A liga espanhola é um viveiro de talentos, que pouco depois são transferidos para a NBA. Depois de nomes como Pau Gasol, Ricky Rubio ou, mais recentemente, Luka Doncic, Usman Garuba assume-se como o grande atrativo internacional no próximo Draft. O poste do Real Madrid é um diamante em bruto numa posição carenciada em algumas equipas da melhor liga de basquetebol do mundo.
O jogador, que completou 19 anos no passado mês de março, é um vencedor desde que pegou pela primeira vez na bola. Com apenas 14 anos, a jogar na categoria Sub-16, o espanhol venceu o prémio de MVP no Campeonato da Europa. Nessa competição, também saboreou o ouro pela primeira vez. Mais tarde, também se sagrou campeão europeu, mas em Sub-19.
Usman Garuba had a breakout season to remember with the Spanish giants <ahref=”https://twitter.com/RMBaloncesto?ref_src=twsrc%5Etfw”>@RMBaloncesto 💪
— Turkish Airlines EuroLeague (@EuroLeague) June 10, 2020
Voltando à Liga ACB, também voltamos a falar de recordes. Garuba tornou-se o jogador mais novo a alinhar num cinco inicial dos merengues, mas quando falamos em estreias absolutas, o atleta perfila atrás de Luka Doncic e Roberto Nuñez. Entretanto, também começou a colecionar prémios na prova principal do basquetebol espanhol, vencendo o prémio de melhor jovem na temporada vigente (2020/21).
Depois de os holofotes apontarem ao talento do jovem Usman, nunca mais o abandonaram. Apesar de os números não serem especiais, com 5.5 pontos, 1.1 assistências e 5.3 ressaltos por partida, o desenvolvimento físico do jogador é o que mais impressiona. Talvez demore mais alguns anos a conseguir garantir o pico das capacidades, mas é certo que, sem lesões, promete ser um dos melhores do mundo na sua posição.
O poste espera ser um dos 60 nomes chamados na noite do Draft de 2021. Apenas no próximo dia 29 de julho é que vamos saber o futuro de Garuba, mas é quase certo que é um dos talentos mais cobiçados. Apesar de não ser consensual, alguns mock drafts colocam o espanhol na parte superior da primeira ronda. Aos poucos, parece subir cada vez mais nas preferências.
Primeira Liga, Jornada 32: terça-feira, 20h30, 11 de maio de 2021
ANTEVISÃO: JOGO DIFÍCIL CONTRA PANTERAS AFLITAS
O Sporting pode sagrar-se campeão já neste jogo, mas para isso terá que o ganhar. Sem pensar noutros cenários que possam acontecer no dia anterior, o foco da equipa leonina, neste momento deverá ser o de entrar forte no jogo para resolver cedo, sem esquecer que do outro lado está uma equipa aflita, que para ainda sonhar em ficar na divisão maior do futebol português, terá que ambicionar ganhar pontos. Essa necessidade das panteras não será tão premente devido à derrota copiosa que o adversário que vem na sua perseguição sofreu ontem, no entanto, a manter-se na posição que está neste momento, o Boavista teria ainda que jogar a “liguilha” para lutar pela manutenção, pelo que será do seu interesse afastar-se da zona perigosa.
Espera-se, portanto, um jogo tenso, com os objectivos de ambas as equipas a dependerem de um resultado positivo. Para a equipa de alvalade, será importante não deixar que a partida se vá desenrolando sem conseguir marcar, podendo criar maior ansiedade e nervosismo, podendo sempre correr o risco de sofrer num contra-ataque, como em outras ocasiões, em outras partidas. Já o Boavista tentará povoar o meio-campo para conseguir segurar o jogo pelo máximo de tempo possível tentando enervar e desconcentrar o adversário, apostando nas saídas rápidas.
Será um jogo de David contra Golias, em que os dois, usando armas diferentes, e com objectivos distintos, tentarão o mesmo fim: A vitória.
10 DADOS RÁPIDOS
Nos 127 encontros disputados entre Sporting e Boavista, os leões venceram 63, as panteras 28, e anularam-se em 36. Em alvalade estes dois emblemas já se encontraram 63 vezes, tendo a equipa leonina vencido 48, perdido dois, e acabando empatados em 13 ocasiões.
