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FC Porto B: Dois jogos para vencer e fugir à despromoção

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No passado domingo, o FC Porto B voltou novamente à zona de despromoção ao perder com o Leixões SC, no Estádio do Mar, por 2-0, jogo este a contar para a 32.º ronda da Segunda Liga. Para aqueles adeptos portistas que pouco ou nada acompanham o FC Porto B, lanço o desafio de voltarem atrás e verem o jogo do passado domingo frente ao Leixões SC: ao fitarmos o nosso olhar apenas para o resultado podemos tirar conclusões precipitadas sobre a equipa que, por vezes, não são reais.

Pretendo com isto referir que nem sempre o resultado traduz o que realmente foi o jogo em si, e, o FC Porto B, é um espelho disso.

A título de exemplo, no confronto com o Leixões SC, os dragões dominaram o encontro do início ao fim, no entanto, era o típico jogo onde a bola não entrava dentro da baliza. O avançado brasileiro, Igor Cássio, ainda colocou a bola no fundo das redes da baliza adversária, mas o lance foi anulado após o árbitro interpretar que o avançado dos dragões fez falta sobre o defesa do Leixões SC, Brandon, decisão esta que gerou alguma polémica no seio dos adeptos portistas que não concordaram com a existência de uma falta.

O treinador do FC Porto B, António Folha, também se revelou indignado aquando da falta assinalada, alegando que “há que por a mão na consciência, o que está a acontecer não é normal”, palavras proferidas na conferência de imprensa pós-jogo.

Cada um tem a sua opinião e interpretação sobre os lances polémicos ao longo da época ou sobre a qualidade de jogo da equipa, todavia, de momento, o que realmente conta é o ponto crítico a que o FC Porto B chegou: a faltar dois jogos para o término do campeonato, os “dragões do Estádio Municipal Jorge Sampaio” encontram-se na zona de despromoção, no 17.º lugar, com 29 pontos conquistados.

Na penúltima jornada da competição, o FC Porto B recebe o atual 4.º classificado, o CD Feirense. Já na última jornada da Segunda Liga, os azuis e brancos defrontam o seu maior rival, o SL Benfica B, no Caixa Futebol Campus.

Creio então que chegou a altura de fazer uso de uma estratégia já utilizada no decorrer da época: utilizar ainda mais jogadores da equipa A, que têm poucos minutos na equipa principal, de forma a potencializar ainda mais o plantel para estes dois últimos confrontos que valem a permanência na Segunda Liga.

No entanto, percebo que, nesta fase da época, trata-se de uma escolha difícil de se fazer: após perder o título para o Sporting CP, e, após a saída de Moussa Marega, o FC Porto encontra-se a preparar, de certa forma, a próxima época ao dar mais minutos a jogadores como Evanilson, Romário Baró e Fábio Viera, (que fizeram alguns jogos na segunda equipa) utilizados no jogo contra o SC Farense.

FC Porto B
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

É certo que o FC Porto se encontra ainda a disputar o 2.º lugar da Primeira Liga com o SL Benfica, no entanto, creio que há jogadores que podem ser utilizados nestes dois últimos jogos decisivos da equipa secundária. Para além de Malang Sarr e Carraça, jogadores do plantel principal, Cláudio Ramos, Marcano, Nanu, Loum, Felipe Anderson e até o próprio Francisco Conceição, podem ser alguns dos jogadores a serem utilizados contra o CD Feirense e o SL Benfica B.

É importante ainda salientar que com esta “estratégia” não quero dizer que o plantel do FC Porto B não tem qualidade suficiente para garantir a manutenção. Pelo contrário, há jogadores que na próxima equipa podem ter oportunidades na equipa A, como é o caso de Danny Loader, Pedro Justiniano, Rodrigo Conceição e de tantos outros.

SL Benfica 82-95 Sporting CP: Quem soube ser equipa chegou à final

A CRÓNICA: A DEFESA FEZ A DIFERENÇA

Com apenas uma vitória a faltar para conseguir alcançar a final do campeonato nacional de basquetebol, o Sporting CP deslocou-se ao Pavilhão Fidelidade… para defrontar, mais uma vez, o SL Benfica. Depois de duas vitórias, os leões esperavam vencer as águias, enquanto os encarnados queriam dar a volta à série de resultados.

