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Académica OAF 1-1 FC Penafiel: E o Óscar vai para… a Mancha Negra

Um mês depois da última vitória em casa, a Académica continua a seca de triunfos, empatando com um rival que já lhe continua a morder os calcanhares na luta pela subida.O grande protagonista, porém, esteve nas bancadas e foi a Mancha Negra. No fim-de-semana do seu 33º aniversário, e que coincide com a cerimónia dos Óscares, a claque da Académica, com o seu apoio, esteve incansável no apoio à Académica e mereceria o papel de atriz principal no filme deste Académica-Penafiel.

Foram submetidas duas candidaturas para melhor argumento original. A do FC Penafiel era baseada num bloco compacto e a explorar, nas oportunidades que surgissem, saídas rápidas para a baliza da Académica. Já a da Briosa, estava assente na sede de vencer, no assumir do jogo e no regresso às vitórias que há muito fugiam do Cidade de Coimbra.

O dos penafidelenses começou por parecer mais plausível, e, à passagem dos 14 minutos parecia encaminhado para vencer o galardão. Depois de aguentar a pressão incial do seu adversário, o Penafiel aproveitou a única oportunidade de que dispôs para inaugurar o marcador, por intermédio de Fábio Fortes, num cabeceamento em resposta ao cruzamento bem gizado por José Gomes.

A Académica não ficou abalada, insistiu na sua ideia, achou que podia ter um final feliz, procurou a sorte e teve-a na forma de uma grande penalidade ganha por Femi Balogun e convertida por Chiquinho. Reposta a igualdade, a Académica manteve a crença no seu guião… à semelhança do seu adversário. Atacou, mas esbarrou na organização defensiva dos penafidelenses e o jogo foi empatado para o intervalo.

A toada do encontro manteve-se na segunda parte. A Académica tentava, mas não conseguia livrar-se do final feliz que Armando Evangelista idealizou no seu guião e que teve na agressividade (positiva) dos seus jogadores e nas ações de Romeu Ribeiro e Rafa Sousa os principais ingredientes.

É certo que ameaçou o golo, mas sempre através de lances de bola e nem as substituições de Ricardo Soares (embora não corresse muitos riscos, de resto, optando por fazer, apenas, trocas posicionais) conseguiram desfazer a organização penafidelense que levou a cabo o final feliz que parece ter idealizado – sair de Coimbra com pontos.

Pedro Machado

FC Barcelona 1-0 Atlético de Madrid: Golo do Génio sentenciou o campeonato

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O jogo grande da jornada e, com alguma surpresa, o jogo da época, sorriu aos catalães, que foram muito superiores na primeira parte e conseguiram aguentar a tímida reação dos de Madrid no segundo tempo.

O empate dos culés a meio da semana nas Canárias alimentou a crença dos madrilenos em alcançar o Barcelona e conseguir conquistar o título que já vencera em 2014. Tendo conseguido reduzir a diferença de onze para cinco pontos de desvantagem, o Atlético procurava ficar a apenas dois pontos do Barcelona e com supremacia moral para o que resta da época.

As figuras já estavam escolhidas: Messi de um lado, Griezmann do outro. O astro argentino tem sido maestro da orquestra catalã, espalhando magia por qualquer relvado que pisa; já o francês, depois de um início de época bastante apagado, estava numa forma incrível, tendo marcado sete golos nos últimos dois jogos (um poker e um hat-trick)!

Valverde surpreendeu ao deixar Paulinho de fora, lançando o reforço Coutinho no seu lugar. Já Simeone apostou em reforçar o miolo do terreno, colocando nas alas dois médios mais interiores como Saúl e Koke, para fechar espaços nas alas e apoiar o duplo-pivot defensivo Gabi-Thomas.

A primeira parte foi dominada pelos líderes do campeonato, não tendo o Atlético de Madrid conseguido aproximar-se perigosamente da baliza de Ter Stegen. Os primeiros vinte e cinco minutos foram escritos em catalão, mas sem oportunidades claras. Até que apareceu o génio de Messi. Livre à entrada da área, mesmo a jeito do seu pé esquerdo. Já se gritava golo em Camp Nou e ainda o argentino estava a correr para a bola. Oblak bem se esticou, ainda tocou na bola, mas não evitou o inevitável. Bola no fundo das redes e 1-0 para o Barcelona.