Contra o Boavista, a maior vitória que o Sporting conseguiu foi por 12-0 na longínqua época de 1948/1949.
O Sporting CP continua sem perder na primeira liga, tendo neste momento 24 vitórias e sete empates.
A última vitória do Boavista na casa do Sporting foi na época de 1992/1993 a contar para as Meias-finais da Taça de Portugal, tendo o jogo acabado com o resultado de 0-1.
Enquanto que o Sporting ainda não perdeu na presente época desportiva, o Boavista vem de uma série de quatro jogos sem ganhar. No entanto a última vitória foi contra o Paços de Ferreira, a equipa sensação da prova.
O resultado mais usual no embate entre estas duas equipas em Alvalade é 2-0 favorável à equipa leonina. Este resultado registou-se por oito vezes.
O Sporting CP tem a melhor defesa do campeonato com apenas 15 golos consentidos.
Em Alvalade o Sporting já marcou 254 golos ao Boavista, enquanto a equipa axadrezada marcou 121.
A última vitória do Boavista contra o Sporting foi no Bessa, a 5 de janeiro de 2008 a contar para a décima quinta jornada da liga.
Na primeira volta da presente época desportiva, o Sporting ganhou no Bessa por 0-2, com golos de Pedro Porro e Nuno Santos.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Alberth Elis (Boavista FC) – O avançado hondurenho de 25 anos leva oito golos marcados o que equivale a 22 por cento dos golos das panteras. Só este facto já nos obriga a tomá-lo como um jogador importante. Outro dado importante é que nos últimos dois jogos marcou três golos.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves (Sporting CP) – O maior goleador do campeonato com 18 golos apontados tem, ultimamente, tido mais um papel de transportador de jogo, mas não deixa de estar no lugar certo sempre que a equipa precisa do seu tento. Poderia ter escolhido João Palhinha pelo seu papel essencial no meio-campo, ou Coates pela voz de comando na defesa menos batida do campeonato e os seus golo importantes, mas este jogo exige um sporting atacante pelo que temos de destacar o jogador mais decisivo nesse capitulo.
XI’S PROVÁVEIS
Sporting CP: Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, João Pereira, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.
Treinador: Ruben Amorim:
“A equipa treinou muito bem. Sentimos muita tranquilidade na Academia. Estivémos muito afastados destas manifestações de apoio, mas claro que os jogadores estão a par, até porque existem as redes sociais. Para este jogo não alterámos nada. Agora, os jogadores estarão um pouco mais ansiosos. Cada um lidará com isto à sua maneira. Tentei nesta semana não fazer nada de especial”.
Boavista FC: Leo Jardim, Jackson Porozo, Adil Rami, Chidozie Awaziem, Show, Sebastián Pérez, Yanis Hamache, Paulinho, Nathan, Yousupha e Alberth Elis.
Treinador: Jesualdo Ferreira:
“A nossa perspetiva não é ir observar os festejos do Sporting, mas sim para discutir o jogo e os pontos. Aliás, já fizemos isso no Dragão, tentámos fazer na Luz, mas, aos três minutos, já estávamos a jogar com dez, e há pouco tempo em Braga, em que também terminámos com dez”.
PREVISÃO DE RESULTADO: Sporting CP 2-1 Boavista FC
Primeira Liga, Jornada 32: terça-feira, 18h, 11 de maio de 2021
ANTEVISÃO: A LUTA DE UNS NÃO É A LUTA DE OUTROS, MAS AMBOS VÃO A ELAS
CD Nacional e SL Benfica têm encontro vespertino marcado para a Choupana, estando programado que Rui Costa apite pela primeira vez às 18 horas. Em posições bem diferentes e em lutas distintas, as turmas de Manuel Machado e Jorge Jesus procuram ainda subir na tabela, algo implausível para os pupilos deste último e quase impossível para os homens às ordens do primeiro.