Como o melhor exemplo a ser dado para transmitir a vontade de vencer de ambas as equipas, o primeiro período foi a melhor demonstração possível. Um verdadeiro espetáculo de lançamentos de três pontos, onde, com apenas três minutos de jogo decorridos, já tinham caído sete triplos nos cestos de ambas as equipas – onde, neste duelo, até então, vencia o SL Benfica por cinco lançamentos concretizados contra dois do Sporting CP.

O showdown de triplos foi permanecendo até ao final, com Travante Williams a fechar os primeiros dez minutos da mesma forma que estes decorreram: com mais um lançamento exterior a cair certeiro ao soar da buzina. Com o resultado a ditar um 26-31, o Sporting CP seguia em vantagem no encontro.

À entrada para o segundo quarto, Carlos Lisboa renovou totalmente o cinco que se encontrava na quadra e estava a jogar totalmente no limite. Os leões entraram num momento algo descontraído que o SL Benfica aproveitou para conseguir dar a volta ao marcador.

O tempo foi passando e o Sporting CP foi crescendo na partida, também devido ao jogo faltoso de dois jogadores das águias que Carlos Lisboa se viu obrigado a poupar – Cameron Jackson e Nic Moore. O SL Benfica tentou tornar o jogo mais rápido, à chegada do intervalo, mas diz-se que a rapidez é inimiga da perfeição. Recolheu-se aos balneários e o Sporting CP continuava na frente do marcador por dez pontos e vencendo por 42-52.

No retomar da partida, o Sporting CP trouxe a confiança como sixth man enquanto que o SL Benfica foi esmorecendo ao longo do tempo. Depois da rapidez ser inimiga da perfeição, os inimigos dos encarnados foram crescendo e tinham dois nomes: defesa e individualismo. O terceiro período revelou a grande diferença entre o SL Benfica e o Sporting CP: o ser equipa. As águias pareciam estar perdidas em campo, sem qualquer rumo, num jogo que poderia sentenciar a época.

A moral encarnada baixava e a vantagem leonina aumentava. Uma vantagem de dez pontos passou a ser de 26, com o marcador a ditar um 56-82 e o Sporting CP com um pé na final do campeonato.

Faltavam apenas dez minutos para concretizar o quase inevitável, mas a formação de Carlos Lisboa ainda tentou refutar os acontecimentos. Arnette Hallman foi uma das principais figuras a nível ofensivo das águias, mas não foi o suficiente para conseguir parar a armada verde e branca. Soou a última buzina e o Sporting CP de Luís Magalhães voltou, desta forma, à final do campeonato nacional de basquetebol, depois de vencer o derby frente ao SL Benfica por 82-95 e levar a melhor na série, por 3-0. O seu adversário, e consequente segundo finalista, virá do encontro entre o FC Porto e o Imortal.

 

A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Sporting CP – Seria o jogo mais importante da série e uma grande prova de fogo que o Sporting CP passou com distinção. Com os primeiros dois períodos algo equilibrados, a confiança surgiu ao intervalo e seguiu até ao final. Luís Magalhães trabalhou da melhor forma a sua equipa que conseguiu vencer o derby, sem qualquer margem para dúvidas.

O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Defesa do SL Benfica – Até ao intervalo, a única grande lacuna encontrada no jogo do SL Benfica seria Bryce Alford aquando dos momentos defensivos, mas, depois do intervalo, passou a ser um mal comum. Naquele que é um dos momentos mais importantes do jogo, o SL Benfica encontrava-se à deriva e foi um dos grandes fatores que levaram à derrota tão pesada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Com o melhor cinco à sua disposição, Carlos Lisboa levou a sua equipa a jogo na procura incessante pela vitória. Nic Moore dificultou o processo ofensivo habitual do SL Benfica, por ter sido bastante agressivo ainda na primeira parte do encontro, arrecadando um número elevado de faltas.

O técnico das águias teve de estruturar a equipa de outra forma para travar o base titular de ser expulso da partida. Depois de tentar fluir da melhor forma o ataque, tornando-o rápido, passaram para a temporização após as transições e a vantagem de estatura de Cameron Jackson e Arnette Hallman.

Nos momentos defensivos, as águias partiam para a defesa individual a campo inteiro, onde a maior lacuna era Bryce Alford – forte no ataque, fraco na defesa. Só no final do terceiro período, a defesa passou a ser à zona. 

