tornado a situação mais difícil para a equipa do Westfalenstadion.

O projeto desportivo do Dortmund, assente na contratação de vários jovens talentos, e na formação de uma grande equipa, com o desenvolvimento dos mesmos, é uma boa alternativa face à menor disponibilidade para grandes gastos por parte do clube.

No entanto, com a subida do Leipzig à Bundesliga, um clube também com um plantel composto, na sua grande maioria, por jogadores jovens de grande qualidade, para além de um forte apoio financeiro, o Dortmund perdeu um pouco do seu espaço. O seu estatuto de segundo clube alemão, intocável durante anos, era um fator essencial para o Borussia ter tempo e calma para ambicionar algo mais. Com isso ameaçado, surgiram os primeiros sinais de instabilidade. Perante isto tudo, é óbvio que o rumo que o clube está a levar seja questionado.

Por um lado, os jogadores começam a não olhar para o BVB como uma equipa vencedora. E, portanto, as suas principais figuras poderão querer rumar a outros clubes.

Por outro, a massa adepta, incansável no seu apoio, vê que o seu esforço não é refletido dentro de campo. Com os resultados a não aparecer, vai-se acumulando alguma frustração nos adeptos.

É difícil apontar culpados para a série negativa do Borussia Dortmund. O clube parece, sobretudo, ser vítima de uma situação algo complexa. Talvez erradamente classificados como estando ao nível do Bayern Munique, a equipa do Noroeste da Alemanha viu os seus falhanços em estabelecer-se como a equipa dominante na Bundesliga adjetivados como um fracasso.

É mais verdadeiro dizer que o Dortmund se aproximou ao máximo dos seus rivais, e que, no seu auge como equipa, não foi um conjunto de topo, mas sim uma equipa que, num dia bom, e no seu reduto, podia fazer frente a qualquer adversário. Como tal, é justo valorizar o trajeto que o clube tem feito. A consistência com que se têm batido, a nível interno e europeu, é de assinalar, e o facto de saírem mais vezes derrotados do que vencedores é apenas uma consequência de desafiarem os maiores emblemas da Europa.

Pode ser que, se adeptos e direção conseguirem baixar os seus níveis de exigência, o Borussia encontre a tranquilidade para se reerguer, e, sem exageros e euforias, possa ambicionar voltar a conquistar títulos.

Foto de capa: Borussia Dortmund

CSKA Moscovo 2-0 SL Benfica: até para o ano, Europa

sl benfica cabeçalho 1

Mais uma quarta-feira, mais um dia de Liga dos Campeões, mais uma derrota para o Benfica. Com Eliseu, André Almeida e Filipe Augusto no onze inicial, o Benfica foi a Moscovo em busca da primeira vitória na fase-de-grupos que ditava ou não o afastamento das competições europeias, frente a um CSKA que lutava pela permanência na liga milionária.

A equipa russa começou por cima e o primeiro golo chegou logo aos 13 minutos. Nada de surpreendente, ainda que o golo tenha sido irregular.   Após constantes pressões na área dos ‘encarnados’, Schennikov desmarcou-se à entrada da área e não hesitou em colocar a bola na baliza de Varela, depois de passar por Jardel. Os homens do Benfica preferiram ficar a pedir fora-de-jogo, enquanto Schennikov teve tempo de fazer o que quis.

Com temperaturas negativas, o jogo ainda estava a aquecer e o Benfica não se deixou abater assim que os russos abriram o marcador. Houve logo uma grande oportunidade por parte de Jonas, que falhou um cabeceamento depois de um cruzamento de Diogo Gonçalves pela esquerda. Foi a única oportunidade de golo clara dos portugueses na primeira parte.

A equipa de Rui Vitória ia, no entanto, mostrando sérias dificuldades em travar os avanços do CSKA a partir do meio-campo. A equipa da casa ia tendo mais posse de bola e, motivada pelo golo célere, ia continuando a pressionar alto. Tanto que, aos 27 minutos, quase fez o segundo golo. Valeu Varela, que defendeu o remate forte de Dazgoev.

O Benfica somou a sua quinta derrota na Liga dos Campeões e está fora das contas Fonte: SL Benfica
O Benfica somou a sua quinta derrota na Liga dos Campeões e está fora das contas
Fonte: SL Benfica

A diferença de qualidade e de velocidade entre CSKA e Benfica era mais do que evidente. O CSKA avançava e deixava sempre os jogadores do Benfica para trás, enquanto as ‘águias’ não eram sequer capazes de fazer mais do que três passes consecutivos. O Benfica ia para o intervalo a perder e precisava de fazer, no mínimo, dois golos na segunda parte e de não sofrer mais nenhum para poder continuar a sonhar com a Europa.

O Benfica veio do balneário com Cervi no lugar de Diogo Gonçalves. Sem grandes perigos até aos 55 minutos, surgiu o segundo golo do CSKA. O Benfica ditou a própria sentença e Jardel marcou na própria baliza. Num lance confuso, a bola bateu no defesa brasileiro depois de um remate de Vitinho junto ao primeiro poste. Estava feito o 2-0. O cenário não era nada animador e os jogadores já não acreditavam. O CSKA não estava a ser demolidor; o Benfica é que não mostrava ideias nem criatividade técnica. Mostrava, aliás, medo dos russos. Parecia tudo decidido. O Benfica sentiu muito o segundo golo e o CSKA estava confortável e ia fazendo o seu papel sem grandes pressas ou sobressaltos.