“Quase” é suficiente para alimentar a esperança insular da manutenção e os alvinegros vão procurar reverter a história para reverter a situação delicada em que se encontram. O duelo é já histórico, apesar de se tratar apenas do 48º confronto direto, e, por isso, não depende das circunstâncias para ser emotivo e intrigante.
Foi precisamente a intriga que nos fez olhar para algumas das estatísticas alimentadas pela história que existe entre os dois emblemas desde 1939 (com um largo interregno pelo meio).
10 DADOS RÁPIDOS
As águias venceram 36 dos 47 confrontos diretos (77%) com o CD Nacional. Os alvinegros apenas venceram em quatro ocasiões (9%), sempre em casa.
Os madeirenses não venceram nenhum dos últimos 19 jogos com os encarnados (17 derrotas e dois empates).
Manuel Machado empatou as duas últimas partidas que fez frente a Jorge Jesus.
Com 51 golos concedidos, o CD Nacional tem a defesa mais batida do campeonato.
Os alvinegros somaram 11 derrotas nas últimas 13 jornadas – salvaram um ponto na deslocação a Moreira de Cónegos e amarraram três pontos aos pilares da Choupana frente ao Vitória SC.
O CD Nacional tem mais golos sofridos (25) em casa do que o SL Benfica em todo o campeonato (22).
A turma insular procura a segunda vitória consecutiva na Choupana para a Primeira Liga, algo que ainda não conseguiu esta temporada (venceu, no entanto, duas vezes em sequência em casa, mas para Taça de Portugal e Liga).
As águias vêm de cinco vitórias consecutivas para a Primeira Liga na condição de visitante e não sofreram golos em cinco das seis últimas deslocações (apenas o Portimonense SC, por Beto, penetrou a defensiva encarnada).
Fora de portas, o SL Benfica sofreu mais do que um golo apenas por uma vez: no Bessa, as águias concederam três golos.
10. Seferovic, Waldschmidt e Darwin têm um somatório de 32 golos para a Liga Portuguesa – o CD Nacional tem 28.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Bryan Róchez (CD Nacional) – O avançado hondurenho é o melhor marcador dos madeirenses na Primeira Liga, com seis golos (tendo marcado no jogo da primeira volta), e foi de sua autoria o segundo golo dos alvinegros no empate da jornada transata (2-2, frente ao Moreirense FC). Com 26 anos, está no auge das suas (notáveis) capacidades físicas e vai apontando golos em número superior ao esperado para um jogador de um lanterna-vermelha.
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede
Lucas Veríssimo (SL Benfica) – O central brasileiro pegou de estaca e tem-no sido na defesa encarnada. Imperial como uma águia, o ex-Santos FC tem sido um dos esteios do (pouco) melhorado SL Benfica e um dos pilares da maior consistência defensiva das águias. Não será através dele que a turma de Jorge Jesus criará perigo (apesar do bom jogo aéreo), mas será ele um dos maiores inibidores das ofensivas nacionalistas.
XI´S PROVÁVEIS
CD Nacional: António Filipe; Rúben Freitas, Lucas Kal, Pedrão, Júlio César, João Vigário; Azouni, Rúben Micael, Éber Bessa; Bryan Róchez, Brayan Riascos.
Treinador: Manuel Machado
“Centrando também nas nossas capacidades e na evolução que a equipa tem vindo a apresentar, bem como na forma como se bateu com FC Porto e Sporting, julgo que deveremos ter uma margem de confiança para ir a jogo à procura dos três pontos. Não há outro motivo que nos mova, que não seja esse”.
“Apesar de faltarem três jornadas e uma final da Taça de Portugal, a responsabilidade dos jogadores e do treinador do Benfica é sempre a mesma: ganhar! Não há outra forma de pensar. Sabemos que vamos jogar com um adversário que ainda sonha ficar na 1.ª Divisão, e nós ainda podemos sonhar em chegar ao segundo lugar”.