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller (6)

Eric Coleman (7)

Nic Moore (5)

João “Betinho” Gomes (7)

Bryce Alford (6) 

SUBS UTILIZADOS 

Fábio Lima (5)

Tomás Barroso (5)

Rafael Lisboa (7)

Arnette Hallman (8)

Cameron Jackson (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A rapidez e fluidez ofensiva do Sporting CP foi imagem de marca de Luís Magalhães. A nível mais individual com influência coletiva, existiu foco na estatura de Fields, aquando dos ressaltos e luta debaixo do cesto, e na deficiência de Alford a defender.

Outra grande influência adveio de James Ellisor no um contra um, privilegiando a técnica do jogador e vantagem frente ao seu defensor.

Nos momentos defensivos, os leões recorreram a uma defesa em campo inteiro, com marcação individual cerrada.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Travante Williams (9)

John Fields (7)

Diogo Ventura (8)

João Fernandes (6)

James Ellisor (7) 

SUBS UTILIZADOS

 Francisco Amiel (-)

Shakir Smith (6)

Claudio Fonseca (5)

Diogo Araújo (6)

Pedro Catarino (-)

Micah Downs (7)

«As minhas características não são feitas para uma liga, são feitas para marcar golos» – André Silva ao Bola na Rede

Os números mostram que, por direito, André Silva é um dos pontas de lança do momento no futebol europeu. Na Bundesliga, o avançado do Eintracht Frankfurt FAG vinha estando envolvido na luta atroz pelo título de melhor marcador com Robert Lewandowski e Erling Haaland. O português, a duas jornadas do fim do campeonato alemão, leva 25 golos, os mesmos que o jogador do Borussia Dortmund, e, não fossem os 39 de Lewa, bem que poderia ter esperanças de ficar com esse título para si.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

Bola na Rede: Grande parte dos golos que marcas são conseguidos ao primeiro toque. Vês isso como uma limitação no teu jogo ou como um reflexo das tuas características enquanto ponta de lança mais puro?

André Silva: É a minha forma de tentar que as coisas saiam bem. Já tive em várias equipas, vários clubes, com vários treinadores e é o que me permite agora adaptar às circunstâncias e tentar fazer o melhor. Sei a maneira como nós jogamos no Eintracht, sei como é que os jogadores são, sei como é que a equipa funciona, sei qual é o meu trabalho e em que é que posso ajudar mais a equipa. Se visse isso como uma limitação, estaria errado. Acho que é a coisa mais difícil de se fazer e que pode tornar o jogo mais simples é o primeiro toque. Por isso, se os golos foram dessa forma, sinto-me feliz e contente por esse feito. Não é fácil, com o primeiro toque, meter a bola sempre onde se quer, com a bola parada ou controlada é muito mais fácil. É impossível ver isso como uma limitação, mas sim como um ponto forte. O importante é adaptar-me às circunstâncias e perceber de que forma consigo fazer o meu melhor, que é marcar golos. Se as coisas correm bem dessa forma é o que tento fazer.

Bola na Rede: Na forma de jogar deste Eintracht Frankfurt, és muitas vezes poupado ao jogo de apoios frontais e acabas por fixar a linha defensiva, abrindo espaço para serem outros colegas a desempenharem essa missão. Que benefícios é que isso traz ao teu jogo?

André Silva: Não são os benefícios que traz ao meu jogo, mas são os benefícios que traz ao Eintracht. Não há muitos jogadores que façam movimentos à profundidade. Se eu fosse buscar a bola mais atrás, permitia à outra equipa que subisse mais, que fechasse mais espaços e que nós não conseguíssemos chegar lá à frente. Uma coisa que isso me pode trazer a mim é estar mais perto da baliza ou, nos movimentos que faço, aparecerem poucos jogadores para me tentarem tirar a bola, visto que estão todos preocupados com a bola.

Bola na Rede: A posição “9” da seleção nacional é sempre uma das menos consensuais. Como tem sido estar na disputa por esse lugar?

André Silva: É uma coisa que não meto na cabeça. É algo que tento fazer automaticamente. Claro que quando temos adversários na liga como o Haaland e o Lewandowski isso faz-nos competir de uma forma melhor e dá-nos uma motivação extra que permite evoluir mais. Estou focado em mim, tento fazer o melhor que posso. Depois, as comparações e isso já não fazem parte de mim.

Os 5 melhores golos do Sporting CP no campeonato

O Sporting CP é um justo campeão, tendo realizado uma época consistente. Recordamos os cinco golos mais importantes, na caminhada dos leões, liderados por Rúben Amorim, na conquista do 23º título nacional.

SL Benfica | 5 dérbis na Luz que marcaram este século

SL Benfica e Sporting CP prometem mais um dérbi escaldante, naquela que é a 33ª jornada da Primeira Liga. Se do lado do Sporting CP as coisas já estão resolvidas nas contas pelo título de campeão nacional, o SL Benfica ainda joga na expectativa de alcançar o FC Porto no segundo lugar da Primeira Liga de modo a entrar diretamente na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Este embate é um dos mais importantes do futebol português e também um dos mais antigos: o primeiro jogo entre SL Benfica – então Sport Lisboa – e Sporting CP jogou-se em dezembro de 1907, num jogo onde os verde e brancos levaram a melhor por 1-2. Desde esse ano que já foram jogados 310 clássicos entre águias e leões.

Historicamente, no Estádio da Luz, já foram disputados 149 dérbis, sendo que os encarnados lideram com um registo de 83 vitórias (56%) contra as 32 do Sporting CP (21%). Foram contabilizados ainda 34 empates entre ambas as equipas neste reduto.

No entanto, qualquer jogo entre estas duas equipas é sempre memorável e o Bola na Rede destaca aqueles que são os cinco dérbis jogados no Estádio da Luz que mais marcaram este século.

Pichichis & Taconazos #6: Joaquín: “Vivir con arte”

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O “Pichichis & Taconazos” é um espaço dedicado à LaLiga, um campeonato pelo qual Pedro Castelo se apaixonou, muito devido ao Joaquín.

Aos 39 anos, continua a ser um craque. Dentro e fora de campo. É um dos meus jogadores preferidos e, semana após semana, continua a demonstrar que, hoje em dia, o fator idade é cada vez mais subjetivo. Frente ao Granavivda, foi titular no seu jogo número 461 com a camisola do Betis. Passou a ser o jogador com mais encontros oficiais na história do clube, ultrapassando o mítico guarda-redes Esnaola. Foi para mim um orgulho ter narrado na Eleven este jogo histórico para um dos meus craques preferidos.

O homem sobre quem escrevo hoje começou a jogar no seu Betis, onde passou por todas os escalões até se afirmar como um dos melhores na equipa principal, durante seis temporadas. Ganhou a Copa do Rey, em 2005. O poder económico de outros clubes fez que com saísse, não só em busca de uma vida melhor mas também por saber que, ao sair, iria permitir ao seu clube do coração um bom encaixe financeiro.

Joaquín jogou cinco épocas no Mestalla, ao serviço do Valencia, com mais uma conquista copera, em 2008, e duas temporadas no projeto milionário do Málaga. Em 2013 arriscou a saída para Itália, onde representou a Fiorentina. Dois anos depois, o regresso ao Benito Villamarín, ao seu Real Betis Balompié, onde tem continuado a ser o mesmo craque nas últimas seis épocas.

Hoje escrevo sobre Joaquín, um dos heróis da LaLiga. Joaquín é muito mais do que um jogador de futebol. É uma marca. É alguém que conseguiu colecionar amigos e admiradores não do seu lado, mas também do lado dos adversários. Prestes a fazer 40 anos, a 21 de Julho, já revelou que gostava de renovar e o Betis também já fez saber se, se assim é, então não será pelo clube que tal não vai acontecer. Excelentes notícias!

Joaquín

Joaquín anunciou esta semana o lançamento do seu primeiro livro, “Vivir con arte”. Aqui vos deixo uma pequena passagem do resumo da obra, que serve de mensagem para todos. “Se alguma vez viste um jogo de futebol na tua vida, mesmo que por acaso, percebeste uma coisa: todos os jogadores falham em alguma jogada ou em alguma ação. Todos. Desde o número um do mundo até ao miúdo que joga no recreio da escola. As falhas e os erros são normais, tanto na alta competição como no dia a dia. Tentar ser perfeito é a desculpa para não saíres do teu sítio: senão faço bem, para quê tantar? Para conseguires os teus objetivos, é para isso. Porque se não arriscares errar, jamais poderá vencer”. Obrigado e parabéns, Joaquín.