 

Golo de Messi fez toda a diferença
Fonte: FC Barcelona

Mais soltos e fiéis à sua identidade de jogo, os blaugrana conseguiam aproximações mais perigosas à baliza adversária através de um jogo posicional quase perfeito. O Atletico apresentava-se com as linhas muito baixas e, estranhamente, estava com um défice de agressividade na pressão. Os centrais do Barcelona não eram pressionados e conseguiam arranjar soluções na frente para sair a jogar, não sentindo a falta do marcado Busquets. Nem em contra-ataque o Atlético conseguia incomodar a baliza adversária.

Ainda na primeira parte, o futebol ficou mais triste: lesão de Iniesta que o impossibilitava de continuar a dar o seu contributo à equipa. Foi aplaudido por 90 000 adeptos, sem exceção. Reza a lenda que alguns adeptos se levantaram e foram embora, pedindo reembolso do valor do bilhete.

Ao intervalo suspeito que os pupilos de Simeone devem ter ouvido das boas do técnico argentino. E a verdade é que o Atlético apareceu muito mais pressionante e mais afoito na segunda parte, em busca de um resultado positivo. O jogo estava mais aberto, com a equipa da capital mais avançada no campo, o que também abria espaços para o Barcelona responder. Simeone não tardou em mexer na equipa, tirando um lateral e um dos pivots para colocar gente na frente. O sangue fresco de Correa dinamizou a equipa e Gameiro ainda viria a colocar a bola no fundo das redes adversárias, mas assistido por Diego Costa em posição irregular.

Também o Barcelona viu um golo ser anulado: Luís Suaréz foi apanhado na armadilha do fora-de-jogo. Apesar da maior iniciativa neste segundo tempo, o Atletico não conseguia criar situações de perigo, nem sequer através de lances de bola parada, e o Barcelona ia conseguindo gerir o jogo e o resultado.

Quando o árbitro apitou pela última vez, cheirava a campeão na Catalunha. O Barcelona foi melhor durante todo o jogo, pese embora a tentativa de reação dos de Madrid no segundo tempo, alargando, assim, a sua vantagem para oito pontos. Muito pode agradecer a Messi, já que só mesmo num lance de génio parecia ser capaz desfeitear Oblak. Já o Atlético pode queixar-se de si próprio e da abordagem falhada ao primeiro tempo, que deitou tudo a perder. Pode agora focar-se na Liga Europa, onde me parece que é o principal candidato ao título.

Foto de capa: FC Barcelona

Os 8 melhores ‘box-to-box’ do Benfica dos últimos dez anos

A posição “8”, de box-to-box, de interior, de médio centro, é uma posição que marca muito daquilo que é o jogo de uma equipa. Primeiro porque é um dos jogadores que abrange uma maior zona de defesa no campo, tanto defende a primeira linha ofensiva do adversário como chega perto do médio defensivo para formar uma espécie de duplo pivot defensivo e ganhar superioridade face ao ataque adversário. Depois porque é o responsável por determinar os “timings” de jogo, de transportar a bola até zonas de ataque e por muitas vezes, ser ele própria a chegar a zonas de possível finalização. O jogo em defesa e ataque passa sempre por aquela posição.

Foto de Capa: SL Benfica

Campeonatos Mundiais Indoor (Birmingham 2018): Resumo do 3º Dia e Antevisão do 4º

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Análise do dia 3
Num dia absolutamente fantástico, houve medalha e recordes portugueses, caíram 4 recordes dos campeonatos, houve emoção e marcas de qualidade a rodos e polémica também!

