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Vitória SC 0-1 Belenenses SAD: Chuva de estreias amarga para os Conquistadores

A CRÓNICA: ESTREIA CHUVOSA DE TIAGO

A estreia de Tiago no comando técnico da equipa do emblema do rei contra, o já conhecido dos vitorianos em outras aventuras, Petit remeteu-se a uma fantástica noite de futebol no Estádio Dom Afonso Henriques.

Ambas as equipas alinharam com as respetivas estreias e surpresas que o mercado de verão arrecadou, e prepararam-se para a batalha.

Uma primeira parte que levou Manuel Oliveira a verificar o VAR num ambicioso cruzamento para dentro da baliza de Moreira. Jorge Fernandes sonhou em fazer a sua estreia com um cabeceamento para o golo, mas o árbitro da partida decidiu, de forma correta, anular o golo pela existência de irregularidade.

Apesar as inúmeras tentativas da formação da cidade de Guimarães, nomeadamente por parte de remates isolados de Foster e Marcus Edwards, a bola permaneceu tão perto, mas decidiu ficar longe das redes do adversário.

Logo ao abrir da segunda parte, o Belenenses SAD abriu igualmente o marcador através de Cafú Phete. Aos 46 minutos do encontro, após um pontapé de canto batido por Rúben Lima, Phete recebeu no peito e, com sorte à mistura, deu a vantagem para a equipa de Petit.

O Vitória SC mostrou-se desagradado após o golo da equipa visitante e teve inúmeras ocasiões para igualar o marcador. A oportunidade mais flagrante ocorreu aos 81 minutos, onde, após um cruzamento de Ricardo Quaresma, o mais sonante reforço dos Conquistadores, o avançado norueguês Noah Holm não conseguiu chegar à bola e acabou for fazer falta sobre Cafú.

Ao cair do pano, a última oportunidade de golo do lado da equipa da casa esteve na cabeça de Rochinha que desviou a bola por cima da trave da baliza defendida por André Moreira e, no ataque seguinte, Afonso Sousa rematou para uma defesa impensável de Bruno Varela.

 

A FIGURA

Cafú Phete – Foi o homem mais marcante e decisivo da equipa do Belenenses SAD e também do encontro. Com inúmeras oportunidades e com movimentações decisivas no ataque dos comandados de Petit, o golo marcado aos 46 minutos do encontro foi o fator principal da exibição do sul-africano.

O FORA DE JOGO

Equipa do Vitória SC – Pobre a nível tático, pouco organizado e sem poder sobre o próprio relvado e bola. A formação vitoriana cedeu sobre a alta pressão que tem sido vítima, devido à ambiciosa equipa sob o comando de Tiago. As alterações não auxiliaram tanto quanto suposto a qualidade de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de Tiago Mendes apresentou um 11 inicial com apenas quatro jogadores (Rochinha, Edwards, André André e Sacko) já conhecidos pelos adeptos do emblema do rei. Apostando num 4-3-3, com Sacko e Carls mais recuados, enquanto Pepelu, Janvier e André André asseguraram o meio-campo vitoriano.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Varela (5)

Mumin (8)

Edwards (8)

André André (8)

Rochinha (8)

Sacko (6)

Pepelu (6)

Foster (7)

Carls (7)

Jorge F. (8)

Janvier (6)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Quaresma (7)

Noah Holm (8)

Poha (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

A equipa do Belenenses SAD entrou no encontro com a já conhecida utilização de três centrais por parte do treinador. Petit manteve a base com que terminou a temporada transata e apostou apenas em quatro reforços, Henrique, Afonso Taira, Cauê e Miguel Cardoso. Silvestre Varela e Cassierra seguraram a frente de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (6)

Tiago Esgaio (7)

Tomás Ribeiro (6)

Henrique (6)

Ruben Lima (7)

Cafú Phete (8)

Afonso Taira (7)

Cauê (6)

Miguel Cardoso (6)

Silvestre Varela (6)

Mateo Cassierra (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Ramires (6)

Afonso Sousa (6)

 

Rescaldo de opinião de Ana Beatriz Martins e Andreia Araújo

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Bayern Munchen 8-0 FC Schalke 04: Campeão com exibição demolidora

A CRÓNICA: SUPREMACIA DO FC BAYERN MUNCHEN DO ÍNICIO AO FIM

No encontro inaugural do campeonato alemão, o FC Schalke 04 visitou o terreno do campeão em título FC Bayern, numa partida em que a equipa da casa saiu vencedora sem margem para dúvidas. O FC Bayern ainda não perdeu no presente ano civil e arrancou a nova época com uma vitória avassaladora.

