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Sporting CP: As pequenas coisas que fazem os adeptos felizes

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O Sporting CP sempre foi diferente de todos os outros. Ou pelo menos diferente dos mais diretos rivais, que durante anos dividiram connosco a luta pelo título de campeão nacional.

Nos últimos anos, os sportinguistas, na falta de títulos nacionais, foram obrigados a apegar-se a pequenas “vitórias” ou, se quiserem, pequenos feitos que reconhecemos como nossos, apesar de eu sentir alguma vergonha em termos de nos agarrar a alguns deles para nos sentirmos melhor com a falta de ambição que começa a existir no ADN do clube.

Assim, e apesar do Sporting CP não ser campeão, é reconhecidamente o mais simpático clube da nossa liga. É, nessa mesma linha, o mais educado, fazendo vénias mesmo aos que nos agridem e tentam prejudicar. Mas como já se escreveu há dois milhares de anos, devemos dar sempre a outra face. Se não o fizéssemos, não seriamos o Sporting.

O Sporting CP não é campeão, mas todos nos acham merecedores de constarmos na eterna lista dos possíveis vencedores do campeonato português. É enternecedor ouvir, nos programas televisivos, os “adeptos” adversários dizer que simpatizam com o Sporting, e que gostariam de ver o nosso clube forte e pujante a lutar pelo campeonato, “para que este fique mais interessante e competitivo”. Dizem isto, quando o clube está fraco, porque não senti tanta proximidade e amizade quando o clube leonino começou a intrometer-se entre os outros “grandes” do campeonato luso. Ainda assim, ficamos contentes que gostem tanto de nós (fraquinhos).

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O Sporting CP não é campeão, mas é o clube com a melhor academia do mundo, ou uma das melhores, que ao que parece agora até vai deixar de ter o nome Sporting, ainda que fique com o de um dos maiores astros que lá foi formado. Gostamos de nos gabar da formação, de querer que a equipa principal albergue o maior número de jovens, e ainda assim tentar lutar pelo título. E gostamos disso principalmente quando não conseguimos construir equipas de outra forma. Depois temos a contradição de fazermos uma festa quando “vendemos” um jovem por mais dinheiro que o vizinho. Mas não devíamos querer antes que eles nos dessem rendimento desportivo? Até porque o rendimento financeiro desaparece sempre sem sabermos muito bem em que buraco se enfiou.

O Sporting CP não é campeão, mas não vê o seu nome constantemente associado a processos judiciais, como uns e outros. O problema deste ponto é mostrar que o Sporting nunca se soube adaptar ao ambiente que o rodeia. E por isso, assim como os dinossauros e algumas espécies, pode extinguir-se. Ou seja, o Sporting não entra nos jogos obscuros, mas podia. Os outros fazem-no porque sabem que podem fazê-lo sem que sejam punidos, tendo a mais valia de conseguirem títulos com isso. Os outros entenderam melhor onde estão e como podem comportar-se para atingir os seus objectivos. No fundo, o Sporting devia ser um clube de um país nórdico, e não de um país latino, e, principalmente, não de Portugal. É o nosso lado “naïve” e simpático que todos elogiam.

Em 2019, o clube venceu dois troféus internos, mas os adeptos sentem falta título de Campeão Nacional
Fonte: Bola na Rede

O Sporting CP não é campeão, mas apenas no futebol. É o clube mais eclético de Portugal e dos mais ecléticos do mundo. Ainda assim, durante anos vivemos a festejar pouco mais que conquistas de corta-mato em atletismo. Apenas há alguns anos, conseguimos voltar a sentir o que era ser dominador em todas a modalidades ditas amadoras. Mas até isso parece estar a perder-se de novo. Ainda assim, mesmo que deixemos de ganhar nas modalidades, continuaremos a ser o clube com mais diversidade desportiva. Espero eu (não que deixemos de ganhar. Espero que não deixemos de ter modalidades. Mas espero tê-las, ganhando).

A verdade é que os sportinguistas voltaram a cair no marasmo no qual o clube se entranhou. Já ninguém se chateia quando ganhamos ou perdemos, desde que não tenham de se chatear em defendê-lo em todos os lugares. É mais fácil deixar um adepto de outro clube rebaixar o nosso, do que ter de levantar a voz e argumentar, mostrando que os seus pares talvez tenham mais telhados de vidro que os nossos. (Não é que isso lhes interesse, desde que continuem a ganhar. Têm sempre a salvaguarda de poderem dizer a famosa frase “se eles podem, nós também”. É a mais reconfortante desculpa para as asneiradas que fazemos).

O facto de ficarmos fora da luta pelos títulos (bem cedo) diminui os níveis de stress e ansiedade e permite-nos viver mais tranquilamente. Sem chatices, sem gritarias, sem confusões. Ou não fossemos nós – isso mesmo – o clube mais simpático, bem-educado e nobre de Portugal.

