Início Site Página 10388

Antevisão GP Estíria: Na chuva… Continuam os Mercedes na frente

Durante estes meses de confinamento, distanciamento e paragem do mundo, estivemos tão privados de tudo, que ainda parece estranho ver os carros mais rápidos do mundo de volta às corridas. Primeiro fomos mimados com uma corrida fantástica no GP da Áustria, agora, apenas uma semana depois, na preparação para o GP da Estíria (na mesma no Red Bull Ring) os motores rugem de novo, e temos uma das melhores sessões de qualificação dos últimos anos.

A ANTEVISÃO: QUANDO É IMPREVISÍVEL, É MELHOR

Como se o caos da corrida passada não fosse suficiente, as equipas viram-se obrigadas a fazer os treinos livres quase à pressa, devido à chuva pesada anunciada para hoje. As sessões de sexta-feira não trouxeram grandes novidades, tirando a ainda maior velocidade dos Racing Point, com Sergio Pérez a conseguir liderar o primeiro treino livre e tanto ele como Lance Stroll a fazerem parte do top 5 na segunda sessão. Max Verstappen (RedBull) também mostrou um grande nível, com um segundo lugar na primeira sessão e a liderança na segunda. Os Mercedes não lideraram em nenhum momento, mas não me pareceu que tentassem sequer. Pelo resto da grelha estavam todos mais ou menos no mesmo sítio, incluindo os Ferrari, cujas actualizações não pareceram surtir efeito.

Durante a sexta-feira, e perante a possibilidade de chuva torrencial, a suspeita era de que se iria aproveitar os tempos da segunda sessão de treinos livres, caso não desse para realizar a qualificação, que, após cancelamento da terceira sessão de treinos, se veio a realizar, com um ligeiro atraso, debaixo de chuva.

Qualquer fã de Desporto Motorizado que se preze sabe bem a magia que é ver alguns dos melhores pilotos do mundo a lidar com os desafios de uma pista molhada, e esta sessão não desiludiu. Para começar, a história durante a Qualificação 3 (Q3) era se conseguiríamos ver um Williams avançar, e, pela primeira vez desde o GP do Brasil de 2018, George Russel levou o carro branco e azul para lá da Q3, mostrando o porquê de ser tão cotado, apesar dos resultados na Williams.

Nesta sessão, vimos ainda um dos poucos despistes da Qualificação, com Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) a deslizar na penúltima curva e embater na barreira, o que levou a uma Bandeira Vermelha a poucos segundos do final. Esta bandeira acabou por prejudicar Sergio Pérez, que, depois de um resultado fantástico nos treinos, desiludiu por completo ao qualificar-se em 17.º.

A chuva não acalmou, e na Q2 temos mais uma vez George Russel a surpreender, qualificando-se em 12.º apenas a 0.091 segundos de Sebastian Vettel (Ferrari), que se encontrava na “linha de água” em 10.º. Uma performance fabulosa que mostra bem o porquê de se considerar Russel um potencial campeão no mesmo calibre de Charles Leclerc (Ferrari) e Max Verstappen. Por falar em Leclerc, desta vez trocou com o colega de equipa e ficou em 11.º, fora na Q2. Talvez não se sinta confortável na chuva, talvez não lhe tenha corrido bem, mas uma coisa é certíssima, o SF1000 é muito mau.

Na Q3 é que se decide a grelha final, e os dez melhores pilotos até ali foram mostrar do que são feitos. Com a chuva a intensificar-se para esta sessão, era uma batalha de troca de liderança entre Max Verstappen e Lewis Hamilton, que são reconhecidos como dois dos melhores pilotos em piso molhado. Verstappen deu luta, mas Hamilton saca uma volta fabulosa, e mostra o porquê de ter seis campeonatos, ao colocar-se em pole position, 1.2 segundos mais rápido do que Max em segundo lugar. Para quem duvidou do britânico na semana passada, ele mostra aqui, sem espinhas, o porquê de ainda ser considerado o melhor piloto da grelha.