A CRÓNICA: PARTIDA RESOLVIDA NOS PRIMEIROS 30 MINUTOS
A Primeira Liga 2020/2021 está cada vez mais próxima do fim, ainda com muito coisa a decidir. O jogo entre FC Porto e SC Farense a contar para a 32.ª jornada tinha influência tanto no topo como na parte de baixo da tabela classificativa. Os dragões podiam manter e segurar quase definitivamente o segundo lugar ou entregar o título ao Sporting CP, que celebraria já esta noite no sofá. Já os algarvios necessitam desesperadamente de pontuar, para no mínimo chegar ao playoff com o terceiro da Segunda Liga e evitar a despromoção imediata.
Num dia em que o sol e a chuva iam fazendo as vezes na cidade do Porto, o final de tarde e início da noite continuaram na mesma toada, com momentos em que a água caía com alguma intensidade no Estádio do Dragão. O que não foi ligeiro foi o início da partida para o SC Farense. Os azuis e brancos não quiseram deixar nada para o fim da partida, e rapidamente fecharam com as contas do jogo.
Aos 5′, com ajuda do VAR, Tiago Martins assinala pontapé de grande penalidade por mão de Licá na borda da área num lance disputado com Otávio. Taremi foi chamado a convertir, e não deu qualquer hipótese, nem ao especialista Beto, que ainda adivinhou o lado.
Pouco menos de 10 minutos depois, aos 14′, Taremi recebe sem grande marcação entrelinhas, enquadra-se de frente para a defesa adversária e faz o passe de rotura para a desmarcação de Toni Martínez. O espanhol chutou de primeira, de forma rasteira, traindo Beto que ainda toca na bola, mas que a deixa escapar por entre as pernas.
O minuto 20 foi algo ingrato para o SC Farense. Tiveram a melhor oportunidade até então com Pedro Henrique a isolar-se entre os centrais portistas, mas Pepe fez uma recuperação fantástica e tirou o pão da boca do avançado mesmo quando este preparava o remate. Na jogada seguinte, pela esquerda do ataque portista, Taremi volta a estar em destaque ao assistir novamente, esperando bem para fixar o adversário, fazendo o passe apenas à entrada da área. Desta vez foi para Luis Díaz, que no frente a frente com Beto não vacilou e abriu a vantagem para 3-0.
Ao minuto 30′, foi o autêntico descalabro para a equipa orientada por Jorge Costa, com Bilel a acabar expulso depois de uma entrada muito duro sobre Wilson Manafá. O árbitro tinha inicialmente mostrada a cartolina amarela, mas com uma rapidíssima visita ao ecrã do VAR, mudou, sem qualquer dúvida, para o vermelho.
Os dragões foram controlando o resto da primeira parte de uma forma tranquila, com a equipa a jogar de forma confiante e descontraída, ainda com alguma oportunidades para estender ainda mais a vantagem. Os visitantes ainda contaram com um golo anulado já nos descontos.
Os segundos 45 minutos tiveram, como seria de esperar, apenas uma direção. O SC Farense conseguiu apenas uma ou outra saída com mais algum sucesso, principalmente através de Madi Queta, mas os azuis e brancos controlaram a generalidade da metade.
Aos 59′, Mehdi Taremi coroou uma exibição de alto nível, com um segundo golo depois de ter somado já duas assistências. Otávio no meio-campo encontra o movimento sem bola de Taremi que fica sem grande marcação dentro da área. Finalizou de forma fria e certeira, fora do alcance de Beto. Estava feito o 4-0.
O jogo esfriou um bocado, ganhando alguma vida já perto do final da partida. Aos 84′, num contra-ataque rápido dos dragões, João Mário usa a sua velocidade para ganhar a Alex Pinto no flanco esquerdo, chegando à área onde desfere um remate cruzado com olhos para baliza. Um belo golo do jovem português a abrir ainda mais o marcador para 5-0.
O SC Farense ainda conseguiu um golo de honra, depois de um passe longo de Fábio Nunes e de um atraso insuficiente de Diogo Leite. Licá chegou primeiro à bola que Marchesín e, apenas com um toque ao de leve, consegue tirar o argentino da jogada e colocar a bola no fundo da baliza. 5-1 era o resultado final.