Só nos falta ganhar títulos (no futebol). Ainda se o futebol fosse fácil…

Luís Filipe Vieira | O inevitável fim de ciclo?

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Numa altura em que nos encontramos a pouco mais de um mês das eleições no SL Benfica, fica evidente o desgaste e o fim de ciclo do presidente Luís Filipe Vieira e da sua direção, alvo de muitas críticas (a maioria delas, a meu ver, com razão) por parte dos sócios e adeptos do clube encarnado, sendo que uma franja considerável anseia pela mudança e evolução do clube para outros patamares e projetos, alicerçada numa gestão baseada na transparência e ambição.

Os últimos dias ficaram marcados por episódios polémicos, com uma relação existente entre ambos, aos quais se juntaram outras atenuantes. O primeiro deles referente à Comissão de Honra de Luís Filipe Vieira, que contava com os apoios do atual Primeiro Ministro António Costa e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Fernando Medina. Foram várias as vozes que se levantaram e acusaram a ligação política-futebol, falando em promiscuidade e conflitos de interesses. Como tal, Luís Filipe Vieira decidiu retirar estes dois nomes da sua Comissão de Honra.

No entanto, novo episódio voltaria a manchar o nome do presidente encarnado e, sobretudo, do próprio clube, arrastado para o meio de problemas que não lhe dizem respeito. Falamos da Operação Lex, em que Luís Filipe Vieira foi constituído arguido, mas também do caso com o Novo Banco, onde Luís Filipe Vieira, segundo determinadas notícias, aparece como um dos principais devedores.

Todos estes episódios têm contribuído para manchar a reputação e credibilidade do representante máximo do clube, dando a entender que este se encontra mais preocupado com episódios da vida pessoal, secundarizando a importância do clube e usando-o, até, como escudo protetor.

Ora, se fora do campo o cenário não se encontra brilhante, dentro dele a situação não é muito distinta. Apesar do enorme investimento em reforços (reforços esses que já deveriam ter vindo de forma faseada ao longo dos últimos três anos), o SL Benfica não conseguiu ultrapassar o PAOK na 3ª pré eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, falhando assim um dos principais objetivos da época e perdendo, ainda, cerca de 40 milhões de euros (algo que seria obtido só pela entrada na prova), valores importantes no contexto atual, mas ainda mais devido ao investimento feito em altura de pandemia, naquele que foi um autêntico ato desesperado de all in e campanha eleitoral.

A não entrada na Liga dos Campeões é mais um elemento a acrescentar aos maus resultados desportivos do clube no último mandato. Numa altura em que os principais rivais se encontram em dificuldades financeiras, o SL Benfica não conseguiu ter o domínio total a nível interno, isto, na minha opinião, em consequência da má planificação das temporadas, com carências e lacunas gritantes na constituição dos plantéis, que, mesmo na atualidade, persistem (evidentemente em menor número devido ao investimento realizado).

Além disto, o SL Benfica encontra-se no limite do Fair-Play financeiro da UEFA no que à carga salarial diz respeito, muito por culpa de uma péssima política de constantes renovações de contrato, oferecendo salários demasiado elevados a jogadores que não têm qualidade, rendimento e estatuto para tal.

A continuidade de Luís Filipe Vieira estará muito dependente daquilo que o Benfica fizer até à data das eleições
Fonte: SL Benfica

Com outubro a chegar, a falta de explicações aos sócios e adeptos do SL Benfica por todas as situações polémicas e desprestigiantes, a intransigência no que diz respeito a debates eleitorais com outros candidatos, a priorização dos negócios e resultados financeiros, esquecendo-se aquela que deve ser a principal meta de um clube (resultados desportivos), assim como episódios passados mal esclarecidos e controversos de um passado bem recente (OPA, agressão a um sócio na AG do clube e incoerência tremenda no discurso) não abonam a favor de Luís Filipe Vieira e da atual direção.

Assim sendo, como sócio do SL Benfica gostaria de deixar a minha opinião final e fazer um apelo a todos os sócios do meu clube. É certo que, nos últimos 17 anos, Luís Filipe Vieira realizou um conjunto de ações e projetos que merecem ser realçados e engrandecidos, tanto no aspeto financeiro, desportivo e material.

Todavia, a gratidão não é um valor absoluto e o que se encontra em causa nestas eleições é o último mandato (2016-2020), devendo ficar patente que ficou muito aquém das expetativas para o potencial e obrigação que o SL Benfica possuía.

