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Uribe, o tampão do meio-campo que foge à regra | FC Porto

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Os meses de janeiro e de fevereiro foram duros para o FC Porto, atendendo à carga de jogos que os azuis e brancos tiveram de enfrentar, sendo que Sérgio Conceição referiu que os portistas tiveram de realizar cinco jogos em 15 dias. Durante este período, foi possível observar o FC Porto a alinhar com e sem Uribe e a verdade é que se notou uma evidente diferença.

Fruto da expulsão frente ao SC Braga, Sérgio Conceição viu-se impedido de utilizar o internacional colombiano no dérbi da Invicta, onde um dos pontos negativos da exibição dos campeões nacionais foi a permeabilidade e a passividade com que os jogadores encararam o momento defensivo. Como se sabe, Uribe é um atleta com cultura tática, pelo que é dos jogadores do FC Porto com maior sentido posicional, sabendo bem quais as zonas do terreno que deve pisar.

Para além disso, é também muito agressivo com e sem bola, o que ajuda a aumentar os índices de agressividade saudável no miolo portista. Algo, que, comparando com Sérgio Oliveira e Fábio Vieira, já não é tão visível, pois são futebolistas que se sentem mais confortáveis com bola do que sem ela. Este foi um dos pontos cruciais para a péssima exibição do FC Porto, porque não tinha em campo ninguém que fizesse de “tampão”, o que permitiu ao Boavista FC lançar os seus contra-ataques sem qualquer tipo de oposição, digna dessa palavra.

Matheus Uribe é dos jogadores mais importantes no equilíbrio defensivo da equipa.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Regra geral, o FC Porto utiliza um duplo pivot, constituído por Uribe e Sérgio Oliveira, sendo que o ex-CF América é o responsável por jogar mais descaído e auxiliar os defesas, porém, não é apenas esse “6” que se preocupa só em defender, como outrora o FC Porto apresentou, com Costinha, Paulo Assunção ou Danilo, mais recentemente. Ou seja, Sérgio Conceição pode confiar no jogador tanto na posição “6” ou “8”, pois tem capacidade para fazer circular a bola, sem que pareça que o esférico salta e também apresenta um bom drible curto, o que faz com que o FC Porto, por vezes, possa sair a três ou, melhor dizendo, não baixando tanto as linhas.

Por exemplo, na temporada passada, quando o treinador portista conjugava no onze titular Danilo/Otávio ou Danilo/Oliver era frequente observar que um destes criativos baixava para vir buscar e criar jogo, o que obrigatoriamente retirava um elemento da frente de ataque, ou até mesmo convidava o adversário a subir as linhas de pressão. Atualmente, esse papel é mais destinado a Uribe e por isso temos um FC Porto com um “6” diferente do habitual e que fez crescer o seu papel nas dinâmicas da equipa.

É verdade que existe Grujic, mas o sérvio não é tão forte com a bola nos pés, em comparação com Uribe, e a sua utilização num meio campo a dois vai dificultar a boa circulação da posse de bola, daí ser normal a sua preterição neste tipo de partidas em que o FC Porto é considerado favorito. Isto é, do ponto de vista estratégico, não será tão essencial, a menos que Sérgio Conceição pense num sistema com 3 médios, que parece ser a disposição indicada para tirar melhor proveitos das características de Grujic.

Deste modo, fica percetível que há um FC Porto com Uribe, e outro sem o colombiano, que, a meu ver, é pior, atendendo à preponderância que o número “16” ganhou na forma como a equipa atua. Sendo que, até ao momento, não parece haver alguém com características semelhantes, dado que Loum ainda não foi alvo de uma aposta mais efetiva para além de simplesmente entrar a uns 5 minutos de terminarem os desafios. Assim, Uribe contribui para uma maior solidez defensiva, que com ele em campo já é criticável, mas que sem ele, simplesmente, parece não ter existir.

5 jovens promessas que podem chegar à equipa principal

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Nestas últimas semanas testemunhamos o aparecimento de uma nova promessa a ingressar nos quadros do FC Porto. Falo como é óbvio de Francisco Conceição, que tem vivido momentos de sonho. Pela mão do seu pai, Sérgio Conceição, estreou-se aos 18 anos pela equipa principal dos azuis e brancos na Primeira Liga e na Liga dos Campeões.

À semelhança deste exemplo, ficam aqui cinco nomes dos orientados de António Folha que podem seguir os mesmos passos.

Liverpool FC 0-2 Everton FC: “Toffees” agudizam crise dos “Reds”

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A CRÓNICA: EVERTON FC “PINTOU” MERSEYSIDE DE AZUL

No grande derby de Merseyside, o Liverpool FC recebeu o Everton FC em Anfield Road, numa partida referente à jornada 25 da Liga Inglesa. Um resultado positivo nesta partida era essencial para as duas equipas, de maneira a virar a senda de maus resultados que ambas as formações têm vivido.