Espanyol está de regresso à Primera

Não demorou muito a passagem do Espanyol de Barcelona pelo segundo escalão do futebol espanhol. Após a catastrófica época passada, o clube contratou o ténico Vicente Moreno, que tinha subido (e descido, também) com o Mallorca e manteve os craques contratados na tentativa falhada de alcançar a manutenção: De Tomás, Embarba e Cabrera, que se juntaram a outros nomes pouco condizentes com uma segunda divisão, como Diego Lopéz ou Sergi Darder.

O resultado foi uma subida alcançada a quatro jornadas do fim. É uma boa notícia para a LaLiga. O Espanyol é um clube de Primera, tem um estádio fantástico e parece ter mantido a capacidade financeira que ganhou com a chegada da atual administração, o que curiosamente coincidiu com a descida de divisão, mas ainda vai a tempo de mostrar que aprendeu com os erros e que pode ser uma equipa protagonista na próxima temporada.

Artigo de opinião de Pedro Castelo,
narrador ELEVEN

Joaquín

As 5 revelações da Liga Inglesa nesta temporada

Bukayo Saka, Mason Mount, Pedro Neto, Aaron Wan-Bissaka, Phil Foden, Mason Greenwood, Christian Pulisic. Poderíamos perfeitamente ficar por aqui umas belas horas a falar sobre os nomes que se destacaram na Liga Inglesa em 2020/2021. Porém, tomo do partido que todas estas são caras mais do que conhecidas para todos nós que acompanhamos o futebol internacional.

Neste artigo, optei por falar sobre cinco jovens jogadores que não tiveram a mesma visibilidade anteriormente ou que, simplesmente, não tinham chegado à Premier League até ao início da presente época.

«Quando Frederico Varandas tiver personalidade e caráter, dou-lhe os parabéns»: Bruno de Carvalho no BnR TV

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Após a conquista inédita dos leões, acompanhámos com o rescaldo do jogo todas as incidências e tivemos também a crónica de Bruno de Carvalho. Um dia após a entrega do título – e depois de tantos festejos -, o Bola na Rede TV teve um painel de luxo para comentar o feito histórico e também toda a temporada 2020/21 do Sporting CP.

Neste artigo ficam os quatro temas principais abordados ao longo do programa, que teve muito animação e algumas surpresas interessantes a acontecer no final. Podes rever tudo o que aconteceu nesta live e também podes ler as melhores declarações.

Programa moderado por Diogo Soares Loureiro, comentários de Tiago Macedo Silva e participação especial de Augusto Inácio, Bruno de Carvalho, Jefferson e Edmilson.

Adeus, Marega. 72 são teus! | FC Porto

É o fim da especulação, Moussa Marega assinou este domingo com o Al Hilal Riad, com um contrato a rondar os milhões que tanto se falava. Esta saída além de especulada era quase uma certeza para os adeptos. Olhemos, então, para a história do maliano no FC Porto, e que história.

A sua chegada em 2016 parecia mais um capricho longe do que um reforço com qualidade para dar cartas no dragão, a falta de técnica foi um dos pontos cruciais para, após chegar ao dragão, seguir caminho para o Vitória SC. Na temporada 2016/17 foi um jogador essencial para o clube em que estava emprestado, sendo que marcou 14 golos e fez 8 assistência, maioritariamente utilizando a capacidade física que, ainda, o define e a procura da profundidade. Foi nesta cedência que o jogador começou a ser uma opção real para o elenco portista.

A chegada de Sérgio Conceição ao comando técnico do clube foi o ponto de viragem na carreira do jogador. O que dava ao jogo apaixonou o treinador de tal maneira que, até hoje (veremos se este anúncio vai abalar o seu estatuto perante o treinador) é indiscutível no onze titular.

Em 2017/18, foi o ano em que Marega esteve totalmente imperativo dentro das quatro linhas, com as limitações financeiras da época, culminaram numa época de sucesso totalmente inesperado, com um total de 22 golos (o seu máximo no clube) e cinco assistências, quando ainda era adaptado a extremo. Esta foi a época de sonho, arrancadas fenomenais e golos que decidiram o campeonato desse ano, com estas prestações as limitações técnicas foram facilmente camufladas.

Na época seguinte, as expectativas eram altas, no entanto, o que anteriormente era mascarado pela rapidez e potência, foi sendo cada vez mais evidente nos jogos em que o bloco era mais baixo e os dragões eram impedidos de utilizar a profundidade dos avançados. Seguiram-se duas épocas em que, a influência do maliano em campo parecia ser cada vez menor, já não criava tantas oportunidades como era costume, e parecia que os adversários conseguiam adivinhar os seus movimentos em campo, sendo assim, facilmente anulado.