Triplo Salto Feminino

Fonte: IAAF

Yulimar Rojas (VEN), a campeã mundial indoor e outdoor, começou o concurso a marcar posição saltando logo 14.24 metros, melhorando no terceiro salto para 14.27. Mas a jamaicana Kimberly Williams começou com 14.37 e melhorou logo de seguida para os 14.41, a terceira melhor marca a nível mundial do ano e no terceiro salto aumentou para 14.48 metros, a sua melhor marca pessoal de sempre e recorde jamaicano. No quarto salto, Ana Peleteiro fazia um enorme salto para um grande recorde pessoal de 14 metros e 40 centímetros, assumindo a posição de Prata. No entanto, ao 5º salto Yulimar Rojas (VEN) assumia o comando em 14.63m, melhor marca mundial do ano. Havia mais um salto apenas para as atletas. Ninguém melhorou, Yulimar Rojas (VEN) revalidou o título, Prata com recorde jamaicano para Kimberly Williams e Ana Peleteiro conquistou a primeira medalha da história espanhola no Triplo Salto.

Lançamento do Peso Masculino

Fonte: IAAF

Havia um grande interesse português nesta prova, dada a presença de Tsanko Arnaudov (POR), que era mesmo o 7º do ranking mundial. No primeiro lançamento, o português fez um nulo, no segundo lançou 19.93 metros e no terceiro voltou a fazer nulo, longe do seu recorde pessoal, ficando pela 12ª posição do geral.

Quanto aos lugares cimeiros, o primeiro recorde de Birmingham: recorde dos campeonatos para Tomas Walsh (NZL) ao lançar 22.31 metros! Tom Walsh, tal como Rojas no Triplo, venceu antes os Indoor em Portland e depois os outdoor em Londres, não dando também qualquer hipótese à concorrência. Sem necessitar, por já ter o ouro assegurado, Walsh lançou para a glória, com os 22.31 a serem a melhor marca de sempre dos campeonatos. David Storl (GER) lançou o melhor da época em 21.44 para a Prata e Stanek (CZE) que era o lider mundial, ficou-se pelo Bronze com 21.44. Destaque ainda para o recorde brasileiro de Darlan Romani (BRA) no quarto lugar, bem próximo das medalhas, ao lançar 21.37. 10 homens passaram dos 20 metros e 7 dos 21 metros, sendo o melhor concurso de sempre em termos de densidade de resultados.

Salto Com Vara Feminino

Fonte: IAAF

Tínhamos previsto a vitória de Sandi Morris (USA) e desta vez…ela foi mesmo quem levou o Ouro! Não sem direito a drama, a mudanças na frente da competição e uma duríssima adversária russa, Anzhelika Sidorova, que dominou o concurso desde muito cedo e ficou-se pelos 5.90 metros na Prata. O Ouro de Morris foi conseguido em 5.95 metros, novo recorde dos campeonatos! No Bronze, finalmente derrotada, Katerina Stefanidi (GRE) que saltou apenas 4.80 metros hoje. Primeira medalha de Ouro global para Sandi Morris, depois de tantas ameaças.

Chuva, lama, muita emoção e surpresas, eis a Strade Bianche

Não desiludiu a 13ª edição da Strade Bianche, uma das corridas mais espetaculares da época, se não a mais espetacular.

Uma corrida que ano após ano tem ganho muita notoriedade, acabando por se tornar numa corrida de referência, passando a fazer parte do calendário World Tour.

O que torna esta corrida espetacular são os inúmeros setores de terra batida combinados com as duras colinas da zona da Toscânia e se pusermos chuva à mistura temos todos os condimentos para termos uma corrida caótica como a de hoje.

A start list da prova também contava com nomes de luxo tais como Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), Michal Kwiatkowski (Team Sky) e Alejandro Valverde (Movistar Team) à cabeça, dando ainda mais motivos para os adeptos acompanharem esta prova.

O pelotão partiu de Siena sobre uma forte chuva, e o cenário que se deparava à sua frente era digno de uma prova do norte da Europa.

Dificuldades evidenciadas na prova tanto pelo estado do tempo como pelo estado do terreno
Fonte: Strade Bianche

Na primeira parte da corrida, assistiu-se a muitos ataques e a uma corrida ainda muito indefinida, fruto também do tempo que se fazia sentir.