O Schalke até entrou bem na partida, e, logo no primeiro minuto de jogo, Gonçalo Paciência esteve perto de inaugurar o marcador, mas Neuer respondeu com uma boa defesa. O Bayern não tardou em responder, e aos quatro minutos, no primeiro remate da equipa bávara, Gnabry colocou a bola no fundo das redes adversárias, após um passe teleguiado de Kimmich. Aos 19 minutos, Goretzka apareceu solto de marcação à entrada da área, e rematou colocado para realizar o 2-0 no marcador.

O FC Bayern sufocou o Schalke em grande parte do encontro, e a meio da primeira parte já se antecipava uma goleada. Atingindo a meia hora de jogo, Kabak derrubou Lewandowski na grande área do Schalke, concedendo uma grande penalidade. O avançado polaco cobrou a falta que sofreu, fazendo o terceiro golo da sua equipa na partida.

O segundo tempo iniciou com mais um golo de Gnabry, após uma grande arrancada de Sané. O Bayern não tirou o pé do acelerador, e continuou a fazer estragos na defensiva contrária. Aos 59 minutos, Gnabry sem oposição completou o hat-trick, novamente a passe de Sané.

O campeão em título chegou à meia dúzia de golos por volta do minuto 70, com autoria de Muller após um passe com nota artística por parte de Lewandowski. Pouco tempo depois, Sané colocou o placard nos 7-0. O oitavo golo do Bayern foi apontado por Musiala, que entrou no decorrer da partida, fechando a goleada que abriu a presente edição do campeonato germânico.

O FC Bayern iniciou a época demonstrando que estão prontos para revalidar novamente o título de campeão. Será difícil travar o Bayern, que conta com um plantel recheado de qualidade e com uma ideia de jogo bem definida, que promete continuar a dominar o futebol germânico. Já o Schalke apresenta várias lacunas tanto a defender como a atacar, e será preciso um grande salto exibicional para tentar alcançar a parte superior da tabela classificativa.

 

A FIGURA

Serge Gnabry – O extremo alemão começou a época com mais uma exibição de alto nível, apontando três golos na partida. Foi essencial no processo ofensivo da sua equipa, sendo que grande parte das jogadas de maior perigo passavam pelos seus pés. Na época transata obteve o estatuto de indiscutível no onze do Bayern, e nesta partida demonstrou que a sua boa forma continua.

O FORA DE JOGO

Equipa do Schalke 04 – O resultado não reflete apenas uma exibição de extrema qualidade por parte do Bayern, mas também uma incapacidade total da parte do Schalke. A figura de maior destaque positivo por parte da formação de David Wagner foi o defesa Stambouli, o que demonstra que a goleada ainda podia ter sido mais ampla. Ofensivamente, também foram incapazes de criar jogadas de verdadeiro perigo, à exceção de um remate de Paciência logo no começo da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA- FC BAYERN

Hans-Dieter Flick projetou a sua equipa em 4-2-3-1. Muller surge nas costas do ponta de lança, sendo o elemento com mais liberdade posicional na formação bávara. Defensivamente, pressionava o seu adversário logo na saída de bola, procurando o erro, muitas vezes com sucesso. Ofensivamente, o Bayern procurava ocupar o meio campo do Schalke através de passos curtos, e posteriormente procurava verticalizar o jogo, esticando a bola para os jogadores da frente.

O resultado e a grande qualidade exibicional refletem a mentalidade atacante do Bayern, que tendo a vitória assegurada, nunca desistiu de ampliar a vantagem no marcador. Isto demonstra uma imensa vontade de vencer e respeito pelo adversário, jogando sempre da mesma forma, independentemente do resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

Niklas Sule (7)

Lucas Hernández (7)

Joshua Kimmich (9)

Leon Goretzka (7)

Serge Gnabry (9)

Thomas Muller (7)

Leroy Sané (9)

Robert Lewandowski (8)

SUBS UTILIZADOS

Correntin Tolisso (6)

Mickael Cuisance (6)

Chris Richards (6)

Jamal Musiala (7)

Joshua Zirkzee (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC SCHALKE 04

A formação de Gelsenkirchen alinhou num esquema tático de 4-4-2, com as linhas defensivas definidas. Os pupilos de David Wagner esperavam que Bayern se instalasse no seu meio campo para pressionar o portador da bola, procurando explorar o contra-ataque.