É tempo do Benfica mudar, essa mudança não será necessariamente má e acredito que, comas condições existentes, é possível fazer muito mais e melhor, no que diz respeito a todos os níveis. Não acho possível continuarmos a defender um presidente que não vê o SL Benfica como prioridade, com ideias esgotadas (ou falta delas), reinando uma incoerência e desnorte brutal.

Com mais quatro listas candidatas à presidência do clube, é tempo de ouvirmos todas as propostas, informamo-nos sobre a composição das mesmas, os projetos que defendem para elevar o clube e, acima de tudo, debatermos de forma credível, transparente e imparcial o futuro desta grandiosa instituição, sempre com respeito pela sua linda história e tradição.

Olheiro BnR – Clyde Edwards-Helaire

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Os Kansas City Chiefs venceram o Super Bowl LIV coroando-se como a melhor equipa da NFL após uma época em que demonstraram um poderio ofensivo ao alcance de poucos. No entanto, de alguma forma, conseguiram colocar mais uma arma ao dispor de Patrick Mahomes, já que no Draft lhes caiu no colo o melhor RB disponível, Clyde Edwards-Helaire.

Para colocar esta escolha em perspetiva, podemos referir que os Chiefs selecionaram Helaire com a 32ª escolha e que, nos cinco drafts anteriores, o primeiro RB tinha saído no Top 10 em quatro deles. Resta, então, olhar para Clyde Edwards-Helaire e tentar perceber quer porque as equipas o foram deixando passar, quer porque será uma boa adição para os Chiefs.

Comecemos pelo que faz de Edwards-Helaire uma contratação tão excitante. O atleta de Baton Rouge ficou “em casa” na Universidade e rapidamente se começou a destacar na poderosa LSU, não tendo ano de Redshirt e jogando bastante logo no ano de caloiro, subindo de nível na época seguinte e agarrando a titularidade no seu ano de junior, antes de entrar antecipadamente na NFL, prescindindo do ano de sénior, ou seja, é ainda muito jovem, já que fez menos dois anos de Universidade que a grande maioria dos atletas que entra na Liga.

A sua última temporada na LSU é o principal ponto de referência, já que foi o titular na sua posição e jogou ao lado de Joe Burrow, o QB que foi a primeira escolha deste Draft e que já se assumiu em Cincinnati. Entre corrida e receção, contou com mais de 1800 jardas e foi preponderante na conquista do título nacional.

Trata-se de um RB que, como os números antes mencionados demonstram, é uma verdadeira ameaça dupla, tendo capacidade para fazer avançar a bola tanto pelo chão como pelo passe. Se a sua capacidade de receção é um ponto forte, a verdade é que Edwards-Helaire é, acima de tudo, fenómeno a encontrar espaços livres para penetrar na defesa adversária e, adicionalmente, tem uma excelente capacidade de continuar a avançar a bola após contacto. Nos Chiefs, com as defesas a terem de se precaver de Hill ou Watkins, haverá certamente muito espaço e Helaire poderá encontrar imenso sucesso.

Perante tudo isto, resta saber o porquê de todas as restantes equipas terem preferido outros homens na primeira ronda. Não foi por falta de necessidade, porque houve cinco selecionados na posição na segunda ronda e outros tantos na terceira ronda. Dois outros fatores justificam, no meu entender, esta situação. Em primeiro lugar, a grande profundidade em qualidade deste draft em OT e WR, duas posições em que alinham vários jogadores por posição simultaneamente, tirou-lhe muitas oportunidades de ser escolhido mais cedo.

Por outro lado, apesar da qualidade do jovem do Louisiana ser inegável, não era um talento que convencesse de forma clara a ser escolhido logo na primeira metade da ronda e, daí para baixo, estamos a falar de equipas que lutam pelos playoffs e, por isso, procuram já atletas para posições mais específicas e não têm tantas falhas para preencher no plantel.

Foto de capa: NFL

FC Porto: O aval de Conceição num Taremi que promete

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Com o regresso do campeonato, são muitas as expectativas para saber quais as opções de Sérgio Conceição. Com muitos jogadores da última temporada a permanecerem no plantel, os holofotes estão virados para os reforços – Cláudio Ramos, Carraça, Zaidu, Evanilson e Taremi -, com este último a ser um sério candidato à titularidade.

Na baliza, o treinador portista vai apostar no experiente Marchesín, que chegou no último ano, mas que conseguiu agarrar a vaga deixada por Iker Casillas. Sem nunca comprometer muito a equipa, dificilmente perderá o lugar, apesar de ter a forte concorrência do recém-chegado Cláudio Ramos. O guardião internacional português chegou do CD Tondela, clube que representou durante vários anos e onde demonstrou ter muito valor. Ainda assim, pelo menos inicialmente, não deverá ser opção.

