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Académica OAF 1-0 Estoril Praia SAD: Estudantes passam no primeiro exame

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A CRÓNICA: ACADÉMICA X ESTORIL, UMA PARTE PARA CADA LADO

No primeiro jogo oficial da nova temporada, Académica entrou em campo com quatro reforços no onze inicial que, por isso, tiveram direito ao habitual canelão, uma praxe que consiste em levar com uns pontapés no traseiro por parte dos colegas mais experientes no clube e que estão dispostos em duas filas, formando um corredor. Nem a covid-19 impediu o concretizar desta tradição. O Estoril, já com uma jornada nas pernas, só fez uma mexida: Crespo entrou para o lugar de Bruno Lourenço

A Académica não guardava boas memórias das últimas vezes que recebeu o Estoril. Da última vez que as equipas se encontraram no Estádio Cidade de Coimbra, a equipa da linha venceu por nada mais nada menos que 7-2. Se recuássemos mais, no tempo em que ambas as formações ainda mediam forças na Primeira Liga, o resultado foi de 3-0 para os visitantes. Alheia a isso, a Briosa, seis jogos depois da última vitória frente a este adversário, a voltou a ser feliz.

Após um início de jogo encaixado e poucas situações de real perigo, o Estoril ganhou ascendente a partir da meia hora de jogo e dispôs de duas grandes ocasiões para inaugurar o marcador. Aos 37 minutos, Vidigal, com um grande trabalho individual na esquerda, cruza para o segundo poste, onde Crespo remate enrolado, dando ainda hipótese de Aziz, num golpe de agilidade, conseguir empurrar contra o poste. O jogo ganhou ritmo e para correrias e ataques à profundidade está lá Aziz. Fugiu pela segunda vez no jogo a Silvério e nem a ajuda de Zé Castro o impediu de rematar de pé esquerdo. O remate saiu por cima. No início da jogada a Académica pediu penálti.

A segunda parte iniciou-se com uma Académica intranquila e Aziz voltou a causar perigo. No entanto, aos 50 minutos João Mário cruzou e Bouldini, ainda fora de área, cabeceou fora do alcance de Dani Figueira que poderia ter feito mais no lance. O Estoril sentiu o golo e permitiu que, em cima da hora de jogo, a sociedade João Mário/Bouldini voltasse a funcionar. O primeiro encontrou o segundo sozinho dentro de área, mas valeu a excelente defesa de Dani Figueira.

A meio da segunda parte, Traquina abriu o livro. Primeiro uma roleta sobre dois adversários para deixar com água na boca quem assistiu ao encontro. Depois, aos 77 minutos, faz um túnel sobre o seu opositor, desmarca João Mário que atira à barra.

Mesmo no final do jogo, o perigoso cruzamento de Joãozinho não foi transformado em golo. Uma ocasião flagrante que o Estoril não usou para chegar ao empate.

No estádio, vazio como tem sido habitual, os adeptos da Académica marcaram presença com tarjas na bancada, uma delas com a mensagem “A nossa doença não tem cura”. Os gritos de “A-Ca- Dé- Mi- Ca” e “Brioooosa” vindos de fora do estádio (e, por vezes, dentro) foram também audíveis. Dentro do mesmo, Jorge Condorcet, sócio número um da Briosa entrou com os jogadores e encarregou-se de os representar.

No final, o degradado placar do Estádio Cidade de Coimbra fixou-se no 1-0. Com os primeiros três pontos, no primeiro jogo oficial da época, a Académica volta a jogar fora, na quarta-feira, frente ao Cova da Piedade. O Estoril regressa, na quinta-feira, à região centro do país para jogar contra o Académico de Viseu.

 

A FIGURA

João Mário – Foi um dos destaques da Briosa, mostrando-se muito ativo na manobra ofensiva dos estudantes. Um dos homens-chave da formação da casa, fez a assistência para o golo de Bouldini, serviu os avançados com importantes passes de rutura e ainda mandou uma bola à barra da baliza defendida por Dani Figueira, após uma boa jogada de construção ofensiva. Destaque ainda para a grande exibição de Traquina.

 

O FORA DE JOGO

Loirentz Rosier – O médio francês dos estorilenses foi o fora de jogo desta partida, mostrando muitas dificuldades de entrosamento com os colegas de equipa no centro do terreno e pouco deu ao jogo da formação visitante, motivo pelo qual acabou por ser substituído nos primeiros minutos do segundo tempo, dando lugar a Cicero.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A formação da casa entrou perfilada num sistema tático base de 4-4-2, que se transformava num 4-3-3 no momento da transição ofensiva. Com quatro reforços no onze inicial, a turma de Rui Borges entrou bem na partida, assumindo o controlo da posse de bola nos primeiros minutos do encontro e pressionando a primeira linha de construção dos visitantes, mas acabou por abdicar dessa pressão com o decorrer da partida, permitindo algum crescimento do Estoril no encontro. No segundo tempo a equipa cresceu na partida e superiorizou-se ao adversário tanto defensiva como ofensivamente, com João Mário em grande destaque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (6)

Mike (6)

Zé Castro (6)

Silvério (6)

Bruno Teles (6)

Fabinho (6)

Guima (5)

Dias (6)

João Mário (8)

Traquina (7)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

Furtado (-)

Pedro Pinto (-)

Rafael Vieira (-)

Fábio Vieira (-)

Diogo Pereira (-)

 

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD

Bruno Pinheiro efetuou apenas uma alteração em relação à partida frente ao Arouca, apostando no médio Crespo em detrimento de Bruno Lourenço. O treinador da formação da linha apostou num dispositivo base de 4-2-3-1, que rapidamente mudava para um 4-3-3 no momento atacante, em que os avançados Vidigal e Yakubu se “abriam” de maneira a abrir espaço para que o médio Zé Valente se juntasse ao ataque. Graças às suas dinâmicas ofensivas e ao bom ataque à profundidade dos homens da frente, em especial Yakubu Aziz, os estorilistas foram a equipa que esteve mais perto do golo no primeiro tempo. Já no segundo tempo, a formação lisboeta desceu de rendimento, tendo ido um pouco abaixo após o golo sofrido, mostrando dificuldades em reencontrar-se na partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (5)

João Diogo (5)

Hugo Basto (5)

Hugo Gomes (5)

Joãozinho (5)

Crespo (4)

Rosier (4)

Gamboa (6)

Zé Valente (5)

Yakubu Aziz (6)

Vidigal (7)

SUBS UTILIZADOS

Cicero (-)

Paulinho (-)

Bernardo Vital (-)

André Clovis (-)

 

 

CONFERÊNCIA BNR

BnR: Já se revê nesta equipa da Académica. Que ideias já foram concretizadas e quais ainda quer ver melhoradas?

