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Vitória SC 1-3 Rio Ave FC: Rapidez e eficácia versus oportunidades e ineficácia

A CRÓNICA: HISTÓRIA NO DOM AFONSO HENRIQUES

Um duelo que inicia com uma dominância clara da equipa da casa, criando oportunidades desde o primeiro minuto. No entanto, ainda que sufocados, os jogadores do Rio Ave FC vêem o marcador sorrir na sua direção, mesmo com um golo anulado a Carlos Mané após análise do lance.

É após uma tentativa perigosa às redes do Rio Ave FC que Vitória SC acaba por perder a bola, após dois remates completamente falhados, por parte de André André e Pepelu. Gelson Dala recupera a bola cedida pela formação vitoriano e coloca a velocidade de Carlos Mané me prova. Velocidade esta que parece supersónica e que enche as redes de Bruno Varela, embora Mumin ainda tente impedir este desfecho final.

E é novamente na velocidade que surge o segundo golo da equipa vila condense. Desta vez, Gelson Dala surge isolado e remata para golo, deixando Bruno Varela sem qualquer hipótese de defesa.

A verdadeira oportunidade surge de um passe extraordinário de Ricardo Quaresma para Sacko, o central cruza procurando Estupinan na grande área da equipa visitante, que se vê cair por embate com Kieszek. Os conquistadores ficam a pedir penálti, mas o mesmo é negado aos 35’, após Gustavo Correia conferir o VAR.

Uma segunda parte com os primeiros vinte minutos muito fracos tecnicamente, com algumas oportunidades de ambos os lados, mas sem grande perigo iminente. É aos 70’ que o Vitória SC vê uma oportunidade surgir. Marcus Edwards procura por André André na grande área, mas o médio português é ceifado pelo homem do Rio Ave, Filipe Augusto. O árbitro confirma o pontapé de penalti. Quaresma é o homem escolhido para bater a grande penalidade. Embora falhe a primeira tentativa, consegue converter a bola em golo com recarga.

O Rio Ave não se mostra satisfeito e Gelson Dala converte a parvoíce de Bruno Varela no terceiro para a formação visitante, com a baliza completamente aberta.

Começam a faltar as forças físicas e psicológicas para lutar perante tal resultado avolumado. O Vitória SC continua exaustivamente a tentar, mas sem grandes perigos. Assim, a equipa da casa quebra o ciclo sem derrotas no campeonato deste novo ano e vê-se deslizar na própria casa contra o atual nono classificado.

 

 A FIGURA

 

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Vídeo-árbitro – Esteve envolvimento em vários lances e não pecou em nenhum momento no qual esteve mencionado. Assinalou fora de jogo quando Gelson Dala se encontrava em posição irregular, negando o golo ao avançado angolano da formação do Rio Ave. Há que criticar quando o contrário acontece, mas, neste final de tarde em Guimarães, o VAR é uma das figuras em maior destaque – associado positivamente, ao contrário da maioria dos episódios anteriores.

 

O FORA DE JOGO

Vitória SC – São inúmeros os perigos relativos à baliza de Kieszek por parte da formação vitoriana. No entanto, algo não parece estar de acordo com a equipa da casa, que falha tentativa atrás de tentativa. Muito aquém das expetativas para este duelo, que cediam o favoritismo ao Vitória SC. Todo o conjunto pecou por erros individuais e conjuntos dos seus elementos e é uma derrota miserável. Assim, o clube da cidade de Guimarães vê a sua primeira derrota em 2021, onde a ineficácia custa cada vez mais nas contas finais.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques continua a optar por um onze inicial semelhante ao dos últimos jogos. Utilizando um 4-3-3, com Bruno Varela a defender as redes vitorianas, como é habitual e seguro para o técnico português. O recém-chegado à cidade berço, Rúben Lameiras, assegura a titularidade, após a última partida disputada e continua a ser escolha para substituir Marcus Edwards, que fica fora do onze mais uma partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (2)

Mumin (5)

Sacko (5)

Jorge Fernandes (4)

Mensah (5)

Pepelu (4)

André André (5)

André Almeida (4)

Quaresma (3)

Lameiras (3)

Estupinan (4)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Duarte (3)

Edwards (4)

Rochinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Do outro lado, Miguel Cardoso também opta pela mesma técnica, algo habitual do técnico português, sendo a opção eleita um 4-3-3, deixando Gelson Dala como o homem mais avançado no terreno. Coentrão e Borevkovic ficam de fora das opções do técnico, devido a limitações físicas e dão lugar para a entrada de Nélson Monte e Carlos Mané. Guga, ao contrário do último jogo frente ao Tondela, inicia este duelo no banco de suplentes.

 

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (7)

Nélson Monte (4)

Filipe Augusto (4)

Gelson Dala (9)

Francisco Geraldes (6)

Pelé (5)

Carlos Mané (7)

Ivo Pinto (4)

Santos (5)

Sávio (5)

Rafael Camacho (9)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Amaral (3)

Tarantini (4)

Ronan (3)

Guga (-)

Anderson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Pedia-lhe uma breve análise do jogo de hoje e se considera que foi um resultado avolumado perante o que aconteceu na partida.

Miguel Cardoso: Foi um jogo que teve por base uma questão comportamental do Rio Ave. Sobre o ponto de vista coletivo temos crescido e é assim que se consegue perceber esse crescimento. A palavra entreajuda está aqui no coletivo. É ser solidário, ajudar uns aos outros, estarmos juntos – temos trabalhado sobre esse mesmo conceito. Tenho falado desde o primeiro jogo e hoje transmitimos isso para campo. É assim que se constrói equipas. Os resultados vêm de mérito e isso traz resultados, acho que foi isso que aconteceu hoje aqui em campo.

Vitória SC

Não foram colocadas questões ao técnico do Vitória SC, João Henriques

Artigo revisto

Manchester City FC 3-0 Tottenham HFC: Citizens são cada vez mais líderes

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A CRÓNICA: NÃO HÁ QUEM PARE A TURMA DE GUARDIOLA

Em mais um duelo de gigantes na Liga Inglesa, o Tottenham Hotspur FC de José Mourinho foi ao Etihad Stadium defrontar o Manchester City FC de Pep Guardiola, num dos grandes encontros da 24ª jornada do principal escalão do futebol inglês.

Como era expectável, o citizens entraram melhor na partida, tentando assumir o favoritismo no jogo, mas a primeira verdadeira chance de golo na partida foi mesmo dos spurs, quando, ao quarto de hora de jogo, Harry Kane enviou uma bola ao ferro da baliza defendida por Ederson, na conversão de um livre direto. Ainda assim, o marcador mexeu pela primeira vez à passagem do minuto 21’, por intermédio de Rodri, a partir da marca da grande penalidade. A turma de Pep ainda teve uma oportunidade de ouro para levar uma vantagem mais gorda para o intervalo, mas Gabriel Jesus acertou na barra.

O segundo tempo não podia ter começado de melhor maneira para a equipa da casa, que ampliou a vantagem à passagem do minuto 49’, por intermédio de Gündoğan. A superioridade da equipa de Guardiola foi-se tornando cada vez mais evidente e, se o jogo já parecia arrumado a favor do líder do campeonato, a machadada final no resultado deu-se com o bis de Gündoğan ao minuto 66’. Até ao final da partida, os spurs não conseguiram contrariar o adversário de maneira alguma e o resultado não sofreu mais alterações.

Com este triunfo, o Manchester City é cada vez mais líder do campeonato, enquanto que o Tottenham continua a marcar passo e vê o pódio cada vez mais longe, ocupando a oitava posição da tabela classificativa.

A FIGURA


Ilkay Gündoğan – O internacional alemão voltou a ser destaque na equipa do Manchester City FC ao bisar na partida. Parece que lhe tomou o gosto, visto que tem sido um dos goleadores de serviço dos citizens. Grande exibição.

 O FORA DE JOGO


Ben Davies – O lateral galês suprimiu a ausência de Reguillón, mas o jogo não lhe correu de feição, sendo, na minha opinião, o elemento mais fraco em campo ao longo da partida, num linha defensiva dos spurs que esteve longe de dar conta do recado.

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Organizados num sistema tático em 4-3-3, o Manchester City FC, com Bernardo Silva e João Cancelo no onze titular, confirmaram o favoritismo apontado antes do começo da partida. Com um futebol atacante e assertivo, os citizens não deram qualquer hipótese aos spurs de José Mourinho, acabando por dominar a partida em praticamente todas as suas vertentes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

Cancelo (7)

Stones (7)

Laporte (6)

Zinchenko (7)

Bernardo Silva (6)

Rodri (7)

Gündoğan (8)

Sterling (7)

Jesus (7)

Foden (7)

SUBS UTILIZADOS

Torres (6)

 Mahrez (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os pupilos de José Mourinho apresentaram-se num dispositivo tático de 4-2-3-1. Com algumas novidades no onze inicial, nomeadamente a inclusão de Tanganga na linha defensiva, perante as ausências de Reguillón e Aurier, os spurs sentiram dificuldades em contrariar o caudal ofensivo do Manchester City FC ao longo do encontro. A boa organização e controlo dos espaços demonstrados pela equipa da casa deixaram os visitantes com poucos argumentos para sair do Etihad com outro resultado que não a derrota.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (6)

Tanganga (6)

Sánchez (6)

Dier (6)

Davies (5)

Ndombélé (6)

Højbjerg (6)

Lamela (6)

Lucas (6)

Son (6)

Kane (6)

SUBS UTILIZADOS

Sissoko (6)

Alli (6)

Bale (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

SSC Napoli 1-0 Juventus FC: Gattuso de ferro trava Ronaldo

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A CRÓNICA: JUVENTUS FC TROPEÇA E DEIXA RIVAIS DE MILÃO MAIS ISOLADOS

SSC Napoli e Juventus FC de volta aos encontros entre si na Primeira Liga Italiana, depois da polémica na primeira volta, devido à COVID-19, que fez com que as equipas nunca chegassem a defrontar-se. Isto teve como consequência a subtração de três pontos aos napolitanos, decisão mais tarde revogada, com a confirmação de que o jogo estava adiado, mas que se iria, sem dúvida, realizar. Esta partida acontece ainda poucos dias depois da Supertaça, entre as duas intervenientes de hoje, vencida pela “Vechia Signora”.

A primeira parte decorreu num tom intenso, com mais “baliza” do que aquilo que eu estava à espera, ou seja, com as equipas a conseguiram chegar com alguma facilidade a zonas de finalização. Pressão alta de ambas as partes, mas com um ligeiro ascendente da Juventus FC. No entanto, de pouco lhes serviu, porque quem inaugurou o marcador foi mesmo Lorenzo Insigne, aos 30 minutos, por intermédio de uma grande penalidade “rigorosamente” assinalada pelo VAR, que chamou a atenção do árbitro principal após uma falta de Chiellini. Um lance que considero muito duvidoso, mas que deu para abrir o ativo!

Os napolitanos ganharam confiança com o golo e tomaram as rédeas do jogo até ao intervalo, podendo até ter aumentado a vantagem, caso tivessem tido mais calma na zona de finalização.

A segunda parte do desafio começou com a Juventus FC a mudar de atitude e a encostar o SSC Napoli às “cordas”, com Ronaldo a ter duas excelentes oportunidades para empatar logo nos primeiros três minutos de jogo. Em condições normais, pelo menos uma delas entrava, mas a falta de inspiração estava a ser a regra.

Até ao final, foram várias as oportunidades de que a Juventus FC dispôs, mas nunca conseguiu colocar a bola dentro da baliza adversária. A sua segunda parte foi bastante melhor do que a primeira e, se houvesse justiça, a equipa de Ronaldo teria saído de Nápoles pelo menos com um empate.

Esperemos que o FC Porto tenha estado atento a esta exibição, porque a Juventus FC demonstra fragilidades e podem ser bem aproveitadas através da solidez defensiva.

 

A FIGURA

Gennaro Gattuso – Apostou na mudança e ganhou. Alterou a sua tática para conseguir dar mais consistência à sua equipa, ao mesmo tempo que deixava jogadores rápidos na frente e que não permitiam à Vechia Signora fazer um all in atacante, sob pena de sofrer mais golos. Segurou bem a equipa, depois do pior período da mesma (entre os 45 minutos e os 60/65 minutos), através de substituições bem pensadas.

Teve ainda mais valor, na minha opinião, por ser um treinador “sobre brasas”, alvo de muitas críticas dos adeptos. Deu-lhes uma excelente resposta.

 

O FORA DE JOGO

Falta de eficácia da Juventus FC – Não creio que a equipa de Pirlo tenha feito um jogo fantástico, mas fez uma boa partida, num terreno difícil. Ou seja, o suficiente para, pelo menos, marcar. Não ter conseguido finalizar nenhuma das várias oportunidades que criou deve-se, principalmente, à sua falta de acerto, mas também a um Alex Meret inspirado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SSC NAPOLI

Jogo que se adivinhava decisivo para Gattuso – muitos rumores que apontavam para um possível despedimento, caso perdesse com estrondo –, no qual o técnico italiano resolveu fazer uma pequena inovação: mudou o seu habitual 4-3-3 para um 4-2-3-1. Creio que o objetivo é ter dois médios fortes do ponto de visto defensivo, mas sem perder o poder de fogo no ataque, deixando quatro setas apontadas à baliza da “Juve”: Politano, Lozano, Insigne e o nigeriano Osimhen.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meret (8)

Mário Rui (7)

Maksimovic (7)

Rrahmani (8)

Di Lorenzo (6)

Bakayoko (6)

Zielinski (6)

Lozano (7)

Insigne (8)

Politano (5)

Osihmen (5)

SUBS UTILIZADOS

Elmas (6)

Fabian Ruiz (5)

Petagna (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

Andrea Pirlo, após um início de época muito conturbado e com exibições irregulares, parece estar a acertar no modelo que considera ideal para esta Juventus FC. Alinhou num 4-4-2 clássico, com dois homens fortes fisicamente no centro do terreno e dois extremos puros nas alas, jovens italianos com muita qualidade de passe e “golo” nos pés. Na defesa, destaque para o facto de Danilo continuar a jogar na esquerda, nós que o conhecemos muito mais como lateral direito.

Na segunda parte, para responder ao 1-0 e ao facto de Cuadrado ter amarelo (alaranjado, visto que na minha opinião podia ter sido vermelho), Danilo voltou à sua posição natural e Alex Sandro entrou para a esquerda.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Danilo (7)

Chiellini (5)

De Ligt (5)

Cuadrado (4)

Rabiot (6)

Bentancur (6)

Chiesa (6)

Bernardeschi (6)

Morata (6)

Ronaldo (6)

SUBS UTILIZADOS

Alex Sandro (5)

McKennie (5)

Kulusevsky (5)

Artigo revisto

 

CD Nacional 2-3 SC Farense: `Leões de Faro´ respiram de alívio após vitória na Madeira

A CRÓNICA: RITMO FRENÉTICO DITA JOGO DE MUITOS GOLOS

CD Nacional e SC Farense subiram, este sábado, ao relvado do Estádio da Madeira para discutir os três pontos na jornada 19 da primeira divisão do futebol português. Ao contrário do Nacional, que vem de uma série de quatro jogos sem perder, o Farense não sabe o sabor da vitória desde a jornada 13, quando venceu o Gil Vicente FC por 3-1, perspetivando, assim, um jogo intenso, com ambas as equipas em busca da vitória.

Assim, foi a equipa da casa que assumiu o “favoritismo”, fazendo uns quinze minutos iniciais de bom nível, gerando jogo quase sempre pelas alas do ataque alvinegro, ainda que sem ocasiões de perigo a registar. No entanto, o Farense subiu um pouco as suas linhas e galgou metros até à baliza do italiano Riccardo, conquistando, inclusivamente, três pontapés de canto seguidos. Nada que a defesa do Nacional não tivesse sido capaz de resolver, facilmente.

Só à passagem do minuto 28 é que os “espectadores” foram presenteados com uma defesa, digna desse nome, de um dos guarda-redes, a remate do franco-tunisino Azouni, que chutou de fora de área para uma defesa apertada de Rafael Defendi. Riccardo Piscitelli não quis ficar atrás e, aos 41´, fez uma grande defesa na cara do jovem português Madi Queta.

Um jogo muito equilibrado, sempre com bola cá, bola lá. Ambas as equipas a procurar o golo e um árbitro interventivo em muitos lances do jogo, foi assim a primeira parte de um jogo que abria o apetite para a segunda parte. O ritmo da segunda metade começou frenético e o Farense foi ameaçando a baliza do Nacional com diversos lances de perigo, até que num canto nasce o primeiro golo da partida, por parte de André Pinto.

O CD Nacional estava obrigado a fazer pela vida e, num livro direto, Vincent Thil, o melhor até então dos madeirenses, chutou, ao ângulo, para uma enorme intervenção de Defendi. Mas, como quem não marca sofre, a formação de Faro viu a sua boa prestação ser brindada com o segundo golo, desta vez, por intermédio do `Messi Escocês´, Ryan Gauld, respondendo positivamente a um passe cheio de classe de Queta. Intensidade no máximo e novo golo, desta feita para o Nacional, a reduzir o marcador ao minuto 68´, com o lateral esquerdo João Vigário a fazer um grande golo.

O jogo esteve tão rápido que nem para pestanejar estava fácil. A equipa da Madeira subiu as suas linhas em busca do empate e, com isso, os ´leões de Faro´ iam aproveitando para, no contra-ataque, tentar fazer estragos junto da baliza de Piscitelli. Todavia, a tática de jogo resultou em cheio e o hondurenho Brayan Róchez cruzou para o primeiro golo de Pedro Mendes como ´alvinegro´. Uma segunda parte onde a intensidade estava no máximo, futebol bem praticado e com muitos golos, até que, aos 85´, Pedro Mendes marca novamente, mas… na própria baliza, estabelecendo o resultado em 2-3. Lance infeliz do avançado emprestado pelo Sporting CP.

Até final do jogo, sucedeu-se uma pressão imensa da equipa madeirense para chegar ao empate, inclusivamente, com uma ocasião algo polémica, nos últimos segundos, na área do Farense, na qual o árbitro Rui Costa assinalou falta de Róchez sobre Defendi.  Estava assim consumada uma vitória importantíssima para os interesses do Farense, mas por outro lado, uma mancha na sequência de quatro jogos sem perder da equipa do Nacional.

 

 

A FIGURA

Madi Queta – Não marcou, mas esteve em grande evidência no jogo, sendo dos jogadores mais energéticos, durante o tempo em que esteve em campo. Assistiu para o golo de Ryan Gauld, numa jogada digna do número que carrega, o ´10´. Genial. Extremo muito veloz e com uma técnica refinada. Deu muito trabalho aos defesas do Nacional, merece o destaque como figura do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

João Camacho – O madeirense de 26 anos fez um jogo muito abaixo daquilo que era expetável. Andou muito desligado do jogo, sobretudo na segunda parte, acabando mesmo por ser o primeiro a sair para dar lugar a Pedro Mendes. Nunca foi capaz de “fazer esquecer” Kenji Gorré, que tem sido dono e senhor da posição.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

Para esta partida frente aos ´leões de Faro´, Luís Freire continuou a utilizar um sistema em 4-3-3, com o italiano Riccardo Piscitelli na baliza alvinegra. O brasileiro Kalindi à direita, Rui Correia (capitão) e Pedrão ao centro, e o português João Vigário à esquerda formaram o quarteto defensivo. No meio-campo, o cabo-verdiano Nuno Borges foi a peça escolhida para iniciar a fase de construção da equipa. À sua frente, jogaram mais libertos o tunisino Azouni e o jovem português Chico Ramos, ambos amarelados na primeira parte. Nas alas, o jovem técnico optou por utilizar um jogador mais criativo, como é Vincent Thill, que respondeu em campo com grande intensidade de jogo. Do outro lado, o madeirense João Camacho, devido ao acumular de amarelos de Kenji Gorré. Por último, na frente, como referência mais ofensivo, o hondurenho Bryan Rochez, que jogou muitas vezes de frente para o jogo face ao jogo direto imposto pelos ´lançadores alvinegros´.

Com a entra de dois avançados ao minuto 65´, o Nacional passou a utilizar um 4-4-2, com Pedro Mendes e Brayan Róchez na frente de ataque e Vincent Thill e Bryan Riascos nas alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Riccardo Piscitelli (5)

Kalindi (6)

Pedrão (4)

Rui Correia (4)

João Vigário (5)

Nuno Borges (4)

Azouni (5)

Chico Ramos (5)

Vincent Thill (6)

João Camacho (SC) (3)

Brayan Rochez (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)

Bryan Riascos (3)

Marco Matias (-)

Rúben Micael (-)

Witi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Para uma deslocação de, sensivelmente, 952 Km, o treinador da equipa visitante, Jorge Costa, fez alinhar 11 jogadores no sistema 4-2-3-1. O veterano guarda-redes brasileiro Rafael Defendi, com André Pinto e Eduardo Mancha, imediatamente à sua frente. O jovem Tomás Tavares, emprestado pelo SL Benfica, e Fábio Nunes (nas laterais) fizeram as escolhas defensivas da equipa de Faro. No meio-campo, Amine Oudrhiri e Lucca foram os homens no duplo pivot, sendo que o francês jogou como orquestrador e o brasileiro como destruidor. O papel criativo ficou a cargo de Ryan Gauld, que era também o responsável por capitanear a equipa, ao passo que as alas ficaram para os portugueses Licá e Madi Queta, com o brasileiro Pedro Henrique a ser o ´9´ do Farense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rafael Defendi (6)

Tomás Tavares (4)

André Pinto (5)

Eduardo Mancha (4)

Fábio Nunes (SC) (4)

Jonathan Lucca (5)

Amine Oudrhiri (5)

Ryan Gauld (6)

Licá (5

Madi Queta (7)

Pedro Henrique (4)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (3)

Hugo Seco (-)

Filipe Melo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Farense, Jorge Costa

CD Nacional 

Não foram colocadas questões ao treinador do CD Nacional, Luís Freire

Artigo revisto por Mariana Plácido

5 jogadores que foram castigados por uso de doping

Recentemente, fomos brindados com a surpreendente notícia de que André Onana, guarda redes titular do AFC Ajax, de 24 anos, acusou positivo para uma substância proibida em outubro de 2020, depois de um jogo da Liga dos Campeões. Em consequência, a UEFA impôs uma suspensão de 12 meses ao jogador, por esta violação relacionada com doping. O clube de Amsterdão vai recorrer e afirma que o jogador tomou por engano comprimidos da sua esposa.

Ora, também em Portugal tivemos alguns exemplos, como Fernando Couto, Nuno Assis ou Quim, pelo que me pareceu um bom momento para procurar jogadores conceituados assolados por suspensões ligadas ao uso de substâncias proibidas. Neste artigo, vou olhar para os cinco casos talvez mais mediáticos a nível internacional.

A possibilidade de (mais) uma qualificação milionária falhada | SL Benfica

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Para Jorge Jesus, o campeonato continua a ser a prioridade do SL Benfica. Interessava – ainda que não seja do seu interesse – que quem de direito dentro da tão afamada estrutura encarnada viesse a público, com a coragem que tem faltado dentro e fora de campo, admitir que por “campeonato” entende-se a qualificação para a Liga dos Campeões.

Essa é a verdadeira luta das “águias” até final da temporada, secundada pela Taça de Portugal. Acreditando, e desejando, que o FC Paços de Ferreira e o Vitória SC vão manter-se próximos de FC Porto, SC Braga e SL Benfica no campeonato remanescente, serão, assim, cinco os candidatos a dois postos de qualificação para a Liga dos Campeões – com apenas um a entrar de forma direta.

Como tal, o SL Benfica terá que ser melhor, pelo menos, do que três dos quatro opositores. Previsivelmente, sê-lo-á. Mas… e se não for? E se, chegado o final da jornada 34 da Primeira Liga 2020/2021, as “águias” não estiverem em lugar de acesso à próxima edição da prova milionária?

São “ses” que podem bem ser “quandos”, se a qualidade e a constância exibicionais da turma da Luz não sofrerem melhorias significativas muito em breve. Após uma qualificação falhada para a prova maior de clubes europeus na presente época, em claro contraciclo com o avultado investimento feito, absurda, desnecessária e infrutiferamente, pela (falta de) direção encarnada, uma repetição do caso será desastrosa.

As nocivas consequências desportivas, financeiras, financeiras logo desportivas e desportivas logo financeiras serão bastantes e terão repercussão nos anos sequentes. A não qualificação para a Liga dos Campeões por duas épocas aumentará a suspeita de adeptos e sócios, suspeita essa já bem vincada em alguns aglomerados de benfiquistas.

Incutirá, igualmente, desconfiança nos principais patrocinadores, que, seguramente, começaram a indagar-se se fará sentido apostar num clube que não marca presença na principal montra financeiro-desportiva da Europa. Num momento em que é difícil prever quando voltarão a surgir, sobretudo de forma significativa, as receitas de bilhética, manter os principais patrocínios é fundamental.

Atrair jogadores que possam ser mais-valias para a equipa e para o campeonato português tornar-se-á, também, mais complicado. Uma equipa pouco apelativa num campeonato cada vez mais poluído não é propriamente o sonho dos jogadores de gama, digamos, média-alta.

A ausência da Liga dos Campeões associada à incapacidade de contratar jogadores de considerável gabarito implicará, inevitável e invariavelmente, a definitiva adoção da estratégia de aposta na formação. No entanto, será muito difícil manter os jovens de maior potencial – como já se vê com Ronaldo Camará – e contratar outros que recheiem o Benfica Futebol Campus de qualidade para o futuro.

Jovens como Ronaldo Camará precisam de perceber que o clube é o melhor lugar para o seu presente e futuro
Fonte: SL Benfica

Os jovens formandos do Seixal começam a perceber que, permanecendo nas “águias”, ou não serão aposta de Jorge Jesus ou, sendo-o, vão viver uma fase complicada do clube, caso, lembro o cenário hipotético em jogo, os encarnados voltem a falhar a fase de grupos da liga milionária.

No entanto, as mudanças profundas não deverão impactar apenas a equipa, mas todo o clube. Apesar de estarmos ainda na ressaca das eleições presidenciais de outubro de 2020, a liderança, cada vez menos pujante, de Luís Filipe Vieira ficará bastante enfraquecida com nova ausência da Champions. Com isso, também as posições dos seus eleitos (incluindo JJ) ficarão comprometidas.

Tudo pode ruir. São previsões fatalistas, claro, mas que não me parecem, de todo irrealistas, – e as que constam no parágrafo anterior seriam até positivas, na minha opinião, num sentido de “mal que viria certamente por bem”. Pode, também, “a coisa endireitar-se” até ao término da temporada – que nunca deixará de ser um fracasso.

Ainda está em aberto – e em fogo – a luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões. É esperar para ver e desejar que nada do escrito acima venha a suceder nos tempos próximos ao Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Académica OAF 2-1 CD Cova da Piedade: Até ao fim… como sempre

A CRÓNICA: RELAXAMENTO IA CUSTANDO CARO

A Académica OAF recebeu e bateu o CD Cova da Piedade por 2-1, na jornada 20 da Segunda Liga 20/21, agarrando-se à liderança da mesma e colocando pressão nos mais diretos rivais – GD Estoril Praia, CD Feirense e FC Vizela.

Primeira parte muito e bem disputada, com domínio pouco pronunciado da Académica OAF. Apesar do bom futebol praticado, o primeiro tempo mostra-se próprio para cardíacos, uma vez que a emoção marca ausência e o centro do terreno é a zona mais pisada.

O remate de pé esquerdo de Guima, à entrada da área, por volta dos 20 minutos, é o único lance dos 45 minutos iniciais que contrasta com o amorfismo junto das balizas de Mika e de Adriano Facchini.

“Nova parte, nova vida”. A segunda metade, em contraciclo com a homóloga, começa com uma oportunidade para cada lado mais claras do que o céu que cobre o Cidade de Coimbra, nesta véspera de São Valentim. Numa primeira instância, um cruzamento de Hugo Firmino encontra Alex Freitas ao segundo poste, que atira ao lado do… primeiro poste.

Oportunidade absurdamente desperdiçada pelos homens de Mário Nunes e, na resposta, oportunidade desperdiçada pelos homens de Rui Borges. Traquina, imbuído do espírito do Open da Austrália, atinge a bola vinda da direita com um fantástico volley alto, mas o esférico, imbuído do espírito do Super Bowl, sobrevoa a trave da baliza norte do Calhabé.

Seguem-se oito minutos de domínio da Briosa, entremeados com algumas oportunidades pouco entusiasmantes de golo para os estudantes. No entanto, não há cova que segure este Cova (“ain´t no grave gonna hold this Cova down”, diria Johnny Cash) e os visitantes ressurgem na partida aos 59 minutos, com mais uma oportunidade não consumada junto ao segundo poste. Seguem-se sete minutos de domínio piedense.

Por volta dos 20 minutos do segundo tempo (aos 21´, mais concretamente), Guima lembra-se de que é hora do seu habitual remate de pé esquerdo à entrada da área (ver terceiro parágrafo) e dispara, com potência e colocação, para as redes de Facchini.

66 parece ser o número mágico para a Briosa. Golo aos 66 minutos e expulsão de João Meira, número 66 do CD Cova da Piedade, a 11 minutos do fim. Todavia, a Briosa tem Piedade e permite que os visitantes se entusiasmem ao ponto de João Vieira, entrado aos 82´, empate a partida aos 84´.

É aqui que entra Hitchcock em ação. À entrada do tempo de descontos, rutura de Bruno Teles na área piedense e falta de Alex Freitas, em estreia para esquecer. Fabinho assume a marcação da grande penalidade e fecha o marcador num importante 2-1 favorável aos estudantes.

 

A FIGURA

Guima – Esteve bem em todos os momentos do jogo. Encheu o campo a defender, auxiliando Diogo Pereira, e tomou excelentes decisões no ataque, a melhor delas o remate que deu o 1-0 à Académica.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Alves – Acabou por sair lesionado em cima do fecho da primeira parte. Viu-se perdido nas dinâmicas da Académica no miolo do terreno e não apresentou a intensidade necessária para as contrariar.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

Rui Borges admitiu, na antevisão à partida, que a Académica tinha feito na jornada anterior, contra o Estoril, o melhor jogo em termos táticos. Por isso, embora num jogo com contornos diferentes, era de esperar o mesmo rigor para defrontar o Cova da Piedade.

A Briosa foi a jogo num 4-2-3-1. O quarteto defensivo foi constituído por Fabiano, Rafael Vieira, Silvério e Bruno Teles. O meio-campo teve necessariamente que ser alterado, devido à expulsão de Ricardo Dias frente ao Estoril. Para o seu lugar, ao lado de Guima, entrou Diogo Pereira, formando uma dupla de médio mais trabalhadores, dando espaço para Chaby expressar o seu futebol de maior risco suplantado por estes dois homens. Na frente, o trio Traquina, João Mário e Bouldini.

Na manobra ofensiva, destaque para a tentativa de aproveitamento das costas dos médios interiores do adversário. Sem a bola, os estudantes pressionaram bastante alto a construção de jogo dos piedenses. Uma vez a defender de forma organizada, Chaby alinhou-se com Bouldini para formar o 4-4-2 em que a equipa defendeu.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (5)

Fabiano (5)

Rafael Vieira (6)

Silvério (5)

Bruno Teles (5)

Diogo Pereira (5)

Guima (7)

Chaby (6)

Traquina (5)

João Mário (5)

Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Sanca (4)

Fabinho (5)

Mayambela (-)

Dani Costa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PEIDADE

O 4-3-3 que o Cova da Piedade trouxe para o jogo fazia esperar uma equipa com vontade de não entregar todo o protagonismo à Académica. Os dois médios interiores, Bruno Alves e João Patrão, apresentam habitualmente capacidade para reter a bola em seu poder e, consequentemente, acrescentarem capacidade ofensiva à equipa. No meio-campo, atrás destes dois criativos, Robson Shimabuku foi o elemento mais defensivo. O setor mais recuado compôs-se por Gonçalo Tavares, João Meira, de regresso ao onze, Kiko Zarabi e Gonçalo Maria. Na frente de ataque, dois extremos puros, Firmino e Alex Freitas, no apoio ao ponta de lança Blondell.

Mesmo com os jogadores da Académica sempre por perto, a equipa foi conseguindo mostrar apetências com a bola. Passes curtos e, ao primeiro toque na procura dos jogadores de frente para o jogo, mostraram-se eficazes na construção de jogadas ofensivas.

Os comandados de Mário Nunes denotaram bastante preocupação no condicionamento a Diogo Pereira com essa vigilância a ficar ao encargo de João Patrão. Ainda assim, foram muitas vezes confundidos pela grande movimentação imposta pelos jogadores da Briosa na zona média.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (5)

Gonçalo Tavares (5)

João Meira (4)

Kiko Zarabi (6)

Gonçalo Maria (5)

Robson Shimabuku (6)

João Patrão (5)

Bruno Alves (4)

Alex Freitas (4)

Hugo Firmino (5)

Anthony Blondell (5)

SUBS UTILIZADOS

Thabo Cele (4)

João Oliveira (5)

Miguel Rosa (5)

João Vieira (5)

Cristiano Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Académica OAF

BnR:  Que avaliação faz às novas dinâmicas que implementou no meio-campo, com a entrada do Diogo Pereira no onze e com a exploração das costas dos médios interiores contrários?

Rui Borges: Tentamos perceber que dinâmicas podem permitir entrar nos blocos do adversário. Agora, a bola devia ter andado muito mais rápido, para depois termos mais capacidade de decisão no último terço e no ataque à largura e profundidade. O João Mário esteve muito bem a acelerar no corredor. O jogo pedia mais jogo posicional aos nossos médios, mas, lá está, a bola devia ter andado muito mais rápido para encontrar esse espaço nas costas dos médios interiores adversários.

CD Cova da Piedade

BnR: O que é que pediu aos seus jogadores para eles aparecerem mais incisivos no ataque na segunda parte? Como se digere ter chegado ao empate com 10 e acabar por não levar ponto?

Mário Nunes:  Ao intervalo, não foi feito nada a não ser pedir aos jogadores para se libertarem. A equipa adversária tem qualidade, mas nós também temos. Estamos a entrar de forma demasiado respeitadora nos jogos. Quando com a bola, tínhamos que fazer mais. Não o fizemos, na primeira parte. No final, o que conta são que os três pontos foram para o outro lado.

 

Rescaldo com opinião de Francisco Grácio Martins e Márcio Francisco Paiva

Artigo revisto por Mariana Plácido 

Derrick Rose | Um novo começo em Nova Iorque?

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Foi no passado domingo, dia 7 de Fevereiro, que o universo NBA teve finalmente a confirmação dos rumores sobre Derrick Rose. Nesse dia, o base de 32 anos saiu de Detroit rumo a Nova Iorque. Em troca, estiveram envolvidos o jovem base Dennis Smith Jr e uma escolha de segunda ronda do Draft de 2021.

Para Rose e os Detroit Pistons, a época não começou da forma esperada. Com algumas partidas falhadas por parte de Blake Griffin e com a equipa a apostar no jovens talentos, as derrotas foram se acumulando. Os Pistons encontram-se no fim da tabela classificativa da Conferência Este, com um recorde de 6-19. Assim, com Rose, apesar do historial de lesões e de ainda ter muito para contribuir para uma equipa, pelo menos, candidata a um lugar nos Playoffs, ambas as partes chegaram à conclusão de que seria mais favorável seguirem rotas diferentes.

Qual o melhor sítio para Rose? Neste caso, o futuro será com uma cara conhecida como treinador principal, Tom Thibodeau, e uma cidade onde outrora brilhou (apesar de menos do que em Chicago). Com Rose a desempenhar o mesmo papel de mentor e base da velha guarda, a poder passar conhecimento aos mais novos, os Knicks podem ser a “chama” na carreira de Derrick Rose de que este precisava.

Isto acontece, depois de há dois anos nos ter relembrado de que ainda podia voltar a ser incrível. Num jogo, anotou 50 pontos, mas por uma equipa que também não competia por um lugar nos Playoffs, os Minnesota Timberwolves.

Rose irá continuar no papel de veterano e mentor para os jogadores jovens como Immanuel Quickley.
Fonte: New York Knicks

Apesar de Derrick Rose não estar a ter uma temporada muito chamativa para aquilo a que nos habitou, o seu registo como reserva (apenas 14.1 pontos por jogo, com 4.1 assistências e 1.9 ressaltos) pode acrescentar à rotação dos New York Knicks. O base adaptou-se ao seu papel de jogador a sair do banco e poderá vir a ser uma mais valia numa segunda unidade.

Neste momento, o banco dos Knicks conta com jogadores como o jovem Immanuel Quickley, que já mostrou pontualmente aquilo que consegue fazer, e Alec Burks, jogador também com mais experiência. Além destas unidades, têm velhas caras conhecidas da liga, como Austin Rivers, Nerlens Noel e Taj Gibson.

Esta junção de juventude com velha guarda, se usada corretamente, poderá vir a ser uma fórmula de sucesso para esta equipa dos Knicks. Rose tem pela frente, nesta segunda remontada com a equipa de Nova Iorque, um desafio diferente. Existem expectativas mais baixas mas, nesta fase da sua carreira, encontra o desafio que procurava: crescer numa equipa jovem, contribuindo a partir do banco.

Além de um cinco inicial com bastante margem de rotação naquilo que são as posições de base e segundo base, existem jogadores sólidos nas posições de extremo, como Julius Randle e, aos poucos, RJ Barrett. Esta segunda oportunidade de Rose poderá permitir-lhe brilhar mais do que em 2017 e de uma forma mais surpreendente, contribuindo para que a equipa ganhe mais jogos e se classifique para os playoffs.

Rose conseguiu evoluir o seu jogo ao ponto de, também devido à “confusão ofensiva” que era o jogo dos Detroit Pistons, controlar o ritmo da partida e escolher os seus lançamentos e as suas penetrações acrobáticas nos momentos mais precisos do jogo. Cada vez mais tem vindo a aperfeiçoar a sua forma de “jogar sem bola” e de se movimentar para os sítios corretos dentro de campo, bem como em assumir os lançamentos necessários em momentos do jogo nos quais os mais jovens simplesmente não conseguem brilhar, pois ainda não têm a experiência necessária.

O mesmo Rose que vimos nos Timberwolves, com uma abordagem mais perfeccionista e com um número diferente, poderá repetir aquilo que alcançou na época passada – criar uma hipótese de ser um “All Star”. Apesar de a época já ir a meio, esta é, com certeza, a chama que Rose necessitava para melhorar e acelerar a sua produção ofensiva. Na época passada, numa equipa na qual também Blake Griffin e Andre Drummond sofreram lesões, Rose conseguiu manter a turma a lutar pelo sétimo e oitavo lugar praticamente até fevereiro, com médias de 18.1 pontos por jogo e 5.6 assistências, em apenas 25 minutos por jogo.

Para colocar estes números em perspectiva, seria o equivalente a, em 36 minutos, fazer 25.1 pontos por jogo, com 7.7 assistências. São números equivalentes ao seu ano de MVP, apesar de numa equipa, verdade seja dita, péssima.

No seu primeiro jogo, na passada terça-feira, em 20 minutos, apontou 14 pontos, em 5/9 de lançamentos de campo, três assistências e ainda um roubo de bola, juntamente com um desarme de lançamento. Apesar da derrota por 98-96 frente ao Miami Heat, a jovem equipa conseguiu manter o jogo disputado e renhido até aos últimos segundos.

Em conversa com o seu então treinador em Detroit, Dawyne Casey, Derrick Rose revelou: “quero estar numa situação em que possa atingir os playoffs este ano”.

Derrick Rose muda assim (novamente) a página na sua carreira, sendo que, esta época, parecia já não ter muito por onde “brilhar” mais. Desta forma, poderá adicionar algo à sua história, com a qual todos estamos familiarizados. Resta-nos apenas esperar para perceber como Rose encaixa nesta nova equipa e como se desenrola a época dos New York Knicks.

Foto de Capa: New York Knicks

Artigo revisto 

Nenhum acidente é o melhor acidente

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Todos conhecemos o processo. Quando queremos uma atualização sobre a Fórmula 1, vamos às muito bem geridas contas das redes sociais, seja Facebook, Twitter ou YouTube, e a probabilidade de nos aparecer pelo caminho um vídeo relativo a “Melhor(es) acidente(s)”, ou “Despistes mais Espetaculares” é extremamente alta.

Estamos perante um dos desportos motorizados mais seguros do mundo. Nos últimos quase 30 anos, há a registar três fatalidades de pilotos ao volante de carros de Fórmula 1, ou com complicações relativas a acidentes (Roland Ratzenberger, Ayrton Senna e Jules Bianchi). Acidentes como aqueles que vemos hoje em dia, nos quais, em cinco segundos, o piloto sai do carro sem um arranhão, trariam consequências muito mais graves no passado, como, infelizmente, se verificou inúmeras vezes.

Isto levou a que, hoje, as redes sociais da Fórmula 1 se enchessem de vídeos como aqueles que descrevi acima, classificando-os de “melhor a pior”, ou vice-versa, como preferirem. Isto, a mim, incomoda-me bastante. Estamos a falar de pessoas dentro destes veículos, a mais de 300 Km/h, por vezes sobre-humanos nos reflexos e na coragem que mostram. Contudo, isto não significa que os devemos deixar de tratar precisamente como tal: seres humanos.

Um dos exemplos mais gritantes desta situação de glorificação de acidentes é o assustador acidente de Romain Grosjean, no Grande Prémio do Bahrain de 2020. Já todos vimos as imagens – o que não era difícil, tendo em conta a quantidade de vezes que foram transmitidas.

Eu próprio fiquei horrorizado no preciso momento do acidente, sendo que, durante dois minutos, a imagem súbita de uma bola de fogo ficou gravada na minha memória, e eu só queria saber se Grosjean estava bem. Ao final desses cerca de dois minutos (que pareciam uma eternidade), a transmissão mostrou o piloto francês dentro do carro médico, abalado, mas, aparentemente, seguro. De seguida, havendo a certeza de que tudo estava bem, tivemos acesso às primeiras imagens do horrível choque que partiu o monolugar da HAAS ao meio, envolvendo Grosjean de chamas.

Pouco depois, chegaram as imagens do momento em que os homens do carro médico ajudam o gaulês a sair das chamas. No período de bandeira vermelha que se seguiu, enquanto os comissários limpavam os detritos e corrigiam as barreiras, as imagens do acidente multiplicavam-se.

Foi neste momento que a situação me começou verdadeiramente a incomodar. Eu, no conforto do meu sofá, começava até a perder a vontade de ver a corrida. Imagino a força mental para me voltar a sentar num monolugar, após ver tal coisa. E como o drama e a tensão vende, a Fórmula 1 fez questão de repetir dezenas de vezes o acidente nos ecrãs espalhados pelo circuito, inclusive aliando isto a imagens dos pilotos como forma de aumentar a tensão.

Ou seja, a partir do momento em que perceberam que Grosjean tinha sobrevivido, trataram de normalizar o que tinha acontecido para vender mais um pouco. Pilotos como Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel repudiaram isto, e com razão. É bom perceber como aconteceu e se está tudo bem, claro. Porém, num ápice, passou de algo informativo para um momento de “entretenimento”. Acidentes com potencial de retirar vidas nunca podem ser tratados como passatempo.

Há saudosistas pelo perigo dos “tempos áureos” da Fórmula 1. A essas pessoas eu digo que deixem de ver, que saiam desta comunidade. A vossa sede de sangue nada tem a ver com gostar do desporto em si, é uma autêntica falta de respeito por todos os que perderam a vida e que acabaram a motivar este desporto a tornar-se tão seguro como é. A vossa coragem é imensa, até serem vocês atrás de um volante a velocidades estonteantes, sabendo que, ao mínimo erro, as coisas podem correr mal.

Há também quem tenha gosto em ver toda a fibra de carbono a voar e a destruição, dizendo “oh, não tem mal, o piloto está bem”. Sim, está, mas podia não estar. Se queres destruição, vê um filme do Michael Bay: há lá fogo de artifício mais do que suficiente. Não te esqueças de que na Fórmula 1 as pessoas são reais, e não um boneco digital atrás do volante. Enquanto te regozijas com estes momentos, esqueces-te de que lá dentro está alguém que, em muitas situações, vê a vida a passar-lhe à frente dos olhos, enquanto o acidente não para.

Há, por fim, a Fórmula 1 e a comunicação que fazem. Eu sei, são muito seguros. Estes acidentes graves raramente tem consequências, mas podem ter. Vocês são uma categoria de corridas em circuito, não de derbys de demolição. Estão a errar no que promovem. Coloquem mil vídeos de batalhas em pista, que ainda existem, não vídeos a analisar o acidente do Marcus Ericsson, em Monza, de 489 ângulos diferentes (este número pode estar errado pelo valor exato de muito).

O espetáculo e a destruição pode vender, mas a decência não se compra.

Foto de Capa: Fórmula 1

Artigo revisto por Mariana Plácido

Jogo a jogo… Até ao último segundo! | Sporting CP

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Têm sido de ouro os minutos finais dos jogos do Sporting CP. Finda mais uma vitória dramática, desta feita em Barcelos, a turma verde e branca é cada vez mais líder do campeonato nacional – são agora oito pontos de vantagem face ao segundo classificado, o FC Porto. Se o mote dado por Rúben Amorim tem sido o de “jogo a jogo”, os leões têm aproveitado muito bem cada segundo de todas as partidas, nomeadamente os últimos 15 minutos do tempo regulamentar.

A partir dos 75 minutos, a turma de Rúben Amorim já leva 14 golos, o que perfaz 37% dos tentos apontados pela equipa no campeonato. Na presente temporada, o Sporting CP já garantiu a vitória quatro vezes no tempo de compensação, se contarmos todas as competições: primeiro, foi Sporar frente ao SC Farense (90+1’); depois, Jovane contra o FC Porto (90+4’); Matheus Nunes no embate contra o SL Benfica (90+2’); e, finalmente, o capitão Coates na partida ante o Gil Vicente FC (90+1’).

São já 13 (!) pontos conquistados no campeonato apenas nos últimos dez minutos. Para além dos jogos citados anteriormente, destaque para o golo do empate marcado por Vietto, frente ao FC Porto (87’), e os três golos da reviravolta, em Alvalade, diante do Gil Vicente FC, apontados por Sporar, Tiago Tomás e Pedro Gonçalves (82’, 84’ e 90+6’).

Tiago Tomás, também conhecido como TT, consumou a primeira reviravolta dos leões, frente ao Gil Vicente FC
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Olhando para o outro lado da moeda, sete dos dez golos sofridos pelo Sporting CP no campeonato ocorreram nos primeiros 45 minutos. Apenas frente ao FC Famalicão a turma leonina sofreu golo nos últimos 25 minutos, com um golo apontado por Jhonata Robert aos 89’, que ditou o empate (2-2). Exceção feita a esse golo, o tento mais “tardio” sofrido pelo Sporting CP foi diante do Rio Ave FC em casa, com Gelson Dala a fazer o gosto ao pé aos… 61 minutos, sentenciando o resultado final (1-1). Por fim, o brasileiro Lucas Mineiro, do Gil Vicente FC, também conseguiu marcar na segunda parte frente aos Leões (52’).

Posto isto, para além do evidente salto qualitativo da época passada para a presente, é igualmente notória a diferença de atitude da equipa do Sporting CP. Se analisarmos o histórico recente, eram recorrentes os golos sofridos nos últimos minutos, que acabavam, invariavelmente, por comprometer as aspirações do clube nas competições que disputava, algo que tem acontecido muito pouco na atual temporada, principalmente no campeonato.

As mudanças no eixo defensivo foram decisivas. Neste momento, o setor apresenta-se com muito maior equilíbrio, experiência e concentração, aliada a um espírito de entreajuda e de união que tinha faltado nos últimos anos. Já os jogadores e a equipa técnica sabem bem da responsabilidade que têm em mãos e o que significaria para os associados um possível título do clube leonino.

Onde vai um, vão todos. Jogo a jogo… até ao último segundo!

Artigo revisto por Mariana Plácido