Não é segredo que Marega nunca foi o jogador mais técnico, nunca foi consensual entre os adeptos e entre a direção parecia haver uma certa incerteza sobre o que realmente poderia valer nos portistas. Mas também foi muitas vezes amado e deu muitas alegrias a que vibra deste lado, ninguém vai esquecer as suas correrias desenfreadas nas costas da defesa. Aliás, o camisola 11 conta com um número fenomenal de golos – 72 de azul e branco ao peito, isto demonstra que não é um dos melhores, mas é um dos mais importantes desde que foi aposta assídua de Sérgio Conceição.

Marega
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Penso que neste caso a direção não teve sequer margem de manobra para negociar uma eventual renovação, a vontade de sair iria sempre ser maior do que qualquer proposta apresentada, os milhões foram parte importante deste negócio e esses o FC Porto ainda não os tem para conseguir competir com negócios desta magnitude.

Resta-nos agradecer pelo que Marega fez, e lembrar todos os golos que nos fez festejar, mesmo sem um estilo de “encher o olho”.

Obrigado, Moussa Marega!

A equipa que foi autora da sua própria História

Nesta época não tem havido muitos motivos de orgulho para os benfiquistas. No entanto, no último fim-de-semana, escreveu-se mais uma página na história do SL Benfica. A equipa de basquetebol feminino da história do Sport Lisboa e Benfica conquistou nos Açores o primeiro campeonato da sua história, ao derrotar o União Sportiva numa final emocionante, que se resolveria apenas na “negra”.

O SL Benfica refundou o basquetebol feminino na última década, alcançando duas subidas de divisão em dois anos. Após o regresso ao escalão maior do basquetebol nacional, o SL Benfica andou várias épocas mergulhado no meio da tabela, tendo finalmente nesta época construído uma equipa capaz de lutar por títulos, numa época que culminou com a conquista de uma inédita dobradinha.

Para esta temporada, a equipa procedeu a uma alteração no comando técnico da equipa, com Isabel Ribeiro dos Santos a ser substituída por Eugénio Rodrigues. O treinador de 51 anos, chegou do Olivais FC, clube ao serviço do qual conquistou todos os troféus oficiais a nível nacional.

Os reforços do plantel seriam a base Carolina Gonçalves que chegaria do Algés; a jovem Ana Barreto vinda da Quinta dos Lombos; a extremo internacional portuguesa Laura Ferreira, que regressou a Portugal depois de ter jogado nos EUA e em Espanha; e as norte-americanas Japonica James e Altia Anderson, ambas oriundas do college.

Começada a época, a equipa não demorou muito tempo a mostrar que era das equipas mais fortes do campeonato e que a conquista de títulos era um objectivo real. O primeiro ponto alto da temporada, chegaria no dia 14 de Março de 2021, onde a equipa de basquetebol feminino do SL Benfica conquistou a primeira Taça de Portugal da sua história.

Depois de ter eliminado o CR Esgueira e o Guifões nas primeiras eliminatórias, o SL Benfica organizaria a Final Four no seu pavilhão, derrotando o União Sportiva nas semi-finais, num jogo frenético que terminaria apenas prolongamento com uma vitória por 86-77. Na final, o SL Benfica derrotaria o Vitória SC de uma forma expressiva por 85-63, conquistando o primeiro troféu da temporada.

O SL Benfica terminaria a Fase Regular da Liga Skoiy no segundo lugar em igualdade com o União Sportiva (18 vitórias e 4 derrotas, mas com desvantagem no confronto directo), tendo de defrontar o AD Vagos nos quartos-de-final do play-off. O SL Benfica derrotaria o clube do distrito de Aveiro com duas vitórias sem resposta por 50-72 em Vagos e por 93-78 na Luz.

Seguindo-se a Quinta dos Lombos nas meias-finais, o SL Benfica conseguiria uma vitória surpreendentemente tranquila em Carcavelos por 43-63. Porém, no segundo jogo, a equipa sofreu um duro revés com a grave lesão da poste Altia Anderson (que falharia o resto da época), acabando por ser derrotada por 64-69. A equipa encarnada acabaria por levar a melhor na “negra” com uma vitória por 75-73.

A norte-americana Japonica James foi a MVP da final
Fonte: FPB