Rui Borges: Claramente, revejo-me naquilo que é o nosso trabalho na equipa. É o primeiro jogo. Estamos a repetir comportamentos. Não fugiram àquilo que são os nossos princípios. Não estou preocupado. Estou otimista em relação ao futuro.

BnR: O Estoril teve sempre mais sucesso no ataque à profundidade, pelo que mostrou alguma dificuldade em ligar o jogo por dentro e Rosier parece ter passado ao lado nesse momento do jogo. Pensa que podia ter sido por aí que podiam ter mexido com o jogo?

Bruno Pinheiro: Há que dar mérito ao adversário. O Estoril vai sempre querer jogar com a bola. Temos um treinador novo, plantel novo… estas ideias não se consolidam nem em seis meses, mas não vamos abdicar delas.

 

Rescaldo com opinião de Francisco Martins e Pedro Paulo

O impacto da covid-19 no futebol

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O futebol sem os adeptos é “como ir ao circo e não ver palhaços”, rematou de forma tão certeira o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, nas declarações proferidas após a recente partida das quinas frente à Suécia, a contar para a Liga das Nações. Poderemos discutir se foi a melhor expressão para retratar a situação, mas todos nós, amantes do futebol, sentimos uma espécie de vazio que teima em não ser preenchido, além duma ligeira revolta pela indefinição quanto a uma data para que tudo volte ao normal.

Mas, o que é o “normal” agora? Antes, era normal juntarmos os amigos e família para uma ida ao estádio e, a cada golo, festejarmos efusivamente com o vizinho da cadeira ao lado, mesmo que este fosse um completo desconhecido. Havia algo que nos unia – o amor ao futebol e ao nosso clube de coração. Era normal cantarmos junto com a claque aquelas músicas que sabemos desde pequeninos, que os nossos pais nos ensinaram orgulhosamente quando ainda nem tínhamos idade para perceber o verdadeiro significado das letras. Na verdade, não precisávamos de perceber, porque já sentíamos aquela emoção indescritível que é ver o nosso clube vencer.

Agora, tudo isto se perdeu. O “normal”, neste momento, é ver cada partida no sofá de nossa casa, que será mais confortável, é certo, mas não será a mesma coisa. Isto se realmente houver jogo, porque o normal agora também é vivermos na incerteza se vai haver algum adiamento a cada jornada, motivado pelos únicos testes positivos que ninguém deseja.

O regresso ao estádio é muito ansiado pelos adeptos Fonte: Bola na Rede

A situação não agrada a ninguém: treinadores e jogadores já manifestaram, por várias vezes, a falta que fazem os adeptos nos estádios para dar aquela motivação extra à equipa ou mesmo para providenciarem a assobiadela necessária para acordar os jogadores quando a exibição não está a ser a melhor. Os clubes, por sua vez, estão também cada vez mais desesperados financeiramente, afetados por uma crise que parece não ter fim e que afeta, sem exceção, todos os setores da sociedade.

O próximo passo, já alcançado noutros campeonatos, também não será o mais agradável, mas é aguardado com ansiedade. Trata-se do regresso às bancadas dos estádios, ainda que afastados pelo já habitual distanciamento social necessário e sempre munidos das nossas mais fiéis amigas nos últimos tempos: as máscaras. Não será o mesmo, é certo. Porém, acredito que, apesar de todas as condicionantes, conseguiremos matar as saudades e dar ao futebol o verdadeiro espetáculo que ele merece.

Obviamente, o panorama atual desperta-nos preocupações muito mais primordiais que o regresso dos adeptos aos estádios, ainda para mais com o recente aumento significativo de novos casos positivos à covid-19 nos últimos dias. De qualquer forma, no seu devido tempo, é importante discutir seriamente entre as entidades responsáveis como e quando vai acontecer este regresso – até porque já foram permitidos a outros deportos e atividades culturais a presença de público -, sob o risco de penalizar de forma irreversível alguns clubes (e todos os que dependem destes) que necessitam das receitas de bilheteiras para sobreviverem. Muito mais tempo sem adeptos e corremos o risco de matar o futebol.

André Almeida | Quando é que expira o RedPass?

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Recrutado ao CF Os Belenenses em 2011, foi após estar emprestado durante uma temporada ao UD Leiria que André Almeida passou a integrar, na época 2012/2013, definitivamente, os quadros do SL Benfica. O defesa depressa se afirmou como uma peça importante no plantel encarnado, muito por culpa da sua polivalência dentro do retângulo de jogo.

Atuando preferencialmente como lateral direito, o português pode também desempenhar as funções de defesa central, lateral esquerdo ou até médio defensivo. Essa polivalência valeu-lhe, na sua época de estreia, 2923 minutos de jogo. Jogou 18 partidas como lateral direito, sete como lateral esquerdo e três como médio defensivo.

Entretanto, oito anos, 347 jogos, 15 golos e 43 assistências depois, André Almeida passou de um jogador de rotação a capitão e titular absoluto da lateral direita encarnada, e assim o é há já quatro anos, aquando da saída de Nélson Semedo para o FC Barcelona. Uma situação inconcebível para um clube com a dimensão e com as ambições do Benfica, que tem tido como a sua única e viável opção, até ao momento, André Almeida.

André Almeida destaca-se pela sua polivalência, apesar de não desempenhar nenhuma posição com grande brilhantismo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Atenção, é importante ter André Almeida no plantel. É importante tê-lo dado a sua polivalência, de uma forma geral até cumpre quando é chamado, e até é útil para ir rodando em alguns jogos, dado que as épocas costumam ter uma grande sobrecarga de partidas. Além disso, tem também um peso considerável no balneário e faz parte do núcleo duro do plantel das “águias”.