A ideia de jogo do Schalke acabou por ser “abafada” pelo Bayern, que esteve sempre no ataque. A equipa visitante demonstrou incapacidade defensiva perante a avalanche ofensiva dos bávaros, e foi impossibilitado de construir grandes lances de perigo devido à agressividade defensiva do seu adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ralf Fahrmann (4)

Sebastian Rudy (4)

Benjamin Stambouli (7)

Ozan Kabak (4)

Bastian Oczipka (4)

Suat Serdar (4)

Nabil Bentaleb (5)

Rabbi Matondo (4)

Amine Harit (5)

Mark Uth (4)

Gonçalo Paciência (5)

SUBS UTILIZADOS

Alessandro Schopf (4)

Benito Raman (5)

Steven Skrzybski (5)

Timo Becker (4)

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Famalicão 1-5 SL Benfica: Só agora?

A CRÓNICA: ÁGUIAS ENTRAM A GOLEAR

Depois da hecatombe grega, ansiava-se redenção benfiquista em Famalicão e assim houve. João Pedro Sousa tinha prometido uma equipa capaz frente ao novo Benfica, mas Jorge Jesus respondeu de forma pragmática colocando o melhor ataque em campo – Everton, Waldschmidt e Rafa endiabraram-se no apoio a Darwin e a equipa produziu o melhor futebol visto até agora. A primeira grande exibição encarnada surgiu da criatividade de um trio que, apoiados pela dupla Gabriel e Taarabt, forçaram a ingénua defensiva famalicense a erros múltiplos e provocaram variadíssimas vezes Zlobin, que não teve mãos a medir com tantas oportunidades a surgir à sua frente e que ao intervalo já levavas três nas suas redes.

Foi um Benfica em alta rotação aquele que surgiu no relvado de Famalicão, dominando o jogo a bel prazer desde o seu inicio. Vestidos de preto, houve luto à displicência de 3ª feira, enterrou-se a vergonhosa derrota no passado e construíram-se novas perspectivas de um futuro risonho, ainda que sem o principal objectivo da época.

Rúben Dias e Verthongen trataram bem de Toni Martinez – vai cumprindo minutos enquanto espera pelos dinheiros vindos do Porto… – Almeida não teve problemas com Valenzuela e Jordão, interior que para aquele lado descaiu muitas vezes, e Grimaldo nem sequer ouviu falar de Lameiras, tal foi a disponibilidade ofensiva do espanhol e o espaço que teve para explorar a ala.

Jesus optou por Weigl e Pizzi no banco, talvez mensagem para o balneário de que não há lugares marcados, a mesma que Bruno Lage teve em tempos, sendo agora aceite de bom grado por jogadores sedentos de provar capacidades e ganhar lugar. Não se ressentiram das ausências os outros habituais titulares, o nível elevou-se mais do que é costume e a primeira parte foi de sentido único, com a primeira grande oportunidade a surgir aos oito minutos por intermédio do alemão Luca Waldschmidt: provocou transição rápida, recebeu de Everton e desbravou caminho, auxiliado pela desmarcação inteligente de Darwin, terminando com remate à rede lateral. Como primeiro grande aviso, percebeu-se logo ali as deficiências táticas do esquema de João Pedro Sousa e o Benfica, qual predador, focou-se nessa fraqueza.

O espaço provocado pela postura atrevida da equipa da casa foi aproveitada ao máximo pelos criativos encarnados, que esperavam pela iniciativa para dar o golpe, aquando da recuperação. Usando e abusando da velocidade dos intérpretes, o Benfica chegou naturalmente à vantagem numa finalização cheia de classe de Waldschmidt, corria o minuto 18’. Demorou dois minutos a chegar o segundo, quando André Almeida preenche a ala direita e cruza atrasado, à espera do remate em arco de Everton – sem hipóteses. Moral em alta, a confirmação que o episódio na Grécia foi acidente de percurso e que existe poder de tiro na Luz, como também ficou demonstrado no 3-0, autoria de Grimaldo, em livre directo irrepreensivelmente batido por cima da barreira.

