O futebol português tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos e tem sido visível o crescimento da qualidade com que se trabalha em solo nacional. Começando lá por cima, pelo facto do SC Braga estar cada vez mais capaz frente aos ditos três grandes, até a realidades mais inferiores onde equipas que lutam para não descer praticam também um futebol muito mais vistoso com processos mais estudados e evoluídos. O chutão na frente parece ser um alvo a abater em todos os plantéis e o nosso futebol só tem a agradecer com isso. A Segunda Liga também já possui alguma qualidade.
Desta forma, também nas divisões mais baixas se tem procurado um nível que antes não era relevante. Interessava fazer pontos a todo o custo, fosse como fosse. Neste momento essa é uma mentalidade errada uma vez que, embora seja importante obter resultados, já se percebeu que a prática de um bom futebol fará com que esses resultados acabem por aparecer. E é neste âmbito que também no Campeonato de Portugal, terceiro escalão de futebol português, se têm visto jogos a um bom nível que comprovam o aparecimento desta nova mentalidade dos clubes portugueses.
Hoje é sobre isso que nos debruçamos, fazendo uma lista das cinco equipas que poderão ser promovidas da terceira para a Segunda Liga Portuguesa. Recorde-se que o Campeonato de Portugal é constituído por oito séries e que o primeiro lugar de cada uma delas irá disputar a promoção numa segunda fase constituída por duas séries de quatro equipas. No final, o primeiro lugar de cada uma dessas séries será promovido à Segunda Liga. As restantes seis equipas serão também promovidas, mas para a Terceira Liga Portuguesa, competição que vai iniciar na próxima temporada e que se fixará entre a Segunda Liga e o Campeonato de Portugal.
Tivemos dois novos (surpreendentes) campeões e uma série de combates que não deslumbraram, mas que também não foram horríveis.
Vejamos então os eventos marcantes do Elimination Chamber 2021.
Nota do evento: 7/10
DANIEL BRYAN SUPLANTA ADVERSÁRIOS …
O evento abriu com a Smackdown Elimination Chamber, cujo vencedor enfrentaria Roman Reigns pelo título deste na mesma noite.
Após King Corbin ser eliminado por Cesaro, Kevin Owens entrou em combate e dominou tudo e todos; aplicou um moonsault do topo de uma pod e eliminou Sami Zayn com um Stunner.
Seria, no entanto, eliminado pouco depois por Jey Uso, após este castigar severamente o seu braço e aplicar o splash.
O primo de Reigns, usando a mesma manobra, eliminou Cesaro mas não fez o mesmo a Daniel Bryan, que depois de aplicar o Running Knee, venceu o combate.
Nota do combate: 7,5/10
… MAS NÃO LHE É DADA HIPÓTESE CONTRA ROMAN REIGNS
O que Bryan provavelmente não sabia era que a oportunidade que conquistara tinha efeitos imediatos.
Roman Reigns não demorou a aparecer, mas ainda foi surpreendido pelo Yes Lock de Bryan. No entanto, a força do Campeão Universal veio ao de cima e, após aplicar uma guillotine, manteve o seu título.
Nota do combate: 5/10
Só que a celebração duraria pouco, uma vez que Edge aplicou um Spear em Reigns e oficializou o combate contra este pelo Título Universal na Wrestlemania!
O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 16 a 21 de fevereiro.
Esta seleção será realizada todas as segundas-feiras.
Enganador empate a zero na visita do SL Benfica ao mítico S. Luís, em Faro. Jogo bem disputado, com várias oportunidades, mas sem golos, que deixa as “águias” a 15 pontos do primeiro lugar e que permite que os leões de Faro igualem na tabela classificativa, com 18 pontos, o FC Famalicão e o Boavista FC.
Primeira parte agitada e de futebol positivo. Ambas as equipas apresentam similar ambição de ferir ofensivamente o adversário, visando a baliza com regularidade. Pedro Henrique, do lado algarvio, e Seferovic e Darwin, da parte das “águias”, açambarcam a grande maioria das oportunidades de concretização.
No entanto, é Licá quem, aos 40 minutos, faz abanar as redes de Helton Leite pelo lado correto, com um remate forte e cruzado, de primeira, após ter encontrado o espaço nas costas de Nuno Tavares e da linha defensiva alta do SL Benfica. Todavia, o golo é anulado pelo VAR, por fora de jogo de 15 centímetros do ala do SC Farense.
Segunda parte de menos SC Farense – ou, pelo menos, de menor incisão da parte dos leões de Faro -, mas de um SL Benfica igualmente incapaz de tomar boas decisões no último terço. Ainda assim, surgem, com alguma regularidade, oportunidades de golo junto da baliza de Defendi.
