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Útil ou dispensável | Um olhar aos possíveis reforços leoninos

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Época de transferências em aberto, naturalmente, as entradas e saídas são o assunto na ordem do dia. Em Alvalade, o mercado continua deprimente e não há memória de algo assim nos últimos anos.

Desde o início do mandato da atual Direção que a capacidade para atuar no mercado tem sido colocada em causa a cada dia que passa. Mais um dia significa mais uma machadada na dignidade e grandiosidade leonina, que até essa já é questionada. Já não existe margem para dúvidas sobre a falta de competência por parte de quem lidera (ou tenta liderar).

A verdade, é que o Sporting CP continua a olhar para o lado, enquanto os rivais apostam no investimento forte para competir naquele que é um ano de mudanças. É importante recordar que na próxima época desportiva, as equipas portuguesas têm direito a mais uma vaga na Liga dos Campeões. A competitividade da liga está a aumentar, proporcionalmente à depressão que abunda no universo verde e branco.

Será que vamos ter mais Eduardos, Rosiers, Iloris, Jesés, Bolasies e afins, durante este mercado?

Neste artigo pretendo apresentar a lista dos possíveis reforços leoninos, tendo por base os rumores alimentados pela Comunicação Social, e refletir sobre a utilidade que cada um poderá ter no próximo ano desportivo.

UEFA Youth League | Vem aí o GNK Dinamo Zagreb x SL Benfica

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O SL Benfica prepara-se para regressar à maior competição sub-19 da Europa. Nos quartos de final da UEFA Youth League, a equipa de Luís Castro vai encontrar o GNK Dinamo Zagreb, num jogo a realizar em Nyon, na Suíça.

Antes da paragem devido à pandemia de covid-19, o Benfica tinha garantido a qualificação para esta fase com uma vitória ao Liverpool, por 4-1. Curiosamente, todos os golos foram marcados por jogadores que já realizaram minutos pela equipa principal dos “encarnados” (Gonçalo Ramos, Nuno Tavares e Tiago Dantas).

De recordar que a equipa sub-19 do Benfica esteve incluída num grupo com os mesmos adversários da Liga dos Campeões (Lyon, RB Leipzig e FC Zenit) e cilindrou esses mesmos clubes, finalizando o grupo G com cinco vitórias, uma derrota e 17 golos marcados. A única derrota aconteceu no Seixal frente ao Lyon, na terceira jornada.

Tiago Dantas é o melhor marcador do Benfica na competição a par de Gonçalo Ramos, tendo ambos quatro golos e duas assistências
Fonte: SL Benfica

Do outro lado encontra-se o atual campeão croata, o Dínamo Zagreb. Ainda que muitos possam pensar que é um adversário fácil para as “águias”, o emblema croata tem uma das melhores academias de futebol da Europa, de onde saíram jogadores como Luka Modric, Mateo Kovacic e Marko Pjaca. Mais, o clube tem uma política de “pescar” jogadores de baixo custo, desenvolvê-los na principal equipa e vender por um preço bastante superior, como é o caso de Dani Olmo, Marko Rog, Corluka e Brekalo.

No caminho até aos quartos de final, o campeão croata eliminou o Dínamo Kiev nos dezasseis avos de final e o gigante Bayern de Munique nos oitavos de final. Além disto, os “croatas” estiveram colocados no grupo C junto da Atalanta, Manchester City FC e FK Shakhtar. Frente a estas equipas, o Dinamo Zagreb ganhou quatro pontos aos ex-campeões ingleses e quatro aos campeões ucranianos. Melhor que a prestação do emblema croata só a Atalanta, sensação da Liga dos Campeões.

Frente a frente vão encontrar-se duas equipas que assentam o seu modelo de jogo num 4-3-3, ainda que o sistema preferível dos “croatas” seja o 4-1-4-1, onde as principais referências da equipa encontram-se no eixo da defesa: Sutalo e Gvardiol. Do lado “encarnado” encontra-se uma equipa com vários jogadores que já passaram na equipa sénior do Benfica. Assim, é muito provável que as “águias” entrem em campo com: Kokubo, Tomás Tavares, Morato, Pedro Álvaro, Nuno Tavares, Paulo Bernardo, Martim Neto, Ronaldo Camará, Tiago Dantas, Tiago Gouveia e Gonçalo Ramos. Além destes onze jogadores, o treinador português ainda pode contar com o talento de Tiago Araújo, Sarmiento e Henrique Araújo.

O Benfica e o Dinamo Zagreb sabem que quem passar esta eliminatória até às meias finais vai encontrar o vencedor do jogo entre AFC Ajax e FC Midtjylland.

Manchester City FC 1-3 Olympique Lyonnais: A vitória da eficácia ofensiva e defensiva

CRÓNICA: VITÓRIA DA EFICÁCIA

O jogo no Estádio de Alvalade começou dividido a meio campo, com o Olympique Lyonnais a assumir uma postura mais cautelosa e a apostar no contra-ataque. Depois de uma grande arrancada pelo lado esquerdo do ataque do Manchester City FC, Sterling irrompeu pela área e quase fazia chegar a bola a Gabriel Jesus isolado, se não fosse o atento Marcelo. O primeiro remate à baliza foi do Lyon de fora da área do lateral ex-Nacional e Benfica, Marçal, para uma defesa fácil de Ederson.

Contudo, aos 24 minutos a equipa francesa acabaria mesmo por marcar. Passe longo de Marçal a desmarcar Ekambi que acabou por permitir o corte do defesa Eric Garcia perto da entrada da área, mas a bola sobrou para Cornet que estava sozinho mais atrás e aproveitou o adiantamento de Ederson para fazer o primeiro da partida num remate em arco fora da grande área.

A partir desse momento, tudo se alterou. O Manchester City assumiu definitivamente o comando do jogo com várias oportunidades perigosas até ao intervalo, em especial por Kevin De Bruyne, travadas por Anthony Lopes.

Guardiola surpreendeu no início da segunda parte por não ter feito nenhuma substituição ao intervalo. No entanto, a tendência do jogo manteve-se. O Manchester City continua a dominar, mas sem resultados práticos. O técnico acabou por fazer entrar o extremo Mahrez para a saída do médio adaptado a central Fernandinho aos 56 minutos, com mudança do esquema tático.

Os resultados da mudança foram quase imediatos. O internacional alemão De Bruyne voltou a criar perigo de livre direto, com Anthony Lopes a responder com uma grande defesa.

O golo dos Citizens acabaria por surgir aos 69 minutos através de uma bola nas costas da defesa do Lyon, que Mahrez fez chegar a bola a Sterling que driblou e passou mais atrás para o internacional alemão De Bruyne empatar a partida.

O Lyon acabou por responder ao empatar com três substituições com poucos minutos de diferença entre elas. E foi um dos suplentes que acabou por ser decisivo. Mas antes houve tempo para uma finalização atabalhoada de Gabriel Jesus depois de um grande trabalho de Sterling. O ditado “Quem não marca, sofre” acabou por cumprir-se. O ponta de lança Dembelé que tinha entrado uns minutos antes acabou por marcar depois de Aouar o isolar perante a displicência da defensiva dos Citizens.

O City voltou a estar perto da partida perto de empatar por Sterling, que de baliza aberta acabou por fazer o mais difícil e atirar para fora.

E depois de uma mostra da ineficácia do City, veio o golo que garantiria a passagem do Olympique Lyon às meias finais da Champions. Novamente, Dembelé que aproveitou uma defesa incompleta de Ederson a remate de Aouar para estabelecer o resultado final.

Uma vitória da eficácia francesa. O Lyon fez por merecer a passagem à próxima eliminatória. Os gauleses voltam a jogar já na próxima quarta feira frente ao FC Bayern München que também vem motivado depois de ter goleado o Barcelona por oito bolas a duas. 

A FIGURA


Anthony Lopes –Podia destacar Aouar para a participação importante na dinâmica ofensiva dos franceses ou Dembelé que foi letal e decisivo na partida. No entanto, o guarda redes internacional português foi essencial para o resultado com sete defesas em todo o jogo, algumas de difícil execução. Em especial quando o resultado ainda estava 1-0 para o Lyon. De Bruyne, que o diga!

 

O FORA DE JOGO


Ederson Acabou por ter responsabilidade direta no primeiro e terceiro golo da equipa comandada por Rudi Garcia. No primeiro, estava demasiado adiantado, o que permitiu a Cornet marcar com um remata fora de área. No terceiro tento dos franceses, acabou por fazer uma defesa incompleta para a frente, perante a proximidade de Dembelé que acabou por bisar.

 

ANÁLISE TÁTICA – Manchester City FC

No esquema 3-1-4-2, o City surpreendeu no onze a iniciar o jogo com a inclusão de 4 médios (Rodri, Gundogan, Fernandinho e De Bruyne). Fernandinho acabaria por jogar adaptado a central. Com mais posse de bola e domínio de jogo, acabou por ficar em desvantagem ainda na primeira parte. No inicio da segunda parte, Guardiola mudou o esquema tático para 4x2x3x1, com Gundogan a recuar e ajuntar-se a Rodri, De Bruyne com mais liberdade de movimentos a deambular entre o centro e as alas e os extremos Mahrez e Sterling na esquerda e direita, respetivamente. Já os laterais/médios-ala Cancelo e Walker, continuavam projetados para o ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

Walker (6)

Eric Garcia (6)

Laporte (5)

Cancelo (6)

Gundogan (6)

Fernandinho (5)

Rodri (6)

De Bruyne (7)

Sterling (6)

Gabriel Jesus (5)

SUBS UTILIZADOS

Mahrez (6)

David Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – Olympique Lyonnais

Num sistema base em 3-5-2, Rudi Garcia manteve o mesmo onze que apresentou na eliminatória anterior frente à Juventus. O treinador francês acabou por ser conservador nas 3 substituições que fez a seguir a sofrer o empate, mantendo o esquema tático. No entanto, foi do banco que saltou o homem que viria a confirmar a presença dos franceses nas meias finais da Champions.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lopes (9)

Dubois (7)

Denayer (7)

Marcelo (7)

Marçal (7)

Cornet (7)

Bruno Guimarães (6)

Aouar (8)

Caqueret (7)

Toko-Ekambi (7)

Depay (6)

SUBS UTILIZADOS

Thiago Mendes (6)

Kenny Tete (6)

Dembelé (8)

Artigo redigido por: Pedro Filipe Silva

Antevisão GP Áustria: É sempre reto e depois viras à direita

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A ANTEVISÃO: BOA OPORTUNIDADE, DUCATI

A pista da Áustria regressou ao calendário de MotoGP a partir de 2016 e na casa da KTM o domínio tem sido da Ducati. O construtor italiano só tem vitórias desde 2016 com a Andrea Iannone, Andrea Dovizioso, Jorge Lorenzo e em 2019, novamente Dovizioso.

Ora, antes de irmos à antevisão do Grande Prémio da Áustria, temos de informar o leitor de que a relação de Dovizioso e da Ducati termina no final do ano. Em 2020, os pilotos da Ducati e a moto não estão bem. Com Danilo Petrucci a ter assinado pela KTM em 2021, o italiano, que está na equipa desde 2013, decidiu não continuar.

Esta é a grande notícia até agora do fim de semana. Mas, vamos ao Red Bull Ring, às suas retas e curvas. De dez curvas no total, sete delas são à direita, com apenas três à esquerda. Três retas fazem com que uma moto com velocidade de ponta seja o ideal, daí as vitórias da Ducati, uma das melhores nesse campo.

Fonte: Ducati Corse

Em 2020, a história não parece ser diferente. Na Q2, Jack Miller era quem tinha a maior velocidade de ponta, com 315.7s km/h, seguido de Dovizioso e Johann Zarco. Quem evoluiu para 2020 foi a KTM, com Pol Espargaró a figurar nesta lista na frente das Honda, Suzuki e Yamaha, que no Q2 foram as motos com menos velocidade de ponta.

Assim, nos treinos livres, KTM e Ducati impressionaram. Miguel Oliveira até meteu a KTM da Tech3 na terceira posição do terceiro treino livre. Aliado a boas posições nos restantes treinos livres, o português foi direto à Q2 pela primeira vez na carreira no MotoGP.

Na Q1, as surpresas, para mim, foram a eliminação de Brad Binder. O vencedor da ronda da República Checa não conseguiu levar a KTM RC16 até à Q2. Já Danilo Petrucci envolveu-se num incidente com Aleix Esparagaró e os dois ficaram-se pela Q1. Continua a tentar perceber o que aconteceu, mas parece que em 2020 os dois não trocam cartões de Natal…

Na disputa pela pole position estiveram os suspeitos do costume. Mesmo não tendo a maior velocidade de ponta, Maverick Vinales e Fabio Quartararo estiveram a trocar tempos rápidos. No fim, levou a melhor o piloto da Yamaha oficial, com um tempo de 1:23.450s.

Quem se intrometeu entre os pilotos da M1 foi Jack Miller. O piloto da Pramac Ducati (que já está confirmado em 2021 na Ducati oficial) colocou a Ducati na primeira linha, relegando Andrea Dovisiozo para a segunda linha da grelha. Mesmo assim, excelente resultado do italiano, que soube que não fica na equipa a partir de 2021.

Miguel Oliveira lutou, mas a competitividade deste pelotão foi grande. O português acabou na 11.º posição. De notar que entra a posição do português e Vinales, foi apenas uma diferença de meio segundo, meio segundo!

Neste Grande Prémio, e apesar de estarmos no verão, o Red Bull Ring viu chuva cair durante os treinos livres. Olhando para a previsão meteorológica, amanhã não parece ser exceção e a chuva pode chegar. Uma corrida molhada pode ser muito interessante, já que as motos com mais dificuldades podem surpreender. E sim, falo das Honda que continuam perdidas sem Marc Márquez. Também nesta corrida não está Francesco Bagnaia, que é substituído por Michelle Pirro na Pramac Ducati.

Jogo Interior #28 – O último treino antes da pandemia chegar ao nosso país

Hoje falo-vos sobre a minha experiência enquanto treinador de futebol no momento em que se abateu a pandemia sobre o nosso país, alterando as nossas vidas, os nossos hábitos e tudo o que nem sequer poderíamos imaginar mas que foi suspenso, adiado ou cancelado por via de zelarmos pela saúde de todos e do país. O futebol, mas essencialmente, o treino e a rotina de preparar as coisas para este vivem em mim há cerca 16 anos onde os dias em que estas sessões de “terapia” de bem-estar psicológico são e sempre foram a melhor parte do dia, aquela em que eu esperava até ao anoitecer para me ir divertir, para fazer aquilo em que realmente me sinto realizado e para fazer aquilo para o qual sinto que fui feito.

16 anos não é muito tempo, talvez na vida de muitas pessoas, seja muito pouco tempo porque já viveram muito mais, muitos mais momentos mas, se pensarmos bem, treinar três dias por semana com um jogo ao fim de semana, durante 10 meses de um ano ao longo destes anos todos, criam uma rotina que é muito difícil de quebrar, é quase como deixar de poder respirar normalmente, é um monte de sentimentos essenciais para a vida de quem vive no dia a dia do futebol. No entanto, e como todos sabemos, esta rotina foi alterada drasticamente por todo o mundo e o que vos partilho, acredito que tenha acontecido nos seus quatro cantos e nas pessoas que lá sentem o futebol como eu sinto.

Treinar em casa como no campo: mantém-te ativo! 🏃🏻 #DiaMundialDaAtividadeFísica #TodosPortugal pic.twitter.com/3kEHCZv8iO

— Portugal (@selecaoportugal) April 6, 2020

 

Portugal, dia 10 de março, estou à hora de almoço a ultimar a sessão de treino junto com os meus colegas de equipa técnica para a noite que irá chegar, enquanto vamos ouvindo notícias de que o covid-19 (uma pandemia que há muito pouco tempo se passeava pela China e, que grande parte dos portugueses, inclusive a senhora diretora geral de saúde, sempre pensou que nunca cá chegaria e que este não seria um problema português nem global) estava já com 41 casos confirmados, depois de no dia 2 do mês referido acima se registarem pelas autoridades de saúde os dois primeiros casos no nosso país.
Vivíamos muito na incerteza do que realmente se ia passar com as nossas vidas por via dos exemplos que já tínhamos encontrado na China e percebíamos agora a sua dimensão desastrosa em alguns países da nossa Europa.

Passou-se a hora de almoço e o treino estava planeado e estruturado para mais uma noite de futebol, como viria a acontecer, no entanto, durante toda a tarde houve uma evolução brutal e constritiva das medidas a tomar pelas entidades competentes face aos comportamentos dos cidadãos portugueses.
Chegou o momento da sessão de treino e as nossas ambições e esperanças em prosseguir com as mesmas eram muito reduzidas e em conversa entre os treinadores e o responsável pelo futebol de formação do clube, a única hipótese seria cancelar todos os treinos durantes duas semanas, pelo menos para já e o sentimento que ficava é que isto seria algo passageiro, algo que se pudesse recuperar após duas ou três semanas, talvez um mês e que tudo retornaria ao normal.

O treino decorreu já com esta “incerteza” do futuro e até já alguma saudade antecipada do que nele se sente e se pratica por parte de todos os jovens que ali se encontram. Sentia-se no ar algo estranho, sentia-se o sobressalto do momento em que nos encontrávamos, algum receio do contacto, daquilo que desconhecemos, da forma como o vírus se propaga e se, eventualmente, algum de nós já teria contactado com um cidadão infetado e, porventura, não estaria também já infetado. Era um misto de nostalgia e medo, um sentimento efusivo que nos fez perceber a dimensão da pandemia e o valor que o futebol tem nas nossas vidas.

O treino terminou, a notícia do seu cancelamento nas duas próximas semanas foi dada aos jovens jogadores e o sentimento foi de desilusão e até alguma irritação, terminando com o já adotado toque de braço entre cada um dos treinadores e jogadores.
Poucos dias depois é decretado o estado de emergência em Portugal e o confinamento obrigatório e a partir daqui nascem todas umas novas coisas que até agora nunca tínhamos conhecido. Um vírus que apenas existia “lá fora”, passou de muitos poucos casos em Portugal para um desligar completo do que era a vida dos portugueses em apenas cerca de 15 dias e foi como se de uma bola de neve, que lá ao longe se ouvia rolar se abatesse estrondosamente sobre o nosso país de um momento para o outro, se tratasse.

O futebol, como atividade diária que é nas vidas de quem assim o assume, como qualquer outra, congelou completamente durante vários meses, só há algumas semanas voltámos a tê-lo connosco ainda que sob fortes medidas de segurança e para grande parte das pessoas apenas pela televisão, dado que milhões de apaixonados por este desporto ainda não o podem praticar ou viver o que sempre dele viveram.
Está para breve o início dos campeonatos distritais, dos que não são profissionais, mas que o fazem como aquele que recebem milhões e milhões todos os anos. O sentimento é o mesmo, sem tirar nem pôr, a ambição também e a esperança de que é desta que vamos poder voltar ao que mais gostamos daqui a muito pouco tempo, essa, é enorme.

Olheiro BnR | Pedro Porro

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O lateral-direito espanhol, Pedro Porro, é um dos primeiros reforços do Sporting Clube de Portugal, para a nova temporada 2020-2021. O jovem de 20 anos, chega a Alvalade por empréstimo de dois anos e com cláusula de opção de compra. O Manchester City FC é o clube que detém o passe do atleta.

O lateral iniciou a sua formação no modesto CAG Don Benito e mais tarde rumou ao Rayo Vallecano, tendo protagonizado uma transferência para o Girona FC ainda nos sub-19. Na época 2017/18, representou por empréstimo, o Club de Futbol Peralada, na segunda divisão “B”. Na temporada seguinte viria a afirma-se na equipa principal do Girona FC, somando 34 jogos e um golo na Primeira Divisão Espanhola.

As boas exibições de Pedro Porro geraram a cobiça de outros clubes. O Manchester City ganhou a corrida pelo lateral, investindo 12 M€ e rubricando um contrato válido até 2024. No entanto, Porro foi emprestado ao Real Valladolid CF, onde na última temporada disputou 15 jogos.

Pedro Porro chega assim a Alvalade para ser uma alternativa a Rafael Camacho, Rosier e Ristovski, na ala-direita. Neste esquema de 3X4X3 de Amorim poderá jogar como ala, sendo um lateral rápido, com qualidade no processo ofensivo, forte no um contra um defensivo e que cruza com qualidade.

Com a chegada do jovem espanhol, o Sporting CP poderá ver sair algum dos três concorrentes para a posição. Apesar da sua juventude, é um talento que poderá trazer qualidade ao plantel leonino.

Que Pedro Porro possa demonstrar o seu talento e qualidade com a listada verde e branca, ajudando o Sporting CP a vencer.

Foto de Capa: Sporting CP

Olheiro BnR | Antunes

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Antunes é reforço para o Sporting Clube de Portugal, o lateral-esquerdo chega a Alvalade a custo zero, depois de ter terminado o vínculo que o ligava aos espanhóis do Getafe FC. Antunes rubricou um contrato válido por duas temporadas, tendo um valor de mercado fixado nos 1.6 M€.

O mais recente reforço leonino deu os seus primeiros passos no futebol ao serviço do histórico, SC Freamunde. Em 2004 chegou à equipa principal, que militava no Campeonato de Portugal e em duas épocas contabilizou 44 jogos. As boas exibições no SC Freamunde valeram-lhe o salto para o FC Paços de Ferreira, onde esteve uma temporada e meia.

Na Primeira Liga, com a camisola dos pacenses, deu nas vistas e protagonizou uma transferência para a AS Roma, a troco de 1.20 M€, onde foi colega de Francesco Totti e outros nomes sonantes. Em 2007/2008, conquistou o seu primeiro título, a Taça de Itália, na qual os romanos venceram o Inter por 2-1. Sendo pouco utilizado pelo emblema romano, passou por vários empréstimos: Lecce, Livorno, Leixões SC e Panionios.

Na temporada 2012/2013 regressou ao seu Paços de Ferreira e ao futebol português, sendo peça fundamental para Paulo Fonseca, somando 20 jogos e três golos marcados. No mercado de inverno, os pacenses voltaram a transferir o internacional português, rumando aos espanhóis do Málaga CF, num negócio avaliado em 1.25 M€.

Em Espanha, ao serviço do Málaga viveu um bom período, somando 69 jogos e três golos. Na sua terceira época, viria a ter um novo desafio na carreira, transferindo-se para os ucranianos do Dynamo Kiev FC, por 6 M€.

Na Ucrânia, viveu a melhor etapa da sua carreira. Estabeleceu-se como titular e disputou 78 jogos e apontou cinco golos. Nas quatro temporadas, conquistou dois campeonatos, uma Taça e uma Supertaça. O internacional português rumou ao Getafe FC, por 2.5 M€, no inicio da sua quarta época.

Antunes regressou a Espanha para vestir a camisola do Getafe nas últimas três épocas. Nos últimos três anos, disputou 69 jogos e marcou um golo. No entanto, na última temporada perdeu espaço, sendo pouco utilizado pelo emblema espanhol, acabando por se desvincular do Getafe.

O esquerdino foi internacional por Portugal em 13 ocasiões, tendo vestido a camisola das “quinas” nos escalões jovens por 44 vezes.

Antunes é um lateral-esquerdo experiente que poderá vir a ser alternativa a Acuña e Nuno Mendes, sendo estes dois atletas preponderantes para Rúben Amorim. Sendo, um jogador forte no desarme, com qualidade de passe e nos cruzamentos e bom sentido posicional.

Que Antunes possa ajudar o Sporting CP a vencer e conquistar títulos e que, contribua com boas exibições nas oportunidades que lhe forem concedidas.

Foto de Capa: Sporting CP

Antevisão GP Espanha: 1,2,3, lá vai Lewis Hamilton… Outra vez

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A ANTEVISÃO: A MERCEDES NA MESMA, SÓ MUDA O SÍTIO

Mais uma semana com a companhia da Fórmula 1. Depois de duas semanas em Silverstone, é a vez de Barcelona receber o Grande Prémio de Espanha.

O dia de sexta-feira foi marcado pelo regresso de Sergio Perez, que nas últimas duas semanas, falhou ao ter testado positivo para COVID-19. Nico Hulkenberg foi o substituto do piloto mexicano, que, esta semana, já mostrou melhorias e está de volta aos grandes palcos.

Para além disso, sexta-feira foi o dia para que Romain Grosjean (Haas) surpreendesse tudo e todos ao ficar em sexto e quinto lugar no TL1 e TL2, respetivamente. Infelizmente, não passou disso.

A qualificação de sábado destacou-se, mais uma vez, pelo triunfo da pole position por Lewis Hamilton. Depois de, no último fim-de-semana, ter sido Valtteri Bottas a sair do lugar mais à frente, agora é Lewis Hamilton que dá, à Mercedes, a quarta pole position da época, e a quinta no Circuito espanhol.

Já o vencedor da última corrida – o GP do 70.º Aniversário – Max Verstappen (Red Bull) partirá atrás dos dois Mercedes, no terceiro posto. Alexander Albon (Red Bull) partirá também atrás de um motor Mercedes, a Racing Point, em sexto lugar, depois de Sergio Perez ter feito o quarto melhor tempo, e Lance Stroll o quinto.

Assim sendo, a McLaren acaba por ser a melhor dos motores Renault. Num fim-de-semana que parece promissor para o conjunto laranja, Carlos Sainz partirá de sétimo lugar e Lando Norris de oitavo.

A Ferrari continua a mostrar debilidades. Charles Leclerc apenas partirá de nono lugar, e Sebastian Vettel não conseguiu mais do que um 12.º lugar. Pierre Gasly acaba por ser o melhor do Alpha Tauri, ao partir do último lugar da Q3.

Com o domínio absurdo e implacável da Mercedes, o Circuito da Catalunha não promete ser um espetáculo, mas também porque normalmente nunca o é. Sendo uma pista complexa e, poderemos ter aqui uma corrida favorável para os «Flechas Prateadas».

Porém, Max Verstappen ganhou a última corrida com uma estratégia fantástica da Red Bull, e, a 30 pontos de Lewis Hamilton, o piloto holandês quererá aproximar-se, ou, pelo menos tentar.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

Juventus FC | Um novo paradigma em Turim

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Após a eliminação precoce da Juventus FC nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões pela mão do Olympique de Lyon, bastaria um dia para a direcção do clube bianconero anunciar o despedimento de Maurizio Sarri, apenas um ano após a sua chegada a Turim.

Sob a sua orientação técnica, a Juventus viria a conquistar o Scudetto pela oitava época consecutiva. Porém, as derrotas na Supertaça para a Lazio, na final da Taça de Itália para o Nápoles e a eliminação nos oitavos da Champions, bem como o futebol praticado pela equipa, acabariam por ditar o despedimento do treinador de 61 anos.

A verdade é que o futebol praticado pela Vecchia Signora esteve longe de convencer. Não se assistiu ao “Sarriball” com o qual o ex-bancário atingiu os seus tempos áureos no Nápoles. Muitos consideraram este despedimento uma decisão precipitada por parte do clube, devido ao envelhecimento de alguns jogadores-chave do plantel, bem como pelo facto de Sarri se ter estreado numa nova realidade.

No entanto, tendo verificado alguns exemplos ao longo desta época, chego à conclusão de que, apesar de gostar muito de Maurizio Sarri, este não é o homem certo para conduzir a Juve até ao topo da Europa. Num clube que atravesse um ciclo de vitórias, ter uma boa ideia de jogo não basta. Também é preciso mostrar as qualidades mentais e de liderança necessárias para gerir um balneário que está habituado a ganhar e que está repleto de egos fortes.

Para a sua sucessão, foram apontados alguns nomes como Zinedine Zidane e Sérgio Conceição. No entanto, a escolha acabaria por surpreender tudo e todo, ao recair para Andrea Pirlo, que ainda há semanas atrás tinha sido apresentado como o treinador da equipa sub-23 bianconera.

A lenda do futebol italiano na altura, tinha mesmo declarado que tinha recebido propostas de clubes da Série A e da Premier League, mas optou por treinar os sub-23 da Juventus porque entendia que deveria começar a carreira de treinador por baixo.

No entanto, será que Andrea Pirlo vai ser capaz de trazer o troféu europeu mais desejado para Turim? Bem, tendo em conta o seu estilo enquanto jogador, provavelmente enquanto treinador irá procurar implementar um estilo de jogo atractivo e com muita posse de bola.

O principal ponto de interrogação em relação a Andrea Pirlo resume-se à capacidade de liderança. Nesse aspecto, a vantagem que Pirlo tem em relação a Sarri é que este já partilhou balneário com alguns jogadores e poderá usá-los para conquistar a confiança dos restantes jogadores.

Porém, sendo um treinador em início de carreira, também será necessário perceber se terá capacidade para se ambientar uma nova realidade num clube que tem a ambição para ganhar em todas as frentes, e se a partir do banco terá estofo para lidar com essa pressão.

Vejo em Andrea Pirlo alguém com potencialidades para se tornar num grande treinador, mas um passo destes no início da carreira, num clube que não possui o melhor contexto neste momento, tem tudo para correr mal. Veremos os próximos episódios em Turim.

Artigo revisto por Mariana Plácido

«Somos daqueles países em que o basquetebol é uma modalidade super-super secundária» – Entrevista BnR com Nuno Manarte (Parte I)

Podes consultar a segunda parte da entrevista AQUI

Nascido e criado em Ovar, Nuno Manarte é um ícone do basquetebol na cidade Vareira, onde reina o basquetebol. Praticando basquete desde pequeno, começou a jogar com sete anos e a sua habilidade sempre foi notória. Com um campeonato Nacional de sub-16 ganho em ’92, o seu talento era reconhecido. Assim, em 1992/1993, Manarte começou a sua carreira profissional ao serviço da equipa sénior da Ovarense. Segundo o próprio, em Ovar, o Basquetebol sempre foi o desporto rei, apesar de nos dias de hoje ser um pouco menos. “Na minha altura, ou se jogava basquete ou se jogava basquete. Na escola, quem tinha uma bola de basquete tinha amigos.”

– Início de carreira e referências –

Bola na Rede [BnR]: A tua ligação ao basquetebol já vem desde pequeno e sempre a representar o mesmo clube. Aos 16 anos, integraste pela primeira vez uma equipa sénior. Como foi começar a jogar por uma equipa profissional e como evoluiu o teu compromisso para com o basquetebol?

Nuno Manarte [NM]: Normalmente diz-se que nós, enquanto miúdos, temos sonhos, e é fácil agora para mim dizer-te que o meu sonho se concretizou, porque essa é a verdade. Eu gostava muito de basquetebol. Nesse ano de sub-16, fomos campeões nacionais e foi algo que me deu alguma motivação e confiança. Comecei a ver o jogo de forma diferente. Se bem que na altura não pensava que ia fazer vida do basquetebol… Gostava? Claro. Pensava nisso? Pois pensava, mas, na altura, era um pouco inconsciente nesse sentido. Mas nunca deixei de, aos 13, 14 ou 15 anos, depois dos treinos, ficar a ver a equipa sénior (na altura treinávamos todos no mesmo pavilhão) e pensar “Isto era o que eu gostava de fazer, isto é o que eu realmente gosto”. Mas longe de mim pensar que isso se poderia concretizar. Não era só a minha vontade que contava. Também implicava o meu talento, o meu sacrifício, ética de trabalho, a qualidade enquanto jogador e depois também ter uma oportunidade e corresponder a essa oportunidade. A verdade é que esse campeonato Nacional de sub-16 me deu alguma visibilidade. Também havia mais jogadores de sub-16 com bastante qualidade para a idade. Esse primeiro ano foi um ano de experiência, era tudo novo para mim. Com 16 anos, já jogar a um nível superior era um misto de entusiasmo e dúvida. Era outra realidade.

BnR: Como assim?

NM: De certa forma era mais fácil na altura. Eu apanhei a fase em que ainda só haviam dois Americanos e o resto eram Portugueses na Ovarense. Depois havia jogadores como o Mário Leite, que tinha sido meu treinador de mini-basquete, portanto havia uma relação muito próxima entre os jogadores da formação e os jogadores da equipa sénior. Quer em termos de proximidade e algum afecto também, pois toda a gente se conhecia, como em termos de reconhecimento, se estiveres a jogar com pessoas que, até há pouco tempo, vias a jogar das bancadas. Havia muito essa cultura – uma cultura muito Vareira, fazendo com que fosse fácil tu te ajustares, pois identificavas-te. Havia poucas equipas com mais do que dois jogadores estrangeiros. Era permitido mais um naturalizado, mas fazia também com que o processo fosse mais fácil, mesmo em termos de treinos e comunicação, ou até de viagens. A cultura e a forma de estar não foi algo estranho para mim. Imagino que teria sido mais difícil se fosse uns anos mais tarde, quando já existia a possibilidade de metade da equipa ser estrangeira. A partir daí, foi uma transição facilitada, apesar do primeiro ano ter sido um ano de experiência, até por eu fazer as duas equipas (Juniores sub-18 e equipa sénior). Passava mais tempo na equipa júnior, na qual jogava mais, e na equipa sénior ia aos jogos, equipava e aquecia, mas apenas jogava os últimos minutos, quando os jogos estavam ganhos por muitos pontos, ou quando já não havia a hipótese de ganhar.