Com uma das melhores exibições da época o FC Porto solidificou o segundo lugar, e empurrou a decisão do título para a partida do Sporting CP frente ao Boavista FC. Já o SC Farense continua em maus lençóis, precisando agora de vitórias nos últimos dois jogos.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Mehdi Taremi – O avançado iraniano fez uma exibição praticamente sem falhas, com contribuições nos quatro primeiros golos (saiu pouco depois do quarto), e essencial para ligar o jogo portista. No espaço entrelinhas, recebia e combinava com os jogadores mais adiantados, permitindo que a equipa se mantivesse sempre perto do último terço.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Processo defensivo dos algarvios – O SC Farense nunca foi capaz de travar os dragões. Concedeu muito espaço entre a linha média e a defensiva, e não foi competente a defender a profundidade. Nem houve nenhuma individualidade a destacar-se, nem o processo defensivo como um todo foi positivo.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
O FC Porto apresentou-se no seu habitual 4-4-2. No ataque, Toni Martínez era o homem mais fixo, juntando-se mais aos centrais adversários e com mais ataques à profundidade, enquanto que Mehdi Taremi posicionava-se quase sempre no espaço entre a linha média e defensiva do SC Farense. O iraniano foi a peça chave para o ataque portista funcionar, constantemente a ligar o setor médio com os jogadores mais avançados.
No meio-campo, Luis Díaz mantinha-se mais colado à linha na esquerda, Otávio com total liberdade a partir da direita, o que o levava um pouco por todo o campo, com Grujic e Uribe a fazer as vezes de quem recuava na construção e de quem avançava mais na frente na pressão ao adversário.
Com Otávio a raramente ocupar a sua posição de origem na direita, João Mário tinha o flanco todo para mostrar a sua velocidade. O jogo do FC Porto passava muitas vezes por uma construção mais curta do lado esquerdo, virando depois para o extremo feito lateral atacar no um para um com mais espaço. Do lado oposto, Manafá retraía-se um pouco mais no ataque, funcionando mais como uma linha de passe extra.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (6)
João Mário (6)
Mbemba (5)
Pepe (7)
Manafá (5)
Matheus Uribe (6)
Marko Grujic (7)
Otávio (7)
Luis Díaz (7)
Mehdi Taremi (9)
Toni Martínez (7)
SUBS UTILIZADOS
Diogo Leite (5)
Fábio Vieira (6)
Evanilson (6)
Romário Baró (6)
Francisco Conceição (6)
ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE
O SC Farense de Jorge Costa também não destoou da sua forma de sempre, apresentando-se num 4-2-3-1. Com a intenção, pelo menos no início da partida, de trocar a bola e não apostar num jogo completamente direto, Amine, que fazia dupla com Lucca no meio-campo, era o principal agitador da equipa algarvia.
Contudo, não tendo muito bola até à expulsão no minuto 30, foi difícil descortinar exatamente qual o plano da equipa nos minutos iniciais. Sem bola, não conseguiu tapar o espaço entre defesa e meio-campo e sofreu muito com isso, principalmente devido a ações de Taremi.
Já com dez jogadores, a equipa remeteu-se a defender da melhor forma que conseguia, tentando sair de forma rápida para o ataque, algo notório pela entrada de Madi Queta ao intervalo. Ainda assim, quase nunca foi capaz de importunar os dragões, e mostrou mais uma vez una defesa algo débil.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (6)
Tomás Tavares (3)
César Martins (5)
Cássio Scheid (5)
Abner Felipe (5)
Jonatan Lucca (5)
Amine Oudrhiri (6)
Ryan Gauld (5)
Bilel Aouacheria (3)
Licá (4)
Pedro Henrique (4)
SUBS UTILIZADOS
Fabrício Isodoro (5)
Cláudio Falcão (5)
Madi Queta (6)
Alex Pinto (5)
Fábio Nunes (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
O FC Porto não compareceu na conferência de imprensa.
SC Farense
BnR: O SC Farense concedeu muito espaço entre a linha média e a defensiva, e o Taremi principalmente causou muitos estragos nesse espaço. É sempre mais fácil falar depois da partida, mas o que acha que deveria ter sido feito diferente na organização defensiva da equipa?