Seferovic e Rafa, altamente perdulários, desperdiçam oportunidades um tanto escandalosamente, com o guardião alvinegro a mostrar-se atento quando necessário. Ainda assim, pertence a Pizzi a melhor oportunidade forasteira do segundo tempo. Aos 70 minutos, em posição frontal e já no interior da área farense, o “21” das águias remata de pé esquerdo, com o esférico a “lamber” a tinta do poste direito da baliza à guarda de Defendi.
Menos incisivo, mas não menos perigoso quando próximo da área encarnada, o SC Farense dispõe de algumas oportunidades para criar perigo, originadas de duas principais formas: progressão com bola de Ryan Gauld (quem mais?) e/ou desatenções graves individuais e coletivas do SL Benfica. Apesar dos calafrios causados, era a solidez defensiva e a manutenção do nulo o que mais interessava aos algarvios, que o conseguiram de forma notória e, até, notável.
Ryan Gauld – Handyman, no seu inglês materno, ou “faz-tudo”, na versão portuguesa, língua que já acolheu – é isto Ryan Gauld em campo. Enche o campo como poucos, lê o jogo como ainda menos e é a prova singular mais cabal de que este SC Farense vale mais do que aquilo que a classificação atual mostra. A falta de golos não foi culpa de Gauld, que muito contribuiu para a qualidade do espetáculo.
Falta de eficácia de ambas as equipas – Na impossibilidade de determinar qual o elemento individual em campo que tenha passado ao lado do jogo, entregamos o galardão de Fora de Jogo à falta de eficácia de ambas as equipas, que privou um bom espetáculo de ser complementado por golos.
ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE
No momento defensivo, os algarvios apostaram num 4-5-1 que, por vezes, se convertia num 4-4-2, com um dos médios – o mais próximo da zona da bola – a auxiliar Pedro Henrique na pressão e, por outras vezes, num 4-1-4-1, com Lucca a fazer de elemento de coesão entre as duas linhas de quatro.
Apesar de Jorge Costa apresentar um bloco relativamente compacto, o mesmo não estava posicionado, regra geral, muito baixo. A turma algarvia apostou na solidez e solidariedade defensivas (os dois “sóis” mais importantes para quem quer defender bem) em vez de simplesmente compactar e baixar ao máximo o seu bloco.
A turma de Jorge Costa construía, regra geral, com os dois centrais bem “abertos”, dando largura logo numa primeira fase e permitindo a aproximação de dois médios na zona central ao guarda-redes Defendi, que ficava, assim, com quatro linhas de passe.
Desta forma, os algarvios atraíam os avançados e os médios dos encarnados, forçando, por inerência, todo o bloco das “águias” a subir. Com isto, os alvinegros garantiam a existência de um largo espaço nas costas da linha defensiva, que exploravam com incidência e insistência máximas esse mesmo espaço, por Pedro Henrique, Licá e Madi Queta.
Quando não procurava a profundidade, o SC Farense procurava a verticalidade, com passes no corredor central a “queimar linhas”, sobretudo em busca de Ryan Gauld, o motor, gerador, transformador, dínamo e tudo mais dos algarvios.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Defendi (6)
Idrissi (5)
André Pinto (6)
Mancha (6)
Fábio Nunes (5)
Queta (5)
Lucca (6)
Bura (5)
Gauld (7)
Licá (6)
Pedro Henrique (6)
SUBS UTILIZADOS
Djalma (5)
Fabrício Isidoro (5)
Stojiljkovic (3)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
De regresso aos jogos nacionais, Jorge Jesus fez regressar o “seu” 4-4-2 com dois pontas-de-lança – Darwin e Seferovic. Ao suíço competia maioritariamente executar movimentos verticais, deslocando-se entre setores, enquanto o uruguaio havia sido incumbido dos movimentos horizontais, movimentando-se entre corredores.
Delegação equitativa de tarefas no que respeitou aos homens do miolo, com Gabriel e Taarabt a assumirem – ambos e na forma tentada – as funções de construção e destruição. Na construção, o “8” e o “49” dos encarnados contavam com o apoio interior de Rafa e Everton, que, assim, facultavam as alas a Gilberto e Nuno Tavares.
Nas suas subidas, era comum os laterais das “águias” encontrarem Darwin a pedir a bola, de forma a ingressar com a mesma na área farense ou depositá-la na mesma, em busca de Seferovic, Gabriel aparecido em movimento vertical ou o ala contrário em movimento diagonal.
No momento defensivo, o 4-4-2 era bem visível, com os dois avançados na primeira pressão e com duas linhas de quatro o mais alinhadas possível. Os forasteiros apresentaram-se com um bloco médio, procurando recuperar a bola em zonas adiantadas do terreno, arriscando uma constipação ao deixar as costas bem descobertas.
O Estádio Municipal de Braga foi palco de mais um encontro da Primeira Liga. Desta vez disputou-se a 20.ª jornada, num jogo que opôs o SC Braga ao CD Tondela. Numa partida que contrapôs os minhotos, que lutam pelos lugares cimeiros na tabela e uma qualificação para as competições europeias, e os beirões, que se encontram na procura pela manutenção e de alcançar a melhor posição possível na tabela, esperava-se um jogo com bastante luta parte a parte.