Outra exibição de destaque foram as de Carlos Sainz (Mclaren), com um fantástico terceiro lugar, que com certeza o deixa a matutar sobre a ida para a Ferrari em 2021. Depois de um primeiro fim-de-semana abaixo das expectativas, a chuva acordou Esteban Ocon (Renault), que se qualifica em quinto para a corrida, batendo o colega de equipa Daniel Ricciardo. Por fim, Pierre Gasly (Alpha Tauri) a mostrar que sem pressão e num ambiente mais favorável é um dos mais promissores da grelha ao qualificar-se em oitavo.

Para este domingo, espera-se que a chuva vá embora, por isso podemos esperar uma corrida seca, mas, como este circuito provou na semana passada, isso não a torna mais previsível. Por ser uma pista muito agressiva, podem voltar a haver o nível de danos da semana passada, mas também é provável que os pilotos saibam como lidar melhor com isso.

Os 5 jogadores que admiro no Sporting CP

0

5 jogadores que admiro no Sporting

É já na próxima semana. Um ponto separa o FC Porto de se tornar no novo campeão nacional em Portugal e arrecadar o 29.º título da Primeira Liga no seu palmarés. Do outro lado está um velho conhecido dos dragões – falo claramente do Sporting Clube de Portugal. O emblema verde e branco, que é um dos grandes rivais do clube da cidade Invicta, tem estado em grande forma desde a retoma do campeonato.

O FC PORTO PODE TER UM JOGO CHEIO DE HISTÓRIA NESTE CLÁSSICO FRENTE AOS RIVAIS DE ALVALADE. SERÁ QUE O SPORTING IRÁ ADIAR A FESTA AZUL E BRANCA NESTE JOGO NO DRAGÃO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Este momento recente do Sporting CP muito se deve a Rúben Amorim que não só encaixou rapidamente a sua filosofia num plantel que estava desgastado, assim como injetou “sangue novo” no plantel principal. Numa mixórdia entre experiência e juventude, elaborei uma lista com cinco jogadores leoninos que admiro, seja pela técnica, pela classe que representam em campo ou pela paixão que têm pelo clube. Porque o futebol é um desporto e o desportivismo deve ser incluído numa boa rivalidade, sempre.

5 jogadores a admirar no Sporting

Sporting CP | Qual o plantel para 2020/21?

0

O Sporting Clube de Portugal começa a definir a constituição do plantel para a época 2020/2021. Rúben Amorim pretende uma equipa reduzida, com cerca de 23 jogadores, podendo chamar jovens da equipa “B” e dos sub-23. No entanto, olhando para o regresso dos emprestados e para os jovens que subiram à equipa principal, o clube de Alvalade poderá ver sair outros atletas.

5 razões porque Froome não voltará a ganhar o Tour

0

Chris Froome, o vencedor do Giro d’Italia 2008, bem como de duas Vueltas e quatro Tours, anunciou que, após uma década repleta de sucessos, deixará a Team INEOS (que foi Team SKY durante a maior parte da estadia de Froome) e seguirá caminho na Israel Start-up Nation.

O principal objetivo que o britânico diz ter para o resto da carreira é chegar à quinta vitória no Tour de France, igualando os recordistas Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain.

No entanto, este autor não acredita que tal venha a acontecer e estas são as cinco principais razões para essa opinião.

Foto de Capa: Le Tour de France

Luís Filipe Vieira | Fim da linha?

0

O ciclo de 17 anos de Luís Filipe Vieira ao comando do SL Benfica poderá terminar muito em breve. Há mais contestação do que nunca, havendo já vários candidatos a apresentarem as respetivas candidaturas para as eleições, que irão decorrer em outubro. Pelo caminho fica uma excelente recuperação financeira e inúmeros títulos.

Porém, os benfiquistas já estão fartos da falta de transparência e da má gestão desportiva da atual direção, estão fartos dos escândalos que mancham a imagem do clube, estão fartos das promessas de um Benfica forte na Europa, sem que nada seja feito para que tal aconteça, e, acima de tudo, os benfiquistas estão fartos das mentiras de Luís Filipe Vieira. De resto, o nome de LFV foi abordado por Toy, no Bola na Rede TV. Na altura, o cantor teceu duras críticas ao presidente encarnado, tendo revelado uma situação que coloca em causa o valor da palavra de Vieira.