No entanto, André Almeida é muito curto para ser titular indiscutível no Benfica, e o facto de o ser só demonstra o tamanho da incompetência que tem pairado na construção dos plantéis encarnados nas últimas épocas.

Todos os laterais direitos que chegaram à Luz nos últimos anos – Ebuehi, Corchia, Douglas, ou Gilberto, por exemplo – não conseguiram tirar o lugar ao português, o que é demonstrativo da incompetência do departamento de scouting dos encarnados, pois André Almeida não é nenhum Cafu, muito pelo contrário.

André Almeida é um lateral lento, muito limitado tecnicamente, que de vez em quando se engana e marca golos dignos de prémio Puskas, e cuja única explicação possível para que continue a ser titular indiscutível, ano após ano, é a existência de uma cláusula, no contrato, onde diz que o português tem RedPass vitalício para a lateral direita das “águias”.

Porém, pode existir uma luz ao fundo do túnel para os benfiquistas, e o RedPass de André Almeida estará a expirar muito em breve. Em declarações após a goleada frente ao FC Famalicão, Jorge Jesus, após ser questionado sobre a inclusão de Diogo Gonçalves na equipa, deu a entender que o extremo alentejano poderá, muito em breve, afirmar-se nos encarnados como o próximo grande lateral direito “made in Seixal”.

O que não é de estranhar, dado que Gonçalves é muito veloz, hábil tecnicamente, tem golo, sendo apenas necessário calibrar a sua capacidade defensiva, podendo, inclusive, tornar-se numa adaptação de topo tal como aconteceu com Maxi Pereira ou Fábio Coentrão.

Sporting CP | Obrigado, Marcos Acuña!

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No mercado de verão de 2017, o Sporting CP apresentava Marcos Acuña. Na altura, o clube sabia que estava a contratar um bom jogador, tanto que desembolsou quase dez milhões no mesmo. Assim foi, Acuña rapidamente se assumiu como titular indiscutível, podendo fazer todo o corredor esquerdo sempre com qualidade e com algo que o distinguia de muitos outros: refiro-me, pois, à garra. O argentino que, por vezes, sofreu em termos disciplinares com essa característica, valeu-se da mesma em cada duelo, em cada jogada e em cada movimento dentro do campo. À garra, acrescia a qualidade, fosse em aspetos táticos, seja na definição do passe ou do cruzamento. Mas, e neste caso, infelizmente, nada é eterno e a estadia de Acuña em Alvalade também não o foi – o argentino saiu para o Sevilha por 10 milhões de euros, mais dois por objetivos, de acordo com o comunicado do Sporting CP à CMVM.

Sem dúvida alguma, Acuña merecia uma despedida melhor e, acima de tudo, merecia ser melhor tratado pelo clube que o colocou a treinar à parte, desvalorizando por completo o jogador. Mas agora falemos da venda em si: a par de Wendel, Acuña era o jogador mais valioso do plantel, valendo 12 milhões de euros de acordo com o site TransferMarkt e, olhando deste prisma e tendo em conta a conjuntura atual, até parece que foi uma venda razoável visto que o negócio poderá chegar aos 12 milhões de euros… no entanto, existem dois factos que me deixam pensativo quanto à avaliação da transferência de Acuña:

– A forma de vender o jogador (isolá-lo do plantel). Recordemos que Acuña chegou a treinar num pinhal, enquanto a equipa estava em estágio. Esta forma de demonstrar interesse em vender um jogador só o desvaloriza em termos financeiros.

– O segundo facto prende-se com uma questão que levanto: Haverá algum jogador no plantel capaz de substituir Marcos Acuña? Infelizmente, penso que a resposta é “não”. Embora o clube se tenha “precavido” através de Nuno Mendes e Antunes, o jovem ainda é uma promessa e, Antunes, podendo surpreender, à partida, não será melhor do que o argentino. Para além da qualidade (que Nuno Mendes talvez possa igualar), Acuña tem um espírito competitivo único e consegue contagiar os outros jogadores com esse mesmo espírito.

Acuña irá deixar saudades no seio dos adeptos leoninos
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Por outro lado, o esquema atual do Sporting não permite que Acuña jogue na posição onde costuma jogar, isto é, defesa esquerdo. Durante parte da época, Rúben Amorim escolheu colocar o argentino a defesa central do lado esquerdo, facto que limitou a sua capacidade ofensiva. Devido a este fator, consigo compreender minimamente a vontade de vender Acuña. Contudo, o que não consigo perceber verdadeiramente é a forma como o processo de venda do jogador foi gerido e, acima de tudo, a forma como um jogador que nos deu tanto foi tratado. Considero que faltou gratidão e inteligência na hora de venda. Posto isto, obrigado Acuña!

FC Porto 3-1 SC Braga: Eficácia nos 11 metros determinante para a vitória

A CRÓNICA: SÓ ACABA QUANDO O ÁRBITRO APITA

Início da época 2020/21 entre FC Porto e SC Braga, no Estádio do Dragão, em ambiente de pandemia. Bancadas despidas, apenas coloridas com tarjas a lembrar os feitos da época transata. Dentro do campo, o FC Porto, sem reforços de início, defrontou um SC Braga que fez alinhar duas caras novas no onze inicial: Castro e Al Musrati. Destaque ainda para a ausência de Paulinho, avançado arsenalista que falhou a primeira jornada da Liga por lesão.

O FC Porto, além do onze, mostrou dinâmicas parecidas às da época transata, tendo sempre Marega como referência ofensiva. Foi do maliano que surgiram os primeiros sinais de perigo no jogo, com o número 11 portista a desperdiçar duas oportunidades de golo: na primeira, recebeu após uma recuperação de Uribe e atirou para as mãos de Matheus e na segunda passou mesmo pelo guarda-redes arsenalista, mas não conseguiu colocar a bola na baliza dos minhotos.

Em evidência na primeira parte esteve também o VAR ao anular um golo para cada uma das partes. Primeiro, ao FC Porto, com Corona a tirar Raúl Silva do caminho na linha com um toque de magia, a cruzar para Marega, que assistiu, de cabeça, Otávio para o golo. João Pinheiro anulou, com recurso ao VAR, por fora de jogo de Corona por 30 cm. Num segundo momento, interrompeu os festejos do SC Braga, mais concretamente de  Abel Ruíz, que marcou na cara de Marchesín, mas estava oito centímetros adiantado.

Pelo meio, os arsenalistas chegaram à vantagem por André Castro. Dando uso à largura do 3-4-3 bracarense, Castro abriu à direita em Esgaio, que cruzou ao segundo poste para Sequeira. O lateral esquerdo deixou para a entrada da grande área, onde estava Castro para fuzilar a baliza portista.

O FC Porto foi atrás do resultado e conseguiu mesmo virar o resultado no placar. Já em tempo de compensação, Alex Telles, com tempo e espaço para cruzar na esquerda, pensou e meteu a bola na cabeça de Sérgio Oliveira, que empatou. Ainda antes da recolha aos balneários, Raúl Silva derrubou Marega na área e, na marca de castigo máximo, o Alex Telles, ao contrário do que havia acontecido no ano passado diante do mesmo adversário, não desperdiçou e deu vantagem aos homens de Sérgio Conceição.

Depois do intervalo, o Braga entrou melhor no segundo tempo e Ricardo Horta falhou uma oportunidade escandalosa de empatar a partida. Circulação ao primeiro toque no lado esquerdo do ataque, Ricardo Horta isolado no centro da área azul e branca, mas o avançado atirou por cima da baliza.

Sem grande história no resto de um jogo muito equilibrado entre duas equipas aguerridas, há a destacar a estreia de reforços nas duas equipas: Zaidu e Taremi no FC Porto e Iuri Medeiros e Schettine no SC Braga. Mehdi Taremi esteve mesmo em destaque ao ganhar uma grande penalidade que Alex Telles converteu no terceiro golo portista.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Alex Telles – O lateral brasileiro decidiu o jogo ao fazer a assistência para o primeiro golo e ao bater com sucesso a grande penalidade que permitiu ao FC Porto chegar à vantagem no marcador e também a segunda, que aumentou para três os golos dos dragões.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Raúl Silva – O central esteve em evidência, pela negativa, por cometer a grande penalidade sobre Marega que deu vantagem ao FC Porto. O brasileiro teve muita dificuldade em conter a iniciativa ofensiva de Corona e foi, inclusive, ultrapassado pelo mexicano no golo de Otávio que veio a ser anulado. Já no banco, foi expulso por palavras dirigidas a João Pinheiro.

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

O FC Porto apresentou-se em 4-3-3, com uma frente de ataque bastante móvel. Privilegiando a construção rápida e a exploração da profundidade através de Marega, os dragões tiraram muita vantagem da chegada à área de Uribe e de Sérgio Oliveira. No momento defensivo, os azuis e brancos pressionaram o lado da bola, não sendo, por vezes, rápidos quanto bastasse para impedir a viragem de flanco dos homens do SC Braga.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Manafá (6)
Pepe (6)
Mbemba (6)
Alex Telles (8)
Corona (7)
Sérgio Oliveira (7)
Danilo Pereira (6)
Matheus Uribe (6)
Otávio (7)
Marega (7)

SUBS UTILIZADOS

 Zaidu (6)
Taremi (7)
Loum (6)
Fábio Vieira (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC Braga

Os homens de Carlos Carvalhal apresentaram um 5-3-2 defensivo, que se desdobrou em 3-4-3 no momento de visar a baliza adversária. A vantagem dos arsenalistas assentou na largura do sistema utilizado, podendo contornar o enviesamento da pressão portista com bolas longas de um flanco ao outro e cruzamentos ao segundo poste. Fransérgio foi uma peça-chave, jogando entre linhas e dando apoio, quer no meio, quer na linha, para criar superioridade numérica.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)
Esgaio (6)
Bruno Viana (6)
David Carmo (6)
Raúl Silva (4)
Sequeira (6)
Fransérgio (7)
Al Musrati (6)
Castro (7)
Ricardo Horta (6)
Abel Ruíz (6)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (6)
Galeno (6)
Schettine (6)
Tormena (6)
Iuri Medeiros (6)

CONFERÊNCIA BNR

Sérgio Conceição: “Taremi e Zaidu ainda têm que evoluir, mas estão em pontos diferentes para chegar à titularidade”

Bola na Rede: Gostava de perguntar-lhe acerca do Fransérgio. Ele apareceu, quer dentro, quer mais descaído para a linha, sempre a dar linhas de passe e a ligar o meio-campo ao setor mais ofensivo, é um elemento fulcral para que as suas ideias de jogo sejam bem sucedidas?

Carlos Carvalhal: O Fransérgio é um jogador importante, tem grande capacidade de rutura, mesmo jogando numa posição interior como jogou hoje, tem muita chegada à área. Não tendo vários jogadores a 100 por cento, o Fransérgio era o jogador que tínhamos para fazer ruturas na defensiva do FC porto. No final, arriscamos tudo, ficamos com o André Horta e o Fransérgio no meio-campo, dois médios menos defensivos, tentamos lançar-nos na frente para chegar ao golo e depois o FC Porto, em contra-ataque, chegou ao terceiro golo.

SC Covilhã 1-3 CD Cova da Piedade: Piedenses vencem na serra

A CRÓNICA: CD COVA DA PIEDADE EFICAZ CASTIGA FALHAS DE SC COVILHÃ

Este era um jogo entre duas equipas que tiveram estreias negativas na Segunda Liga e que procuravam os primeiros pontos. O CD Cova da Piedade vinha de uma pesada derrota em casa por 4-0 frente ao CD Mafra e o SC Covilhã perdeu na primeira jornada frente ao FC Penafiel por 1-0.

O duelo começou num ritmo baixo, com o Sporting da Covilhã a assumir mais o jogo. No entanto, a primeira grande oportunidade foi do Cova da Piedade aos 18 minutos. Uma combinação do lado esquerdo entre Kakuba e Miguel Rosa que culminou com o remate forte à baliza já dentro da grande área junto ao poste esquerdo da baliza de Bruno Miguel que teve de defender para canto.