A pressão ofensiva do SC Braga fez-se sentir logo nos primeiros minutos da partida, tanto como a ligação entre o meio-campo e o ataque. Aos 18 minutos, e depois de uma bela jogada coletiva, Galeno atrasou para Lucas Piázon, que se encontrava à entrada da área, e só lhe restou rematar para uma bola que não conseguiu ser defendida por Trigueira. Ainda não se estava a meio da primeira parte e o marcador assinalava a vantagem dos guerreiros do Minho.
Pouco foi o direito de resposta que a formação de Carvalhal deu ao Tondela. Cinco minutos após o golo, o SC Braga poderia ter aumentado a vantagem no marcador, não tivessem sido perdidas duas oportunidades mais flagrantes que um sinal de mensagem variável sobreposto à autoestrada.
Por falar em autoestrada, a defesa beirã não demonstrou estar num dia “sim”. A capacidade ofensiva do SC Braga aumentava à medida que os minutos iam passam, e a equipa de Pako Ayesterán ficava cada vez mais longe da área de Matheus. Quem se retratava como a materialização dessa pressão ofensiva bracarense era Lucas Piázon que, mesmo depois do golo, continuava de mira bem apontada à baliza de Trigueira.
As jogadas coletivas do SC Braga faziam, com certeza, brilhar os olhos do treinador Carlos Carvalhal. O poderio ofensivo e a ligação entre setores faziam mossa atrás de mossa. Inevitavelmente, o segundo golo acabou por aparecer. Borja cruzou, sem piedade, para o centro da área beirã, nenhum defesa do Tondela conseguiu aliviar a bola, que caiu nos pés de Ricardo Horta, diretamente para o fundo da baliza de Pedro Trigueira. Já muito perto do intervalo, os arsenalistas levavam a melhor no marcador por dois golos de vantagem sobre os visitantes.
No entanto, enquanto estava a ser escrito o último parágrafo, o Braga decidiu aproveitar e, por João Novais, fez surgiu o terceiro golo… e que golo! À lei da bomba, do meio da rua, nem dá muito bem para descrever o tiro que foi. Certamente que o brilho nos olhos de Carvalhal se estendeu ao restante mundo bracarense e aos seus adeptos.
O início da segunda parte demonstrou mais do mesmo do SC Braga. A capacidade ofensiva, a ligação entre setores e a fluidez no ataque eram uma constante e, aos 51 minutos, em mais uma jogada coletiva brilhante, os minhotos aumentaram a vantagem para quatro golos. Lucas Piázon voltou a fazer o gosto ao pé e bisou na partida.
Os restantes minutos da segunda parte apenas continuaram a mostrar o poderio ofensivo dos arsenalistas. Mesmo não existindo mais golos neste espaço de tempo, se existia algo não passível de críticas era a falta de eficácia por parte do SC Braga.
Algo que também não se criticava era a garra do CD Tondela. Mesmo com um resultado totalmente desnivelado a seu favor e quase num beco sem saída, os jogadores acreditavam o suficiente e ainda conseguir diminuir a vantagem arsenalista, aos 84 minutos, por parte de Souley. Depois do esforço ao longo de toda a partida, ficou o golo de honra.
Como o jogo só acaba quando o árbitro apita, o Tondela ainda foi capaz de marcar o segundo golo, através de Jaquité, apesar de não ser o suficiente para levar pontos.
Pouco mais história houve para contar para além da imensa história que todo o jogo contou. O SC Braga deixou os três pontos ficarem em casa, venceu o Tondela por 4-2, num jogo sem qualquer margem para dúvidas.
Coletivo do SC Braga – Num jogo onde existiram muito poucos momentos defensivos para a equipa minhota, todo o coletivo sobressaiu o brilhou no encontro. A construção de jogo, a ligação entre setores e as jogadas coletivas que surgiram e acabaram por construir o resultado deram sinal mais à exibição do SC Braga.
Equipa do CD Tondela – Acabou per ser um dia “não” para a formação beirã. Apesar do bom posicionamento defensivo na primeira parte, os golos sofridos começaram a surgir um atrás do outro e a moral, o discernimento e a motivação começaram por desvanecer no jogo. A garra e a ambição ainda se sentiam nos jogadores, como refletido pelos golos marcados já na parte final, mas não foi o suficiente.
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
Carlos Carvalhal utilizou o esquema tático 4-2-3-1. Ricardo Esgaio voltou a ser titular, depois de ser expulso no último encontro referente à Liga Europa, e foi um dos que ocupou a linha de quatro defesa, composta igualmente por Borja na lateral e, na zona central, voltaram Tormena e Rolando.