Atualmente, os encarnados encontram-se a oito pontos do FC Porto que, é bom recordar, chegou a estar sete pontos atrás das “águias”. Um feito notável por parte da gestão de Luís Filipe Vieira, tendo em conta que um Benfica que “apresenta a melhor saúde financeira das últimas décadas”consegue, em três anos, perder o campeonato duas vezes para um FC Porto intervencionado pela UEFA, com um plantel manifestamente fraco (tendo em conta os plantéis que os azuis e brancos já tiveram) e com um treinador, Sérgio Conceição, que em janeiro estava com um pé e meio fora do Dragão.

A famosa “estrutura”, que Vieira tanto apregoa, tem demonstrado um amadorismo e incompetência gritantes no que diz respeito ao planeamento das últimas épocas. É bom recordar que na época 2017/2018, temporada em que as “águias” podiam chegar ao inédito pentacampeonato, assistimos a um desinvestimento brutal na constituição do plantel principal, com apenas cerca de nove milhões e meio de euros a serem injetados na equipa, face aos 21 milhões de euros gastos pelo FC Porto. Isto depois de os encarnados terem vendido Ederson, Nélson Semedo e Lindelof, jogadores importantes cuja saída enfraqueceu bastante o plantel, sendo que a “estrutura” nada fez para ir buscar jogadores de qualidade de modo a colmatar essas mesmas ausências.

A mesma situação se verificou na presente temporada, desta feita com as saídas de João Félix e Jonas, jogadores fulcrais na conquista do campeonato no ano passado. O sistema de jogo que Bruno Lage privilegiava era o 4-4-2, com um segundo avançado que vinha buscar jogo entrelinhas adversárias, ligando o meio campo com o ataque. Nos últimos anos, esse papel tinha sido desempenhado por Jonas e, na época passada, por João Félix. Pois bem, com ambos os jogadores a abandonar o Benfica, seria de esperar que se fosse buscar alguém para desempenhar essa função.

No entanto, observámos a chegada de Raúl de Tomás, por 20 milhões de euros e de Vinícius, por 17 milhões. Foram gastos mais de 37 milhões de euros em dois pontas de lança cujo estilo de jogo é semelhante, sendo que nenhum deles oferece o que João Félix e Jonas ofereciam à equipa.

Além disso, é absolutamente ridículo o facto de o Benfica ainda não ter ido buscar um defesa direito que acrescente qualidade ao plantel. Desde a saída de Nélson Semedo, em 2017, que o corredor direito está entregue a André Almeida, um jogador que não tem qualidade para ser um titular indiscutível num clube com a dimensão do Benfica.

Outro argumento absolutamente falacioso, e que é usado por Vieira para justificar a falta de contratações que tenham impacto positivo na equipa, é que os reforços necessários para construir uma equipa competitiva estão (quase) todos no Seixal.

Está à vista de todos que o Benfica Futebol Campus tem muitos jovens jogadores de qualidade que, a qualquer momento, podem dar o salto para a equipa principal. No entanto, e se queremos um Benfica hegemónico em Portugal e forte na Europa, é necessário ir buscar jogadores já formados, cuja experiência possa beneficiar a equipa. É necessário ir buscar mais jogadores com créditos firmados, jogadores como Weigl, porque são esse tipo de jogadores que permitem com que o Benfica chegue a níveis competitivos mais elevados.

A atual situação que o Benfica atravessa é exemplarmente abordada por Vasco Mendonça, no programa “Dia Seguinte” de 29 de junho, na SIC Notícias, logo após a derrota das “águias” frente ao CS Marítimo, que ditou a saída de Bruno Lage do comando da equipa. Na altura, LFV foi à sala de imprensa declarar que Lage tinha pedido a demissão, e que ele próprio estaria com dúvidas em relação à sua continuidade como presidente. Dias mais tarde, pasme-se, disse que ia recandidatar-se.

A maior cartada eleitoral que Luís Filipe Vieira tem para as eleições de outubro está assente na escolha de um treinador para suceder a Lage, daí a insistência em trazer um treinador sonante para o lugar. A meu ver, o único treinador de topo que poderá, eventualmente, estar ao alcance de LFV é Jorge Jesus, sendo que este não é um nome consensual dentro do universo benfiquista pelos motivos que todos conhecemos.