Jorge Costa: O posicionamento do trio do meio-campo não resultou. Mas deixe-me acrescentar, não que tenhamos merecido alguma coisa, mas o 3-0 do FC Porto surge depois de uma grande oportunidade nossa, que se tivéssemos marcado poderia ter dado alguma intranquilidade ao FC Porto. Desde que aqui estou, já falhamos nalguns jogos, em aspetos técnicos e depois em certos momentos a gerir o jogo, mas hoje falhamos foi na organização defensiva como um todo.
Quando um jogador se destaca na Segunda Liga, o mais comum é dizer que merece subir um patamar e jogar na primeira divisão. Todos os anos são vários os atletas que fazem a transição seja por continuar num clube que alcançou a subida, seja através de uma transferência.
Esta temporada não é exceção e há, no segundo escalão, muitos candidatos a “dar o salto”. Nesta lista estão cinco desses jogadores. Alguns que até já se estrearam na Primeira Liga, mas que, por uma razão ou por outra, passaram despercebidos. Todos com potencial para fazer carreira no degrau mais alto do futebol português.
Alexander Zverev foi o grande vencedor num terreno onde os espanhóis são os grandes conquistadores. O alemão derrotou Matteo Berrettini no último jogo da prova. O ATP de Madrid foi um torneio que causou várias surpresas. O número um da prova ficou pelos quartos-de-final.
Pela primeira vez desde 2006, o troféu relativo ao vencedor da Volta ao Algarve ficou em casa. De João (Cabreira) para João (Rodrigues), o título voltou a conhecer um dono português, e logo um filho da terra. O farense da W52 / FC Porto, João Rodrigues, superiorizou-se a Ethan Hayter e Kasper Asgreen e conquistou a 47.ª edição da Volta ao Algarve.
Ocasionalmente organizada no início de maio – por força da situação pandémica na região durante o mês de fevereiro -, a competição portuguesa de ciclismo mais bem cotada na hierarquia competitiva da UCI não contou com o usual leque de grandes nomes, mas nem por isso deixou de ter espetáculo e momentos emotivos durante os cinco dias de prova.
A maior vitória na carreira do atleta de 26 anos sucedeu-se depois de uma luta interessante com um talento emergente da Ineos Grenadiers: o jovem de 22 anos Ethan Hayter e um Kasper Asgreen alavancado por um contrarrelógio irrepreensível. A completar as consagrações no pódio, Sam Bennet, com duas vitórias em etapa, arrecadou a camisola dos pontos. A camisola para o melhor trepador foi entregue a Luís Fernandes da Rádio Popular Boavista. Sean Quinn, da Hagens Berman Axeon, foi o vencedor da classificação dos jovens.
Noutros aspetos importantes da corrida, destaque para a veia vitoriosa da Deceuninck Quick-Step, através de Sam Bennet e Kasper Asgreen; A prova consistente de ciclistas como Jon Aberasturi, Élie Gesbert, Sebastián Henao, Jonathan Lastra, para além dos titulados Sean Quinn e Luís Fernandes; A performance apagada ou longe das expectativas de nomes como Iván Sosa, Lennard Kamna ou Pascal Ackermann.
Em termos de ciclismo luso, referir os resultados interessantes de Iuri Leitão e Rui Oliveira ao sprint, o contrarrelógio de grande nível por parte de Rafael Reis e a hegemonia nacional da W52 / FC Porto através das excelentes aparições de Amaro Antunes e Joni Brandão, para além da vitória do líder João Rodrigues, isto dentro do contexto português.
Neste artigo de opinião iremos dar destaque ao ténis português, abordando a queda súbita de João Sousa no ranking ATP. Por fim, iremos ainda salientar alguns atletas que, eventualmente no futuro poderão dar muitas alegrias aos amantes lusos da modalidade. Venham connosco!
O cabelo atado não deixa Rafael Barbosa passar despercebido em qualquer jogo que participe, mas a qualidade que apresenta rapidamente desvia a atenção para o que faz com a bola nos pés. Rafael Barbosa tem estado em evidência na Primeira Liga. Ao serviço de um Tondela tranquilo, tem aproveitado para se afirmar no escalão máximo do futebol português depois de 12 anos ligado ao Sporting. Falou-nos das características que o definem, da forma como vê o jogo dentro do campo e ainda sobre a abordagem da equipa beirã comandada por Pako Ayestarán à reta final da temporada.