No meio-campo, João Novais e Al Musrati faziam a ligação com o setor defensivo para dar início à construção de jogo, “reportando” aos homens da frente, Galeno, Piázon e Ricardo Horta. Abel Ruiz atuava como homem mais avançado no terreno, apesar de baixar bastantes vezes no terreno para poder ajudar na construção de jogo e, também, em tarefas defensivas.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (6)
Borja (7)
Rolando (6)
Tormena (6)
Ricardo Esgaio (6)
João Novais (8)
Al Musrati (7)
Lucas Piazón (9)
Galeno (7)
Ricardo Horta (8)
Abel Ruiz (7)
SUBS UTILIZADOS
Nico Gaitán (7)
Fransérgio (6)
Sporar (6)
André Horta (6)
Bruno Rodrigues (6)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
O CD Tondela alinhou de Pako Ayesterán alinhou num 3-4-3, aquando dos momentos ofensivos. Os laterais Tiago e Filipe Ferreira subiam no terreno para se juntarem ao restante complô do meio-campo. Salvador Agra e Jhon Murillo, os dois extremos, procuravam optar pelos lances individuais, percorrendo as alas, ou servindo os homens mais avançados na frente de ataque.
Aquando dos momentos defensivos, os beirões alteravam o seu esquema tático para um 5-3-2, com a linha de cinco defesas, nomeadamente três centrais. Com o bloco bastante baixo e com todos os homens a defender e a tentar parar a ofensiva da equipa da casa.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Trigueira (5)
Tiago (5)
Medioub (4)
Ricardo Alves (5)
Enzo Martínez (5)
Filipe Ferreira (6)
Salvador Agra (6)
Pedro Augusto (4)
João Pedro (4)
Mario Gonzalez (3)
Jhon Murillo (3)
SUBS UTILIZADOS
Jaquité (6)
Tiago Arcanjo (5)
Olabe (5)
Rafael Barbosa (5)
Souley (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga
Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.
CD Tondela
BnR: Sofre quatro golos, mas ainda consegue concretizar duas oportunidades. O que se diz a estes jogadores e o que estão a sentir neste momento?
Pako Ayesterán: Acabámos por não nos sentirmos confortáveis. O resultado acabou por estar maquilhado. Foi um jogo muito difícil e seria sempre muito difícil dar a volta. Acabámos por fazer dois golos mas não conseguimos levar algo melhor daqui.
Primeira Liga, Jornada 20: segunda-feira, 19h00, 22 de fevereiro de 2021 ANTEVISÃO: NÃO HÁ CLÁSSICO SEM ESTE JOGO
Mais um ano em que o FC Porto se desloca ao dificílimo Estádio dos Barreiros para tentar bater uma equipa que, historicamente, costuma causar algumas dificuldades ao FC Porto na Madeira.
O jogo entre o CS Marítimo e o FC Porto vai ser a partida que vai encerrar a 20.ª jornada da Primeira Liga. Não só é uma viagem difícil como antecede um clássico decisivo para as contas finais do título. Sem uma vitória neste jogo, o clássico com o Sporting CP perde a importância para a eventual conquista do campeonato para os portistas. Os objetivos são claros: a equipa da casa procura fugir o mais depressa possível da zona de despromoção e o FC Porto quer manter os dez pontos para o líder Sporting CP.
10 DADOS RÁPIDOS
Nos 40 jogos entre o CS Marítimo e o FC Porto no Estádio dos Barreiros, a equipa da casa conseguiu nove vitórias e 12 empates diante dos portistas.
O FC Porto não venceu metade dos jogos que disputou nos Barreiros frente ao CS Marítimo.
Na época passada, o FC Porto empatou em casa da equipa madeirense.
O mais recente duelo entre o FC Porto e CS Marítimo resultou numa vitória da equipa insular por 3-2.
A equipa da casa vem de seis derrotas seguidas para todas as competições e Milton Mendes pode estar de saída.
Ruben Macedo já passou pelo FC Porto e agora é jogador do CS Marítimo.
Nanú deve regressar a uma casa que o catapultou para o mais alto patamar do futebol português.
Pepe e Marega também regressam a uma casa que lhes diz muito.
Olhando só para os jogos em casa, o Marítimo estaria em antepenúltimo lugar do campeonato.
Olhando só para os jogos fora, os azuis e brancos estariam em terceiro lugar do campeonato atrás do Sporting CP e Vitória SC.
Joel Tagueu (CS Marítimo) – O parceiro de Rodrigo Pinho que agora é o substituto do goleador dos insulares. Apesar de Joel Tagueu não ser um Rodrigo Pinho, é sempre um perigo para a baliza portista, até por estar numa boa forma com dois golos marcados nos últimos dois jogos. Se Rodrigo Pinho conseguir regressar neste encontro até pode fazer dupla no ataque com o avançado camaronês.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Taremi (FC Porto) – Já não há palavras para descrever o que Taremi tem feito pelos Dragões. Na minha opinião, trata-se do melhor ponta de lança a atuar no nosso campeonato. A inteligência, classe e o espírito matador também constituem um perigo para a equipa insular. Nos últimos jogos, não ver Taremi a marcar é quase impossível.
XI PROVÁVEIS
CS Marítimo: Caio, Cláudio Winck, Lucas Áfrico, Zainadine Júnior, Andreas Karo, Tim Söderström, Jean Irmer, Franck Bambock, Rafik Guitane, Rúben Macedo e Joel Tagueu.
Treinador: Milton Mendes
FC Porto: Marchesín, Manafá, Pepe, Mbemba, Zaidu, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Tecatito Corona, Luis Díaz, Marega e Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição “O jogo da próxima semana com o Sporting só será importante se ganharmos ao Marítimo, caso contrário o reabrir do campeonato fica difícil”.
A CRÓNICA: AROUCA RESOLVEU ATRAVÉS DE PASSES LONGOS E BOLAS PARADAS
O último jogo da época do Académico de Viseu FC, no habitual estádio (vai entrar em obras), acabou por não correr da melhor forma. A equipa de Pedro Duarte foi goleada por quatro bolas a zero frente ao FC Arouca.
A equipa da casa entrou bem, estando mais perto da baliza do FC Arouca. Aos 18 minutos, Fernando Ferreira solto de marcação dentro da grande área, aproveitou o cruzamento de Luisinho para cabecear por cima da baliza de Victor Braga.
Os minutos iam passando e o Arouca equilibrou a partida. No entanto, os visitantes foram mais eficazes e aproveitaram as bolas paradas para se adiantaram no marcador. Aos 32´, André Silva fez o primeiro de livre direto à entrada da grande área do Académico, com uma execução irrepreensível, sem hipóteses para Ricardo Fernandes.
O Académico ainda se tentava reorganizar e três minutos depois já sofria o segundo. Recuperação de bola na defesa, passe longo para Adílio, que mais rápido do que os centrais, entrou na grande área e foi abalroado pelo guarda-redes da equipa da casa. Luís Godinho não teve dúvidas e apontou para a marca de grande penalidade. Basso aproveitou a oportunidade e alargou a vantagem.
Os visitantes geriram os dez minutos restantes do primeiro tempo e ainda podiam ter feito o terceiro da tarde. Com espaço, Moses rematou com força de fora da área, mas Ricardo Fernandes respondeu com uma grande defesa.
O segundo tempo começou com uma substituição para cada lado, com o Académico a começar mais perto da baliza de Victor Braga. Só que quem voltou a marcar foi o Arouca. Aos 52´, Pedro Moreira, sem espaço para rematar dentro da grande área, cruzou rasteiro para Adélio fazer o terceiro da partida. Dois minutos depois, novo golo do Arouca. Bom passe longo nas costas da defesa viseense e André Silva bisou a partida.
A partir daí, a partida acabou por entrar numa toada morna, com várias interrupções para assistir jogadores e para substituições. Quase quarenta minutos que o Arouca geriu a seu bel-prazer, perante a instabilidade emocional e desorganização do Académico.
Vitória justa para o Arouca que continua a fazer um percurso tranquilo no campeonato.
A FIGURA
#FCArouca | André Silva (23) continuará un año más en el Arouca tras renovar contrato.
André Silva – Duas oportunidades, dois golos. Não se podia pedir mais a um ponta de lança. Desbloqueou a partida, com um grande golo de livre direto e ainda fez o bis num contra-ataque rápido com o avançado a ser letal na cara do guarda-redes adversário. Combinou bem com Adílio e com o meio campo.
Distância entre setores no Académico Viseu – O espaço livre entre a defesa e o meio campo facilitaram o trabalho a uma equipa como o Arouca, que explora bem as transições rápidas e os passes longos. Dois dos quatro golos resultaram deste fator e ainda podiam ter sido mais, quando a equipa da casa apostou tudo nos últimos 20 minutos.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO VISEU FC
Pedro Duarte apostou num 4x3x3 bastante móvel com Ayongo mais ao centro, João Vasco e Luisinho, mais nas laterais. Jorge Miguel muitas vezes explorava o corredor esquerdo, levando João Vasco mais para dentro. Fernando Ferreira e André Carvalhas eram os elementos do meio campo mais adiantados, juntando-se muitas vezes aos atacantes. No centro da defesa, face à ausência de Pica por castigo, houve uma novidade, o lateral Mesquita foi adaptado a central e juntou-se a Mathaus.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Ricardo Fernandes (6)
Jorge Miguel (5)
Mesquita (5)
Mathaus (5)
Joel (5)
Zimbabwe (5)
Fernando Ferreira (6)
Luisinho (5)
André Carvalhas (5)
João Vasco (6)
Ayongo (5)
SUBS UTILIZADOS
Yuri Araújo (5)
Carter (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA
Os visitantes apostaram num 4x4x2, com Adílio, mais móvel, e André Silva, no centro do ataque. Moses e Pedro Moreira organizaram o jogo pelo meio-campo. Bola rasteira através de passes curtos ou longos era a estratégia da equipa do distrito de Aveiro, para segurar a bola e chegar até à grande área adversária.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Victor Braga (6)
Joel (6)
Brunão (7)
Basso (7)
Thales (7)
Pedro Moreira (8)
Moses (8)
Arsénio (7)
Ofori (7)
Adilio (7)
André Silva (8)
SUBS UTILIZADOS
Sema (7)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Bola na Rede: O Arouca conseguiu fazer dois golos, resultado de passes longos para as costas da defesa viseense? Foi algo preparado especialmente para este jogo, até pelas limitações nas opções da defesa do adversário?