Com o passar dos anos, o Benfica tem sido gerido como uma empresa, privilegiando-se o lucro e deixando os resultados desportivos para segundo plano. Pois bem, os benfiquistas começam a ficar fartos deste tipo de gestão que, aliado aos inúmeros escândalos que envolvem o presidente, sendo o último a “Operação Lex”, em nada dignificam a grandiosidade e a história do Benfica.

O Sport Lisboa e Benfica foi, é e será sempre dos sócios, nunca estando ao serviço de um presidente ou de uma direção. É pedido aos benfiquistas que reflitam e que em outubro, aqueles que podem votar, pensem naquilo que querem para o futuro do Glorioso e que exerçam o seu direito com consciência.

Adewale Sapara | Melhor jogador do CP dá o salto para a Segunda Liga

Não é todos os anos que o melhor jogador do Campeonato de Portugal dá o salto para o escalão acima, logo na época seguinte. Porém, Adewale Sapara é a exceção à regra. Eleito pela página Campeonato de Portugal – Campeonato das Oportunidades, o melhor jogador da temporada 2019/2020, foi apresentado pelo Leixões SC Futebol SAD, como reforço para o próximo ano desportivo.

Sapara, nigeriano de 25 anos, pode jogar em qualquer uma das alas, sem perder a qualidade que lhe é reconhecida. O seu 1,75m não o tornam franzino, já que a robustez física que possui, é um ponto chave nos duelos de corpo. O remate de meia distância também um dos seus melhores atributos. Para os menos atentos ao CP, descrevo Sapara em três palavras: veloz, objetivo e imprevisível. O estilo de jogo que apresenta faz lembrar Brayan Riascos (CD Nacional), ainda que, com maior primor técnico em relação ao colombiano.

Em Portugal desde 2014, ano em que deixou a capital da Nigéria para ir em busca do sonho do futebol, ainda não jogou numa liga profissional. O SC Farense abriu-lhe as portas do país, mas seguiram-se várias experiências em campeonatos secundários. Representou o CDR Quarteirense, Sertanense FC, ARC Oleiros e SR Almancilense, antes de chegar finalmente ao SC Olhanense.

Até ao momento da suspensão e posterior encerramento da competição, o extremo havia apontado 15 golos e oito assistências em 22 jogos, na Série D do Campeonato de Portugal. A juntar a estes números, estão ainda os 42 golos (!) nas últimas três épocas. A meu ver, e sem futurologia à mistura, é uma aposta ganha para o Leixões.

Dado este caso, há que ver a moral da história. A qualidade desta prova está a aumentar ano após ano. E não sou eu, mas sim jogadores e treinadores que por lá passam, que o dizem. Se dúvidas houvessem, basta recordar os embates do FC Alverca e do Vizela FC, frente a Sporting CP e SL Benfica, respetivamente. Os ribatejanos levaram de vencida a formação leonina, enquanto que os vizelenses não bateram os encarnados por muito pouco.

Há muitos e bons lagos por onde pescar neste campeonato, se é que me faço entender. Adewale Sapara é a prova viva, da vida que o Campeonato de Portugal dá ao futebol português.

Os 5 guarda-redes vindos dos “pequenos” que brilharam em “grandes”

Não são raras as vezes em que assistimos aos três grandes do nosso futebol a “alimentarem-se” dos craques descobertos ou produzidos nos restantes clubes a alinhar na Primeira Liga. Estes jogadores, depois de darem nas vistas nos vários estádios espalhados pelo país, conseguem dar o salto e atingir o seu auge no FC Porto, SL Benfica e Sporting CP. Neste século, os guarda-redes têm assumido um papel de destaque nestas movimentações de mercado, pelo que vamos apontar o Top 5 de guarda-redes que saíram dos “pequenos” para ganharem notoriedade nos três grandes neste período.

Sporting CP 1-0 CD Santa Clara: Serviços mínimos em Alvalade

A CRÓNICA: UM LEÃO COM IDEIAS MAS SEM PRÁTICA FOI SUFICIENTE PARA LEVAR OS TRÊS PONTOS

Tarde de futebol em Alvalade, o Sporting CP venceu o CD Santa Clara por 1-0, num jogo bastante equilibrado. Ambas as equipas apresentaram novidades nos seus onzes iniciais. Ao longo da partida, ambas tentaram encontrar-se em campo, mas não foi fácil encaixar o seu jogo.

Primeira parte taco a taco, mérito da equipa açoriana que se apresentou com bastante rigor tático, em Alvalade. Podia ter saído para o intervalo em vantagem, depois de uma perdida incrível de Thiago Santana. Sem grandes oportunidades durante todo o encontro, foi o Sporting CP a sorrir já na segunda parte, ao minuto 67, depois de uma assistência de Wendel para Jovane Cabral fazer mais um golaço. O jovem leonino marca, assim, mais um golo que o deixa atrás de Bruno Fernandes e Luiz Phellype nos melhores marcadores da equipa.

O Sporting CP foi a equipa que mais tempo teve bola nos pés, acabando o jogo com 63% de posse de bola, mas nem isso foi suficiente para comandar o jogo. Os três pontos ficaram em casa. Não obstante, o empate seria justo tendo em conta a história do jogo.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Marcus Wendel – O jogador mais desta equipa. É certo que foi Jovane Cabral a fazer o golo, mas a figura foi claramente Wendel por tudo o que deu ao jogo e à equipa. Praticamente 90 minutos ligado à corrente e tentou sempre levar a equipa para a frente. Faz uma bela assistência para Jovane voltar a abrir o livro. Cada vez mais influente nesta equipa, e começa a haver um Sporting CP com Wendel e outro sem ele. Novamente a justificar os elogios de Rúben Amorim, que na antevisão respondeu que “gostava de ter tido todas as características técnicas de Wendel” no tempo em que foi jogador.

O FORA DE JOGO 
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Idrissa Doumbia – Claramente um jogador a menos em campo. Postura apática do médio leonino, a não conseguir ajudar a equipa defensivamente. Além disso, a sua presença foi insuficiente para anular qualquer jogada adversária. Em nenhum momento teve influência no jogo. Colocou a bola dentro da baliza, mas o árbitro já tinha assinalado uma falta muito duvidosa de Coates na área adversária. Podia já nem ter entrado na segunda parte. Nos últimos jogos a sua irregularidade tem sido regular e, por isso, é caso para dizer que Doumbia esteve em “fora de jogo”.

ANÁLISE TÁTICA – Sporting CP

O Sporting CP apresentou-se novamente em 3x4x3, mas com novidades no onze inicial. Pela primeira vez, Rúben Amorim aposta em Acuña e Nuno Mendes em simultâneo, sendo o argentino a constituir o sistema defensivo de três centrais. Eduardo Quaresma e Wendel voltaram à equipa que iniciou a partida. Primeira parte um pouco confusa da equipa leonina, pouca organização ofensiva, blocos muito separados e o meio campo parece que não existe na fase de construção. Doumbia foi um jogador a menos em campo, não conseguiu dar consistência defensiva e não contribuiu em nada para o jogo ofensivo da equipa. Na segunda parte pouco mudou, Rúben Amorim tardou em mexer na equipa. A ideia estava lá, mas os jogadores raramente conseguiram acelerar o jogo. Valeu o excelente golo de Jovane Cabral, que mais uma vez foi decisivo. Sporar continua muito sozinho na frente, tenta procurar a bola, mas é servido sem qualidade. Os três pontos foram o melhor do encontro em Alvalade para a equipa de verde e branco.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Maximiano (6)

Eduardo Quaresma (7)

Coates (7)

Nuno Mendes (6)

Ristovski (5)

Wendel (8)

Doumbia (1)

Acuña (4)

Plata (5)

Jovane (8)

Sporar (4)

SUBS UTILIZADOS

Matheus Nunes (6)

Tiago Tomás (5)

Borja (-)

 

ANALISE TÁTICA – CD Santa Clara

O CD Santa Clara entrou em campo com duas alterações em relação à jornada anterior, frente ao Marítimo SC, na Madeira. Apresentando-se num 4x3x3, conseguiu equilibrar o jogo e dividiu a primeira parte com o Sporting CP. Em Alvalade, viu-se uma equipa bastante organizada e que soube temporizar todas as fases de construção. Teve a oportunidade de sair para o intervalo em vantagem. Já na segunda parte, o rendimento baixou, mas, ainda assim, tentou criar dificuldades à equipa da casa, jogando num bloco defensivo muito baixo. Em alguns momentos do jogo, o CD Santa Clara jogou com seis homens a constituir a linha defensiva. Rafael Ramos foi o jogador mais desta equipa. Boa prestação da equipa das ilhas que podia ter saído de Alvalade com pontos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (6)