O Sporting da Covilhã iria responder depois de ver assinalado um penalty a favor por mão de Varela aos 21 minutos. Gleison ficou responsável pela marcação mas com demasiada cerimónia para rematar acabou por permitir a defesa de Cléber Santana.

Quem não marca sofre e foi isso que aconteceu com a equipa da casa. À passagem do minuto 32 minutos, João Amorim cruzou do lado direito do ataque da equipa de Almada com João Vieira a cabecear e a bola a tabelar em Tiago Moreira acabou por entrar na baliza do Covilhã. O primeiro golo estava a feito.

A equipa da casa voltou a assumir mais as despesas do jogo com várias aproximações à baliza na adversária, com destaque para o remate rasteiro de Enoh fora da área que desviou na defensiva serrana e acabou perto defendido por Cléber. Na sequência do lance, Gilberto rematou em zona central fora da grande área com a bola a raspar no poste direito da baliza adversária.

O Cova da Piedade apostava em transições rápidas e acabou assim por alargar a vantagem. Mais uma combinação do lado direito entre os dois Joãos, Amorim a assistir e Vieira oportuno perto do poste direito da baliza a desviar de cabeça para o segundo aos 38 minutos.

Depois destaque apenas para os largos minutos em que o jogo esteve parado para assistir Varela dentro das quatro linhas, com o árbitro a dar seis minutos de descontos.

Daúto Faquirá mexeu na equipa ao intervalo para tentar mudar tirar algo do jogo. Léo Cá e Banguera entraram para dar outra dinâmica ao ataque serrano. A equipa de casa voltou a ter outro penalty a favor, pela entrada fora de tempo de Kakuba sobre Enoh. No entanto, o resultado foi o mesmo. Enoh atirou ao lado do direito da baliza de Cléber, com este a defender mais uma grande penalidade.

Quem não falhou foi Miguel Rosa do lado do Cova da Piedade. O antigo internacional jovem aproveitou uma desatenção entre na defesa serrana para fazer o terceiro aos 53 minutos.

O Sporting da Covilhã tentou através da velocidade de Léo Cá na esquerda a combinar com os móveis Gleison e Enoh, mas o máximo que conseguiram foi testar a atenção de Cléber com defesas de fácil execução. Léo Cá acabou por ser o mais perigoso também testou o guarda redes do Cova da Piedade que afastou a bola defesa incompleta.

O golo serrano acabaria por surgir numa transição rápida pelo lado direito de Enoh. O ex-Leixões um cruzamento rasteiro que acabou dentro da baliza com um desvio infeliz do central Bruno Sapo a fazer auto-golo aos 77 minutos.

A equipa da casa animou e esteve perto de fazer o segundo com Léo Cá a rematar à entrada de área para uma boa defesa do guardião do Cova Piedade.

Com uma vantagem ainda confortável e com o Covilhã a ter mais posse, António Pereira resolveu refrescar o ataque com os experientes Edinho, Sami e ainda Balogun. Os últimos 7/8 minutos do jogo acabou por ser feito mais a meio campo, acabando por a oportunidade mais perigosa ser do cova da piedade com Pepo a galgar metro do lado direito do ataque e a centrar para Sami que com espaço acabou por permitir a defesa de Bruno Miguel.

Vitória justa para a equipa mais esclarecida no jogo.

A FIGURA

Fonte: CD Cova da Piedade

João Vieira – O avançado bisou de cabeça e foi absolutamente decisivo. Com poucas oportunidades, acabou por ser letal dentro da grande área como se pede a um ponta de lança. Veio também muitas vezes para as alas para vir buscar jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Covilhã

Tiago Moreira – A tripla de centrais serrana não esteve bem principalmente no jogo aéreo. No entanto, o central acabou por atraiçoar o próprio guarda-redes no primeiro golo dos visitantes, já depois de ter deixado espaço para João Vieira à vontade. Foi ainda o central sacrificado por Daúto Faquirá quando o treinador dos serranos tentou arriscar.

 ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Daúto Faquirá manteve o esquema de 5-3-2 que tinha apresentado na jornada inaugural, com 3 centrais. No entanto, fez 3 alterações no onze com destaque para a entrada de um ponta de lança mais fixo, Abdoulaye Daffé, com Gleison e Enoh a municiá-lo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Miguel (6)

Tiago Moreira (4)

Jaime Simões (4)

André Almeida (4)

Jean Philippe (5)

Gilberto (5)

Tiago Morgado (6)

Gleison (6)

Lewis Enoh (6)

David Santos (5)

Abdoulaye Daffé (5)

SUBS UTILIZADOS

Léo Cá (6)

 Edwin Banguera (5)

João Cardoso (5)

Gui (-)

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

António Pereira mudou algumas peças do xadrez, com alteração também no esquema tático de 5-3-2 na jornada inaugural para 4-4-2. Um esquema com 4 defesas, com o central recém-contratado Bruno Sapo a entrar direto para o onze e Varela a deslocar-se para médio defensivo. Mais alterações no meio campo ofensivo com a inclusão de Hugo Machado na equipa titular. Miguel Rosa à esquerda e Wilson Kenidy à direita ficaram responsáveis por explorar as alas perto da referência na área, João Vieira. João Amorim e Kakuba também apareceram várias vezes a fazer incursões pelas alas, sendo o primeiro decisivo no resultado final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cléber (7)

Alex Kakuba (6)

Yan Victor (7)

Bruno Sapo (6)

Simão Jr. (6)

João Amorim (8)

Francisco Varela (6)

Hugo Machado (7)

Miguel Rosa (7)

João Vieira (8)

Wilson Kenidy ()

SUBS UTILIZADOS

Arnold Issoko (6)

Edinho (-)

Sami (-)

Balogun (-)

Pepo (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Antes das perguntas dos jornalistas, o treinador do Cova da Piedade, António Pereira, fez uma curta declaração: “Apresentei no sábado o meu pedido de demissão. O Cova da Piedade precisava de melhorar certos aspetos organizativos, vou falar amanhã com o presidente.”