O encontro não começou da melhor maneira para a formação da casa, que se viu em desvantagem no marcador logo aos 3 minutos, depois de Richarlison abrir a contagem para os “Toffees”. A partir desse momento, os “Reds” assumiram o controlo do jogo, tentando chegar ao golo da igualdade com consecutivas investidas ofensivas, ainda que ineficazes. Apesar do maior pendor atacante por parte dos caseiros, o resultado não voltou a mexer até ao final do primeiro tempo.

A partida retomou no segundo tempo com o Liverpool a correr atrás do prejuízo, praticamente encostando o adversário às cordas, mas apesar das investidas, a eficácia na finalização teimava em aparecer. Como se costuma dizer, quem não marca sofre, e foi exatamente o que aconteceu, com o Everton a chegar ao segundo golo do jogo através de penálti, convertido com sucesso por Sigurdsson ao minuto 83. Os anfitriões não mostraram qualquer capacidade de resposta e acabaram mesmo por sair derrotados deste encontro.

Com este resultado, o Liverpool, atual campeão, continua numa grave crise de resultados, ocupando a sexta posição da tabela classificativa com 40 pontos, vendo praticamente esfumar-se qualquer hipótese de revalidar o título. Já o Everton, que ocupa a sétima posição, passa a contar com os mesmos pontos dos rivais, registando um jogo em atraso.

 

A FIGURA

 

Richarlison – O avançado brasileiro foi, na minha opinião, o melhor jogador em campo, não só pelo golo marcado que colocou o Everton FC em vantagem no marcador, mas por todos os lances por ele criados, que muitos dores de cabeça deram à equipa adversária.

 

O FORA DE JOGO

 

André Gomes – Apesar do triunfo da sua equipa, o médio internacional português fez um jogo que ficou muito aquém das expetativas, tendo sido o pior elemento em campo, acabando mesmo por ser substituído no segundo tempo.

 

ANÁLISE TÁTICA – EVERTON FC

Os pupilos de Jürgen Klopp apresentaram-se num dispositivo tático de 4-3-3. Com várias lesões a assolarem a formação de Anfield e a obrigarem o treinador alemão a improvisar, principalmente na linha defensiva, os “Reds” voltaram a sofrer um revés, com Henderson, já adaptado a central, a ter de ser substituído ainda no primeiro tempo. Com os golos sofridos a serem um espelho das dificuldades que o Liverpool FC tem sentido no momento defensivo e com a falta de eficácia dos elementos ofensivos, a turma de Liverpool voltou a não conseguir demonstrar argumentos para conquistar um bom resultado.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (6)

Alexander-Arnold (6)

Kabak (6)

Henderson (6)

Robertson (6)

Thiago (6)

Wijnaldum (7)

Jones (6)

Salah (6)

Firmino (6)

Mané (6)

SUBS UTILIZADOS

Phillips (6)

Shaqiri (6)

Origi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Carlo Ancelotti apostou num dispositivo tático de 5-3-2, um sistema claramente de contenção, como foi percetível ao longo do encontro, mas que permitiu surpreender o Liverpool FC no momento ofensivo com contra-ataques rápidos, apostando na velocidade e na profundidade dada primeiro pelo avançado brasileiro Richarlison, e depois pelo inglês Calvert-Lewin. Os “Toffees” mostraram-se muito bem organizados e compactos, conseguindo conter praticamente ao longo de todo o encontro as tentativas ofensivas da formação da casa, tendo sido também extremamente eficazes nos poucos momentos atacantes de que dispuseram.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pickford (8)

Coleman (7)

Holgate (6)

Keane (7)

Godfrey (7)

Digne (7)

Doucouré (6)

Davies (7)

Gomes (5)

Rodriguez (7)

Richarlison (7)

SUBS UTILIZADOS

Sigurdsson (7)

Calvert-Lewin (6)

Iwobi (-)

FC Schalke 04 0-4 BVB Dortmund: O Ruhr veste-se de amarelo e preto

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A CRÓNICA: TUDO O QUE PODIA TER CORRIDO MAL AO SCHALKE… DEU A GOLEADA AO BVB DORTMUND

Um dérbi é sempre um dérbi. Na Alemanha, a rivalidade entre FC Schalke 04 e BVB Dortmund promete sempre uma faísca dentro das bancadas e no relvado. Sem público e com as duas formações em fases negativas na Bundesliga, uma vitória no Revierderby pode dar um balão de oxigénio para o que resta na temporada.

O início da primeira parte demonstrou duas equipas com iniciativa, com uma ânsia natural que um jogo desta natureza oferece. Apesar de a formação que viajou desde Dortmund ter mais posse de bola, os de Gelsenkirchen também chegavam com alguma facilidade à área contrária, prometendo um jogo mais emocionante.