Depois de um resto de segunda parte muito morno, o apito final ditava o adeus do Benfica às competições europeias, que fazia um penta de derrotas na Liga dos Campeões, assinalando a pior prestação de sempre do clube nesta prova. De notar que o guarda-redes do CSKA não terminava um jogo da Champions sem sofrer golos há 11 anos. Este Benfica foi claramente o pior cabeça de série que disputou (ou que tentou disputar) a taça ‘orelhuda’.

Lendas do “Universo” Portista: Vítor Hugo

0

fc porto cabeçalho

Vítor Hugo Barbosa Carvalho da Silva, nascido na cidade de Espinho em 1963, é provavelmente um dos nomes mais sonantes da história do hóquei em patins em Portugal e, indubitavelmente, do seu clube do coração, o FC Porto. Ao serviço dos azuis e brancos, Vítor Hugo conquistou nada mais nada menos do que oito Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal, oito Supertaças de Portugal, duas Taças dos Campeões Europeus, duas Taças das Taças e uma Supertaça Europeia.

Foi na época de 1979/80, com apenas 16 anos de idade, que Vítor Hugo se estreou pela equipa principal do FC Porto, clube pelo qual alinhou durante grande parte da sua carreira enquanto hoquista. Nos ringues, desde cedo, se percebeu que a sua elegância enquanto patinador e a sua habilidade com o stick criavam momentos de verdadeira magia. Vítor Hugo empolgava os adeptos com o seu talento e irreverência, sendo que dessa combinação resultavam golos…muitos golos! Tendo sido por três vezes o melhor marcador do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins não era, ainda assim, só no clube que a genialidade de Vítor Hugo andava à solta.

Ao serviço da Seleção Portuguesa, pela qual cumpriu um total de 122 internacionalizações (pela equipa sénior), o espinhense apontou um total de 195 golos tendo conquistado um Campeonato Europeu de Juniores, dois Campeonatos Europeus de Seniores, um Campeonato do Mundo e dois Campeonatos dos Jogos Mundiais. Em 1987, no Campeonato Europeu de Hóquei em Patins disputado em Oviedo, já enquanto “capitão” da Seleção Portuguesa, Vítor Hugo foi o melhor marcador da competição e, verdadeiramente levou a equipa às costas até à vitória final: marcou golos em todos os jogos disputados e, para além das brilhantes exibições, contabilizou um total de 25 golos apontados (quase metade do total da equipa).

Após abandonar os ringues, Vítor Hugo teve uma carreira prestigiante enquanto treinador Fonte: Flickr
Após abandonar os ringues, Vítor Hugo teve uma carreira prestigiante enquanto treinador
Fonte: Flickr

Ao serviço do FC Porto o jogo mais marcante para Vítor Hugo terá sido, provavelmente, o da segunda mão da final da Taça dos Campeões Europeus, disputada em 1986 frente ao ASD Hockey Novara. Jogando em Itália, na casa do adversário, a equipa então orientada por Cristiano Pereira perdia ao intervalo por 5-1. Porém, com uma 2ª parte extraordinária, na qual Vítor Hugo contribuiu com dois golos apontados, o FC Porto logrou virar o resultado para 7-5 e sagrar-se assim campeão europeu de hóquei em patins. A exibição de Vítor Hugo fora tão convincente que o ASD Hockey Novara acabaria por contratá-lo, na época seguinte, para disputar o campeonato italiano. Por lá o hoquista só esteve durante uma temporada (1987/88), mas tal seria o suficiente para conquistar o Campeonato e a Taça de Itália, bem como para ser considerado o melhor jogador do ano.

A carreira de Vítor Hugo terminou cedo, em 1991-92, e foi o próprio quem, anos mais tarde, afirmou ter ficado a dever pelo menos cinco anos ao hóquei em patins enquanto jogador. Como treinador, carreira que abraçou desde cedo, ao serviço do FC Porto Vítor Hugo viria a conquistar uma Taça de Portugal, uma Supertaça de Portugal e uma Taça CERS. Já no cargo de selecionador, Vítor Hugo conduziria a equipa das quinas à conquista do Campeonato do Mundo (2003), à vitória nos Jogos Mundiais e a um honroso 2º lugar no Campeonato Europeu.

Sendo um dos atuais Vice-Presidentes da Direção do FC Porto, Vítor Hugo é uma verdadeira glória no clube por tudo aquilo que fez enquanto atleta, treinador e dirigente. A sua obra tem sido amplamente reconhecida e, por tal, este foi já agraciado com dois “Dragões de Ouro”. O nome de Vítor Hugo faz parte do imaginário de qualquer adepto do clube e este é, por direito próprio e sem margem para dúvidas, uma das maiores lendas do Universo Portista!

[ot-video type=”youtube” url=”https://www.youtube.com/watch?v=M0n1XHO7awM”]

Foto de Capa: Blog “Paixão pelo Porto

Artigo revisto por: Beatriz Silva