Armando Evangelista: A partir de determinado momento, sim. Principalmente depois do primeiro golo, o Académico Viseu deu-nos mais espaço na profundidade defensiva que a gente queria explorar. Procurámos explorar e com êxito. Não de uma forma declarada inicialmente, mas após o primeiro golo passou a ser um objetivo explorar a profundidade, sem dúvida.
Bola na Rede: Substituiu Brunão por Sema Velasquez ao intervalo, no centro da defesa. Qual foi a razão?
Armando Evangelista: Foi má disposição, não estava bem. Não se sentia bem. Foi por precaução.
Bola na Rede: O espaço livre entre a defesa e o meio campo no Académico foi o fator decisivo para a derrota?
Pedro Duarte: Não foi por aí. Os primeiros 25/30 minutos foram bons. Depois aconteceu o primeiro golo, pela qualidade individual do jogador que desequilibra. Pouco podíamos fazer. O que podíamos ter feito era evitar a falta naquela zona. Obviamente que depois ao querermos marcar, a equipa fica mais exposta, mais partida e poderá dar, por vezes, a sensação desse distanciamento entre a linha defensiva e o setor intermédio, mas não me parece ter sido esse o problema para o facto de termos sofrido os quatro golos. É normal numa equipa que esteja a perder, que queira dar a volta. Nós levamos um golo aos 32´ e aos 35´ e outro aos 53´ e aos 55´, é natural que a equipa abane um bocadinho e fique mais desequilibrada. Vamos continuar a trabalhar, obviamente, tendo em atenção aos nossos comportamentos que não foram aquilo que queremos. Não atingimos aquilo que queríamos que eram os três pontos. Temos agora de preparar o próximo adversário, recuperar os jogadores em termos físicos e preparar um plano de jogo para nos apresentarmos para ganhar.
Bola na Rede: Não pode contar com o João Pica para este jogo. Apresentou no seu lugar, o lateral Mesquita. Que características tem este jogador para a posição?
Pedro Duarte: Se perceberem a forma como jogámos a semana passada (derrota com o Estoril por 3-0) com três centrais, já foi um primeiro indicador na eventualidade de precisarmos de um jogador para central, poderia ser o Mesquita. Poderia ser o Zimbabwe, o Filipe, o Diogo… Na nossa análise, entendemos que o Mesquita reunia as condições para fazer a posição. Como já disse em conferências anteriores, são as soluções que temos de arranjar dentro do que temos e foi a solução que era mais válida. Para a semana já temos mais um atleta, o Pica e é bom termos toda a gente disponível para jogar. Felizmente neste momento, já temos mais soluções, mas quando não temos, temos de arranjar as soluções mais válidas.
A CRÓNICA: JUVENTUDE DO SU SINTRENSE NÃO RESISITIU À MATURIDADE RIBATEJANA
Assim que árbitro ordenou o início da partida, foi possível constatar que se estava perante duas equipas a querer vencer. No entanto, todos os planos de jogo que o SU Sintrense tivesse preparado para este encontro sofreram uma forte contrariedade. Logo no início do jogo, após bom trabalho individual de Ángel Torres, concluído com remate, Ricardo Rodrigues, na recarga, colocou o FC Alverca em vantagem.
Ainda assim, a muito jovem equipa do Sintrense não virou a cara à luta e procurou atacar e surgir várias vezes nas proximidades da área do adversário. Contudo, neste jogo verificou-se uma grande diferença nas duas equipas: quando o Sintrense atacava, as jogadas não estavam a resultar em verdadeiras oportunidades de golo; já quando o Alverca atacava, acabava sempre por resultar em oportunidades de golo. Tal voltou a verificar-se antes dos 20 minutos, quando, após uma jogada de insistência dentro da área da equipa de Sintra, Felipe Ryan surge na recarga a apontar o 2-0 para o Alverca.
Em certos momentos, o jogo foi-se tornando algo quezilento, e daí adveio outra contrariedade para o Sintrense. O lateral-esquerdo Moussa Bana teve de ser substituído por lesão ainda na primeira parte. Para complicar ainda mais a situação da equipa orientada por Hugo Falcão, antes do intervalo, o Alverca chegou ao 3-0, na sequência de, adivinhe-se, caro leitor, uma recarga aproveitada por Felipe Ryan, após remate de Ángel Torres. Os comandados de António Pereira chegavam assim ao descanso a vencer confortavelmente por 3-0.
Na segunda parte, o jogo perdeu qualidade. O Alverca continuou a criar situações de perigo, mas com muito menos frequência e até mesmo qualidade. Foi, acima de tudo, uma segunda parte de gestão do jogo por parte da equipa do Ribatejo. Na parte final do encontro, o Sintrense cresceu mas tal não resultou em grandes situações de finalização, com exceção de um remate de fora de área de Gonçalo Cabral, que quase resultava no golo da tarde.
O Alverca acabou por ser um justo vencedor, com a experiência e maturidade dos seus jogadores a prevalecer face à juventude e irreverencia da equipa do Sintrense, que não merecia um resultado tão desnivelado como foi.
A FIGURA
Felipe Ryan anunciado como reforço do FC Alverca.
O médio de 23 anos deixa o Real SC. pic.twitter.com/uz5pPgMDp4
— Diário de Transferências (@DTransferencias) May 19, 2020
Felipe Ryan – A constante mobilidade de Felipe Ryan na dinâmica da equipa do Alverca é impressionante. Jogando nas costas do avançado centro Ricardo Rodrigues, consegue surgir frequentemente nas alas, como também recuar bem e auxiliar no processo defensivo. Apresentou ainda uma reacção forte à perda da bola, algo que foi abrangente a toda a equipa. A juntar a tudo isto, somou ainda dois golos a aproveitar as recargas.
Diogo Garrido – Não é o culpado principal da derrota do Sintrense. Ainda assim, teve influência nos três golos por ter deixado a bola em ótimas condições para a equipa do Alverca finalizar com sucesso. Um pouco mais de assertividade nesse aspeto e os golos não teriam surgido, pelo menos da forma como surgiram.
ANÁLISE TÁTICA – FC ALVERCA
A equipa do Alverca apresentou-se num modelo tático de 4-2-3-1. Contudo, este modelo foi tendo várias variações devido, essencialmente, à tremenda mobilidade de Felipe Ryan, que tanto deambulava para as alas, como recuava ou subia no terreno conforme o momento do jogo o exigisse. As subidas dos laterais, Jorge Bernado e Tiago Gomes, foram uma constante, causando impacto na manobra ofensiva da equipa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
José Costa (6)
Tiago Gomes (7)
João Freitas (7)
Léo Bolgado (7)
Jorge Bernardo (7)
Rui Pereira (6)
Tiago Morgado (8)
Felipe Ryan (9)
Jefferson Nem (6)
Ricardo Rodrigues (7)
Ángel Torres (8)
SUBS UTILIZADOS
Sérgio Santos (6)
Hugo Ventosa (6)
Luís Pinto (6)
Rafa Castanheira (-)
Jonata Bastos (-)
ANÁLISE TÁTICA – SU SINTRENSE
A equipa do Sintrense entrou em campo num 4-3-3 marcado bastante pela mobilidade dos homens da frente. Benny, Simão França e Tiago Rodrigues iam variando bastante os posicionamentos, com este ultimo a apresentar-se na maior parte do tempo como homem mais avançado. No segundo tempo, com a entrada de Ivan Carvalho, avançado mais fixo, esta mobilidade perdeu-se um pouco.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Diogo Garrido (4)
Moussa Bana (5)
Tomás Loureiro (5)
Gonçalo Pinto (7)
Diogo Gonçalves (7)
Serginho (5)
David Teles (7)
Benny (6)
Tiago Rodrigues (5)
Luís Rodrigues (5)
Simão França (5)
SUBS UTILIZADOS
Ivan Carvalho (5)
Martim Fonseca (5)
Gonçalo Vieira (5)
Gonçalo Cabral (4)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Alverca
Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Alverca, António Pereira.
SU Sintrense
Não foi possível colocar questões ao técnico do SU Sintrense, Hugo Falcão.
A maioria dos campeonatos europeus passou já o seu meridiano. Quer isto dizer que já se disputaram mais de metade das partidas de futebol de cada um desses campeonatos. Assim, podemos já fazer um balanço dos principais destaques ofensivos e defensivos desta temporada, pelo menos até ao momento.
Com este artigo, não pretendo entrar na discussão sobre qual a melhor forma de jogar futebol. Seja uma linha de três, quatro ou cinco defesas, seja um futebol mais “bonito”, pensado e a privilegiar a posse de bola, ou um futebol mais pragmático e direto. O que é destacado neste artigo são os resultados e a forma dominante que estas equipas apresentam.
Eis a lista de melhores ataques e melhores defesas do futebol internacional.
Com novo treinador, a segunda escolha do Draft (e mais quatro nas três primeiras rondas) e uma grande incógnita na posição de quarterback, há muito para analisar no que poderão fazer os Jets neste defeso. Era assim que eu faria.
Antes de mais, é preciso tomar uma decisão sobre Sam Darnold. Apesar de não ter evoluído como se esperava, o talento está lá, as circunstâncias era muito pouco propícias a fazer melhor e ainda está num contrato de rookie. Por isso, o argumento para o manter é bem forte e, a meu ver, só há duas opções realistas para seguir em frente sem Darnold, acordar a transferência de Deshaun Watson com os Texans ou draftar Zach Wilson.
Watson é uma excelente opção, alguém com provas dadas, uma estrela já feita e ainda muito novo. Mas, é também extremamente caro. Isso não é um problema para equipas, como os Chicago Bears ou os Indianapolis Colts, conjuntos já de alta qualidade e que, com o QB certo, podiam estar na luta pelo título. Não é o que acontece em New York. Os Jets precisam de restruturar quase todo o elenco e, portanto, não podem abdicar da quantidade de picks que os Texans exigem.
Posto isto, a pergunta é: Sam Darnold é bom o suficiente para ganhar? Acredito que sim e não tenho dúvidas que, pelo menos, merece uma oportunidade para o tentar fazer num ambiente propício, coisa que os Jets não lhe deram até aqui, mas que parece agora estar bem encaminhado.
Assim, eu manteria a fé em Darnold, pelo menos durante esta temporada, e focar-me-ia em colocar o resto do conjunto a nível suficiente para obter resultados, fosse quem fosse o QB do futuro. Desse modo, na free agency, o alvo principal seriam homens para ambas as linhas, como Joe Thuney ou Dalvin Tomlinson, para construir unidades sólidas à volta de Becton e Willliams.
No draft, abdicando de escolher Wilson, a melhor opção é negociar a segunda posição. A preferência seria Carolina, recebendo em troca a oitava escolha de 2021 e escolhas adicionais em 2022, criando assim capital para uma possível subida no draft no ano seguinte se Darnold não aproveitar a sua última oportunidade de verde.
A oitava posição seria também excelente porque, muito provavelmente, permitiria escolher um dos jogadores mais dinâmicos à disposição e que revolucionaria o ataque dos Jets, numa posição, Tight End, em que não estão bem servidos.
Tal como Pitts, a segunda escolha dos Jets, a 23.ª do draft à custa dos Seahawks por conta da transferência de Jamal Adams, viria da Florida, com Kadarius Tooney. Mims e Crowder são boas opções de passe, mas falta um WR estrela e Tooney tem tudo para o ser. Nesta fase da noite, nomes como Rondale Moore ou Rashod Bateman também deverão estar disponíveis, mas, para mim, Tooney tem algo de especial e daria mais à equipa.
Finalmente, a segunda escolha da segunda ronda poderá dar para colmatar um dos grandes problemas da equipa, o jogo pelo chão, já que, de Travis Etienne ou Najee Harris, é provável que pelo menos um ainda esteja disponível. Esta é uma necessidade urgente, mas da forma como o mercado tem evoluído, não faz sentido abdicar de uma escolha de primeira ronda por um RB. Corre-se, é verdade, o risco de se perder os dois maiores talentos, mas esta é também uma posição onde é mais fácil encontrar valor mais abaixo.
As escolhas seguintes serão já mais difíceis de antever e devem ser abordadas consoante o talento for estando disponível e as falhas que não se tiver conseguido suprir na free agency. Renovando com Maye e Poole, há já uma base sólida para a defesa e na terceira ronda poder-se-á aproveitar para explorar esse lado da bola.
Se estas são as principais medidas para colocar os Jets no caminho certo e dar, finalmente, as armas necessárias a Sam Darnold para ser bem sucedido, há ainda mais duas sugestões, uma de maior importância que a outra.
Com a propensão de Mims para se lesionar e os contrados de Crowder e Barrios a espirar no final da próxima temporada, acredito que seria útil acrescenter uma outra opção sólida de reserva a WR. Nas rondas finais, penso que Dax Milne corresponderia a esse perfil.
Finalmente, mas, a meu ver, uma das mais importantes decisões que seria preciso tomar no draft, por volta da quinta ronda será preciso gastar uma escolha para solucionar o problema das equipas especiais. No último draft, Branden Mann foi uma excelente contratação a punter, mas continua a faltar um kicker de qualidade.
Apesar de muitas vezes esquecidas, as equipas especiais são fulcrais para se ganhar e os Jets desperdiçaram demasiados pontos em conversões e Field Goals para ignorar o problema. As duas principais opções no quadro serão Evan McPherson e Jose Borregales. A última época de Borregales até foi melhor, mas, mais uma vez, fico-me com o homem dos Gators. McPherson não é o melhor dos kickers a longas distâncias, mas em três temporadas universitárias, converteu 149 de 150 tentativas de ponto extra e essa estatística convence-me.