Quando tudo parecia encaminhado para o empate ao intervalo, Mateu Morey roubou a bola após um erro de Stambouli. Jadon Sancho aproveitou o ressalto e inaugurou o marcador na Veltins-Arena, com um remate colocado, sem possibilidade de defesa para Michael Langer (que substituiu o lesionado Fährmann).

Ainda antes do apito para o regresso aos balneários, aconteceu o momento da noite. Com a cortesia de Jadon Sancho, Erling Braut-Haaland apareceu na grande área para rubricar um golo só ao nível de alguns jogadores. Ao intervalo, o 0-2 parecia um resultado pesado para o FC Schalke 04.

Já na segunda parte, a equipa da casa tentou dar o ar da sua graça. Depois de alguns ataques perigosos, o BVB Dortmund não vacilou e gelou as esperanças dos adeptos do maior rival. O português Raphael Guerreiro foi o protagonista do terceiro dos amarelo e pretos, depois de uma jogada em que ele próprio iniciou e terminou a triangulação ofensiva.

No entanto, a tormenta do FC Schalke 04 não terminou por aí. Ao passar do minuto 79, Haaland voltou a fazer das suas e apareceu no local certo para finalizar uma boa jogada coletiva dos visitantes, fixando o 0-4 final no placard da Veltins-Arena, em Gelsenkirchen. Os erros e a qualidade individual tramaram um Schalke que prometia bem mais no início do encontro.

Com este resultado, o BVB Dortmund continua no sexto lugar da Liga Alemã, provisoriamente com os mesmos pontos do Bayer 04 Leverkusen. Quanto ao Schalke 04, esta derrota condena ainda mais os azuis e brancos a uma descida anunciada, ocupam o último lugar da Bundesliga com apenas 9 pontos.

A FIGURA

Erling Braut Haaland – Depois de brilhar a meio da semana para a Liga Dos Campeões, frente ao Sevilla, a série de jogos não o impediu de voltar a encantar. Além do golo de antologia, bisou e fez o quarto das abelhas de Dortmund. Aos 20 anos, um dérbi já é um jogo normal para Haaland.

 

O FORA DE JOGO

Erros defensivos do FC Schalke 04 – Apesar de um começo animador, a equipa de Gelsenkirchen desmoronou após os dois golos do BVB Dortmund ao fechar a primeira parte. No primeiro, erro de Stambouli e, no segundo, Haaland faz um grande golo, mas pedia-se mais à defesa.

 ANÁLISE TÁTICA – FC SCHALKE 04

O lanterna vermelha da Liga Alemã apresentou-se no dérbi com a tática habitual. Dispostos em 4-2-3-1, os homens de Christian Gross entraram muito expectantes e com poucas iniciativas atacantes. Ao longo da primeira parte e até ao primeiro golo do BVB Dortmund, os jogadores da equipa da casa tentaram se soltar e até incomodaram a defesa adversária, mas sem muito perigo para a baliza de Hirtz. Os problemas na finalização explicam o porquê de serem o pior ataque da liga.

Nas transições defensivas, quando o BVB Dortmund tentava progredir com a bola, o FC Schalke 04 colocava 10 jogadores atrás da liga da bola. O único elemento que fugia do puzzle era o homem-alvo do ataque, Matthew Hoppe, numa tentativa de aproveitar um percalço do adversário. Foi neste setor, no entanto, que se demonstraram as maiores lacunas, como tem sido habitual no último classificado da Bundesliga.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Fährmann (-)

Becker (6)

Thiah (5)

Oczipka (5)

Kolasinac (5)

Serdar (6)

Stambouli (5)

Boujellab (5)

William (6)

Harit (7)

Hoppe (5)

SUBS UTILIZADOS

Langer (5)

Schopf (5)

Mascarell (5)

Raman (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Apesar de não ter realizado uma exibição de encher as medidas, foi (quase) sempre superior. Com o habitual 4-2-3-1, o BVB Dortmund teve sempre mais posse de bola e, sob a batuta de Mahmoud Dahoud, aproveitou os problemas crónicos do adversário. Quando o Schalke 04 tentou incomodar, a tranquilidade dos seus jogadores com a bola foi fundamental para manter a calma e a construir uma goleada de forma natural.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hirtz (7)

Mateu Morey (7)

Emre Can (7)

Hummels (6)

Raphael Guerreiro (7)

Delaney (7)

Dahoud (8)

Sancho (7)

Reus (6)

Brandt (6)

Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Jude Bellingham (7)

Meunier (-)

Reyna (6)

Reinier (6)

Moukoko (-)

Foto de capa: BVB Dortmund

Australian Open | Naomi Osaka conquista o 4.º Grand Slam da carreira

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Disputado um pouco mais tarde do que o habitual devido às condicionantes impostas pela pandemia de COVID-19, o Australian Open, primeiro grand slam da temporada, não desiludiu na vertente feminina e ofereceu inúmeros encontros de alto nível entre algumas das principais tenistas da atualidade. Ainda assim, o título ficou reservado para um nome que promete ser a próxima força dominadora do circuito WTA.