A segunda parte entrou com um Famalicão mais consciente dos seus próprios erros, que parecia tentar minimizar estragos. Porém, Rafa aproveita assistência de Everton aos 51’ para colocar o marcador em 4-0, após insistência dentro da grande área. Se a ideia dos famalicenses era limpar a imagem duma primeira parte inacreditável, começavam mal e pior ficariam aos 65’, quando Waldschmidt começa e acaba grande triangulação com Darwin Nuñez, dando assim inicio à descompressão benfiquista – até ao final foi controlo a toda a linha, num domínio que se tornou avassalador em certos momentos, mas que não se traduziu no alargar da vantagem. Nem os gritos de Jorge Jesus nos últimos cinco minutos – “Bora lá fazer mais golos!” – colocaram em causa o relax encarnado, que foi brincando ao bom futebol e aproveitando para tirar o máximo de prazer do jogo, com tabelinhas, fintas e toques de classe como ingredientes duma exibição com elevada nota artística frente ao FC Famalicão.

A FIGURA

Éverton Cebolinha – Waldschmidt teve estreia de sonho, fez dois golos e assinalou exibição de encher o olho, mas o brasileiro é jogador de outros andamentos, não sendo descabido considerar que cada minuto cumprido na Liga Portuguesa seja um… Desperdício  – exige outro nível, outros adversários, outros companheiros. Qualidade técnica dos predestinados, visão, velocidade de ponta e inteligência muito acima da média entregam-lhe a qualidade diferenciada que justificam outros voos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rafa Silva – Marcou pelo segundo jogo consecutivo, mostrou bons pormenores, mas no cômputo geral continua sem demonstrar o rendimento que teve noutras fases mais fulgurantes do ponto de vista físico. É notório que ainda não se encontra ao seu melhor nível e passa por aí a menção ao seu nome. Desconcentrado em vários momentos, ainda não é o melhor Rafa de 2018-19 – e, quando aí chegar, será definitivamente dono do lugar à direita do ataque.

ANÁLISE TÁTICA – FAMALICÃO

Quanto ao FC Famalicão, João Pedro Sousa entrou, como habitualmente, no seu 4-2-3-1, que a defender se transforma muitas vezes em 4-4-2, com Guga a fazer de terceiro médio a acompanhar Tony Martinez na pressão aos centrais encarnados. Valenzuela cumpriu o lado esquerdo e Lameiras à direita, com Gustavo Assunção a ditar ordens no centro acompanhado por Bruno Jordão. Aquando da recuperação de bola, o alvo era Tony Martinez, segurando o esférico e variando o flanco rapidamente, aproveitando a velocidade e capacidade técnica dos alas.

XI INICIAL

Zlobin (2)

Jorge Pereira (1)

Riccieli (3)

Babic (2)

Verdonk (1)

Lameiras (3)

Assunção (3)

Jordão (2)

Valenzuela (2)

Guga (3)

Toni Martínez (2)

SUBS UTILIZADOS

Ibrahim (2)

Patrick William (2)

Del Campo (1)

Matheus Clemente (-)

Walterson (-)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Jesus à sua imagem, com Gabriel a assumir as tarefas mais defensivas do meio-campo e Waldschmidt a fazer o papel de 9,5. Grande preponderância nas alas – Almeida e Grimaldo muito solicitados, sem grande oposição já que Jorge Pereira e Verdonk assinaram exibições muito cinzentas, justificando substituição ao intervalo. Everton conduzia a maioria das transições, com Darwin muito disponível na procura da profundidade e nos apoios frontais.

XI INICIAL

Vlachodimos (5)

André Almeida (6)

Rúben Dias (6)

Verthongen (6)

Grimaldo (7)

Gabriel (7)

Taarabt (8)

Rafa (7)

Waldschmidt (8)

Everton (8)

Darwin (6)

SUBS UTILIZADOS

Pizzi (5)

Carlos Vinicius (5)

Nuno Tavares (6)

Weigl (-)

Diogo Gonçalves (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

O 11 do século XXI do Olympique Lyonnais

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O Olympique Lyonnais, uma das equipas sensação da Liga dos Campeões em 2019/2020, tem vindo, ano após ano, a presentear os adeptos do futebol com craques prontos para marcar pontos nos maiores palcos do mundo, assim como ser uma das equipas mais apetecíveis para alguns jogadores de renome continuarem a carreira. Tapado pela hegemonia parisiense, a cidade de Lyon, que festejou já por sete vezes a liga francesa, tenta voltar à disputa pelos troféus.