Passamos para o setor defensivo – setor aliás que foi o principal responsável pelos resultados da última temporada -, apesar da chegada de Carraça e do regresso de Diogo Queirós, o treinador deverá apostar em Corona na direita, para conseguir dar profundidade ao ataque, Mbemba e Pepe no centro da defesa – uma vez que Marcano continuará de fora por lesão – e Alex Telles no lado esquerdo. Neste setor não há grande espaço para surpresas e Conceição provavelmente vai preferir jogar pelo seguro e com os jogadores que bem conhece.

No meio-campo, o raciocínio será o mesmo, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Uribe e Otávio podem ser escolhidos. Diante de um SC Braga organizado e coeso, vai ser preciso um meio-campo forte e com os espaços bem ocupados para conseguir conter a força ofensiva do adversário.

No setor ofensivo, Sérgio Conceição vai certamente apostar num reforço e neste caso específico tudo indica que possa ser mesmo Taremi. O jogador chegou do Rio Ave para reforçar os portistas com o estatuto de melhor avançado do campeonato e pode eventualmente formar dupla com Marega que, pelo seu poderio físico, pode conseguir progredir com facilidade no terreno e fazer boas combinações com Taremi. Com possíveis saídas de Zé Luís e Soares, esta dupla ganha ainda mais força.

Artigo revisto por Joana Mendes

ATP Masters 1000 Roma: Novak Djokovic conquista o torneio pela quinta vez

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Os torneios de terra batida estão de regresso e contou com presença de público! Numa prova que foi histórica para o vencedor e que contou com o regresso de Rafael Nadal – considerado por muitos como o “Rei da Terra Batida”. Apesar do seu retorno ao ténis, a final não contou com a presença do espanhol: Novak Djokovic e Diego Schwartzman foram os finalistas.

PERCURSO DE NOVAK DJOKOVIC

32-avos de final: Isento

16-avos de final: Novak Djokovic 2-0 Salvatore Caruso

Oitavos de final: Novak Djokovic 2-0 Filip Krajinovic

Quartos de final: Novak Djokovic 2-1 Dominik Koepfer

Meias-finais: Novak Djokovic 2-0 Casper Ruud

Um jogador habituado aos grandes palcos, Djokovic chegou pela 10.ª vez à final do maior torneio de ténis de Itália. No seu percurso até à final, apesar de ter ganho três dos quatros encontros por 2-0, teve encontros difíceis. No primeiro set contra o Krajinovic, sofreu break logo no primeiro serviço e apenas ganhou no tie break. Nos quartos de final perdeu um set para o alemão Koepfer, cujo eliminou De Minaur, Monfils e, um dos jogadores surpresas da prova, Lorenzo Musetti. No jogo contra o norueguês Ruud, Djokovic quase perdia o primeiro set – esteve a perder por 4-5, com o serviço para o norueguês – e apenas ganhou o encontro no seu terceiro match point.

11 de potenciais revelações da Primeira Liga 20/21

Nas circunstâncias que todos conhecemos, tem início mais uma edição da Primeira Liga. Com o mercado de transferências quase a fechar as portas, posso dizer que, a nível nacional, tivemos um mercado repleto de boas “trutas”, onde se tem assistido a uma tendência dos clubes fora dos três grandes em reajustarem as suas políticas de transferências, ao assistirmos à contratação de vários jogadores de mercados pouco explorados no nosso país, mas bem referenciados. Como tal, irei aqui fazer um onze de potenciais revelações da nova edição da Primeira Liga.

Todibo | SL Benfica volta à carga

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O mercado de transferências tem estado ao rubro na Luz e são já várias as entradas no plantel de Jorge Jesus. Pois bem, ao que tudo indica, as contratações não ficam por aqui e o mister JJ procura reforçar o centro da defesa do SL Benfica com mais Todibo para fazer frente a Rúben Dias e Vertonghen.

Muito se tem falado e associado o jovem defesa central Rúben Semedo, atual Olympiacos, à turma encarnada, no entanto, Jean-Clair Todibo voltou a ser associado ao clube da Luz nos últimos dias.

As negociações com Rúben Semedo têm sido alvo de constantes avanços e recuos, e Luís Filipe Vieira procura alternativas para esta posição. Todibo parece ser, então, o “novo” alvo das águias, embora já tenha sido associado anteriormente ao Benfica neste defeso.

Segundo a France Football, Todibo pretende deixar o FC Barcelona, equipa que este representa, para ter mais minutos de jogo, e é aqui que o SL Benfica entra na corrida pelo jovem central francês.

Descontente na Catalunha, Todibo tem interesse de outros emblemas europeus, principalmente vindos de “terras de sua majestade”, uma vez que Everton FC, Wolverhampton Wanderers FC e Leicester City FC também já se mostraram interessados na contratação do defesa gaulês.

Atualmente com 20 anos, Jean-Clair Todibo é um dos centrais mais promissores do futebol europeu, necessitando de minutos para evoluir o seu jogo e no SL Benfica poderia encontrar espaço para se desenvolver. Encontraria a forte concorrência de Rúben Dias e Vertonghen, no entanto, seria a terceira opção, à frente de Ferro e Jardel na hierarquia dos defesas centrais dos encarnados.

Todibo assinou pela equipa catalã até junho de 2023, mas a falta de minutos levam a que o jogador queira “mudar de ares”
Fonte: FC Barcelona

Todibo é um central de 1,90m, possante e forte no jogo aéreo, para além de se sentir bastante confortável em sair a jogar com bola dominada. A sua qualidade de passe é também acima da média para a posição que ocupa e o facto de ter essas caraterísticas ajudam o central francês a impor o ritmo de jogo que pretende.

Ainda que seja alto, é um jogador bastante veloz, facilitando a pressão ao portador da bola e a sua velocidade facilita-lhe bastante a recuperação de bolas quando estas são colocadas nas suas costas, vencendo, muitas vezes, as divididas com os avançados adversários.

O internacional sub-20 pela seleção francesa deu nas vistas no Toulouse FC e assinou a custo zero pelo FC Barcelona que posteriormente o emprestou ao Schalke 04 para que tivesse mais minutos. Na Alemanha disputou dez jogos e voltou, então, para a equipa de Ronald Koeman.

A transferência em definitivo não parece ser uma realidade muito viável, uma vez que os responsáveis blaugrana pretendiam cerca de 25 milhões de euros pelo passe do jogador, valor que nenhum clube se demonstrou disposto a pagar até ao momento, e, assim, a melhor hipótese será mesmo um novo empréstimo.

Sendo bastante jovem, Todibo necessita de ter minutos para melhorar o seu jogo e no FC Barcelona não tem espaço, nem minutos, para evoluir. Assim, um empréstimo com uma possível opção de compra poderia ser um excelente negócio para o Sport Lisboa e Benfica, que ganharia um central de enorme qualidade e colmatava a necessidade de mais um defesa central.

Artigo revisto por Joana Mendes

 

«Sou o único português com dois Torneios de Toulon» – Entrevista BnR com Luís Lourenço

Luís Carlos Lourenço da Silva. O “Lourenço do Sporting” atende-nos de sorriso na cara e vai por ali fora numa viagem pelo tempo a recordar os tempos de jogador. Na formação no Sporting recorda que ainda foi do tempo antes do “condomínio de luxo”. Daí foi sempre a subir até à equipa principal, ao lado de craques como João Pinto, Barbosa e Jardel, com Nélson a assumir o trono de rei da brincadeira e Liedson uma das suas “vítimas”. No que toca a seleções, confirmamos que Lourenço é o único português a vencer duas vezes o Torneio de Toulon, mas acaba por ser internacional A por Angola. Se de passado estamos conversados, que dizer do presente e do futuro? Depois da experiência na Arábia Saudita, Lourenço está de regresso e vai estrear-se como treinador sénior no Campeonato de Portugal.

– Da Arábia Saudita para a zona centro de Portugal –

Bola na Rede: Descobri na pesquisa para a entrevista que Lourenço não é nome próprio. Preferes que te chame Lourenço ou Luís?

Lourenço: É igual.

Bola na Rede: É nome de família?

Lourenço: É nome de família, sim.

Bola na Rede: Estás na Arábia Saudita neste momento?

Lourenço: Não, neste momento já estou em Portugal.

Bola na Rede: Como se deu a tua ida para lá?

Lourenço: Foi através de um empresário. Fez-me um convite enviado por um coordenador português, que queria treinadores portugueses para a formação da Arábia Saudita.

Bola na Rede: Como foi a adaptação?

Lourenço: A adaptação é aquela a que o português está habituado, há portugueses em praticamente qualquer parte do mundo. Foi com alguma dificuldade, mas foram coisas que, com o tempo, consegues adaptar-te. Foi ficando mais fácil porque não era o único treinador português, éramos uns dez portugueses.

Bola na Rede: Os portugueses davam-se todos?

Lourenço: Sim, estávamos sempre juntos e acabávamos por treinar uns a seguir aos outros no mesmo sítio. Íamos ver os jogos uns dos outros e trocávamos ideias.

Bola na Rede: Aprendeste a língua?

Lourenço: Um pouco. Coisas básicas, “bom dia”, “boa tarde”. Também expressões relacionadas com futebol. Eu tinha um tradutor por isso falava muito em inglês, passava-lhe a mensagem em inglês e ele traduzia para os miúdos.