BNR: Há lacunas no plantel? Quais são as áreas mais desfalcadas?

António Pereira: Nós tivemos pouco tempo para preparar para esta liga, três semanas. Nós fizemos a preparação do plantel com contratações e promoção de jogadores dos juniores para disputar o campeonato de Portugal. Temos um plantel muito curto. Tive um dos centrais a pedir-me para ser substituído porque estava exausto mas não tinha soluções no banco para o trocar. Parte central do terreno e central e médios estão mais deficitários. Tivemos um central que chegou há 4 dias e jogou a titular.

BNR: O objetivo inicial da sua equipa era o controlo da posse de bola e o domínio do jogo até com a entrada no onze de uma referência na área, Daffé?

Daúto Faquirá: Nós queríamos dominar, ainda para mais a jogar em casa. O objetivo é sempre dominar e ganhar. Olhámos para o nosso jogo em Penafiel, onde tivemos mais bola, mas fomos ineficazes ofensivamente. Colocámos mais gente no processo ofensivo. Libertámos o Enoh com um jogador mais fixo como é o Daffé. Tentámos criar alguma surpresa com a inclusão do Gleison que esteve condicionado durante a semana perto do Daffé. Em termos de entrega, de caudal de jogo, foi irrepreensível. Falhámos o penálti e sofremos dois golos que abalaram a equipa. Tivemos hipótese de fazer o 2-1 logo no início da segunda parte que poderia relançar o jogo mas não conseguímos. Depois tivemos uma série de contrariedades. Faz parte lidar com estas adversidade. A equipa tem capacidade para dar a volta por cima, mantendo a ideia de jogo.

Rescaldo com a opinião de Pedro Filipe Silva

FC Porto B 4-1 FC Vizela: Primeira parte competente foi suficiente

A CRÓNICA: 2 PARTES PARADOXAIS

Após o falso arranque diante o Varzim, o FC Porto B procurava responder de forma assertiva e determinada a um FC Vizela que, pelo contrário, entrou a todo o gás nesta Segunda Liga.

Rui Barros já havia afirmado, na antevisão à competição, que a «ratice» desta segunda liga constituía algo importante no crescimento e desenvolvimento dos seus atletas, e a verdade é que a segunda parte do Vizela ratificou exatamente isso.

Os comandados por Álvaro Pacheco iniciaram a partida com o controlo do jogo, assumindo a posse e tomando as rédeas da partida. Apesar deste domínio inicial, a equipa azul e branca demonstrou ser cínica e perigosíssima nas poucas vezes que chegava ao último terço.

À medida que os erros individuais surgiam do lado da equipa forasteira, o FC Porto B parecia cada vez mais próximo do golo, ao passo que, após o primeiro aviso de Francisco Conceição, o golo acabaria mesmo por surgir. Numa iniciativa do próprio, o mesmo descobriu Rodrigo Valente, que acabaria por fazer o primeiro golo da equipa secundária portista esta temporada.

Desbloqueada a partida, a “turma” de Alberto Pacheco procurou rapidamente responder. No entanto, abriu muitos espaços e permitiu várias oportunidades à equipa da casa. Ora, depois do segundo golo, Danny Loader conseguiu isolar-se dentro da área e ganhar um penalty, pelo que Matheus não o conseguiu travar e fez uma falta que motivou o segundo amarelo e consequente vermelho, deixando tudo mais complicado para os vizelenses.

Depois do segundo golo e expulsão, o FC Vizela caiu emocionalmente e permitiu o terceiro golo da partida por parte do norte americano Johan Gómez, ainda antes do intervalo.

No segundo tempo, a história foi completamente diferente, sendo que o Vizela fez questionar se, caso não tivesse menos um jogador em campo, não teria a capacidade para fazer uma reviravolta.

Ora, o FC Vizela, apesar de uma primeira parte despreparada, saiu dos balneários com um espírito totalmente diferente do segundo tempo, arrancando através de Koffi um golo que alimentava as esperanças dos vizelenses.

Apesar do golo de honra e de vários sustos à defensiva azul e branca, o FC Porto B ainda conseguiu aumentar mais a vantagem através de uma corrida na profundidade de Igor Cássio, que, à semelhança de Danny Loader e de Gómez, também se estreou a marcar com a camisola azul e branca.

Em suma, uma vitória confortável, não obstante com alguma amargura exibicional, pelo que a segunda parte, a jogar contra 10, exigia outra propetência e qualidade coletiva do FC Porto B.

A FIGURA

Fonte: FC Porto

Francisco Conceição – Apesar de ter sido substituído e de algumas oportunidades falhadas, a sua presença em campo foi notória. O seu virtuosismo com apenas 17 anos de idade é fantástico, ao passo que a sua capacidade em jogar em espaços curtos e no espaço entre a linha média adversária criou constantes “dores de cabeça” a quem o defendia, tendo sido simultaneamente apoiado de forma assídua pelo seu irmão (Rodrigo Conceição). A juntar às suas ações que não passaram despercebidas, o jovem assistiu para o primeiro golo do FC Porto B.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Porto

Segunda parte do FC Porto B – Depois de uma primeira parte tranquila, com grandes momentos individuais e criativos dos médios ofensivos, na segunda parte, com as substituições de Rui Barros, o FC Porto B não conseguiu corresponder, ao passo que, com mais uma unidade em campo, tinha obrigação de ter mais bola e de afrontar com maior firmeza a equipa adversária. A juntar a isto, o baixar das linhas e a constante “bola na frente” sem muito critério contribuiu para aquela que foi uma segunda parte onde os pupilos de Rui Barros não devem repetir.

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A equipa liderada por Rui Barros alinhou num 4-1-4-1, que variava para um 4-2-2 em jogo posicional defensivo. Ofensivamente, o treinador português procurou, essencialmente através dos interiores do meio campo ofensivo (Rodrigo Valente, Johan Gomez e Francisco Conceição-partindo da direita), explorar o espaço intermediário entre o meio campo e a defesa, sustendo-se na criatividade individual de cada um e no critério destes jovens jogadores.