Os Les Gones que este ano não vão marcar presença nas competições europeias, e com um plantel recheado de qualidade podem voltar ao reinado em França. Neste artigo, numa retrospetiva do que tem sido a qualidade dos plantéis do Olympique Lyonnais, diria que foi uma missão bastante difícil escolher só onze, já que foram muitas camisolas que marcaram a história do clube e também do futebol.

FC Famalicão x SL Benfica | 5 dados estatísticos no arranque do campeonato

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O FC Famalicão x SL Benfica desta sexta-feira marca o arranque da Primeira Liga 2020/2021 e terá lugar no Estádio Municipal de Famalicão. Neste jogo vão estar frente-a-frente o sexto classificado e o vice-campeão da época passada.

O Benfica chega a esta partida depois da grande desilusão da época até ao momento: a eliminação da Liga dos Campeões na (precoce) terceira pré-eliminatória diante do PAOK. Dado o forte investimento realizado no mercado e face a qualidade do adversário, os “encarnados” tinham obrigação de passar a fase, mas viram o jogo acabar num angustiante 2-1 a favor dos gregos.

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Por outro lado, o Famalicão inicia o campeonato com a desilusão da última jornada do campeonato 2019/2020, onde falhou as competições europeias nos últimos minutos frente ao CS Marítimo. Muitos jogadores saíram, mas muitas caras novas vão vestir a camisola do clube de Vila Nova de Famalicão.

Apresentamos cinco dados estatísticos que vão marcar o jogo inaugural da liga.

NBA Playoffs: Colapso histórico

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Terminada a série entre Lakers e Rockets, determinando a vitória dos favoritos Lakers em 5 jogos (4-1), restava saber quem iria fazer «companhia» a LeBron James e AD na disputa pela final da NBA. A série entre Nuggets e Clippers, previa um desfecho tranquilo para a equipa dos Clippers, no entanto tudo rapidamente começou a complicar-se e Jokic e companhia fizeram o que poucos esperavam, deteriorando mentalmente a equipa de LA.

Do lado do Este, os Celtics conseguiram fechar a série diante os Raptors e encontraram pela frente uma equipa muito coesa e competitiva, com Bam Adebayo em evidência.

Vê aqui os principais destaques dos últimos dias de NBA:

Foto de capa: NBA

Sporting CP: As 5 melhores contratações vindas da Liga Portuguesa

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Contratar no mercado doméstico foi uma das apostas da direção do Sporting CP para atacar a temporada que se avizinha. Nuno Santos, proveniente do Rio Ave FC, e Pedro Gonçalves, vindo do FC Famalicão, foram dois dos seis reforços de verão para o plantel leonino.

Porém, nem sempre aquilo que é nacional é bom. Ao observar o Campeonato Português, o clube de Alvalade raramente olha com os melhores olhos, visto que o Sporting não costuma fazer grandes contratações em Portugal. Este Top BnR, que se resume a jogadores contratados a partir de 2000 (desculpem a minha tenra idade), pretende reunir os cinco melhores jogadores que foram contratados em solo lusitano.

Podcast BnR T1/EP3: Os candidatos a Top4 da Liga Alemã

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Neste terceiro episódio falamos do regresso da Liga Alemã! Quais serão os candidatos deste ano? Vem daí e acompanha mais este podcast, com a moderação do Pedro Pinto Diniz e os comentários da Clara Maria Oliveira, Jorge Faria de Sousa, e Rui Pedro Cipriano.

Não te esqueças que este vai ser um programa semanal, mas que podes ouvir a qualquer hora nas plataformas habituais.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

FC Porto 28-30 Elverum: Frio norueguês gela Dragão

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A CRÓNICA: FALSA PARTIDA AZUL E BRANCA

Depois duma prestação fantástica na última edição da EHF Champions League, o FC Porto entra nesta competição com ambição renovada e com o confronto com o campeão norueguês na primeira jornada do Grupo A.