 

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Objetivo cumprido com sucesso, coroado com a subida de divisão, sem derrotas. Vencer é bom, vencer dentro de campo é ainda melhor. Era nosso desejo vencer dentro do terreno, tal não foi possível devido à Pandemia mas não existe outra solução e quando não existe solução, solucionado está. Celebrar em família, uma enorme família que foi a minha nestes longos meses de muito trabalho. Agora é procurar um novo desafio. Continuar a Formar, Crescer, Evoluir e se possível Ganhar. Sou #FeitoDeFutebol e é aqui que quero continuar a contar a minha História. Obrigado aos atletas e staff pela conquista, e a todos que estão a acompanhar o meu trabalho, sem todos vocês era impossível. Continuam nesta viagem comigo? 😉

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Bola na Rede: Esta época estavas a treinar os Iniciados do Al-Wehda certo?

Lourenço: Sim. Estávamos perto de ser campeões, mas a pandemia não deixou. Na altura quando parámos íamos jogar as meias-finais. No fundo, fomos quatro campeões nacionais.

Bola na Rede: Quais as perspetivas para o futuro?

Lourenço: Já tive oportunidade para voltar para lá há duas ou três semanas, mas por uma questão ou outra não se concretizou. Pela expetativa do clube e também pela minha acabámos por não chegar a um acordo.

Bola na Rede: Até agora treinaste sempre nos escalões de formação. Gostavas de treinar também no escalão sénior?

Lourenço: Sim, estou com essa expetativa neste momento. Tenho estado a falar com algumas pessoas, há uma coisa mais ou menos encaminhada.

Bola na Rede: Para treinar em Portugal?

Lourenço: Sim. Nos próximos dias deverá ser do conhecimento público.

Bola na Rede: É para treinar uma equipa de que escalão?

Lourenço: Campeonato de Portugal. Será na zona centro.

Bola na Rede: José Mourinho disse no documentário do Tottenham que para ele o futebol se baseia em tentar ganhar. Na tua opinião, esta máxima também se aplica no futebol de formação ou não tanto?

Lourenço: Sim, eu penso que se aplica. Eu tive dois grandes professores na formação, que já não estão connosco: Osvaldo Silva e César Nascimento. Eles diziam que não gostavam de formar derrotados. Temos que saber formar, sim, mas temos de saber formar com vitórias. O Sporting não pode formar uma equipa que não ganha títulos, que não propicia grandes valores, que não consegue dar jogadores para a equipa principal. Quando estamos a falar de uma realidade que não tem os melhores de Portugal, aí sim estamos a formar para tentar chegar ao máximo. Uma equipa como o Sporting, o Braga, o Porto, o Benfica, o Rio Ave, se chegam e dizem que só estão ali para formar, não é muito justo. Até porque o próprio atleta passa a não ter objetivos para além de ser só formado.

O Clube da Terra: Caldas SC

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Diretamente das Caldas da Rainha para os palcos do Bola na Rede TV, o Caldas SC foi a formação que esteve em destaque no segundo programa d’O Clube da Terra. Jorge Reis (Presidente), de José Vala (Treinador) e de Thomas Militão (capitão de equipa) foram os escolhidos para representar o histórico clube do Oeste.

A pandemia de COVID-19 ofereceu-nos uma temporada completamente atípica na época transata e para a época 2020/21 não será diferente. Os adeptos não vão estar nas bancadas do mítico Campo da Mata e isso será notado por toda a equipa do Caldas SC. Apesar de não haver apoio, o treinador José Vala mantém a ideia de que a preparação é igual como sempre e que o clube estará preparado para tudo.

Contudo, foi relembrado, por um dos nossos espetadores, que a opção de ter um «lugar cativo» numa das árvores que rodeiam o estádio do clube está disponível. Situação que já aconteceu durante um dos amigáveis que o Caldas SC fez na preparação para o Campeonato de Portugal.

Inevitavelmente, acabou-se por falar da mítica campanha de 2017/18 na Taça de Portugal. O Caldas SC, na altura apelidado de “tomba-gigantes” e de surpresa da edição, alcançou uma meia-final histórica. O clube do Oeste acabou por ser eliminado pelo CD Aves, que viria a ser o vencedor. José Vala e Thomas Militão não se vão esquecer da moldura humana que compôs o Campo da Mata. Já o presidente afirmou que «o clube renasceu [com a chegada às meias-finais], mas que se manteve».

Num programa onde houve também duras críticas à FPF por causa da restruturação do Campeonato de Portugal e da criação da Terceira Liga. Tanto treinador como presidente acreditam que o Caldas SC deve estar na «linha da frente» e que o objetivo é subir à nova liga criada. Porém, se isso não acontecer «o clube vai sobreviver». Jorge Reis voltou a criticar a FPF por todo o cenário que está montado no Campeonato de Portugal.