– Made in Alcochete –
«Nunca ouvi ninguém no Sporting a dizer que éramos obrigados a ser campeões»
Bola na Rede: Qual é a tua primeira memória com uma bola nos pés?
Rafael Barbosa: Eu morava em Amarante e o meu pai e os amigos dele tinham um clube, na altura, que se chamava Campofeirense. Lembro-me que era muito menino e ia jogar à bola com os jogadores de lá. Aquilo era um campeonato da terra e eles fundaram esse clube. Os primeiros toques que dei na bola lembro-me que foram na sede do clube a brincar com eles. Foi aí que tudo começou.
Bola na Rede: Ainda te recordas como é que o Sporting te piscou o olho?
Rafael Barbosa: O Sporting foi passados alguns anos. Estava no Boavista e fazíamos muitos torneios. Tinha alguns clubes interessados e um deles foi o Sporting. Na altura, estava mais inclinado para o Benfica, mas depois, um homem muito grande do futebol, principalmente da formação, o Aurélio Pereira, veio a minha casa em Amarante falar comigo e acabei por mudar de ideias. No ano a seguir fui para a academia.
Bola na Rede: Esse contacto mais personalizado foi importante?
Rafael Barbosa: Foi. O Aurélio Pereira foi das pessoas mais importante que tive no futebol. Foi um pai, praticamente, ao longo da minha formação no Sporting. Ainda hoje mantenho contacto com ele. Estou-lhe muito grato.
Bola na Rede: Qual foi o primeiro impacto da realidade Sporting?
Rafael Barbosa: Foi uma realidade completamente diferente, tanto a nível pessoal, na academia, como ao nível do futebol. A exigência, a intensidade das coisas, o rigor, era totalmente diferente. Foi um choque na altura.
Bola na Rede: Estiveste no Sporting desde os infantis até à equipa B. Nunca venceste nenhum título. Não havia essa exigência, mesmo tratando-se de formação e o objetivo ser outro?
Rafael Barbosa: Não era incutido pelas pessoas que tínhamos que ser campeões nacionais. O objetivo era muito mais formar homens e jogadores, mas nós sentíamos essa responsabilidade. Nos meus anos, nunca consegui ser campeão. Tanto em iniciados, como juniores, ficámos em segundo lugar por uma questão de detalhes, principalmente em juniores, em que tudo ficou decidido no último jogo. Nos juvenis, apanhei uma geração do Benfica muito forte, com Rúben Dias, Renato Sanches, Gonçalo Guedes, Guga, esse tipo de jogadores que depois também deram o salto. Nunca nos foi incutido que tínhamos que ser campeões nacionais, nem nunca ouvi ninguém no Sporting a dizer que éramos obrigados a ser campeões.
Bola na Rede: Tiveste 12 anos ligado ao Sporting e nunca te estreaste na equipa principal. Portugal aposta na formação como devia?
Rafael Barbosa: Acho que as equipas portuguesas apostam, num período umas mais, outras menos. A aposta na formação tem a ver com detalhes, períodos em que as equipas e os treinadores precisem. Foi isso que aconteceu comigo. Não foi por a minha qualidade não ser suficiente. Nos anos em que me evidenciei na equipa B, o plantel do Sporting era muito forte, tinha muitas escolhas e não surgiu [a oportunidade]. Talvez se tivesse sido noutra situação, como a atual do Sporting, ou mesmo há dois anos ou três, se calhar poderia ter sido diferente. Não posso viver disso. São oportunidade que surgem e não surgiu a minha, surgiu a outros colegas e fico muito feliz por eles.
Bola na Rede: Ficaste ligado à descida com o Sporting B. Essa equipa, durante um período, acabou por deixar de existir. Fazia sentido a equipa B continuar mesmo no Campeonato de Portugal?