Foram os forasteiros, Elverum, os primeiros a abrir o marcador e a comandar a partida nos primeiros minutos, aproveitando os erros ofensivos cometidos inicialmente pelo FC Porto para marcar golos em transição. Para além dos erros iniciais dos azuis e brancos, a equipa norueguesa também apresentava uma defesa consistente e o seu guarda-redes teve algumas intervenções de qualidade. Em termos ofensivos, o Elverum procurava finalizações seguras, quer nas pontas, quer no pivot. Tudo isto levou a que a equipa visitante tivesse dois golos de vantagem a meio da primeira parte (8-6). Ambas as equipas apresentaram defesas agressivas, o que levou a algumas exclusões, impossibilitando que qualquer das equipas tivesse controlo total da partida. A primeira paragem de jogo surgiu aos 23 minutos, altura em que o FC Porto vencia por um golo e apostou no seu famoso 7×6, que, juntamente com uma melhoria em termos defensivos, resultou num parcial de 5-2 até ao intervalo, para o qual a equipa da casa saiu a vencer 16-12.

Na altura, nada fazia esperar o que viria a acontecer na segunda parte. O Elverum, para contrariar o 7×6, surgiu com um 5×1, com o experiente Luc Abalo a criar imensas dificuldades à circulação e à dinâmica ofensiva dos “dragões”. Para piorar ainda mais a situação, passados apenas oito minutos do recomeço da partida, o central Miguel Martins viu a sua terceira exclusão, sendo expulso da partida. As dificuldades aumentavam e aos 42 minutos o resultado era um empate a 22.

O treinador Magnus Andersson parou o jogo na altura para tentar contrariar o crescendo do adversário, mas sem efeito, já que o Elverum faria um parcial de 0-5 que colocou o FC Porto praticamente fora da discussão da partida. Os azuis e brancos não desistiram e ainda reduziram a desvantagem para três golos faltando cerca de sete minutos, mas a partir daí sucederam-se os erros técnicos e os remates falhados, terminando o jogo com uma derrota azul e branca por 28-30. Daymaro Salina ainda foi expulso na última jogada da partida, podendo ser suspenso, e Rui Silva terminou o jogo em tremendas dificuldades físicas.

Uma partida em falso para o FC Porto contra, teoricamente, a equipa mais fraca do grupo. A equipa está longe do seu nível, o que é normal, no entanto já foram deixados pormenores de qualidade que levam a querer que voltará ao nível atingido a época passada nos próximos jogos.

A FIGURA

Luc Abalo – Apesar de em termos ofensivos não ter tido muitas oportunidades para mostrar a sua qualidade (mas nos três remates que fez marcou três golos), a sua prestação como defesa adiantado no sistema defensivo do Elverum criou imensas dificuldades aos portistas na segunda parte, levando ao comeback norueguês.

O FORA DE JOGO

Fonte: EHF Champions

Miguel Martins – Já são sete épocas a competir na EHF Champions League, mesmo tendo apenas 22 anos. Assim sendo, esperava-se mais experiência da parte do jovem central português para se proteger tendo já duas exclusões. A partir da sua exclusão, o FC Porto perdeu completamente o controlo da partida, culminando na sua derrota.

 

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

A circulação e a dinâmica ofensiva foram marcas de um FC Porto de grande qualidade a época passada. A equipa entrou na partida sem a mesma dinâmica, o que é normal. Em termos defensivos, também surgiram algumas dificuldades, provenientes de alguns problemas surgidos da nova dulpa central do 6×0 azul e branco. A equipa conseguiu colmatar essas dificuldades iniciais com o avançar do jogo e quando apostou no 7×6 este parecia tão “oleado” como em qualquer outro momento da época passada. Depois da expulsão de Miguel Martins e da mudança de sistema defensivo do Elverum, a equipa perdeu por completo o controlo da partida.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (6)

António Areia (6)

Rui Silva (6)

Djibril Mbengue (5)

Victor Iturriza (7)

André Gomes (5)

Diogo Branquinho (5)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Ivan Sliskovic (5)

Manuel Spath (5)

Miguel Martins (7)

Fábio Magalhães (8)

Nikola Mitrevski (5)

Diogo Silva (5)

Daymaro Salina (4)

 