Foi dessa indefinição que se formou um grupo de vários ciclistas, com Kwiatkowski e Valverde a encabeçar essa fuga, e um jovem de nome Wout Van Aert (Verandas Willems-Crelan) atual campeão do mundo de Ciclocross e a quem se augura um grande futuro, especialmente nas clássicas do norte.

Nesta altura da corrida, os ciclistas estavam irreconhecíveis, completamente cheios de lama e a corrida continuava completamente aberta.

Espalhados pelas estradas havia ciclistas que saltavam de grupo em grupo, e foi nesta situação que Romain Bardet (AG2R La Mondiale) e Peter Sagan chegam à frente de corrida, trazendo consigo mais alguns ciclistas.

A 40km´s da meta e com vários dos candidatos juntos e a marcarem-se mutuamente, saltam do grupo Bardet e Wout Van Aert, que ampliavam o seu tempo para os restantes à medida que os quilómetros passavam. Mais atrás, outro duo saía do grupo, Tiesj Benoot (Lotto Soudal) e Pieter Serry (Quick Step Floors), partindo ainda mais a corrida.

Mas deste duo só o homem da Lotto é que teve capacidade para chegar à frente da corrida e a cerca de 15km da meta junta-se ao duo da frente, num esforço fantástico por parte do belga.

Lendas do “universo” portista: Dale Dover

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Chegou ao Porto na década de 1970 para integrar a equipa de basquetebol do FC Porto. Revolucionou a modalidade não só no clube, mas também em Portugal, tornando-se num nome incontornável em qualquer conversa sobre o desporto. Dale Dover é uma das lendas do “universo” portista.

Norte-americano, mais propriamente natural de Nova Iorque, Dale Dover demonstrou desde cedo apetência para a prática do basquetebol, uma das modalidades de maior destaque no seu país. Ainda assim, tinha para além do desporto outra aptidão que saltava à vista: os estudos. Por isso mesmo teve a oportunidade de escolher a universidade que queria frequentar, escolha que recaiu sobre Harvard, uma das mais conceituadas do mundo. Depois disso, um período de cerca de um mês na NBA ao serviço dos Boston Celtics, antecedeu a chegada a Portugal.

Foi em 1971 que Dover se vestiu pela primeira vez de azul e branco, com 22 anos de idade. Por essa altura o FC Porto estava há praticamente 20 anos sem se sagrar campeão nacional de basquetebol, uma modalidade que teimava em não se conseguir afirmar, ao contrário, por exemplo, do andebol, onde se iam somando títulos. No entanto, o norte-americano chegou, viu e ajudou a vencer! Logo na primeira época ao serviço dos dragões foi peça fundamental para o regresso às conquistas, com o campeonato a ser ganho após uma vitória clara por 93-63 sobre o Luanda e Benfica de Angola.

Dale Dover é um nome incontornável no basquetebol do FC Porto
Fonte: FC Porto

Reconhecido como Dale “Flash” Dover, levou as pessoas a encherem pavilhões para testemunharem o seu talento, com a frase “eu vi o Dover jogar!” a deixar claro o orgulho entre quem a pronunciava. Com os jogos da equipa a esgotarem pavilhões para se ver o craque norte-americano em ação, não só nas partidas em casa mas em todas as deslocações pelo país, Dale Dover terá sido também o principal “responsável” pela construção do Pavilhão das Antas, numa necessidade de se dar resposta à afluência de espectadores.

Atualmente fora de Portugal, não esquece o tempo que passou ao serviço do FC Porto, garantindo que ficou portista desde o ano em que chegou ao clube. E, por cá, também não foi esquecido. Nome incontornável no basquetebol nacional, considerado por muitos como o melhor estrangeiro de sempre a passar por Portugal, Dale Dover figura no Museu do FC Porto, no qual já marcou presença para a exposição de basquetebol.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

GD Estoril-Praia 0-6 SC Braga: Meia dúzia nunca é demais

O Estoril-Praia recebeu na Amoreira o outro grande do Norte, o Sporting de Braga, num jogo em que era muito importante pontuar para se manter longe da linha de água. Já a equipa bracarense vinha de três vitórias (apesar de uma ditar o afastamento das competições europeias) e numa fase ascendente de forma.

Num jogo em que o principal adepto foi a chuva intensa que se fez sentir todo o dia, foi a equipa dos gverreiros a impregnar o ritmo do jogo. Primeiro com um lance rápido pelo lado esquerdo, em que Paulinho remata isolado para a baliza de Renan, mas a bola passa ao lado. Contudo, logo depois teve a oportunidade de gritar golo: Ricardo Horta cruza do lado direito e Wilson Eduardo cabeceia de cima para baixo e marca o primeiro golo, numa fase madrugadora do jogo.

O Estoril-Praia não se conteve com o resultado. Depois de alguma insistência nos ataques, protagonizados pelo motor da equipa, Lucas Evangelista, os estorilistas conseguiram chegar ao golo. Victor Andrade cruza do lado esquerdo para Kléber, a grande novidade do onze, cabeceia para dentro das redes de Matheus. O golo acabou por ser analisado por auxílio do vídeo-árbitro, sendo considerado um fora-de-jogo de Victor Andrade.

Depois de ambos os golos, o jogo acabou por amenizar, tanto porque as equipas não chegavam com qualidade à baliza adversária, bem como porque Luís Godinho fazia paragens demasiado longas, deixando os adeptos da casa bastante nervosos.

O Estoril voltou a atacar a baliza bracarense através de nova arrancada de Victor Andrade, que remata ainda fora de área, em que Matheus socou para canto. Pouco depois, numa jogada de grande entendimento, novamente pelo lado direito, Victor Andrade ultrapassa os adversários, consegue passar para Kléber que, entre dois adversários, descobre Lucas Evangelista à entrada da área e assiste o mesmo, que leva muito perigo à baliza dos gverreiros do Minho, porém sem sucesso.

Wilson Eduardo abriu o (longo) marcador
Fonte: SC Braga

O Estoril mostrava cada vez mais querer algo deste jogo e encostou o Braga ao seu meio-campo na segunda metade do jogo, com Goiano e Jefferson a serem muitas vezes ultrapassados pela velocidade de Lucas Evangelista e Victor Andrade.

Apesar disto, o Braga conseguiu mesmo chegar ao segundo e terceiro golos mesmo antes do apito para o intervalo. Depois de livre batido por Ricardo Esgaio, Paulinho eleva-se mais alto e cabeceia para a baliza de Renan. Luís Godinho ainda apita fora-de-jogo mas, após análise do VAR, acaba por dar o golo à equipa bracarense.

O terceiro golo apareceu depois de um lance rápido por parte de Jefferson na linha, em que cruza para Ricardo Horta e este apenas remata rasteiro para dentro da baliza de Renan, aproveitando um momento de desconcentração da equipa canarinha, que ainda não se tinha recomposto do tento anterior.

O jogo foi para intervalo sob uma grande onda de descontentamento, devido aos lances analisados pelo VAR. O que é certo é que o resultado não refletia o desempenho em campo, onde seria merecido um empate a uma bola.

A segunda parte começou com o Estoril-Praia a correr atrás do prejuízo. O Braga entrou com a linha defensiva mais organizada mas, mesmo assim, ia permitindo investidas de Victor Andrade, que só eram travadas no último terço do campo.

O primeiro remate de perigo da segunda parte veio por intermédio de Ricardo Horta, que rematou às malhas laterais.

Numa altura em que os estorilistas estavam novamente acampados no meio-campo bracarense, Ricardo Horta, numa autoestrada amarela aberta para a baliza, conduziu a bola até perto da grande área do Estoril, passa para Paulinho que, num toque de classe, faz o quarto tento, segundo na sua conta pessoal.

O Braga, se com quatro golos já mantinha uma margem confortável e já controlava o jogo a seu bel-prazer, não desperdiçava oportunidades de golo. Desta vez, foi Fábio Martins a não desperdiçar. Na sequência de um contra-ataque, o português recebe a bola, tenta fintar o guarda-redes, que não segura a bola, e remata novamente à baliza, fazendo assim a mão cheia para a equipa de Braga.

Os estorilistas ainda inserem a bola na baliza por Ewandro, porém anulado por fora-de-jogo do mesmo. Assinala-se ainda a única grande defesa de Matheus durante o jogo, que desviou a bola para o seu poste direito.

O jogo não podia acabar sem um último golo do Braga, marcado por Ricardo Horta, que aproveitou um mau alívio por parte da defensiva estorilista.

Os bracarenses saíram, então, com uma vitória choruda, cimentando assim o seu posto, aproveitando a derrota do Sporting para se aproximar do terceiro lugar. Já o Estoril, com uma quebra de rendimento enorme desde o jogo com os leões, começam a ver as contas da manutenção mais apertadas.

ABC 21-24 SL Benfica: Encarnados vencem em recital de defesas

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O SL Benfica e o ABC encontraram-se hoje em Braga para disputar mais um grande jogo de Andebol, como já nos têm vindo a habituar estas equipas.

Como habitual, o Benfica iniciou o jogo em 5×1. Hugo Figueira entrou muito bem em campo, fazendo duas intervenções em ataques consecutivos que mantiveram o jogo sem golos. O primeiro golo só surgiu aos dois minutos, para a equipa da casa. Pouco depois, apesar de estar em inferioridade numérica, o Benfica já assumia a vantagem do marcador. Aos 10 minutos, a equipa da casa perdia 2-5.

Esta vantagem benfiquista deveu-se muito ao bom rendimento de Hugo Figueira. Mas, no outro lado do campo, o veterano Humberto Gomes também estava em grande forma, fazendo desesperar os jogadores do clube da Luz. A meio da primeira parte os comandados de Jorge Rito aproveitaram a vantagem numérica e aproximaram-se no marcador. Na entrada para os últimos 10 minutos, o Benfica apenas vencia por um golo (7-8). Essa altura coincidiu com um dos momentos do jogo, a dupla defesa de Humberto Gomes. A qualidade do jogo do guarda-redes foi tanta que o Benfica em 4 livres de sete metros… Não havia marcado nenhum.

Carlos Resende foi, mais uma vez, feliz em Braga
Fonte: Andebol Portugal

No final da primeira parte, o Benfica demonstrava algumas dificuldades ofensivas devido à estatura da defesa do Académico, apostando assim na colocação de dois pivots. Ao intervalo o resultado era 10-11.

O ABC empatou a partida logo no início da segunda parte e Humberto Gomes voltou a entrar em grande forma. Ricardo Pesqueira foi expulso aos 33 minutos e a equipa da casa passou para a frente do marcador. A vantagem não durou muito tempo, porque menos de cinco minutos depois o Benfica voltava a assumir a vantagem (13-14). Chegados aos 40 minutos, o jogo estava empatado a 16.

Apesar de Ricardo Pesqueira, um dos melhores “defensores” do Benfica, ter sido expulso, a defesa vermelha e branca continuava a funcionar bem, permitindo ao Benfica praticar transições ofensivas rápidas. O jogo entrou, então, nos momentos decisivos, os últimos 10 minutos e o Benfica tinha uma vantagem de três golos (17-20). Os encarnados conseguiram manter essa vantagem e Carlos Resende conseguiu uma importante vitória no regresso a Braga.

HC Turquel 1-7 Sporting CP: Marcar cedo foi decisivo

Na noite de sábado e perante um pavilhão Gimnodesportivo de Turquel a rebentar pelas costuras, a equipa da “aldeia do hóquei” não conseguiu fazer frente ao Sporting, tendo acabado goleada por 7-1.

O jogo começou da melhor maneira possível para o Sporting que, através da bola de saída, abriu o marcador por intermédio de Ferran Font. A equipa da casa tentou responder, mas numa situação de contra-ataque, Pedro Gil fez o segundo para os leões.

Entrada em grande do Sporting que, sem atacar muito, conseguiu ter algumas chances para fazer golo, das quais concretizou duas. Situação que deixou o Turquel em dificuldade e algo “anestesiado”. Dificuldade essa que se acentuava, devido à habitual boa postura defensiva apresentada em pista pelos verde e brancos.

A vencer por duas bolas de diferença, o Sporting controlava a partida, optando por fazer ataques mais longos, sem arriscar muito. O comportamento na meia pista turquelense apenas se alterava em momentos de contra-ataque.

O tempo passava e mesmo com o desenrolar do jogo, que estava a ser extremamente correto, com apenas uma falta nos primeiros dezoito minutos, a toada não alterava e o ritmo do marcador também não. Através de uma bela jogada coletiva, o conjunto leonino chegou ao terceiro da noite, que foi apontado por Toni Pérez. Praticamente de seguida, o Turquel teve uma grande hipótese para reduzir o marcador, em virtude uma grande stickada de Pedro Vaz, mas as caneleiras de Girão mantiveram as redes da sua baliza imovíeis. Pouco depois, ataque do Sporting e Caio, totalmente solto frente a Marco Barros, aumentou para 4-0.

Numa altura em que o marcador já indicava sintomas de goleada, o Turquel conseguiu ter duas boas oportunidades de golo, mas nenhum dos lances foi enquadrado à baliza de Girão.

Chegado o intervalo, o Sporting vencia por quatro bolas de diferença. Resultado que espelhava bem o que se havia passado nos primeiros 25 minutos da partida, sendo que o golo obtido por Ferran Font logo aos cinco segundos e 2-0 perto dos quatro minutos, acabaram por ser essenciais para o desfecho do primeiro tempo. O Turquel, apesar de uma chance ou outra, nunca conseguiu ter a “arte e engenho” necessárias para incomodar, verdadeiramente, Girão que, perto do intervalo, acabou por ser substituído por José Diogo Maceda.

Ângelo Girão, pilar da defensiva sportinguista, cumpriu mais um jogo em branco
Fonte: Sporting CP

O problema de Girão não terá sido muito grave, visto que, logo nos primeiros momentos da segunda parte, travou uma bola de Vasco Luís. Lance ao qual se seguiu uma stickada de Pedro Gil à barra.

A atitude dos jogadores da casa estava diferente, estando mais rápidos e a conseguir chegar mais vezes junto à baliza leonina, mas a parte decisiva do jogo, os golos, esses continuavam sem aparecer, mas, neste caso, Girão era o “culpado”.

Jogados oito minutos do segundo tempo, Ferran Font, isolado perante Marco Barros, não desperdiçou e aumentou o score para 5-0. Golo que surgiu contra a corrente do jogo, mas que serve de elemento definidor das diferenças entre as duas equipas.

Após um belo regresso dos balneários, o quinto golo verde e branco alterou a partida, o Turquel deixou de ter bola e o Sporting, tal como tem feito ao longo da época, tomou conta das rédeas da partida, gerindo a posse de bola e, por sua vez, o desgaste que pudesse existir.

A faltarem cerca de cinco minutos para o final, depois de um lance onde o Turquel ficou perto de marcar o golo de honra, Caio, com um autêntico míssil, não deu quaisquer hipóteses a Samuel Matos, que entretanto entrara para o lugar de Marco Barros e fez o Sporting chegar à meia dúzia.

O jogo não poderia acabar sem um golo do Turquel e com pouco mais de um minuto para se finalizar a partida, Daniel Matias fez uso da sua potente stickada para fazer o golo de honra da equipa da casa e reduzir o marcador para 6-1. No entanto, o resultado ainda não estava feito, pois, em cima do toque da buzina, João Pinto fez mexer as redes da baliza caseira por uma última vez, fixando o marcador final em 7-1 a favor do Sporting.

Vitória sem qualquer tipo de contestação dos leões, onde os dois golos cedo, assim como o segundo tento de Font no jogo, acabaram por ser decisivos para o desfecho do encontro. Depois de uma primeira parte onde o Sporting esteve melhor, a atitude diferente com que o Turquel entrou na segunda metade poderia ter mexido com a partida. Algo que o quinto golo leonino não permitiu e retirou qualquer imprevisibilidade que o jogo ainda pudesse vir a ter.

Com esta vitória, o Sporting ascende ao primeiro lugar, ainda que de forma provisória, com quarenta e nove pontos, ficando à espera do desfecho da partida entre Valongo e Benfica, que se vai realizar na tarde de domingo. O Turquel continua na décima primeira posição, a última acima da zona de despromoção, com doze pontos, apenas mais um do que o Hóquei Clube de Braga que, hoje, recebeu e venceu o Paço de Arcos por 6-4.

O próximo fim de semana será dedicado às competições europeias, com o Sporting a decidir, em casa, contra os espanhóis do Liceo, quem fica no primeiro lugar do grupo D da Liga Europeia. Enquanto que, por sua vez, o Turquel viaja até Itália para defrontar o Breganze na segunda mão dos quartos de final da Taça CERS. Eliminatória onde, neste momento, perde por 5-4.

SL Benfica 5-0 CS Marítimo: Jonas foi super-herói aquático

Depois da vitória do FC Porto no clássico, o SL Benfica teve sobre os seus ombros uma pressão acrescida: somar mais 3 pontos para voltar a estar a 5 pontos da liderança. Rui Vitória não arriscou alterações e apresentou o mesmo 11 inicial. E fê-lo bem: a equipa da casa começou bem o jogo, com o Benfica a fazer circular a bola com muita agilidade e urgência, tanto nas alas como a partir das zonas mais recuadas do terreno.

Por sua vez, o Marítimo não conseguiu travar as arrancadas de Rafa e os cruzamentos de André Almeida. Já se vai tornando previsível que todas as equipas que joguem na Luz tenham uma dificuldade incomensurável em bloquear os criativos de Vitória: nem a previsibilidade das diagonais da lateral para o meio de Grimaldo foram anuladas pelo lateral direito do Marítimo, Bebeto.

Eis que chegou um momento esbelto com Jonas, o melhor jogador do campeonato português, a inaugurar o marcador com um pontapé airoso. A turma de Rui Vitória não parou, à imagem daquilo que tem acontecido nos últimos jogos: a defesa adversária prefigurou-se de manteiga a Grimaldo, que fez aquilo que quis. O lateral esquerdo espanhol combinou com Zivkovic que, com um passe engenhoso, soltou o defesa. De seguida, agilmente, Grimaldo picou a bola sobre o guardião Charles Silva.

Fejsa, sozinho, impediu 99% das progressões dos jogadores do Marítimo: o tanque sérvio foi o elemento com maior destaque na zona mais recuada do campo. Aos 35 minutos, depois de mais um cruzamento tenso de André Almeida, o mágico Jonas faz um golo do outro mundo: o 29º golo no campeonato.

Aquilo que os adeptos que estiveram presentes no Estádio da Luz viram foi uma sessão de entretenimento puro, protagonizada por uma equipa confiante e que nunca parou de procurar mais golos. Chegou ao quarto golo antes do intervalo, depois de um penalti convertido por quem? Já nem espanta: Jonas – terceiro golo do brasileiro.

O Presidente do Marítimo, Carlos Pereira, via, do assento presidencial, a sua equipa a perder a cabeça: João Gamboa decidiu tentar fraturar a perna de Andrija Zivkovic. Foi, naturalmente, expulso. A partir desse momento, a formação chefiada por Daniel Ramos não encontrou outro caminho que não fosse o recuo das linhas: tentando implantar uma muralha em frente à sua baliza.

O sérvio Zivkovic faz o 5º golo encarnado aos 81 minutos. Não faz um golo, faz um golaço: com o pé menos forte, Andrjia deu o efeito que quis ao esférico, que foi de encontro ao ângulo mais afastado da baliza dos verde-rubros. O jovem já merecia, e só não é justo brindá-lo com a apreciação de melhor jogador em campo porque existe um Jonas.