Na segunda parte, e com as várias alterações, Rui Barros pediu aos jogadores para explorar a profundidade e as costas dos defesas vizelenses, abdicando várias vezes da posse de bola em prol do pragmatismo e do contra ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (4)

João Marcelo (6)

Pedro Justiniano (5)

Diogo Bessa (5)

Rodrigo Conceição (5)

Mor N’diaye (6)

Johan Gómez (7)

Francisco Conceição (7)

Danny Loader (8)

Boateng (4)

SUBS UTILIZADOS

Igor Cássio (5)

Angel Torres (6)

Rodrigo Pinheiro (5)

Gonçalo Borges (5)

Diogo Ressureição (5)

ANÁLISE TÁTICA: FC VIZELA

Os «pupilos» de Álvaro Pacheco atuaram num 4-3-3, tendo no cruzamento a principal arma para tentar atingir as redes azuis e brancas. Prevísivel e fácil de decepar, a equipa vizilense insistiu sistematicamente no lado direito do ataque.

A lagura oferecida por André Soares ou Koffi, em contratenso com o meio campo compacto, permitiu esta persistência no lado direito do ataque. Contudo, foi uma insistência inconcludente, pelo que Diogo Ribeiro esteve sempre bem tapado por João Marcelo.

Na segunda parte, com as várias alterações, a equipa liderada por Pacheco teve uma reação à perda muito interessante, motivando momentos de desorientação e desconcerto do lado da equipa da casa, que inclusive permitiu encurtar a vantagem portista.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (4)

Richard Ofori (5)

Matheus (1)

Aidara (3)

Koffi Kouao (7)

Marcos Paulo (4)

Samu (5)

Zag (4)

João Pais (4)

Diogo Ribeiro (5)

André Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Marcelo (6)

Ericson (5)

K.Afonso (4)

Cassiano (4)

Tavinho (6)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC VIZELA

BNR: Qual foi a mensagem passada ao balneário após estar a perder por 3-0?

Alberto Pacheco: A mensagem foi não mexer naquilo que é o nosso carácter e o nosso ADN. Fazê-los ver que esta primeira parte nada tem a ver connosco, e fazê-los ver que no jogo e na vida nós temos tentar de fazer as coisas conforme as nossas crenças e as nossas ideias. Isto tudo, para além das alterações no jogo posicional. Penso que a ilação que temos que tirar deste jogo é que temos de ser este Vizela da segunda parte.

Artigo revisto

BVB Dortmund 3-0 Borussia VfL Monchengladbach: Juventude inspira vitória sólida

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A CRÓNICA – UMA PARTE EQUILIBRADA, OUTRA DOMINADORA

O início da nova época na Primeira Liga Alemã teve um duelo de Borussias como cabeça de cartaz. Num Signal Iduna Park, já com adeptos, as equipas sediadas em Dortmund e Monchengladbach apresentaram-se para uma época na qual vão almejar os lugares cimeiros da tabela.

Iniciada a partida, o ritmo imposto de parte a parte não foi muito elevado, verificando-se um jogo mais a meio-campo e com as equipas a não quererem arriscar o mínimo erro. Esta toada foi-se verificando durante a grande maioria da primeira parte, muito por influência do Borussia Monchengladbach, que tentou sempre adormecer o ritmo de jogo.

Contudo, existiram momentos excecionais, nos quais o jogo “aqueceu”: o primeiro foi ao minuto 22, quando o inevitável Erling Braut-Haaland ganho no duelo físico com Nico Elvedi e rematou rasteiro junto ao poste da baliza de Yann Sommer, falhando por pouco. Para ripostar, uma boa jogada coletiva da equipa de Marco Rose quase foi finalizada com sucesso por Jonas Hofmann, mas uma grande mancha de Roman Burki negou-lhe o golo inaugural.

Se Hofmann vacilou, do outro lado, Giovanni Reyna não deu hipóteses: num período em que o Monchengladbach até estava por cima, uma jogada com finalização do jovem norte-americano e assistido por Jude Bellingham deu a vantagem inicial ao Borussia Dortmund, que assim saiu para o intervalo a vencer.

No segundo tempo, a equipa de Dortmund entrou com um ritmo mais elevado e colheu frutos de imediato. Ao minuto 54, Haaland abriu a sua contagem no campeonato ao converter um penálti conquistado por Reyna, aumentando assim a vantagem no marcador para 2-0.

A partir do segundo golo, a supremacia do Dortmund impôs-se por alguns minutos, mas a equipa acabou por baixar linhas e solidificar-se defensivamente, não concedendo chances ao Monchengladbach. Apostando em saídas rápidas para apanhar a defesa contrária em contrapé, foi assim que o 3-0 foi colocado no marcador, com uma finalização sem hipóteses de Haaland, após assistência de Jadon Sancho.

Foi assim que se fechou o encontro, ficando bem patente a diferença dominadora da primeira para a segunda parte. O Borussia Dortmund vence com justiça e começa a temporada com o “pé direito”. Já o Borussia Monchengladbach vai precisar de “afinar melhor a máquina”, que ainda demonstra algumas lacunas.

 

A FIGURA


Giovanni Reyna – Um golo e um penálti conquistado: são estes os dados concretos de uma exibição que o jovem norte-americano não vai esquecer. No jogo da confirmação do seu estatuto como titular, apontou o seu primeiro golo no campeonato alemão e deu um toque mágico ao ataque do Dortmund, que está tão jovem como goleador.

 

O FORA DE JOGO


Segunda parte do Borussia VfL Monchengladbach – Se o primeiro tempo até foi equilibrado, o segundo começou inclinado para o lado da equipa da casa e assim se manteve. Ora, tal foi culpa da má entrada e desenrolar de segunda parte do Monchengladbach, que deixou o ascendente passar para o lado adversário e nunca mais o conseguiu quebrar. Um jogo de duas partes para a equipa de Marco Rose.