Em 1991/1992, Nuno Manarte foi campeão Nacional de sub-16, o ano anterior a integrar a sua primeira equipa sénior
Fonte: Fernanda Manarte

BnR: O teu jogador preferido é o John Stockton. Sentes que o teu jogo refletia isso?

NM: Eu penso que foi mais ao contrário. Só mais tarde é que comecei a ver a NBA. Não víamos na altura, não era como nos dias de hoje. Quando era miúdo, via ao sábado de manhã uma rubrica de João Coutinho, se não me engano, que era sobre NBA. Chamava-se a “Magia da NBA”, que era raro ver. Mas não havia tanta informação. Tínhamos as referências habituais, como o Larry Bird, Magic Johnson e Michael Jordan, mas não era tão fácil identificares-te com quem quer que seja. Então apenas mais tarde, com a definição da minha posição e características enquanto jogador, é que ia valorizando coisas que… não o fazia como forma de espelho, não é? O John Stockton era um jogador low profile, muito discreto, mas que punha a equipa a jogar. Valorizava muito os jogadores que estavam a sua volta, tinha presença em campo, presença defensiva e fazia o chamado “trabalho sujo”, que, muitas vezes, nem dava para perceber. E isso agradava-me! Primeiro por ser um Base de raiz, um Base puro, de pôr a equipa a jogar, que eram as minhas características enquanto jogador – o que fez com que me chamasse a atenção. Passava algum tempo a escrutinar o que ele fazia e porque o fazia, vendo coisas como a forma como ele fazia bloqueios. Uma história engraçada com um americano que jogou cá: o John Tomsich perguntou-me qual o jogador que melhor fazia bloqueios na NBA. À partida, seria um interior, um jogador alto e forte que fizesse bloqueios grandes no diretos e indiretos. E eu, por tanto escrutinar o John Stockton, disse-lhe “é o John Stockton”, pois eles (os Utah) tinham imensas situações de cross-pick com o John Stockton e Karl Malone. Os bloqueios eram bem feitos e ele ainda sacava umas faltas e assim. Mas disse-lhe isso a achar que estava a dizer uma brincadeira, pois pensava isso, e também não tinha uma resposta clara. Achei que, para a sua estatura, fazia bons bloqueios.

BnR: E ele?

NM: Ele ficou a olhar para mim e disse: “Não me acredito que disseste isso, pois eu penso exatamente o mesmo”. O que foi curioso, por causa da coincidência da pergunta dele com o facto de eu escrutinar o jogo de John Stockton, até a forma como ele fazia bloqueios. Penso que seja um pouco por aí. Não era um jogador muito vistoso, e eu valorizei coisas que ele provavelmente também valorizaria. Acho que essa foi a questão principal. O que não significa que não goste do Jordan, do Magic ou do Bird, que também gosto muito por fazer o trabalho sujo e perceber muito o jogo. Sempre foram jogadores que me chamaram a atenção. Penso que, no mundo do desporto, fala-se muito de jogadores que têm imenso talento e realmente é uma parte importante do jogo. Mas fala-se pouco de jogadores que trabalham imenso, que por vezes não têm tanto talento, mas que fazem um trabalho muito low profile e que é fundamental nas equipas, e acho que, principalmente nos dias de hoje, valoriza-se pouco esse tipo de jogadores.

BnR: Ainda por cima numa época em que os jogadores eram maioritariamente altos e fortes… o Stockton era um jogador mais baixo e, na época, a diferença de alturas era mais visível do que nos dias de hoje, em que se joga o chamado small-ball.

NM: Sim, na altura havia as posições muito bem definidas. Tínhamos os postes, extremos e os quatros (extremos postes). Na altura, os três (extremos) eram jogadores muito grandes, era quase quatros. Eram jogadores que ainda iam jogar a poste-baixo, pois tinham algum tamanho. Existiam as posições muito definidas, já que era mais complexo nesse sentido, e apanhavam-se jogadores muito maiores. Nos dias de hoje, o jogo é um pouco diferente. Eu olhava para o Stockton e pensava: “Como é que é possível, no meio de tanta gente grande, acabares um jogo com 20 pontos e 15 assistências? Um jogador com aquele físico ter aquele impacto no jogo na altura?”. Entretanto, nos dias de hoje, é possível ver jogadores com menos físico.