Rafael Ramos (8)

João Afonso (6)

Fábio Cardoso (6)

Mamadu Candé (7)

Osama Rashid (6)

Anderson Carvalho (4)

Lincoln (3)

Zaidu Sanuss (5)i

Carlos Jr. (4)

Thiago Santana (6)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Ramos (4)

Diogo Salomão (3)

Cryzan (-)

Zé Manuel (-)

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Os 5 jogadores mais fiéis a atuar em Itália

0

São cada vez mais raros os atletas que levam à regra o lema “amor à camisola”. Num mundo onde, muitas vezes, o dinheiro fala mais alto, há atletas que resistem a propostas mais tentadoras e outros que, independentemente do estatuto do clube que representam, optam por tentar alargar a sua experiência em diversas equipas ou campeonatos.

Por estas razões e mais algumas, torna-se muitas vezes complicado encontrar situações de atletas que se encontrem a representar o mesmo clube durante anos e anos. Olhando para o caso italiano, há diversos casos que ascendem a cerca de uma dúzia de anos de vínculo contratual, patamar que já é mais difícil de atingir noutros campeonatos. Desde a baliza ao meio-campo, mas com a particularidade de não existir nenhum caso oriundo das camadas jovens. São poucos os jogadores neste contexto, mas importa louvar e particularizar essas mesmas situações.

Nota: Os atletas foram classificados tendo em conta o longo número de épocas consecutivas a jogar profissionalmente no mesmo clube.

Bolas paradas: a chave para o (provável) título

0

O FC Porto está a um passo pequeno, apenas um empate, do título de campeão nacional, depois de um ano algo conturbado e que nem sempre correu bem aos Dragões. E se for preciso escolher um fator do jogo da equipa que tenha sido mais determinante nesta caminhada, ninguém tem dúvidas da resposta: bolas paradas. O domínio que a equipa de Sérgio Conceição exerceu, e continua a exercer nesta época, tem garantido pontos absolutamente fulcrais para que o clube esteja na posição que está hoje.

Aquilo que claramente dá mais nas vistas são os golos marcados nestas situações, mas também não podermos descartar a competência dos Dragões a defender bolas paradas. O FC Porto lidera tanto os golos marcados como os menos sofridos (esta última juntamente com o SC Braga, se excluirmos os penáltis). É claramente um cunho muito pessoal que Sérgio Conceição quis imprimir no clube.

Para além dos dois centrais que são já os jogadores mais perigosos seja em que clube for, há uma aposta clara de Conceição em jogar também com dois avançados altos e fortes no jogo aéreo, ainda que isto possa ser prejudicial noutras alturas do jogo. Isto combina também muito com o estilo de jogo, mesmo em jogo corrido, com uma alta aposta em cruzamentos e na fisicalidade dos jogadores.

E realmente os números não mentem, desde a chegada do treinador português ao clube da Invicta, o FC Porto tem dominado nas bolas paradas. Em 2017/2018, foi apenas batido pelo SC Braga com 18 golos contra os 19 dos bracarenses, se excluirmos mais uma vez os pontapés de grande penalidade. Já em 2018/2019, ainda que o título tenha fugido para o SL Benfica, os portistas contaram com uns estonteantes 24 golos (cerca de 32% do total) contra 18 do clube da Luz. Na presente época, o FC Porto lidera mais uma vez esta estatística, com uma margem considerável. São para já 20 os golos de bola parada, não contando sequer os oito penáltis. O Benfica é o segundo com 13.

Um dado que também é relevante nesta discussão da dependência nas bolas paradas nos três anos de Conceição no FC Porto é que, a cada época que passa, a equipa marca menos golos. Em termos de golos em jogo corrido, a diferença é notória. Na primeira época, a equipa marcou 51 golos, número bem superior aos 39 do ano passado e aos 32 desta presente época (faltam ainda três jogos). Ainda que a dependência nestes lances não seja tão grande como na época passada (cerca de 30% contra os 32% já mencionados), é ainda assim muito significativa.