 

ANÁLISE TÁTICA – BVB DORTMUND

Dispostos em 3-4-3, os pupilos de Lucian Favre apresentaram uma frente muito móvel e jovem, preparada para atacar a defesa adversária com toda a sua rapidez e pujança. Com um par de meio-campo muito equilibrado e consistente (composto por Witsel e Bellingham), a defesa teve neles uma ajuda preciosa, uma vez que foi o setor mais errático, sobretudo pelo lado de Manuel Akanji.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roman Burki (6)

Emre Can (6)

Mats Hummels (6)

Manuel Akanji (5)

Thomas Meunier (6)

Axel Witsel (6)

Jude Bellingham (7)

Thorgan Hazard (5)

Giovanni Reyna (8)

Jadon Sancho (7)

Erling Braut-Haaland (8)

SUBS UTILIZADOS

Felix Passlack (6)

Thomas Delaney (5)

Marco Reus (5)

Julian Brandt (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHENGLADBACH

Com a mesma escolha tática inicial, o 3-4-3, Marco Rose surpreendeu ao deixar Alassane Pléa e Marcus Thuram no banco, os dois “homens-golo” da equipa na temporada passada. No entanto, logo após o segundo golo do Dortmund, os dois possantes avançados saltaram para jogo (mas sem o efeito pretendido). Já na componente defensiva, a adaptação de Remy Bensebaini a terceiro central não foi feliz, uma vez que foi precisamente a ala esquerda do Monchengladbach a mais castigada pelo adversário, onde Oscar Wendt também vacilou.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yann Sommer (5)

Nico Elvedi (5)

Matthias Ginter (5)

Remy Bensebaini (5)

Stefan Lainer (5)

Christoph Kramer (6)

Florian Neuhaus (6)

Oscar Wendt (5)

Hannes Wolf (6)

Jonas Hofmann (5)

Lars Stindl (5)

SUBS UTILIZADOS

Alassane Pléa (5)

Marcus Thuram (5)

Patrick Herrmann (5)

Artigo revisto por Mariana Plácido

Moto GP | Antevisão GP Dell’Emilia Romagna: Malditos limites de pista…

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A ANTEVISÃO: CONSEGUIRÁ BAGNAIA VENCER?

O Moto GP mantêm-se na mesma pista da semana passada, o circuito de Misano. E a diferença que uma semana pode fazer… Se, na ronda anterior, as Yamaha dominaram nos treinos livres e na qualificação, este fim de semana, os outros construtores encontraram o melhor caminho para quebrar tal domínio.

Apesar disso, Maverick Vinales conquistou a segunda pole consecutiva. Na Yamaha, com testes a meio da semana, viu-se um novo sistema de escape, mas, na qualificação, nada de novo na M1. E mesmo assim Vinales foi o mais rápido.

Jack Miller parte da segunda posição, mas foi o seu companheiro que roubou o holofote na Q2. Francesco Bagnaia podia até ter ficado com a pole position, mas uma infração ao exceder os limites da pista retirou-lhe o tempo, ficando assim o jovem da Pramac Ducati na 5º posição.

Na KTM, a segunda semana em Misano foi melhor. Pol Espargaró parte da quarta posição, enquanto Brad Binder ficou-se pela 6º posição na qualificação, ou seja, a segunda linha da grelha. Já Miguel Oliveira teve dificuldades. Duas quedas no TL3 e o português teve de ir ao Q1. Aí esteve rápido, mas o 15º foi o melhor que conseguiu.

O líder do campeonato, Andrea Dovizioso, parte da quarta linha da grelha, na companhia de Joan Mir, que, durante os treinos livres, mostrou-se muito bem na Suzuki. Takaaki Nakagami é a melhor das Honda, que, este fim de semana, viu Stefan Bradl ficar de fora também.

Por fim, problemas para Alex Rins, que terá de recuperar muitas posições. O espanhol parte da 18º posição desta corrida Moto GP, ficando apenas na frente de Bradley Smith e Tito Rabat.

Super Rugby AU: Brumbies conquistam Austrália

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Depois da conquista do Super Rugby, em 2004, os Brumbies voltaram a erguer um título, desta feita, o Super Rugby AU, competição realizada entre as quatro franquias australianas que militam no grande torneio de clubes do hemisfério sul e a Western Force.

Ao cair da tarde, em Camberra, os Brumbies acabaram mesmo por ser a melhor equipa, tendo no seu médio de abertura Noah Lolesio como a sua figura principal. O jovem de 20 anos esteve irrepreensível no que aos pontapés aos postes diz respeito. Ainda para mais, assistiu Andy Muirhead no segundo ensaio da equipa da casa, com um offload absolutamente fantástico.

Além do mais, o próprio foi responsável por colocar sob pressão o trio de trás dos Reds, através de um jogo ao pé inteligente. Lolesio conseguiu forçar Daugunu a um erro de palmatória, conquistando, deste modo, cerca de 50 metros.

Lolesio foi o motor dos Brumbies
Fonte: Wallabies

O domínio dos Brumbies nos capítulos do território e da posse foi claro, sendo que os Reds apenas conseguiram ter mais bola e terreno nos minutos finais de cada parte. Ainda assim, a franquia de Brisbane poderia ter passado para a frente do marcador, mas acabou por desperdiçar diversas oportunidades, muito graças à má coordenação dos avançados no alinhamento.

Por outro lado, os Reds conseguiram colocar sob forte pressão o pack avançado adversário na formação ordenada. Este foi o único aspeto do jogo em que os homens de Brad Thorn se superiorizaram, mas de pouco serviu, visto que a indisciplina no breakdown e na placagem lhes custou muitos pontos e território, principalmente nos 20 minutos iniciais da segunda metade.

Mérito para os Brumbies pela forma como geriram o jogo e como chegaram à vitória. Aliada a esta eficácia na gestão da partida, esteve uma defesa compacta, conseguindo conter o poderio ofensivo dos Reds nos minutos finais – com alguma sorte, diga-se.

A meu ver, Noah Lolesio é o homem do jogo, ao mostrar que é um jogador dotado de muita qualidade técnica e de uma visão de jogo acima da média, razões pelas quais Dave Rennie o convocou para o estágio que os Wallabies realizarão para preparar o Torneio das Quatro Nações.

Apesar de não ter tido a qualidade do Super Rugby Aotearoa, o Super Rugby AU mostrou que há uma nova geração de jogadores com muita qualidade na Austrália, muitos deles convocados na primeira lista do novo selecionador.

Foto de capa: Brumbies Rugby

Artigo revisto