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FPF eSports Masters: TiagoAraujo10 é o vencedor do Masters de FIFA 2020

“TiagoAraujo10” sagrou-se neste domingo o novo campeão de FIFA em Portugal, ao vencer Gonçalo “RastaArtur” Pinto na final do Masters da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em parceria com a MEO.

Restavam apenas dois jogadores na luta pelo troféu mais importante do FIFA português. Numa final disputada este domingo – todos os outros jogos foram disputados entre os dias 3 e 5 de julho, estavam frente a frente jogadores da FTW Esports e da TS Warrior Player e por isso a Final não poderia ser mais escaldante. Ainda assim, o primeiro jogo terminou com um amargo 0-0 e levou as grandes decisões para o segundo e decisivo jogo. Nessa altura, “TiagoAraujo10” puxou dos galões e esmagou o ex-Sporting por 4-1 sucedendo assim a Gonçalo “Troppez” Brandão como melhor jogador de FIFA português da atualidade.

Foi uma jornada bastante longa, mas bem sucedida para o jogador da For The Win Esports. Foi integrado no grupo A onde competiu com grandes nomes do FIFA português como “JPeres99”, “Tuga810”, “MarQzou”, entre outros. Ainda assim, competir contra estes jogadores não foi problema e “TiagoAraujo10” seguiu em frente com três vitórias em quatro jogos, sendo apenas ultrapassado por “Jperes99” na classificação final do seu grupo.

Na primeira fase a eliminar, “TiagoAraujo10” enfrentou “NEEVE99”, então terceiro classificado do grupo B. A eliminatória não foi fácil, mas um agregado de 3-2 permitiu ao jogador da FTW Esports seguir em frente no torneio. Nos quartos de final, “TiagoAraujo10” enfrentou “Balmeida96” e não faltou emoção até ao fim: numa eliminatória com oito golos, o segundo classificado do grupo A levou a melhor e bateu o adversário por 5-3 ao fim de dois jogos. Com esta vitória, “TiagoAraujo10” ficou entre os últimos quatro melhores ao lado de “RafaMonteiro09”, “RastaArtur” e “Bernasfigue5” e foi com este que o jogador da For The Win disputou o acesso à grande final. Nessa eliminatória, “TiagoAraujo10” cilindrou o seu adversário por 6-2 e já avisava o outro finalista (“RastaArtur”) para a sua qualidade de jogo e para o que viria a acontecer na final.

Com esta vitória, “TiagoAraujo10” leva para casa 4.000€ e vai representar Portugal no Play x Unite ao lado de Diogo “SCPDiogo” Mendes. Torneio esse que vai ser transmitido a partir de dia 13 de julho no canal Twitch da RTP Arena.

Foto de Capa: FPF eSports

BnR Live: As diferenças entre o Futebol português e brasileiro

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Dois países muito semelhantes, mas em continentes diferentes. Sabemos que as diferenças no Futebol português e brasileiro são notórias e neste BnR Live procurou-se encontrar as mesmas. O programa não seria o mesmo sem a ajuda daqueles que já tiveram experiências nos dois países: Maciel – antigo jogador de FC Porto, SC Braga e UD Leiria – e João Mota – treinador do Rio Branco-AC.

Inevitavelmente, Jorge Jesus foi tema de conversa tanto por ainda comandar o CR Flamengo como pelo possível regresso ao Futebol português e ao SL Benfica. As experiências falhadas de alguns jogador brasileiros na Europa e a desconfiança do treinador “estrangeiro” (mais especificamente o português) no Brasil também foram assuntos abordados. O repto está dado e agora é só olhares para o debate desta semana.

Com João Castro, Rui Cipriano Duarte, João Pedro Barbosa, Maciel e João Mota.

FC Porto | Também há luxo no banco!

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Há uns tempos, escrevi um artigo que falava sobre aquilo que era “o jogo das oportunidades”. Basicamente, tinha feito uma análise às vantagens que as cinco substituições na Liga Portuguesa poderiam trazer para o FC Porto. Muitos jovens e jogadores que não viam uma luz ao fundo do túnel, finalmente encontraram um raio a seguir.

Desde a retoma do campeonato, tem-se assistido ao aparecimento de inúmeros jovens da formação portista que prometem rapidamente afirmar-se no panorama azul e branco e no Futebol Nacional.

Por outro lado, vários jogadores que estavam lesionados e jogavam pouco tiveram a oportunidade de sonhar e concretizar aquilo que pretendiam tanto: jogar com um pouco de maior regularidade e aparecer nas convocatórias de Sérgio Conceição. Desenganem-se aqueles que pensam que isto tudo só está a acontecer devido ao maior número de substituições e de jogadores no banco. Trata-se de qualidade e de índices motivacionais que dão a estes suplentes de luxo qualidade suficiente para entrar em qualquer jogo do FC Porto e deixar a sua marca.

Passando então a uma análise do impacto dos suplentes no jogo do FC Porto, a maior ilustração que se pode fazer desta preponderância daqueles que entram é que em grande parte dos jogos depois da retoma (com exceção do jogo com o CD Aves, CS Marítimo e FC Paços de Ferreira), o FC Porto marcou depois de efetuada a primeira substituição. Desde o início do campeonato foi 40% a percentagem de golos marcados após a primeira substituição.

Olhando de uma forma mais particular e específica, vou apresentar alguns jogadores com uma ordem de preponderância ao entrar nos jogos do FC Porto.

Começamos com Fábio Silva que, a espaços, consegue ir ganhando espaço nas convocatórias do FC Porto, mas ainda não está a render o necessário para se afirmar a 100% de dragão ao peito. No entanto, o futuro promete ser risonho para o novo menino 125 milhões de Portugal. Um dos jogos em que entrou foi contra o Belenenses SAD.

Vitinha também é uma presença assídua nas substituições de Sérgio Conceição com maior regularidade que Fábio Silva. Ainda não se estreou a marcar, mas sempre que entra faz uma diferença incrível. Trata a bola por tu e dá um toque técnico ao jogo do FC Porto que raramente se vê. Um novo João Moutinho com um chapéu de mágico faz de Vitinha um verdadeiro suplente de luxo.

Vou agora abordar um caso de um titular que consegue também ser um suplente de luxo. E que suplente! Luis Díaz é um verdadeiro agitador de jogos. As suas constantes diagonais e explosões na linha pelo corredor direito fazem do extremo colombiano uma verdadeira dor de cabeça para as defesas adversárias. Consegue conquistar grandes penalidades com facilidade, arrancar faltas e cartões aos adversários que são ultrapassados, e fazer um lance individual que leva ao desespero de todos inicialmente… No final, todos gritam golaço! O Belenenses SAD que o diga. A pergunta que faço é: Será Luis Díaz um jogador para a titularidade ou para entrar e resolver?

Por falar em titulares que também são bons suplentes, o último caso preponderante foi o capitão Danilo Pereira. Entrou frente ao CD Tondela após a lesão de Sérgio Oliveira e marcou no início do segundo tempo. Mais um golo para a equipa do banco de suplentes.
Agora vem aí aquele que, a par de Luis Díaz, é uma arma secreta. Fábio Vieira. Há quem diga que é um misto de Bernardo Silva e Bruno Fernandes. Nos últimos jogos diria que consegue ser isso e muito mais.

Com uma irreverência típica de um miúdo, mas com uma maturidade invulgar, Fábio Vieira está a conquistar o seu lugar entre os adeptos e na equipa principal do FC Porto! Parece que agora sempre que entra marca e deixa brilho no jogo! É um jovem de 20 anos que marcou de livre frente ao Belenenses SAD (no lugar de Alex Telles) e assumiu com sucesso uma grande penalidade frente ao CD Tondela. Se isto continuasse assim, estávamos perante um médio de topo a nível mundial. É bem possível que um dia Fábio Vieira seja reconhecido assim. No FC Porto é para continuar e o clássico frente ao Sporting CP pode ser uma porta para a titularidade. Cuidado com o seu pé esquerdo!

Estes são os principais nomes preponderantes, mas já vimos outros jogadores entrarem como Zé Luís, Aboubakar, Uribe e Loum. Nem todos brilham da mesma forma, mas as oportunidades estão aí e são para aproveitar.

Isto leva-me a concluir com a expressão que está no título deste artigo e que muitas vezes foi negada por muitos. Atenção, FC Porto! Também há luxo no banco!