Programa com a moderação de Carolina Neto, comentários de João Reis Alves e Rui Cipriano Duarte e a participação de José Vale, Jorge Reis e Thomas Militão.

Moreirense FC 2-0 SC Farense: A sorte não mora no Algarve

A CRÓNICA: Fábio Abreu abriu o portal, Rafael Defendi ficou lá preso

A jornada inaugural da Liga NOS colocou, olhos nos olhos, Moreirense FC e SC Farense, recém-promovido e vice-campeão. O embate, sob o ponto de vista histórico, concretizou-se apenas por duas ocasiões, com vantagem notória para os da casa. Na época 2013/2014, as equipas defrontaram-se na LigaPro: os escritos registam uma vitória caseira (2-1) e um empate forasteiro (0-0). Para a equipa oriunda do Algarve, 20 de setembro sinaliza uma data com um travo adocicado: o regresso ao principal escalão do futebol português e o primeiro jogo oficial na era pós-pandémica. 

Jogo melancólico? Fábio Abreu respondeu à pergunta volvido um minuto do começo da partida: Pedro Amador faz o movimento interior, desmarca Filipe Soares e este, sem olhar a desperdícios, assiste o angolano milimetricamente. O placard mexia! 1-0! 

Se o início foi frenético, o que restou da primeira parte deitou por terra essa condição. Exceção à regra foi Ryan Gauld que, inspirado pelo epíteto de “mini-Messi” outrora recebido, fez abanar a trave da baliza à guarda de Matheus Pasinato, com um remate força e colocação. Ao minuto 26, os algarvios davam mostras de crescimento na partida e faziam bailar o quarteto defensivo adversário. 

À passagem do minuto 35, Lucca envia a bola junto ao canto inferior direito e esta descreve o movimento raso ao mesmo, após mau alívio da defensiva cónega e desatenção de Steven Vitória. 

Apito do árbitro, intervalo no Comendador Joaquim de Almeida Freitas. A superioridade dos algarvios não condizia com o resultado.  

A segunda parte foi descortinada com o mesmo alvoroço: ao minuto 48, Matheus Pasinato, absorvendo de modo astuto as características do relvado, desenha um passe com destino a Pedro Nuno; na resposta, Rafael Defendi antecipa-se e toca a bola com as mãos no limite da grande área. Expulsão! O SC Farense ficou reduzido a dez unidades e viu a sua tarefa complicar-se.

Onze minutos volvidos e resultante da decisão do VAR, os cónegos dilatam a vantagem: Alex Soares, após profundidade da autoria de D’Alberto, extrai o raio-x do primeiro tento e alimenta Pedro Nuno. 2-0! O placard volta a sofrer mutação!

O septuagésimo minuto voltou a dar algum entusiasmo à partida: Filipe Soares recuperou a meio campo, lateralizou para Lucas Silva e este, após corrida desenfreada, assiste Fábio Abreu, que desperdiça. No espaço de cinco minutos (entre os 80 e os 85), Fábio Abreu conseguiu adotar a postura perdulária defronte do guarda-redes algarvio por duas vezes consecutivas, Pedro Amador encarnava no espírito de Forrest Gump e o SC Farense rubricava a sua sentença de morte.

Dada a conjugação dos momentos de jogo, o equilíbrio cercou o relvado. Se os algarvios dominaram a primeira parte, os anfitriões controlaram e assumiram o papel principal na segunda. O fator “sorte” decidiu a favor dos cónegos e não bateu à porta dos visitantes. De parte a parte, boas indicações: as rotinas já conhecidas de Ricardo Soares e as agradáveis surpresas que Sérgio Vieira potenciou, embora sem êxito.

A FIGURA:

GOLO! Moreirense FC, Fábio Abreu aos 2′, Moreirense FC 1-0 SC Farense #LigaNOS
🎥⏱ https://t.co/i9MQezYkZM pic.twitter.com/JF4PbxhYrP

— VSPORTS (@vsports_pt) September 20, 2020

Fábio Abreu – a “magnum opus” deste conjunto proveniente de Moreira de Cónegos. Hoje, pecou na finalização. Mas vê-lo durante uma partida é gratificante. Possante, inteligente sem bola e com disponibilidade total para desgastar um quarteto defensivo bem constituído e estruturado. A forma como constrói e fomenta o aparecimento de de perigo na área adversária, o “jogar de costas” para a baliza e a velocidade aliada ao ímpeto fazem adorar o ponta-de-lança que encerra em si a modernidade.  

O FORA DE JOGO: 

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafael Defendi – a boa exibição e as aspirações da equipa algarvia, na primeira parte, foram traídas pela expulsão do guarda-redes brasileiro. Comprometeu o esforço e dissolveu a esperança depositada na qualidade de Mansilla, nos pequenos rasgos de Ryan Gauld e no músculo de Lucca.