Rafael Barbosa: A meu ver, fazia sentido. O campeonato sub-23 é bom para quem dá o salto de júnior para profissional, mas não é um campeonato que chegue para estares preparado para uma Primeira Liga. Um sub-23 ir direto para a equipa principal, acho que é um impacto muito forte. A realidade de Segunda Liga ou mesmo de Campeonato de Portugal é totalmente diferente. Tens jogadores mais velhos e com muita experiência e adquires outras coisas que os sub-23 não dão. De salientar que é um campeonato competitivo e que muitos jogadores precisaram dele para se afirmarem mais tarde.
Bola na Rede: Entretanto, já jogaste contra o Sporting, qual foi a sensação?
Rafael Barbosa: É uma sensação especial. É um clube a que vou ficar sempre ligado. Foram muitos anos. Foi especial, mas é como se fosse contra um clube igual aos outros, porque sou um jogador de futebol profissional e tenho que encarar os jogos com igualdade.
Com a temporada a terminar começam a surgir os primeiros rumores de transferências. O mercado está quase a abrir e começam a ser associados nomes de jogadores a outros clubes. No caso do SL Benfica, há um rumor em especial que tem vindo a ser muito falado. Beto, avançado do Portimonense SC parece ser a aposta de Jorge Jesus e do SL Benfica para o ataque encarnado na próxima temporada.
O jovem jogador, de apenas 23 anos, tem estado em evidência na Primeira Liga e até mostrou serviço no embate entre SL Benfica e Portimonense SC, da jornada 28, ao apontar o único golo da formação algarvia na derrota por cinco bolas a uma.
O jovem jogador português é um avançado muito alto (194cm) e bastante portentoso, sendo esse um dos seus pontos mais fortes. Tem uma capacidade de impulsão incrível pelo que no jogo aéreo é uma ameaça constante.
Ainda que seja muito alto e robusto é um avançado ágil, aliás, como provou num golo apontado ao CD Tondela nesta temporada, em que executou um gesto técnico com nota artística. Beto desmarcou-se, rodou sobre si mesmo e rematou no ar para aquele que viria a ser o golo daquela jornada da Primeira Liga.
Um sentido de baliza fantástico e uma execução incrível culminaram num golo soberbo por parte do jogador formado no União de Tires.
Beto destaca-se pela sua envergadura física e agilidade Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Beto tem vindo a provar ser um jogador em ascensão que poderá render ainda muito mais numa equipa como o SL Benfica. Atualmente, Beto conta com onze golos em 28 jogos na temporada, contabilizando ainda três assistências.
No clube da Luz, a confirmar-se o interesse das águias, encontraria bastante concorrência por um lugar no onze. Darwin, Seferovic, Gonçalo Ramos e os regressados Carlos Vinícius e Jhonder Cádiz serão algumas das possibilidades do SL Benfica para a sua frente de ataque, pelo que Beto teria que lutar por uma vaga.
Ainda que seja jovem e que tenha um futuro prometedor, o SL Benfica poderá não ser a equipa ideal para dar seguimento à sua carreira uma vez que poderá ter poucos minutos e jogador de 23 anos tem de ganhar experiência para se afirmar. Contudo, o facto de já estar habituado a jogar na Primeira Liga abona a favor de Beto, por não necessitar de se adaptar ao campeonato lusitano.
Ao que tudo indica, o SL Benfica está bastante satisfeito com o rendimento de Beto ao serviço do Portimonense SC e terá oferecido oito milhões de euros por 70% do passe, proposta que o clube de Portimão terá rejeitado. A verdade é que Beto tem muito mercado, tanto nacional como internacional.
Equipas como FC Porto, VFL Wolfsburgo, E. Frankfurt, Bayer Leverkusen e CSKA Moscovo seguem atentamente o jogador, pelo que os valores de um possível negócio possam aumentar dado o interesse de vários emblemas do futebol europeu.
Beto seria uma boa adição ao plantel dos encarnados, mas não encontrará um “lugar ao sol” pronto a ser tomado. Terá de batalhar muito para conquistar o seu espaço no SL Benfica, o que poderá mesmo ser benéfico para o seu desenvolvimento ou prejudicial caso não seja opção de todo.