ANÁLISE TÁTICA ELVERUM

No ataque marcam-se golos e na defesa ganham-se jogos. Qualquer praticante de uma modalidade coletiva já ouviu esta frase ou alguma parecida. A segunda parte deste jogo foi a demonstração plena desta frase. O Elverum teve sempre dentro na partida e na maioria da primeira parte à frente do marcador. Só começou a ter dificuldades com o 7×6 do FC Porto, mas, ao contrário de muitas equipas, conseguiu contrariá-lo e aproveitou a desconcentração total da equipa da casa para recuperar o controlo da partida e levar a vitória para casa.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Thorsten Fries (7)

Carl Pujol (7)

Niclas Fingren (7)

Blonz Christoffersen (9)

Endre Langaas (7)

Luc Abalo (10)

Dominik Mathe (8)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Tau Sorensen (5)

Holand Pettersen (6)

Thomas Solstad (5)

Nicolay Schonningsen (6)

Kheri Imsgard (-)

Tobias Grondahl (6)

Foto de Capa: EHF Champions

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

Afinal, faz sentido torcer contra o sucesso do SL Benfica na Europa?

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Fizeram correr muita tinta as palavras do antigo técnico do FC Porto, André Villas-Boas. Em conferência de imprensa, o agora treinador do Marselha revelou, quando confrontado com o facto de os adeptos do emblema do sul de França terem saído às ruas para festejar a derrota do PSG na Champions, que também torceria contra o Benfica, caso os encarnados alcançassem uma final na Europa.

A questão que imediatamente se colocou foi a seguinte: pensamentos como este fazem sentido? A resposta, no contexto que atualmente vivemos, não poderia ser mais óbvia: sim, este tipo de pensamentos fazem total sentido.

No entanto, antes de mais nada, uma pequena ressalva. Ao referir que as declarações do técnico português “fazem sentido”, não estou de maneira alguma a concordar com as mesmas. “Fazem sentido” apenas e só por serem coerentes com o clima de guerrilha sob o qual o futebol nacional respira.

Algo incomum seria, após semanas e semanas de insultos, insinuações, suspeição, arbitragens, políticos aqui e ali, que chegássemos a uma terça-feira qualquer e esquecêssemos tudo isso, colocássemos o clubismo de lado e torcêssemos pelo sucesso daqueles que ostentam também a bandeira portuguesa.

No fundo, estas recentes declarações de Villas-Boas vêm trazer à tona uma nova direção que boa parte dos adeptos de futebol, deste e do outro lado da fronteira, têm vindo a seguir: o de anti-qualquer coisa. São cada vez menos adeptos daquele que dizem ser o seu clube, são cada vez mais inimigos do seu rival. Já não é o amor pelo seu clube que os leva a acompanhar este desporto, mas sim o ódio que nutrem pelo seu maior rival.

As conquistas do “seu clube” não são festejadas única e exclusivamente pelo facto de serem isso mesmo; é celebrado o facto do rival não ter ganho. Há dois anos, alguém se lembra de ter festejado a conquista do campeonato? Ou vem primeiro à memória o “não-penta” do rival?

Faço agora a ponte até ao tema inicial. Vivendo numa bolha na qual se prega o “olhar para a casa do vizinho enquanto a nossa está a arder”, facilmente nos esquecemos que estamos todos no mesmo barco; e já nem falo no ranking (até porque me parece que esse argumento é demasiado claro). As derrotas dos portugueses na Europa, ou então as humilhações que, geralmente, são mais aplaudidas, descredibilizam o futebol português como um todo. É a qualidade de todas as nossas equipas que é posta em causa, não apenas daquela a quem calhou ser derrotada.

E para aqueles que acreditam que as suas preferências individuais nesta matéria pouca ou nenhuma influência têm na prática, aqui vai um exemplo: em abril do ano passado, a federação holandesa adia a penúltima jornada do seu campeonato, de modo a permitir que o Ajax se apresentasse na máxima força perante o Tottenham, em jogo a contar para as meias-finais da Liga dos Campeões. Agora, pergunto: alguém imagina semelhante situação em Portugal? Os dirigentes, contaminados pela mesma cegueira que já infestou uma parte dos adeptos, permitiriam que tal ocorresse?

O futebol português só tem a ganhar com campanhas europeias fortes. Faz sentido torcer para que tal não aconteça? Faz sentido torcer para que a Europa não se interesse pelo nosso futebol, pelas nossas equipas, pelo nosso campeonato?

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão