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Dragão, aplaude o campeão!

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sl benfica cabeçalho 1Espero que seja assim, como diz o titulo, que os jogadores do SL Benfica desçam aos balneários após os próximos 90 minutos. Há muito que as deslocações ao Estádio do Dragão são memoráveis por bons e maus motivos para desta vez que a águia volte a voar mais alto que o dragão.

O Porto chega a esta jornada sem derrotas, com a melhor defesa do campeonato e com o melhor ataque. O Benfica, pelo contrário, chega ao clássico com um campeonato recheado de altos e baixos onde conta com mais golos que o mesmo momento da época passada mas uma frágil defesa que não pode errar no jogo da próxima semana. Se muita festa se fez com a vitória por 6-0 frente ao Vitória de Setúbal, essa festa tem de ser mais controlada durante a semana pois cada jogo é uma final e os 6-0 foram contra uma equipa que está a passar por um mau momento. O Porto chora o empate em Aves mas para mim é um empate que não corresponde aquele futebol que a equipa de Sérgio Conceição tem vindo a praticar.

O Benfica chega a este grande jogo para jogar com o esquema tático que já começa a ser habitual, o 4-3-3 com um falso 9. Este falso 9 falo claramente de Jonas que em muitos momentos de jogo vê-se obrigado a jogar de costas para a baliza e a cumprir funções de um jogador mais completo do que ele realmente o é. Ao nível dos extremos não há dúvidas que Salvio e Cervi devem ser as escolhas.

No meio do terreno é proibido pensar num meio-campo sem Krovinovic, Pizzi e Fejsa. Os três médios cada vez mais estão em melhor forma e a praticar um futebol que pode ser crucial contra os possíveis dois elementos do meio-campo azul e branco. A linha defensiva vai depender muito se Grimaldo volta a lesionar-se durante a semana numa “corridinha” mais exaustiva para a peça de loiça. Para mim André Almeida, Luisão, Jardel e Grimaldo devem ir a jogo e jogar tão bem como já nos habituaram, em tempos.

O Clássico pode ser o ponto de viragem para os encarnados Fonte: SL Benfica
O Clássico pode ser o ponto de viragem para os encarnados
Fonte: SL Benfica

A grande dúvida que se coloca e é uma dúvida que vai orbitar na cabeça dos benfiquistas durante a semana é sobre qual o guarda-redes a defender as redes do Benfica na cidade Invicta. Bruno Varela não é Svilar mas Svilar também é um jogador que não sabemos se estará já a 100% para o clássico.

Importante é que os 11 jogadores a entrarem em campo joguem com a cabeça e menos com o coração, é uma final que, estando na mesma 3 pontos em jogo, há muito jogo psicológico pré-match e pós. Para não falar de que os três resultados possíveis ao Benfica vão ditar muito a forma como vamos ver os restantes jogos, não esquecendo que um desses é daqui a um mês frente ao Sporting.

Olhando para a equipa azul e branca, se por um lado penso que é bem possível entrarem em campo com um 4-4-2, o 4-3-3 muito usado na Champions pode ser bem possível no clássico. Causa-me muita preocupação as possíveis movimentações para o interior por parte de Brahimi, a força de Aboubakar ou mesmo a ofensivo jogo por parte dos laterais defensivos. É necessário perceber cedo de que forma o Porto vai encarar o duelo e caso jogue em 4-3-3, perceber qual o médio mais ofensivo pois esse pode muitas vezes tornar-se num quase segundo ponta-de-lança.

O Porto não é uma equipa com muitas fragilidades defensivas pois a sua linha de quatro e mesmo Danilo Pereira jogam muito bem organizados quando precisam de defender nos ataques ou contra-ataques dos adversários, assim, era muito importante que o Benfica tivesse o maior sucesso em bolas paradas. Deixar Grimaldo bater o livres, levar a bater os cantos alguém com boa técnica é como eu digo, pensar com a cabeça. Não se espera um jogo fácil mas espera-se que, tal como aquela noite mágica do Lima e de tantos outros, que o Benfica saia do Dragão com um sorriso bem visível no rosto.

Foto de Capa: SL Benfica

O fim-de-semana verde e branco

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Mais uma semana, mais um resumo. A projecção leonina na Europa é o ponto dominante, com seis das Modalidades da Maior Potência Desportiva Nacional a discutir encontros/provas do velho continente e ainda uma, o Râguebi feminino, a disputar a Taça Ibérica. As notas de maior destaque vão para as equipas masculina de Ténis de Mesa, Futsal e Judo, pelas jornadas europeias de quase excelente nível.

Andebol | Vitória categórica na Maia, frente à Associação Atlética de Águas Santas, por 23-31 no acerto da décima primeira jornada da primeira fase do Campeonato Nacional. A turma orientada por Hugo Canela segue assim na liderança da prova, com os mesmos 33 pontos que o SL Benfica, mas com vantagem no confronto directo. Sábado, a turma de Alvalade perdeu na Rússia, frente ao Chekhovskie Medvedi, por 30-27 na penúltima jornada do Grupo D da EHF Velux Champions League. Segue-se um semana de jogos no Pavilhão João Rocha, com os campeões nacionais a receberem a Associação Artística de Avanca na quarta feira, 29 de Novembro, pelas 20 horas, e o HC Metalurg no Sábado, 2 de Dezembro, também pelas vinte horas.

Carambola | Apesar do empate (2-2) frente ao CBE, o Sporting CP apurou-se para a segunda fase do Torneio de Abertura.

Futebol masculino | Os Leões venceram os gregos do Olympiacos por 3-1 e asseguraram assim, no mínimo, o acesso aos dezasseis avos de Final da Liga Europa, sendo que ainda acalentam esperanças na ascensão ao segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de Final da Liga dos Campeões, caso vençam fora de portas um Barcelona já apurado e a Juventus não consiga vencer na Grécia. No fim-de-semana, foi tempo de regressar ao Campeonato com um triunfo por 1-2 frente ao FC Paços de Ferreira, o que se traduziu numa aproximação ao líder FC Porto que empatou na Vila das Aves. A formação orientada às ordens de Jorge Jesus prepara-se agora para defrontar o CF Os Belenenses, sexta feira, 1 de Dezembro, pelas 18h15, no Estádio José Alvalade.

Futsal masculino carimba nova presença na Final-Four da UEFA Futsal Cup Fonte: Sporting Clube de Portugal - Futsal
Futsal masculino carimba nova presença na Final-Four da UEFA Futsal Cup
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futsal

Futsal masculino | Os bicampeões nacionais apuraram-se para a Final-Four da UEFA Futsal Cup, fruto de uma Ronda de Elite só com triunfos: frente aos belgas do Halle-Gooik (3-2), aos croatas do Nacional Zagreb (3-1) e aos russos do Dina Moskva (4-0), em partidas onde a turma orientada por Nuno Dias foi claramente dominante. Segue-se o regresso à Liga SportZone com a recepção ao Rio Ave FC no dia 1 de Dezembro, pelas dezasseis horas, no Pavilhão João Rocha.

A teoria do Chuta-Chuta

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 Já ouvimos Jorge Jesus dizer que Bruno César é um daqueles jogadores que tacticamente sabem tudo. A verdade é que no campo joga em várias posições, desde a lateral da defesa até às complexas movimentações do centro. A polivalência tem destes milagres e Bruno César cumpre-os bem. Afinal qualquer Treinador gosta da magia de olhar para o banco de suplentes e ver um jogador que se pode multiplicar por três, desenvolvendo vertentes tão distintas entre a técnica, a táctica e o predicado resultante na alcunha que o Futebol lhe deu.

Retomando: Jorge Jesus tinha razão quando o descobriu, abrindo-lhe as portas da Europa. E há sempre algo de bonito quando um Treinador, anos depois, faz força para voltar a contar com um antigo jogador seu no plantel. Pertencia ao imaginário dos bons adeptos de Futebol o talento deste Brasileiro, sendo natural a satisfação com o seu ingresso no Sporting. Sempre havia motivos para isso: tomem lá uma estreia de sonho com um golo impecável. Não é para todos.

Bruno César tem marcado golos em vários jogos importantes Fonte: UEFA
Bruno César tem marcado golos em vários jogos importantes
Fonte: UEFA

Começava assim o Chuta-Chuta a fazer gracinhas na segunda volta de uma Campeonato que esteve no bolso e a ganhar preponderância num plantel forte e equilibrado. É por aqui que quero ir. Ainda está por acabar o mito de que um jogador somente é influente com o selo da titularidade, e Bruno César pode bem ser a justificação credível. Se repararmos, a coincidência de dois extremos tirou-lhe espaço no onze, contudo, em jogos-chave, é vê-lo aparecer nas composições iniciais que antecedem o princípio do jogo, jogo esse em que, por norma, até costuma marcar, tal como sucedeu no ano passado no Bernabéu. Como se não bastasse a multiplicação, ainda é perito em assumir-se Talismã.

Há missões específicas que Bruno César desempenha como ninguém. Leitura táctica, lá está – essa arte de saber correr para o lado certo e quando é preciso. Devo aconselhar a quem assista ao jogo no Estádio a dedicação de algum tempo à análise do trabalho deste jogador em campo. Na partida contra o Braga, por exemplo, não houve fase de pressão esquecida nem falta de ocupação no sector intermédio do ataque. Apesar de este trabalho de campo não ser tão visível pela televisão, há sempre quem o faça, mesmo que nem todos o consigam fazer como o Bruno César faz. Mas falamos de uma tarefa ingrata. Com os golos todos vibramos, mas nem sempre isso acontece com a qualidade da ocupação do terreno ou com os movimentos que bloqueiam as hipóteses do adversário. Ainda assim é muito raro encontrar-lhe um jogo mau, precisamente por todo este trabalho que desempenha.

E sempre que ao esforço táctico se junta o golo que ajuda ou decide, é muito provável a atribuição da distinção de Melhor em Campo. Coisa que sempre fica bem ao Sporting na generalidade, e ao Chuta-Chuta em particular. Ter um jogador destes no plantel é sempre uma mais-valia. Ainda bem que assim é.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Vive la France! – a Taça Davis fica nas mãos dos mosqueteiros

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Cabeçalho modalidadesA equipa masculina de ténis francesa venceu no passado Domingo a 106ª edição da mais histórica prova tenística disputada por equipas: a Taça Davis.

Foi no Stade Pierre Mauroy – casa onde o LOSC Lille disputa as suas partidas caseiras – que a Final foi disputada frente à equipa campeã em título, a vizinha Bélgica, sob um ambiente verdadeiramente digno desta prova: mais de 45.000 pessoas fizeram a festa naquela que é a prova, tradicionalmente, mais barulhenta e festiva do mundo do ténis.

Yannick Noah, lenda do ténis francês e atual capitão da seleção, decidiu apostar em Lucas Pouille em detrimento de Richard Gasquet para disputar o primeiro encontro de singulares frente a David Goffin (a grande figura belga) e o resultado foi um frio 7/5 6/3 6/1 a favor dos visitantes, que aguardavam assim que Steve Darcis – que tem por hábito transcender-se quando veste as cores nacionais – conseguisse a proeza de triunfar perante o líder na seleção gaulesa, o superpotente Jo-Wilfred Tsonga, e colocar assim a Bélgica a um pequeno passo de renovar o título. Darcis não pode, no entanto, fazer muito para que isso acontecesse e foi “despachado” em menos de duas horas de encontro pelo francês (Tsonga d. Darcis 6/3 6/2 6/1) que deixou assim tudo em aberto para aquele que é muita vezes o encontro mais decisivo da eliminatória: o jogo de pares.

Aí, Johan Van Herck – capitão da equipa da Bélgica – optou por lançar Ruben Bemelmans e Joris De Loore na tentativa de surpreender a dupla gaulesa composta por Richard Gasquet e o especialista em duplas Pierre-Hugues Herbert. A equipa da casa partiu como larga favorita para este encontro e não defraudou as expetativas dos quase 50 mil adeptos presentes, e dos milhões que assistiram por todo o mundo, acabando por ceder apenas um set, e conquistando o tão importante 3º jogo (Herbert/Gasquet d. Bemelmans/De Loore 6/1 3/6 7/6 6/4).

Fonte: Lucas Pouille
Fonte: Lucas Pouille

Estava então tudo preparado para, no Domingo, se festejar a vitória de Tsonga frente a David Goffin e entregar a saladeira aos gauleses. Mas David Goffin não concordou com esses planos. O belga surgiu em court determinado a não entregar de mão beijada o encontro a Tsonga, e acabou mesmo por surpreender os presentes com uma exibição imaculada, que deixou os homens da casa de nervos em franja. Goffin acabaria mesmo por vencer o encontro pelos parciais de 7/6 6/3 6/2 e estava agora empatada a eliminatória, sendo o derradeiro encontro disputado por Lucas Pouille do lado francês, e Steve Darcis a representar os belgas.

Para Darcis, 33 anos, o ambiente de 5º jogo de Final de Taça Davis não era propriamente uma novidade. Já para o jovem Pouille, de 23 anos, era um momento inesquecível e a pressão que recaía sobre os seus ombros era bastante considerável. No entanto, se Pouille se sentiu nervoso, não o mostrou ao longo da partida e exibiu-se com a atitude de quem estava determinado em escrever o nome do seu país pela 10ª vez na saladeira de prata, e cilindrou novamente Steve Darcis, com direito a “pneu” no derradeiro set: 6/3 6/1 6/0, deixando o Stade Pierre Mauroy em completa euforia ao som de “Allez les Bleus” entoado por todos (exceto os cabisbaixos belgas, está claro).

Fica para a História mais uma vitória da seleção gaulesa naquela que foi a última edição da Taça Davis como a conhecemos: a edição de 2018 contará com alterações “experimentais” por parte da Federação Internacional de Ténis (ITF).

Foto de Capa: Taça Davis

O Passado Também Chuta: “Duma página bela de história…”: SC Farense

o passado tambem chuta

Sporting Clube Farense, ou simplesmente Farense, é o clube mais antigo e com maior história do Algarve. Situado na cidade de Faro, vem acumulando história desde o ano de 1910, ano da sua fundação.

De uma forma muito peculiar o futebol chegou ao Algarve através dos meios marítimos. A corveta “Duque de Palmela”, que na altura era o navio que servia a armada portuguesa em Macau, ao ancorar na Ria Formosa, onde havia uma escola de marinheiros, deu-lhes a conhecer o futebol.

Apesar de já ser conhecido na Inglaterra, em Faro improvisou-se o primeiro jogo de futebol no Largo de S.Francisco. A partir daí a ideia de criar uma equipa da região tornou-se realizável. João Gralho, o impulsionador da criação do mesmo, idealizou um clube de futebol. Um clube de futebol verdadeiro, um clube com equipamentos, campo, sede, sócios, resumindo: um clube a sério!

Sendo a sua ideia divulgada, muitos jovens farenses aceitaram o desafio e fundaram, em Abril de 1910, mesmo enquanto regia uma monarquia em Portugal, o Sporting Clube Farense.

A casa do Farense tinha como nome “Santo Stadium”, nome do proprietário emigrante Manuel Santo. Atualmente, o Estádio do Farense tem o nome de Estádio São Luís.

Equipa do Farense com o equipamento preto e branco em 1932/1933 Fonte: Antigas glórias do passado do futebol algarvio e alentejano
Equipa do Farense com o equipamento preto e branco em 1932/1933
Fonte: Antigas glórias do passado do futebol algarvio e alentejano

Algo que identifica os clubes são os seus equipamentos. A história por de trás do equipamento da equipa Farense é algo caricata. Sendo um grupo afiliado ao Sporting CP, as cores do equipamento seriam as mesmas, ou seja, verde e branco. No entanto, nesta altura, as fotografias eram a preto e branco. Visto que só através da fotografia tinham contato com o clube filial, a escolha das cores foi feita através da fotografia. Ora, em vez de verde ficou preto e o branco ficou branco. Assim os equipamentos da equipa farense ficaram alvinegros.

Indo ao que interessa, ao futebol, o Farense tem uma das histórias mais apaixonantes no futebol português. Muitos são aqueles que ainda recordam as terríveis visitas ao “São Luís”, nos anos 90, altura em que a equipa algarvia militava na Primeira Divisão. Este Farense permaneceu no principal escalão do futebol português dez anos consecutivos. O apogeu dessa participação alvinegra na Primeira Liga dá-se em 94/95 com o apuramento para a Taça Uefa fruto de um brilhante 5ª lugar alcançado, altura em que o mítico Paco Fortes era o treinador da equipa algarvia. Aliás, há que dizê-lo, a história do Farense na Primeira Liga está intimamente liga com a própria história do técnico espanhol, um dos poucos a ter sucesso no futebol português. Nestes anos o Farense afirmou-se como uma das melhores equipas do panorama nacional.

SL Benfica 6-0 Vitória FC: 90 minutos à Benfica

sl benfica cabeçalho 1Depois de dizer adeus à Champions, o Benfica apresentou-se nesta 12ª jornada com toda a força e empenho para a disputar com o Vitória de Setúbal.

Rui Vitória apresentou um onze em que a maior surpresa foi talvez, Bruno Varela em vez de Svilar e é de salientar, a meu ver, a solidificação da aposta em Krovinovic logo de início, que logo se fez notar com uma boa distribuição de jogo e grande participação na construção das jogadas.

O adversário veio de três derrotas consecutivas, apresentando-se na Luz com uma atitude muito aquém para quem pretendia vencer e acabando assim por somar a quarta.

Aos sete minutos, a dupla de centrais encarnada abriu o marcador com Jardel, de cabeça, a ganhar entre os centrais do Setúbal e Luisão, oportuno ao segundo poste, a encostar de pé esquerdo. Foi bonito capitão!

A equipa de José Couceiro tentou sempre reagir e surpreender mas o Benfica fez uma grande primeira parte e esteve sempre pressionante e em situação de claro domínio do jogo. O Setúbal teve aos 22 minutos a maior, e única creio, oportunidade de igualar o resultado mas André Almeida cortou a jogada de Gonçalo Paciência, mesmo no momento certo. E como se costuma dizer, quem não marca, sofre e o 2-0 surge aos 39minutos, com Pizzi, de canto, a contribuir para quele que foi o 100º golo de Jonas de águia ao peito e que há tanto almejava. Parabéns Jonas! Que pé quente tem o brasileiro.

O Benfica goleou o Vitória de Setúbal "à antiga" Fonte: SL Benfica
O Benfica goleou o Vitória de Setúbal “à antiga”
Fonte: SL Benfica

Seguidamente, ao soar do apito de final da primeira parte, dá-se a expulsão de Nuno Pinto, por acumulação de amarelos, e que deixou o Vitória FC com 10 jogadores e em desvantagem considerável. Ainda houve tempo para a mesma dupla do primeiro golo, quase fazer o terceiro pelos encarnados e alargar a vantagem, estavam inspirados Jardel e Luisão.

Ao contrário, o Setúbal, estava em “noite não” e na segunda parte, Couceiro viu-se obrigado a alterar o onze, com a saída logo ao início de João Amaral, por lesão, e que substituiu por Vasco Costa que acabou por estar em campo apenas 6 minutos, saindo por lesão também, para, finalmente, entrar Pedro Pinto.

Da parte do Benfica, no regresso do intervalo manteve o objetivo de ganhar bem definido e aos 48 minutos, Pizzi, fez a segunda assistência para golo de Salvio.

SC Braga despede-se da Europa com vitória

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Cabeçalho modalidades

Já se sabia de antemão que era muito improvável o SC Braga discutir o apuramento num grupo que incluía o Inter Movistar e o Kairat Almaty, sobrando apenas o Deva como equipa teoricamente ao alcance dos guerreiros do Minho. Nos primeiros dias de competição, dois jogos muito exigentes contra os favoritos do seu grupo, que resultaram em duas esperadas derrotas, sete golos sem resposta contra os atuais campeões europeus em título e 4-1 contra a formação cazaque, campeã da UEFA futsal cup no recente ano de 2015.

Em virtude destes resultados, os bracarenses ficaram logo afastados da competição e ficaram obrigados a lutar pelo terceiro lugar, em igualdade com a turma romena, tornando o despique deste domingo numa autêntica “final” antecipada para clarificar quem conseguia fugir ao último lugar do grupo B. E foi no dia final de competição que os comandados de Paulo Tavares conseguiram o tão desejado triunfo nesta ronda da UFC (8-5), atingindo assim o objetivo delineado antes desta fase. É certo que os arsenalistas estão eliminados da competição, mas não era fácil fazer melhor, sobretudo no ano de estreia desta equipa nas competições europeias, ainda para mais numa equipa semiprofissional.

É um percurso que deve encher de orgulho todos os adeptos e simpatizantes do Braga e todos os portugueses, pois estrear-se logo com a entrada no lote das 16 melhores equipas da Europa é obra e deixa um bom prenúncio no que concerne a futuras participações, embora em condições normais os representantes portugueses sejam o Sporting CP e o SL Benfica, mas hoje tivemos mais uma prova inequívoca de que teremos um bom representante caso um dos grandes de Lisboa não consiga chegar à final do play-off e por conseguinte não consiga o apuramento para a UFC.

Inter Movistar é um dos apurados para a final four da UEFA Futsal Cup Fonte: Inter Movistar
Inter Movistar é um dos apurados para a final four da UEFA Futsal Cup
Fonte: Inter Movistar

Fica assim o prémio de consolação de ter evitado o lugar no fundo da tabela e de sair de competição com duas vitórias na temporada, para além desta os guerreiros ainda bateram os eslovenos do Maribor na Ronda Principal, num grupo discutido na Eslovénia, que garantiu o apuramento para a Ronda de Elite.

É caso para dizer, os guerreiros caíram, mas caíram de pé e ganharam bastante moral para abordar o resto da temporada, com um nível de confiança bastante superior. A título de curiosidade, o Inter Movistar conseguiu o apuramento para a fase final neste agrupamento, juntando-se ao Barcelona, Gyor ETO e Sporting como representantes da final a quatro.

Foto de Capa: SC Braga

S.O.S Rui Pedro e/ou Gonçalo Paciência

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fc porto cabeçalhoA época atual do FC Porto está a ser até agora uma época santa e imaculada. Com o Espírito Santo do nosso lado os resultados não foram favoráveis, mas este ano, liderados pelo nosso senhor Conceição os bons resultados e as boas exibições fluem com naturalidade. As missas que o mister apregoa são bem recebidas pelos seus praticantes e desengane-se quem pense que me refiro às mesmas missas dos rivais. No entanto, por muito abençoada que esteja a ser a atual época dos dragões, seja por obra divina ou por mérito próprio, a verdade é que existe sempre uma condicionante inerente a qualquer bênção: as lesões.

Atualmente, Sérgio Conceição e os seus pupilos disputam Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga dos Campeões. Em todas as competições nacionais em que está inserido, o FC Porto apresenta condições e argumentos para disputar e vencer os troféus com toda a legitimidade que o estatuto de “grande” lhe confere. No entanto, este FC Porto de Sérgio Conceição apresenta um grande defeito que até agora tem-se mantido adormecido mas que se pode manifestar a qualquer momento: o plantel é curto, muito curto! Para as competições nacionais pode, por ventura, ser suficiente. Mas quando pelo meio da semana surge a Liga dos Campeões, as opções para tentar manter um plantel “fresco” e competitivo podem escassear e obviamente que as lesões em nada favorecem essa causa.

Otávio está de fora e Marega e Soares ainda estão em processo de recuperação. Todos eles, homens da frente, deixando Aboubakar “abandonado” na frente com a dura missão de enfrentar sozinho as defesas adversárias. Face a este problema, urge uma solução rápida e eficaz e a próxima reabertura do mercado de inverno pode trazer novidades para a frente do FC Porto.

Numa altura em que a política de transferências do FC Porto resulta numa base introspetiva, de olhar para dentro do plantel aproveitando sobretudo o retorno dos jogadores emprestados, surgem de imediato dois nomes na cabeça de qualquer adepto portista para colmatar as baixas do ataque: Rui Pedro e Gonçalo Paciência.

Fonte: BnR
Fonte: BnR

Rui Pedro, ainda apenas com 19 anos, vai no seu primeiro empréstimo e neste momento veste as cores do Boavista FC. No início da época, o jovem avançado dividiu muitos adeptos dos dragões, já que muitos acreditavam que o “miúdo” tinha talento e potencial para fazer sombra a Soares e Aboubakar, numa altura em que a maioria ainda duvidava de Marega, duvidas essas que o maliano já tratou de esclarecer. De dragão ao peito, Rui Pedro fez treze jogos e foram suficientes para agradar os exigentes adeptos portistas. Isto deve-se sobretudo ao seu jogo de estreia, em que Rui Pedro marcou aos 94’ desfazendo um empate difícil frente ao SC Braga numa fase má dos dragões que foi terminada com esse golo do avançado.

Golo na estreia mesmo no fim do encontro de um miúdo da formação que desfez um empate e uma má fase é sem dúvida um bom cartão-de-visita! Até ao final da época só fez mais um golo, mas também não esteve em campo muitos minutos. Nuno Espírito Santo deu o primeiro passo ao estrear Rui Pedro na equipa principal, veremos se Sérgio Conceição irá conseguir consolidar o seu talento e dar oportunidade a um jogador que ainda é querido e está na memória dos adeptos portistas. Rui Pedro deve aproveitar esta oportunidade no Boavista SC para crescer e acima de tudo deve marcar e muito! Um avançado no FC Porto tem de fazer balancear as redes muitas vezes e por isso o avançado tem de estar à altura do desafio.

Por seu lado, Gonçalo Paciência com 23 anos vai já no seu quarto empréstimo. O avançado atualmente no Vitória FC já é emprestado desde os seus 20 anos e se o intuito de os empréstimos é amadurecer os jogadores dando lhe experiência competitiva, então Gonçalo já está quase a “apodrecer”. Durante a sua curta carreira, o avançado conta com empréstimos à Académica, Olympiacos, Rio Ave e Setúbal. Gonçalo Paciência tem demonstrado ao longo das épocas em que esteve emprestado algumas dificuldades em se afirmar marcando apenas nove golos em sessenta jogos, números aquém de um potencial avançado do FC Porto. O ainda jovem avançado, está a ter ao serviço do Vitória FC a sua melhor época com quatro golos em catorze jogos.

Numa equipa carente de qualidade, Gonçalo Paciência tem-se conseguido destacar e as suas boas exibições valeram-lhe recentemente a estreia com a camisola das quinas frente aos EUA, algo que deve ser reconhecido já que são poucos os jogadores a jogar no campeonato nacional que não jogam nos três grandes a serem chamados à seleção nacional. Gonçalo Paciência nunca será igual ao seu pai Domingos, era outro tempo e a própria fisionomia de ambos e estilo jogo são muito diferentes. No entanto, o seu pai teve algo que Gonçalo não está a ter ao serviço dos dragões: oportunidades. Acho que esta pode ser a derradeira época de afirmação de Gonçalo e os seus números interessantes desta época podem mesmo valer-lhe o regresso ao FC Porto já em janeiro.

O FC Porto não tem paralelo em Portugal no que toca à formação de avançados. André Silva, Gonçalo Paciência, Rui Pedro e André Pereira (ainda a despontar), são alguns nomes mais recentes a destacar-se das camadas jovens dos dragões. No entanto, os técnicos dos dragões mostram-se reticentes em apostar nos jovens avançados da formação. O caso de André Silva foi um caso de sucesso e teve uma passagem muito positiva na equipa principal do FC Porto rendendo vários milhões de euros aos cofres dos dragões. É um caso que a direção deve ter como referência e deveria apostar casos semelhantes no futuro.

Sérgio Conceição já manifestou publicamente que necessita de reforços. Com as baixas no ataque, este setor deverá ser o de principal foco no mercado e como o mister não fechou as portas ao regresso de Gonçalo Paciência e de Rui Pedro, podemos muito bem voltar a ver estas caras conhecidas a vestir azul e branco mais cedo do que o previsto e de preferência a marcar muitos golos. Irá Sérgio Conceição apostar na irreverência de Rui Pedro ou na experiência que Gonçalo Paciência foi adquirindo ao longo dos empréstimos? Irá Sérgio Conceição trazer os dois ou mesmo nenhum?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

AS Monaco 1-2 Paris SG: Um final que disfarça o passeio

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Cabeçalho Liga Francesa

De resultados europeus antipodicamente opostos vinham ambas as formações que protagonizavam este clássico do futebol gaulês, separadas por seis pontos na Ligue 1, nas segunda e primeira posições, respetivamente.

Uma vitória para o Monaco seria o melhor que podia acontecer depois de campanha desastrosa na Liga dos Campeões, mas Mbappé, aos 2 minutos, falhou de forma clamorosa o golo inaugural e tirou qualquer dúvida sobre o estado de alma dos franceses que vinham de uma vitória de 7-1 contra o campeão escocês!

Com uma formação tática que contemplava 3 centrais, a equipa monegasca nunca conseguiu contrariar a mobilidade e perfume do ataque parisiense com os movimentos deambulantes de Draxler, Mbappé, Neymar e Cavani. Aos 8 minutos, Draxler falha outro golo cantado…

Aos 19, uma triangulação entre Rabiot, Draxler e Cavani daria o gol inaugural: parecia fácil! Até ao intervalo, o extremo alemão podia ter aumentado a diferença, mas Subasic impediu. Do lado caseiro, nada que se aproveite em termos atacantes numa equipa que viu mais a bola passar pelos olhos do que pelos pés.

A começar a segunda parte, aparece o samba de Neymar. Primeiro, atira ao poste (48’) e aos 52’, após sofrer penálti, converte-o com sucesso.

Mbappé teve um regresso não muito feliz ao Mónaco. Falhou que se fartou e ainda “traiu” Areola no golo adversário. Fonte: PSG
Mbappé teve um regresso não muito feliz ao Mónaco. Falhou que se fartou e ainda “traiu” Areola no golo adversário.
Fonte: PSG

Em termos de ocasiões flagrantes, o PSG ainda somaria mais quatro. Duas de Mbappé (69’ e 73’), uma com Jemerson a desviar um cruzamento de Cavani para o poste (75’) e, no minuto seguinte, o ‘El Matador’ uruguaio, sozinho na pequena área, atirou ao lado.

O último quarto de hora viria, porém, quase a desdizer toda a história do jogo. Com as substituições operadas por Leonardo Jardim, sobretudo as entradas de Ghezzal e Rony Lopes, o Monaco melhorou. Por outro lado, o PSG tirou o pé do acelerador.

João Moutinho, com sorte à mistura, vê um livre que cobra (81’), à entrada da área, desviar na cabeça de Kylian Mbappé e trair Areola. Regresso ao principado não muito feliz do jovem francês de 18 anos.

Sem criar mais perigo junto da baliza parisiense, o Monaco, a páginas tantas, viu-se beneficiado por um final com incerteza no resultado. Contudo, quem viu o jogo sabe que o PSG podia ter aplicado ao Monaco os números que aplicou ao Celtic.

Se assim continuar na Ligue 1, o PSG fará do campeonato francês uma qualquer praça de Paris onde pode passear a seu bel-prazer.

Jardim vive dias muito difíceis e há que fazer reflexão profunda. Depois do adeus à europa, agora, internamente, o líder já está lá longe. São 9 pontos, Leonardo!

Foto de capa: Paris SG

FC Paços Ferreira 1-2 Sporting CP: Eficácia leonina levou a melhor sobre a irreverência pacense

sporting cp cabeçalho 1

Bancadas bem compostas mas sem lotação esgotada num princípio de noite frio em Paços de Ferreira, para receber uma equipa pacense que vinha de uma pesada derrota em Chaves, mas com três vitórias nos últimos três jogos caseiros para o campeonato. Já os leões haviam ganho durante a semana para a Liga dos Campeões frente ao Olympiakos, mas que tentavam voltar aos triunfos para o campeonato depois do empate caseiro frente ao Sporting de Braga.

Início forte do Paços, forte na recuperação da bola e a apostar em ataques rápidos, com os dois homens da frente (Mabil e Welthon) em maior destaque. O segundo criou mesmo a primeira oportunidade da partida, com um remate já dentro da grande área para defesa de Rui Patrício. Rapidamente respondeu o Sporting com um remate de Gelson, em excelente posição, a sair ao lado. A primeira grande ocasião da partida pertenceu a Bas Dost, que após um corte falhado de Miguel Vieira, viu a bola cair-lhe nos pés só com Mário Felgueiras pela frente, mas permitiu a defesa ao guarda-redes dos “castores”. Com o crescimento dos forasteiros no jogo, veio o golo. Canto do lado direito, confusão na área e Battaglia a cabecear dentro da pequena área para dar a vantagem no jogo aos leões à passagem do minuto vinte.

O jogo mantinha-se intenso, com o Sporting a criar problemas ao Paços usando a rapidez dos seus extremos, principalmente Gelson Martins, enquanto que os pacenses davam dores de cabeça ao último reduto leonino através das investidas de Mabil e Welthon. Disputada, nem sempre bem jogada, a partida chegou ao intervalo depois de um primeiro tempo em que ambos os conjuntos procuraram o golo. Porém, só o argentino Rodrigo Battaglia encontrou o caminho certo para a baliza.

A festa leonina no final do jogo Fonte: Sporting CP
A festa leonina no final do jogo
Fonte: Sporting CP

A segunda-parte começou comum remate do lateral Bruno Santos, encaixado por Rui Patrício, mas tirando essa exceção, os primeiros quinze minutos tiveram menos ação, com um maior controlo da posse de bola por parte do Sporting. A entrada de Bruno Moreira voltou a trazer maior objetividade ao ataque pacense, com Mabil e Xavier bem abertos nas alas e Bruno Moreira a juntar-se a Welthon na frente. Ainda assim, foi Bruno Fernandes, com um remate espontâneo a acertar no poste da baliza de Mário Felgueiras, que na recarga fez bem a mancha ao jovem médio português. Mais uma vez e como o jogo era de parada e resposta, o Paços enviou a bola aos ferros da baliza leonina, pelo inevitável Mabil, na sequência de um pontapé de canto. Apesar do crescimento da equipa de Petit no jogo, foi o Sporting a voltar a marcar, por intermédio de Gelson Martins. Fábio Coentrão trabalhou bem na esquerda, cruzou rasteiro para o extremo formado em Alcochete. Gelson tirou João Góis da frente e atirou a contar, sem hipóteses para Mário Felgueiras. O Sporting respirava melhor e via a vitória mais perto.

Em cima dos noventa, o Paços voltou ao jogo, quando Marco Baixinho reduziu para 1-2, na recarga a um cabeceamento defendido por Rui Patrício, fruto de mais um canto perigoso dos castores. Apesar do susto, a equipa do Sporting não voltou a sofrer sobressaltos e saiu vitoriosa de um jogo difícil no Estádio Capital do Móvel, aproximando-se da liderança do campeonato. Já o Paços de Ferreira saiu sem pontos, mas deixou uma excelente imagem, disputando o jogo do primeiro ao último minuto.