ANÁLISE TÁTICA MOREIRENSE FC: 

Ricardo Soares, relativamente à época transata, alterou pouco da estratégia que sempre privilegiou e, por isso, a aposta no 4x3x3 não primou pelo fator surpresa. Fábio Abreu, jogador na iminência da saída desde a abertura do mercado, constituía a principal referência de ataque. Alex Soares, apesar de posicionado no setor central do terreno, era o escolhido para assumir a guarida ofensiva. Pedro Amador era aposta em detrimento de Abdu Conté.

As transições ofensivas eram efetuadas, frequentemente, pelo lado esquerdo: Pedro Nuno, violando o interior da quadra, apostava na meia-distância e permitia que Filipe Soares fosse uma opção válida nas suas costas. A profundidade era uma constante, Lucas Silva e Pedro Nuno eram os mais solicitados. Fábio Abreu, no seu estilo, a estancar e a construir a partir de trás.

Após a expulsão, a equipa da casa controlou melhor as investidas algarvias e sossegou com o 2-0: maior pressão sobre o adversário, menos espaço concedido, transições ofensivas rápidas e com superioridade na maioria das vezes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES: 

Matheus Pasinato (6)

D’Alberto (6)

Rosic (6)

F. Pacheco (7)

F. Abreu (7)

Filipe Soares (7)

Lucas Silva (6)

S. Vitória (6)

Alex Soares (6)

Pedro Nuno (6)

Pedro Amador (7)

 SUBS UTILIZADAS: 

 Pires (5)

Matheus S. (4)

Ibrahima (4)

Franco ()

ANÁLISE TÁTICA SC FARENSE: 

Em Moreira de Cónegos, a formação algarvia apresentou-se alicerçada num 4x4x2, sistema tático no qual o músculo do miolo assentava na maior das preocupações. Mansilla e Fabrício Isidoro assumiam a função de uma espécie box-to-box laterais, equilibrando as transições defensivas e ofensivas, enquanto que, a Ryan Gauld, disposto junto do ponta-de-lança, competia a criatividade e a pauta do jogo. 

Início de jogo com a disposição baixa das linhas no terreno. Lucca era o rosto visível do espírito aguerrido, delineando o transporte de bola a partir do seu meio campo defensivo. A aposta na projeção dos laterais foi um ato de pura inteligência e surtia efeito, a pouco e pouco, bem como a profundidade ganha nas costas de D’Alberto. Combinação interessante e triangulações bem desenhadas entre Fábio Nunes e Mansilla.

A expulsão não retirou qualquer réstia de vontade ao SC Farense. O sistema tático esvaiu-se e o coração comandou os movimentos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES: 

Rafael Defendi (4)

Amine (5)

Stojilikovic (5)

Mansilla (7)

Bura (5)

Fabrício Isidoro (6)

Ryan Gauld (6)

Cássio Scheid (5)

Lucca (7)

Alex Pinto (6)

Fábio Nunes (7)

SUBS UTILIZADAS:

Miguel Bandarra (4)

Hugo (6)

H. Marques (4)

Cláudio Falcão (5)

Pedro Henrique (4)

Alvarinho (5)

CONFERÊNCIA BNR:

Redator BnR – Mister, considera que o facto de estar sem competir desde março, período pandémico, teve influência no desempenho da equipa?

Sérgio Vieira (SC Farense) – Esse período foi determinante para ajustar processos lógicos e os índices de competitividade de alguns jogadores, assim como teve a sua preponderância e importância para o desempenho coletivo. Além disso, transitamos para esta época com cerca de 50% do plantel: existem diversos jogadores com problemas físicos como é o caso do Madi Quetá, o César e o Abner, por exemplo. Contudo, perante as circunstâncias, parabenizo a equipa pelo que fez hoje e pela excelente atitude que demonstrou nas quatro linhas.

Redator BnR – Qual é a avaliação que faz da exibição do Pedro Amador, único reforço a encabeçar a titularidade? Considera ter uma boa dor de cabeça pela competitividade com Abdu Conté?

Ricardo Soares (Moreirense FC) – Relativamente ao Pedro, considero que realizou um excelente jogo. A meu ver, é uma grande contratação. A direção esteve muita atenta e foi uma decisão de enorme assertividade. Conheço pessoalmente o Pedro e sei perfeitamente que me dá todas as garantias que necessito. Quanto à questão que inclui o Abdu, creio que irá ser uma enorme luta entre eles. Joga quem estiver melhor, como é lógico. Mas, para mim, sem dúvida nenhuma que é uma ótima dor de cabeça!