ANTIGAS CAMPEÃS DE GRAND SLAM DESILUDEM

Como em todos os torneios, nem todas as tenistas com perspetivas de chegar às fases mais adiantadas da prova correspondem às expectativas e este Open da Austrália não foi exceção. A germânica Angelique Kerber, campeã em 2016, caiu logo na primeira ronda perante Bernarda Pera, a número 64 do ranking mundial, por enfáticos 6-0 e 6-4.

O mesmo destino ficou reservado para Victoria Azarenka. Vencedora das edições de 2012 e 2013, a bielorussa perdeu por 7-5 e 6-4 com a norte-americana Jessica Pegula, número 61 do ranking. De referir que tanto Kerber como Azareka pertenceram ao grupo de tenistas que tiveram de ficar duas semanas de quarentena sem abandonar os quartos de hotel.

Para além da bicampeã do Open da Austrália, Pegula voltaria a surpreender uma candidata ao título nos oitavos de final, fase da prova em que eliminou Elina Svitolina, número cinco mundial, em três partidas. Por sua vez, Petra Kvitova, oitava do ranking e já com dois Grand Slams no currículo, perdeu na segunda ronda com a romena Sorana Cirstea, número 68 do ranking.

Ainda assim, a principal desilusão da competição feminina foi Sofia Kenin, a norte-americana de apenas 22 anos que surpreendeu tudo e todos ao vencer o torneio na edição transata. A número quatro mundial acusou a pressão do momento e sucumbiu perante Kaia Kanepi, a experiente estónia de 35 anos, por claros 6-3 e 6-2.

Foto de capa: Australian Open

Belenenses SAD 2-1 CD Nacional: Vitória no jogo 250 de Petit

A CRÓNICA: VITÓRIA DO BELENENSES SAD NAS CONDIÇÕES POSSÍVEIS

O Belenenses SAD derrotou esta tarde o CD Nacional por 2-1, naquele que foi o 250º jogo de Petit como treinador. Num relvado em condições paupérrimas, o Belenenses SAD adiantou-se no marcador por Tomás Ribeiro, mas viu o CD Nacional empatar pouco depois por Gorré. Na segunda parte, o Belenenses SAD foi mais forte e Miguel Cardoso fez o golo da vitória na conversão de uma grande penalidade.

Dadas as condições climatéricas que se faziam sentir, o relvado do estádio do Jamor acabou por não ser um palco digno, mas sim um adversário extra para os jogadores de ambas as equipas, que foram incapazes de criar através do passe curto. À passagem do minuto 29, a bola chegou a Tomás Ribeiro que, após alguma confusão na área, fez o 1-0, dando a vantagem à equipa da casa.

Os minutos que sucederam ao golo foram de muita luta a meio-campo, com várias faltas e incapacidade de abrir o jogo, dado o peso do relvado. Contudo, e quando os jogadores de ambas as equipas olhavam para o intervalo, Gorré reestabeleceu a igualdade depois de um remate de Rúben Micael, que bateu num defesa adversário e sobrou para o extremo insular.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

O Belenenses SAD entrou muito forte na 2ª parte e assumiu quase sempre a iniciativa de jogo. O domínio da equipa de Petit teve a sua recompensa aos 68’, quando Miguel Cardoso converteu de forma exemplar uma grande penalidade e colocou o placar em 2-1. Até final, os madeirenses tudo fizeram para chegar ao empate, mas a defesa do Belenenses SAD e Kritciuk seguraram a vantagem.

Com este resultado, a equipa de Petit soma 21 pontos e sobe ao 10.º lugar da classificação, em igualdade pontual com o CD Nacional e o CD Tondela (menos um jogo).

 

A FIGURA

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Tomás Ribeiro – Exibição de encher o olho do defesa do Belenenses SAD, coroada com um golo pleno de oportunidade.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Decisão da equipa de arbitragem de se jogar nestas condições – O tapete do Estádio Nacional não estava em condições aceitáveis para um jogo da Primeira Liga. A decisão da equipa de arbitragem de jogar nestas condições fez um péssimo serviço para a qualidade da competição.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

O Belenenses SAD apresentou-se em 3-4-3, sem alterações face ao último jogo (empate a zero em Famalicão). No momento defensivo, Petit apresentou uma ligeira variação no posicionamento habitual da equipa: em vez do habitual 5-2-3, o Belenenses SAD surgiu muitas vezes no momento defensivo em 4-3-3, com Esgaio a juntar-se à linha defensiva e Calila a fazer linha na zona intermédia com Cafu Phete e Yaya Sithole.

No ataque, com Cassierra mais fixo no corredor central, Miguel Cardoso e Varela foram alternando de posicionamento nos corredores. O Belenenses SAD apostou em transições ofensivas rápidas, procurando a velocidade dos homens da frente para explorar a profundidade. As condições do relvado não permitiram um melhor futebol, sem que as equipas trocassem a bola pelo chão, acabando o Belenenses SAD por jogar sempre de forma mais direta e vertical.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kritciuk (8)

Calila (7)

Henrique (7)

Tomás Ribeiro (8)

Rúben Lima (7)

Cafu Phete (8)

Sithole (6)

Tiago Esgaio (7)

Miguel Cardoso (8)

Varela (6)

Cassierra (6)

SUBS UTILIZADOS

Ramires (5)

Taira (5)

Francisco Teixeira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Os comandados de Luís Freire apresentaram-se num 4-4-2 defensivo que se transformava num 4-2-4 no momento ofensivo, com Gorré e Brayan Riascos a oferecerem largura e profundidade no ataque à área adversária.

Sem a possibilidade de colocarem em jogo o seu futebol de passe curto, o Nacional foi obrigado a apostar no passe longo, procurando o espaço nas costas da defesa do Belenenses, ou entre centrais e laterais, muitas vezes explorado por Rochez que descaía para uma das alas.

Defensivamente, Ruben Micael foi o escolhido para ocupar a posição mais recuada do meio-campo, o que envolveu muita luta com a linha intermédia dos Lisboetas que tentava aproveitar a vantagem de velocidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo (7)

 Kalindi (7)

Pedrão (6)

Rui Correia (7)

João Vigário (6)

Gorré (7)

Francisco Ramos (7)

Rúben Micael (7)

Brayan Riascos (7)

Rochez (7)

Pedro Mendes (6)

SUBS UTILIZADOS

Danilovic (6)

Matias (6)

Camacho (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Petit, normalmente defende em 5-2-3 ou 5-3-2 quando um dos extremos desce à linha de meio-campo. Mas hoje vi o Belenenses SAD a defender em 4-3-3, com Calila a fazer linha com o Cafu e o Yaya. O que pretendeu com esta variação?

Petit: “Nós trabalhamos assim, do lado da bola normalmente soltamos sempre o ala, o Rúben ou o Calila, e fazemos duas linhas de quatro. Depois os dois da frente, consoante o lado onde estiver a bola, o Varela ou o Miguel e foi isso que a equipa tem trabalhado sempre. Depois mudámos com o Bruno a chegar mais perto dos dois médios, estava um jogo intenso, com muitos duelos e com muito jogo no ar. Mas esses são os processos da equipa, com o Esgaio ou o Calila quando jogam daquele lado.”

CD Nacional

Não foi possível colocar uma questão a Luís Freire.

 

Rescaldo elaborado por Fred Seruya e Leonardo Bordonhos

Eintracht Frankfurt FAG 2-1 FC Bayern München: Vitória sofrida frente ao líder do campeonato

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A CRÓNICA: FANTÁSTICA PRIMEIRA PARTE DO EINTRACHT FRANKFURT SEGURA A VITÓRIA

Esperava-se uma bela partida de futebol entre Eintracht Frankfurt FAG e FC Bayern München, duas das equipas em melhor forma no campeonato alemão, e assim foi. O encontro começou com um ritmo frenético, apesar de ter sido interrompido ainda antes de atingir os 5’ minutos de jogo, devido à lesão de um dos árbitros assistentes.

Apesar da interrupção inicial causada por um acontecimento caricato, o ritmo de jogo não quebrou. Ao minuto 12’, Kamada aproveitou uma desatenção da defesa do FC Bayern Munchen, e apareceu sozinho no interior da área adversária para colocar a bola no fundo das redes. A assistência foi de Kostic, líder nos passes para golo na equipa do Eintracht Frankfurt.

Numa fase em que os Bávaros tentavam equilibrar a partida, ao minuto 31’, Amin Younes executou um remate colocadíssimo, fazendo o segundo golo da partida, após passe de Kamada. Neuer não teve hipóteses de defesa, e apenas se limitou a ver a bola a entrar junto do poste esquerdo da sua baliza.  Até ao final do primeiro tempo, Trapp ainda realizou algumas defesas de qualidade, impedindo a formação visitante de reduzir a diferença no marcador.

Os segundos 45 minutos iniciaram com um FC Bayern Munchen muito ofensivo e pressionante, tentando contrariar a supremacia do Eintracht Frankfurt. Ao minuto 53’ o inevitável Lewandowski colocou o marcador em duas bolas a uma, finalizando uma bela jogada construída por Sané. No decorrer do segundo tempo, o FC Bayern Munchen dominou o adversário, procurando incessantemente alterar o resultado da partida.

O marcador manteve-se inalterado até ao final do encontro, com o Eintracht Frankfurt a sair vitorioso, resistindo à forte avalanche ofensiva do FC Bayern Munchen na totalidade da segunda parte. Apesar da derrota, os campeões alemães em título permanecem na primeira posição da tabela classificativa, enquanto o Eintracht Frankfurt continua em quarto lugar.

A FIGURA


Kevin Trapp- O guarda-redes do Eintracht Frankfurt realizou uma exibição de alto nível, sendo um dos principais responsáveis pela conquista dos três pontos por parte da sua equipa. Respondeu com grande qualidade sempre que foi chamado a intervir, e apesar de sofrer um golo nesta partida, impediu o FC Bayern Munchen de alcançar o empate, e até de consumar a reviravolta no marcador.

O FORA DE JOGO


Setor defensivo do FC Bayern Munchen- A fraca primeira parte realizada pela defensiva da equipa visitante facilitou o trabalho ao Eintracht Frankfurt. A adaptação de Sule a lateral direito teve um resultado infeliz. O defesa central alemão, que hoje jogou na ala direita, demonstrou muitas fragilidades a acompanhar Kostic, e foi a partir da sua zona de atuação que surgiram os dois golos da formação da casa.

Os restantes jogadores que constituíram o quarteto defensivo dos Bávaros também realizaram uma exibição abaixo das expetativas, cometendo demasiados erros, sobretudo no primeiro tempo de jogo.

ANÁLISE TÁTICA – EINTRACHT FRANKFURT FAG

A formação da casa alinhou num esquema tático de 3-4-2-1, com uma linha de três defesas centrais, acompanhados por dois alas bastante subidos. No meio-campo, Rode e Hasebe formaram um duplo pivot, e nas costas do ponta de lança, Kamada e Younes atuaram como avançados interiores, permitindo incursões ofensivas constantes por parte de Kostic e Touré.

O Eintracht Frankfurt privilegiou, como é hábito, as rápidas transições ofensivas, maioritariamente conduzidas pelos laterais. Desta forma criaram largos problemas ao adversário, principalmente pela debilidade de Sule, um defesa central adaptado a defesa lateral direito, que teve muitas dificuldades a travar Kostic.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kevin Trapp (8)

Tuta (5)

Martin Hinteregger (7)

Evan N’Dicka (6)

Almamy Touré (6)

Makoto Hasebe (6)

Sebastian Rode (6)

Filip Kostic (8)

Daichi Kamada (8)

Amin Younes (7)

Luka Jovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Stefan Isanker (6)

Ragnar Ache (5)

Aymen Barkok (5)

Steven Zuber (-)

ANÁLISE TÁTICA- FC BAYERN MUNCHEN

Hans-Dieter Flick esquematizou a sua equipa no habitual 4-2-3-1. Sule atuou como lateral direito, enquanto Kimmich ocupou a linha de meio-campo juntamente com Roca. A linha ofensiva foi constituída por quatro elementos móveis, com Sané, Coman e Choupo-Moting a apoiar Lewandowski na frente.

Após uma primeira parte complicada ao nível da construção de jogo, a saída de Roca para a entrada de Goretzka alterou o rumo da partida. O médio alemão juntou-se a Kimmich no meio-campo, atribuindo maior vigor ofensivo ao FC Bayern Munchen.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (7)

Niklas Sule (5)

Jérôme Boateng (6)

David Alaba (6)

Alphonso Davies (6)

Joshua Kimmich (7)

Marc Roca (4)

Leroy Sané (7)

Choupo-Moting (5)

Kingsley Coman (6)

Robert Lewandowski (7)

 

SUBS UTILIZADOS

Leon Goretzka (7)

Lucas Hernández (5)

Jamal Musiala (6)

Javi Martínez (-)

3 disputas jurídicas no mundo do futebol que não vamos esquecer

As novelas e suspeitas de esquemas, comportamentos ilícitos ou corrupção no desporto mancharam alguns dos anos de ouro de alguns clubes e campeonatos. Ao longo dos últimos anos, não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo, assistimos à erupção de diversos casos mediáticos no futebol que preencheram a atualidade dos nossos televisores e feeds de notícias, quase sempre com a atuação da Justiça sob intenso escrutínio.

A verdade é que o tempo das notícias, o tempo da política e o “julgamento social” são distintos do verdadeiro tempo da justiça e muitos dos processos que foram aparecendo, ou continuam ainda por conhecer o seu fim, ou viram as suas decisões serem alteradas, após longos anos de audiências e recursos.

Vamos então a três disputas e casos jurídicos que tanta tinta fizeram correr no futebol.

CD Cova da Piedade 1-1 GD Chaves: Batalha de Almada termina em empate

CRÓNICA: EM DIA DE TEMPORAL, EMPATE FOI O RESULTADO POSSÍVEL

Foi numa manhã chuvosa que CD Cova da Piedade e GD Chaves se encontraram para a 21.ª jornada da Segunda Liga. Devido às condições climatéricas – e ao facto de ser o segundo jogo em quatro dias no Estádio Municipal José Martins Vieira – o nível qualitativo da partida acabou por sofrer.

A equipa visitante foi quem entrou melhor e depressa começou a criar ocasiões de perigo. Com o domínio da posse de bola e ao aproveitar o espaço entre os defesas e médios do Cova da Piedade, o Chaves conseguiu marcar à passagem do minuto 8, mas o lance foi anulado devido a fora de jogo.

O conjunto almadense ia mostrando alguma dificuldade em construir jogo. A sua posse de bola concentrava-se maioritariamente a meio-campo, mas a defesa visitante ia controlando as suas investidas com relativa facilidade. A primeira grande oportunidade de golo ocorreu aos 25 minutos quando Filipe Melo fez um belo passe a mudar o flanco de jogo para Firmino, que temporizou e cruzou para o segundo poste para Alex Freitas, mas no momento da decisão permitiu a defesa a Paulo Vítor.

Com o aproximar do intervalo o Chaves continuava a dispor das melhores oportunidades, mas com um relvado muito pesado nenhuma das equipas conseguia impor o seu jogo.

O segundo tempo começou, mas com o agravamento das condições climatéricas ficou cada vez mais difícil as duas equipas jogarem, com vários passes a ficarem presos nas poças de água e lama que se iam formando.

Até ao final assistiu-se a uma batalha no meio-campo, com nenhuma das equipas a conseguir criar jogo ou assumir a posse de bola dado o estado do relvado, que se ia deteriorando com o passar do tempo. A quinze minutos do final, Roberto esteve muito perto de inaugurar o marcador para o Chaves com um remate acrobático, mas no lance seguinte, Cristiano Gomes cruzou do lado direito e Hugo Firmino fez o primeiro golo da partida.

Com o aproximar do fim, e quando já se esperava a vitória caseira, Roberto conseguiu devolver o empate ao Chaves aos 87 minutos. Wellington “picou” a bola para dentro da área e o avançado brasileiro conseguiu bater o guardião do Cova da Piedade, fazendo o 1-1 final.

 

 

A FIGURA

Hugo Firmino – Para além do golo marcado, Firmino foi sempre o homem mais esclarecido da equipa da casa ao transportar a bola para o ataque com velocidade e critério. Mesmo quando o estado do relvado começou a piorar, conseguiu manter o nível e corou a sua exibição com um golo.

 

O FORA DE JOGO

CD Cova da Piedade
Fonte: Leonardo Bordonhos / Bola na Rede

Estado do relvado – São Pedro não deu tréguas durante todo o encontro e a segunda parte acabou por ser uma luta a meio-campo pela posse de bola, em que foi impossível criar qualquer tipo de lance ofensivo com qualidade de passe.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Depois da partida de quarta-feira contra a UD Vilafranquense, o técnico Mário Nunes fez várias alterações no onze inicial, mas a equipa conseguiu manter o modelo de jogo, apostando em ataques rápidos. Hugo Firmino ia sendo uma das figuras principais no plano ofensivo, ao impor velocidade no jogo, mas dado o estado do tempo, a equipa acabou por ter dificuldade em construir através do passe.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

Cristiano Gomes (7)

Simão Jr. (7)

João Meira (6)

Filipe Melo (6)

Cele (6)

Cicero (6)

Bruno Alves (6)

Alex Freitas (7)

João Vieira (7)

Hugo Firmino (8)

SUBS UTILIZADOS

Patrão (6)

João Oliveira (7)

Zarabi (6)

Anthony Blondell (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Durante os minutos iniciais da partida o GD Chaves conseguiu algum ascendente ao explorar os espaços entre setores do Cova da Piedade através do passe. No entanto, com o passar dos minutos começou a ter mais dificuldade em ligar o seu jogo. Ainda assim, os visitantes tiveram as melhores oportunidades de golo durante toda a partida e chegaram ao empate com justiça.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (7)

João Correia (6)

Vasco Fernandes 7)

Rocha (6)

João Reis (6)

João Teixeira (7)

Luís Silva (6)

Nuno Coelho (6)

Niltinho (7)

Roberto (8)

Batxi (6)

SUBS UTILIZADOS

Jonathan Toro (6)

William (6)

Wellington (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GD Chaves

BnR: O relvado esteve praticamente impraticável devido à chuva, qual era o plano que tinham e de que forma tiveram que o alterar?

Vítor Campelos: Nós desde o início vimos que na zona central, o relvado estava muito difícil, mas vimos que nas laterais estava em melhores condições. Queríamos acelerar o jogo pelos corredores porque eram o sítio de onde podíamos tirar mais partido do estado do relvado, e foi isso que tentámos fazer. Creio que na primeira parte fizemos um jogo interessante, com algumas jogadas a tirar a bola da zona de pressão, a acelerar do lado contrário, que foi o que trabalhámos durante a semana e queríamos explorar, mas como a partir da segunda parte jogámos da forma que era possível.

CD Cova da Piedade

BnR: Foi um jogo difícil até pelo estado do relvado. O que achou da exibição e a forma como a equipa se conseguiu adaptar às condicionantes meteorológicas.

Mário Nunes: Foi um jogo tremendamente difícil, já estávamos à espera das dificuldades por enfrentarmos um adversário de valor tão elevado, depois também a previsão meteorológica já anunciava que pudesse acontecer isto. Penso que, dentro das dificuldades os meus jogadores adaptaram-se muito bem, estou extremamente orgulhoso daquilo que eles fizeram e muito triste pelo resultado por eles, porque lhes tinha dito “ganhem este jogo porque esta vitória é vossa”, a minha ação seria muito residual tendo em conta o tempo entre os dois jogos, e foi, e por isso é que estou mais triste, porque seria uma vitória muito merecida para os meus jogadores por aquilo que eles fizeram.

 

 

Ronaldo Camará | Uma jóia prestes a sair de exposição?

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O Sport Lisboa e Benfica tem desenvolvido, de há uns anos a esta parte, um trabalho fenomenal na formação de jogadores, lapidando os jovens que chegam ao Seixal. O trabalho realizado na academia tem de ser enaltecido, até porque tem providenciado vários atletas que trouxeram proveito para o a equipa principal e para o clube, quer seja a nível financeiro como em rendimento desportivo.

Citando alguns nomes de jogadores que saíram das camadas jovens para levar a marca “made in Benfica” pela Europa fora, João Félix, Cancelo, Bernardo Silva, Nélson Semedo e muitos outros, a verdade é que é de parabenizar toda a estrutura da formação dos encarnados pelo trabalho desenvolvido.

Por estes dias “mora” no Seixal mais uma pérola, mais um diamante não por lapidar, mas que está praticamente pronto para deixar a montra secundária e ser exposto na montra principal – falo de Ronaldo Camará.

Com nome de craque, Camará foi desviado do Sporting CP em 2015 e rumou ao SL Benfica para completar o resto da sua formação. O jovem jogador de 18 anos tem brilhado em todos os escalões por onde tem passado, destacando-se dos demais pela qualidade que tem com a bola nos pés.

O luso-guineense pisa terrenos de jogo mais avançados, sendo um médio ofensivo com faro de golo. Mas Camará é muito mais do que golos, é muito mais do que assistências. É um génio que pensa com os pés. A sua capacidade de decisão é abismal para um jovem de 18 anos. A qualidade com que recebe a bola, sempre orientada para aquilo que pretende fazer a seguir é incrível. A visão de jogo, a capacidade de ver aquilo que nem nós em casa pela TV conseguimos observar é formidável.

Ronaldo Camará é, para mim, a joia da coroa da formação encarnada e, infelizmente, poderá abandonar o clube a custo zero.

O contrato de Ronaldo termina em junho de 2022 e após essa data passará a ser um jogador livre, o que lhe permitirá assinar com outro clube. As negociações com o atleta não parecem ter avanços e fala-se no interesse de vários “tubarões” europeus prontos para agarrar o jogador.

Os gigantes de Manchester, o City e o United, assim como o FC Barcelona perfilam-se como principais candidatos para assinar Ronaldo Camará, mas o SL Benfica ainda tem uma palavra a dizer, uma vez que o contrato do jovem jogador ainda dura mais uma temporada.

Ao que se sabe, Camará rejeitou a proposta de renovação dos encarnados, pelo que indicia uma vontade ou de querer algo mais dentro do clube – a equipa B pode começar a ficar curta para tanto talento – ou então pretende mesmo mudar de ares e viver uma nova experiência.

O que é certo é que, no caso de uma eventual saída, quem fica a perder é, certamente, o SL Benfica. De frisar que Ronaldo Camará foi eleito como o quarto melhor jogador do mundo na categoria sub-17 pelo Football Talent Scout, o que indica as qualidades do jogador lhe são reconhecidas a nível mundial.

Seria uma pena ver Ronaldo Camará abandonar o Sport Lisboa e Benfica sem sequer realizar um jogo oficial pela equipa principal. O SL Benfica poderá ter em Camará uma espécie de novo Bernardo Silva, o que seria de lamentar.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que Ronaldo Camará é dos melhores jogadores desta “fornada” de 2003. Aliás, é dos jogadores com mais potencial a atuar em Portugal e augura-se um futuro muito risonho.