UFC 251: Estreia de sonho da Fight Island

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O primeiro cartaz na Fight Island, a ilha da luta do UFC, não desiludiu. Prometia ser um dos eventos do ano e foi: Kamaru Usman dominou Jorge Masvidal para se manter campeão de peso meio-médio; Alex Volkanovski reteve o título de peso-pena ao vencer pela segunda vez Max Holloway; Petr Yan conquistou o título vago de peso-galo ao finalizar José Aldo.

KAMARU USMAN vs. JORGE MASVIDAL

O campeão de peso meio-médio Kamaru Usman vinha de uma vitória frente a Colby Covington, que foi a primeira defesa de título do nigeriano. Inicialmente estava marcado enfrentar o brasileiro Gilbert Burns, mas este testou positivo à covid-19 e o combate não foi para a frente.

A apenas seis dias do combate Jorge Masvidal aceitou enfrentar Usman, naquele que se previa ser um combate difícil para ele devido ao estilo do campeão.

E assim foi. Masvidal até entrou bem a lançar alguns golpes fortes e mesmo já no chão conseguiu fazê-lo. No entanto, o jogo de clinch e de chão de Usman mostraram-se mais fortes, visto que o campeão conseguiu projetar Masvidal várias vezes e controlá-lo também junto à jaula.

Foi um combate um pouco aborrecido, mas forte a nível estratégico. Usman fez o que tinha de fazer para se manter campeão e assim foi. Conseguiu a vitória por decisão unânime após as cinco rondas.

ALEX VOLKANOVISK vs. MAX HOLLOWAY

A carreira de Max Holloway na divisão de peso-pena estava a alcançar um ponto em que se começava a ponderar ele ser o melhor de sempre dessa categoria. No entanto, foi derrotado por Volkanovski no ano passado, num combate em que o estilo do australiano lhe colocou muitas dificuldades.

Agora com uma possibilidade de desforra Holloway entrou mais preparado. Entrou solto, a estudar o adversário, mas a acertar bons golpes. Graças à forma como se movimentava para criar ângulos conseguiu acertar golpes limpos em Volkanovski que chegou a acuar um gancho de direita.

Já no terceiro round Volkanovski começou a mexer-se mais e a variar os golpes, sobretudo a usar mais os pontapés para abrandar Max. À entrada para o quinto e último assalto o combate estava muito renhido, mas duas projeções de Volkanovski foram decisivas. No final, foi-lhe atribuída a vitória por decisão dividida, mantendo-se assim campeão.

Os 5 jogadores que admiro no FC Porto

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5 jogadores do porto que admiro

Um colega de redação do Bola na Rede, da secção do FC Porto, Tiago Moura, escreveu recentemente um artigo sobre os 5 jogadores do Sporting CP que admira. É disto que o futebol precisa, gente que saiba olhar para os rivais e reconhecer e respeitar qualidade.

O FC PORTO PODE TER UM JOGO CHEIO DE HISTÓRIA NESTE CLÁSSICO FRENTE AOS RIVAIS DE ALVALADE. SERÁ QUE O SPORTING IRÁ ADIAR A FESTA AZUL E BRANCA NESTE JOGO NO DRAGÃO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Os Dragões serão campeões nacionais, seja contra o Sporting CP ou num dos próximos jogos, a turma de Sérgio Conceição só precisa de conquistar um ponto para levar o FC Porto à conquista do 29.º título de campeão. Num plantel recheado de qualidade, destaco 5 jogadores que, a meu ver, são profissionais que enriquecem o futebol praticado em Portugal.

5 jogadores que admiro no Porto

«Estava tudo acertado com o Benfica, mas eu tinha dado a minha palavra ao Mourinho» – Entrevista BnR com Maciel

Entre 2001 e 2007, o “Ferrari” Maciel espalhou o “terror” no campeonato português, serpenteando pelas defesas adversárias com recurso à sua velocidade estonteante. Hoje em dia, é nas areias da praia de Cabo Frio que partilha a sua magia com os alunos no seu Centro de Treinos de Futevólei. De sorriso rasgado e com um físico invejável para os seus 41 anos, Maciel recordou, de forma descontraída, os anos dourados e os pontos mais altos da sua carreira. O “pai” Mourinho que o levava ou queria levar para todo o lado para onde fosse, incluindo o Chelsea, onde disputaria o lugar com Robben. O porquê de Silas ter sido o melhor jogador com quem jogou, a nega ao SL Benfica, a oposição à naturalização por parte de jogadores estrangeiros, a discussão com o “incompreensível” Vitor Fernandez, a experiência com Jorge Jesus em Leiria, os sucessivos passos atrás na carreira e a possibilidade de regressar aos relvados. Não perca tudo em mais um exclusivo Bola na Rede.

– Início de carreira e chegada a Portugal pela mão de Mourinho-

“A forma dele [José Mourinho] tratar os atletas era muito diferente da dos outros treinadores que eu tinha passado”

Bola na Rede [BnR]: Antes de mais, preferes que te trate por “Ferrari” ou por Maciel?

Maciel [M]: Você é que sabe, está à vontade (risos).

BnR: O que é que o jovem Maciel de 22 anos fez no jogo Volta Redonda contra o Flamengo para convencer José Mourinho a não hesitar em assegurar a sua contratação?

M: (risos) Nesse jogo o Flamengo tinha dois zagueiros excecionais, o Gamarra e o Juan. Eu, juntamente com o Robson, fomos o destaque desse jogo e isso foi fundamental. Eu também tinha acabado de ser o artilheiro da seletiva do campeonato Carioca e acho que o Mourinho já me vinha acompanhando nos outros jogos porque ele era muito detalhista. Acho que ele fez essa escolha por eu ser um jogador extremamente rápido.

BnR: O sonho de fazer vida do futebol surge no Volta Redonda ou ainda antes disso?

M: Surgiu antes, surgiu no Cruzeiro em 1997 em que eu fui para o Expressinho (Equipa B), onde tinha craques como o Dida e o Geovanni (ex-Benfica) ainda como juniores e depois passei pelo Guarani de Divinópolis, Social de São João Del-Rei, Ituano, União São de Araras, Bangu até chegar ao Volta Redonda. No Ituano consegui ser artilheiro da Copa São Paulo onde fiz 8 golos, 5 golos só num jogo em que bati o recorde. Por isso já tinha uma experiência muito grande. Era jovem, mas tinha uma subida de segunda divisão mineira e mesmo com idade de junior eu já vinha jogando profissionalmente.

BnR: Na fase inicial da tua carreira, passas nos testes para assinar pelo Cruzeiro, mas por “motivos políticos” acabas por não ficar. O que aconteceu?

M: Foi um momento difícil! O meu pai tinha-me levado ao José Perrella, que era o presidente do Cruzeiro, passei nos testes e até cheguei a fazer golo logo no dia, mas eu acho que o Alexandre Barroso, que era treinador dos juniores do Cruzeiro não gostou muito de eu estar no Expressinho e não nos Juniores e desceu-me para os juniores. As palavras dele foram que tinham muitos jogadores ali que eram melhores do que eu e que não poderia ficar comigo e a situação financeira do clube não estava boa. Na altura o diretor disse para eu não desistir e acabou me mandando para o Social de São João Del-Rei e num jogo da Taça jogamos contra o Cruzeiro, perdemos 4-3 e eu fiz três golos. Ele me pediu de volta, mas eu disse “Agora não, só pagando”. Depois houve a situação da Taça São Paulo em que o Cruzeiro novamente me queria comprar, ofereceu 800 mil reais. Nessa altura, o Reinaldo Pitta, que era o agente do Ronaldo “Fenómeno” me comprou e eu recebo a chamada do Presidente do Cruzeiro a perguntar o que é eu estava a fazer no Ituano e porque é que eu não estava no Cruzeiro. Nem ele sabia que eu tinha sido mandado embora. Mas sempre ergui a cabeça e continuei buscando o que eu queria, a minha meta era ser jogador de futebol, ajudar os meus pais, juntamente com a minha esposa e os meus filhos.

BnR: O Leiria abre-te as portas para Portugal em 2001/02. Como foi a adaptação ao futebol português?

M: Eu não senti muita diferença. Eu era um jogador rápido, vinha com uma experiência muito grande em termos de jogar em clubes pequenos, de lutar sempre e também tinha o timing de fazer golos. A minha maior adaptação foi taticamente e disciplinarmente porque eu era um jogador muito indisciplinado, dentro e fora do campo, em termos de passar a bola e aprendi muito, tanto com o José Mourinho como com os outros treinadores. Vítor Oliveira, Vítor Pontes, José Gomes, Manuel Cajuda, Mário Reis, Paulo Duarte, Jorge Jesus, entre outros. Foram treinadores que, disciplinarmente, me ajudaram a adaptar mais rápido ao futebol português.

Fonte: Futebol Distrital de Leiria

BnR: Na tua época de estreia fazes 10 golos e formas um trio atacante de luxo com Jacques e Derlei. Qual era o segredo por de trás do vosso entendimento?

M: Dentro e fora de campo, todo o grupo era amigo e eu já sabia como eles se movimentavam. Às vezes o Mourinho dizia aos outros jogadores: “pega a bola e joga até a bandeira que ele chega”. E eu já combinava com o Derlei e o Jacques: “Quando eu der o ‘tapa’ e arrancar, um entra para fazer o golo e outro espera na marca do penalty. O Jacques também tinha que fazer golos com a cabeça daquele tamanho (risos).

BnR: Com José Mourinho no comando, o Leiria a meio da época estava no quarto lugar a lutar pelo pódio. Tive a oportunidade de entrevistar o Derlei, que me disse que “Quando Mourinho assumiu a equipa do União de Leiria, ele já conhecia muito bem os jogadores individualmente”. Sentiste que se tratava de um treinador especial?

M: Nós sentíamos que era um treinador diferente. Ele conseguia conversar com os treinadores e expressar aquilo que os jogadores queriam ouvir. Existem treinadores que quando você erra alguma coisa ele grita e o Mourinho “batia e assoprava” ao mesmo tempo. Nós conseguíamos entender o modo que ele queria jogar e ele era especial nessa forma de tratar os atletas. A forma dele tratar os atletas era muito diferente da dos outros treinadores que eu tinha passado. Foi uma pessoa que a gente se apegou muito e os jogadores acabaram-se unindo e fazerem o que ele pedia taticamente. Tanto que os treinamentos dele eram totalmente diferentes. Os treinamentos que hoje andam por aí, já ele fazia em 2000/01 com a escola de Van Gaal e Bobby Robson. Escolheu a dedo grandes atletas de equipas pequenas e fez uma grande equipa.

BnR: Foi nessa primeira época que Mourinho começou a tratar-te por “ciclista”?

M: (risos) Não, até foi antes numa pré-temporada. Ele até avisava os juízes e os bandeirinhas para ficarem atentos comigo porque eu era muito rápido e às vezes eles levantavam a bandeira e eu ainda estava muito atrás (risos). Ele sabia que eu corria bem e nos treinamentos eu me dedicava o máximo porque eu sabia que numa fugida de bola eu conseguiria colocar um companheiro na cara do golo e até decidir o jogo.

BnR: Nesses primeiros três anos que estás em Leiria, cruzas-te com grandes figuras do nosso campeonato: Nuno Valente, Silas, Derlei, Tiago, Hugo Almeida, Helton…

M: Ainda tens o Bilro, o Leão,…

BnR: Se eu os dissesse a todos não saíamos daqui tão cedo (risos). Se só pudesses escolher um, qual escolherias como o melhor jogador que te cruzaste em Leiria?

M: Acho que foi o Silas. Era um jogador espetacular porque todo o jogador como eu que joga na frente, gosta de ter um jogador inteligente no meio-campo. Quando ele pegava a bola ele já sabia os meus movimentos ao tempo. Ele já falava para mim: “Pode ir que eu vou meter a bola, já te estou vendo faz tempo”. Foi um achado que o Mourinho conseguiu ter na equipa e para mim foi um pecado ele não ter ido na época à seleção portuguesa, apesar de na seleção terem muitos craques. Era um jogador que se estava destacando e era fenomenal.

BnR: Fazes três épocas de alto nível em que marcas cerca de 30 golos ao serviço do Leiria, o que corresponde a uma fatia muito grande do total de golos da tua carreira. Consideras que esta primeira passagem pelo Leiria correspondeu aos anos mais dourados da tua carreira profissional?

M: Acho que sim. Foram anos em que eu me motivei muito, eu tinha sonhos de fazer um grande campeonato, talvez um dia vestir a camisa da seleção brasileira. Muitos atletas aí sonham vestir a camisa da seleção portuguesa. Eu sempre me auto-critiquei e critiquei muitos atletas por causa disso porque eu acho que é errado um brasileiro ou de qualquer outra nacionalidade tirar uma vaga de um português e tirar o sonho de uma criança portuguesa. A mesma coisa no Brasil, uma criança brasileira vendo um português jogando na seleção brasileira. E não é pelo jogador ser ruim ou ser bom é mais por questão de carisma. As crianças nascem com sonhos, então se eu tenho potencial para jogar na minha seleção, eu quero jogar na minha seleção. Se eu tenho potencial para jogar na seleção portuguesa, eu sei que também há jogadores portugueses que também têm. Até a própria Federação Portuguesa tem de pensar sobre isso. Na época eu recebi a proposta de naturalizar português e não quis nesse termo. Portugal abriu-me as portas e deu-me tudo e a minha gratidão pelo povo português e pelas pessoas que me apoiaram, mesmo as que não apoiaram, é muito grande. Não seria certo eu vestir a camisa de Portugal tirando o sonho das crianças.

BnR: Há uns tempos li uma entrevista em que o Alan disse que esteve muito perto de assinar pelo FC Porto em 2003/04, mas o Mourinho acabou por escolher-te a ti que conhecia melhor. Mas na altura a tua transferência esteve em risco de cair, não é verdade?

M: Teve muitas complicações. Eu tinha o Benfica, tinha o Estugarda e tinha o Porto e o presidente João Bartolomeu falou para mim que estava tudo acertado com o Benfica, mas eu tinha dado a minha palavra ao Mourinho e para o próprio Presidente Pinto da Costa, juntamente com o meu empresário da época Jorge Baidek. O Mourinho me ligou e perguntou como é que estava e eu falei “Estou pronto!”. Antes de ele ter saído do Leiria ele falou que me ia levar para lá. Complicou um pouco porque o Bartolomeu não queria vender, não queria deixar eu sair, só se fosse por mais dinheiro ou até com mais jogadores envolvidos, queria o Hugo Almeida, o Tiago, acho que o César Peixoto e o Serginho. Ele queira três ou quatro jogadores mais o valor da negociação e eu até fiquei meio chateado e fiquei um tempo sem treinar, mas da minha parte não deveria ter acontecido. Quando ficamos maduros, sabemos que fizemos coisas erradas. Na verdade, eu devia ter sido profissional, continuar a treinar e ter deixado eles resolver a situação. Talvez se eu tivesse tido a minha mentalidade de hoje, estaria jogando até hoje aí, numa segunda ou terceira divisão, quem sabe. Eu fiquei esse tempo sem jogar, retornei ao Leiria e voltei a jogar, o Mourinho ligou-me a pedir para eu ter calma e para jogar que ia dar tudo certo. Voltei a jogar bem, mesmo com esses problemas todos quando eu entrava dentro de campo eu esquecia tudo, tudo deu certo e eu acabei indo para o FC Porto.

GP Estíria: Bem-vindo de volta às vitórias, Lewis Hamilton

A CORRIDA: LUTAS? LUTAS ESTÃO ENTRE COLEGAS DE EQUIPA

Segunda ronda do Campeonato Mundial de Fórmula 1. Novamente, encontramo-nos em Spielberg, onde podemos já afirmar que a corrida não foi, de longe, tão intensa como a primeira.

Hoje, a corrida lembrou-nos um pouco daquilo que se foi passando nas últimas rondas do campeonato de 2019, especificamente falando do Grande Prémio do Brasil. Não na vitória, mas sim no incidente entre os dois Ferrari, Sebastian Vettel e Charles Leclerc.

Um embate, logo no arranque, entre os dois Ferrari que nos prova que a equipa tem alguns problemas internos por resolver. Charles Leclerc ainda tentou voltar à corrida, mas o abandono foi o resultado para ambos os pilotos da scuderia italiana, e a entrada do safety car em pista.

Este incidente deu-nos um pouco a pensar que a corrida iria ser novamente emocionante. Mas não. A partida para a vitória foi logo dada por Lewis Hamilton (Mercedes), que acabou por não dar hipóteses ao dois que partiram atrás dele, Max Verstappen (Red Bull) e Carlos Sainz (McLaren).

Entretanto, enquanto Lewis Hamilton fazia a sua corrida sem preocupações, Valtteri Bottas (Mercedes), que partiu de quarto lugar, lutou até ao final com o piloto holandês da Red Bull, que tentou dar jus ao segundo lugar alcançado na qualificação, mas com problemas no carro, acabou por deixar o lugar para o piloto finlandês, e apenas arrecadou o terceiro lugar, concluindo o pódio de hoje.

Com os lugares na frente praticamente definidos durante toda a corrida, as lutas mais interessantes foram decorrendo entre colegas de equipa, mais concretamente entre os Renault de Daniel Ricciardo e Esteban Ocon, que acabou por ser o terceiro e último abandono da corrida, mas também mostraram-se firmes os Racing Point de Lance Stroll e Sergio Perez, que, apesar de não terem tido uma qualificação feliz, mantiveram-se firmes durante toda a prova.

É de notar também a presença dos McLaren, que, apesar de Carlos Sainz ter saído em terceiro lugar e ter finalizado em nono, conseguiu alcançar o recorde de pista, fazendo a volta mais rápida. Já Lando Norris, protagonizou uma das lutas mais intensas do final de corrida, numa altura em que Sergio Perez acaba por perder o controlo do carro, devido a falhas mecânicas, e o piloto britânico aproveita a vantagem para o quinto lugar.

Concluindo, Lewis Hamilton voltou às vitórias, sendo esta a 85.º vitória da carreira, e a primeira de 2020. A Mercedes continua implacável, mas a Red Bull tem vontade de retirar esta implacabilidade à equipa alemã. Será finalmente na Hungria?

Foto de Capa: Formula 1

Os 5 melhores pontas de lança portugueses da atualidade

A posição “nove” da seleção nacional é, de há alguns anos para cá, a posição que dá mais “pano para mangas”. Várias são as incertezas no que aos pontas de lança da Seleção Nacional diz respeito. Durante todas as qualificações, europeus e mundiais, é discutido o jogador ideal para o lugar. E a escolha fica ainda mais difícil se colocarmos Cristiano Ronaldo no lote de possíveis. Isto, apesar de não ser propriamente um ponta de lança, mas sim, um superatleta que aparece com grande qualidade dentro de área.

A meu ver, não se pode dizer a Ronaldo para se fixar à posição e jogar no meio dos centrais durante 90 minutos. Por isso mesmo, elegi os melhores pontas portugueses da atualidade, reforçando que o futebol é o momento. Com os seguintes nomes, é impensável falar-se em falta de qualidade para faturar no regresso das competições internacionais.

Os novos protagonistas da luta pela sobrevivência na Primeira Liga Portuguesa

Numa altura em que a edição 2019/20 da Primeira Liga Portuguesa está a terminar e estão apenas nove pontos em disputa, a luta pela sobrevivência na Primeira Liga é uma das que mais aquece.

Poucos dias antes de retomar, após longa paragem que derivou da pandemia de Covid-19, analisei num artigo a que chamámos “Manual de Sobrevivência” sobre quais seriam os candidatos que estavam mais próximos de descer de divisão. Lembro-me que, na altura, de assumir que CD Aves e Portimonense SC desceriam, com FC Paços de Ferreira e (possivelmente) o CS Marítimo a ficarem na primeira liga, mas sempre com a ameaça a pairar sobre si.

Ora, nós gostamos de futebol também porque é um desporto com uma grande fatia de imprevisibilidade, ou seja, “o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira”, parafraseando Pimenta Machado. E a prova disso mesmo é esta luta pela sobrevivência na Primeira Liga. Depois da retoma, a realidade dos clubes mudou e apenas o CD Aves já me confirmou a prognóstico. Uma façanha pouco brilhante e que não surpreende, até pelo contexto económico difícil em que se encontra a equipa nortenha.

Os 5 Projetos Desportivos que podem servir de exemplo

Em Portugal é muito fácil encontrarmos declarações de vários presidentes de clubes que afirmam ter um projeto e que muito pouco tempo depois o arruínam, seja despedindo o treinador, seja mudando a filosofia do clube, entre outros aspetos. Porém, há ainda clubes que apresentam bases sólidas e que indiciam um futuro muito interessante. Sem futurologia mas com a lógica e factualidade, apresento os cinco clubes que devemos ter atenção tendo em vista os seus projetos desportivos.